PALESTRINHA INICIA SUA TRAJETÓRIA NA PRATA COM VITÓRIA
Time segura ímpeto do TCM no segundo tempo e consegue seus três primeiros pontos
Por Bernardo Coimbra
O atual campeão da Bronze sofreu diante do TCM, mas, no fim, fez prevalecer seu conjunto e derrotou o TCM. O time de Hiro, apesar do poderio ofensivo, encontrou muitas dificuldades contra um TCM bem armado e com jogadores de qualidade. Matheus deu trabalho à meta do Palestrinha, enquanto o camisa 10, Zé Roberto, comandou o meio de quadra aurinegro. Porém, nada disso foi suficiente para brecar o ímpeto da equipe tricolor.
O jogo de abertura do Grupo A da Prata foi um belo cartão de visitas do torneio. Com muita vontade, ambos os times entraram pra vencer e não pouparam o seu arsenal ofensivo. O TCM começou melhor, ditando as ações ofensivas e logo abrindo o placar, com Thiagão, de cabeça, após jogada de efeito de Matheus.
O TCM ainda manteve o domínio, mas não conseguiu traduzir o volume de jogo em resultado no placar. Foi quando o Palestrinha acordou, e, em contra-ataque, Peru empatou a peleja. Com o placar em 1 x 1, o TCM tentou ir para cima e conseguiu uma bola na trave com Matheus. A partir daí, a partida ficou muito igual, com chances alternadas para ambos os lados. Entretanto, foi o Palestrinha quem marcou em seguida, com Lucas Negão, sacramentando a virada ainda nos primeiros minutos. Não satisfeito, o campeão da Bronze fez o terceiro pouco depois, em cobrança de falta ensaiada convertida em gol por Marião. O placar de 3 x 1 escondia um jogo muito disputado, com Matheus, sempre ele, ainda conseguindo uma bola na trave.
Buscando voltar ao jogo, o TCM foi para cima e conseguiu diminuir com Matheus aos 18 minutos. Para sorte do Palestrinha, no minuto seguinte, Guga ampliou a vantagem novamente para dois gols. O TCM teve muitas dificuldades na armação de jogadas no final do primeiro tempo, e o apito para o intervalo foi essencial para a organização do time.
Na volta para o segundo tempo, Zé Roberto acordou e começou a liderar o TCM em busca do empate. Ainda com problemas na saída da defesa ao ataque, o camisa 10 foi a válvula de escape e passou a tomar conta das ações ofensivas. Assim, o início do segundo tempo teve grande pressão do TCM, que viu o Palestrinha recuar. Com um belo chute, Zé Roberto marcou o terceiro gol, colocando seu time de volta na partida. Sentindo a pressão, o Palestrinha, acuado, dava espaços para as ações ofensivas do adversário. Nessa hora o goleiro Régis foi decisivo e segurou o ímpeto do TCM. Foi quando Guga, novamente, conseguiu aliviar a pressão e fez o 5 x 3, ainda no melhor momento do adversário.
Precisando ao menos de dois gols, o TCM continuou no ataque e foi recompensado com mais um gol do melhor jogador em campo, Zé Roberto, em jogada de pivô. Com ainda 18 minutos por jogar, o time de Marcião queria o empate e foi à luta. Apesar de boas chances, o goleiro do Palestrinha continuava com sua grande partida. Assim, se defendendo, o Palestrinha matou o jogo com Lucas Negão, que fez o sexto em falha da defesa do TCM.
A partir daí o jogo tomou contornos de drama. Faltando 10 minutos para acabar, a partida ficou mais equilibrada e sem grandes chances de gol, com exceção de uma de Lucas Negão, que chutou pelo lado direito de ataque. Assim, o jogo foi encerrado com placar de 6 x 4 em favor do Palestrinha, que larga bem na Prata. Apesar da derrota, o time aurinegro saiu satisfeito com sua atuação, como atestou Marcião. “Perdemos, mas fizemos um grande jogo. Isso mostra que essa edição da Prata vai ser das melhores mesmo”, afirmou ele na saída.
Na segunda rodada prateada, o Palestrinha tentará sua segunda vitória diante do Império Celeste, que vem de grande virada pra cima do Elite. Enquanto isso, o TCM tentará a reabilitação. Para isso, fecha a 2ª rodada do grupo contra o perigoso MachuPichu, que estreou com um empate na primeira rodada.
IX CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
Báguas 1 x É Verdadeee
GOLEIROS SE DESTACAM E BÁGUAS E É VERDADEEE FICAM NA IGUALDADE
O primeiro jogo da Série Prata foi movimentado, mas o resultado ficou no 1 x 1 graças às intervenções dos arqueiros Lenarduci e Concha
Por Raphael Ferreira
Báguas e É Verdadeee fizeram jogo equilibrado na abertura da Série Prata. Com os mesmos objetivos – conquistar o grupo e garantir um lugar na edição 16 da Série Ouro –, ambos os times partiram ao ataque e protagonizaram bons lances. Mas os destaques do grande embate foram os arqueiros Lenarduci e Concha, que pararam o poderio de fogo demonstrado pelos dois lados.
Com menos de um minuto de jogo, o EV já levou perigo à meta do Báguas, mas Concha fez boa defesa. Logo depois, Jorjão se antecipou, após cobrança de escanteio, e cabeceou sem chances de defesa para o goleiro Lenarduci. Primeiro gol dele e do Báguas na competição.
Após alguns minutos sem jogadas ofensivas mais agudas, o Báguas chegou com perigo em bola cabeceada por Renatinho que acertou a trave. Depois desse lance, o É Verdadeee melhorou e conseguiu criar boas chances. Primeiro em chute para fora de Bruno. Depois, com dois lances em que o atacante Kika arrematou, mas o goleiro defendeu dando rebote. A bola sobrou para Gavião, que bateu firme, mas Concha fez outra excelente defesa.
Depois de muito tempo sem ameaçar Lenarduci, o ataque do Báguas apareceu bem. Em bola que sobrou após escanteio, Genaro deu um belo chute que passou bem perto da trave. E Genaro ainda acertou dois outros belos chutes, mas o goleiro do ‘burrinho’ apareceu para evitar que o placar fosse ampliado. No último minuto da primeira etapa, Girão lançou rapidamente para Rodrigo Toscano, que bateu firme, mas parou novamente em Concha. Fim do primeiro tempo com vantagem mínima em favor do Báguas.
Após o intervalo, as equipes voltaram com a mesma disposição e, novamente, o É Verdadeee apareceu bem. Com menos de um minuto, Kika chutou forte, mas Concha pegou com o pé. A resposta veio em seguida: o Báguas chegou bem no ataque, mas Lenarduci fez grande defesa. A partir daí o ‘burrinho’ dominou a partida. Lacraia apareceu desviando um cruzamento despretensioso, mas Concha segurou. Depois, Lacraia apareceu de novo. Dessa vez ele fez o pivô e tocou para Rodrigo Toscano chutar com perigo para fora. O camisa 77 da equipe azul apareceu de novo, mas, dessa vez, de forma fatal: ele recebeu a bola, girou para a esquerda tirando a marcação e chutou com força, sem chances para o goleiro Concha.
Num lance posterior ao gol de empate, Renatinho sofreu falta, mas reclamou com o árbitro e recebeu cartão amarelo. Entretanto, o É Verdadeee não soube aproveitar a vantagem de um jogador a mais durante dois minutos. Com mais de 15 minutos jogados, Rodrigo Toscano apareceu bem de novo, em um lance semelhante ao que originou o gol. Ele recebeu novamente de costas e puxou de primeira para sua perna esquerda, se desvencilhando da marcação. Sorte do Báguas que, dessa vez, o chute foi por cima do gol.
O ‘burrinho’ pediu tempo técnico e, logo quando a partida retornou, aconteceu um lance polêmico. O árbitro marcou uma falta duvidosa para o Báguas. A falta foi batida para dentro da área e o goleiro Lenarduci fez grande defesa. No mesmo lance a bola sobrou para Jorjão que, num belo chute, acertou a trave. Após esse lance os times não foram ofensivos, talvez com medo de tomar gol, já que restavam apenas 5 minutos para o término da partida. Fejão bateu falta para o Báguas e, apesar do chute ter sido forte, Lenarduci segurou sem grande dificuldade. Faltando menos de três minutos para o jogo acabar, Lacraia apareceu no ataque e chutou forte, mas a bola passou por cima da meta de Concha. Mesmo com muitos chutes a gol, a partida terminou em 1 x 1, graças à bela atuação dos goleiros.
Na segunda rodada da Série Prata ambos os times tentarão a vitória. A vida do É Verdadeee deverá ser mais tranquila, já que encara o Absolutos – que foi goleado na rodada de abertura da divisão. Já o Báguas deverá encontrar dificuldades diante do tradicional Fora de Série, que fará seu primeiro jogo na temporada que se inicia, pois o jogo da rodada inaugural adiado em decorrência da chuva.
IX CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
The Veras 4 x 2 Cabeça Rachada
NA BASE DA RAÇA, THE VERAS VIRA SOBRE CABEÇA
Equipe verde-limão chegou a liderar o placar por duas vezes, mas não suportou a pressão no final e acabou perdendo
Por Bernardo Coimbra
O Cabeça Rachada até que jogou bem, mas com seu sistema defensivo comprometido pela ausência de Fabinho (suspenso devido às ocorrências na última rodada da Série Prata passada), o time de Michilin sofreu a virada na etapa final e saiu derrotado pelo The Veras. Mesmo assim, o Cabeça comemorou o retorno de Tché, que pode dar mais velocidade e mais qualidade ao meio de campo. Já o Veras largou bem e espera manter o ritmo nos próximos jogos e, quem sabe, conquistar o Grupo A prateado.
No começo da peleja, o domínio foi total do Cabeça Rachada. Cleuson, Tchê, Vágner, Luisinho Fernando, Michilin e Ronan tocavam a bola com categoria e chegavam levando perigo à área adversária. Apesar da pressão, o The Veras conseguia boas chances no contra-ataque e em tramas bem armadas, como na cabeçada do camisa 22, Andres. Mas o surpreendente ainda não havia entrado em campo, e foi do Cabeça Rachada o primeiro gol, marcado por Tché, em um chute de fora da área em que o goleiro Benga nem se mexeu.
Em seguida, o Veras se aproveitou de um descuido defensivo do Cabeça e conseguiu o empate em uma falha grosseira na saída de bola adversária. O time verde marca-texto tentava sair do campo defensivo jogando com os pés, quando um erro de passe se tornou em uma roubada de bola e, logo depois, em gol de Ariel.
No final do primeiro tempo, o time azul se aproveitou do bom momento e do torpor do adversário e foi para cima, conseguindo inclusive uma bola na trave de Moura. O intervalo veio para esfriar os ânimos do Cabeça Rachada, que sentia a pressão ofensiva, e esfriar a reação do The Veras, que queria a todo custo aproveitar o bom momento. O Cabeça Rachada não poderia ter esperado um começo de segundo tempo melhor. Em um chute despretensioso de Hugo, Benga novamente não se mexeu e o time verde marca-texto passou à frente novamente.
Foi quando o camisa 4, Cleuson, do Cabeça, passou a trabalhar e aparecer. Muito seguro na defesa, com um tempo de bola impecável, era um touro no sistema defensivo do Cabeça Rachada. Em um forte chute de Nico, a bola passou pelo goleiro e ele, Cleuson, estava em cima da linha para impedir o gol. Mas nem mesmo Cleuson conseguiu fazer milagres durante todo o jogo. O insistente Nico conseguiu empatar a peleja logo depois, num lance de cruzamento. A partir daí, o jogo assumiu um grande equilíbrio que se manteve até quase o final.
Foi quando o The Veras partiu para o tudo ou nada e prensou o Cabeça Rachada na defesa. Não satisfeito com o empate, o time de azul foi para cima com todas as suas armas. Moura conseguiu mandar uma bola na trave após cruzamento. A insistência de Moura foi, finalmente, recompensada. De cabeça, ele colocou o time azul pela primeira vez à frente do placar na metade do segundo tempo.
Atordoado, o Cabeça Rachada estava completamente inoperante. Nos últimos instantes, João Cláudio deu o golpe de misericórdia e números finais ao jogo: The Veras 4 x 2 Cabeça Rachada. O resultado surpreendeu pela elasticidade. O Cabeça Rachada começou a partida com a impressão de que dominaria do começo ao fim, mas, com lances fatais que resultaram em gol, o Veras nunca deixou a diferença no placar ser de mais de um gol.
No final, o Cabeça Rachada não conseguiu se impor da mesma maneira que fez no primeiro tempo, e o Veras se aproveitou disso para virar o momento em seu favor. Com jogadas mortais no fim do jogo, conseguiu uma bela virada na raça. Agora, a equipe de Victor Petreche tentará sua segunda vitória seguida diante do sempre perigoso Elite. Já o Cabeça Rachada corre para se arrumar para o confronto ante o Basicus, em uma partida que pode marcar a redenção da equipe de Luisinho Fernando.
IX CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
NGM 5 x 3 Inflação
NGM SURPREENDE INFLAÇÃO E LARGA COM O PÉ DIREITO
Em jogo equilibrado, equipe fez 5 x 3 e garantiu seus três primeiros pontos; Simei Rafael fez boas defesas, salvando o NGM
Por Raphael Ferreira
Com uma forte marcação e objetividade no momento de finalizar os ataques, o NGM estreou com vitória na nona edição da Série Prata. Mesmo encarando um adversário complicado, a equipe de Messi soube se segurar quando necessário e, contando com um inspirado Carlitos no ataque e belas intervenções de Simei Rafael na meta, venceu com certa propriedade. Foi uma vitória para levantar o moral do time e dar forças para que a equipe alcance suas metas. E, mesmo com o revés, o Inflação mostrou que tem condições de brigar pelo título e por uma vaga na próxima edição da Série Ouro.
Essa foi a partida menos movimentada da tarde do Grupo B, mas o nível técnico de ambas equipes esteve alto. O Inflação tocou muito bem a bola e chegava bastante no ataque, mas a boa marcação do NGM brecava os ataques adversários. Os dez primeiros minutos foram de muito estudo, quando as equipes trocavam passes, sobretudo o time de camisa branca. Enquanto isso, os de uniforme preto não arriscavam o bote e faziam uma linha de quatro jogadores atrás. A melhor chance no início foi do Inflação, em uma falta aos 4 minutos. Fernando Souza fez a penalidade mínima e recebeu cartão amarelo. Na cobrança, Preto cruzou para Lú, que se antecipou e desviou a bola, porém, Simei Rafael fez uma boa defesa.
O Inflação foi ao ataque com um jogador a mais durante os dois minutos de punição a Fernando, mas o NGM se fechou bem e não sofreu perigo. Aos 11 minutos, Preto chegou bem ao ataque e chutou forte, a bola passou raspando a trave e foi para fora do gol. Depois, foi a vez de Thiago chutar, mas Simei defendeu novamente. Na primeira vez que chegou com perigo o Não Guento Mais conseguiu fazer o gol em chute de Carlitos. Em seguida, Thiago apareceu no ataque e cabeceou, mas Simei Rafael estava próximo dele e afastou o perigo.
O Inflação continuou no ataque, e em boa jogada, Lú passou para Preto chutar de primeira e empatar. Depois, Thiago tentou novamente, mas o chute desviou na zaga e foi para escanteio – que não foi bem aproveitado. Depois de alguns minutos sem chegar ao ataque, o NGM apareceu com Bruno Ferreira, que chutou forte, mas a bola foi para fora.
O jogo estava corrido, diferente do início, e, dessa vez Chide tentou a virada para o Inflação: ele foi em diagonal para a esquerda e deu uma porrada para o gol, mas Simei Rafael estava lá de novo para evitar o gol. Depois, Preto quase fez o seu segundo na partida, quando tabelou com Cris e recebeu sem goleiro, chutou para o gol, mas Anélio apareceu de carrinho e tirou a bola quase em cima da linha. O primeiro tempo terminou empatado em 1 x 1.
A segunda etapa já começou com tudo. Com menos de um minuto, Gérson apareceu pelo meio e bateu na saída de Marquinho, fazendo o segundo gol do NGM. O Inflação se perdeu no início do segundo tempo e tomou mais um gol: Memé deu belo passe para Carlitos, que apareceu sozinho pelo meio e completou para o fundo das redes.
Logo depois do gol a equipe de camisa branca foi pra cima, e Preto fez seu segundo gol com um belo chute de fora. Mas de nada adiantou, pois aos 9 minutos Gérson apareceu no meio da zaga e fez de cabeça, após cruzamento de Carlitos. Gérson queria mais e finalizou de longe, mas Marquinho fez boa defesa.
Daí foi a vez do Inflação ficar recuado, e o NGM mandava no segundo tempo. Carlitos fez um golaço ao acertar o ângulo de Marquinho, que nada pôde fazer. Com placar adverso em 5 x 2, não restava outra opção para o Inflação a não ser ir para o ataque – e foi isso que fizeram. Chide veio da direita, cortou para o meio e finalizou bem para marcar o terceiro.
Com menos de dez minutos para o fim, o Inflação não tinha desistido e Lú acertou a trave. A bola ainda sobrou na área de Simei, mas a zaga conseguiu tirar para escanteio. Depois foi a vez de Chide tentar novamente. O artilheiro arriscou duas vezes e Simei Rafael interveio, evitando o gol. O time de branco continuava no ataque e Lú foi lançado na ponta esquerda, mas Simei saiu da área e ganhou a dividida contra o atacante.
Restando menos de 5 minutos, Preto chutou de longe no cantinho, mas o arqueiro foi bem novamente colocando a bola para escanteio. O time de camisa preta trocava passes e esperava o fim do jogo, mas quase ampliou quando Gérson deu ótimo passe para Bruno Ferreira, que pegou de primeira, mas para fora. Depois desse lance nenhum goleiro precisou fazer defesas e a partida terminou em 5 x 3 para o NGM.
O Inflação mostrou ótimo entrosamento e boa posse de bola. Vai dar trabalho para os outros times. Já o NGM mostrou uma defesa difícil de ser vazada e contou com bom desempenho de seu goleiro. Na próxima rodada, o time de Totó e Marcio quer manter o bom astral da estreia e a mesma pegada diante do Bufalos, que massacrou o Elefantes Indomáveis em seu jogo de abertura. Enquanto isso, o Inflação quer se recuperar de qualquer jeito, e quem pode pagar por isso é o Só Quem Sabe – que estreou com vitória.
IX CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Diabos Negros 3 x 3 MachuPichu
MACHUPICHU ARRANCA EMPATE CONTRA DIABOS NEGROS
Time ‘peruano’ chegou a estar perdendo por 3 x 0, mas soube usar de sua experiência para alcançar a igualdade no final; goleiro diabólico Marco foi o destaque do jogo
Por Bernardo Coimbra
O Diabos Negros teve tudo para sair vitorioso em seu jogo inaugural na Série Prata. Chegou a abrir tranquilos 3 x 0 e a controlar o jogo em determinados momentos, mas o MachuPichu tem experiência dentro do Chuteira de Ouro: com extrema objetividade e demonstrando um poder de reação incrível, a equipe de Ricci alcançou o empate histórico na etapa final. E só não venceu graças à atuação impecável do arqueiro Marco, que fez boas intervenções, salvando o Diabos Negros em várias situações adversas.
O jogo poderia ser facilmente confundido com Real Madrid x Manchester United pelas cores dos uniformes. O MachuPichu usou vermelho e o Diabos Negros, apesar do nome, usou branco com detalhes em preto. O Diabos não poderia esperar início melhor: Tebas, do MachuPichu, colocou a mão na bola dentro da área e o árbitro assinalou pênalti. Dija converteu, com tranquilidade, em um chute forte. Dija, aliás, que mandou uma bola na trave logo depois.
A partir daí o jogo foi totalmente dominado pelo Diabos Negros. Quase inertes, o MachuPichu assistia ao desfile do adversário. A situação se complicou ainda mais quando Dija, sempre ele, marcou o segundo em chute de fora da área, mas nessa altura o jogo estava começando a tomar outras formas e a consagrar um jogador: Marco, o goleiro do Diabos. A partir do segundo gol, o MachuPichu veio para cima a todo vapor – e parou nas mãos firmes do goleiro.
Thiago Branco conseguiu um belo chute em um lance de pivô, e Baiano bateu uma boa cobrança de falta para o MachuPichu, sem sucesso. O começo do segundo tempo foi uma repetição do começo do primeiro, com domínio do Diabos Negros. Dija, em boa cabeçada, e João, em boa jogada pela esquerda, tentaram aumentar o marcador, mas o gol só saiu pelos pés de Zuppo, em uma boa jogada pelo lado direito. Com o 3 x 0 se arrastando no placar e o goleiro Marco jogando muito, parecia missão quase impossível para o MachuPichu tentar o empate.
Acreditando, o time de vermelho foi para cima. Renato Seckler fez boa jogada pela esquerda, mas o goleiro defendeu. Depois, Ricci recebeu na entrada da área e chutou em cima de Marco. O próprio Ricci teve duas chances seguidas em sequência, em uma bola em que o goleiro defendeu e em outra que foi chutada para fora. Mais recuado e confiando no ótimo momento do seu camisa 1, o Diabos mal chegava à área peruana.
A insistência do time de vermelho começou a ser recompensada na metade do segundo tempo. Caio fez bonita jogada pelo lado esquerdo e estufou as redes. 3 x 1. Quase que em sequência, Thiago Branco recebeu cruzamento e, por muito pouco, não alcançou a bola e mandar para a meta, sem goleiro. Porém, ele se redimiu em seguida. O camisa 14, de volta à equipe após temporada no exterior, recebeu boa bola cruzada e mandou para dentro do gol.
Com o jogo quase se encerrando, a diferença agora era de apenas um gol a favor do Diabos Negros. O último suspiro do time de branco foi de Zuppo, que não conseguiu balançar as redes. O castigo veio nos últimos momentos da partida. Faltando poucos segundos para o jogo acabar, Caíque fez o gol de empate e da redenção do MachuPichu. O placar já mostrava o que seria no final: um 3 x 3 espetacular.
Foi, sem dúvida, o jogo mais técnico do dia pelo Grupo A. Ambos os times tinham um bom nível e conseguiram apresentar um bom espetáculo. O Diabos Negros começou o jogo com um ótimo volume e criando boas chances, assim como no começo do segundo tempo. Já o MachuPichu começou nervoso, errando muitas saídas de bola, e acabou castigado com três gols. Mas chama a atenção a frieza que o time teve para correr atrás no marcador, mesmo com uma atuação grandiosa do goleiro adversário. No final, muita comemoração por um empate com sabor de vitória para o MachuPichu.
Na segunda rodada, a equipe ‘peruana’ pretende alcançar sua primeira vitória contra o TCM. Já o Diabos Negros perdeu uma boa chance de largar com três pontos. Não conseguiu na estreia, mas terá nova oportunidade ante o Condor’s.
IX CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
Bufalos 9 x 1 Elefantes Indomáveis
BUFALOS MASSACRA ELEFANTES NA MAIOR GOLEADA DA RODADA
Lance polêmico desestabilizou os indomáveis, que, com um a menos, sofreu a goleada
Por Raphael Ferreira
Um lance. E toda uma partida desmoronada. Essa foi a sensação do Elefantes assim que os árbitros invalidaram um gol de Richard no segundo tempo. O jogador alegou que sua cabeçada, após bater na trave, ultrapassou a linha divisória da meta – o que caracterizaria o segundo tento do time, contra três do Bufalos até o momento. A não marcação do gol mexeu com os ânimos do time, que se desequilibrou emocionalmente e foi massacrado. Melhor ao Bufalos, que estreou com propriedade e busca fazer campanha melhor que a disputada na Série Prata passada.
A partida foi recheada de gols, mas todo o primeiro tempo foi equilibrado. Logo no primeiro minuto, Kaike Martins chutou rasteiro, mas o goleiro Spiga espalmou para escanteio. Logo depois quem apareceu no ataque do Bufalos foi Dinho. O camisa 10 chutou cruzado e foi o tipo de bola que costuma enganar os goleiros, entretanto, mesmo com a bola quicando à sua frente, Spiga conseguiu fazer a defesa.
O primeiro chute a gol do Elefantes Indomáveis foi de Daniel Teske, que bateu forte no meio do gol mas Danilo defendeu. Aos 6 minutos, a defesa do Bufalos deixou Bruno livre na área e ele não perdoou, abrindo o placar para o Elefantes. E o time de Esquerda quase ampliou com Cauê, ao receber uma bola cruzada por Bruno, mas o goleiro Danilo apareceu bem. Aos 9 minutos, Raoni chegou bem ao ataque e foi persistente, acertou a trave depois de uma boa jogada, pegou o rebote e, dessa vez, marcou o gol de empate para o Bufalos.
Com metade do primeiro tempo jogado, Thomas fez uma falta e o Bufalos tentou uma jogada ensaiada, mas ninguém completou o cruzamento de Kaike. Depois, foi a vez do Elefantes tentar voltar à frente no placar. Primeiro, Lucas chutou, mas a zaga desviou para a lateral; depois, Thomas chutou forte uma falta, mas Danilo apareceu bem e evitou o gol.
Já no fim da primeira etapa, Tedesco fez um golaço: ele cortou dois marcadores e chutou no ângulo esquerdo de Spiga. A primeira etapa terminou com a virada do Bufalos e o placar de 2 x 1.
Na volta do intervalo, com apenas 11 segundos, o Elefantes já fazia sua primeira finalização com Lucas, mas o goleiro fez boa defesa. A resposta veio no lance seguinte com belo chute cruzado de Tedesco que acertou a trave. Tedesco apareceu novamente, dessa vez ele cruzou lá da zaga para Kaike Martins, sem deixar a bola cair, completar para o fundo das redes. 3 x 1.
Com a adversidade no placar, o Elefantes foi pra cima e, por pouco, não diminuiu a diferença. Cauê cruzou para dentro da área, mas Bruno chegou depois da bola e não conseguiu completar. O jogo estava muito movimentado e, com 5 minutos, Casali, mesmo marcado por dois adversários, achou espaço e conseguiu o chute – mas Spiga apareceu bem e jogou pra escanteio.
Aos 7 minutos aconteceu o lance mais polêmico do dia. Thomas cruzou para Richard, que cabeceou bem. A bola bateu no travessão e todos tiveram a impressão que a bola entrou. Porém, o árbitro, que estava perto do lance, não considerou gol e Bruno, revoltado, partiu para cima do outro árbitro. Ele recebeu cartão amarelo e depois de continuar reclamando foi expulso. A partida estava 3 x 1 ao Bufalos, mas depois desse lance o Elefantes não se concentrou no jogo e a vantagem do Bufalos foi nítida no restante do jogo.
Kaike Martins chutou despretensiosamente, mas Spiga falhou e não conseguiu pegar o chute cruzado. Logo depois, Spiga se redimiu e fez grande defesa num arremate de Dinho. A equipe, que não havia finalizado depois da confusão, pediu tempo, entretanto, de nada adiantou. Menos de um minuto após o jogo ser reiniciado, Raoni apareceu sozinho no meio e soltou uma bomba.
O placar já estava 5 x 1, mas o Bufalos queria mais. Em uma bela tabela, Diogo Moraes tocou para Kaike e recebeu de volta para ampliar a goleada. Logo depois, Diogo fez de novo, dessa vez ganhando da marcação na corrida e finalizando na saída do goleiro.
O Elefantes não tinha reação e não conseguia mais finalizar, enquanto o Bufalos mantinha a postura ofensiva. Marcos aproveitou a pane na equipe adversária e foi para o ataque tentar fazer o seu. Ele bateu cruzado e Spiga fez boa defesa, mas a bola sobrou para Rubens fazer o oitavo. Já no finzinho do jogo, novamente por meio de tabela, dessa vez entre Rubens e Casali, o Bufalos fez o nono gol e deu números finais à partida.
Na próxima rodada o Bufalos quer marcar mais três pontos e se manter na liderança. Para isso terá pela frente um jogo complicado ante o NGM, que também começou com o pé direito ao vencer o bom Inflação. Já o Elefantes tentará a reabilitação contra o Coringa, que ainda não estreou desde seu retorno à Prata em razão da chuva.
IX CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Império Celeste 3 x 2 Elite
DEBAIXO DE TEMPORAL, IMPÉRIO CONQUISTA VIRADA HEROICA SOBRE ELITE
Nos acréscimos, Zé Victor dá a vitória ao time celeste após 50 minutos eletrizantes
Por Bernardo Coimbra
O Império Celeste perdia por 1 x 0 para o Elite em um céu azul. Pouco depois da volta do intervalo, São Pedro mandou um recado: esse jogo teria de ter um final épico. Junto com o recado, veio a chuva – daquelas conhecidas por parar São Paulo. Só não parou o embate, que foi emocionante até o apito final. No fim, deu Império Celeste, que começa sua caminhada rumo à Ouro de forma dramática e emocionante. E o Elite não precisa se desesperar: tem bola para chegar longe.
A partida começou com Júlio abrindo o placar para o Elite, de camisa azul escura, em chute de fora. Pouco antes, o goleiro do Império teve de ser acionado para executar uma boa defesa. O Império respondeu pouco depois pelo lado esquerdo, com chute de Gui. Mais tarde, Guedes cobrou uma belíssima falta que o goleiro Diego defendeu. Apesar da desvantagem logo no início, o time celeste buscava mostrar suas credenciais.
A resposta veio em seguida: Rafa Marques também cobrou bela falta, e o goleiro do Império fez uma boa intervenção. Apesar disso, a peleja mostrou-se muito travada pelo meio. Até o final do primeiro tempo, poucas chances foram criadas, como uma boa virada de corpo e um bom chute para o gol do camisa 9 do Império Celeste, Zukauskas, e um bom tiro pelo lado direito do camisa 5 do Elite, Marcelo.
No intervalo, o placar ainda mostrava 1 x 0, e o jogo, um equilíbrio. Com o meio de campo muito travado, os times tiveram poucas chances. O jogo se desenhava com contornos sonolentos até então. O céu escureceu e o segundo tempo começou com o Império atacando. Gui fez bom cruzamento que a zaga do Elite prontamente tirou. O mesmo Gui, aliás, obrigou o goleiro a fazer uma bela defesa em um chute. Foi quando começou um temporal de proporções homéricas. Enquanto o campo alagava, os dois times se digladiavam em busca de uma bola espirrada e que fosse decidir a partida.
Rafa Gomes recolheu uma bola espirrada na grande área, mas o goleiro conseguiu boa defesa. Nessa altura, o Elite parecia mais próximo do segundo gol do que o Império do primeiro. E isso se confirmou quando Júlio marcou seu segundo gol no jogo e praticamente selou a vitória. A essa altura, as condições da prática de futebol se deterioravam a cada minuto.
Mas o Império Celeste não tinha planos de desistir e foi para cima. Guedes tentou bom chute de fora da área, que acabou não indo em direção à meta. A recompensa veio com o tento marcado por Otávio, já quase no final da partida, o primeiro do Império Celeste. Era um suspiro de alívio, quase que um gol de honra. O jogo simplesmente não acontecia por trás daquela cortina de água.
Quando menos se esperava, o segundo tento celeste. O camisa 18, Zé Victor, fez o que parecia impossível: marcou enquanto o céu despencava sobre sua cabeça. Ainda havia esperança para o Império Celeste. Quando o goleiro do Elite sofreu um choque e caiu, houve muita preocupação pelo lado do time azul escuro e muita reclamação do lado azul claro, que alegava que o goleiro só estava no chão para ganhar tempo e impedir a virada.
Após uma pequena pausa, um minuto foi adicionado ao relógio da partida e esta recomeçou. Eis que o futebol mostra a sua real face e o ‘Sobrenatural de Almeida’ criado por Nelson Rodrigues entrou em campo para escrever o ponto final de um jogo épico. Zé Victor completou o cruzamento de Guedes para dentro das redes no último segundo e deu números finais ao jogo: 3 x 2 para o Império Celeste. Uma improvável virada, debaixo de temporal.
Após a comemoração, as atenções do Império Celeste se voltam para o duelo contra o Palestrinha da Catarina, que estreou com boa vitória. Já o Elite quer apagar as más lembranças da estreia derrotando o The Veras.
IX CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
Só Quem Sabe 6 x 2 Absolutos
SÓ QUEM SABE GOLEIA EM PRIMEIRO DUELO BRONZEADO DA PRATA
Diante do Absolutos, que chegou à Prata às vésperas de iniciar o torneio, a equipe alvinegra teve início arrasador e, mesmo debaixo de muita chuva no segundo tempo, ganhou com tranquilidade
Por Raphael Ferreira
Sem deixar qualquer oportunidade ao adversário, o SQS fez bonito em sua estreia na Prata e despachou o Absolutos de forma contundente. Com um poderio de ataque forte e contando com as sempre excelentes atuações do arqueiro Arthur Chan, o time de Ricardinho Mezadri mostra que pretende brigar por uma vaga na Ouro junto com seus principais concorrentes de Grupo B. Já o Absolutos terá de fazer mais que o apresentado na abertura do grupo se quiser manter-se na Série Prata.
O Só Quem Sabe começou jogando ofensivamente e, com um minuto, abriu o placar. Ivan passou por dois marcadores e fez um belo gol. Em seguida, o goleiro Dimy errou na saída de bola e Jacobi aproveitou a falha para colocar a bola no fundo das redes. Dois minutos de jogo e o Só Quem Sabe já liderava o placar por dois gols de vantagem. O Absolutos apareceu no ataque em dois lances consecutivos com Gianzinho: um chute forte que Arthur segurou bem, e outro que ele desviou em cruzamento para escanteio.
O SQS ficou acuado na defesa enquanto o Absolutos continuava tentando diminuir a diferença. Rafinha Haddad chutou rasteiro, mas Arthur interveio e não deu rebote. Logo depois, Léo chutou de longe, mas a bola foi pra fora. De novo o camisa 4 do Absolutos chegou ao ataque. Mesmo marcado por dois adversários, ele achou espaço e conseguiu a finalização, mas a bola saiu tirando tinta da trave esquerda. Mais de quinze minutos se passaram e o Só Quem Sabe continuava sem chegar ao ataque. Ao contrário, o Absolutos chegou ao gol. Diogo se antecipou em cruzamento de Rafinha Haddad e fez o primeiro tento da equipe.
Depois do gol sofrido o Só Quem Sabe acordou e foi ao ataque, e com eficiência. Logo na primeira oportunidade marcou. Serjão finalizou bem e ampliou para 3 x 1. No último minuto do primeiro tempo, Alemão chutou forte de esquerda, mas a bola fez uma curva e foi para fora.
O segundo tempo começou morno e, aos 4 minutos, Alemão arriscou de novo de longe; dessa vez a bola foi na trave. Entretanto, logo depois, o Absolutos diminuiu novamente. Como já tinha passado da bola no cruzamento, Diogo arriscou uma bicicleta e fez um golaço. A bola ainda quicou na frente de Arthur Chan, que nada pôde fazer. Jacobi tentou o quarto gol de sua equipe e chutou forte, mas Dimy segurou.
Nesse momento a garoa já tinha se transformado em tempestade e a partida ficou muito truncada, com a bola parando em algumas poças que começavam a se formar na quadra. Depois de alguns minutos com várias divididas e sem grandes chances para as equipes, o Só Quem Sabe chegou com perigo ao ataque. Vitão estava sozinho na frente e chutou para boa defesa de Dimy, no rebote, Rodrigo desperdiçou a chance.
Em desvantagem, o Absolutos tentava chegar ao ataque, mas a chuva atrapalhava algumas jogadas. Luiz Miranda tentou de longe, porém, seu forte chute passou por cima do gol. O Absolutos não conseguiu imprimir a mesma pressão imposta no primeiro tempo e os minutos finais foram do Só Quem Sabe. Rodrigo chegou na frente pela direita e arrematou para defesa de Dimy. Agora foi Alemão quem apareceu bem, roubou a bola e já tocou para Vitão ampliar. Na saída de bola, Vitão chegou novamente no ataque, finalizou bem, mas Dimy defendeu. Porém, a bola sobrou para Serjão fazer mais um para seu time.
No último lance da partida, Vitão sofreu pênalti e Serjão bateu forte no canto do gol, sem chances para Dimy. Sob muita chuva, o jogo terminou em 6 x 2 para o Só Quem Sabe. O time vencedor mostrou um ataque muito eficiente. Já o Absolutos tem que se concentrar mais no começo e final de jogo, além de treinar na chuva, porque depois que a tempestade começou o time não conseguiu chegar ao ataque com tanta frequência como foi no primeiro tempo. Na segunda rodada, o Absolutos tentará sua reabilitação diante do É Verdadeee. Já o SQS tem jogo quente diante do Inflação.
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