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CHUTEIRA NEWS: II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Basicus 2 x 5 CAV

CAV CONFIRMA FAVORITISMO E SEGUE NAS QUARTAS


Basicus não facilitou e até chegou a ameaçar ao sair na frente, mas força do conjunto e Vitinho Lessa foram decisivos para caveiras avançarem

Por Rodrigo Amaral

O primeiro jogo pelas oitavas de final na quadra 6 marcou o confronto entre o Clube Atlético da Vila, primeiro lugar do Grupo B e já garantido na Prata, e o Basicus, classificado na última rodada para as finais em oitavo lugar. Quem pensava que o time de Caio Fleischmann iria atropelar, pensou errado. A equipe de Rodrigo Barath jogou de igual para igual e provou que na reta final não tem essa de favorito.

O CAV percebeu que o jogo não seria fácil desde o início. A equipe, que tem costume de apertar o adversário logo nos primeiros segundos, sentiu dificuldade e as tentativas de ataque foram em vão, tanto que a chance de maior perigo foi um chute do zagueiro Cainho de longe. Após segurar esse sufoco inicial, o valente time de rosa foi fatal em sua primeira chance, logo aos 3 minutos Kinho recebeu na área e com um chute rasteiro abriu o placar.

Preocupados, os “meninos” da vila logo empataram e recuperaram a confiança. Fred recebeu lançamento e cabeceou na trave, o rebote foi parar no pé de Caio, que só empurrou para o gol e vibrou muito. O erro do Basicus foi ter tomado o primeiro gol, afinal, eles perderam um pouco da atenção, o que foi suficiente para a virada se consolidar rapidamente. Vitinho Lessa encontrou espaço e arriscou de fora, no canto direito, sem chances para Roland. No minuto seguinte, Kinho quase empatou em jogada semelhante à de Lessa, só que Henrique estava lá para pegar a bola no canto.

Os goleiros tiveram atuações excepcionais na partida. Roland mostrou porque é o melhor goleiro da Bronze em uma linda defesa em chute de Martin. Ele também contou com a sorte do camisa 14 chutar para fora, sem goleiro, o rebote. Do outro lado, Henrique, que substituiu Lele pela primeira vez na competição, é exemplo de que o CAV está bem servido de goleiros. Se em 20 minutos ele tinha trabalhado pra valer apenas uma vez, no período de um minuto ele, com duas defesas, foi essencial para o futuro da equipe na partida. Aos 21 minutos, Veneza parou na frente de Cainho e achou espaço para o chute entre suas pernas, mas Henrique se esticou todo para buscar no canto. Na sequência, o Basicus recuperou a bola e partiu para o contra-ataque. Puff viu o goleiro adiantado e tentou o toque por cima, a bola até tinha endereço, mas parou nas mãos do arqueiro no meio do caminho.

Enquanto Henrique segurava lá atrás, na linha um menino franzino e escorregadio fazia acontecer. Vitinho Lessa, o nome do jogo, mais uma vez resolveu decidir sozinho e como quem sabe o que está fazendo marcou outro. Ele recebeu pela lateral da quadra e, meio sem ângulo, chutou firme no lado direito da meta.

Lessa encerrou a primeira etapa marcando e começou o segundo tempo querendo mais. Novamente ele recebeu pelo lado e agora esperou Roland sair para tocar na sua saída: 4 x 1 para o CAV e hat-trick para Vitinho. No minuto seguinte, o goleiro do Basicus impediu o que seria o quinto gol: Quintanilha saiu na sua frente, chutou no canto, mas a muralha rosa se esticou e defendeu com o pé.

O tempo ia passando e o Basicus tinha que sair para o jogo de qualquer jeito. A pressão rosa começou aos 8 contados, em um chute de Puff de fora que exigiu boa defesa de Henrique. Arriscar de longe era o principal caminho para o gol, e foi assim que Mininão fez um golaço e diminuiu. Ele ajeitou a bola que vinha pelo alto e com ela pingando mandou um chute que foi parar no ângulo direito do gol.

Faltavam mais dois gols para o Basicus, pelo menos, levar a partida para a prorrogação. Aos 17 minutos, Veneza teve a chance de tornar essa missão mais fácil. O atacante recebeu na frente do gol, mas se enganou pelo pingo da redonda e mandou por cima a oportunidade de recuperação.

No finzinho do jogo, o time que lutou durante a partida inteira pareceu ter sentido o cansaço e permitiu que o CAV fechasse o placar em cinco. Após escanteio, Quintanilha pegou a bola de primeira, vindo pelo alto, e afundou o gol adversário; nem houve tempo de reação para Roland, que ficou parado, só lamentando mais um gol. Nas quartas de final, o Clube Atlético da Vila enfrentará a equipe d’Os Mostarda, que despachou o TNT na prorrogação.

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

My Balls 3 x 1 Império Celeste

MY BALLS VENCE IMPÉRIO E JÁ MIRA CORINGA


My Balls não decepciona e avança com futebol regular e maduro apresentado durante todo o campeonato

Por Elvis Ferreira

My Balls e Império Celeste travaram uma bonita partida no primeiro jogo das oitavas da quadra 10. Já garantido na próxima temporada na Série Prata, os donos das bolas iniciaram o jogo trabalhando bem a bola e procurando os espaços dentro da área do Império. Este, por sua vez, estava bem atento e conseguia fechar bem todos os espaços, impedindo o progresso do favorito.

A primeira chance do Império Celeste só apareceu com 5 minutos de jogo, após o My Balls diminuir um pouco o ritmo de jogo. Guedes tentou assustar o goleiro adversário em chute forte e de primeira do meio da quadra após cobrança de escanteio de Rodolfo. A bola passou perto da meta defendida por Gabriel.

O My Balls, após a pressão do início da partida, deixou o jogo ser equilibrado pelo Império. Assim, as duas equipes passaram a ter boas chances de gol. Há de se ressaltar que o jogo era bom, sem faltas duras ou jogadas violentas. Rafinha, o xerifão da zaga do Império, ia mostrando habilidade nos desarmes próximos à entrada da área, enquanto o camisa 9, Zukauskas, tentava abrir o placar lá na frente. Ele perdeu ótima oportunidade após receber passe de Rodolfo na linha de fundo próximo à trave. Ele não chegou a tempo de cabecear para as redes.

A partir daí o velho ditado do ‘Quem não faz, toma’ entrou mais uma vez em campo. Bruno Valdívia passou fácil pela marcação e tinha só o goleiro Maqueda na sua frente. Maqueda resvalou na bola e fez com que ela ficasse limpa para Pedrinho chutar forte para as redes. Saía o zero do placar.

Maqueda era outro destaque da partida. O goleirão do Império fez muitas defesas importantes durante todo o jogo, inclusive num chute venenoso de Pedrinho, que havia puxado ótimo contragolpe.

Diferente da primeira etapa, em que o jogo demorou para pegar no ‘tranco’, o segundo tempo iniciou a mil por hora. O My Balls parecia determinado a ampliar a vantagem e exercia muita pressão para cima do Império Celeste, que se defendia como podia no seu campo de defesa. Mas em um erro da equipe o Império empatou. Quevas chutou meio que despretensiosamente de longe e Gabriel não conseguiu chegar na bola.

A empolgação do Império não foi muito longe, pois logo em seguida Dinda fez ótimo cruzamento na cabeça de Magrão, que sem marcação cabeceou muito bem e marcou 2 x 1.

A partir daí o My Balls retomou o domínio do jogo e conseguiu chegar ao terceiro gol, fechando o caixão do Império. Fernando Souto chutou com força da lateral esquerda e marcou um bonito gol. Maqueda nada pode fazer.

Mesmo em desvantagem no placar, o Império Celeste matinha sua postura de buscar o gol a todo o momento. Berla obrigou Gabriel a fazer grande defesa depois de cobrança de falta de muito longe. Porém, o Império era displicente e falhava algumas vezes nas suas jogadas de ataque, diferentemente do My Balls, que tentava aproveitar ao máximo suas jogadas. Bruno Valdívia puxou bom contra-ataque e passou a bola para Vinícius Grassi bater rasteiro de primeira. Maqueda, mais uma vez, afastou o perigo.

Assim acabou o jogo, num 3 x 1 tranquilo ao My Balls, que agora encara o Coringa nas quartas.

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Rabeloska 2 x 0 BDA

RABELOSKA MARCA NO INÍCIO E SEGURA BONDE


Placar foi marcado na primeira metade de jogo e levou o Rabeloska às quartas sem grandes sobressaltos

Por Rodrigo Amaral

Rabeloska e Bonde dos Abelhas fizeram um jogo travado para decidir quem iria para as quartas de final. As equipes se empenharam defensivamente e impediram que os ataques jogassem com liberdade. Prova disso foi o placar magro de 2 a 0 para o time dos mackenzistas e as pouquíssimas oportunidades de gol ao longo do jogo.

O futebol que todo mundo foi para ver só aconteceu mesmo na metade da primeira etapa, quando o Rabeloska já havia selado o placar que perdurou até o término da partida. Aos 3 minutos, Catatau foi quem primeiro se arriscou no ataque, mas seu chute foi defendido pelo goleiro Thiago. Mais três minutos de insistência mackenzista se passaram até que, em boa jogada construída, eles abriram o placar. O gol se formou após desarme do Maradona. Barata então recebeu a bola e mandou de bico no canto esquerdo do goleiro.

O segundo gol aconteceu aos 8 minutos, após bola alçada na área alguém se enfiou no meio do bolo de jogadores na área e escorou para a rede. O repórter pensou que o gol fosse de Lusinho Estagiário. Um dos árbitros deu para o Barata e assim ficou. Com o placar já feito, o time do Rabeloska passou a enfrentar um adversário mais atento e disposto ofensivamente. A mudança de postura do Bonde rendeu duas chances claras de gol, que não saíram por questão de detalhe. Marca, destaque dos abelhudos na partida, arriscou um bom chute de fora da área. O endereço era o ângulo esquerdo do gol, mas Tassio conseguiu o desvio com um simples toque na ponta do dedo. A bola ainda pegou na trave antes de sair para escanteio. Em outro lance, aos 12 minutos, Nego, com muita raça, roubou a bola e tocou na saída do goleiro. Chininha, que vinha por trás na velocidade, conseguiu incrivelmente alcançar a bola e tirá-la em cima da linha do gol. Passado o susto, o Rabeloska só administrou o placar até o fim da etapa.

No segundo tempo, mesmo com as poucas chances de gol, o jogo seguia bem disputado e até em algumas horas emocionante, o que infelizmente faltou no primeiro tempo. O time dos abelhas seguia em um dilema: ir com tudo para o ataque ou não? Difícil escolher quando o Rabeloska é quem está do outro lado. Com uma equipe bem equilibrada, tanto na defesa quanto no ataque, qualquer vacilo pode ser fatal. Eles, então, seguiram o mesmo estilo cauteloso do começo: fechados na defesa e atacando quando houve brecha. E houve poucas brechas, uma para ser mais específico, aos 3 minutos: Marca recebeu cruzamento de frente para o gol, mas finalizou mal e isolou a bola.

O time do Rabeloska conseguiu oferecer perigo de verdade só no final do jogo: em um último suspiro ofensivo, Nego, que vinha improvisado no gol, fez ótima defesa ao rebater uma falta violenta. Assim, em um jogo bem meia boca, o Rabeloska garantiu a vaga para as quartas de final e enfrentará o enjoado time do Xoras.

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

TNT 2 (0) x (1) 2 Os Mostarda

MOSTARDA VENCE TNT NA PRORROGAÇÃO APÓS JOGO EMOCIONANTE


TNT e Mostarda lutaram além dos 50 minutos até que houvesse um vencedor

Por Elvis Ferreira

Emocionante. Essa é a palavra para descrever o jogo entre TNT e Os Mostarda. As equipes entraram em quadra querendo resolver a partida e garantir a vaga para as quartas com muita determinação. Jogos entre TNT e Mostarda, desde o I Chuteira de Bronze têm tons dramáticos e emocionantes. Dessa vez não foi diferente.

O TNT deu a saída de bola e com menos de dois minutos já tinha tentado surpreender o goleirão Polito em chutes de longa distância pelo menos duas vezes. Mas quem não demorou para marcar o primeiro foi a equipe dos Mostarda. Dan recebeu dentro da área e completou com categoria para as redes. E pensar que o menino foi goleiro na última rodada...

Após os 10 minutos iniciais o jogo ficou eletrizante. Os Mostarda era melhor e criava as melhores chances de gol. Bruninho teve a sua após receber dentro da área. Ele dominou e bateu forte, porém, o tiro saiu pelo alto. Do outro lado, Polito fazia boa partida e ia segurando a vantagem mostardense. Em chute perigoso de Tom, ele teve trabalho e defendeu em dois tempos.

Os Mostarda usava as jogadas de velocidade em seu favor, enquanto o TNT ia cometendo faltas. Um tanto irreconhecível, o TNT estava aquém do que já se viu da equipe celeste na competição. O time não jogava mal, só não conseguia chegar com perigo ao gol de Polito, e, quando chegava, este fazia boa defesa.

O segundo tempo veio e o TNT enfim conseguiu surpreender ao empatar rapidamente a partida. Fefo chutou de fora da área após ver o goleiro um pouco adiantado e mandou no ângulo. Golaço muito comemorado.

Porém, o TNT mal tinha digerido o empate e Os Mostarda novamente voltou a comandar o placar. George aproveitou sobra de bola após tentativa de Biel próximo à linha de fundo e sapecou no gol.

Assim, o TNT passou a sair mais para o jogo e até levava perigo ao gol de Polito. Rapha teve boa chance na entrada da área. Em seguida, Tom chutou com força e se a bola não fosse desviada pela zaga teria endereço certo.

Com o TNT atacando mais, Os Mostarda se acuou em quadra e novamente sofreu o empate. Victor fez boa jogada de linha de fundo e foi derrubado pelo marcador dentro da área. Pênalti que, na cobrança, Tom bateu com força no alto e igualou.

Algo inusitado também aconteceu na partida. Estranhamente, George colocou a mão na bola com ela ainda em jogo e levou amarelo. Do lado de fora da quadra, todos se perguntavam o motivo dele ter feito aquilo. Com um jogador a menos durante os dois minutos seguintes, o time de Cadú levou sufoco. Tom puxou bom contra-ataque pela direita e bateu forte rasteiro. Polito, seguro, defendeu bem e salvou a nação mostardense.

O jogo ia partindo para seus minutos finais e também ia ficando mais tenso. As faltas duras começavam a aparecer pelos dois lados. Coqueiro fez ótima defesa em chute de George de longe. No minuto final, o mesmo George mandou ótima bola na cabeça de Bruninho, que mandou para fora a chance.

No tempo extra, era gol de ouro, ou seja, marcar e correr para o abraço. Coqueiro trabalhou bem em chute de longe, mas nada pode fazer quando, dentro da área, Biel, meio de costas, meio de lado para o gol, deu uma puxadinha na bola e mandou no ângulo. Bonito gol e delírio de toda equipe d`Os Mostarda, que avança para a próxima fase e já espera aprontar para cima do CAV.

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Xoras 3 x 2 Pé de Pano

XORAS VAI ÀS QUARTAS COM PLACAR APERTADO


Pé de Pano bem que lutou e muito, mas faltou fôlego e time caiu diante das bolas paradas do Xoras

Por Rodrigo Amaral

Mesmo com um primeiro tempo leal (apenas uma falta marcada) e corrido, o futebol jogado não foi lá dos mais encantadores. A vontade apresentada pelos dois times impediu que grandes oportunidades de gol saíssem. Sorte do Xoras, que achou em dois bons chutes o caminho da vitória.

As duas equipes entraram bem ligadas, prova disso foi o jogo amarrado nos dez minutos iniciais. A vontade de vencer e o nivelamento técnico não permitiram que o jogo se soltasse e os ataques começassem a trabalhar. O jeito era fazer como Alemão, que arriscou do meio; a bola passou por cima, mas serviu para que o goleiro acordasse para o que vinha depois.

Finalmente, aos 13 minutos, uma boa jogada foi construída e quase resultou em gol. Dutra recebeu passe na área e saiu de frente com Matheus, que fez a defesa com o pé. Se não ia de longe nem de perto, então de bola parada. Após cobrança de escanteio, Mingo pegou a sobra e, de primeira, pegou firme na bola. O goleiro do Pé de Pano ficou parado e só viu a bola estufar a rede.

No minuto seguinte do gol, o time do pangaré chegou ao ataque pela primeira vez e quase saiu o empate. Camilo chutou no contrapé de Tatá, que só acompanhou a bola tirar tinta da trave. Faltou sorte de um lado e sobrou precisão do outro. Arriscando de fora, Bocão, aos 20 minutos, ampliou para o Xoras com um belo gol. Do jeito que dava ele meteu um dedão na bola, que pegou velocidade, ainda bateu na trave e entrou na gaveta. Golaço.

O segundo tempo começou e logo no primeiro minuto mostrou que seria outra partida. E realmente foi: o Pé de Pano buscou mais o jogo, o Xoras continuou com as principais chances e o jogo rendeu emoção até o último segundo. Sem completar um minuto jogado, o do Pé de Pano já tinha um escanteio a seu favor, a bola viajou até o segundo pau e Lucas subiu sozinho para diminuir o placar.

Para quem pensava que a partir daí só iria dar Pé, se enganou, pois o jogo continuou acirrado, com o Xoras criando mais. Aos 5 minutos, Matheo chutou e Tiago espalmou. O rebote foi para Zappa, que emendou um chute na trave.

O goleiro Tiago, que assumiu o gol do Pé de Pano no segundo tempo, em três minutos teve mais trabalho do que Matheus na primeira etapa. O bombardeio do Xoras começou aos 12 minutos, quando Zappa chegou pela lateral e chutou no canto, o goleiro se esticou e defendeu. No minuto seguinte o camisa 21, mais uma vez, teve o arqueiro no seu caminho, agora pegando com os pés. Aos 14 contados, a pressão era tanta que o time alviazul, por fim, cedeu. Ric marcou o terceiro da sua equipe após aproveitar uma cobrança de escanteio, jogada mortal e muito utilizada pelo Xoras.

Com a vitória parcial o Pé de Pano tentava, mas o Xoras, agora mais contido na defesa, não permitia ao adversário gostar do jogo. A insistência do pangaré valeu a pena e o jogo que estava calmo nas suas devidas proporções ficou emocionante nos últimos cinco minutos. Aos 20 minutos, Lucas arriscou o chute e o arqueiro espalmou. Para aproveitar o rebote lá estava Peba. 3 x 2. Na sequência, o arqueiro Tatá segurou a bola para fazer “cera” e quase teve início uma confusão, mas não passou de bate-boca.

O jogo se reacendeu e o Pé de Pano cresceu, mas não foi suficiente para vencer a defesa do Xoras. Eles tentaram, tentaram, tentaram, até que no último minuto o árbitro marcou uma falta próxima à área. Era agora ou nunca a chance de levar a partida para a prorrogação. Mas eles só não contavam com o juiz, que, do mesmo jeito que apontou a falta, terminou a partida sem ao menos permitir a cobrança. Sem entender nada, os jogadores do Xoras começaram a comemorar. Revoltados, os atletas do Pé de Pano povoaram o círculo central em volta dos árbitros. Sobrou reclamação, sobrou irritação e faltou bom senso para a arbitragem também.

Com o placar apertado de 3 a 2, a equipe do Xoras tem agora o Rabeloska, que venceu o Bonde dos Abelhas, como adversário nas quartas de finais.

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Só Canelas 8 x 3 XTJ

SÓ CANELAS GOLEIA E SEGUE FORTE NA DISPUTA


Goleado da vez foi o time do XTJ, que apareceu desfalcado de novo e dá adeus à competição

Por Elvis Ferreira

Vareio de bola. Essa é a expressão que define a goleada que o Só Canelas impôs ao XTJ. Eles já entraram em quadra como franco favoritos após uma ótima campanha na fase de grupos em que foram melhores em quase todos os critérios. Melhor defesa, melhor ataque e saldo de gols. O XTJ não fez nem sombra à superioridade do Só Canelas, que encaixou um futebol rápido e envolvente e construiu uma fácil e sonora goleada.

O jogo já iniciou em ritmo frenético pelo lado canelense. Carlinhos, em cobrança de falta pela direita, chutou forte e não deu chances de defesa para Kraudio. Mesmo com o gol o time era todo pressão. Estava tão evidente a superioridade da equipe que do lado de fora já se comentava que viria goleada. Não deu outra.

Carlinhos fez o segundo poucos minutos depois de ter aberto o placar. O segundo dele na partida foi novamente de falta, só que agora mais próximo da entrada da área.

O jogo era praticamente de ataque contra defesa. O XTJ tentava se defender ao máximo, mas era muito inferior e mal conseguia ficar com a bola em seu domínio. Em jogada rápida, Felipe completou o terceiro para as redes depois de chute cruzado de Tony para dentro da área.

Johny até esse momento da partida ainda não tinha feito uma defesa mais complicada sequer. Seu time dominava e logo fez o quarto gol. Felipe cobrou falta, a bola explodiu na barreira e sobrou para Pedro, que bateu para o gol. A bola pingou antes de enganar Kraudio e entrar.

Desorganizado em quadra, o XTJ estava atordoado e fazia faltas a todo momento, dando sempre boas chances de gol para o Só Canelas. A chance de gol do XTJ na primeira etapa se resumiu a uma cobrança de falta de Modesto pela direita que carimbou a trave de Johny.

Ainda no primeiro tempo, o Só Canelas ampliou sua vantagem com gol marcado por Niel. Ele recebeu bom cruzamento da esquerda e, de cabeça, mandou para as redes o quinto do seu time. O jogo já ia se encaminhando para o final da primeira metade quando o XTJ passou a melhorar e chegar ao ataque. Magu começou a se transformar no principal articulador das jogadas dos Xaropes. Ele obrigou Johny a fazer boa defesa em chute de muito longe que morreria no fundo das redes.

Magu teve outra boa chance, só que agora próximo à entrada da área. O camisa 10 recebeu, preparou o chute e novamente Johny estava lá para fazer outra boa defesa.

Os goleiros eram os principais destaques da partida. Johny fechava o gol pelo Só Canelas, enquanto Kraudio evitava uma goleada ainda maior para o XTJ. A batalha entre Magu e Johny continuou na segunda etapa. Johny levou a melhor em grande parte delas, mas Magu não desistia.

No segundo tempo, o Só Canelas ainda fez o sexto quando Gu recebeu no meio, saiu da marcação e, na entrada da área, tocou rasteiro para as redes. Bonito gol. A partir daí o Só Canelas relaxou e deixou o XTJ equilibrar. Afinal, a classificação estava assegurada.

Kaká recebeu no meio e chutou rasteiro no cantinho de Johny, que dessa vez nada pode fazer. Magu, logo em seguida, conseguiu enfim vencer um round na batalha com Johny. Ele recebeu dentro da área, saiu da marcação e quase caindo conseguiu completar para o gol e marcar. 6 x 2.

A luz de alerta do Só Canelas acendeu após Vini marcar o terceiro gol. Ele avançou bem pela esquerda, adentrou a área e chutou rasteiro. Johny defendeu com as pernas e deu rebote novamente em seus pés. Na segunda tentativa, ele não perdoou e mandou para as redes.

Após evoluir bastante na segunda etapa e conseguir diminuir o prejuízo, o Só Canelas jogou um balde de água fria na reação do XTJ com Tony. Em bela triangulação entre Felipe e Dinho dentro da área, Tony foi acionado e sem dificuldade nenhuma mandou para as redes o sétimo.

Ainda deu tempo de fazer o oitavo, número que deve ser cabalístico para o Só Canelas – afinal, o time vem ganhando anotando 8 gols faz tempo. Tony dividiu com o goleiro e a bola sobrou limpa para Carlinhos. Gol e delírio da torcida que acompanhava o time do lado de fora.

Classificado, o Só Canelas tem o surpreendente Tudo Bacana pela frente. O time irá por à prova seu ataque contra a boa zaga bacana e tentará, mais uma vez, tal qual fez na fase de classificação, golear o adversário.

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Só Quem Sabe 1 (0) x (1) 1Tudo Bacana

TUDO BACANA SURPREENDE E VENCE SQS NA PRORROGAÇÃO


Zebra entra em cena na Bronze e ajuda Tudo Bacana a derrubar equipe do artilheiro Diego Sequia, que agora só pode torcer para Dick Vigarista não marcar mais gols

Por Elvis Ferreira

Jogo pegado, truncado e de poucos gols entre Só Quem Sabe e Tudo Bacana. O SQS teoricamente vinha como favorito pelo seu melhor retrospecto na fase de grupos, onde se classificou em terceiro num grupo bastante disputado. Já o Tudo Bacana tentaria ali surpreender a equipe adversária e conseguiu atingir seu objetivo no tempo extra, após magro empate em 1 x 1 no tempo normal.

O jogo parecia que teria um início arrasador do SQS. O artilheiro Diego Sequia não demorou quase nada para mostrar seu cartão de visitas e abrir logo o placar. Ele passou por Marcio na direita com um belo toque entre as pernas, adentrou a área e colocou a bola na saída do goleiro Gamito. Golaço.

Nos primeiro minutos o SQS queria mostrar o porquê de ser considerado o favorito. Entretanto, as jogadas de ataque começaram a não mais encaixar e o Tudo Bacana conseguiu equilibrar o jogo. Tanto equilibrou que não demorou para chegar ao empate. Anselmo recebeu boa bola no bico da área e marcou um golaço. A bola foi no ângulo do gol de Arthur Chan, que se esticou todo, mas nada pode fazer.

A partir dai o jogo começou a tomar uma cara entediante e sem muitas oportunidades. Lê Leme tentou pelo Bacaninha em cobrança de falta da intermediária. Ele bateu com muita categoria na bola, mas Arthur Chan novamente estava lá para fazer boa defesa pelo alto.

Nas jogadas de bola rolando, o tédio às vezes tomava conta de quem estava do lado de fora. Toque de bola havia bastante, mas sem grandes avanços rumo ao gol adversário. Talvez isso tenha ocorrido pela boa marcação que as equipes impunham, diminuindo bastante as chances reais de gol.

O segundo tempo chegou e o jogo pegou um pouco mais no tranco. As jogadas de ataque passaram a ser um pouco mais atuantes, mas nada que pudesse deixar mais bonito de se assistir. Thiago Simões bem que tentou colocar o Tudo Bacana na frente do placar em chute de longe, porém a bola passou rasteira rente a trave. Igor também tentou surpreender o goleiro do Só Quem Sabe, mas Danilo Guedes chegou a tempo de afastar o perigo. O mesmo Igor pouco tempo depois errou um gol incrível. Ele recebeu ótima bola, sem marcação nenhuma e mesmo sem o goleiro Chan. Acreditem se quiser, ele pegou muito mal na bola e mandou para fora a chance da virada.

Com o jogo num ritmo um pouco melhor após a metade do segundo tempo, o Tudo Bacana dominava e era superior ao SQS. Diego Sequia mal pegava na bola e nem assustava o goleiro adversário.

Em compensação, Chan ia trabalhando muito bem no gol do Só Quem Sabe. Ele fez defesa a queima roupa em chute de Márcio pela direita. Rafael Tessarin tentou responder em seguida para o SQS em cobrança de falta de longe pela direita, mas a bola subiu demais. Lê Leme também ia fazendo mais uma boa partida. Em cobrança de falta pela esquerda, ele mandou a bomba,mas não chegou a assustar.

O jogo estava bem diferente do que era no início. Com mais jogadas de velocidade, a partida ficou mais aberta e as jogadas de ataque, mais frequentes. Frequentes, entretanto, somente para o Tudo Bacana, que levava perigo quase sempre ao gol de Chan. O SQS simplesmente não jogava.

Mesmo dando bastante pressão, o Tudo Bacana não conseguiu ficar a frente do placar e o jogo foi para a prorrogação. No gol de ouro, com menos de dois minutos de bola rolando e numa saída errada do time do SQS, Lê Leme estava atento, tomou a bola na ala direita, avançou bem e soltou o pé. O chute forte e rasteiro passou por Chan e morreu nas redes. Era a passagem para as quartas de final do Bacaninha, e também o adeus do Só Quem Sabe.

II CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Coringa 7 x 0 NGM

SORRIDENTE CORINGA DESPACHA NGM COM MAIOR GOLEADA DA RODADA


NGM focou os árbitros como adversário e esqueceram do Coringa, que deitou e rolou num time física e psicologicamente destroçado

Por Rodrigo Amaral

Com dois minutos de jogo e duas difíceis defesas do goleiro Elton, as equipes do Coringa e NGM pareciam protagonizar mais um bom e equilibrado duelo de futebol. Errado! O time do Coringa jogou sozinho, enquanto o adversário laranja arrumou outro adversário: os árbitros.

Em menos de um minuto Fernando Gouveia cabeceou a queima-roupa e o goleiro do Coringa fez bela defesa. Mais um minuto e foi a vez de Memé tentar. Ele chutou cruzado e Elton pulou para espalmar; no rebote, Gouveia tentou outra de cabeça, mas o arqueiro já tinha se recuperado.

Essas foram as últimas chances do NGM marcar antes da pressão que o Coringa iria impor. Aos 7 minutos, Ratão tocou para Cidrão, dentro da área, dar início à goleada, que só não aumentou porque Fê Farillo era o goleiro. Logo depois do gol, ele voltou a enfrentar Cidrão, mas dessa vez o arqueiro saiu na melhor, impedindo o chute que ainda bateu na trave. Continuava só 1 x 0.

A última defesa de Farillo na etapa, já que não iria impedir os gols que viriam, foi pra encerrar uma bela jogada feita pelo Coringa. Capel, Cidrão e Ligeiro triangularam rapidamente até chegar à área e o arqueiro defender cara a cara. Após isso o jogo tomou outro rumo – pelo menos para o NGM. Eles começaram a se irritar com alguns erros do árbitro, sejam em faltas, laterais ou escanteios, como ocorreu no segundo gol do Coringa. Enquanto os jogadores no NGM reclamavam com o juiz sobre a marcação de um corner, Renatinho aproveitou a cobrança e marcou de cabeça.

Enquanto os atletas de laranja se mostravam nervosos, os torcedores xingavam o juiz, que também começava a ficar incomodado. Nada a ver com tudo isso, o time do Coringa fez mais dois gols nos dois últimos minutos. Renatinho entrou na área e rolou para Farias só empurrar. Rafinha foi o autor do quarto tento, pegando a sobra do goleiro, após outra jogada do camisa 20. 4 x 0.

Mal começou o segundo tempo e os xingamentos de fora continuavam, até que no segundo tempo, o árbitro perdeu toda a paciência que lhe restava e chegou a parar o jogo para discutir com os torcedores pelo alambrado. Teve dedo apontado na cara, ameaças de confusão, mas o jogo seguiu. Já que o juiz estava sensível a provocações, os torcedores resolveram serem mais gentis. Em uma falta não apitada, o torcedor substituiu o usual “Apita essa p****, seu filho da ****” por “O senhor poderia, por gentileza, apita a falta?”. Mas não funcionou.

Já desmotivado, o NGM ainda viu Farillo ser expulso e a vaca ir para o brejo mais cedo. Ao NGM coube observar a aula de bom futebol do Coringa. Tocando a bola eles chegaram a mais dois gols. Aos 17 minutos, Farias recebeu próximo à área, fingiu que ia chutar com a direita e ajeitou com a esquerda para fazer. O sétimo e último gol veio de longe: Ratão arriscou e a bola foi parar no canto direito do goleiro, que até caiu, mas não suficiente para agarrar.

Com a goleada de 7 a 0, o Coringa irá enfrentar o time já garantido na Prata, My Balls, numa revanche de arrepiar, já que na fase classificatório ambos empataram num jogo repleto de reclamação e empate (do My Balls) praticamente nos acréscimos.
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