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CHUTEIRA NEWS: II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO A

Rabeloska 7 x 3 RR Clássico

COM UM A MENOS, RABELOSKA PASSA POR ROLETA CLÁSSICO


Com Ibraim expulso ainda no primeiro tempo, time alvirrubro não perde força e goleia Roleta

Por Gustavo Vasconcellos

Não deu para o Roleta Clássico. O Rabeloska não quis saber de dar chances ao adversário e no início do jogo já abriu vantagem, que se manteve e aumentou depois de ter um jogador expulso. O Roleta ainda descontou no final, mas não foi suficiente para melhorar a situação do time dentro do grupo.

O jogo começou e as equipes não deixavam espaços para o adversário trabalhar a bola. Sendo assim, chutes de fora da área foram a saída encontrada. E com menos de dois minutos, o chute de fora foi bem aproveitado e o Rabeloska já aparecia à frente no placar. Maradona chutou do meio e conseguiu escanteio para seu time. Na cobrança do mesmo, Maradona furou e viu Stevie Wonder completar o escanteio e marcar o primeiro.

O Roleta não teve tempo para reabilitação e viu o Rabeloska partir para cima. O único jeito que Baru encontrou para parar Stevie Wonder foi cometendo um pênalti, convertido em boa batida de Vasko. O jogo estava animado e o Roleta partiu para cima. Pouco depois, aos 5 minutos, cruzamento na área e Thiago cabeceou e acertou a trave, mas, na volta, Leandro dominou e bateu para diminuir. 2 x 1 no placar com apenas 5 minutos rodados.

Com o decorrer do tempo, as equipes continuaram criando, mas o jogo foi se acalmando, pelo menos em termos de oportunidades. Ibraim e Catatau, do Rabeloska, arriscaram, mas erraram o alvo, assim como Tuc, do Roleta. Na medida em que o jogo se acalmou em relação às oportunidades, Ibraim fez questão de esquentar o jogo novamente. Aos 16 minutos, ele foi expulso após receber cartão amarelo e continuar reclamando. O camisa 20 sai muito nervoso, ainda reclamando, e tomou o vermelho.

Mas para quem imaginava que com a expulsão o Rabeloska iria recuar, os mackenzistas surpreenderam e foram para cima, com a mesma eficiência de um time completo. Aos 20 minutos, Vasko fez jogada individual na esquerda e bateu forte no alto, marcando um belo gol. No minuto seguinte, mais um gol do Rabeloska. Barata recebeu no meio, segurou a bola e bateu rasteiro no canto esquerdo. Assim, o placar mostrava 4 x 1 a favor do Rabeloska ao fim da primeira etapa.

O segundo tempo voltou com o Roleta surpreendendo. Baru foi afastar a bola da zaga e pegou o goleiro adiantado. Tassio conseguiu voltar e desviar a bola para a trave. Mas depois dessa jogada, o jogo voltou a ser como no final do primeiro tempo, com o Rabeloska indo para cima, mesmo com um a menos. E com 10 minutos o placar já mostrava 7 a 1. Com 4 minutos, cruzamento na área e Dick Vigarista escorou para o meio da área, onde Barata só completou para as redes, quase em cima da linha. No minuto seguinte, Dick fez valer seu apelido e ‘roubou’ um gol de Caio. Após o camisa 6 fazer boa jogada e tocar por cima do goleiro, o Vigarista tocou levemente, já com a bola quase dentro do gol. Aos 9 minutos, o goleiro Dalton dividiu com jogador do Rabeloska e a bola sobrou para Dick, livre, só tocar para marcar mais um.

Depois de abrir grande vantagem, o Rabeloska acalmou o jogo e começou a administrar o resultado. Fez rodízio entre seus jogadores para não se cansar e, com uma boa marcação, impedia o Roleta de levar grande perigo ao seu gol. Assim o jogo foi até os 22 minutos, quando o Roleta conseguiu diminuir a diferença. Leandro cortou para o meio e bateu forte. 7 x 2. Pouco mais de um minuto depois, o Roleta voltou a marcar, desta vez com Rick. O camisa 9 bateu falta rasteira no canto direito e marcou o terceiro. Mesmo com os gols sofridos, o Rabeloska não desconcentrou e levou o placar de 7 x 3 até o final do jogo.

Com o resultado positivo, o Rabeloska chegou aos 22 pontos, enquanto o Roleta Clássico continuou com seus 10 pontos, mas fora do G-8 pelo saldo de gols. Na penúltima rodada, o Rabeloska enfrenta o Derrubada e o Roleta Clássico mede forças contra o My Balls.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO B

CAV 4 x 2 Irado´s

CAV, NO SUFOCO, LEVA A MELHOR SOBRE IRADO´S


Após começo arrasador, quando abriu 3 x 0, CAV recuou e viu Irado’s surpreender e quase marcar nova zebra na competição

Por Luiz V. Andreassa

O Clube Atlético da Vila, líder do Grupo B, pegou o Irado’s e venceu mais uma: 4 a 2. Mas engana-se quem pensa que foi uma vitória tranquila de encher os olhos do time que vem arrasando os adversários. Apesar de na etapa inicial, principalmente a sua primeira metade, o CAV ter se mostrado superior, o Irado´s equilibrou o jogo a partir de sua defesa e jogou de igual para igual o resto do jogo. Entretanto, no início foi um massacre que começou com um chute de Cainho pela esquerda que foi para fora. Pouco depois, o outro Caio, o Fleischmann, abriu o placar. Ele aproveitou um chute que veio de trás e desviou em Rodrigo Mademba. A bola então sobrou limpinha para o camisa 10 completar para as redes, sem marcação, pelo lado esquerdo.

A blitz seguiu e Quintanilha cobrou escanteio que Fred, livre, mandou para fora em finalização de primeira. Na sequência os dois executaram bonita tabela e Quinta bateu de esquerda e rasteiro para fora. Seria um golaço. Mas a chance perdida não fez falta, pois Vitinho recebeu livre em mais uma cobrança de tiro de canto e fez bonito ao chutar de primeira, sem dar chances para o goleiro Alan.

O Irado’s sentiu o baque e ainda viu a situação ficar ainda mais delicada pouco tempo após levar o segundo gol. Teté tabelou com Fred e, pela direita, cruzou para Quintanilha, livre no segundo pau, apenas completar para as redes.

O início arrasador do CAV dava a impressão de que vinha uma goleada massacrante por aí. O adversário estava completamente envolvido pelas trocas de passes rápidos e eficientes executadas pela equipe branca. Porém, o panorama estava prestes a mudar. O técnico Weinny pediu tempo para reorganizar o time , o qual, ainda no primeiro tempo, buscou a reação, que começou a ser construída logo na sua primeira e tardia finalização. Caballero roubou a bola pelo lado direito, puxou para o meio e bateu de esquerda para descontar.

Como as coisas nunca são fáceis para o Irado’s, o Clube Atlético da Vila tratou de ir para cima tentando evitar problemas. Cainho também deu uma de ladrão no ataque e, de frente para a meta, mandou uma bomba no ângulo. Melhor que o chute só mesmo a defesa sensacional de Alan, que ainda teve de trabalhar e espalmar outra finalização, desta vez vinda de Martin.

Antes do apito do árbitro, porém, veio o novo revés do líder. Rafael Hornero chutou da entrada da área e Lamarck desviou de calcanhar para fazer um belo gol e botar fogo na partida. Só que as emoções ficaram guardadas para o segundo tempo, pois o intervalo veio logo em seguida. E se na primeira etapa vimos um domínio total do CAV no começo, desta vez as coisas logo se mostraram diferentes. As defesas de ambas as equipes apresentaram-se mais eficientes e os ataques tiveram menos espaço para trabalhar. Martin, que era o mais eficiente nas investidas pelo lado direito, chegou com perigo ao bater forte e só não ampliar a vantagem porque Rodrigo Mademba, o melhor em campo e salvador do seu time em vários momentos, se colocou na frente da bola.

Aos 7 minutos Murilo arriscou de longe, a redonda foi no alto da meta e acabou espalmada pelo goleiro Lelê. A resposta veio com Fred, que chegou pela direita, puxou para o meio e bateu de esquerda para fora, muito perto do gol, perdendo grande chance. E essa não foi a única já que, pouco tempo depois, o camisa 18 dominou mais uma vez pelo lado esquerdo e mandou para fora de novo. O Irado’s voltou a marcar presença no ataque primeiro em falta cobrada por Rafael com perigo por cima do travessão e, na sequência, em finalização de Caballero, que dominou pelo meio e chutou também no meio da meta, facilitando a defesa do arqueiro.

Foi aí que a equipe tricolor cresceu em quadra e quase chegou à igualdade quando Dani Jales dominou na área, girou tentando o drible e foi desarmado por Quintanilha. Mas a melhor oportunidade veio em cruzamento que Caballero recebeu ao lado da trave, o qual ele completou com um voleio por cima da meta. Gol perdido incrível. O lance fez o adversário prender a respiração; já Caio Fleischmann estava espumando no banco de reservas e quase teve um piripaque quando Caballero perdeu o gol.

A resposta do CAV veio na hora certa. Em cruzamento de Pedro, Julio desviou no travessão. Em seguida, o tiro de misericórdia: aos 24 minutos, Quintanilha recebeu na entrada da área e não perdoou, batendo forte no alto para anotar um golaço e fechar o placar. O rival ainda buscou uma nova e bem menos improvável reação, com seu camisa 10 cabeceando muito bem após cobrança de escanteio e vendo uma bela defesa de Lelê.

Mas já era tarde demais e o CAV fez uma nova vítima no campeonato, mantendo a liderança isolada e a confiança de sempre. Do outro lado, mesmo com a derrota, o Irado’s saiu de cabeça erquida, até porque conseguiu bater de frente com o melhor time da Bronze e saiu com a certeza que, se tivesse jogado o tempo inteiro como o fez na segunda etapa, o resultado poderia ser diferente.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO B

BDA 10 x 2 Haka

BDA FAZ SUA PARTE CONTRA HAKA E ENTRA NO G-8


Bonde parece engrenar, enquanto Haka “comemora” os 100 gols sofridos

Por Tamires Paulino

A equipe do Haka deu um novo significado para os cem gols de alguém: nem sempre se comemora fazer cem gols, pode-se tomar cem gols também. Ou até passar de cem. O responsável pelo feito? O time do Bonde dos Abelhas que, em 50 minutos, aplicou uma goleada de 10 gols e pela primeira vez entra na zona de classificação.

Tudo começou aos 3 minutos, quando ninguém imaginava que outros nove gols (onze, se você contar os gols do Haka) aconteceriam. Cris recebeu a bola e balançou a rede. Dali pra frente o intervalo entre os tentos seria cada vez menor. Não perca a conta.

Mais três minutos, mais um gol. Marca, o melhor em campo, recebeu passe e marcou (desculpe o trocadilho involuntário) seu primeiro gol na partida. 2 x 0 Bonde dos Abelhas e tempo técnico pedido pelos mesmos, estranhamente. Três minutos depois, adivinhem o que aconteceu? Sim, Cris fez o terceiro (quanta coincidência) dos Abelhas e o segundo dele no jogo.

O Haka era um time meio perdido em campo. Depois de três gols já se podia notar um atordoamento, afinal, os Abelhas dominaram completamente a partida, não só no placar. De repente, o Haka faz seu primeiro gol com Lucas Tadeu – e demorou só 1 minuto dessa vez. 3 x 1.

O problema é que, para azar do Haka, mais um camisa 10 tinha acordado num sábado inspirado. Felix fez seu primeiro gol (de 3), o quarto dos Abelhas. Não há muitos lances a se destacar na partida excluindo-se os gols. Quase todo ataque dos Abelhas virou gol. Quando era interceptado, o Haka errava e, então, era só ter posse de bola para que os Abelhas marcassem. Fica perceptível pelo tempo que demorou para que cada gol saísse. Só no primeiro tempo foram 8 gols (sendo dois do Haka).

Bastaram dois minutos – um erro do Haka, retomar a bola, passar pelo meio de campo e jogar ao ataque – para que saísse mais um gol dos Abelhas, mais um de Marca. A partir desse gol, o ritmo foi caindo. As equipes correram loucamente, foi um jogo com ritmo frenético até pra quem assistia. Foi quando o clima do jogo se assentou que Ivo fez o segundo gol do Haka. Antes do fim do primeiro tempo Marca achou tempo para fazer outro e levar o jogo ao intervalo em 6 x 2.

O segundo tempo teve de tudo. Tudo mesmo. Começou com o mesmo ritmo e clima do tempo anterior e terminou quente. Bem quente. Aos 7 minutos o Haka marcou gol contra num desvio de cabeça após cruzamento em sua área. O árbitro deu o gol para Marca, novamente, pois ele havia cruzado a bola. Aos 11, Felix marcou o oitavo gol. O Haka pediu tempo técnico, os dois times conversaram e a bola voltou a rolar. Aí que começou a confusão.

Pouco tempo depois do tempo técnico, Crazy marcou o nono gol do BDA. Comemoração, tudo normal, e bola ao centro. Pouco depois de recomeçada a partida, Tavares e Nego se desentenderam após uma falta e levaram cartão azul. Ambos começaram a discutir dentro de campo e o pessoal do “deixa pra lá” começou a separar a briga, que foi levada para fora da quadra.

Enquanto ambos discutiam, os Abelhas protagonizavam lances habilidosos em campo, como o novo drible da moda: o chute no vácuo, popularizado pelo palmeirense Valdívia. Nada muito comparável ao original, mas habilidades como essas renderam ao time o décimo e último gol, marcado no final da partida por Felix.

Com o resultado o Bonde dos Abelhas fecha a zona de classificação com 8 pontos e o Haka é o lanterninha, sem ter marcado nenhum ponto até agora e levado 109 gols.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO A

XTJ 6 x 2 Pé de Pano

EMBALADOS, XTJ VENCE PÉ DE PANO


Xaropes abrem três gols na primeira etapa e garantem a vitória

Por Rodrigo Amaral

Pé de Pano e Xarope Também Joga se enfrentaram em partida de interesses iguais. De um lado a equipe alviazul, que voltou totalmente diferente do ano passado, quando foi rebaixada da Prata em péssima campanha. Do outro lado a equipe azul e amarelo que vem surpreendendo com um futebol dinâmico na reta final do torneio.

Logo no início da partida, o XTJ demonstrou o seu futebol vistoso, colocando na roda o time adversário. Com isso, não demorou para a equipe abrir o placar. Aos 6 minutos, Magu, o destaque dos xaropes no torneio, seguiu com a bola, cortou e fintou o seu marcador e mandou o chute firme para o gol.

Com o placar aberto, foi mais fácil para o XTJ seguir com gols. Dois minutos depois do primeiro, Mito avançou do seu campo de defesa e não foi parado. Já perto da área, ele driblou e chutou para marcar o segundo.

O Pé de Pano, que de bobo não tem nada, teve poder de reação e com 10 minutos diminuiu. Camilo, dentro da área, chutou cruzado na saída do goleiro. O time dos xaropes, porém, não se incomodou com o gol e no minuto seguinte fez o terceiro. Vini rolou para trás da área e quem chegava era Kaká, que pegou de primeira e mandou no fundo da rede.

Com o placar de 3 a 1, o primeiro tempo seguiu disputado, as duas equipes tentaram atacar na mesma intensidade, mas os goleiros não tiveram muito trabalho. Porém, o segundo tempo voltou com tudo,. Aos 2 minutos, Magu driblou dois marcadores na lateral do campo e tocou para o Chapeleiro chutar por cima do gol. O time continuou atacando até o adversário não resistir. Caio pegou a sobra na entrada da área e mandou o chute certeiro no gol.

Ainda meio tímidos no jogo, o time do Pé de Pano se soltou aos 10 minutos. Quando a bola ficou insistentemente na área, Magu até tentou tirar, mas não foi tão eficiente quanto ele é no ataque; Lucas, então, aproveitou a chance e guardou o dele.

De nada adiantou o gol, pois o XTJ não se abalou e continuou no seu estilo de jogo ofensivo, que mais cedo ou mais tarde resultaria em gols. Dito e feito. Aos 13 minutos, em erro do goleiro Tiago, que tentou sair jogando, Caio interceptou o passe do arqueiro e mandou de onde estava, de fora da área. O placar já estava bom para a equipe dos xaropes, só bastava seguir tocando a bola, sem abrir brechas para o contra-ataque. E foi assim, com paciência, que saiu o sexto e último gol do XTJ. Kaká puxou contragolpe e saiu tabelando com Modesto, até deixá-lo cara a cara com o gol.

O time do XTJ, com os três pontos somados, passou para a quarta posição e pelo futebol demonstrado promete um time bastante competitivo nas finais; eles têm a chance de provar isso no próximo jogo, contra o Só Quem Sabe. Já o Pé de Pano ainda não pode contar com o futuro, pois está na sétima posição, a dois pontos de diferença do nono colocado, o Roleta Clássico, time que enfrenta na última rodada. Emoções vêm aí!

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO B

Só Canelas 3 x 0 NGM

SÓ CANELAS SEGURA NGM E CONTINUA SONHANDO COM LIDERANÇA


NGM esbarrou no maior erro que um time pode cometer numa partida – a falta de pontaria

Por Tamires Paulino

Os melhores times do dia entraram em campo em clima de decisão. De um lado, o NGM tentava se aproximar do G-3, enquanto o Só Canelas, ataque mais positivo da competição, tentava se tornar líder do Grupo B.

A torcida, que gritava muito, tentava incentivar ambos os lados. Um deles logo respondeu. Aos 4 minutos, Carlinhos fez o primeiro gol do Só Canelas. Isso não desanimou o NGM, que continuou criando jogadas, contando com Caio Ribeiro, que distribuía bolas pelo meio e, algumas vezes, recebia parte delas na frente para a conclusão a gol. O que faltava para sua equipe – e a ele próprio, inclusive – era acertar o alvo, o que estava particularmente difícil naquela tarde.

O NGM conseguiu segurar o Só Canelas, que por um instante teve todas as suas jogadas cortadas pelo adversário ou errou a conclusão a gol. Era um jogo muito corrido, eletrizante. A vontade de ganhar fazia com que ambos os lados usassem todas as suas forças. A primeira parte da peleja acabou rapidamente, tamanho o dinamismo do jogo.

No segundo tempo, basicamente a mesma coisa: um NGM tentando criar jogadas e um Só Canelas mais “esperto”, entendendo o que o adversário queria fazer e apostando no contra-ataque. Não deu outra: na metade do tempo, já com entendimento do outro time, Dinho fez 2 x 0.

O NGM continuava a criar e ir pra cima, mas as conclusões a gol não estavam “calibradas”. Até o fim do jogo foi possível perder a conta de quantas vezes o NGM chutou a gol e errou ou foi parado pelo goleiro. Entretanto, o time não se entregou em nenhum momento.

Por algum tempo os times não acharam o caminho do gol. O estilo de jogar, parecido, permitia que certas vezes as jogadas fossem cortadas pelo adversário rapidamente. Outras vezes, os times recorriam às faltas. Foi o jogo mais faltoso da tarde, mas nada violento, pelo contrário – ambos os lados sabiam que a falta, às vezes, pode ser um recurso positivo.

Foi então que, aos 20 minutos, Felipe fechou o placar do jogo com o terceiro gol do Só Canelas. Pelos próximos cinco minutos o NGM ainda tentaria correr atrás, mas era muito difícil reverter um placar elástico contra uma equipe tão bem estruturada. O número de bolas chegando ao gol do Só Canelas foi aumentando nesse final, uma verdadeira pressão. O gol de honra do NGM quase saiu aos 23 minutos, numa cabeçada... Pra fora.

No fim da partida, ambos os plantéis se juntaram e conversaram entre si, deram seus gritos de guerra e saíram de campo, com pose de guerreiros. Foi uma partida difícil, mas nada de desânimo para quem perdeu nem de cantar a vitória, no caso do vencedor. O Só Canelas continua grudado no líder, com apenas um ponto de diferença, enquanto o NGM está em 4° lugar.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO B

Os Mostarda 5 x 3 Toque Me Voy

OS MOSTARDA VENCE O GUERREIRO TMV NA BASE DA CRIATIVIDADE


Com toque de bola rápido e muita criação, Mostarda passa pelo TMV e agora aguarda Condor’s

Por Tamires Paulino

A partida não prometia muita coisa, mas eis que o imponderável surge em campo e brinda o torcedor com um jogo agitado e gostoso de se ver. Os Mostarda e Toque Me Voy chegaram em meio à discussão do jogo passado, mas queriam colocar a bola para rolar logo. Entraram em campo e protagonizaram um dos jogos mais dinâmicos do dia.

Logo aos 3 minutos, Bruninho recebeu na lateral direita, avançou rapidamente e chutou cruzado com muita força, sem chance de defesa para o goleiro. O adversário tentava, em vão, atacar. Parecia mesmo que os amarelos tinham entrado em campo inspirados. Bruninho, 5 minutos depois, recebeu um passe e girou dentro da área, livrando-se do marcador ao mesmo tempo em que dava um belo voleio. Caixa. 2 x 0.

O Toque Me Voy até que tentava atacar, mas sempre parava em algum erro, seja de passe ou o alvo mesmo. Sobrou a eles, basicamente, o contra-ataque, que não emplacava. Tudo estava sendo resolvido na base da garra, o que nem sempre dá certo. Foi então que, aos 15 minutos, George matou no peito um cruzamento vindo da esquerda e chutou com força, no meio do gol. Era o terceiro gol dos amarelos, para desespero do Toque Me Voy, que, minutos depois, pediu o seu tempo técnico.

Pouco depois da volta da pausa, o primeiro tempo acabou, mas nos minutos restantes esse tempo de discussão entre a equipe provou ter sido uma escolha sábia. No início do segundo tempo era perceptível que o Toque era bem diferente do que havia iniciado o jogo. Não os jogadores, mas a atitude. A marcação ficou mais junta ao adversário, um “homem a homem” organizado, o lado da criação das jogadas finalmente apareceu, dando mais dinamismo ao jogo, além de resultado: aos 15 minutos, Robson, o camisa 10, fez o primeiro gol do seu time.

Pelos próximos 5 minutos Os Mostarda tentou reparar os erros que estavam cometendo, fechar os espaços dados à equipe adversária, que parecia ter achado o caminho para aproveitá-los. Silas, aos 20 minutos, faria o segundo gol e recolocaria o TMV na partida. A resposta, entretanto, veio como um balde de água fria. Incríveis 49 segundos depois, George aproveitou o contra-ataque e fez 4 x 2, para desespero do goleiro Danilo, que gritava muito com o time, sem obter uma resposta efetiva em campo.

O Toque acabou tentando o que estava um tanto quanto impossível até então – virar a partida. Os amarelos d´Os Mostarda, então, resolveram encerrar a conversa: aos 23 minutos, Tatá recebeu na frente do gol e acabou com o jejum de gols que o acompanha há algum tempo.

Ainda houve tempo para o Toque Me Voy diminuir com Healey, mas era tarde demais para qualquer coisa mais. 5 x 3 para Os Mostarda, que agora estão em 6° lugar. O Toque Me Voy continua em penúltimo e distante da classificação.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO A

My Balls 5 x 2 TNT

MY BALLS VENCE MAIS UMA E SEGUE RUMO À PRATA


TNT dificultou e equipe vencedora contou com grande atuação do arqueiro Gabriel Viana

Por Rodrigo Amaral

O My Balls entrou em quadra com o favoritismo de líder invicto nas mãos, mas ninguém achou que seria simples, já que do outro lado estava o terceiro colocado, o TNT. O jogo realmente não era fácil, com futebol disputado e ótima participação do goleiro Gabriel Viana.

A partida não era fácil, mas pareceu que seria quando o My Balls abriu o caminho para a vitória logo no primeiro minuto de jogo. Em vacilo enorme da defesa do TNT, que saiu jogando errado, Paulinho aproveitou a chance e mandou para o gol. Em tom de resposta, aos 3 minutos, o time celeste saiu tocando bem a bola (ao contrário do lance do gol) até chegar a Juninho, que, dentro da área, chutou em cima do goleiro. Se dentro da área Juninho perdeu grande chance, fora da área ele não desperdiçou. Aos 13 minutos, o camisa 19 recebeu a redonda e a mandou no canto direito do goleiro.

A modalidade “chute de bico” é bastante utilizada no Chuteira. Às vezes o chute é a única solução encontrada na jogada, às vezes é pela limitação dos peladeiros mesmo; às vezes saem jogadas horripilantes, mas às vezes pintam golaços, como foi o caso do segundo gol do My Balls. Após brigar com os zagueiros dentro da área, Fernando Souto mandou um “chutaço de bico” no ângulo esquerdo de Ulisses, que mal viu a bola.

Um minuto depois da jogada, aos 19 minutos, Fernando Souto surgiu de novo na área e agora sem bicuda mandou outro bom chute para o gol. Ulisses dessa vez estava atento e fez ótima defesa, meio “no susto”, meio no reflexo. O camisa 13 do MB estava mesmo com o chute calibrado. Ele ainda teve mais uma chance aos 23 minutos, ao mandar um chutaço no travessão e o Ulisses agarrar a bola na linha.

Após um primeiro tempo bem disputado, mas com as principais chances do My Balls, o segundo tempo começou como havia iniciado a primeira etapa. O My Balls aproveitou a desatenção do adversário na saída de jogo e ampliou. Em cobrança de escanteio, a bola sobrou nos pés de Bettoni, que pegou de primeira, no alto, e marcou.

Passado o sono, o TNT pressionou. Aos 6 minutos, Vinny chegou sozinho na área e obrigou Gabriel Viana a fazer grande defesa. Um minuto depois, a pressão rendeu resultado: de falta, Juninho marcou o seu segundo gol e encostou a sua equipe no placar.

Com a diferença diminuída para um gol, a reação do My Balls demorou três minutos. Esse foi o tempo para sair o quarto gol. Depois de cobrança de escanteio, Paulinho pegou a sobra e arriscou de fora da área, vencendo o goleiro Ulisses.

O quarto gol do adversário saiu em uma hora errada para o TNT. Com a reta final da etapa, o My Balls soube se segurar na defesa e evitou surpresas, cabendo até mais um gol nos cinco minutos finais. Aos 21 minutos, Paulinho cobrou falta com força e obrigou o goleiro a espalmar. No rebote, Nucci só precisou escorar de cabeça para o fundo da rede.

5 a 2 foi o placar que assegura a invencibilidade e a liderança do My Balls. Agora faltam duas rodadas para eles assegurarem esse posto e irem direto para a Série Prata. O TNT já está classificado para as finais e tem chances matemáticas, porém difíceis, de liderar o grupo, já que precisa vencer os últimos dois jogos e contar com tropeços de My Balls e Rabeloska (que enfrenta na última rodada).

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO B

Tudo Bacana 2 x 2 Condor´s

MARCAÇÃO MARCA EMPATE ENTRE BACANINHA E CONDOR’S


Jogo foi difícil para ambas as equipes, que esbarraram nos volantes e zagueiros, e gerou discussões ao final, algo que vem se tornando rotina nas partidas do Tudo Bacana

Por Tamires Paulino

O jogo valia mais para o Condor´s, uma espécie de tudo ou nada na competição. O Tudo Bacana vinha como favorito, o que acabou não se provando em quadra, já que o empate foi um resultado bom mediante a dinâmica da partida – a forte marcação.

Foi um jogo travado. Muito pé de ferro, muita briga pela bola, mas efetivamente poucas chances de gol. O meio de campo foi pouco criativo, a marcação esteve sempre presente. Esse, aliás, foi o ponto mais positivo das duas equipes – e o que gerou a confusão pós-jogo, que fica para o final deste texto.

O que se viu no primeiro tempo foi tentativas falhas de gol de ambos os lados. Demorou até que elas percebessem que de toque em toque, lentamente, não iriam muito longe – a opção seria um jogo mais rápido, lançamentos dos goleiros, acionar os atacantes. Levaram exatos 11 minutos para descobrir. Foi quando Lê Leme fez o primeiro gol do Tudo Bacana, a partir de toques rápidos do meio de campo.

A partir daí as equipes “desencantaram”. Não até o final da partida, é bem verdade, mas quando o gol saiu, ambos perceberam o caminho. O Condor’s começou a usar o toque rápido a partir da defesa. Muitas vezes o que se viu foi aqueles lances em que o zagueiro toca para um meio de campo e ele carrega a bola por vários metros, até concluir ele mesmo. Claro que aqui não foram vários metros – por motivos óbvios – mas a comparação com o futebol de campo se faz útil para ilustrar. Desse modo, a equipe bordô levou algum perigo ao gol do Tudo Bacana... Mas não por muito tempo.

“Quem não faz, leva”. Clichê, mas válido. Aos 18 minutos, o camisa 10 do Tudo Bacana, Simões, fez o segundo gol da equipe, depois de várias tentativas perdidas pelo Condor’s. No rosto deles, a percepção de que algo estava errado, mas como consertar? Não demoraram muito – 2 minutos, para ser exata – a descobrir.

Aos 20 minutos o também camisa 10 da equipe bordô, Neno, voltando de contusão, fez o primeiro gol de seu time. O placar agora marcava 2 x 1 e eles carregariam uma diferença desfavorável de gols menor para o segundo tempo. Após o intervalo, o jogo foi diferente. Começou corrido, veloz e logo aconteceu o que o Condor’s tanto queria: Piu-piu arrancou o empate.

O problema é que, depois desse gol, o clima ficou estranho. A marcação se tornou bastante próxima, homem a homem. Você que está lendo pode dizer “mas e daí? Essa é a função de uma marcação”. Sim, é. Mas o Tudo Bacana se sentiu incomodado, não estava conseguindo jogar. A situação se arrastou até os últimos minutos do jogo e, após o apito final, o mal-estar se instalou e os jogadores começaram uma discussão dentro e fora de quadra.

Foi preciso que os presentes ajudassem a lembrá-los de que era desnecessário discutir por isso, de que o jogo deve ser resolvido na bola, e não com brigas desnecessárias. Após tudo resolvido, cada equipe foi para um lado – literalmente: o Tudo Bacana é o sétimo, com 13 pontos, praticamente classificado, enquanto o Condor’s é o antepenúltimo, com 7 pontos, ainda brigando por um vaga no mata-mata.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 9ª RODADA: GRUPO A

Basicus 5 x 2 Derrubada

GARRA COMPENSA FALTA DE TÉCNICA NA VITÓRIA DO BASICUS


Time de rosa se mantém vivo no torneio, diferente do Derrubada, que só por um milagre se classifica

Por Rodrigo Amaral

Basicus e Derrubada se enfrentaram no último sábado com o mesmo intuito: buscar a classificação para as finais. A diferença de pontos entre os dois times era de apenas um ponto e a vitória era o decreto para saber qual time continuaria ou não na briga. Nenhuma das equipes mostrou um futebol de encher os olhos até o momento, mas nem por isso a partida deixou de ser contagiante. Em jogo que sobrou garra e vontade, mas faltou técnica, o Basicus decidiu o jogo na segunda etapa.

Nos primeiros estantes do jogo as principais chances eram do time de rosa, que parou nas mãos do goleiro do Derrubada. Aos 5 minutos, Mininão chutou de fora e o goleiro Henrique fez boa ponte. Três minutos depois, Kinho sofreu falta quase na marca do pênalti, ele mesmo cobrou e o goleiro do time rubro negro defendeu.

Após duas oportunidades, Primo precisou de apenas uma para abrir o placar para o Derrubada, e com um golaço. Em cobrança de falta de longa distância, o jogador que fez seu primeiro jogo no torneio mandou uma bomba no ângulo, sem chances para Roland, que ainda foi na bola. Um minuto depois quase saiu o segundo gol: após cobrança de lateral, César Augusto cabeceou a bola na trave.

A partir dos 18 minutos, foi pressão total do Basicus, que teve três boas chances até sair o gol. Dentro da área, Veneza teve seu chute bloqueado pela zaga, na sequência ele chutou de novo e dessa vez mandou a bola na trave. No minuto seguinte, a recompensa veio com um gol de Bolas, para terminar a primeira etapa empatada.

O que faltou de emoção no primeiro tempo sobrou na segunda etapa. As equipes voltaram mais aguerridas, o que resultou em gols e um jogo com ritmo intenso. O Derrubada deve estar arrependido de não ter inscrito Primo antes. O estreante da noite, que já tinha feito um golaço, mandou uma bola na trave aos 4 minutos e fez o seu segundo gol um minuto depois. Após receber na área, ele protegeu a bola, virou e marcou.

A conversa no intervalo deve ter sido boa, pois a equipe do Basicus voltou com muita vontade. Mesmo após tomar o gol, eles tiveram paciência para fazer a virada em apenas dois minutos. Aos 8 minutos, em cobrança de escanteio, Kinho subiu mais que todo mundo e cabeceou firme para o gol. Um minuto se passou e novamente através de lance de bola parada, Cava cobrou falta rasteira e mudou a cara da partida.

Com a virada, os jogadores do Basicus se inflamaram; cada lance, seja uma bola tirada para lateral ou um chute passado longe, era motivo para vibração. Os atletas do Derrubada também estavam motivados e não pararam de correr, mas faltou o grito de alguém para motivar ainda mais o grupo.

A partir daí, o jogo, que já não privava de muita técnica, deu lugar à correria e à forte marcação. Melhor para o Basicus, que aos 19 minutos fez mais um. Em jogada de bola alçada na área, Gago, do Derrubada, e Paulinho, do Basicus, disputaram a bola alta. Melhor para o jogador do Basicus. 4 x 2.

Restando apenas um minuto para o fim da partida, o Derrubada nada mais podia fazer no jogo. E nada fez, a não ser olhar o adversário fazer o quinto. O time rubro negro já estava com sete faltas contadas e a próxima seria tiro livre direto. Não deu outra. No minuto final, eles cometeram falta no campo de ataque. Cava bateu o tiro de 9 metros e não desperdiçou.

A vitória de 5 a 2 levou o Basicus à oitava colocação no grupo B, com 10 pontos. O Derrubada se mantém com 6 pontos e se vê em difícil condição de classificação, pois precisa torcer contra Basicus e Roleta Russa, além de ter que ganhar os próximos jogos, sendo que o próximo é contra o forte time do Rabeloska. O Basicus também não tem tarefa fácil, enfrenta o TNT.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO B

Lunáticos 0 x 2 Derrubada

IMPÉRIO ARRANCA EMPATE E DEIXA XORAS LONGE DA LIDERANÇA


Equipe teve vantagem de dois gols, mas, pelo alto, viu equipe celeste igualar placar e praticamente tirar qualquer chance de chegar à ponta

Por Tamires Paulino

A partida entre Império Celeste e Xoras foi bem diferente da temperatura fria do PlayBall no início de noite. Os plantéis entraram com muita disposição em campo – uma disputando a liderança; a outra, tentando sair do sufoco da zona do rebaixamento.

No primeiro tempo o que mais se viu foi o Xoras no ataque. Muitos ataques mesmo. Gol, porém, demorou a sair, graças ao goleiro do Império, que protagonizou belíssimas defesas e pontes para a torcida que se protegia do frio. Foi também o jogo dos lançamentos. Dá-lhe defesa do goleiro, dá-lhe lançamento ao ataque, dá-lhe bola pra fora – ou defesa do goleiro. Foi mais uma partida em que demorou um tempo inteiro pros atletas descobrirem que nem sempre essa é a melhor saída – ainda mais quando as equipes estão fazendo a mesmíssima coisa. Será que quando se está em campo não se percebe isso?

O primeiro tempo também teve cobranças de falta. Muitas, mas todas só chegaram perto, arrancando aquele “uhh!” característico da torcida. O setor de criação das equipes até funcionava, faltava acertar o alvo, o que só foi acontecer aos 24 minutos e 40 segundos (sim, os segundos se fazem necessários para se perceber que demorou, viu?!). Ric, capitão do Xoras, recebeu lançamento (ok, uma exceção que deu certo) e deu um chute seco na bola, uma verdadeira bomba. Até o juiz comentou “pegou seco na bola, golaço”. Pode se vangloriar. Depois disso, apito. Fim de primeiro tempo.

Na segunda metade da partida, os times voltaram com mais gás. Nada mais de lançamentos do goleiro: a coisa agora era resolvida no toque, mas rapidamente, até o gol. As jogadas não tardaram a dar certo: aos 6 minutos o camisa 10 (seria o dia dos camisas 10 do Chuteira?) do Xoras, Dutra, ampliou o placar.

Entretanto, os azuis celestes não deixariam barato. Logo após o gol, o Império fez duas boas jogadas pelo meio que resultaram em defesa do goleiro. Entretanto, na terceira delas, aos 8 minutos, a jogada rendeu um escanteio cuja cobrança foi bem aproveitada por Guedes, que cabeceou de modo certeiro para o gol.

Com 2 x 1, a Celeste acordou. E teve a chance de empatar com uma falta, mas Mingo mandou a bola pro mato. Percebendo o crescimento do adversário, o Xoras pediu tempo técnico, o que não resolveu lá muita coisa, afinal, após cruzamento na área, Zukauskas cabeceou, o goleiro rebateu de volta e, insistente, ele cabeceou de novo. Gol de quem não desiste nunca e empate do Celeste.

O Império ainda teria uma chance de passar na frente no placar no último minuto do jogo, numa falta próxima ao gol. Guedes bateu, mas Ric conseguiu cortar e esse foi o último lance antes do apito final. Com o empate, o Xoras já se distancia de uma possível liderança (como se o CAV pudesse perder de Haka e NGM) e deve se assegurar na 3ª posição do grupo, já que tem 4 pontos de vantagem sobre o NGM e 4 a menos que o vice-líder, o Só Canelas. O Império deixa o G-8 pelo saldo de gols e tem de mostrar serviço nas duas rodadas finais e não quiser voltar pra casa mais cedo.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO A

Só Quem Sabe 0 x 4 Coringa

CORINGA GOLEIA SÓ QUEM SABE E RI À TOA


Trio Cidrão, Renatinho e Farias gargalham juntos

Por Rodrigo Amaral

“Por que tão sério? (Why so serious?)” Quem assistiu ao último filme do Batman se lembrará da famosa frase do inimigo Coringa. Pois é, essa frase poderia muito bem ser também usada pelo time da Bronze. Em boa fase, o Coringa apresentou um futebol leve e animado contra o Só Quem Sabe, que parece ter esquecido o ótimo futebol de rodadas atrás.

Assim como o futebol do seu time, o artilheiro e vice-líder na briga pelo MVP do torneio, Diego Sequia, sumiu. Quem roubou o lugar de protagonista da partida foi Fernando Cidrão. Foi ele quem, com apenas 30 segundos de jogo, abriu o placar. Renatinho recebeu na área de costas, virou bonito e chutou na trave. No rebote, Cidrão estava livre para fazer.

O time do Só Quem Sabe não se encontrava e deu espaço para o Coringa jogar. Aos 7 minutos, tomou mais um gol do camisa 10 adversário, que recebeu de Farias e mandou o chute para ampliar. 2 x 0 para Cidrão. Além dele, Renatinho e Farias se destacavam, mostrando entrosamento e dando trabalho, como na tabela que Renatinho deixou o camisa 9 livre com o goleiro. Ele, no entanto, mandou na trave.

Aos 12 minutos, um dos lances mais bonitos da primeira etapa: Cidrão, dentro da área, com pouco espaço, chapelou o zagueiro, mas chutou em cima do goleiro Arthur Chan. Falando nele, o arqueiro do SQS foi bastante acionado, como aos 15 minutos, quando, mais uma vez, Cidrão fez boa jogada, avançou com a bola até chegar na frente de Chan, que fez grande defesa.

A principal, e talvez única grande chance do Só Quem Sabe, aconteceu aos 16 minutos. Diego Sequia dominou a bola que vinha pingando de fora da área e com a redonda no alto mandou um chute forte. O goleiro Gui Polisel estava atento e defendeu.

Mais do mesmo no segundo tempo: pressão do Coringa, mais dois gols, defesas do Chan e poucas oportunidades do SQS. Logo com um minuto de bola rolando e já apareceu a dupla Farias-Renatinho. O camisa 20 seguia com a bola até observar Farias passando nas suas costas. O camisa 9 recebeu o passe, mas não honrou a camisa que veste e mandou a bola por cima da meta.

Os jogadores do Só Quem Sabe voltaram mais espertos nessa etapa e não demoraram tanto como no primeiro tempo para chegar com perigo ao gol. Aos 4 minutos, Ricardo Mezadri dominou a bola, olhou o jogo ao seu redor, se posicionou e arriscou; a bola tomou, caprichosamente, o caminho da trave.

Cidrão parece não ter gostado da chance do adversário e três minutos depois acabou com a graça do SQS. Ele dominou de fora da área e mandou, sem chances, no canto do goleiro. O terceiro gol saiu e o Só Quem Sabe parece ter desanimado. No minuto seguinte do terceiro, o quarto tento saiu em chute de Rafinha, ao arriscar de dentro da área.

Com o resultado parcial de 4 a 0, a partida seguiu com o Coringa um pouco mais inibido e o SQS tentando correr atrás do atraso, porém eles paravam na forte marcação de Daniel Capel e Maurício. Já no final da partida, eles tentaram, tentaram e quase conseguiram. Aos 22 minutos, o Só Quem Sabe finalmente mostrou o verdadeiro futebol que possuem; do campo de defesa ao campo de ataque eles seguiram trocando passes até a bola chegar em Diego Sequia, que reafirmou que a fase não está boa. O japonês artilheiro chutou por cima do gol e perdeu um gol que não dificilmente perderia. Cabeça na Lua, Sequia?

A vitória deixa o Coringa com os mesmos 15 pontos do SQS, 6 e 5º colocados respectivamente.

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