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CHUTEIRA NEWS: II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO A

Real Vuvuzelas 4 x 7 TNT

EM JOGO CHEIO DE LESÕES, TNT SUPERA REAL VUVUZELAS


Partida foi paralisada diversas vezes para atendimentos, mas TNT não quis saber e praticamente elimina Vuvuzelas

Por Gustavo Vasconcellos

Esquecer. Essa é uma definição para o que o time do Real Vuvuzelas deve fazer em relação à partida ante o TNT neste último sábado, dia 30. Além da derrota no jogo, o time sofreu duas baixas, Vitão Kivitz e Caju. Já o TNT cumpriu seu papel e conseguiu uma vitória importante em um jogo equilibrado, com vitória por 7 a 4, e encaminha de vez sua classificação para a próxima fase.

Logo no início do jogo, os dois times buscaram o gol inaugural. E isso não demorou a acontecer. Um pouco melhor nos minutos iniciais, o TNT marcou logo aos 2 minutos. Victor fez lançamento na área que encontrou Vinny Bressanin livre, que só escorou para o gol, colocando o TNT à frente no placar.

Depois do tento, o jogo ficou mais equilibrado, com as duas equipes criando chances, principalmente em chutes de fora da área. Pelo lado do TNT, quem arriscou da intermediária foram Juninho, que aparecia bem na partida, e Rapha Bernardes. Já pelo Real, as tentativas de fora foram de Marcelo Stangalin e Rafa Alencar.

Justamente de um chute de fora da área saiu o segundo gol da partida. Desta vez, aos 8 minutos, o chute foi em cobrança de falta bem batida por Victor. O camisa 2 bateu colocado e acertou o canto, marcando um belo gol. O TNT sabia aproveitar suas chances e abria dois de vantagem.

Porém, essa vantagem foi desfeita em praticamente um minuto. Com dois gols de Marcelo Stangalin, o Real empatou e deu novo ânimo ao time. Primeiro, ele recebeu, driblou o goleiro e jogou para as redes. Antes de entrar, a bola ainda tocou a trave superior, dando um charme a mais na jogada. Pouco depois, Marcelo recebeu a bola na entrada da área e tocou no canto esquerdo, deslocando o goleiro Ulisses no lance.

Com o empate, o Real tentava colocar a bola no chão e chegar ao gol adversário trocando passes, enquanto o TNT continuava arriscando chutes de fora. E aos 18 minutos deu resultado. Após lançamento/chute na área, a zaga atrapalhou o goleiro Cicilini, que rebateu e viu a bola sobrar para Polly fuzilar para marcar o terceiro.

Ainda no final do primeiro tempo, veio a primeira baixa para o Real. Vitão Kivitz saiu de quadra com muitas dores no joelho esquerdo e teve que deixar a partida. Para piorar a situação do time verde-limão, o TNT marcou o quarto ainda antes do intervalo. Em falta forte cobrada por Leo, a bola explodiu na trave e continuou em jogo, sobrando para Nick Bernardes, que arriscou e também viu a bola acertar a trave, só que desta vez o time contou com a sorte e a bola entrou.

O segundo tempo começou apresentando menos chances do que o primeiro, mas logo aos três minutos já saía o quinto gol da partida. Era o terceiro de Marcelo Stangalin. Ele emendou belo chute com a bola pingando e acertou o ângulo esquerdo. Não demorou muito e o TNT também marcou. Aos 7 minutos, Victor chutou de fora e viu a bola entrar no canto superior para ampliar novamente a vantagem dos explosivos.

O tempo passava e quem acabou marcando novamente foi o TNT. Com 12 minutos da segunda etapa, Zé fez boa jogada e acertou bonito chute para marcar 6 x 4. Na sequência, veio a segunda baixa para o Real. Aos 14 minutos, Dende fez belo passe no alto para Caju, que tocou no alto na saída do goleiro para marcar um belo gol. Na continuação do lance, o goleiro Chicão acabou pegando a perna esquerda do atacante, que ficou no chão sentindo muitas dores. Segundo os doutores do Med Taubaté, que ajudaram o jogador, pode ter ocorrido fratura em algum dos ossos atingidos. O jogador demorou a ser retirado da quadra, o que acarretou uma paralisação de cerca de trinta minutos até o jogo ser reiniciado. O SAMU foi chamado e o jogador levado ao hospital.

Daqui até o final da partida, algumas chances foram criadas, mas o time do Real parecia ter se abatido com a situação e ainda sofreu mais um gol. Rapha Bernardes passou para Juninho na esquerda, que centralizou para Vinny Bressanin só completar, fechando assim a contagem em 7 x 4 para o TNT.

Com a derrota, o Vuvuzelas precisa de um milagre para se classificar, já que tem apenas 3 pontos e se mantém na lanterna. Enquanto isso, o TNT segue firme entre os ponteiros e já soma 18 pontos, com 6 vitórias em 8 jogos. Na próxima rodada, o Real enfrenta o Lunáticos, lutando pra sair da rabeira, e o TNT encara nada menos que o líder My Balls, valendo a liderança do grupo.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO B

Haka 1 x 10 Xoras

XORAS APLICA NOVA GOLEADA A LANTERNA HAKA


Time de Eric e companhia não confirma expectativas de maior goleada do campeonato, mas mesmo assim ganha fácil

Por Vinicius Bento

“Vamos ver se dá pelo menos para o Haka segurar uns segundos”, dizia Caio, atacante do CAV. Com menos de 2 minutos tivemos a resposta: não. Carioca conseguiu o arremate dentro da área e colocou a bola no ângulo. Minutos depois (poucos minutos por sinal), saiu o segundo gol. Mingo chutou cruzado em direção à área e Mirim, quase debaixo do travessão, só teve o trabalho de jogar ela para dentro. Um belo gol. 2 x 0 e com certeza ainda cabia muito mais.

Depois disso o Haka conseguiu sua primeira finalização no jogo. Léo foi afastar a bola de trás, mas na hora fez graça e permitiu a roubada de Antero. Sem conseguir o domínio, a bola escapou e o goleiro deu escanteio. Na cobrança, Danthe fez o goleiro Otávio ir no cantinho pegar a bola.

Para não dar a menor sopa ao azar Ric conduziu a bola e, cara-a-cara com o goleiro, finalizou com classe. Três minutinhos depois foi a vez de Mingo fazer um golaço. Ele driblou um zagueiro, passou pelo goleiro e só teve o trabalho de botar a redondinha para dentro. Show de bola e 4 x 0.

O Haka até tentava chegar. O goleiro Otávio até estava se esticando e defendendo algumas bolas, mas nada chegava a assustar de verdade. Pedrinho, camisa 17, chegou até a acertar a trave, mas pelo lado de fora. A redondinha explodiu no cano e cruzou a linha de fundo. Não demorou muito e o juiz encerrou a primeira etapa. O palpite anônimo de 21 x 0 parecia não se confirmar.

Na segunda etapa da partida, o menor goleiro do Chuteira de Bronze, Fiorini, assumiu a meta do Haka. A verdade é que a sina de tomar gols não cessou. Zappa fez linda jogada pela direita, chapelou o marcador e só rolou para Ric fuzilar. Uma pancada.

No lance seguinte o Haka diminuiu. Tavares dominou no peito, de costas para o gol, girou em cima do defensor que o marcava e arrematou com categoria. 5 x 1. Como desgraça pouca é bobagem, Ric, camisa 25 do Xoras, dominou pela esquerda e arrematou de bico. A bola passou por debaixo das pernas de Fiorini e entrou. Ric, que é um jogador muito técnico, estava usando de uma artimanha a nível Romário. Tira a unha da bola, craque!

O Xoras continuava brincando com sua presa. Como um leão brincando com sua caça, o time de Zappa e companhia ia maltratando o adversário. Carioca arriscou de longe e fez mais um golaço. O sexto do seu time na tarde.

Tavares era o melhor jogador do Haka. Não que adiantasse muita coisa, mas o grandalhão tentava puxar o seu time para a frente com jogadas de corpo ou mesmo com passes precisos. Porém , Zappa continuava conduzindo seu time. Pela ponta direita, o craque do Xoras era figurinha carimbada. Dessa vez ele fez linda jogada e apenas rolou para Baiano empurrar para o fundo das redes de Fiorini.

Antes do término da partida ainda tivemos tempo para mais alguns gols. Primeiro foi Miller, que recebeu passe depois de cobrança ensaiada e só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro. Depois foi Bocão, que saiu da defesa e veio driblando todo mundo. De peito de pé ele caprichou e acertou o gol. Lembrou muito o gol de Vampeta contra a Argentina. Novamente, sem comparações, claro!

Antes que o massacre continuasse, o árbitro terminou a peleja e sagrou a partida com o placar de 10 x 1.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO B

Toque Me Voy 3 x 3 Irado´s

TOQUE ME VOY SURPREENDE E TIRA PONTO DO IRADO´S


Time dos Eirados perdia até o minuto final, quando um pênalti salvou a tarde da tragédia

Por Vinicius Bento

“Nós precisamos ganhar! Hoje nós não podemos perder de jeito maneira”, alertava Caballero antes do jogo. O time do Irado´s sabia isso, porém, o Toque Me Voy tinha o mesmo pensamento em mente. Com uma sequência ruim de jogos, ambos os times precisavam dos três pontos. Mas foi o Irado´s que começou no ataque...

Depois de cobrança de escanteio da direita, Caballero apareceu dentro da área e com um lindo chute no ar abriu o marcador. A bola foi no cantinho. O arremate lembrou muito uma finalização de Van Bommel ainda na época de Barcelona. Espetacular. Minutos depois, o Toque Me Voy sentiu o segundo golpe. Repetindo a jogada de bola parada, Murilo recebeu dentro da área, disputou com o zagueiro e colocou a bola no ângulo. 2 x 0. Murilo caiu como uma luva no time do Irado`s. O jogador tem mantido sua média de um gol por partida.

Parecia que ia ser fácil, afinal, com menos de 5 minutos o Irado´s já tinha dois tentos de diferença no marcador. Se isso não bastasse, Danilo Gomes, goleiro do TMV, estava machucado. O goleiro sentia uma lesão no dedo e antes do jogo já avisava que “pular em certos lados era difícil”. Quem diria que nessas condições o goleiro seria decisivo?

Enfim o Toque acordou. Primeiro foi Robson. O camisa 10 estava infernizando. Técnico e habilidoso, ele vinha e assustava. Primeiro acertou um belo chute na trave. Na próxima, a bola foi certeira. Depois de bela roubada de bola no meio de campo, a bola chegou a Tiago Alves. O melhor atacante do TMV caprichou na finalização e jogou a bola no ângulo do goleiro Alan. Não é de hoje que Tiago Alves anda conduzindo seu time.

Minutos depois a fera repetiu a dose. Como uma bala o atacante penetrou na defesa adversária e, sozinho, empurrou a bola para dentro das redes. Tudo igual: 2 x 2. O final da primeira etapa foi muito equilibrado. O Toque mostrou experiência e não se arriscou demais.

Quando a segunda etapa começou, não demorou muito para o Toque Me Voy virar o jogo. Negão exagerou e fez falta desnecessária pela ponta direita. O impecável defensor vacilou! Na cobrança, Robson foi para a bola. O camisa 10 fez o que ninguém esperava: arrematou direto. A bola passou por debaixo da barreira, do lado do goleiro Alan, e entrou. Muita festa da turma de azul.

O desespero bateu. O Irado´s parecia em franca decadência. Perder 3 pontos para um time pior classificado complicaria o time na próxima fase. Weinny resolveu arriscar. Encheu o time de atacantes. Era realmente um tudo ou nada. O esquema ficou muito claro: era um verdadeiro confronto de ataque contra defesa. Caballero tentava pela ponta direita e nada. Bento pela ponta esquerda e nada. Murilo batia de frente e nada. A defesa estava fechada como concreto: nada passava. Boa parte dessa solidez era devida a Danilo Gomes. O goleiro ia pegando tudo que vinha. Pontes, rebotes e bolas encaixadas: o goleiro abriu sua caixa de truques.

O tempo passou. Passou e nada de alterações no placar. Healey era o jogador mais ofensivo do TMV. Nos contra- ataques, o grandalhão segurava, empurrava e assustava. Já no último minuto de jogo as esperanças pareciam perdidas. Foi então que Bento invadiu a área pela lateral, driblou um defensor e foi derrubado. Penalidade máxima. Na cobrança, o próprio camisa 9 pegou a bola e bateu com firmeza. Danilo quase pegou.

Após o gol de empate não demorou muito e o árbitro encerrou a partida. 3 x 3 e 2 pontos perdidos para o Irado´s, que agora tem uma sequência de meter medo – CAV, Só Canelas e Bonde dos Abelhas.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO B

Tudo Bacana 5 x 3 Império Celeste

IMPÉRIO EMPATA NO FIM MAS MESMO ASSIM SUCUMBE DIANTE DE TUDO BACANA


Jogo foi truncado e muito pegado, só decidido nos minutos finais com vários gols

Por Vinicius Bento

Tudo Bacana e Império Celeste faziam um confronto que valia diretamente a vaga na próxima fase do Chuteira de Bronze. Quem perdesse estaria com sérios problemas para se aproximar da elite do grupo. O time do Império Celeste lembra muito o Fluminense: a equipe é 8 ou 80. É capaz de fazer uma primeira etapa espetacular, como fez contra o Só Canelas, e ao mesmo tempo dormir e jogar mal, como fez na segunda etapa daquele mesmo jogo.

Quando a bola rolou tivemos bastante equilíbrio. E até o final seria assim. O Império chegava um pouco mais. Nos primeiros 10 minutos de jogo o time tinha um pouco mais de posse de bola e alguns arremates contra a meta adversária. Na primeira grande chance do jogo, Guedes arrematou de longe e fez o goleiro Guilherme se esticar todo e espalmar ela para escanteio.

Na primeira grande chance do Tudo Bacana, Lê Leme, figurinha carimbada nos textos do seu time, recebeu lindo passe e na cara do goleiro Maqueda finalizou. A revelação das metas do Chuteira de Bronze saiu com categoria nos pés do adversário e defendeu a bola. Maqueda está em sua melhor temporada.

Quem fizesse o primeiro tento jogaria uma enorme pressão sobre o adversário. E adivinhe quem conseguiu isso? O Tudo Bacana. Da ponta esquerda, João Paulo, camisa 5, arriscou o chute e fez um golaço! A bola morreu na direita de Maqueda, bem no cantinho, sem a menor chance de defesa. 1 x 0 e muita emoção no primeiro tempo de jogo.

Foi quando Walter levantou a torcida. O “senhor” do Tudo Bacana dominou pela ponta esquerda e com um corte magistral deixou Maqueda no chão. Sem ter o que fazer, o goleirão do Império fez pênalti. “Rapaz! Olha o que o tiozão fez!”, comentava um torcedor que via o jogo de fora. Na cobrança, Lê Leme não desperdiçou. Bola num canto e goleiro para o outro. 2 x 0.

Tentando colocar seu time de volta ao jogo, no último lance do primeiro tempo, Thi Morales fez um lindo gol. Depois de cobrança de falta a bola voltou nos pés do zagueirão, que, com um arremate preciso de perna canhota, colocou a bola no ângulo. Final de primeira etapa e 2 x 1.

Quando a bola rolou para o segundo tempo tivemos mais equilíbrio. Nos primeiros cinco minutos a defesa do Império já havia salvado duas bolas em cima da linha e Guilherme ia pegando tudo. Foi então que os ânimos esquentaram: primeiro foi Zukauskas com Marcelão. O atacante do Império se irritou com o empurra-empurra e as seguradas dentro da área e arremessou descaradamente seu adversário para longe. Depois da discussão, amarelo para os dois. Logo depois, Quevas estourou com Thi Morales, ambos do Império e soltou um “Toca a bola, pô!”. Acalmado pelos companheiros, o suposto fominha deixou passar.

As duas equipes resolveram voltar a jogar bola, e assim o Tudo Bacana fez mais um. Filipe jogou o terceiro tento nas redes de Maqueda. A equipe de vinho soube como aproveitar os espaços deixados pelo amarelo de Zukauskas e Marcelão.

Nem mesmo o ótimo Pedro Guedes estava conseguindo fazer muita coisa. O melhor jogador do time azul celeste estava sendo bem marcado e o pouco espaço que sobrava era preenchido para não dar moleza. Renato Leme, que até agora estava impecável na defesa, exagerou na força da falta e tomou cartão amarelo. Chance para Guedes. No lance seguinte, confusão entre Rafael e Quevas. No chão, Quevas reclamou para o árbitro. Admito que não vi o lance, mas a jogada tirou o camisa 12 do Império Celeste do sério. Geralmente muito tranquilo e leal, Quevas chutou o adversário no chão. Não foi nem uma “bicuda”, mas o zagueiro deu uma cutucada. Amarelo para ele e se o árbitro quisesse dar o azul não seria errado. Se fosse o Paulo César a apitar este jogo...

Com o decorrer do jogo o time de azul ia perdendo a cabeça. Desnecessariamente, pois a partida ainda estava lá e cá e muito equilibrada, mesmo com o placar em desvantagem. Depois de linda tabela, Guedes deixou Zukauskas na cara do gol. O camisa 9 não desperdiçou e jogou a bola para dentro. Infelizmente o gol não valeu. O juiz pegou uma falta no lance anterior. Revolta do time de azul, que queria a vantagem.

Tentando algo no finalzinho, Rafael, camisa 3 do Império, apertou e conseguiu um arremate de perna esquerda. No cantinho. 3 x 2. E haja coração! O time do Tudo Bacana estava muito atrás e precisava sair mais para o jogo.

Quando o jogo parecia terminado, Guedes resolveu tacar fogo na partida e foi passando por todo mundo. Na hora do arremate, foi travado e se isso não bastasse ainda foi empurrado. Para quem via de fora, foi pênalti, mas o juiz não marcou. Justamente o árbitro que no final da partida sofreu ao ser atingido no rosto. Como ele usa óculos, este acabou destruído e o homem de preto ainda cortou o rosto. Jogo interrompido por mais de 5 minutos.

Na volta, era tudo ou nada. Faltavam menos de 3 minutos para o final e o Império precisava de só mais um tento. E não é que o time conseguiu? Guedes, aquele que estava bem marcado e escondidinho no jogo, subiu no terceiro andar e empurrou a bola para dentro. Um cabeceio certeiro.

Entretanto, alguém lá em cima gosta do Tudo Bacana. No finalzinho da partida, Marcelão, aquele mesmo da confusão com Zukauskas, acertou um balaço de longe e colocou a bola nas redes de Maqueda. Inacreditável é pouco.

O final da partida estava quente demais. Depois de tentar evitar a saída de bola, Quevas quase acertou o adversário. Por azar, o camisa 12 caiu rente ao banco do Tudo Bacana, que ameaçou acertá-lo com uma pancada. Teve até um peteleco por trás, porém não foi possível ver o autor do ato covarde.

No finalzinho, ainda tivemos tempo para mais um. Depois de bola alçada para a área, Anselmo deu um lindo voleio. Golaço! 5 x 3, final da conta e o juiz passou a régua. Tudo Bacana classificado e Império ainda na luta.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO A

XTJ 11 x 1 Roleta Russa Clássico

XAROPE ACELERA E ROLETA NÃO AGUENTA


Inspirados, xaropes aplicam goleada de dois dígitos a Roleta master. Magu e Bolacha pedem música

Por Rodrigo Amaral

O XTJ trocou passes rápidos, envolveu o adversário e jogou como nunca, assim como o time do Roleta, que não se encontrou em quadra e tomou um vareio de onze gols. Em apenas três minutos, a xaropada já confirmava que vinha com vontade. Aos 2 minutos, Modesto recebeu dentro da área de costas, virou e chutou para abrir a goleada. No minuto seguinte, Kaká, também dentro da área, não desperdiçou a chance que teve e ampliou.

Em 7 minutos de partida, a goleada já estava anunciada. Magu arriscou chute de fora da área, e a bola foi no canto esquerdo de Tavinho. 3 x 0. O quarto gol saiu com 15 minutos. Após cobrança de escanteio, Magu apareceu de novo e só escorou para o fundo da rede.

O time do Roleta master demorou 19 minutos para acordar e esboçar algum tipo de reação. Mas só era um esboço mesmo. De falta, Leandro chutou fraco, mas contou com o desvio durante a trajetória da bola, que enganou o arqueiro xarope Kraudio. O XTJ, no entanto, nem ligou para o gol e continuou ampliando o placar.

Nos últimos cinco minutos da primeira etapa houve tempo para mais dois gols. Magu deu um belo lançamento que atravessou a quadra e encontrou Wesley, que só teve o trabalho de dar um toque simples na bola para tirar do goleiro. O melhor ficou para o final. O gol mais bonito dessa etapa saiu aos 24 minutos, com Bolacha. Ele acertou de fora da área uma bomba que foi parar no canto esquerdo de Tavinho, que mal viu por onde ela entrou.

O Roleta Russa, time que vinha se mostrando forte e consistente na defesa, não estava conseguindo acompanhar a velocidade dos passes do adversário, e ainda contavam com o desfalque do homem de área deles, Ric, que claramente fazia falta.

O Xarope voltou para o segundo tempo nem um pouco acomodado. Assim, seguiu metendo gol. Aos 5 minutos Wesley apareceu na área e teve a tranquilidade de tirar do goleiro e marcar seu segundo gol. Três minutos depois, Bolacha apareceu novamente para fazer outro bonito gol. Em cobrança de falta, ele pegou firme na bola e mandou no ângulo esquerdo. 8 x 1.

Passados oito minutos do segundo tempo, o jogo deu uma esfriada. O XTJ continuava trocando passes, mas cadenciando o jogo já ganho. Outros gols dos xaropes só foram sair nos cinco minutos finais. Com 20 minutos, Bolacha recebeu próximo à área, dominou e chutou para fazer o nono gol da sua equipe, seu terceiro. No minuto seguinte, Magu também conseguiu o seu hat trick. O camisa 10, dentro da área, recebeu pelo alto, dominou no peito e chutou na saída do goleiro. O decreto da partida veio com mais um minuto e dos pés do Vini.

Ao término da partida, Magu e Bolacha, autores de três gols na partida e os principais jogadores da equipe do XTJ nesse sábado, tiveram o direito de pedir música. A música-tema da vitória dos xaropes fica, então, por conta do hip hop carioca. “Escreve aí: Xxt, do Bonde da Stronda”. Está anotado, Bolacha. Só faltou o Weinny pra filmar e colocar num vídeo, né?

Fechado o placar de 11 x 1, o XTJ pulou para a quinta colocação e fica mais tranquilo com a classificação; na rodada número nove enfrenta o Pé de Pano. Já o Roleta está no limite do grupo que vai para as finais e tem pedreira na próxima rodada – só o Rabeloska.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO B

Condor´s 3 x 10 CAV

CAV NÃO PERDOA E GOLEIA CONDOR´S


Com um a menos, Condor´s resistiu o quanto pode, mas sucumbiu ao cansaço e ao poder ofensivo do CAV

Por Vinicius Bento

Se enfrentar o poderoso CAV já não era tarefa fácil, imagine então quando alguém propõe a essa tarefa com um a menos em quadra? Eis o que o Condor´s fez na última rodada. Quem via de fora esperava uma verdadeira goleada, que foi consumada no segundo tempo.

Para sorte do time de vermelho, o CAV não vinha completo. Alguns desfalques como Cainho, Montijo, Fred e Klaus não intimidaram, afinal, em menos de 2 minutos o time caveira abriu o marcador. Vitinho recebeu passe dentro da área e só teve o trabalho de empurrar ela para dentro.

Mesmo com a vitória garantida desde o início, Caio estava comemorando até passe certo. Isso que é ânimo e vontade de jogar! Depois de lateral alçado para a área, Quintanilha acertou um lindo voleio de perna direita. Belo gol! 2 x 0.

O goleiro Lele mantinha-se tranquilo. De vez em quando a bola chegava e ele defendia. O que ninguém esperava é que Flavinho, melhor jogador disparado do Condor´s, fizesse boa jogada e rolasse para Lê encher o pé. Belo gol. 2 x 1. Ainda havia uma esperança?

A verdade é que o Condor´s estava se desdobrando para cobrir os espaços, mas mesmo assim alguém sempre sobrava. É normal. Quem sabe se o time de vinho estivesse com o time completo teria alguma chance... Já na metade do primeiro tempo, outro gol. Mais um de Quintanilha. O baixinho caprichou e com uma pancada fez o goleiro se esticar todo. Mesmo assim ele não chegou nem perto da bola.

Como o Condor´s queria pelo menos manter o CAV perto do placar, Lê fez mais um e encostou. Depois de ver a bola ao seu lado, o grandalhão virou e bateu. Lá foi o CAV atrás de outro gol. Vitinho fez seu segundo tento na partida depois de cruzamento. Ele apareceu como um foguete e cabeceou. Meio torto, ainda conseguiu fazer com que a bola batesse em uma trave e devagarzinho morresse no fundo das redes adversárias. 4 x 2.

Não demorou muito e o juiz terminou a primeira etapa. Na segunda metade, Caio Fleischmann prometeu dois gols para entrar na lista de MVPs. Quando teve a chance ele finalizou da ponta direita e o goleirão salvou! Quase.

Era impressionante a vontade do Condor´s. O time estava com um a menos, bem abaixo na tabela e mesmo assim estava colado no placar. Diony arriscou de longe e fez 4 x 3. Como já dito anteriormente, era um toma lá da cá. Enquanto a torcida do Só Canelas comemorava, Julio fez o quinto gol de seu time.

A verdade é que, mesmo com o esforço, com os gols e com a vontade do Condor´s, o CAV sempre teve o jogo nas mãos. Além do mais, com a ótima partida de Quintanilha, Vitinho e Caio, as chances de vitória do time de vinho diminuíam. E chegaram quase a zero quando Teté caprichou na finalização e fez o sexto gol. Depois do jogo, Caio reclamou para si a autoria. “Pô, Bento! Eu desviei aquela bola! O gol foi meu e os caras viram!”, disse o camisa 10.

Já para o finalzinho da partida, outros 3 gols. Julio recebeu de escanteio e deu um meio voleio direto para as redes. Era o sétimo. No oitavo, Caio conseguiu o que ele tanto queria! Marcou um golzinho com um lindo toque por baixo do goleiro. Na sequência - estava fácil - Quintanilha marcou seu terceiro na partida, o nono do CAV.

Antes que o juiz encerrasse a partida, a punição do CAV sobre o Condor´s ainda teve mais um capítulo. Raul arriscou de longa distância, um chute mascado e não muito forte, mas que atingiu o cantinho do goleiro. “Quanto que está? 10 já?”, brincava Bruno Florenzano, zagueiro do Irado´s. Triste ouvir isso de um time que mesmo com um a menos no campo ainda conseguiu dar trabalho por mais de um tempo. Caio quase teve um enfarte quando ele driblou um, dois, três e só não fez um golaço porque o goleiro tirou com a ponta dos dedos. A bola saiu próxima da trave, para sorte do sono de Caio. Afinal, imagina se ele ia dormir se fizesse esse gol?

Quando o professor encerrou o jogo, o palpite de Florenzano tinha sido certeiro: 10 x 3. A subida à Série Prata do CAV parece garantida, mas será que o time não vai pipocar? Confira nos próximos capítulos dessa novela!

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO B

Bonde dos Abelhas 2 x 4 Só Canelas

SÓ CANELAS GANHA MAIS UMA E CONTINUA PERSEGUIÇÃO IMPLACÁVEL AO CAV


“Jogaram como nunca e perderam como sempre”, eis a frase que melhor define o BDA

Por Vinicius Bento

Depois de engrossar para o fortíssimo CAV, o Bonde dos Abelhas queria engrossar para o Só Canelas. O vice-líder do Grupo B vinha para se manter nas colocações mais altas da tabela e pegar um time teoricamente mais fraco na segunda fase.

É divertido ver o time do Só Canelas. A equipe não parece ser tão forte quanto é. Os jogadores não são altos, não são fortes e nem têm cara de mal, mas quando a bola rola o bicho pega. O time de branco é extremamente rápido, habilidoso e técnico. Já o BDA era exatamente o contrário. Com alguns jogadores altos e fortes, o time se destacava pela força física e pelo futebol constante. Tudo bem que a equipe não vem bem no campeonato, mas mesmo assim o time não apresentou um futebol ruim.

Enquanto São Paulo e Santos se digladiavam no Morumbi, a bola rolava na quadra 13 do PlayBall. Guardadas as proporções, o confronto se parecia. Era um time veloz (Santos e Só Canelas) contra uma equipe equilibrada (BDA e São Paulo). No primeiro lance de perigo, Felipe recebeu dentro da área e deu uma linda bicicleta. A bola tinha endereço certo, mas no meio do caminho explodiu nas mãos de Rafael Bastos. O árbitro não marcou nada alegando que foi bola na mão e não mão na bola.

O Só Canelas era mais ofensivo, o que não significava que o BDA estava acuado. Os dois times atacavam, mas a equipe de Felipe e companhia exigia um pouco mais do goleiro adversário. Como o futebol é uma caixinha de surpresas, Felix abriu o marcador para o BDA. Acho que já vimos essa novela, não? CAV 1 x 1 BDA... Enfim, não diria que o Bonde é o Robin Hood da Bronze, mas o time adora roubar pontos de quem está na frente!

Foi então que o camisa 10 do Só Canelas resolveu aparecer. Dinho arriscou de fora da área e, com uma categoria digna de Elano, acertou a trave. Haja coração, amigos! A torcida do Só Canelas foi ao delírio.

Quando os abelhas chegavam, era um Deus nos acuda. Cris aproveitou a tabela e saiu na cara do goleiro. Fechando as pernas, o arqueiro salvou o que seria o segundo gol do time de amarelo. Muita coragem, pois o guarda-redes do Só Canelas ficou no chão sentindo as partes baixas. Dói, viu, companheiro? Dói!

Enquanto a torcida, até um pouco maluca, do Só Canelas vibrava e gritava apoiando o time, Gu fez um golaço. “A bola foi para a área e sobrou para o Gu que bateu de primeira. Ali da ponta-esquerda”, descreveu-me o ex-repórter e hoje analista Douglas Almasi.

Não demorou muito e o árbitro finalizou a primeira etapa. Quando a bola rolou no segundo tempo a torcida do Só Canelas continuava apoiando o time que não parava dentro de campo. A virada não demorou muito a sair. Carlinhos fez lindo cruzamento da esquerda para a direita e, sozinho dentro da área, Tony só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro. Delírio total daqueles que viam de fora. 2 x 1.

Felix continuava infernizando. Depois de bela jogada pela ponta esquerda, ele invadiu a área e acertou o travessão. Minutos depois foi a vez de Dinho perder um gol feito. A bola cruzou toda a área e caiu nos pés do camisa 10. Talvez ela tenha pingado e atrapalhado ou ele tenha se precipitado, mas a verdade é que a bola subiu muito e foi longe do gol.

O BDA ameaçou uma blitz. Em pouco menos de 30 segundos, a bola cruzou na frente de Johny pelo menos 4 vezes. Faltava o último toque, aquele para enfiar ela para dentro. Infelizmente Cris não conseguiu nenhuma das vezes.

Depois de perder uma penca de gols, o craque Boboca (hum?) decidiu acabar com essa graça. Dentro da área, ele passou por todo mundo e finalizou de bico. Golzinho chorado! 3 x 1.

No finalzinho, o Só Canelas vacilou. Em cobrança de falta, Felix bateu por baixo da barreira, que pulou. Belo gol. 3 x 2 e o BDA ia para o tudo ou nada novamente. Será que a partida iria terminar novamente em 3 x 2? Não! Carlinhos pegou cruzamento no meio da área e só teve o trabalho de empurrar. 4 x 2. A porta do caixão estava selada.

Não deu tempo para muito mais coisa (o Só Canelas ainda perdeu mais dois gols) e o árbitro encerrou a partida. 4 x 2 (e não mais o tradicional 3 x 2) e não se fala mais nisso.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO A

Só Quem Sabe 3 x 5 Pé de Pano

PÉ DE PANO SURPREENDE E DERROTA SÓ QUEM SABE


Equipe do pangaré supera inconstância e mostra que está recuperado da quadra da Prata

Por Rodrigo Amaral

O Pé de Pano é realmente outro em relação ao do ano passado. O time que caiu da Prata ano passado mantém uma boa campanha no atual torneio. Para mostrar que não é à toa, o time venceu um dos melhores times do grupo, o Só Quem Sabe.

No começo da partida parecia que o SQS faria mais uma nova vítima, pois, no primeiro minuto, Diego Sequia apareceu dentro da área e chutou para ver o goleiro tirar com a ponta dos dedos. Um minuto depois, o artilheiro japonês mostrou oportunismo e abriu o placar. Jacobi roubou a bola no meio, fez a jogada e tocou para Sequia, livre, só empurrar para o gol.

O Pé de Pano não se intimidou e logo igualou. Raphael arriscou de fora da área e a bola entrou no canto direito do goleiro. Com o placar igualado, a equipe alviazul seguiu tentando a virada, até que aos 14 minutos Tavogus recebeu perto da área e chutou cruzado para abrir caminho à vitória. 2 x 1.

O Pé de Pano seguiu a galope. Aos 17 minutos, Peba chutou quase no meio da quadra e obrigou o goleiro Chan a espalmar para escanteio. Na cobrança do corner, Raphael cabeceou, o arqueiro espalmou e o próprio camisa 4 pegou o rebote e fez.

Na volta ao segundo tempo, o SQS pareceu ter sentido a derrota parcial por 3 a 1 na primeira etapa e voltaram abatidos. Com 2 minutos, Lucas chegou na cara do goleiro e chutou em cima dele. Cinco minutos depois, a estrela de Dada apareceu. O camisa 10 recebeu na lateral da quadra e fez o quarto gol da sua equipe encobrindo o goleiro. Chutou? Cruzou? Não importa, foi um golaço. No minuto seguinte, Dada recebeu de novo no mesmo lugar, mas dessa vez chutou baixo, no canto e fez mais um.

O time do SQS, ao se ver atrás do placar em 5 a 1, esboçou uma rápida reação. Aos 10 minutos, Diego Sequia cobrou falta rolando a bola para Danilo Guedes chutar e fazer. Dois minutos depois, quase eles fazem outro em jogada parecida. Dessa vez Danilo foi quem rolou para Sequia, que chutou e obrigou o goleiro a espalmar.

O SQS seguia no ataque e finalmente fez o terceiro. Jacobi carregou a bola até o ataque, fintou o goleiro e tocou para o japinha, de novo, só ter o trabalho de empurrar para a rede. Ainda havia muito tempo de jogo, mas a equipe do SQS não teve mais poder de reação e não conseguiu reverter o placar contrário de 5 a 3. Com a vitória, o Pé de Pano soma 12 pontos, pulou para a sexta posição e tem confronto direto na tabela contra o XTJ, que está uma posição à frente. O Só Quem Sabe permanece na quarta colocação, com 15 pontos e também tem um adversário difícil na nona rodada: o Coringa, que se vencer se iguala ao próprio com 12 pontos.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO A

Rabeloska 6 x 1 Basicus

RABELOSKA GOLEIA BASICUS AO RITMO DE DICK VIGARISTA


Apesar da goleada, placar não condiz com a dificuldade que o time rosa impôs ao adversário

Por Rodrigo Amaral

O Rabeloska aplicou uma goleada de 6 a 1 em cima do Basicus, o placar elástico, no entanto, não foi merecido, pois o time rosa deu trabalho ao time dos mackenzistas, que contou com o faro de gol do artilheiro Dick Vigarista.

Nos primeiros dez minutos de jogo, nenhuma das equipes teve boas chances de ataque e ficaram se estudando. Entrentanto, aos 11 minutos, Dick recebeu de costas na entrada da área, virou e marcou.

A partir do primeiro gol, o jogo se abriu e o Rabeloska se soltou. Ibraim foi tabelando dentro da área com Vasko, que chutou para boa defesa do goleiro Roland. Um minuto depois e outra ótima chance dos mackenzistas. Em cobrança de escanteio, o arqueiro do Basicus “caçou borboleta” e a bola sobrou na cabeça do Dick, que cabeceou para a zaga adversária tirar em cima da linha. Mais um minuto e, aos 17, dessa vez nada atrapalhou a cabeçada do artilheiro. Novamente após escanteio, o Vigarista subiu sozinho e testou para o fundo da rede.

O Basicus fazia um bom jogo defensivamente e segurava como podia o adversário. Porém, após tomar dois gols, eles viram a necessidade de atacar e, no minuto seguinte do gol, tiveram uma boa chance. Rodrigo recebeu bom cruzamento e cabeceou de frente com o goleiro, que caiu no ângulo e agarrou a redonda.

O Rabeloska voltou a “perigar” no último minuto de primeiro tempo. Barata apareceu na área, mas Roland fechou o chute e defendeu primeiro com o pé para depois agarrar.

O segundo tempo voltou com as duas equipes se estudando novamente. A primeira chance veio com 7 minutos, e foi logo transformada em gol. Barata recebeu de lateral e cabeceou bonito no canto esquerdo do gol. A bola aérea era a mina de ouro do Rabeloska. No minuto seguinte, mais uma vez Roland foi vencido. Espaguete avançou pelo canto e chutou cruzado, no rebote Dick aproveitou e só empurrou para o gol.

O Basicus demorou muito e só conseguiu vencer a defesa adversária quando o placar apontava 4 x 0. E foi aos 13 minutos, com Mininão. O franzino limpou o lance, abriu espaço para o chute e acertou o canto esquerdo da meta.

Com as equipes desgastadas, o jogo seguiu com os times na ofensiva, mas sem chances claras de gol. O Rabeloska voltou a marcar aos 18 minutos. Ibraim arriscou de fora da área e marcou o quinto tento. Dois minutos mais tarde, o placar foi decretado. O sexto gol do time alvirrubro saiu dos pés de Vasko, que arriscou. Roland defendeu, mas no rebote o próprio mackenzista marcou. A vitória do Rabeloska foi justa, mas poderia ser por um placar mais magro, condizendo com a dificuldade que o Basicus propôs no jogo.

O time de mackenzistas segue na cola do My Balls e está um ponto atrás do líder do Grupo A. Já o Basicus vive situação inversa, com três a menos do Roleta, que hoje é o último time que se classificaria para as finais.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO A

Lunáticos 0 x 2 Derrubada

DERRUBADA VENCE LUNÁTICOS E SONHA COM CLASSIFICAÇÃO


Equipe da Lua jogou partida inteira com um a menos e ressuscitou adversário na competição

Por Rodrigo Amaral

O costume de ocorrer algum imprevisto nos jogos do Derrubada se manteve nesse sábado. A culpa, porém, dessa vez não foi do time rubronegro. O Lunáticos tinha apenas quatro atletas de linha, mais o goleiro, para começar a partida. E foi com os 5 mesmo que o jogo começou.

Quando parecia que, como poucas em vezes no torneio, o Derrubada iria entrar em quadra com o uniforme completo, era muito bom pra ser verdade. Com o decorrer de um minuto de jogo, um dos árbitros reparou que dois jogadores da equipe estavam sem caneleira: amarelo e exclusão de dois minutos para os dois.

A “zica” do Derrubada continuou no minuto seguinte, quando Pedro Mé levou outro cartão amarelo para sua equipe. Depois de começar a partida com dois jogadores a mais que o adversário, o time rubronegro, em dois minutos de jogo, já estava com um a menos! Incrível!

Nos primeiros dez minutos não houve nenhuma chance clara de gol. O time do Lunáticos já contava com um jogador a mais, que chegou durante o jogo. Só com 11 minutos, então, veio a primeira chance. O Derrubada chegou com Telles, que tabelou com César Augusto e o deixou na cara do goleiro. O camisa 8, porém, mandou para longe a oportunidade.

Daí em diante, as outras poucas chances de gol da etapa inicial foram do Derrubada. Aos 13 minutos, Pedro Mé arriscou do meio da quadra e obrigou o goleiro a espalmar para escanteio. No minuto seguinte, César Augusto roubou a bola na saída do goleiro adversário e chutou. O goleiro espalmou e a bola ainda bateu na trave. Tardou, mas veio. O Lunáticos, aos 18 minutos, já estava sentindo a diferença de um jogador a menos e sofreu o gol. Henricão chutou de dentro da área e mandou para o fundo da rede.

Após um primeiro tempo morno, o jogo esfriou na segunda etapa. O Lunáticos conseguia a posse de bola mesmo com um jogador a menos o tempo todo, mas paravam na forte marcação do Derrubada. Assim o Derrubada atacou primeiro. O rápido Joezinho recebeu cruzamento, passou por trás da zaga e cabeceou fraco de “peixinho” para as mãos do goleiro. Aos 12 minutos, o Lunáticos enfim chegou com perigo. Caio Haick recebeu na lateral do campo e chutou cruzado, mas o goleiro Henrique espalmou. A bola ainda bateu na trave.

As duas equipes, que vão mal na tabela, faziam um jogo corrido, mas sem muitas emoções. Joezinho tentava criar para o Derrubada, mas faltava sempre alguém do seu lado. Nos minutos finais, os lunáticos de novo se cansaram e levaram o segundo gol. A defesa “viajou” e saiu errado, Henricão aproveitou e tentou encobrir Douglas. O arqueiro lunático colocou a mão na bola fora da área. Na cobrança da falta perto da área, Gago marcou.

Com a vitória de 2 x 0 o Derrubada, que havia começado muito mal o torneio, soma seis pontos e já sonha com classificação. Na próxima rodada tem confronto direto com o Basicus. O Lunáticos está atrás, com quatro pontos, e enfrenta o lanterna Real Vuvuzelas. Eis uma rodada para a parte de baixo da tabela do Grupo A definir pretensões de cada um.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO A

Coringa 3 x 3 My Balls

CORINGA E MY BALLS EMPATAM EM JOGO DE PURA ADRENALINA


Igualdade saiu no último lance da partida, que teve conversa (leia-se, reclamação e discussão) de mais e futebol de menos

Por Rodrigo Amaral

Com reclamações com arbitragem, discussão com o adversário e, principalmente, futebol, Coringa e My Balls fizeram uma partida tão intensa que ganhou ares de clássico. Nos primeiros dez minutos, as duas equipes estavam muito atentas, e poucos ataques ofereceram perigo. Isso até Ratão, em um lance de muita vontade, recuperar a bola para sua equipe. Fernando Cidrão pegou a sobra, encheu o pé e, aos 12 minutos, abriu o placar.

No desespero de empatar logo, Dinda arriscou um chute quase do meio da área. A bola saiu com direção e obrigou o goleiro Gui Polisel a fazer bonita ponte. Dois minutos depois, o My Balls chegou novamente ao ataque. Bruno Valdivia saiu na frente do goleiro, chutou e o arqueiro fez outra boa defesa.

Após o susto, o Coringa retomou a atenção e equilibrou de novo as ações. Foi só com 21 minutos que o My Balls voltou a assustar. Valdivia chutou a bola na trave e a redonda ainda continuou viva dentro da área até finalmente a zaga tirar. Faltavam quatro minutos para terminar a etapa, mas o “futebol” se estendeu mais uns cinco minutos. O jogo ficou parado esse tempo por causa das reclamações dos jogadores do My Balls com o número de faltas dadas ao Coringa.

O segundo do tempo começou e o jogo voltou ainda mais nervoso. O futebol, na maior parte do tempo, foi substituído pela força e pelo excesso de conversa dos jogadores. O invicto My Balls continuou com a disposição do primeiro tempo e demorou apenas dois minutos para igualar o placar. Pangaré recebeu dentro da área e venceu o goleiro em chute forte pelo alto. O time do Coringa tentou a resposta logo depois com um chute firme de Ligeiro e uma falta de quase do meio de campo muito bem cobrada pelo Ransen.

Aos 9 minutos, as polêmicas e discussões se iniciaram. Em uma disputa de bola, Paulinho tomou cartão amarelo por ter colocado a mão na cara de Ratão. Na sequência, o jogador que sofreu a falta deixou o cotovelo e deu motivo para começar o bate-boca. A partir desse lance e mais alguns minutos de bola parada, o futebol jogado deu lugar às fortes marcações. Qualquer chegada um pouco mais forte ou uma marcação da arbitragem gerava discussão.

Foi só na reta final que os dois times lembraram que estavam lá para jogar futebol. Aos 17 minutos, Fernando Cidrão fez bela jogada e ampliou o placar após receber na área e chutar. O goleiro Douglas deu rebote para o próprio coringa aproveitar. A igualdade no placar veio um pouco mais tarde, aos 20 minutos. Bruno Valdivia cobrou falta do meio da quadra, o goleiro não agarrou e no rebote Pangaré fez seu segundo gol.

A partida ficou incrível nos seus minutos finais porque o Coringa marcou o terceiro gol logo em seguida ao empate. Com boa troca de passes, os tricolores envolveram o adversário e Renatinho mandou chute por baixo das pernas do arqueiro. Com a vitória parcial, o Coringa recuou, dificultando a vida do My Balls. Em meio a muita disposição de ambos, chegadas firmes e discussões entre os jogadores, a partida manteve a intensidade até os últimos minutos. Já nos acréscimos da partida, no último lance, o líder do Grupo A, após muita insistência, conseguiu evitar a derrota. Em cobrança de escanteio, Magrão subiu mais alto que todo mundo e virou o herói do dia (para seu time, claro).

Com esse empate heróico, o My Balls se mantém invicto e líder absoluto no Grupo A, porém sem folga, já que o Rabeloska está apenas um ponto atrás. O Coringa se mantém na 7ª posição e confirmou depois dessa partida que seu futebol não condiz com a má colocação no torneio.

II CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA: GRUPO B

Os Mostarda 3 x 8 NGM

NGM MOSTRA EQUILÍBRIO E GOLEIA COM MUITA MOSTARDA


Carlitos rouba a cena com gols e assistências e ofusca até mesmo o comentarista Caio Ribeiro

Por Luiz V. Andreassa

Com mais uma boa atuação do seu ataque, o NGM aplicou nova goleada, desta vez contra Os Mostarda. Em um jogo corrido e cheio de alternativas, os laranjas conseguiram explorar de maneira eficiente as brechas deixadas pela zaga adversária. Apesar disso, a partida começou melhor para a equipe amarela, que abriu o placar aos 3 minutos. Bruninho aproveitou bola sobrada, saiu na cara do goleiro Fê Farrillo, driblou-o e mandou para as redes.

Só que do outro lado havia um rival de respeito, que logo mostrou o seu poderio comandado pelo seu astro Caio Ribeiro. O comentarista fez bela jogada completada com um passe para Carlitos livre, de frente para o gol, chutar para fora. Mas não se enganem por esse lance, pois o camisa 7 tinha muito mais a apresentar no jogo do que uma chance perdida. Aos 6 minutos, Caio deu outro passe preciso e deixou Mario em boas condições para bater de bico entre as pernas do goleiro. Na sequência, Carlitos recebeu pela esquerda e bateu de primeira no canto e Polito aceitou: virada fulminante do NGM!

Não demorou muito para o comentarista dar outro passe açucarado, de novo para Carlitos, que dominou e chutou no alto para ampliar. 3 x 1. O ritmo forte dos laranjas não parou, tanto que em uma tabela meio desengonçada com o Tevez do NGM, Memé recebeu com o gol livre, se esticou todo e só não fez porque a zaga apareceu para tirar quase em cima da linha. Porém, a chance perdida não fez falta já que, pouco depois, Carlitos apareceu bem mais uma vez, agora fazendo o pivô numa tabela que deixou Fernando Gouveia de frente para a meta, do jeito certo para o chute colocado. Bonito gol que foi seguido pelo quinto: Mario limpou a marcação, abriu o espaço necessário e finalizou rasteiro. Mais uma bola que Polito deixou passar. Que que acontece, Polito?? Síndrome ver o Caio Ribeiro do outro lado?

Com a bela vantagem consolidada, o NGM pôde ficar mais tranquilo e esperar o adversário para explorar os contra-ataques. E quando a defesa está em uma tarde feliz, essa tarefa fica ainda mais fácil.

O ataque dos Mostarda, por sua vez, não conseguia encontrar um jeito de furar a barreira adversária. Para piorar, viu a sua defesa ser vazada outra vez. Fernando Gouveia chutou de esquerda de fora da área e mais uma vez o goleirão aceitou, desta vez reclamando – com razão – da sua visão encoberta por muitos jogadores, o que realmente foi determinante para que a bola entrasse.

Um tento de desconto quase saiu quando Biel tabelou com Bruninho e mandou no canto, chance evitada por Fê Farrillo em defesa com o pé. Mas ainda teve tempo para o segundo gol mostardense: Tatá finalizou de direita após escanteio cobrado no primeiro pau. Porém, isso não aliviou a situação da sua equipe, que foi para o intervalo vendo o placar marcar nada menos que 6 x 2 para o adversário.

Apesar disso, o ânimo dos jogadores amarelos parecia renovado na volta para a segunda etapa, tanto que os primeiros lances de perigo vieram de seus pés. No primeiro deles, Gabri fez boa jogada, saiu da marcação e passou para Rodrigo que, na cara do gol, rolou para Biel, mas este não conseguiu alcançar a bola para coroar a bonita troca de passes com aquilo que seria um golaço. Pouco depois foi a vez de Bruninho arriscar de longe e mandar por cima, tentativa seguida pelo passe de Gabri para George chegar pela esquerda e bater na rede pelo lado de fora. Só que o futebol não é um esporte justo, e quando os Mostarda esboçavam a reação, o NGM tratou de retomar as rédeas da partida. Memé recebeu na ponta esquerda e bateu cruzado no canto para sair para a comemoração, tirando a zica do corpo.

Os minutos seguintes foram de mais tentativas do time amarelo mas de pouca eficiência, principalmente nos chutes desferidos de longe. Tudo que o rival queria, pois o jogo foi mais facilmente controlado até sair o oitavo pelos pés de Bruno Verotti. O camisa 9 recebeu a bola pingando na área, esperou pelo momento certo e mandou uma bomba de peito de pé no ângulo: golaço!

Do outro lado da quadra, o azar judiava: Bruninho cabeceou com competência após cobrança de escanteio, viu a bola indo em direção ao gol sem obstáculos e parar em Tatá, seu próprio companheiro, que estava no lugar errado e na hora errada. Mesmo assim, o terceiro saiu aos 24 minutos com George, que dominou na área, puxou para a esquerda e bateu cruzado e rasteiro, com categoria, para descontar.

Mas esse tento, obviamente, não mudou em nada a história da partida e nem apagou o brilho da goleada do NGM. O placar pode até ter sido um pouco elástico demais devido ao futebol apresentado – o qual não foi espetacular –, mas mostrou que existe vida sem Caio Ribeiro, apesar da sua importância no começo da partida. Resultado merecido para o time mais competente em todos os aspectos e que, a cada rodada, se consolida como um novo e surpreendente candidato ao título.
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