SQS ACABA COM O SONHO DO VERAS E QUER FAZER HISTÓRIA
Com Jacobi em tarde inspirada, time de Mezadri elimina The Veras de virada e está na semifinal; equipe pode chegar à principal divisão do Chuteira de Ouro com passagem meteórica pela Prata
Por Renato Malaguti
O duelo entre Só Quem Sabe e The Veras envolvia dois times com realidades distantes, mas com o mesmo objetivo: passar para a fase semifinal e chegar à Série Ouro. De um lado, o experiente que já teve história na principal divisão do Chuteira de Ouro e que luta há três temporadas para ser campeão da Prata e voltar para o lugar de onde saiu. Do outro, o novato que veio da Bronze neste semestre e, logo de cara, já estava entre os oito melhores da série, chamando atenção dos grandes. Por esses motivos, era mesmo de se esperar um jogo de alto nível.
Em jogos decisivos, as equipes têm de estar completamente estruturadas, desde a zaga até o ataque. Foi exatamente isso que aconteceu. Forte marcação e poder ofensivo de ambos os lados. Não é à toa que os atletas que mais se destacaram em quadra foram os zagueiros e os atacantes. De um lado, Jacobi fez a diferença ofensiva, enquanto Alemão fechou a parte defensiva para o SQS. Do outro, o goleador João Claudio fez sua parte no ataque; e mesmo não estando entre os três primeiros MVPs, Denys, do Veras, orientou muito bem a zaga e merece destaque. Entretanto, suas orientações não foram suficientes para brecar o Só Quem Sabe.
Mesmo em meio às batucadas entusiasmadas da torcida do Veras (Zenite, na verdade), que incentivou a equipe do começo ao fim, o primeiro ataque foi construído pelo SQS. Serjão viu Motta na área e cruzou rasteiro para seu companheiro. O goleirão Benga, vendo a possibilidade de Motta pegar de frente, tentou interceptar o passe, mas não conseguiu. Entretanto, mesmo com seus quase 2 metros de altura, ele foi veloz e acabou caindo e dividindo com Motta na hora do bate, evitando o primeiro do Só Quem Sabe. Em seguida, aproveitando lateral na medida, Serjão cabeceou para trás, mas acabou acertando o meio do gol, facilitando a defesa de Benga – que encaixou sem muitas dificuldades.
Do lado de fora, com esses dois ataques, a namorada do capitão do Só Quem Sabe, Tessarin, quase teve um infarto de tanto gritar. “Esse jogo significa muito para ele. Desde o começo da semana ele só fala disso”, afirmou ela, de forma entusiasmada. Entretanto, o SQS tentou ir para o ataque de forma tão afoita que acabou esquecendo o princípio básico do futebol: a marcação. Aos 5 minutos, mesmo tendo criado mais do que seu adversário, a equipe acabou tomando o primeiro gol. João Claudio, aproveitando passe que o deixou livre de marcação dentro da área, de frente para o gol, chutou de perna esquerda no cantinho para colocar o The Veras na frente.
Empolgados com o gol, os jogadores do Veras continuaram indo para cima e, dois minutos depois, o placar foi ampliado. Em mais um vacilo de marcação, João Claudio recebeu pela direita e chutou no mesmo canto para matar Arthur. Agora com dois gols de vantagem, o The Veras tentava ampliar o resultado enquanto o SQS parecia ter se desmotivado. Afinal, a equipe começou atacando mais, mas logo de cara tomou dois gols.
Após roubar a bola no campo defensivo, Moura puxou contra-ataque sozinho, levou pela esquerda e chutou de biquinho, mas mandou a bola à direita do arco, com certo perigo. Com o cronômetro marcando 10 minutos, o SQS, vendo a má fase do time, sabiamente pediu tempo técnico para eventuais modificações. Na volta, o ritmo de jogo foi outro. A partida ficou mais equilibrada. Logo de cara, João Claudio recebeu livre de marcação, mas acabou perdendo a chance de ampliar o resultado para o Veras, mandando de esquerda a bola ao lado do arco.
Do outro lado, na primeira chance após o tempo técnico, o SQS conseguiu diminuir o placar com Pedrinho, que recebeu na entrada da área, sozinho, e chutou no canto para vencer o goleirão Benga. Entretanto, mostrando que não ficou abalado com o gol, em lance de falta próximo à entrada da área, o Veras conseguiu marcar o terceiro, com Vitor Petreche, que pegou na veia uma paulada no meio do gol, impossibilitando a defesa de Arthur Chan, que nem viu a cor da bola. Respondendo à mesma altura e com a mesma moeda, o SQS fez o segundo tento, diminuindo mais uma vez o placar. Após cabeçada de Vitão que acertou a trave, de forma oportuna, Jacobi colocou para dentro.
Após o placar ficar em 3 x 2, os dois times apertaram bem a marcação até o final do primeiro tempo. De um lado, o habilidoso Pedrinho sofria forte marcação, enquanto a zaga do SQS, comandada por Alemão, também não dava mais brechas como no começo. Durante o intervalo, Denys, do Veras, afirmava que, para eles ganharem, a bola precisava ficar mais com eles e menos com o adversário. Ou seja, era necessário maior posse de bola. Do outro lado, Benga, otimista, disse que os dois gols tomados pelo SQS foi vacilo da zaga e sua equipe estava melhor no jogo. Se continuasse assim, mas com uma marcação melhor, sua equipe iria sair vitoriosa.
No segundo tempo, para incendiar a partida, o SQS empatou em 3 x 3 com gol de Minhoca. O jogador, que estava praticamente toda a temporada de fora por ter machucado a perna, recebeu pela esquerda e soltou o pé, acertando uma paulada no canto, impossibilitando qualquer tipo de defesa. Do lado de fora, ouvia-se o canto da torcida: “OOOOOOH, o Minhoca voltooooou”.
Depois do empate, o jogo ficou muito pegado, mas sem deslealdade de ambos os lados. Em lance polêmico, após dividida em escanteio, Moura chutou travado e, segundo o Veras, teve um desvio na mão de um zagueiro e deveria ter sido marcado pênalti. Entretanto, o juizão não deu nada.
Em boa troca de passes, Vitor Petreche tocou para João Claudio, que chutou cruzado e rasteiro, mas Arthur Chan pegou com o pé. No rebote, a bola foi mandada para fora. Do outro lado, o SQS também criava oportunidades. Aproveitando bom lançamento de Alemão, Serjão cabeceou com perigo para fora. Com o relógio marcando 12 minutos, o SQS conseguiu virar o jogo. Jacobi roubou a bola no campo ofensivo, passou por dois marcadores na raça e, caindo, acertou chute no cantinho para colocar o SQS à frente no placar pela primeira vez.
Poucos minutos depois, com os ânimos à flor da pele, o SQS ampliou a vantagem para 5 x 3. Em falta pela esquerda, Rodriguinho acertou o cantinho, surpreendendo a Benga, que provavelmente esperava por um cruzamento. Do lado de fora, após a virada e o quinto gol do SQS, os torcedores estavam boquiabertos. O experiente Lói, do Acidus, impressionado, comentou: “Nossa. Depois dessa, eu parei de jogar bola”.
Vendo a boa fase do seu rival e depois de ter tomado três gols em 12 minutos, o Veras pediu tempo técnico. Na volta, o jogo ficou mais truncado. Ambas as zagas estavam muito bem. Todavia, o tempo pedido pelo Veras não diminuiu o ritmo de jogo do SQS. Em bola roubada pelo meio, Minhoca puxou contra-ataque e acertou o cantinho, mas, fazendo mais uma boa defesa, Benga salvou o Veras de tomar o sexto tento. Em seguida, em chute de Serjão, rasteiro e cruzado no canto, Benga pegou com o pé. Desperdiçando a chance de ampliar, após ótimo lançamento de Serjão, Rodriguinho ficou cara a cara com Benga, mas o grandalhão saiu do gol e fechou o bate, salvando mais uma vez.
Faltando 5 minutos para o fim do embate, por pouco o SQS não ampliou. Após puxar ataque pela esquerda, Pedrinho bateu na trave. No rebote, Serjão bateu de primeira, mas também acertou a trave. Na sobra, a bola caiu nos pés dele, que chutou rasteiro, mas, mais uma vez, Benga fez excelente defesa, salvando o The Veras.
No finalzinho, o time de Pedro de Luna pressionou o SQS. Em lance de escanteio, Danilo cabeceou por cobertura, mas para fora. Antes de sair, João Claudio, livre de marcação, pulou para testar a redonda, mas não a alcançou. Em seguida, Petreche recebeu pela esquerda e chutou no mesmo canto, mas Arthur Chan fez boa defesa.
O The Veras, mesmo perdendo por dois gols durante boa parte do segundo tempo, em nenhum momento desanimou. Tal característica merece respeito. Entretanto, mesmo sofrendo pressão no finalzinho, o SQS não tomou gol. Jogando melhor na segunda etapa, o time, na raça, conseguiu vencer o Veras de virada. A vitória foi extremamente comemorada pela equipe. Boa parte dos jogadores se jogou no chão e se abraçou. Na semifinal, valendo vaga na Ouro, encara o experiente e entrosado Fora de Série.
IX CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
Palestrinha da Catarina 4 x 3 Cabeça Rachada
NO DUELO DE EX-CAMPEÕES DA BRONZE, DEU PALESTRINHA
Na raça, time de Hiro conquista vitória nos últimos minutos em cima do já classificado para a Ouro Cabeça Rachada. Destaques para o goleador Lukinhas e o veloz Japa, que destruíram na partida
Por Renato Malaguti
Duelo de titãs. Assim pode ser definido o jogo do Cabeça Rachada contra o Palestrinha da Catarina. Campeões das últimas duas edições da Série Bronze, respeitaram-se muito e jogaram de igual para a igual até o último minuto. Mesmo já classificado para a divisão de elite do Chuteira de Ouro, o Cabeça Rachada jogou com raça até o final, correndo atrás do resultado e cobrando os árbitros o tempo todo, tamanha era a vontade de ganhar. Já o Palestrinha não pôde contar com o contundido Hiro – que assistia do lado de fora – para botar ordem na casa junto com o experiente Peru. Entretanto, mesmo com a ausência, a equipe garantiu a vitória com gol de Lukinhas no finalzinho. O artilheiro da Prata e Japa foram os destaques do elenco.
No começo da partida, o Palestrinha levou a melhor logo de cara. Nos primeiros 5 minutos, nenhuma oportunidade de real perigo foi criada. Entretanto, Peru conseguiu abrir o placar. De cabeça, já dentro da área, ele testou firme, impossibilitando a defesa de Macaco. Após ter levado o primeiro tento, o Cabeça Rachada começou a ir para cima, buscando o empate. Em cobrança de falta, Luisinho Fernando encheu o pé, mas acabou mandando por cima. Do outro lado, Lukinhas arriscou de longe, rasteiro e sem muita força, facilitando a defesa de Macaco – que encaixou. Em chute forte, mas no meio da meta, Fabinho facilitou a vida de Caio. Em seguida, Tché recebeu passe dentro da área, mas Caio, destemidamente, saiu dividindo, impossibilitando o gol de empate do Cabeça Rachada. Sua saída na hora certa rendeu aplausos dentro e fora de quadra.
Mesmo sofrendo pressão, o Palestrinha marcou o segundo. O zagueiro e capitão Alê, do campo defensivo, cruzou para Guga, que tentou cabecear, mas acabou não encostando da bola. Entretanto, a redonda, que tinha direção certa, acabou entrando, pois Macaco esperava um desvio de Guga. O camisa 9 saiu comemorando como se o gol fosse dele, mas, tanto os árbitros quanto a mesa controladora de faltas e tentos, concederam o gol para Alê.
Para quem conhece bem o Cabeça Rachada, era de se esperar uma reviravolta no jogo. O elenco, que nunca abaixa a cabeça, independente do resultado, foi para cima e logo diminuiu para 2 x 1, com gol de Tché. O camisa 10 recebeu de Luisinho Fernando, em falta próxima à entrada da área, e bateu colocado, alto, para vencer Caio.
A todo vapor, sem dar chances para o rival se organizar após ter tomado o gol, o Cabeça conseguiu o empate, novamente com Tché. Dessa vez, o atleta – destaque individual da equipe – marcou de forma oportuna: aproveitando rebote e mandando no canto do goleiro. Na comemoração, entusiasmado, ele subiu nas grades, bateu no peito e gritou muito.
Após sofrer o empate, o Palestrinha pediu tempo técnico. Durante a pequena pausa, o treinador, Rennan, disse para o time ter a cabeça no lugar. Eles tinham de experimentar mais os chutes de longe e deveriam jogar com calma para chegar ao resultado positivo. Na volta, as orientações pareciam ter surtido efeito. Faltando pouco para o término parcial, o Palestrinha novamente ficou em vantagem. Após boa troca de passes, Peru tocou para Japa, que encontrou, livre de marcação e já dentro da área, Lukinhas, que só precisou empurrar. O terceiro gol foi uma obra-prima que mostrou os destaques do time em um lindo lance de bola trabalhada. O Palestrinha saiu com a vitória parcial de forma merecida, pois foi superior.
Durante o intervalo o técnico Rennan orientou o Palestrinha. Segundo ele, era “necessário forçar a marcação em cima de Tché e era para continuar com o mesmo estilo de jogo, só que com mais calma”. Complementando as orientações, Siri disse: “Mesmo sem a bola nos pés, é para todo mundo ter apetite na marcação”. No segundo tempo, foi notada a forte marcação do Palestrinha em cima de Tché. O jogo voltou disputado, mas sem gols durante boa parte. No primeiro lance de perigo, aos 5 minutos, Japa tocou para Lukinhas, que chutou no canto rasteiro, mas Macaco se esticou todo e fez boa defesa. Dois minutos depois, Peru ajeitou para Japa, que chegou pela esquerda chutando sem muita força e em cima do arqueiro, que novamente defendeu.
Depois desses dois ataques do Palestrinha, foi a vez do Cabeça Rachada ir para cima.
Em lance de escanteio, Michilin mandou para Luisinho Fernando, que pegou de primeira, acertando o lado do gol com perigo. Em seguida, quase empatando o jogo, o Cabeça perdeu ótima oportunidade. Alex tocou para Tché, que recebeu pela direita, livre de marcação. Ele dominou com a perna esquerda e chutou de biquinho, mas na rede pelo lado de fora – levando a torcida à loucura. Com o Cabeça correndo atrás do empate, a zaga acabou ficando vulnerável. Em lance de contra-ataque, Guga tocou de cabeça para Lukinhas, que chutou rasteiro no canto, mas Macaco defendeu com os pés.
Do outro lado, após bonita troca de passes, Ronan tocou para Alex, que voltou para ele. De frente para o gol, Ronan dominou e chutou ao lado, com perigo, perdendo oportunidade. O Palestrinha, mesmo sofrendo pressão, também criava boas oportunidades. Aos 13 minutos, Japa driblou um marcador pela esquerda e chutou cruzado, obrigando Macaco a fazer boa defesa. Em seguida, Lukinhas tentou de longe e acertou a trave, quase surpreendendo o goleiro. Entretanto, de forma merecida, após pressionar bastante, em um lance sem muita expectativa, Wagner soltou o pé do meio da rua e acertou o ângulo, fazendo um lindo gol e empatando.
Após o empate, o jogo ficou quente. O Palestrinha foi para cima com todas as forças. Faltando pouco para acabar, a equipe conseguiu marcar o gol da vitória em lance de contra-ataque. Peru encontrou livre de marcação o goleador Lukinhas, que fez. Após ficar novamente atrás no placar, de forma guerreira, o Cabeça continuou indo para cima, lutando ate o último segundo pela vitória, independente da já classificação para a Ouro. Devido à temperatura do jogo, o técnico do Cabeça Rachada, Leandro, foi expulso por desentendimento com o árbitro. Ele reclamou que estava tentando pedir uma pausa técnica há muito tempo e não foi atendido.
Após o tempo técnico concedido, de forma rápida, veio o apito final. Isso foi motivo para os atletas do Cabeça reclamarem muito da arbitragem. “O Palestrinha tem time bom para ganhar na bola, não precisa do auxilio dos juízes”, afirmou Fabinho, indignado. Com um jogo digno de quartas de final – que foi muito disputado e pegou fogo na reta final –, na bola, o Palestrinha conquistou a vitória. Tché, Fabinho, Luisinho e trupe jogaram com raça, mas não foi suficiente para vencer o Palestrinha. Com certo favoritismo, o vencedor enfrenta na próxima rodada o É Verdadeee.
IX CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
É Verdadeee 3 x 1 Inflação
‘BURRINHO’ NÃO DÁ CHANCES AO INFLAÇÃO E ESTÁ A UMA PARTIDA DE VOLTAR À SÉRIE OURO
Time de Gavião neutralizou as principais jogadas da equipe inflacionária e saiu com o triunfo; última etapa antes de chegar à decisão será contra o atual campeão da Série Bronze, o Palestrinha da Catarina
Por Renato Malaguti
Após ter assistido ao jogo do Inflação contra o Império Celeste pelas oitavas de final, o É Verdadeee conseguiu anular o esquema tático do qualificado rival, em partida válida pelas quartas de final. Por esse motivo, a equipe saiu vitoriosa. A ausência de Chide, pela segunda vez consecutiva, deu a Lú a responsabilidade ofensiva do Inflação. O atleta até tentou, mas não conseguiu furar a boa zaga do ‘burrinho’. O destaque da partida foi o atacante Rodrigo Toscano, principalmente no primeiro tempo. Ele foi o autor de dois tentos na boa vitória por 3 x 1, colocando o time a um jogo de retornar à Série Ouro.
Nos primeiro 10 minutos, contrariando as expectativas, nada que pudesse chamar a atenção aconteceu. O jogo começou pegado, sem deslealdade, mas com muitas divididas. Nenhum dos dois times ousava ir para o ataque. Parecia que estavam se estudando. Do lado de fora, as opiniões se intercalavam. Alguns diziam que o jogo estava chato e que as equipes eram fracas. Vozes mais experientes afirmavam que “jogo bom no Chuteira é jogo de pouco gol” e que “normalmente, em jogos assim, o gol sai em algum vacilo de alguma das equipes”.
Quem começou criando as oportunidades ofensivas, mesmo que só depois dos 10 minutos, foi o Inflação. Rodrigo Silva, em chute de longe que acertou o canto, levou perigo. Entretanto, Lenarduci conseguiu defender e mandar a bola para escanteio. Em seguida, em lance aéreo, Lú cabeceou firme. Reyna, no puro reflexo, fez mais uma boa defesa. Aproveitando o bom momento, o Inflação continuou indo para cima. Em chute de longe, Preto acertou sem muita força o ângulo. Saindo bonito na foto, o goleirão Lenarduci fez bonita ponte e mandou mais uma vez para o tiro de canto.
Do outro lado, mostrando que não ficou abalado, o É Verdadeee também foi para cima. Bruno tabelou com Rodrigo Toscano, ficou cara a cara com a meta, mas Marquinho saiu dividindo e mandou para fora. Em seguida, Rodrigo Toscano rolou para Kika, que chegou de trás chutando com força, porém, mandando a bola por cima da baliza. Após dar dois passes para gol, foi a vez de Rodrigo Toscano receber livre de marcação. Pela direita e de fora da área, ele chutou com força e cruzado para colocar o ‘burrinho’ à frente no placar.
Faltando 5 minutos para o fim da etapa inicial, após fazer o primeiro da partida, o É Verdadeee, empolgado, conseguiu ampliar. Mais uma vez o autor foi o atacante Rodrigo Toscano, que recebeu novamente livre de marcação, mas agora, dentro da área. O atleta chutou rasteiro por debaixo das pernas de Marquinho.
Nos últimos lances, o Inflação até tentou ir para cima. Todavia, bem estruturada, a zaga do É Verdadeee afastou as tentativas. Em bola roubada no campo defensivo por Furia, a equipe que já estava em vantagem puxou perigoso contra-ataque. O camisa 7 deu um tapa na bola para colocá-la à frente e ficar cara a cara com o goleiro, já que todo o Inflação tinha ido para o ataque. Contudo, Marquinho foi mais esperto, adiantando-se e dando carrinho para mandar a redonda para fora. Em resumo, o primeiro tempo foi disputado, mesmo com o resultado parcial favorável em dois gols para o É Verdadeee. O Inflação até criou mais, mas o ‘burrinho’ foi mais eficiente.
O Inflação começou melhor a etapa final. Sabiamente, a equipe colocou o capitão Thiago para marcar Rodrigo Toscano, anulando o principal jogador adversário. O camisa 77, autor dos gols do É Verdadeee, reclamou muito, alegando que Thiago estava marcando de forma desleal. Entretanto, os árbitros não marcaram nada. Com o relógio marcando 5 minutos, a primeira jogada de perigo aconteceu a favor do Inflação. Após tabela de Preto e André, Preto ficou cara a cara com o goleiro, mas bateu ao lado do arco, perdendo boa oportunidade. Logo em seguida, em chute de longe, Rodrigo acertou a trave. Do outro lado, em cobrança de falta próxima à entrada da área, Girão soltou o pé no meio do gol, mas, no puro reflexo, Marquinho salvou.
Com 10 minutos de bola rolando e precisando de aproximadamente um gol a cada cinco minutos, o Inflação pediu tempo técnico. Na volta, a equipe foi ousada e começou a jogar com um goleiro-linha. Do lado de fora, ouvia-se dos torcedores “agora é coração, Inflação. Vamos pro tudo ou nada”. Com essa atitude, a posse de bola do Inflação aumentou, mas o É Verdadeee fez uma marcação muito boa, impossibilitando o gol do rival. Em chute que tinha direção, em bola perdida em lance de ataque, com o arqueiro-linha fora do gol, Thiago meteu a mão na bola e, justamente, tomou cartão azul. Na falta, de frente para o gol, Rodrigo Toscano soltou o pé e acertou a trave, quase marcando o terceiro do É Verdadeee.
Jogando contra o relógio o Inflação continuou indo para cima. Em bola ajeitada para Tico, o mesmo soltou o pé, mas a bola foi desviada pela zaga. Os atletas do Inflação reclamaram, alegando que a bola desviou na mão de um dos zagueiros do ‘burrinho’. Em seguida, Lú cabeceou, em lance de escanteio. Em cima da linha, a zaga do É Verdadadeee tirou. Logo depois, Rodrigo recebeu bom passe do goleiro, levou pela esquerda e soltou o pé, mandando a redonda ao lado do gol, com perigo.
Do outro lado, mesmo sofrendo pressão, o time de Gavião construiu uma jogada de perigo. Bruno recebeu pela direita, chutou cruzado e o goleiro espalmou. No rebote, de frente para o gol, Fred chutou, mas a bola foi travada pela zaga.
Com a tática do goleiro-linha, o Inflação pressionava seu rival. Faltando menos de 5 minutos para o final do embate, em rebote de escanteio, Lú acertou a trave. De tanto pressionar, o gol do Inflação veio à tona com Tico, em forte chute no canto. Todavia, sem dar chance de a equipe rival comemorar, o É Verdadeee conseguiu marcar o terceiro gol logo em seguida, com Furia, após bola roubada no campo defensivo. Sem goleiro (fora da meta), o camisa 7, sem muitas dificuldades, matou a partida em 3 x 1.
Mesmo sofrendo pressão durante boa parte do segundo tempo, o É Verdadeee utilizou da experiência e conseguiu sair vitorioso de quadra. Mesmo com a derrota, o Inflação merece respeito, tanto pela qualidade quanto pela ousadia de colocar um goleiro-linha – atitude perigosa – nos últimos minutos de partida, buscando o empate até o final. Com esse resultado, o Inflação foi eliminado, enquanto o É Verdadeee avança para as semifinais. A equipe enfrentará o Palestrinha do Catarina em jogo que vale o seu retorno à elite do Chuteira.
IX CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
Fora de Série 7 x 1 Coringa
FORA DE SÉRIE ANIQUILA CORINGA E MANTÉM A CHAMA DO TÍTULO ACESA
Masson e Bia dão show, FDS passeia em campo, goleia e segue favorito para enfrentar o Só Quem Sabe na semifinal
Por Renato Malaguti
O Fora de Série comprovou o favoritismo vencendo o Coringa nas quartas de final pelo elástico placar de 7 x 1. A equipe dominou o jogo durante os 50 minutos de bola rolando. O jovem e habilidoso Masson, junto com o experiente Bia, apelidado de Batistuta pelos torcedores, foram os principais destaques individuais do time. Do lado de fora, o Só Quem Sabe, novatos na Prata, assistiram e estudaram seu próximo rival. Eles já jogaram uma vez contra o Fora de Série e sentiram na pele o poder de ataque do rival, perdendo de 8 x 2. Segundo Jacobi e seus companheiros, “será necessário formular uma forte marcação em cima do Bia, camisa 10, e do Masson para conseguir ganhar”.
Desde o começo, o FDS foi superior. No primeiro lance, o placar foi aberto com chute cruzado de Bia, que acertou o cantinho direito de Cidrão, que até pulou, mas não alcançou. Em seguida, contrariando as expectativas, o Coringa conseguiu empatar o jogo com Feitosa – melhor jogador do elenco na partida –, que desviou dentro da área, matando o goleiro.
Após tomar o empate, só deu Fora de Série. Em chute de longe, Denis acertou por cima do ângulo direito do gol do Coringa, com perigo. Logo depois, em cobrança de falta, Rezende soltou o pé no cantinho, mas Cidrão fez bela defesa, mandando a bola para escanteio.
Pressionando, o FDS quase marcou em mais um chute de longe. Dessa vez, Gabriel chutou no cantinho, obrigando Cidrão a se esticar todo para impedir o segundo gol. Poucos minutos depois, Denis recebeu na entrada da área e soltou o pé, mas, mais uma vez, Cidrão espalmou e mandou a bola para escanteio, salvando o Coringa. Descontente com o resultado, o Fora de Série continuou indo para cima. Em bola desviada, Masson quase surpreendeu Cidrão – que conseguiu fazer uma defesa com o pé. Entretanto, por mais qualificado que fosse o arqueiro de um time, uma hora a equipe cederia. Foi exatamente isso que aconteceu.
Após varias tentativas brecadas por Cidrão, o FDS conseguiu ficar novamente à frente no placar. Em boa jogada trabalhada, Bia inverteu o jogo para Denis, que dominou e achou livre de marcação Gabriel. Sozinho, ele fez. Em seguida, a todo vapor, o Fora de Série ampliou para 3 x 1, novamente com Bia, após desvio em chute cruzado de Masson.
Após tomar o terceiro gol, o Coringa, que até então fazia papel passivo na partida, pediu tempo técnico. Na volta, o jogo continuou com o mesmo ritmo. Em pouco tempo, o time de Clebão marcou o quarto gol, outra vez com Bia, em mais um chute cruzado de longe que acabou acertando a trave antes de entrar. Cidrão até se esticou, mas pouco pôde fazer.
No segundo tempo, logo de cara, Masson chutou de longe, com força, no cantinho, obrigando Cidrão a fazer mais uma boa defesa, mandando a bola para escanteio. Entretanto, logo em seguida, o quinto gol a favor do FDS veio à tona. Rezende recebeu pelo meio, carregou pela esquerda e, dentro da área, com liberdade, bateu forte e cruzado para o fundo do gol. Poucos minutos depois, com a ofensividade à flor da pele, o FDS fez o sexto tento, mais uma vez com Masson. Agora, o jovem e habilidoso atleta roubou a bola no campo defensivo, puxou contra-ataque rápido e chutou no cantinho para vencer Cidrão e deixar o placar em 6 x 1.
O Coringa, que na raça venceu o Condor’s na morte súbita pelas oitavas de final em partida eletrizante, foi anulado pelo Fora de Série. Deu para contar nos dedos os ataques que o time criou. Tentando esboçar alguma reação, Feitosa arriscou de longe chute forte, mas no meio da meta, facilitando a defesa do arqueiro do FDS. Do outro lado, não deixando o Coringa se empolgar, o FDS levou perigo mais uma vez. Gabriel, que assim como Masson e Bia merece destaque, fez bonita jogada individual, passou por dois marcadores e bateu forte e cruzado, mas, mais uma vez, Cidrão fez boa defesa. Torcedores brincavam que se não tivesse sido Cidrão, era pra ter sido uns 20 x 1 o placar.
Em mais um chute de longe, Feitosa puxou para o meio e acertou por cima do ângulo esquerdo do gol, criando talvez a jogada de maior perigo do Coringa no segundo tempo. Aos 15 minutos, fechando a goleada, o FDS marcou o sétimo com Cabeça. Em contra-ataque, Masson puxou pela esquerda, ganhou de um marcador e bateu cruzado, de esquerda. Na conclusão, em cima da linha, Cabeça fez.
Após abrir seis gols de vantagem, o Fora de Série deu uma cadenciada no jogo. Em nenhum momento a equipe desrespeitou seu rival, e isso é importante de ser citado. O Coringa, mesmo tendo feito uma má partida, merece respeito, sendo um dos grandes times da Prata.
No finalzinho, Masson quase fez mais um. O habilidoso atleta driblou um zagueiro e chutou com força por cima do gol, tirando tinta da trave. Com o resultado, o Fora de Série jogará contra o Só Quem Sabe nas semifinais. Apesar do favoritismo, certamente a equipe vai ter que suar a camisa se quiser a vitória.
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