BASICUS REAGE E ESTREIA COM VITÓRIA ANTE O ROLETA CLÁSSICO
Em partida polêmica, goleiro Machado pegou tudo no primeiro tempo, mas não resistiu ao ataque rival na etapa final, principalmente após expulsão de Leandro
Por Luiz V. Andreassa
Na US Cup, campeonato amistoso disputado em janeiro, o Basicus já havia mostrado ser um time mais forte do que na temporada anterior, sendo o vice-campeão – perdeu a final para o Acidus. Com isso, a expectativa para estreia na Bronze era de que a equipe repetisse a boa atuação, objetivo conquistado com êxito, apesar de Machado, o arqueiro do Roleta, ter feito de tudo para impedir isto.
O sol quente que brilhava no céu, cujos raios chegavam aos jogadores como lambidas de fogo, foi praticamente ignorado pelos jogadores do Basicus, que desde os primeiros minutos era melhor e mais consciente em quadra, buscando o ataque e criando chances com seu ótimo trio ofensivo Lucas Barbosa, Puff e Hiro. A primeira ação veio em bola ajeitada do primeiro para o segundo bater de perna esquerda, perto da trave direita. Apesar disso, foi o rival quem conseguiu abrir o placar na sua primeira oportunidade: Giu recebeu passe da direita e, na cara do gol, não titubeou e mandou para as redes. Contudo, menos de um minuto depois, veio a resposta à altura. Mais uma vez Lucas apareceu bem pelo lado direito e passou para Amorim finalizar de primeira. Machado conseguiu salvar com boa intervenção, mas a bola sobrou debaixo da trave para Puff apenas empurrar para dentro.
Depois dos dois tentos, o domínio do Basicus se tornou mais evidente. O Roleta não conseguia nem mesmo assustar o goleiro Rolland devido à pressão que sofria. Foi aí que Machado começou a aparecer para salvar sua equipe. Ele salvou um chute de Hiro no cantinho, após o adversário ter limpado a jogada no meio da quadra. Depois, contou com a sorte quando Lucas recebeu belo passe de Puff em contra-ataque, cortou o zagueiro e mandou na rede pelo lado de fora. O momento mais impressionante veio após passe para Paquito, dentro da área, que foi complementado com uma bomba quase a queima roupa. Com reflexo espetacular, Machado conseguiu se esticar todo e evitar a virada. Na sequência, Bocha bateu cruzado da lateral direita e também parou nas mãos do guarda-metas.
Foi somente nos minutos finais da primeira etapa que o Roleta conseguiu sair do sufoco e reagir. Bahia mandou uma pancada em cobrança de falta que só não foi direto para as redes porque encontrou o peito de Amorim. No último lance, o goleiro Rolland disputou uma bola com Leandro dentro da área e acabou cometendo pênalti. O próprio Leandro foi para a cobrança e acertou o canto esquerdo, enquanto o arqueiro foi para o outro lado. Deste modo, a primeira etapa foi fechada com um placar que não refletia o que havia acontecido em quadra.
Aproveitando a moral conquistada antes do intervalo, o time de Baru voltou disposto a ampliar a vantagem, e o fez nos primeiros segundos: Cabelo mandou uma pancada de longe e venceu Rolland, fazendo 3 x 1. O baque acordou o Basicus, e a resposta veio dois minutos depois. O goleiro Machado, que tinha pegado até ‘pensamento’ no primeiro tempo, tentou sair jogando, a bola bateu em Paquito, e o mesmo ficou com a sobra para mandar pra dentro. O lance rendeu muita reclamação por parte dos jogadores do Roleta, os quais afirmavam ter havido uma “mão na bola” por parte do autor do gol. Os acontecimentos seguintes do jogo deram ainda mais motivo para os protestos – principalmente do inconformado Baru – já que foi a partir daí que a história começou a mudar. O empate, por exemplo, quase veio na sequência, em chute de bico de Hiro da entrada da área que Machado espalmou a bola. Ela ainda pegou no travessão.
Com o mesmo ímpeto dos primeiros 25 minutos, o Basicus se mantinha em cima e foi recompensado quando, mais uma vez, Paquito aproveitou uma bola sobrada para deixar tudo igual. Para piorar, Leandro foi expulso pelo lado do Roleta após tomar um cartão amarelo e um vermelho. Era o que a Fênix precisava para passar por cima do rival como um rolo compressor. Aos 14 minutos, Machado espalmou para cima um chute de longe e Puff completou de cabeça para dentro.
Agora em desvantagem também no placar, o Roleta resolveu ir para cima, já que não tinha nada a perder, e chegou a equilibrar a partida. Entretanto, apareceram mais espaços em sua defesa, os quais foram aproveitados com muita competência por Diego, que pegou rebote após finalização de Amorim e não teve dificuldades para fazer o quinto de sua equipe.
Nos momentos finais da partida ainda houve tempo para mais. Lucas Barbosa voltou a brilhar: limpou a marcação pelo meio e rolou para Hiro, no lado esquerdo, encher o pé. A pelota ainda bateu no travessão antes de entrar, deixando o gol ainda mais bonito. No último lance da partida, Kinho, que vinha jogando bem na segunda etapa, acertou uma bomba de longe e fechou a goleada com estilo. Estilo de um time que se reforçou na pré-temporada e que agora tem um ataque rápido e eficiente, o qual lhe dá esperanças de brigar para subir à Prata.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
Allianza Sagrado 3 x 2 Absolutos
COM MUITO ESFORÇO (E FALTAS), ALLIANZA VENCE ABSOLUTOS NA ABERTURA DA BRONZE
Equipe estourou limite de faltas, mas contou com sorte e garra para vencer a partida
Por Tamires Paulino
O jogo mais complicado da tarde na quadra 10 ocorreu entre Allianza Sagrado e Absolutos. Complicado não de se assistir. Mas deu para ver como ambas as equipes deram o seu melhor de todas as formas possíveis para conseguir os três pontos. E não foi fácil.
Corrido, o jogo teve um gol logo em sua primeira metade, marcado por Rafinha, o que deixava o Absolutos (ex-Vuvuzelas) na frente no placar. Mas é claro que o Allianza não deixaria isso barato. O problema é que os lances simplesmente não encaixavam. Enquanto isso, o Absolutos conseguia criar algumas jogadas – prontamente paradas com falta, o que fez com que o time estivesse sempre à beira de estourar o limite de infrações, que é punido com tiro livre direto de 9 metros quando isso acontece – e foi exatamente o que aconteceu. No entanto, com muita (mas muita) sorte por parte do Allianza, a cobrança foi desperdiçada para fora.
No entanto, por mais que tentassem impedir que isso acontecesse, Pizzotti acabou marcando o segundo gol de sua equipe, ainda que aos 19 minutos do primeiro tempo. Contudo, o Allianza conseguiu levar o jogo para o segundo tempo com uma desvantagem menor, já que Flavito abriu o placar para a sua equipe minutos antes do apito de encerramento da etapa inicial.
Com o reinício da partida, o que se viu foi uma postura totalmente diferente (em partes, já que as faltas em número exacerbado continuaram) da equipe do Allianza. Logo no começo, Lucas aproveitou sobra pela lateral esquerda e chutou em diagonal pela linha de fundo. O lance seguinte, porém, não seria desperdiçado. Rods aproveitou bola que sobrou de bate-bate na área e deu um carrinho para empurrar a bola às redes, marcando o gol de empate do Allianza. A partida era brigada, bem ao estilo que o jogo exigia. Pouco tempo depois, confirmando o quanto o Allianza tinha mudado – e o quanto essa mudança tinha dado certo – Lucas marcou o terceiro gol de sua equipe, virando no marcador e colocando-a a frente no placar.
A partir daí, o Absolutos tentou de todas as formas correr atrás, mas descobriu o quão chato era o inimigo a se bater. Jean tentou em cobrança de falta, mas, embora a bola tenha passado pela barreira, acabou batendo em um zagueiro adversário. Depois, ele mesmo cabeceou lateral cobrado para dentro da área, mas o goleiro subiu mais alto que todo mundo para buscar, seguro.
Aos 12 minutos, após cobrança de tiro de meta, Jean (sempre ele) recebeu livre pela lateral esquerda, mas Ale chegou na marcação. Ele, prevendo que poderia ter a posse da bola “roubada”, chutou e acabou, sem querer (querendo), dando bastante trabalho ao goleiro, que se esticou todo para espalmá-la para a lateral.
Três minutos depois, Gian recebeu pelo meio, caiu pela lateral esquerda usando o corpo para livrar-se do marcador, cruzou, e a bola bateu na rede pelo lado de fora, enganando alguns torcedores menos atentos. Após esse lance, o Allianza pediu tempo, mas não havia jeito: o Absolutos continuaria atacando, e, ao Allianza, só restava se defender como podiam e torcer para que o tempo acabasse o mais rápido possível. O último lance da partida foi de Fuka, que deu bonito voleio após escanteio, e o goleiro defendeu. Fim de jogo, e triunfo do Allianza.
No próximo sábado, o time de Flavito enfrenta o recém-promovido Inflação, visando a mais uma vitória. Enquanto isso, o Absolutos recebe o Elite, em jogo de reabilitação aos dois times.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Cabeça Rachada 8 x 1 Invictus
CABEÇA RACHADA NÃO TOMA CONHECIMENTO DO INVICTUS E GOLEIA
O primeiro jogo no Chuteira de Bronze não pareceu intimidar os novatos do Cabeça Rachada, que deitaram e rolaram após abrir o placar em falha da defesa adversária
Por Bruno Viotti
Depois de alguns bons meses de férias, eis que retorna o Chuteira. Os sábados voltarão a apresentar emoção e confraternização nas quadras do PlayBall. Assim, para começar, nada melhor do que acompanhar o tradicional Invictus, de Bento, Douglas Almasi e Ragazzo, contra o Cabeça Rachada, que obteve o direito de integrar o torneio após a conquista do vice-campeonato da Taça Verão do Chuteira.
No entanto, enganou-se quem pensou que os estreantes sentiriam a pressão do primeiro jogo do campeonato. Com uma formação equilibrada, formada por dois zagueiros, dois meias que chegavam ao ataque com velocidade e dois atacantes, o Cabeça Rachada começou o jogo pressionando a equipe adversária. A primeira chance ocorreu com Tché, que mostrou seu cartão de visitas ao avançar pela direita, cortar para dentro e mandar um grande chute no ângulo esquerdo de Henrique, que operou um milagre.
O camisa 10 ditava o ritmo do jogo; seus passes e jogadas realmente deixavam o sistema defensivo do Invictus de cabelo em pé. No entanto, Tché também contou com o apoio de Luisinho Fernando, retornando ao Chuteira de Ouro, que utilizava o lado esquerdo para chegar com perigo ao ataque, além de Batoré que, apesar de ser o camisa 18, tem todo o jeito de um típico artilheiro da camisa 9.
Enfrentando um sol forte, o Invictus não encontrava maneiras de vencer a marcação dos adversários, que, naquele momento, pareciam incansáveis. Resolveram então apelar para os contra-ataques puxados por Bento, que tentava encontrar Ragazzo no ataque, com a ajuda de Douglas. No entanto, na melhor chance de Ragazzo, o camisa 18 desarmou o zagueiro e, sozinho, tentou tirar do alcance do arqueiro e mandou para fora. O mesmo Ragazzo recebeu no peito na área, dominou certinho de frente para o gol, mas jogou para fora. Um erro que sairia caro pouco tempo depois.
Além disso, Bento também tentava alguns chutes de longe, mas o improvisado Salva estava atento e segurava as tentativas. O equilíbrio – ao menos no placar – não durou muito. Logo aos 11 minutos, após erro na saída de bola do Invictus, Luisinho aproveitou para recuperar a bola e tocar para Batoré abrir o placar.
Depois do gol, o Invictus tentou melhorar sua movimentação e diminuir a pressão exercida pelo Cabeça Rachada. Para isso, Danilão entrou em campo. No entanto, aos 15 minutos, após nova saída de bola errada, Luisinho bateu cruzado para acertar a zaga adversária no meio do caminho. A bola desviou em Barath e tirou o goleiro Henrique da jogada. Era o segundo gol.
Se o Invictus ainda tentou algo no início da peleja, nesse momento os jogadores só pareciam querer que o primeiro tempo terminasse. Todavia, a chuva de gols continuava. Batoré recebeu bom passe na esquerda e chutou cruzado. Pedro Marsiglia apareceu na área e completou para o fundo da rede aos 19 minutos.
Dois minutos depois, Raphael recebeu bom passe de Tché e acertou no travessão. No entanto, no lance seguinte, os dois inverteram papéis e Tché recebeu passe de Raphael para colocar no canto esquerdo e marcar o quarto aos 21 minutos.
Chega de gols? Não para o Cabeça Rachada. Faltando apenas alguns minutos para o intervalo, Luisinho interceptou troca de passes do Invictus e encontrou Batoré no meio, que chutou e fez o quinto aos 23 minutos.
No segundo tempo, após discussão do Invictus no intervalo, o Cabeça Rachada diminuiu o ritmo. Apesar disso, não perdeu o controle da partida. Assim, procurava cadenciar a posse de bola e tentava encontrar espaços através do toque de bola, demonstrando um bom entrosamento entre seus jogadores.
O Invictus tentou segurar o adversário de todos os jeitos, o que causou certa exaltação entre os próprios jogadores da equipe. No entanto, não tinha jeito. Após algumas tentativas iniciais, Fabinho Oliveira recebeu sozinho na direita e dividiu com o goleiro. Na sobra, Tché aproveitou e mandou no canto esquerdo de Henrique para marcar aos 12 minutos.
Após pedido de tempo técnico, Douglas tentou passar instruções ao time e também aproveitou para dar uma bronca em seus companheiros que não se esforçavam na marcação. Mesmo com a boa intenção, a conversa não deu o resultado esperado. Aos 19 minutos, Tché recebeu pela esquerda, cortou para dentro e passou por seu marcador para bater no canto de Henrique, marcando o sétimo tento do Cabeça Rachada.
Já nos minutos finais, o Invictus partiu para o campo ofensivo, o que abriu espaço para o contra-ataque. Assim, Tché recebeu de cara com o goleiro e rolou a bola para encontrar Pedro Marsiglia na esquerda. O camisa 19 chutou sem goleiro e marcou o oitavo.
Já no último lance da partida, após cobrança de escanteio, o arqueiro salvador afastou e Ragazzo pegou a sobra para diminuir o placar para o Invictus. Era o fim da peleja.
“Hoje não! Hoje não! Hoje não! Hoje sim...Hoje sim?” Depois de uma temporada sem brilho no último Chuteira, o Invictus não conseguiu melhorar seu desempenho e sofreu uma derrota avassaladora já na primeira rodada. No próximo jogo, enfrenta outro estreante, o Laranja Mecânica. Já o Cabeça Rachada mostrou que veio para ficar, e agora encara o TNT para manter os 100% de aproveitamento.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
XTJ 7 x 2 Elite
XAROPES INICIAM LUTA PELO CANECO COM VITÓRIA ANTE ELITE
Em duelo equilibrado – apesar do placar – e cheio de alternativas, XTJ constrói goleada no segundo tempo; partida foi marcada pela velocidade e pelo ímpeto ofensivo de ambos os times
Por Luiz V. Andreassa
Quem olha a tabela e vê o placar final XTJ 7 x 2 Elite, logo imagina que o jogo foi uma ‘mamata’ para os xaropes. Porém, nem sempre os números traduzem o que aconteceu em quadra. Não que a vitória não fosse merecida, mas a goleada foi um pouco exagerada pelo desempenho das duas equipes, as quais buscaram o ataque o tempo todo e protagonizaram uma das melhores – se não a melhor – partidas da primeira rodada.
Mal o jogo começou e o XTJ foi criando chances e finalizando com perigo. Primeiro em chute de Bob da meia direita, o qual obrigou o goleiro Marcos Paulo a espalmar para escanteio. Na sequência, foi a vez de André Modesto exigir boa intervenção do camisa 12. O lance foi só um aperitivo para o que viria em seguida: Modesto encarou a marcação, deu uma gingada e bateu no canto esquerdo para abrir o placar aos 6 minutos. A réplica, contudo, foi rápida e eficiente. A zaga da equipe branca e azul afastou mal um cruzamento de Regis e Rafael apareceu para aproveitar a sobra, bater cruzado e deixar tudo igual.
A forte chuva que caía na quadra refrescava o ar e dava um ânimo a mais para os jogadores, depois de horas de um sol cruel nos primeiros jogos. Assim, a partida era uma correria só, praticamente sem transição no meio da quadra e com passes rápidos ditando o ritmo dos dois ataques. Exemplo disso foram os dois ‘quase’ golaços do XTJ. Landim aproveitou uma bola sobrada e disparou uma bomba de peito de pé do meio da rua, muito bem defendida pelo goleiro. Na sequência, Rafael fez boa jogada, abriu espaço contra dois marcadores e chutou para fora.
Os próximos gols estavam amadurecendo e, aos 14 minutos, Xuxo recebeu bom passe de Magu dentro da área, e girou bem o corpo antes de a bola chegar para conseguir finalizar rasteiro - recolocando os xaropes na frente. Pouco depois, a resposta veio com muito estilo: após ótima troca de passes do ataque do Elite, Bruno Santos fez um corta-luz em um passe vindo da esquerda e a bola chegou limpinha para Vagner do outro lado encher o pé esquerdo e anotar um belo gol. Animada com o tento, a equipe que usou o colete verde-limão chegou a virar o placar, mas que não foi corroborado. Após receber passe de Vagner, Fabio finalizou, o goleiro segurou a bola, mas acabou soltando-a, dando a chance do próprio Fabio tirar a pelota de seus domínios e mandar para dentro. Contudo, o árbitro apitou falta do camisa 5 e anulou o gol da virada.
Com o alerta ligado, o XTJ foi para cima e conseguiu abrir vantagem ainda no primeiro tempo. Primeiro, Xuxo dominou na lateral esquerda e bateu no canto para recolocar seu time à frente. Rafael Lucas chegou a acertar o pé da trave na sequência, após passe do próprio Xuxo, mas coube a Guedes, com um chute cruzado do lado direito, acertar o canto oposto e fazer 4 x 2.
A segunda etapa começou com pressão do Elite, que foi logo assustando o rival com um chute de Marcio no travessão, após dominar livre na área. Na sequência, Rafael bateu de bico pelo lado esquerdo e a bola passou bem perto da trave direita. O castigo não demorou a vir, e veio pelos pés de Fefe: o camisa 5 recebeu no meio, avançou e finalizou com qualidade para ampliar a vantagem. O lance do quinto gol exemplifica bem o mérito do XTJ para construir a goleada no segundo tempo: um ataque rápido e letal. Nem mesmo o cartão azul recebido por Landim foi o bastante para desanimar os xaropes. Desse modo, aos 15 minutos, Bob chutou forte, no alto da meta, para praticamente definir a vitória.
O Elite seguia fazendo boa partida e tentava reagir com boas jogadas de ataque, mas isso não foi o bastante diante da eficiência do rival. Prova disso foi o sétimo gol, marcado por André Modesto logo após o anterior. Vagner teve boa chance de descontar após boa trama de seus companheiros de ataque, mas parou em defesa do goleiro Murilo, o qual havia entrado no intervalo de jogo.
O ritmo seguiu bom e os jogadores não pararam de correr e brigar pela bola. Mas o placar não foi alterado e a goleada exagerada do XTJ foi mantida. Assim, as duas equipes mostraram um bom futebol e boa qualidade de ataque para o restante do campeonato, apesar da grande vantagem para uma delas.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Laranja Mecânica 4 x 1 Derrubada
LARANJA MECÂNICA ESTREIA COM PÉ DIREITO E LIQUIDA DERRUBADA
Liderada pelo ‘matador’ Thira, equipe ‘holandesa’ foi melhor em toda a partida e mostrou bons valores que darão trabalho aos rivais
Por Luiz V. Andreassa
O primeiro jogo do Laranja Mecânica na série Bronze foi melhor que a encomenda. A equipe recém-promovida ao Chuteira de Ouro - após a conquista de uma vaga pela Taça Verão – começou com o pé direito na competição. Mais especificamente com o pé direito de Daniel, que logo no primeiro minuto de jogo disparou uma bomba para vencer Henrique e estufar as redes do Derrubada.
Se havia alguma ansiedade pela estreia, ela foi logo espantada com o tento. E se havia resquícios da má campanha do Derrubada no semestre passado, eles foram reavivados de cara. Talvez por essa vantagem psicológica obtida no começo da partida as coisas saíram tão naturalmente bem para o Laranja Mecânica. Não que houvesse uma grande pressão para cima do rival, mas todas as chances criadas eram contra o goleiro Henrique. Em uma delas, Thira fez boa jogada pela direita e cruzou para Bussa finalizar na cara do gol. Henrique fez grande defesa e, na sequência, fez milagre para evitar o gol no rebote aproveitado pelo próprio Bussa. Pouco depois, Thira passou de calcanhar para Daniel, que por sua vez devolveu de cabeça para o camisa 9 finalizar, sendo parado apenas pela defesa de Henrique com o pé.
Talvez seja pela qualidade técnica superior à do adversário, mostrada em lances como este último, que a vitória tenha vindo sem problemas. Qualidade que foi demonstrada aos 15 minutos, quando o ótimo atacante Thira recebeu na entrada da área e, com um misto de calma e categoria, tocou de perna esquerda na saída do goleiro, acertando o cantinho. O domínio foi mantido ao longo do tempo, mesmo sem a criação em massa de chances de gol. Sem forçar, o Laranja foi chegando ao ataque quando queria e aproveitando bem as oportunidades. Assim, Thira apareceu mais uma vez, agora dominando pelo lado e esquerdo e, mesmo sem ângulo, batendo com precisão para ampliar a vantagem e praticamente decidir a parada ainda no primeiro tempo. Daniel ainda se deu ao luxo de isolar a bola, após receber passe do camisa 9 na cara do gol.
No segundo tempo a situação não mudou muito. A equipe debutante na Bronze administrava a situação criando chances esporádicas e se defendendo com qualidade sob o comando do defensor Dani. Em uma dessas chances, Daniel cabeceou dentro da área e acertou a trave. Como as coisas andavam bem, ele ainda se deu ao luxo de finalizar de letra após avançar pela direita e cortar para o meio. Mas desta vez Henrique não teve problemas para defender.
Os minutos foram passando sem grandes destaques, tirando uma ou outra chegada da equipe laranja, como em finalizações de cabeça uma de Vitor outra de Thira que quase resultaram em gol, tendo uma sido defendida muito bem pelo goleiro, e a outra tirado tinta da trave, respectivamente. E, mesmo sem jogadores reservas, o cover da seleção holandesa da década de 1970 conseguiu transformar a vitória em goleada no final da partida. Após tentar o chute e ser bloqueado pela zaga, Thira reaproveitou a jogada para mandar no cantinho. O Derrubada, que praticamente não chegou ao gol de Matteo durante todo o jogo, ainda conseguiu seu gol de honra na sequência. Em cobrança de falta, Maldo acertou a barreira e a bola sobrou Pedro Mé, na cara do gol, deixar a sua marca.
Vitória merecida para o time estreante, que mostrou ter um time entrosado e bons jogadores, mas que ainda precisa enfrentar desafios maiores para mostrar se vai brigar por algo maior neste campeonato. Por outro lado, o Derrubada vai ter de se esforçar para não fazer feio em mais uma edição da Bronze – e o próximo jogo vai ser pedreira, contra o Só Quem Sabe.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
Opalas 2 x 2 Pé de Pano
OPALAS FAZ ÓTIMO JOGO, MAS APENAS EMPATA COM PÉ DE PANO
Apesar da superioridade demonstrada, time não consegue sustentar placar favorável, leva a virada, e tem de correr atrás para arrancar a igualdade
Por Tamires Paulino
Estreando no Chuteira de Bronze, o Opalas – vice-campeão da Taça Primavera – enfrentou o Pé de Pano no segundo confronto do dia, válido pelo Grupo B. Num daqueles sábados de muito sol, o jogo empolgou os espectadores que procuravam ansiosos por um pouco de sombra - ao mesmo tempo que tentavam, em vão, afastar a chuva que se aproximava.
Dentro das quatro linhas, logo de cara, o Opalas já mostrou que não veio para brincar, e abriu o placar com Froio, num lance rápido. Logo em seguida, aos 3 minutos, Leo recebeu pela lateral esquerda, deu um pequeno toque pra se livrar do marcador e, quase chegando à linha de fundo, chutou em diagonal à direita do gol. O primeiro lance do Pé de Pano acabou sendo o gol de empate, marcado por Frederico. Ele aproveitou o rebote do goleiro e, estando de cara com o mesmo, só bateu de chapa para as redes.
O jogo prosseguiu sem grandes acontecimentos até os 18 minutos, quando Kinhas cruzou uma bola à ponta esquerda da área, e Rubão cabeceou rente ao travessão, quase colocando o Opalas novamente à frente no placar. Logo após o lance, o Pé de Pano pediu tempo.
Depois da paralisação, o Opalas protagonizou lance que assustou o adversário: Mineiro, pela lateral direita, tocou para Kinhas à frente. Ele carregou até achar Rubão pelo meio e este deu um chute colocado que bateu caprichosamente no travessão. No lance seguinte, o goleiro do Pé de Pano, Bruninho, deu rebote, e Leo, bem posicionado, deu chute que Frederico salvou em cima da linha. O último lance do primeiro tempo foi de Kinhas, que recebeu cobrança de lateral e deu um chute forte, com endereço certo, mas o goleiro defendeu.
A partida recomeçou e o Opalas continuava atacando muito – mas nem sempre as finalizações saiam como o queriam. O primeiro lance do time, no segundo tempo, foi a cobrança de falta de Paulinho pela intermediária, que acabou parando na barreira. Na jogada seguinte, então, o Pé de Pano não deu bobeira e marcou seu segundo gol, com Frederico. O empate do Opalas veio logo depois, quando Paulinho recebeu pela lateral esquerda e chutou cruzado ao gol. O jogo continuou com o meio-campo criando muito, mas as jogadas não ofereceram muito perigo. Mas só até os 15 minutos: Caio cobrou escanteio e Frederico cabeceou à direita do travessão. O goleiro só fez o tradicional golpe de vista – que dessa vez deu certo.
Quase no fim do jogo, aos 20 minutos, Paulinho, que vinha correndo pela lateral direita, recebeu passe à frente e cruzou com a ponta da chuteira à área, mas acabou quase encobrindo o goleiro, que ainda conseguiu defender com a ponta dos dedos, usando todo seu reflexo em um lance difícil. No último lance da partida, Leo, na cara do gol, chutou tentando tirar a bola ao máximo do goleiro, mas ele ainda se esticou e conseguiu realizar a defesa. Mesmo sendo superior, o Opalas ficou na igualdade com o Pé de Pano.
Agora, empatados em sexto lugar, os times seguem com seus compromissos. O Opalas enfrenta o Coringa na próxima semana, num jogo que promete fortes emoções. Já o Pé De Pano joga conta o DPGamos, atual líder do grupo B, buscando sua primeira vitória na Bronze.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Futsampa 6 x 4 Camelo
CAMELO INICIA JORNADA NA BRONZE COM PÉ ESQUERDO
Mesmo com início superior, time da pizzaria sofre a virada para o Futsampa, que enfim vence uma no Chuteira, e começa a campanha de volta à Prata com derrota
Por Tamires Paulino
Debaixo da chuva que ameaçava cair sobre o Playball desde o começo da tarde, Camelo e Futsampa entraram em quadra para proporcionar a melhor partida da tarde na quadra 10: foram 3 gols em menos de 10 minutos! Logo de cara, Mau deu um chute bonito no ângulo direito e marcou o primeiro do Futsampa. Em seguida, Hugo empatou para o Camelo, e Cris Dantas virou, praticamente em seguida, em lances rápidos.
Passado esse começo avassalador de ambas as equipes, quando tudo se acalmou, o que se viu foi um Futsampa levemente melhor, embora ainda houvesse certo equilíbrio no desempenho das equipes nesse momento da partida. Em um dos bons momentos do Futsampa, Danilo limpou jogada pelo meio livrando-se de 3 marcadores e chutou por cima do gol. Pelo lado do Camelo, Hugo recebeu à frente, tocou atrás para Henrique que, de frente para o gol, deu uma furada homérica, chutando (muito) torto para a linha de fundo, pelo lado esquerdo do gol.
Aos 20 minutos, o jogo reacendeu e os gols recomeçaram a sair. Cauã, bem posicionado, aproveitou rebote do goleiro e chutou por baixo do arqueiro, marcando o terceiro do Camelo. Logo em seguida, o gol mais bonito da tarde: Júlio César limpou três marcadores, entrou na área e tocou atrás para Pina que, de frente para o gol, chutou no ângulo. Um golaço – o segundo do Futsampa. Faltavam poucos minutos para o fim da primeira metade da partida, mas ainda houve tempo para que Negão cobrasse falta a poucos passos da entrada da área para a linha de fundo, lado esquerdo.
O segundo tempo já começou com o Camelo ampliando sua vantagem no placar de modo rápido, com um bonito gol de Henrique, de falta. O jogo continuou agitado, numa daquelas partidas em que, mesmo com essa vantagem, não se podia prever o vencedor de forma alguma – até porque ainda estava bem cedo para isso. Momentos após o gol, Hugo cobrou outra falta, mas dessa vez por cima da meta. Pelo lado do Futsampa, aos 8 minutos, Pina chutou da intermediária por cima do gol. O próximo chute, porém, o Futsampa não erraria, e Pina (não se confunda) marcaria o gol de empate de seu time – o que fez o adversário gastar seu pedido de tempo.
Após a paralisação, o Futsampa continuou pressionando, mostrando que o resultado não era definitivo. A prova foi o gol marcado por Teteu minutos antes do final da partida – gol esse que colocava o seu time à frente no placar, em uma partida onde o Futsampa já havia passado por um momento em que tinha desvantagem de dois tentos. No último lance do jogo Negão recebeu passe e chutou de longe, no alto, muito difícil para que o goleiro Henrique pudesse alcançar. O Futsampa, então, conseguiu excelente placar de 6 x 4, para o total desolamento dos jogadores do Camelo. E assim ficou marcada a estreia do Camelo na Série Bronze.
Na próxima semana, o Camelo quer a reabilitação de qualquer maneira. Para isso, enfrenta o Irado’s, de Dani Jales e companhia. Já o Futsampa quer esquecer a temporada 2011 e continuar no embalo das vitórias. Porém, terá muitas dificuldades ante o Roleta Russa Clássico, que perdeu na abertura do certame.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
Os Mostarda 3 x 4 Inflação
INFLAÇÃO ESTREIA NO CHUTEIRA COM VIRADA EMOCIONANTE
Enfrentando forte chuva, Os Mostarda abriu dois gols de vantagem no placar, mas não conseguiu segurar o estreante da competição, que fez dois gols no final do jogo e conquistou os três pontos
Por Bruno Viotti
A chuva pode ter afastado alguns espectadores, mas quem ficou para acompanhar o confronto entre Os Mostarda e Inflação não se arrependeu. Depois da derrota para o Condor’s nas oitavas de final do torneio passado, o time do capitão Cadu entrou em campo para tentar iniciar uma campanha mais regular do que a apresentada na fase de grupos do torneio passado. Já o Inflação foi campeão da Taça Verão e chegou com moral para enfrentar um adversário de tradição.
O Inflação mostrou logo o motivo de ter vencido o torneio classificatório, ao levar perigo com um chute forte de Leandro por cima do gol. Já o Os Mostarda utilizava Tatá como pivô para tentar avançar. Assim, o camisa 7 quase marcou ao receber na frente e mandar à esquerda da meta adversária.
A marcação dos dois times era diferente. Enquanto o Os Mostarda marcava por zona, o Inflação tentava pressionar a saída de bola do adversário. No entanto, em alguns momentos, o time de Polito ficava desatento ao posicionamento, gerando um excesso de jogadores no meio-campo. Era um no ataque, uma linha de quatro jogadores no meio-campo, e apenas um zagueiro. Ou seja, se o atacante recebesse a bola depois da linha do meio de campo, ficaria sozinho contra o zagueiro, o que poderia ser fatal.
Já o Inflação também tentava obter o controle do meio-campo. Para isso, posicionou três jogadores no meio, enquanto dois defensores protegiam a meta de Sandro e um atacante ficava atormentando Polito. Assim, o time começou a impor um ritmo mais forte de jogo, que gerou certa dificuldade para o Os Mostarda, principalmente com Wellington, que conseguia criar espaços com extrema rapidez. Em uma de suas chances, o camisa 10 recebeu na esquerda e chutou forte para rebatida do arqueiro. Em seguida, Polito dividiu com Renato para aliviar.
A pressão do Inflação era constante e quase resultou em gol no cabeceio de Renato, após lateral, mas Polito fez grande defesa. Em seguida, Marcelo recebeu bom passe de Wellington e acertou a trave direita. No entanto há de se destacar a vontade de Bedicks, camisa 23 mostardense, ao afastar diversas bolas que rondavam a área de seu time.
Com a movimentação constante de Leandro e Wellington, a marcação adversária ficou confusa, o que abriu espaço para o primeiro gol. Em bela triangulação, Leandro tocou para Marcelo, que encontrou Wellington no meio para completar e marcar o primeiro do Inflação. No entanto, não demorou muito para a reação mostardense. Em cobrança de falta pela esquerda, o time realizou bela troca de passes e inverteu a jogada para o lado direito. Assim, a bola chegou para Cadu, que dominou e chutou cruzado para marcar o tento de empate.
Essa reação pode ser creditada, em parte, à disposição de George em campo. O camisa 99 estava em todos os lugares do campo e parecia ter três pulmões para correr tanto quanto corria. Assim, foi dos pés de George que surgiu o gol da virada. O camisa 99 recebeu na frente e bateu cruzado para achar Biel livre. O camisa 22 só empurrou a bola para o gol e colocou o Os Mostarda na frente.
O jogo ficou mais equilibrado no segundo tempo. Precisando reverter o placar, o Inflação foi para o ataque com Fábio, que avançou pela direita e chutou rasteiro para boa defesa de Polito. Depois, Wellington chutou forte de longe, mas o arqueiro rebateu e a zaga afastou. Já o Os Mostarda revidou e fez o terceiro. Stefan recebeu no meio-campo e arriscou de longe. A bola foi rasteira e entrou no canto direito de Sandro.
Depois do gol, o ritmo dos dois times diminuiu. No entanto, o Inflação continuou a levar perigo com Wellington, que recebeu na frente e dividiu com Polito, que afastou a bola. Enquanto o jogo rolava, o Os Mostarda conseguia controlar o ritmo do jogo. No entanto, não tinha sucesso ao armar jogadas ofensivas. Assim, em um lance protagonizado por Fábio, o camisa 19 recebeu na direita e chutou cruzado para encontrar Renato na área e marcar. 3 x 2 no placar.
Depois do gol, Marquinhos tentou aproveitar cobrança de escanteio, mas mandou para fora, quase marcando ao Mostarda. O Inflação, então, não desperdiçou sua chance, e marcou o tento de empate. Após cobrança de escanteio, Thiago recebeu livre no meio, sem marcação e mandou rasteiro no canto esquerdo pra deixar tudo igual em 3 tentos. Não demorou muito para a virada. Após receber belo passe, Ricardo deslocou-se para a direita e chutou para comemorar muito e virar a peleja.
Desolados, os jogadores mostardenses tentaram mais algumas jogadas, mas já era tarde. O Inflação conquistava uma vitória para dar moral aos novatos. Com a derrota, o Os Mostarda procura a recuperação em confronto contra o XTJ na próxima rodada. Já o Inflação comemora e já pensa no próximo jogo contra o Allianza Sagrado.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Só Quem Sabe 3 x 5 TNT
MESMO SEM SEU GOLEADOR, TNT CONSEGUE VITÓRIA NA ESTREIA
Em jogo disputado, o TNT fez 3 gols e quase deixou a vantagem escapar; dois tentos no segundo tempo garantiram os três pontos
Por Bruno Viotti
O segundo jogo da quadra 6 foi protagonizado por duas equipes que foram eliminadas nas oitavas de final do III Chuteira de Bronze. De um lado, o SQS procurava repetir a boa campanha da fase de grupos do torneio anterior. Para isso, contava com Serjão, que prometia brigar novamente pela artilharia. Do outro, o TNT estava desfalcado de seu principal goleador, Nardone, mas parece que sua ausência não foi suficiente para abalar o time, que conseguiu uma grande vitória.
A peleja começou e o TNT tratou de exercer uma pressão sobre o adversário. Os primeiros lances de perigo aconteceram com Dudu e Rapha Bernardes. O primeiro recebeu na frente e, marcado, conseguiu girar e chutar para a defesa do arqueiro. Depois, o camisa 7 arriscou de longe, mas seu chute também foi defendido. Por fim, saiu dos pés de Luiz Pane a jogada do primeiro gol de seu time. O camisa 10 avançou pela esquerda e rolou na direita para encontrar Dudu. O atacante tocou para trás, e Fiel mandou para a rede, abrindo o placar aos 2 minutos.
O SQS tinha dificuldade para vencer a marcação exercida pelo TNT. De qualquer forma, demonstrava raça em campo. Assim, o primeiro lance perigoso protagonizado pelo SQS foi através de uma cobrança de falta, na qual Pedrinho tocou e Alemão chutou rasteiro para Chicão espalmar.
Grande parte da dificuldade do SQS para chegar ao ataque foi causada pela forte marcação em cima de Serjão. O camisa 9 é a referência da equipe no ataque, e não encontrava espaços para realizar suas jogadas. No entanto, em nova oportunidade, a zaga do TNT falhou, e a bola sobrou para Pedrinho, que tentou tirar do goleiro, mas mandou para fora.
Naquele momento, o TNT atuava com Dudu como seu atacante principal. Rapha Bernardes e Luiz Pane apoiavam chegando do meio-campo, assim como Fiel, que tentava cobrir duas funções: a de apoiar no ataque e a de voltar rapidamente para ajudar na marcação.
Já na metade do primeiro tempo, em lance despretensioso, Dudu conseguiu desarmar Tessarin e ficou livre para correr, chegar à frente do goleiro, escolher o canto e bater rasteiro para marcar o segundo do TNT, aos 13 minutos.
E, apesar do tento, o TNT não estava satisfeito - continuando a levar perigo com chutes longos. O primeiro com Marcelo, mas a bola passou rente ao travessão. Depois, Caio mandou uma bomba para boa defesa de Dinho. Por fim, eis que surge o terceiro gol. Em cobrança de falta, Rapha Bernardes bateu e a barreira abriu, assim, o arqueiro fez boa defesa, mas, na sobra, Fiel completou para o fundo da rede, aos 16 minutos.
O jogo parecia decidido, mas Serjão começou a aparecer. Em seu primeiro lance de efeito, o camisa 9 recebeu na frente, driblou o goleiro, mas ficou sem ângulo, mandando para fora. No entanto, logo no final do primeiro tempo, Serjão cabeceou após cobrança de escanteio e o árbitro marcou pênalti, após afirmar que houve toque de mão do zagueiro do TNT. Na cobrança, Serjão bateu com raiva e diminuiu o placar. Um fio de esperança surgia para o time do SQS, que foi fortalecido no início do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Pedrinho apareceu na área para marcar aos 3 minutos e diminuir a vantagem para apenas um gol.
O jogo ficava cada vez mais equilibrado. O SQS tentou chegar com Tessarin, que recebeu no meio, fez o giro e bateu cruzado para fora. Bê também tentou, ao aproveitar escanteio, mas cabeceou em cima do zagueiro. Já o TNT também levou perigo com Rafael Prado, que recebeu na frente e tentou um toque refinado para marcar, mas a defesa adversária estava atenta e aliviou. No entanto, o quarto tento do TNT chegou junto com a chuva. Rapha Bernardes recebeu bom passe na frente e escolheu o canto para chutar e fazer aos 12 minutos. E não demorou muito para que o TNT conseguisse ampliar a vantagem. Rafael Prado recebeu bom passe na frente e, livre, tirou do goleiro para marcar e comemorar aos 14 minutos.
O gol com certeza foi um banho de água fria para os jogadores do SQS, que ainda tentaram uma nova reação com Jacobi e Alemão. O Primeiro recebeu na esquerda e bateu colocado para fora. Depois, o camisa 6 mandou de primeira após cobrança de escanteio e mandou à direita. Por fim, em cobrança de falta, após confusão na área, Rodriguinho apareceu para fazer o terceiro do SQS e dar números finais à partida: 5 x 3.
Com o resultado, o TNT superou as adversidades e marcou seus três primeiros pontos na competição. Na próxima rodada, a equipe enfrenta o perigoso Cabeça Rachada em confronto direto pelo topo. Já o SQS busca a recuperação frente ao Derrubada.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
DPGamos 6 x 0 Corleone
DPGAMOS NÃO TOMA CONHECIMENTO DO CORLEONE E GOLEIA NA ESTREIA
Equipe dominou completamente a partida, marcando seis gols e deixando adversário sem chance de recuperação
Por Tamires Paulino
Era o último jogo da tarde. E, com certeza, um dia inspirado para os jogadores do DPGamos, que enfrentou o Corleone, ex-Bucets. E o time de Denão seguiu mostrando que o semestre passado, quando chegaram às quartas de final, não foi à toa. Logo de cara, Du, após cobrança de escanteio, entrou de bico na bola e abriu o placar. No entanto, o jogo deu uma amornada, e ficou 18 minutos sem grandes novidades. Mesmo assim, o DP dominava, criando muitas jogadas que, entretanto, eram concluídas para fora.
O Corleone, por outro lado, mostrava-se perdido – muito diferente do ‘Poderoso Chefão’ que deveria “incorporar” em campo. O único lance que poderia ter causado perigo ao gol do DPGamos, no primeiro tempo – e que, efetivamente, não causou –, foi quando Lukas carregou a bola livre pela lateral esquerda e, quando se aproximava do gol, foi impedido por seu marcador.
Pouco tempo passou e o DP continuou atacando: Joka chutou firme do meio de campo, mas o goleiro defendeu. Em seguida, Paulo fez jogada pela lateral esquerda, o goleiro saiu do gol e ele, aproveitando a circunstância, cruzou, mas a zaga conseguiu cortar. Em outro lance, Cléber, bem posicionado na área, aproveitou cruzamento e cabeceou no travessão, quase colocando o DP ainda mais à frente. Esse foi o primeiro tempo do jogo, mas o melhor ainda estava por vir.
Quando o árbitro autorizou o reinício da partida, o DP provou ter voltado ainda melhor que no primeiro tempo, para desespero dos alaranjados do Corleone. Logo aos 3 minutos, Mendes cobrou falta do meio de campo por cima do gol. Em seguida, aconteceu o lance mais curioso da partida. Cobrança de falta, e Zeca apresentou-se para cobrar. Após a autorização do árbitro, chutou. O tiro saiu rasteiro, fraco, e ninguém esperava que fosse dar em algo. Só que o goleiro Manfre simplesmente pulou para o lado contrário ao que a bola foi, numa atitude estranhíssima, e a pelota entrou! Foi desse modo nada convencional que o DP marcou seu segundo gol.
A jogada do terceiro gol, no entanto, exemplifica o dia ruim que o time do Corleone estava vivendo. Joãozinho veio limpando jogada pelo meio até chegar próximo à área adversária, onde foi cortado por Zeca. Este, após tomar a bola do adversário, fez lançamento à frente para Maska, que finalizou, anotando mais um tento. Aos 9 minutos, o quarto gol: Du recebeu passe, cortou 2 marcadores pelo meio e marcou.
O Corleone continuava sem conseguir atacar, e sem oferecer perigo ao gol adversário – em partes por não conseguir criar, mas, ainda mais pelo bom dia que vivia os atacantes adversários, que ajudavam na marcação pelo lado do DP. Era mais um fator essencial para a sólida vitória já encaminhada.
Quase aos 15 minutos, o quinto gol. Valentim fez belo lançamento com as mãos para o estreante da tarde, Starck, que ajeitou para Richard. Este, então, chutou no canto direito, sem chance para o guarda-metas adversário. Quase em seguida, Joka, na entrada da área, chutou meio desajeitado. A bola bateu na parte interna da trave esquerda e entrou, sendo esse o sexto e último gol do jogo. A partir daí, o jogo, que já estava em seu final, foi só toque de bola e muita comemoração por parte dos jogadores do DP. A torcida, também muito empolgada, tirou foto do placar, parecendo não crer que aquilo realmente estava acontecendo.
Com o resultado, o DP já pensa na conquista do grupo e lidera a chave B. Na próxima rodada, o time enfrentará o Pé de Pano. Já o Corleone terá jogo duro, na tentativa de reabilitação: enfrentará um dos favoritos ao título da Bronze, o Condor’s de Neno e Gugu.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
Coringa 4 x 3 Condors
RATÃO COMANDA REAÇÃO EM TRIUNFO DO CORINGA
Com ótima atuação do camisa 10, Coringa consegue reação incrível no segundo tempo e vence Condor’s
Por Luiz V. Andreassa
Condor’s e Coringa fizeram um ótimo jogo e mostraram poder de reação diante das situações adversas. No final das contas, melhor para o segundo, que dominou praticamente toda a segunda etapa, fez três gols e conquistou uma importante e merecida vitória.
Mais organizado no campo de ataque, o time azul e branco criava as melhores chances no começo da partida. A primeira delas veio quando Thales roubou a bola, abriu espalho e finalizou de perna esquerda, exigindo intervenção de Zabala. Na sequência, ele serviu Wendell no lado esquerdo, e mais uma vez o goleiro fez bem o seu papel de proteger a meta. Só depois destes sustos é que o Condor’s reagiu: Cal recebeu na esquerda e chutou de chapa, sendo parado pela defesa de João, que mandou a bola pela linha de fundo.
Conforme o tempo passava, a partida – que já era bem disputada – foi se tornando cada vez mais brigada e equilibrada, com muita movimentação e marcação firme. Com isso, as chances de gol deram uma sumida até os 16 minutos. Foi aí que a capacidade individual de um jogador se sobressaiu para pôr fim ao equilíbrio. Aproveitando uma saída de bola ruim do goleiro Zabala, Thales roubou a bola, gingou na frente da marcação, puxou para a esquerda e bateu de canhota no cantinho. Golaço para abrir o placar para o Coringa.
Contrariando as expectativas, o revés injetou novo ânimo no Condor’s. A primeira prova disso veio no chute de Diony, que desviou em Juninho Peli, e por pouco não foi para as redes. Pouco depois, a sorte foi mais generosa com os atacantes: Diony saiu bem da marcação e arriscou de fora da área; a bola bateu na trave esquerda e sobrou limpinha para Erick mandar para dentro. Não demorou muito para mais uma oportunidade aparecer e, com ela, a virada. Mais uma vez a sorte resolveu dar uma mãozinha: Diony contou com um desviou de Baggio para encobrir o goleiro com seu chute de fora da área e marcar um bonito gol.
A sequência impressionante de ofensivas fulminantes do Condor’s só parou momentos antes do fim do primeiro tempo. Após cruzamento na área e um desvio de cabeça no meio do caminho que desmontou toda a marcação do Coringa, Vinicius ficou livre para, também com um cabeceio, acertar o canto e vencer o goleiro. Foi assim que, em apenas seis minutos, o Condor’s transformou um placar adverso numa bela vantagem na ida para o intervalo.
A partida ficou mais travada e com menos chances de gol no segundo tempo. Mas foi o bastante para o Coringa, que reagiu logo aos dois minutos. Em cobrança de falta do lado esquerdo, Ratão bateu na bola com muita categoria, acertando um belo chute no ângulo esquerdo de Zabala, que nada pôde fazer. Depois de algum tempo o camisa 10 passou perto de igualar o placar, mas acabou mandando por cima o chute de peito de pé. Mas não fez falta.
Logo em seguida a sorte mostrou que queria ser imparcial e beneficiar os dois times. Foi assim que Rafinha conseguiu o gol de empate com um chute cruzado da direita desviado pelo juiz que matou o guarda-metas. E como o árbitro é neutro em campo, nada a reclamar: 3 x 3.
O que se seguiu foi um período com menos jogadas ofensivas e, consequentemente, menos sustos para as defesas. O ritmo foi cortado quando Rafinha recebeu na direita, finalizou, pegou o rebote após defesa do goleiro e concluiu de novo, quase sem ângulo. O camisa 11 só não virou o placar porque a zaga adversária conseguiu salvar heroicamente em cima da linha.
A situação já não era das melhores para o Condor’s, e ficou pior ainda quando Cal se machucou em disputa de bola pelo alto, saindo de quadra com a cabeça sangrando. Detalhe: minutos antes, Diony, melhor jogador de sua equipe, já havia deixado o jogo em busca de atendimento médico por ter machucado a clavícula. Foram momentos que serviram para reascender a discussão sobre a necessidade de contratação de um médico para atendimento dos jogadores do Chuteira de Ouro para casos como esses.
Alheio aos problemas do rival, o Coringa foi crescendo de produção nos minutos finais e chegou à merecida virada já aos 22. E o gol não poderia ter vindo de forma mais bonita e épica: Ratão dominou a bola dentro da própria área, enxergou o goleiro Zabala adiantado do outro lado e arriscou com extrema qualidade, encobrindo o arqueiro e decretando a grande vitória. Deste modo, contando com um pouco de sorte e com a habilidade de seus jogadores, o Coringa conquistou os primeiros três pontos no campeonato de forma justa, após dominar o segundo tempo. Já o bom time do Condor’s teve de se contentar com a derrota, mas deu uma grande demonstração de raça e superação depois de problemas tão sérios com seus jogadores.
IV CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Toque Me Voy 1 x 0 Irado’s
TOQUE VENCE POR PLACAR MAGRO E COMEÇA BEM O TORNEIO
Em um jogo lá e cá, os goleiros roubaram a cena, ‘garantindo’ o placar magro de um gol apenas ao time de Danilo Gomes
Por Bruno Viotti
No último jogo do dia na quadra 4, Toque Me Voy e Irado’s duelaram para saber quem iria começar o Chuteira com a vitória. O time de Danilo Gomes queria chegar novamente na fase final e, dessa vez, conquistar o acesso à Prata. Já o time dos irmãos Eirado procurava esquecer a campanha realizada no torneio anterior e mostrar que, junto com um novo semestre, também vinha uma vida nova no Chuteira.
Após o apito inicial, o Toque Me Voy começou no ataque e Yuri já tentou testar o goleiro, após um chute de longa distância. No entanto, a bola desviou e saiu. O Irado’s respondeu logo em seguida após bom lançamento de Will, mas Maicon saiu antes e conseguiu afastar a bola de cabeça. O Irado’s estava postado em campo de forma ofensiva. Dani Jales ficava mais atrás para proteger o sistema defensivo. Enquanto isso, Erik e Murilo (com uma estranha barba vermelha) realizavam transição entre meio-campo e ataque para ajudar tanto no apoio quanto na marcação. Além disso, Pisano, Will e Celso ficavam mais à frente para realizar as jogadas ofensivas do time. Quanto à marcação, era feita sobre pressão na saída de bola do time adversário, pelo menos enquanto o fôlego dos jogadores durou.
Já o Toque estava postado de forma mais compacta, o que permitiu aguentar o volume de jogo exercido pelo Irado’s em parte do primeiro tempo. No entanto, a postura tática do Toque fez com que o time cometesse um número excessivo de faltas. Os ataques eram realizados com Yuri e Desenho principalmente. Enquanto isso, os outros membros do time procuravam encurtar os espaços do time adversário.
No decorrer do primeiro tempo, as chances apareciam para os dois lados. Em cobrança de falta para o Irado’s, Murilo bateu por cima. Depois, Celso recebeu boa bola no meio, mas pegou mal, mandando à esquerda da meta adversária. Já o Toque também levou perigo com Yuri, que recebeu no meio e rolou na direita para Desenho chutar, mas Alan fez grande defesa. Já em cobrança de escanteio, Yuri cobrou e Willias mandou de primeira por cima.
Já na parte final da primeira etapa, Rodrigo Vendramini, do Irado’s, tentou duas vezes. Na primeira, avançou pela esquerda e chutou, Maicon rebateu e a defesa afastou. Depois, após o escanteio, cabeceou e obrigou o arqueiro a dar um tapa para impedir o gol. O Toque também levou perigo com Yuri, que se antecipou à zaga após escanteio e cabeceou, mas Alan segurou. No entanto, em nova oportunidade, Willias avançou pela direita e bateu cruzado para encontrar Yuri, que tirou do goleiro e marcou o tento do Toque Me Voy aos 22 minutos.
No segundo tempo, era esperada certa pressão do Irado’s em busca do resultado. Entretanto, o jogo ficou mais cadenciado. O cansaço parecia afetar as duas equipes, que passaram a errar mais passes e, consequentemente, tiveram menos oportunidades para alterar o placar. Menos chances não quer dizer menos perigo. Em boa jogada do Toque, Yuri fez o papel de pivô e a bola sobrou para Desenho que chutou na trave direita de Alan.
Já o Irado’s também tentava o empate, mas concentrava seus esforços em aproveitar contra-ataques e chutes de longa distância. Celso arriscou do meio-campo, mas errou a pontaria e a bola passou à direita. Já Erik recebeu bom passe na direita, cortou para dentro e chutou forte por cima. No final da partida, o Irado’s até tentou pressionar mais com Murilo, que avançou pela lateral e chutou forte para rebatida de Maicon, e um chute do próprio goleiro Alan, que obrigou o arqueiro do Toque a espalmar para não correr o risco de tomar um gol nos momentos finais.
Com o apito final, o resultado estava definido. O Toque conquistava a sua primeira vitória no campeonato e seus primeiros três pontos. Mesmo com o placar magro, os jogadores certamente ficaram satisfeitos após bom confronto. Na próxima rodada, o time encara o empolgado Basicus para continuar brigando pelo topo. Do lado do Irado’s, resta conversar para saber o que houve de errado durante a partida. No entanto, é preciso cuidado, pois a temporada passada provou que o time não pode se descuidar. No próximo sábado, o time enfrenta o Camelo em busca da recuperação.
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