ROLETA VIRA PRA CIMA DO INVICTUS NOS MINUTOS FINAIS
Invictus marcou no primeiro tempo e soube se defender por quase todo o segundo, quando Affelay empatou e Brunão, contando com a sorte, virou prestes a ouvir o apito final
Invictus e Roleta entraram em campo para decidir quem continuaria brigando por uma vaga na próxima fase. O Invictus, 4 pontos até o momento, ficou achando que ganharia os 3 pontos do jogo até os 21 minutos do segundo tempo, quando o Roleta, 6 pontos, de tanto pressionar, marcou o empate e no minuto final virou o jogo, praticamente dando adeus às chances de classificação do adversário.
O jogo começou de mal a pior, com os dois times não acertando os passes e criando pouco. Com Brunão em campo, o Roleta tinha uma jogada – bola para seu camisa 13 e se vira lá. Pois ele tentou o jogo todo, mas de início era bem marcado por outro Brunão, o do Invictus, e quando conseguia clarear para o bate a bola ia para fora. há tempos o taco do irmão do Xan não anda calibrado. Flávio também teve duas chances pela esquerda, mas isolou a redonda sem piedade.
Com Ragazzo o Invictus chegava ao gol defendido por Machado, mas a tarde não parecia boa para o veterano goleador que surgiu no Chuteira com a camisa do Carrossel Cevadês. Há 3 jogos sem marcar, o camisa 18 deve estar sentindo aquela velha e conhecida pressão do centroavante que fica sem balançar as redes. Liédson que o diga, né? Enfim que as bolas do autor do livro “72 horas para morrer”, thriller de suspense lançado no fim do ano passado, teimavam em não entrar, mesmo debaixo do gol quando sobrou para ele e a zaga chegou antes e tirou. Em outra oportunidade, ele se embananou com ela e em mais outra errou a matada. Ao mesmo tempo, Bento tentava pela direita, mas o zero persistiria no placar por mais de 15 minutos.
Se o Invictus parecia ter o domínio do jogo, era o Roleta que arriscava mais, fazendo Henrique trabalhar espalmando bolas e até vendo uma delas explodir no travessão. Em outra, Martins quase mandou pra dentro contra, mas o goleiro, no reflexo, defendeu. A redonda ficou viva dentro da área, alguém tocou, a zaga defendeu e enfim afastou o perigo!
Porém, o gol saiu, mas foi de Gabriel, meia zagueiro do Invictus que entrou no decorrer do jogo. Ele recebeu no segundo pau, matou cortando o zagueiro com um toquinho e tocou no canto de Machado.
O gol deu mais gás ao Roleta, que abusava do jogo pelo meio, sempre com Brunão e Cabelo, em seguida com o atrasado Affelay. O Invictus passou a explorar o contra-ataque. Lucas teve a chance ao girar e bater de canhota para fora e, em outra chance, ao escorar lançamento de costas para o gol que Machado se agachou para defender. Pela direita, Cabelo corria muito e buscava jogar com os homens de frente do Roleta, mas a coisa sempre parava no meio do caminho, na forte marcação adversária, que impôs um quadrado defensivo que dificilmente deixava o Roleta entrar em sua área.
Assim, com 1 x 0 e apenas duas faltas marcadas, o jogo foi para o intervalo. O Invictus defendia bem e o Roleta atacava mal. No segundo tempo, a tônica foi a mesma: Brunão e Affelay jogavam e o Invictus controlava se defendendo e apostando num contra-ataque para matar o jogo. Entretanto, o time não entendeu a parte do matar o jogo e não deu trabalho para Machado, que só serviu para bater tiro de meta em quase todo o tempo. O time, quando chegava, era na base da bola parada, como em lance de Lucas e outro de Ragazzo que foram por cima do gol.
Assim, com um time que errava muito no ataque e outro que se defendia bem e não sabia o que era contra-ataque, o jogo ficou truncado no meio, sem a bola chegar das duas áreas praticamente. Quando o Roleta agredia, era em chutes de longe de Brunão, Cabelo ou Affelay. Nas poucas em direção ao gol, Henrique fez boas defesas. Numa delas, ele saltou e tocou por cima do travessão num lance plástico que lembrou o goleiro acrobata Cipó, do Ras Time.
De tanto bater a sorte resolveu sorrir ao Roleta e castigar o Invictus, que abdicou de ir à frente para se defender com 5 jogadores, deixando os homens de criação, especialmente Bento e Martins, esquentando banco praticamente todo o segundo tempo. Sem meio e com Gui e posteriormente Ragazzo isolados, o time não tinha ligação e apostou em segurar o resultado. Assim, em cobrança de escanteio, um toque no primeiro pau para o meio encontrou Affelay, que não perdoou e empatou a peleja.
O Roleta cresceu no jogo querendo a vitória, e moralmente o Invictus sentiu, apesar de continuar se defendendo bem, especialmente com Moacyr e Marquinhos. Porém, uma falta cometida por Brunão, do Invictus, no meio de campo à esquerda mudou o rumo da partida. Brunão, o do Roleta, foi para a bola e bateu rasteiro. Bola fácil que acabou desviando em Moacyr no meio do caminho quando este foi tirar e enganou Henrique, indo morrer no fundo das redes e dando início à grande comemoração dos alvinegros clássicos.
Um jogo de superação do Roleta, que chega aos 9 pontos e empata com o Futsampa na 8ª posição, perdendo no saldo de gols. O Roleta, definitivamente, está na briga por uma vaga no mata-mata. Já o Invictus, nos mesmos 4 pontos de antes, praticamente disse adeus a qualquer esperança de classificação. O Roleta joga, pela 9ª rodada, contra o Camelo. O Invictus encara o Derrubada para tentar sair da lanterna da competição.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 8ª RODADA
Opalas 5 x 4 Os Mostarda
OPALAS VENCE NO FINALZINHO E SONHA COM O MATA-MATA
Em partida acirrada do início ao fim, Opalas consegue virar no segundo tempo
Por Renato Malaguti
Com um clima frio e um pouco de chuvisco, Opalas e Os Mostarda realizaram uma partida extremamente disputada do início ao fim, com direito a expulsão e desentendimentos verbais.
O jogo foi repleto de gols. Logo no primeiro minuto de bola rolando, o Os Mostarda o placar com Flavinho, que chutou alto uma bola sobrada para vencer o arqueiro Froio e abrir o placar. Mesmo tendo a vantagem, o Mostarda não era superior em campo. Durante os primeiros cinco minutos o jogo permanecia equilibrado.
Aos 6 minutos o Opalas levou perigo, mas Polito pegou. Dois minutos depois, Stefan chutou de longe, mas o arqueiro mandou a redonda para escanteio. Dos cinco aos dez minutos, ambas as equipes investiram em chutes de longe, mas os goleiros pegaram todas as tentativas. Somente aos 12 minutos a rede foi balançada novamente, e, mais uma vez, pelo lado mostarda: em rebote, Juninho fez. O zagueiro do Opalas ainda quase tirou a redonda. Esse gol foi muito reclamado, pois os defensores do Opalas afirmaram que a bola não ultrapassou a linha.
Após o segundo gol o jogo ficou mais distribuído. Dos 18 aos 23 minutos o Opalas jogou melhor e conseguiu marcar dois gols – e empatar o jogo. No primeiro, em chute rasteiro, Paulinho venceu Polito. No segundo, novamente ele venceu o arqueiro, mas dessa vez chutando forte. Entretanto, no último lance de perigo do primeiro tempo, em contra-ataque, Bruninho recebeu livre e fez justiça à camisa 9 que vestia, chutando no cantinho direito, deixando sua equipe na frente antes do intervalo.
Na volta para o segundo tempo, logo aos 5 minutos, em contragolpe, o Os Mostarda ampliou a vantagem com Stefan. Sem deixar por muito tempo o placar em desvantagem, o Opalas diminuiu com chute colocado de Rubão. Logo em seguida, em lance de jogada ensaiada, Paulinho empatou. Após a igualdade, os ânimos dos atletas ficaram ainda mais à flor da pele. Um festival de faltas e cartões marcou a partida.
Para apimentar ainda mais o jogo, aos 15 minutos, de rebote, Alf virou o placar para o Opalas. No finalzinho, o Os Mostarda tentou empatar de várias formas. Os atletas reclamaram muito com a arbitragem, tanto que Juninho levou o azul. A partir daí, o Opalas segurou o resultado e garantiu sua segunda vitória na competição.
Com o placar de 5 x 4, o Os Mostarda segue em 8° na tabela, com 8 pontos. Já o Opalas chega a 7 pontos e vem na 9ª posição, ainda fora do G-8. Na próxima rodada, o elenco do Opalas pega o Inflação, 3° colocado. Já o Os Mostarda enfrenta o Corleone, lanterninha da competição com apenas 1 ponto.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 8ª RODADA
Absolutos 4 x 7 Inflação
INFLAÇÃO VIRA CONTRA ABSOLUTOS E JÁ É TERCEIRO COLOCADO
Jogo, com primeiro tempo sem grandes acontecimentos, é decidido com muitos gols na etapa complementar
Por Mateus Barbedo
O Absolutos continua decepcionando sua torcida. Diante do Inflação, amargou sua quarta derrota e permanece na 7ª posição. Em compensação, o Inflação parece ter emplacado na competição e agora já é o terceiro colocado.
O primeiro tempo foi menos movimentado e teve apenas um gol para cada lado, ambos marcados no final. Já a segunda etapa foi bem mais corrida, com muita movimentação e reclamação contra a arbitragem por parte do Absolutos. O placar foi aberto aos 21 minutos, após boa finalização de C. Labate. Faltando um minuto para o término da primeira etapa, Preto empatou para o Inflação.
O segundo tempo, ao contrário do primeiro, teve grande movimentação das equipes e muitas oportunidades de gols. O Inflação soube aproveitar o seu melhor momento no jogo para marcar alguns gols seguidos e abrir uma boa vantagem, que a equipe soube manter até o fim.
Após irem para o intervalo com o jogo empatado em 1 x 1, os times voltaram em busca da vitória. No primeiro minuto da etapa final, Marcelo entrou em velocidade na área, chutou prensando a bola com o zagueiro, e o tiro saiu em linha de fundo. Dois minutos depois, Marcelo recebeu um bom cruzamento e, de bico, chutou no cantinho para fazer o segundo do Absolutos.
O Absolutos nem teve tempo para comemorar porque, aos 4 minutos, o Inflação lançou a bola na área e Bocão marcou para empatar o confronto. A virada do Inflação também não demorou para acontecer. Aos 6 minutos, André Silva recebeu passe pela lateral esquerda, e com categoria tocou de bico no canto do gol para marcar o terceiro.
As equipes mostravam vontade e disposição, e o empate do Absolutos também veio de forma rápida. Aos 10 minutos, Marco chutou forte de longe, a bola bateu no zagueiro, confundindo o goleiro, e entrou no gol. O jogo estava empatado a essa altura, até que o Inflação marcou uma sequência de gols que viria a ser fundamental para o resultado final.
Com 12 minutos jogados, o Inflação cobrou lateral para dentro da área, o zagueiro do Absolutos desviou a bola para trás e ela sobrou para Rodella cabecear sozinho com o gol aberto. No lance seguinte, Altimar Barros recebeu passe quase na linha do gol e chutou de primeira para ampliar a vantagem do Inflação. Aos 14 minutos, o escanteio foi cobrado na cabeça de Renatinho, que pulou mais alto que a defesa e cabeceou, o goleiro quase conseguiu espalmar, mas não pôde fazer nada - e o Inflação marcou o sexto gol.
Aos 18 minutos da etapa complementar, o Absolutos tentou esboçar uma reação, depois da sequência de gols arrasadora aplicada pelo Inflação. C. Labate aplicou chapéu em dois adversários e ficou em boas condições para finalizar, mas, desequilibrado, chutou fraco e sem ângulo para fora.
Um minuto depois, Renatinho entrou na área com a bola dominada, driblou o goleiro e deu um toque com categoria para fazer o sétimo gol do Inflação no jogo. Aos 21 minutos, Gian recebeu a bola, dominou no peito e chutou no ângulo para diminuir a desvantagem. Porém, o jogo já estava nos minutos finais, e o Absolutos não conseguiu uma reação, deixando o placar com o marcador de 7 x 4 para o Inflação.
Ao término dessa rodada, o Inflação subiu para a terceira colocação com 18 pontos ganhos. Essa vitória foi de grande importância, porque colocou a equipe definitivamente para brigar com os líderes do grupo, já nas rodadas finais. No próximo jogo o adversário do Inflação será o 9ª colocado Opalas. Já o Absolutos soma 10 pontos e está na 7ª posição. No dia 5 de maio a equipe terá um confronto difícil contra o Condor’s.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 8ª RODADA
TNT 1 x 6 Laranja Mecânica
LARANJA SURPREENDE E GOLEIA TNT
Mesmo com campanha inferior, Laranja Mecânica, liderada por Thira, atropela TNT, que perde chance de assumir a vice-liderança
Por Guilherme Meireles
Abrindo a rodada na fria quadra 3, Laranja Mecância e TNT fizeram uma excelente partida, onde o oportunismo do artilheiro da competição, Thira, foi o grande destaque. Logo no comecinho, ele mesmo abriu o placar após passe preciso de Buchalla.
Em resposta, Dudu arriscou tão forte de longe que o goleiro só conseguiu evitar o empate porque espalmou em dois lances. Aliás, apesar de sofrer 6 gols e marcar apenas um, o TNT criou várias oportunidades, mas, muitas vezes parou nas difíceis defesas do goleirão laranja, Dani. Embaixo da outra trave, o arqueiro do TNT também sofria para segurar o ataque insistente e inspirado do Laranja: Bussa pegou um lindo chute de primeira que parou nas mãos de Chicão.
Com Thira se movimentando bem por todos os lados no ataque, o gol do Laranja era questão de tempo. E ele veio pelo chute rasteiro de Bussa. Vencendo por 2 x 0, o Laranja continuou atacando: Thira quase fez de cabeça e Buchalla meteu uma bola na trave após saída errada da zaga adversária.
Por outro lado, o TNT não se intimidou e continuou indo para cima. Em falta na risca da área, de frente para o gol, Dudu balançou a rede e pôs fogo no jogo. Na sequência, ele mesmo quase empatou ao pegar de bate pronto pela esquerda obrigando o goleiro a se esticar todo e fazer uma defesa dificílima. Já próximo ao final do primeiro tempo, José Paulo lançou para Thira, que acertou uma linda bicicleta e a bola tirou tinta da trave esquerda.
Na segunda etapa, o Laranja voltou bem melhor ainda contando com o dia inspirado de Thira, que continuava participando ativamente do jogo. Em jogada pela direita, Vitor marcou o terceiro. Pouco depois, Buchalla cobrou escanteio da direita e Bruno desviou de cabeça para fazer o quarto.
Com 4 x 1 contra, o TNT buscou a reação, mas as jogadas paravam em boas defesas de Dani. O jogo ia se encaminhando para o final com os dois times alternando ataques até que o Laranja carimbou o quinto gol a grande estilo com um chutaço de José Paulo do meio da rua. Golaço! Ainda houve tempo para que Vitor arriscasse um lindo chute do lado esquerdo para fechar o placar em 6 x 1.
Zebra? Talvez, afinal, o TNT vinha fazendo uma campanha melhor que a do adversário e vinha de goleada por 10 x 0 sobre o Irado´s. Aliás, mesmo com a goleada sofrida, a equipe continua um ponto à frente do Laranja, que soma 12 pontos. O TNT tenta a reabilitação contra o Toque Me Voy, que vem colado com 12 pontos. Já o Laranja tem o Basicus, vice-líder com 15 pontos. Ou seja, tirando o líder isolado Cabeça Rachada, o grupo está todo aberto em suas posições.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 8ª RODADA
Elite 5 x 4 DPgamos
ELITE VIRA NO FIM E AFUNDA MAIS AINDA O DP
Time de Denão, em má fase, chegou a abrir dois gols de vantagem, mas Elite mostrou força e conseguiu a virada
Por Mateus Barbedo
Quando a fase é ruim parece que tudo conspira contra. Eis como deve pensar o DP, que começou melhor e mais objetivo, abrindo 2 gols de diferença no começo do jogo, e conseguiu manter essa vantagem até o final da primeira etapa. Mas, no segundo tempo, a história mudou – e o Elite foi para cima com tudo, principalmente nos minutos finais, para vencer a disputa.
Com 4 minutos jogados, Papai do Axé assustou o adversário com um chute forte de fora da área, que passou tirando tinta da trave. Pouco depois, o mesmo papai baiano recebeu um passe dentro da área, girou e chutou, mas o goleiro Valentim cercou bem e realizou a defesa.
No primeiro ataque agudo do DP, o placar foi aberto – e a equipe mostrou que sabe ser objetiva. Richard Souza dominou bem a bola e chutou sem chances de defesa para Diego Ferreira. Um minuto depois, Cleber Willian ampliou a vantagem.
Aos 10 minutos, o Elite conseguiu diminuir a vantagem. Adriano Bertoncelo chutou para dentro da área, e Rafa Gomes completou para as redes. O Elite ainda estava atrás no placar e, por isso, tinha que buscar o gol. Choni tentou marcar em um chute da lateral esquerda, mas Valentim segurou firme. O DP também criou uma boa chance aos 15 minutos, em uma cobrança de lateral para Richard Souza, que cabeceou bem, mas o goleiro Diego fez a defesa com segurança.
Com 16 minutos o DP marcou o terceiro gol. Carlitos carregou a bola com liberdade e chutou rasteiro no meio do gol. O goleiro falhou e a bola passou debaixo dele. A primeira etapa foi marcada pela objetividade e pela superioridade do DP, mas o intervalo fez bem para o Elite, que voltou melhor e conseguiu ter o domínio da partida.
Logo aos 3 minutos, Adriano Bertoncelo arriscou de fora e obrigou Valentim a fazer uma boa defesa. Dois minutos depois, Silvão cobrou falta com veneno, do meio de campo, e o goleiro defendeu mais uma vez. Aos 8 minutos, Bruno Antunes chutou cruzado de longe com perigo.
O Elite pressionava, mas a bola sempre parava no goleiro Valentim. Choni fez boa jogada e tocou para Papai do Axé que, dentro da área, perdeu uma excelente oportunidade. Pouco depois, foi a vez do DP levar perigo, em uma finalização perigosa de Cleber Willian que passou por cima da meta.
A partir da metade da etapa final, os gols começaram a sair e a mudar o rumo do jogo. Em bela cobrança de escanteio, aos 12 minutos, Silvão pulou sozinho e cabeceou para o gol. 3 x 2. Aos 18 minutos, Silvão recuperou a bola pela intermediária do ataque e rolou para Papai do Axé só empurrar para o gol e empatar. Dois minutos mais tarde, Papai do Axé recebeu passe da entrada da área, ajeitou com categoria e virou para 4 x 3.
Aos 25 minutos do segundo tempo, o DPgamos conseguiu fazer seu quarto gol. João Corazza recebeu uma bela invertida de jogo e, com liberdade, chutou firme para marcar. Porém, quando parecia que o jogo terminaria empatado, Silvão deu belo passe de calcanhar para Choni marcar o quinto gol do Elite, e consagrar a vitória.
Com o término da partida, o Elite foi para a 6ª posição com 13 pontos ganhos, e enfrentará o Allianza Sagrado na próxima rodada. Já o DPgamos ocupa, neste momento, a 10ª colocação, com apenas 5 pontos - e terá o líder XTJ como próximo adversário.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 8ª RODADA
Derrubada 3 x 7 Camelo
CAMELO PASSA A VICE-LANTERNA PARA DERRUBADA
Na batalha dos desesperados, Camelo goleia o Derrubada com novo show de Jaka e Hugo, autores de três gols cada
Por Guilherme Meireles
Na disputa entre o penúltimo e o antepenúltimo colocado no Grupo A, o Camelo entregou a vice lanterna para o Derrubada em grande estilo: com goleada. O início de jogo foi extremamente fraco, com as duas equipes criando pouco e se retraindo muito. A situação mudou quando a primeira chance clara do jogo virou gol pelos pés de Hugo, que recebeu pelo meio e emendou de primeira para o fundo das redes.
Com 1 x 0 no placar, o Camelo passou a mandar em campo, mas em um lance de pura falta de sorte de seu sistema defensivo surgiu o empate: dentro da sua área, Cainho tocou lateralmente para Ricardo Michel, que estava desprevenido. A bola bateu nele na frente do goleiro e entrou contra o patrimônio.
A zaga do Camelo voltou a falhar e deixou Larsson completamente livre de marcação pela ala direita. Ele não teve senso de companheirismo e preferiu arriscar de longe enquanto Garoto se encontrava livre na cara do gol. E o Derrubada pagou caro. Pouco depois, Jaka recebeu de frente para o gol, mas deu um chutinho fraco, despretensioso, sem graça. Surpreendentemente a bola passou por todo mundo e foi parar no fundo do barbante. Em seguida, o mesmo camisa 10 do Camelo ampliou o placar para 3 x 1.
Já no fim do primeiro tempo, um lance emocionante quase acabou no quarto gol do Camelo: Paulo Henrique chutou e tirou do goleiro, mas quando a bola estava entrando eis que (camisa 8 do Derrubadas) aparece para afastar em cima da risca, aliviando um pouco o sufoco do Derrubada. Seria um impulso para reação?
O início do segundo tempo (a exemplo do início do primeiro) foi um grande tédio, com pouquíssimas chances. Parece que os times precisavam de um período para pegar no tranco, mas quando este tranco veio, a porteira de gols se abriu e veio um atrás do outro.
Para começar, Hugo arrepiou os espectadores com um gol de placa: ele pegou uma linda puxeta no bico esquerdo da área e encobriu caprichosamente o improvisado Pedro Mé. Sem dúvida o gol mais espetacular dos jogos daquela quadra neste sábado. Pouco depois o mesmo Hugo arriscou de longe. A bola morreu no cantinho esquerdo da meta do Derrubada. Era seu terceiro gol no jogo. Logo depois, a zaga do Camelo bobeou e deixou César Augusto próximo da área para descontar com um chute forte de bico.
O jogo era bom, e lances polêmicos não podiam faltar. Cauã acertou uma bola poderosa da entrada da área que explodiu violentamente no travessão antes de quicar dentro do gol. Como ela saiu, em seguida ficou a dúvida se havia mesmo entrado. Os jogadores do Derrubada correram para cima da arbitragem afirmando que a bola não havia cruzado a risca, mas o gol estava dado.
Tomi ainda fez o terceiro em chute rasteiro, mas a tarde era mesmo do Camelo: próximo do final do jogo, Jaka recebeu pela direita na cara do gol e, em lindo chute de primeira, fez seu terceiro gol no jogo, o sétimo de seu time, fechando a goleada.
A situação das duas equipes ainda é crítica já que permanecem entre os três últimos colocados. E na próxima rodada, a parte de baixo da tabela vai se pegar com toda a força: enquanto o Camelo enfrenta o Roleta Russa Clássico, o Derrubada encara o lanterna Invictus.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 8ª RODADA
Coringa 2 x 5 XTJ
KRAUDIO SEGURA CORINGA E MANTÉM XTJ NA PONTA DA TABELA
Além do goleiro, Xaropada contou com bom aproveitamento no ataque e os desfalques do Coringa para seguir na liderança a 3 rodadas do fim
Por Mateus Barbedo
O Xarope Também Joga enfrentou o Coringa, em partida válida pela 8ª rodada do Grupo B do Chuteira de Bronze, e mostrou por que é o líder do grupo. O XTJ venceu sem maiores problemas seu adversário, mas, para tanto, contou com um Coringa desfigurado – sem Ratão, Wendell, Rafinha e Ligeiro, por exemplo – e as boas atuações de Rafael Lucas, Fava e, principalmente, do goleiro Kraudio. O Xarope abriu uma boa vantagem já no primeiro tempo, indo para o intervalo com o placar de 3 x 1. A partir daí a equipe soube segurar e administrar o resultado, mas teve que depender muito das excelentes defesas que Kraudio fez no decorrer da partida.
Já aos 3 minutos, o placar foi aberto. Rafael Lucas recebeu belo passe pela ponta da área e finalizou bem para o gol. Nos primeiros minutos o Coringa encontrava dificuldades para chegar ao ataque, até que, aos 8 minutos, após uma boa tabela, Mori finalizou da lateral direita, mas a bola foi para fora. Com 10 minutos o XTJ marcou seu segundo gol. Wesley roubou a bola na intermediária e chutou de fora, com força, para o fundo do gol. O XTJ permanecia no ataque e, aos 13 minutos, marcou o terceiro gol. Após escanteio para dentro da área, Magu completou.
A situação não era nada boa para o Coringa, mas em um lance de bola parada a equipe chegou ao seu primeiro gol. Mori cobrou falta de frente para o gol, a barreira abriu e o goleiro Kraudio não pôde fazer nada. Aos 23 minutos, o Coringa chegou com perigo mais uma vez, de novo em bola parada. O XTJ chegou à marca de 8 faltas, o que deu direito ao Coringa de cobrar um tiro livre direto. Baggio cobrou e Kraudio caiu para espalmar para escanteio.
Na etapa complementar, o Coringa precisava buscar o resultado e se manteve mais no ataque, mas a tarde inspirada do goleiro Kraudio foi fundamental para o Xarope Também Joga. O primeiro lance agudo da etapa final consistiu em uma tabela entre Mori e Farias, mas, antes da finalização, Kraudio se antecipou e ficou com a bola. Aos 6 minutos, o XTJ foi mais objetivo. Magu fez fila nos zagueiros pela entrada da área, Baggio tentou cortar, mas tirou mal e a bola sobrou para Kaká fazer o gol de carrinho, no meio da confusão dentro da área. Dois minutos depois o Coringa diminuiu o prejuízo. Após jogada bem trabalhada, Pirata recebeu dentro da área e chutou com categoria para o gol.
O gol deu ânimo para o Coringa, que tentou uma reação. Aos 9 minutos, Farias chutou de primeira, após cobrança de escanteio, mas a bola passou perto do travessão. 4 minutos depois, Adri recebeu cruzamento do outro lado da área e, de primeira, chutou forte, à queima roupa, mas Kraudio espalmou a bola de forma espetacular. Com 15 minutos jogados, Baggio chutou muito forte do meio de campo, a bola desviou na zaga e saiu rente à trave.
O Xarope não atacava com perigo já há algum tempo, até que, aos 17 minutos, Fava cobrou falta e fez 5 x 2. O goleiro Gui Polisel nem teve tempo de pular na bola. Pouco tempo depois o Coringa tentou diminuir, em cobrança de falta da intermediária de Pirata, mas Kraudio estava inspirado e fez mais uma boa defesa. O Coringa se manteve no ataque na maior parte do tempo da etapa complementar, mas parou na boa atuação de Kraudio – e o Xarope Também Joga soube ser muito mais efetivo.
Após essa partida, o Coringa caiu para a 5ª posição e continua com 15 pontos ganhos. Seu próximo adversário será o Pé de Pano, penúltimo colocado. O XTJ mantém a ponta, com 20 pontos, e enfrentará o DPGamos na 9ª rodada.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 8ª RODADA
Basicus 1 x 4 Cabeça Rachada
CABEÇA VENCE BASICUS E ESTÁ A UM EMPATE DA PRATA
O Basicus até tentou, mas não conseguiu segurar o temido Cabeça Rachada, que continua 100% e abre 9 pontos do mesmo Basicus faltando 3 jogos para o fim da fase de classificação
Por Guilherme Meireles
O duelo mais esperado do Grupo A da Bronze era uma final antecipada para o Basicus. Isso porque dependia dos rosas adiar a subida para a Prata do Cabeça Rachada. Após os 50 minutos, o time do suspenso Luisinho Fernando fez 4 x 1 e saiu de campo com 9 pontos de vantagem sobre o Basicus, ainda vice-líder. Um pontinho garante o Cabeça na Prata matematicamente na próxima rodada.
A vitória dos "cabeças" veio em uma partida truncada e em alguns momentos equilibrada. Talvez pela importância do jogo, o Basicus demonstrou nervosismo e muitas reclamações com a arbitragem, principalmente por parte do capitão Bolas. Logo no início do jogo, o Basicus quase marcou após rebote do goleiro Macaco em chutes fortes de Cava e Hiro, mas não demorou para que o Cabeça Rachada demonstrasse um entrosamento envolvente por meio de um toque de bola preciso e praticamente sem erros. Mesmo assim, o time só abriu o placar após um lance de pura sorte: em dividida confusa na entrada da área, o goleiro Roland soltou a bola nos pés de Gody, que chegou empurrando para o fundo do gol. Os rosados foram para cima do árbitro pedir falta, enquanto ele confirmava o primeiro gol da partida.
O Cabeça Rachada continuava superior, mas o jogo vinha se mostrando pegado, com chances para ambos os lados. A mais clara do Basicus veio em uma furada inacreditável de Bocha na entrada da área. Seria a camisa 5 do Basicus o grande problema da equipe? Afinal, quem não se lembra da grande lenda viva Renan La Marck?
Voltando ao jogo, o Cabeça ampliou após jogada ensaiada pelo lado direito: Tché cobrou falta para Fabinho, postado na linha de fundo, quase sem ângulo chutar cruzado e marcar.
No final do primeiro tempo as duas equipes alternavam ataques em meio a permanentes reclamações do Basicus sobre a arbitragem. Na etapa derradeira, Dieguinho arrancou pela direita e Roland fez duas lindas defesas, evitando o terceiro gol. Isto pareceu animar os rosados, já que logo depois Hiro arriscou de fora e descontou com um golaço! Mas a animação do time parou por aí. O Cabeça continuava com maior volume de jogo, fazendo Roland trabalhar: em cabeçada certeira de Peu, o goleirão do Basicus voou para espalmar. Logo depois, Állex saiu jogando errado pela direita e perdeu para Batoré, que parou na difícil defesa com os pés de Roland.
Após a zaga do Cabeça Rachada travar o chute de Matheus, que por pouco não alcançou o empate, o jogo foi finalmente decidido por Tché. O camisa 10 marcou o terceiro gol aos 15 minutos da etapa final. Pouco depois, ele mesmo acertou a zaga do Basicus e no rebote Batoré fez o quarto, fechando o placar. Com o jogo se encaminhando para o final, Állex deu uma linda puxeta na entrada da área e quase marcou o segundo do Basicus em grande estilo momentos antes do apito final.
Com 24 pontos alcançados, o Cabeça Rachada continua como o time mais temido da Bronze. Até agora, o time ainda não empatou ou perdeu, o que significa 100% de aproveitamento. No dia 5 de maio, pela 9ª rodada, a equipe enfrenta o Irado`s, que desce a ladeira engatado numa quarta. Já o Basicus manteve a segunda colocação e tenta ratificá-la diante do Laranja Mecânica.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 8ª RODADA
Pé de Pano 5 x 2 Corleone
PÉ DE PANO DESENCANTA E VENCE CORLEONE COM FOLGA
Corleone sai na frente, mas leva virada ainda na primeira etapa e não consegue segurar o ritmo imposto pelo adversário no segundo tempo
Por Mateus Barbedo
O Corleone enfrentou o Pé de Pano e levou a pior no confronto. O jogo começou equilibrado, e o Corleone até conseguiu marcar primeiro, em um bom lance de Joãozinho. Mas o Pé de Pano não se intimidou e virou a partida ainda na etapa inicial. O segundo tempo permaneceu equilibrado até os minutos finais, quando o Pé de Pano foi para cima e marcou os gols que ditaram sua vitória. A equipe contou ainda com a ótima atuação do goleiro Bruninho, que salvou seu time em pelo menos quatro oportunidades.
No primeiro minuto, o Pé de Pano já chegou no ataque. Tavogus recebeu passe em velocidade dentro da área, mas chutou fraco para a defesa de Manfre. No lance seguinte, Dadá recebeu a bola e chutou da intermediária por cima do gol.
Aos 3 minutos, o Corleone chegou com Dé, que pegou forte de fora da área e a bola passou perto da trave. Com 6 minutos de jogo, o Corleone atacou de novo e, dessa vez, foi mais efetivo. Fê Almeida achou Joãozinho em boas condições e tocou a bola. O camisa 11 chutou de dentro da área, anulando todas as chances de defesa do goleiro, e marcou.
Depois desse começo movimentado, o jogou esfriou, com poucos acontecimentos e finalizações. Nenhuma das equipes conseguia criar boas jogadas e parava sempre na defesa adversária. Foi só aos 16 minutos que as redes balançaram novamente. Tavogus arriscou da ponta da área, a bola entrou no ângulo. Golaço do camisa 13 do Pé de Pano, que continuou no ataque e quase virou em um lance de bola levantada para a área que Tavogus cabeceou, mas o tiro passou à direita do gol.
O Corleone chegou ao ataque por duas vezes seguidas. Primeiro com Gustavo Arrai, finalizando para fora aos 21 minutos, e depois com Lukas, chutando por cima do gol. No entanto, foi o Pé de Pano quem marcou na sequência. Lucas chutou de fora da área e marcou um golaço.
O segundo tempo começou do mesmo modo que o primeiro. Com 2 minutos jogados, Tavogus arriscou de longe, com efeito, e a bola passou por cima da meta. Na sequência, Lucas chutou sem ângulo da lateral esquerda, e Manfre espalmou a bola para escanteio. Aos 6 minutos, Gustavo Arrai chutou perigosamente da ponta da área, e Bruninho agarrou a bola com firmeza. Dois minutos depois, Bruninho teve que fazer outra bela defesa em um chute da intermediária, novamente de Gustavo Arrai.
Ainda não havia nada decidido no jogo. A partida vinha equilibrada, até que o Pé de Pano resolveu desencantar e marcar uma sequência de gols que definiram o resultado final do jogo. Com 13 minutos, em uma jogada que parecia perdida na lateral esquerda, Dadá chutou direto para o gol e marcou surpreendentemente. No minuto seguinte, Rafinha, Tavogus e Dadá fizeram uma bela triangulação, em um ataque de três contra um, até Dadá receber a bola de frente para o goleiro e finalizar sozinho, marcando o quarto gol do Pé de Pano. Aos 15 minutos, Vitão recebeu cruzamento da ponta da área e chegou chutando para marcar mais um para o Pé de Pano.
Com 20 minutos da etapa complementar, o Corleone diminuiu o prejuízo. Fabrício D’Angelo ajeitou a bola para Dé chutar forte, de fora da área, e fazer um belo gol. O placar ficou em 5 x 2 para o Pé de Pano.
Após essa vitória, o Pé de Pano mantém o Corleone na lanterna do Grupo B e foi a 5 pontos ganhos, ocupando a penúltima posição. Os próximos jogos das equipes serão contra Coringa e Os Mostarda, respectivamente.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 8ª RODADA
Só Quem Sabe 6 x 1 Irado’s
SÓ QUEM SABE VENCE IRADO’S E SE MANDA PARA A TERCEIRA COLOCAÇÃO
Goleada marca terceiro triunfo seguido do time de Mezadri, enquanto time do técnico Weinny sofre segunda derrota seguida, desce na tabela e está na corda bamba
Por Guilherme Meireles
Ambos com 10 pontos, Só Quem Sabe e Irado’s disputaram um jogo estratégico já que o vencedor colaria nos primeiros colocados – sem contar o Cabeça Rachada, que segue anos luz na frente dos demais. Para quem viu a atuação do Irado’s, fica difícil de entender como a equipe não está ocupando as últimas posições. Apesar da fanática torcida irada, que empurrou o time do início ao fim, o SQS praticamente atropelou sem dó seu adversário, tal qual tinha feito o TNT na rodada anterior.
Desde o comecinho da partida, o SQS foi para cima e imprimiu um forte volume de ataque, parando apenas em defesas difíceis do goleiro Alan. O gol era questão de tempo, e ele veio dos pés de Rodriguinho. De dentro da área, ele aproveitou rebote de uma cobrança de falta e balançou as redes. O Irado’s respondeu com uma bicicleta de Murilo que explodiu na defesa. Na sobra, Ozil emendou direto e o goleirão Arthur voou para defender.
A resposta do SQS foi certeira: Luiz Vaz atirou do meio de campo a meia altura e estufou as redes no canto esquerdo do gol. Golaço! Próximo ao fim do primeiro tempo, o apagão iradiano e a avalanche negra e dourada: três gols quase que seguidamente. A zaga do Irado’s bateu cabeça e deixou Marques receber livre na cara do gol e fazer o terceiro. Logo depois, Luiz Vaz ampliou a vantagem para 4 x 0 e Danilo pegou um lindo chute de primeira no segundo pau para fazer o quinta e selar a vitória e administrar no segundo tempo.
Com a derrota iminente, a torcida do Irado’s começou a criticar o técnico Weinny: zaga desarrumada, dificuldade de armação no ataque e, principalmente, por teimar em manter o zagueiro Sani no banco. Com Jales no ataque, quem defendia a meta de Alan? Pois a torcida – composta por jogadores do Invictus basicamente – acreditava que a salvação estaria nos pés do jovem torcedor do Bayern de Munique. “É Selesani!”, gritavam os torcedores.
Para o delírio de todos, Wenny resolveu atender os pedidos e pôs Sani para jogar. Só esqueceram de avisar que faltavam aproximadamente 15 segundos para o fim da primeira etapa. Perdendo de 5 x 0, era esperado que o Irado’s voltasse com dificuldade ainda maior na segunda etapa. O desanimo ia ser o inimigo maior. E assim foi, já que durante os 25 minutos finais o Só Quem Sabe manteve um volume de jogo bem mais intenso que o adversário. No início, Jacobi pegou a bola na defesa e foi driblando todo o Irado’s até chegar na cara de Alana. Depois de ter feito o mais difícil, ele errou o alvo e mandou para fora.
Em um dos poucos ataques do Irado’s no segundo tempo, Jales entrou na área, driblou caprichosamente o goleiro e descontou. Mas quem tinha trabalho mesmo era Alan, que se virava como podia para segurar as investidas do adversário. Mas nem ele foi capaz de segurar a cabeçada certeira de Rodriguinho, que abriu e fechou o placar da partida.
Sani ainda voltou ao campo para jogar os minutos finais, mas nem com toda sua habilidade o Irado’s conseguia segurar o inspirado Só Quem Sabe, que manteve o 6 x 1 e agora salta para a confortável terceira posição, empatado em pontos – 13 – com o TNT. Na próxima rodada a equipe encara o Futsampa.
Já o Irado’s precisa melhorar muito nestas duas semanas que precedem o jogo contra o líder Cabeça Rachada, pois uma nova goleada se avizinha. De terceiro há duas rodadas, o time vem, agora, em 7º e deve sair da zona de classificação se não reagir. A contar o ânimo pós-jogo, a reação parece coisa do outro mundo.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 8ª RODADA
Toque Me Voy 1 x 0 Futsampa
TOQUE VENCE FUTSAMPA E ACABA COM JEJUM DE VITÓRIAS
Diante de um time desfalcado e jogando com um a menos o tempo todo, Toque Me Voy faz o básico: vence com placar magro de 1 x 0 e espanta a crise
Por Guilherme Meireles
Fechando as partidas do Grupo A, Toque Me Voy e Futsampa fizeram o único jogo do grupo que não acabou em goleada. E, por incrível que pareça, era o jogo com maior possibilidade de uma enxurrada de gols. Afinal, desde o início o Futsampa jogou com um a menos contra um Toque Me Voy dispondo de vários jogadores no banco. Mas como o futebol está muito longe de ser uma ciência exata, o fato não foi a principal razão para a derrota do Futsampa, já que a equipe se segurou como pôde e apostou em uma marcação bem organizada do início ao fim e nos contra-ataques puxados por Pina.
Ambos os times criaram chances claras no primeiro tempo: Claudinho chegou desviando no segundo pau e parou em espetacular defesa do goleiro do Futsampa, Chamie. O time tricolor logo respondeu. Zaka Ele recebeu livre pela direita, se mandou e perdeu a chance de abrir o placar cara a cara com o Maicon.
Em meio a ataques constantes, o Toque chegou ao único gol do jogo em chute de Desenho pelo setor direito. Mesmo com o placar aberto, a configuração do jogo permaneceu inalterada, ou seja, os dois times atacando. O goleiro do Toque Me Voy se desdobrava para fazer defesas complicadas, como um chute de longe de Beavis e uma falta cobrada por Zaka. Em resposta, Claudinho também perdeu uma chance clara de ampliar a vantagem próximo ao fim do primeiro tempo.
Na segunda etapa, a marcação do Futsampa aumentou e as chances de ambos os lados diminuíram. Dessa maneira, o Futsampa preferiu fechar a defesa, apertar a marcação e explorar os contra-ataques que visavam sempre Pina. O jovem atleta se movimentava bem servindo como referência da equipe do meio campo para frente.
Em lance isolado, ele cometeu falta dura pela direita e o árbitro o advertiu com amarelo. Indignado, ele saiu resmungando: "Professor, acabou com o jogo!". Era tudo que o Toque Me Voy queria. Agora com 2 a menos seria mais fácil liquidar a fatura de vez. Porém, o time não conseguia fazer valer sua superioridade numérica em gols, mostrando que o time ainda tem muita deficiência quando no ataque. O Futsampa se fechou ainda mais e conseguiu se segurar até o retorno do amarelado, que voltou próximo ao fim de um entediante segundo tempo.
Nos minutos finais, o Futsampa já não tinha pernas para buscar o empate e o Toque tropeçava em suas próprias falhas, mantendo o magro 1 x 0 até o apito final do árbitro.
Toque Me Voy tira a zica e volta a vencer depois de um jejum de 3 jogos, entretanto o Futsampa chega à quinta derrota consecutiva. Ambos estão na zona de classificação, ocupando respectivamente a sexta e a oitava posição do Grupo B, com 12 e 9 pontos. Na 9ª rodada, o Toque encara o TNT após a surpreendente goleada sofrida nesta rodada para o Laranja Mecânica. Já o Futsampa mede forças com o terceiro colocado, o Só Quem Sabe, e uma derrota pode custar a vaga no G-8.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 8ª RODADA
Allianza Sagrado 2 x 4 Condor’s
CONDOR’S DERROTA ALLIANZA E SEGUE NA COLA DO XTJ
A objetividade fez a diferença a favor do Condor’s, que segue na briga pela Prata na fase de grupos e praticamente elimina as chances do Allianza de ser primeiro
Por Mateus Barbedo
No último jogo da tarde de sábado pelo Grupo B do Chuteira de Bronze, o Condor’s venceu o Allianza Sagrado pelo placar de 4 x 2 e teve todos os méritos para isso, apesar do equilíbrio apresentado na partida. Mais uma vez Guel e Diony mantiveram suas regularidades e foram os destaques do Condor’s, mostrando o porquê de a equipe estar brigando na parte de cima da tabela.
A primeira etapa teve maior domínio do Condor’s e começou com muita disputa de bola no meio campo, com as equipes se estudando bastante. Com 8 minutos surgiu a primeira jogada efetiva de ataque, e também o primeiro gol. Danilinho fez bela cobrança de falta, a bola bateu na defesa e, quase de dentro do gol, Rodrigo Storch colocou o pé nela para marcar a favor do Allianza.
Guel tentou responder num chute de fora da área. A bola passou muito perto do gol. O jogo permanecia truncado, os times entravam rachando e faziam uma forte marcação, o que tornava escassas as chances de gol. Aos 15 minutos, Neno chutou de fora e Mussolino fez ótima defesa. Depois, foi a vez de Diony recuperar a bola no meio e bater colocado no canto para mais uma boa defesa de Mussolino.
O Condor’s começava a pressionar, e Guel chutou novamente de fora da área, obrigando Mussolino a espalmar para escanteio. No lance seguinte, foi a vez de Diony chutar de fora, de novo, e o goleiro realizou mais uma boa defesa. Até que, aos 22 minutos, a bola finalmente entrou. Neno recebeu bom passe pela esquerda e chutou para o gol, empatando a partida.
Já no primeiro minuto da etapa complementar, o Condor’s virou o jogo. Em bobeira da defesa do Allianza, que parou de correr porque achou que o árbitro havia marcado uma irregularidade, Kalzinho chutou da entrada da área e fez 2 x 1. A partir daí, o jogo ficou mais corrido, com as duas equipes mostrando muita vontade de ganhar.
Aos 10 minutos, Guel chutou de fora para nova defesa segura de Mussolino. Um minuto depois, Diony lançou Guel na área, que recebeu com liberdade, mas pegou mal de primeira e mandou para fora. Novamente o Condor’s conseguiu chegar ao gol na base da pressão. Aos 14 minutos, Guel recebeu pela lateral esquerda, driblou um zagueiro e, com muita categoria, chutou no canto direito do goleiro.
Nem ganhando de 3 x 1 a pressão diminuiu. Após uma bola rebatida, Peli chutou da intermediária no canto do goleiro e fez o quarto. O time ainda se deu ao luxo de desperdiçar uma excelente oportunidade com Neno, que entrou na área com a bola dominada e chutou. O goleiro pegou e deu rebote, mas a equipe não soube aproveitar a oportunidade.
Faltando 2 minutos para o fim do jogo, o Allianza, que ainda não havia desistido, conseguiu diminuir o prejuízo: após sofrer 8 faltas do Condor’s, Lucas Janaudis cobrou o tiro de 9 metros e descontou. No último minuto, Cesinha ainda criou uma boa oportunidade, em um chute forte de fora da área, mas a bola foi para fora.
Esse jogo era importante pela briga na parte de cima da tabela e, com a vitória, o Condor’s chega à 2ª posição do Grupo B, com 19 pontos ganhos, sendo que o líder XTJ soma 20. Seu próximo confronto será contra o Absolutos. Já o Allianza Sagrado caiu para o 4° lugar, com 16 pontos, e terá como próximo adversário o Elite.
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