SEM PRECISAR JOGAR, MY BALLS GARANTE ACESO À PRATA
Com vitória por W.O., time termina na primeira colocação, com campanha invicta, e já garante acesso direto à Prata
Por Gustavo Vasconcellos
O My Balls entraria em quadra nesta última rodada da série Bronze com um objetivo: Garantir o primeiro lugar e o acesso direto à Prata. O objetivo foi assegurado, mas o time não necessitou entrar em quadra para isso. O Derrubada, adversário do dia, não apareceu para o jogo e depois do tempo regulamentar, foi anunciado o W.O., o que garantiu a primeira colocação e o acesso à Prata para o My Balls.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO B
Irado’s 2 x 3 BDA
GOL AOS 23 DO SEGUNDO TEMPO GARANTE CLASSIFICAÇÃO SUADA DO BDA
Esquadra amarela foi heróica e eliminou o Irado’s no que foi o “primeiro mata-mata” da competição
Por Luiz V. Andreassa
A fase eliminatória da Bronze só começa no próximo sábado, mas tivemos um belo aperitivo na última rodada da primeira fase. Irado’s e Bonde das Abelhas, respectivamente sétimo e oitavo colocados na tabela antes do embate, duelaram pela última vaga entre os oito primeiros. Quem perdesse iria ser passado pelo Império Celeste, que ganhou de W.O. do Haka – e com certeza ganharia também se o adversário comparecesse. Com isso, o empate favorecia o time tricolor, e o pontinho precioso vinha sendo conquistado até momentos finais.
Mas é melhor contar essa história por partes. A partida começou com um ritmo não tão forte como poderia sugerir, talvez pelo sol forte que pairava acima dos jogadores, talvez pela tensão diante da decisão. O primeiro a chegar foi o BDA em cruzamento de Le que quase caiu dentro do gol. Pouco depois, Felix apareceu para cabecear na área após cobrança de escanteio, mas também errou o alvo. O equilíbrio foi quebrado por uma falha individual: o sempre bom Rodrigo Mademba falhou ao dominar a bola na sua área e acabou dando para Felix chegar na dividida. Resultado: redonda nas redes. E quase saiu o segundo em chute de Le pela lateral, o qual Alan espalmou.
Só que o Irado’s conseguiu a recuperação de forma parecida com aquela que o adversário usou para abrir o placar. Guarulhos dominou mal dentro da área e permitiu a chegada de Caballero, que não vacilou e mandou de primeira no ângulo para empatar. O gol animou a equipe, que quase ampliou na sequência: Caballero passou de letra para Murilo chegar batendo rasteiro e Thiago botou para escanteio.
O camisa 10 irado estava realmente a fim de atormentar os rivais e dividiu uma bola com o goleiro que, quando parecia perdida, acabou sobrando para o atacante chutar, mas ele a mandou para fora. Assustado, o time amarelo mostrava-se mais acuado e nervoso, com dificuldades para criar jogadas e arriscando conclusões de longe sem muita pontaria neste momento do jogo.
Foi aí que Felix resolveu mostrar serviço e quase surpreendeu ao chegar pelo meio e bater com muito perigo para fora, à direita da meta rival. Os ânimos deram uma esfriada e as chances de gol diminuíram, panorama que foi interrompido por um belo sem pulo executado por Le, o qual foi forte e no cantinho, sendo evitado pela ótima intervenção de Alan. A resposta veio mais uma vez com Caballero em finalização de fora da área que passou perto do gol. Vinicius Bento também se mostrava a fim de jogo e fez bela jogada ao passar entre três marcadores e ser parado apenas com falta.
Porém, um lance polêmico desequilibrou as coisas mais uma vez. Em jogada pelo lado esquerdo do campo de ataque do Bonde, Murilo se esforçou para tirar e mandou a bola para lateral. Entretanto, o árbitro que estava ao lado apontou lance a favor do Irado’s, o que seria errado, obviamente. Foi então que o árbitro do outro lado veio intervir e dar a posse de bola para o BDA. Alguns toques depois, a defesa tricolor deu espaço e Le finalizou com muita qualidade de fora da área, no ângulo. Alan ainda conseguiu tocar a bola, mas ela bateu na trave e morreu no fundo das redes. O golaço inspirou a equipe, que quase ampliou quando Marca fez boa jogada pela direita e cruzou para Felix tentar duas vezes e, nas duas, ser parado pelo inspirado arqueiro rival.
Buscando a igualdade antes do final da primeira etapa, o time dos irmãos Eirado foi para cima, comandado pelo seu camisa 10. Ele tentou concluir a gol depois de se livrar do marcador pelo lado direito, mas parou na defesa do goleiro. Em seguida, a defesa abelhuda – que vinha bem com Guarulhos e Nego – novamente teve trabalho, desta vez em tabela entre Felippe Ayres e Bento que deixou o defensor na cara do gol, porém Thiago saiu bem de sua meta para fechar o ângulo e impedir o empate. E não teve jeito: 2 a 1 nos primeiros 25 minutos.
Na segunda etapa, Lula substituiu Thiago e logo no primeiro minuto foi vazado: Murilo tabelou com Caballero, chegou pela direita e bateu cruzado. O goleiro defendeu e a bola sobrou para Vinicius Bento, de cabeça, decretar a igualdade. O adversário, porém, não se abateu e quase voltou à liderança do placar em um lance incrível: em cobrança de falta a redonda foi levantada na área, passou por todo mundo - inclusive por Alan -, bateu na trave e correu direto para as mãos do arqueiro irado, o qual sofreu falta na sequência.
Jogo decisivo é sempre aquela coisa: quando um dos times precisa desesperadamente marcar para continuar vivo no campeonato, a tensão chega ao ponto máximo e o gol é buscado incessantemente, enquanto a outra equipe faz de tudo para evitá-lo. A defesa do Irado’s começou a passar maus bocados diante da pressão rival, mas foi mantendo-se intacta, principalmente pelas grandes atuações de Rodrigo Mademba e Alan. Aos 8 minutos, o guarda- metas saiu para dividir com Gui uma bola levantada na área e o camisa 5 cabeceou para fora com muito perigo. Em seguida, ele dominou a redonda no peito e finalizou, errando por pouco mais uma vez. Pouco depois foi a vez de Marca arriscar um chute forte de fora da área, defendido pelo goleiro.
Apesar das tentativas, as chances de gol não eram tão claras. Mesmo assim, o tento quase saiu em cruzamento no segundo pau que Cris mandou de cabeça para o meio da área. A defesa irada se confundiu toda para tirar a pelota dali e Mademba apareceu para resolver a confusão. O Irado’s percebeu que não aguentaria ficar o resto do jogo na defesa e também se lançou ao ataque. Em cobrança de escanteio, Caballero subiu e cabeceou com competência para baixo, mas Lula foi melhor ainda ao cair e fazer a defesa. Ainda faltou sorte para Dani Jales conseguir a virada: ele chutou do meio da quadra, a bola desviou em um defensor e matou o goleiro, mas bateu na trave e saiu pela linha de fundo. Na sequência foi Vinicius Bento quem tentou ao dominar pela direita, girar e bater cruzado para fora.
Precisando do resultado, o Bonde das Abelhas quase o conseguiu em cobrança de falta de Le no ângulo. Quem apareceu para evitar o tento? Alan, de novo. Só que do outro lado da quadra também havia qualidade, e Lula tratou de provar isso. Pelo meio, Paulo Gama dominou e, com a bola no alto, encheu o peito do pé para mandar uma bomba à direita do ex-presidente, o qual foi fazer grande defesa para evitar a virada.
Nos minutos finais, a esquadra amarela voltou a pressionar e encontrou nas descidas de Le pela esquerda a sua melhor opção em busca da vitória. Ele recebeu passe após cobrança de falta e bateu para nova defesa do goleiro. Bento respondeu ao ganhar da marcação e chutar forte no meio do gol. O arqueiro defendeu, soltou a bola e depois foi buscá-la para evitar que Caballero pegasse o rebote.
Mas o momento era mesmo dos abelhas e Le apareceu bem, só que desta vez errou o alvo, por pouco. Entretanto, Marca também mostrou serviço e, também pelo lado esquerdo, dominou e finalizou. A bola bateu em Mademba e foi na trave. O camisa 6 chegou de novo ao concluir da entrada da área, só que para fora. Esses dois lances foram um presságio. Aos 23 minutos, deu-se a confusão na área tricolor. Como que por destino, a bola foi sobrar limpinha no bico da grande área para Marca. Ele não pestanejou e mandou uma bomba que explodiu no travessão, entrou no gol e depois saiu. Alan, batido, nada pôde fazer desta vez. Aliás, ele ainda teve de salvar a sua equipe do quarto quando Gui girou e bateu no ângulo.
Não houve tempo para uma reação do Irado’s, que consolidou o seu final melancólico na Bronze com mais uma derrota. Os jogadores saíram decepcionados, porém conscientes de que não foi esse jogo que os eliminou: a má fase já vinha de tempos atrás. Ao Bonde das Abelhas, a alegria de conseguir, na raça, no coração, a merecida classificação. Se o time não dominou amplamente a partida e também teve seus vacilos, foram recompensadas com vontade e determinação.
Ao Irado´s, fica a preparação para o 2º semestre e um merecido descanso; ao BDA, a consciência que o mata-mata está apenas começando e logo de cara tem o Rabeloska como adversário.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO A
Rabeloska 4 x 0 TNT
TNT FOI ADVERSÁRIO DIFÍCIL, MAS SAIU GOLEADO PELO RABELOSKA
A vitória, no entanto, não foi suficiente para os mackenzistas subirem à Prata
Por Rodrigo Amaral
A equipe do Rabeloska saiu de quadra mais um a vez com uma goleada. A vítima da vez foi o TNT, que, apesar dos quatro gols sofridos, endureceu para o vice-campeão do Grupo A. Prova disso foi a primeira etapa da partida, que chegou a ficar chata devido às poucas oportunidades de gol.
Os minutos iniciais do jogo seguiram com as duas equipes bem postadas dando pouco espaço. Assim durou até os 9 minutos, quando Tassio viu uma brecha e abriu o placar para o Rabeloska. O jogador mackenzista recebeu perto do meio e chutou cruzado para fazer bonito gol.
O TNT reagiu e dominou os principais ataques, mas a marcação do Rabeloska seguiu bem organizada e não cedeu. Sem Dick Vigarista – atrasado – mas com Luisinho Alexandre estreando pela equipe, o Rabeloska estava desanimado porque o My Balls já estava na Prata com o WO do Derrubada. Mesmo assim, o time jogou.
Com 14 minutos, o TNT assustou. Vinny fez tudo mas não deu em nada. Ele saiu de dois marcadores pelo meio e mandou para o gol, o arqueiro conseguiu tirar a bola na linha. No minuto seguinte o time explosivo voltou a dar perigo. Em cobrança de falta, Juninho chutou na barreira, no rebote a bola sobrou para Vinny mandar na trave.
Isso foi só em um primeiro tempo de muita vontade dos times, que se transformou em um jogo amarrado. Na segunda etapa o time do Rabeloska voltou com outra postura e comandou a outra metade do jogo. Já aos 3 minutos, Stevie Wonder trouxe a bola para o meio da área, mas mandou por cima da meta. Alguns lances depois e o time do Mackenzie de novo não ampliou por causa da má pontaria. Vasko recebeu cruzamento livre dentro da área, mas cabeceou pra fora.
Por volta de 6 minutos de jogo, o artilheiro Dick Vigarista enfim chegou. Foi ele entrar para mudar a partida. Pouco depois da sua entrada a equipe do Rabeloska aumentou a diferença. A zaga celeste se atrapalhou na saída e Barata, único mackenzista na área, aproveitou o vacilo e marcou.
Aos 15 minutos, o artilheiro do torneio logo deixou a sua marca. Dick Vigarista recebeu de Barata e, de frente para o goleiro, encheu o pé. A estrela do atacante é tanta que no minuto seguinte ele marcou mais um e fechou a goleada do seu time. Ele recebeu cruzamento na área e cabeceou, a bola desviou no zagueiro e entrou. Além de oportunismo, o atacante tem sorte.
Com o placar de 4 x 0, o Rabeloska resolveu só administrar o resultado e não permitiu que o TNT diminuísse, tanto que a única boa oportunidade da equipe celeste aconteceu aos 23 minutos. Dudu recebeu de costas na entrada da área e logo girou e chutou, para a defesa do arqueiro. O time mackenzista não queria terminar o jogo sem deixar uma boa impressão e nos segundos finais quase marcou. Stevie Wonder deixou Lusisinho embaixo da trave, livre. O jogador não efetivado demorou a chutar e deu tempo para o goleiro se recuperar e agarrar.
Mesmo com a goleada, o time do Rabeloska não terminou em primeiro no grupo, já que o My Balls também ganhou, e agora irá pegar nas oitavas o sétimo colocado Bonde das Abelhas. O TNT caiu para a quarta posição e enfrenta Os Mostarda.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO A
XTJ 2 x 3 Basicus
BASICUS CONFIRMA CLASSIFICAÇÃO EM VITÓRIA APERTADA
XTJ foi quase a pedra no sapato de Barath e comandados
Por Rodrigo Amaral
O Basicus precisava de uma vitória simples para garantir a classificação às finais. O adversário era o já classificado Xarope Também Joga, que mesmo sem muita preocupação – iniciou com um jogador a menos a peleja – fez o time adversário merecer a vaga para as oitavas.
Logo aos 4 minutos, o Basicus mostrou a sua vontade de vencer. Bolas cabeceou na frente do goleiro Kraudio, que fez boa defesa. Depois da primeira chance, o caminho do Basicus ao ataque ficou aberto, voltando a oferecer perigo com 11 minutos, só que agora o arqueiro xarope nada pôde fazer. Kinho veio chegando de trás e chutou meio desequilibrado. A bola saiu estranha e o goleiro aceitou dessa vez.
O time que por enquanto estava classificado não se satisfez e seguiu atacando. Aos 16 contados, Puff roubou a bola e chutou colocado no canto direito. A bola tocou na trave do lado de fora. Esse foi o recado para o que vinha no minuto seguinte. Veneza recebeu no meio da área e só escorou para ampliar para sua equipe.
As poucas chances do XTJ só surgiram nos minutos finais, a partir da entrada de Magu, que chegou atrasado ao jogo. Com 19 minutos, o camisa 10 fez jogada individual e mandou na área, Roland furou e Caio, de calcanhar, chutou para fora. No último minuto, o mago dos xaropes enfiou para Kaká, que dominou e chutou cruzado para assustar o adversário.
O XTJ demorou a acordar no primeiro tempo e tentou compensar na segunda etapa. A compensação foi breve e fatal. No primeiro minuto, Caio carregou a bola para o meio e chutou para diminuir o placar. A pressão seguiu e o empate logo apareceu. Kaká vinha pelo fundo e rolou para a área, justamente onde Wesley estava só para empurrar ao gol.
A equipe dos xaropes vinha com tudo e a virada parecia iminente. Isso se o Basicus não esfriasse o ritmo do adversário logo no minuto seguinte, quando Mininão cobrou falta tocando para Veneza. Mais uma vez bem posicionado, o camisa 12 só colocou o pé para estufar a rede.
Com a vitória parcial, o Basicus se fechou bem na defesa e não deixou o XTJ “perigar” novamente, com exceção de chute de fora de Magu, obrigando Roland a afastar o perigo como se estivesse defendendo um corte no vôlei, de manchete. Antes do fim, Kinho, aos 20 minutos, quase fechou a vitória com chave de ouro. O atleta tentou encobrir o goleiro do meio da quadra; ninguém esperava que o chute desse em algo, mas se não fosse por Kraudio, que espalmou para escanteio, o quarto gol do Basicus seria uma pintura.
Na próxima fase final os dois times enfrentarão duas “pedreiras”. O XTJ pega o vice-líder do Grupo B, o Só Canelas. Já o Basicus vai tentar a sorte com o time de melhor campanha na primeira fase do torneio, o Clube Atlético da Vila.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO B
CAV 7 x 4 NGM
NGM ATÉ QUE TENTOU, MAS NADA PODE PARAR A MÁQUINA DO CAV
Melhor campanha da primeira fase é mais do que justa e CAV está no próximo Chuteira de Prata
Por Vinicius Bento
CAV e NGM entraram em quadra para o último confronto da primeira fase do Chuteira de Bronze com uma expectativa: que o CAV vencesse e confirmasse a liderança e consequente vaga no próximo Chuteira de Prata. Dito e feito.
A partida começou equilibrada. Lá e cá mesmo. Nos primeiros dez minutos o placar manteve-se inalterado, entretanto as chances de gol iam aparecendo. Para quem pensava que a típica gana do CAV atropelaria o NGM, estava errado.
A primeira grande jogada do CAV saiu depois de linda tabela entre Quintanilha e Fred. O camisa 9 rolou para o 17, que caprichou na finalização, obrigando o goleiro Farillo a fazer uma linda defesa. “Nossa! Que pancada!”, comentava Chris, do Bonde dos Abelhas, que observava o jogo do primeiro colocado de sua chave.
O NGM tinha dificuldades no meio de campo. Não que o time estivesse mal em campo, mas passar pela marcação adversária era tarefa difícil. Será que Carlitos teria de recuar e buscar o jogo? Quando fez isso, ele passou por Cainho e dividiu firme com Lele. O goleiro teve coragem: nos pés do adversário, tirou a redondinha e jogou para o lado.
Vitinho e sua grande velocidade estavam batendo de frente com Anélio. O camisa 17 do NGM não estava dando mole para o adversário. Na lateral esquerda o embate ficava quente. Por esse mesmo lado saiu uma falta. Quintanilha, sempre ele, pegou a redondinha e chamou a responsabilidade. Na cobrança, uma verdadeira pancada. Golaço. “O jornalista está dando sorte! Semana passada só tinha jogo ruim e os dois primeiros da tarde estão sendo jogões”, comentava uma torcedora.
Quintanilha é um jogador perigoso. Baixinho e sem cara de boleiro, o pequenino faz a diferença. Do nada ele arrematou do meio de campo e fez outro golaço. 2 x 0. Minutos depois foi a vez de Vitinho fazer o dele. Dentro da área, ele recebeu e só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro.
Enfim o NGM voltou para o jogo. Depois de falta cobrada, Gouveia pegou o rebote e, cara a cara com o goleiro, bateu com categoria. Um gol de muita classe. 3 x 1 e o primeiro tempo ia passando e a chuva de gols prosseguindo.
O segundo tempo começou e o time de laranja precisava encostar no placar. Era a única maneira de jogar a pressão para cima do Grêmio do Chuteira. Foi então que o inverso aconteceu. Teté apareceu como um foguete e com uma bomba empurrou a redondinha para dentro. Gol muito comemorado. O caminho rumo à Série Prata continuava sem pedras.
No ataque do NGM, Carlitos continuava tentando alguma coisa. Depois de deixar o forte Cainho no chão, ele tentou o arremate, entretanto na hora H foi travado. Mais um segundo e ele enfiaria a bola debaixo dos três paus. Se a defesa do NGM era sólida, a do CAV não ficava nem um pouco atrás.
O tempo passava e cada vez mais Quintanilha mostrava-se o craque do jogo. E obviamente merecedor do MVP da partida. Dessa vez o finalizador pegou na ponta direita e bateu com categoria. Gol, claro. Em seguida foi a vez de Vitinho definitivamente fechar o caixão. Isso antes dos 10 da primeira etapa. O velocista dominou no meio, cortou para a esquerda e com a canhotinha bateu rasteiro no canto. Sem a menor chance de defesa. 6 x 1.
O tempo passou e Caio Fleischmann teve a sua chance de marcar. Pênalti para o CAV. O camisa 10 bateu a primeira e gol. O juiz mandou voltar porque não tinha apitado. O 10 realizou novamente a cobrança. Gol, entretanto o juiz novamente mandou voltar. De novo ele não tinha apitado. Que ansiedade, senhor Caio! Na terceira e última bola, eis que ele bateu como diz o manual: surpreendendo o goleiro. Chutou no meio do gol e colocou a pelotinha para dentro. 7 x 1 e com certeza ainda cabia mais.
Ou não. Ninguém imaginava que nós últimos 4 minutos o NGM daria um enorme susto no CAV. Memé queria diminuir a diferença. O ex-SNG cobrou escanteio e Gouveia, melhor jogador pelo lado alaranjado, botou a redondinha para dentro. Depois foi a vez de Carlitos, que dividiu com o goleiro e botou ela para dentro.
Querendo incendiar o jogo, Gouveia ainda fez o quarto gol do time na partida. Os gols saíram porque Rodrigo Barath abandonou o jogo? Seria Barath o sapo enterrado no gramado do NGM? Talvez... Fica no ar o mistério!
Enfim, não deu tempo para o empate. O placar confirmava o esperado: CAV primeiro colocado do Grupo B e vaga garantida no VI Chuteira de Prata. No atual torneio, o time tem pela frente o Basicus. O NGM termina em 4º colocado e encara o Coringa nas oitavas.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO B
Tudo Bacana 3 x 3 Os Mostarda
REAÇÃO NO FINAL DA PARTIDA SALVA UM PONTINHO PARA O TUDO BACANA
George faz grande jogo, ofusca a estrela de outros companheiros, mas não segura a vitória
Por Vinicius Bento
Com a mesmo pontuação e uma pequena diferença no saldo de gols, Os Mostarda e Tudo Bacana vinham para o confronto que prometia ser o mais equilibrado da tarde. Equilibrado em todas as posições e sentidos. Era só prestar atenção para ver que os dois goleiros se equivaliam, assim como as defesas e os ataques. O confronto entre Lê Leme e Stefan seria pau a pau. Cada centímetro de campo brigado.
O Tudo Bacana começou na frente. Outras figuras com potencial no time estavam atacando, como o camisa 10, Thiago Simões, ex-Atlético Pagalanxe. Pela ponta direita o magrinho ia infernizando. A primeira grande chance do Tudo Bacana veio com Jorge. O defensor camisa 3 pegou bate e rebate dentro da área e deixou Polito branco. A bola tirou tinta da trave. Àquela distância o arremate era indefensável.
Entretanto, o primeiro gol foi do constante time dos Mostarda. Depois de bola lançada para a área, Rodrigo cabeceou muito bem e obrigou o goleiro a fazer linda defesa. No rebote, com o goleirão no chão, novamente de cabeça Rodrigo jogou para dentro. Seria um gol em dois tempos? Com certeza!
No mesmo lance o arqueiro sentiu uma contusão e foi à lona. Substituído por Victor, o arqueiro entrou bem na meta do Bacaninha e até salvou uma linda bola com os pés.
Se o grandalhão Tatá não estava lá, Rodrigo fazia a sua parte na frente. De cabeça e usando o corpo, o camisa 11 ia empurrando a redondinha para o lado que era possível. Já já ele iria encontrar alguém e a bola iria entrar novamente. Infelizmente quando os papeis se inverteram, ao invés de tocar, Rodrigo recebeu lindo passe dentro da área de Flavinho e, cara a cara com o goleiro, finalizou por cima. Depois de tantos elogios, o camisa 11 tinha o direito de falhar, não?
O Tudo Bacana queria o empate. Felipe passou pela ponta direita e finalizou caindo, obrigando Polito a fazer linda defesa. Depois de bate e rebate, a bola voltou para ele dentro da área. Era a chance de dar um voleio com fúria. O camisa 17 preferiu um chute colocado, de chapa, e jogou por cima.
No final do primeiro tempo o clima esquentou. Rafinha foi desarmar Thiago Simões e pegou bola, canela, chuteira, perna e o que vinha pela frente. Ficava a critério do árbitro a falta. No lance seguinte o desconto. Jorge levantou o adversário.
Entre pancadas dali e pancadas de lá, a bola sobrou na direita para George, que, com categoria, botou a redondinha para dentro. O time dos Mostarda mostrava-se muito efetivo. Era ter uma chance que o time assustava, isso quando não empurrava o pombo sem asas para dentro.
Não demorou e o árbitro da peleja encerrou a primeira etapa. Quando a segunda começou, o Tudo Bacana precisava de um gol. E não é que a equipe conseguiu? Depois de um verdadeiro bololó dentro da área, a bola sobrou para Velardinho, disparado o melhor zagueiro da equipe, que empurrou ela para dentro. Minutos depois, o mesmo Velardinho (ou Marcelão, como consta em súmula) subiu no segundo andar e obrigou Polito a fazer outra grande defesa. Se no primeiro Chuteira de Bronze Polito foi um goleiro regular, entretanto normal, nessa segunda edição a experiência estava fazendo o arqueiro ser decisivo.
Como quem não faz toma, Juninho fez o seu. Recebeu lindo passe depois de cobrança ensaiada e não teve piedade. Bateu com efeito, de perna direita, e cravou a redondinha nas redes adversárias. Os Mostarda não queria que a distância no marcador caísse para menos que dois tentos. Era o 3 x 1.
Quando a bola passava por Polito, Stefan salvava em cima da linha. Estava difícil para fazer a bola entrar na defesa adversária. E onde estava o sempre constante Lê Leme? A defesa estava anulando a fera dos cabelos espetados a la Neymar.
No finalzinho da partida, o inacreditável: Igor recebeu lindo passe depois de uma caprichada tabela e saiu sozinho com o gol. O gol mesmo. Polito já estava fora da jogada e Stefan corria para evitar o inevitável. Igor finalizou e, como diria Milton Leite, provavelmente pensou “agora eu se consagro!”, e chutou para fora!!! Inacreditável Futebol Clube em campo.
Tentando diminuir a falha do amigo, Jorge fez mais um gol para o seu time. 3 x 2 e tudo em aberto. Era tarde dos defensores do Tudo Bacana? E a ofensiva? Como fica? Respondo, fica para a reação. Lê Leme, que estava escondidinho na partida, pegou bola de frente para a área e não perdoou. Com toda categoria do mundo finalizou com o peito do pé e não deu a menor chance para Polito. Não satisfeito com o gol, Lê Leme ainda levou um cartãozinho amarelo para casa. Para que isso, rapaz?
E não deu tempo para mais nada. Final de jogo 3x 3 e ambos classificados, com Os Mostarda ficando à frente pelo saldo de gols. Nas oitavas, o Bacaninha encara o Só Quem Sabe, enquanto os seguidores do Sr. Mostarda têm compromisso diante do TNT.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO A
SQS 5 x 0 Lunáticos
SÓ QUEM SABE RETOMA TERCEIRA POSIÇÃO COM GOLEADA SOBRE LUNÁTICOS
Diego Sequia anota três e volta à artilharia
Por Rodrigo Amaral
O time do Só Quem Sabe jogou a última rodada valendo a terceira posição do Grupo A e fez valer o esforço. Do outro lado estava o Lunáticos, que como motivação podia se contentar apenas com a vice-lanterna. O resultado esperado não parecia tão obvio assim até a metade da primeira etapa. Afinal, o Lunáticos surpreendeu com a postura ofensiva inicial e teve as primeiras principais chances a gol.
Aos 9 minutos, o time arriscou de fora da área e atentou o goleiro Chan pelo que ainda tinha por vir. Ele foi mais uma vez acionado dois minutos depois, quando Ale Conrado avançou com a bola até achar um espaço para o chute. Um minuto depois, Ale chegou com mais perigo ainda: pegou de primeira a cobrança de lateral e mais uma vez Chan estava na bola.
Nem o goleiro nem ninguém esperava essa pressão inicial do Lunáticos. Isso serviu para o time do Só Quem Sabe acordar e não permitir que o adversário gostasse do jogo. A resposta veio aos 17 minutos: Jacobi cruzou na área e a bola passou por todos até chegar no segundo pau, onde Rafa Nóbrega só precisou encostar na bola para estrear o marcador.
Até o momento o destaque do time, Diego Sequia, ainda não havia aparecido no jogo, mas quando recebeu uma boa bola, ele precisou de dois toques para deixar o seu: um para limpar o zagueiro e outro para encher o pé. O japonês ainda quase marcou outro, mas dessa vez vacilou. Ele fez tudo certo e fintou o zagueiro, só não teve calma para tirar do goleiro Carlos Eduardo.
No início do segundo tempo o Lunáticos novamente voltou levando perigo primeiro, mas mais uma vez foi em vão. Alemão pegou a sobra na entrada da área e chutou na trave. Essa foi a primeira e única chance do Lunáticos, que não segurou o poder ofensivo do adversário.
A pressão do SQS começou aos 10 minutos com um chute à queima-roupa de Ricardo Mezadri em cima de Cadu. No mesmo minuto, em nova posse de bola, Mezadri teve mais uma oportunidade e não desperdiçou. Ele recebeu a bola fazendo o pivô e rapidamente girou para um lado e venceu o goleiro chutando no seu contrapé.
Ricardo precisou de duas chances para marcar, assim como Diego Sequia. O atacante recebeu a bola de frente para o goleiro e de novo não conseguiu tirar do goleiro. Pouco tempo depois Jacobi novamente deixou Sequia livre para aumentar a conta na artilharia. Após deixar dois marcadores na saudade, o camisa 7 abriu espaço e mandou para o atacante sem marcação, quase na linha do gol, marcar outra vez. Assim fica fácil: além de oportunista, Sequia conta com ótimos garçons para alcançar a artilharia do torneio. Aos 20 minutos, Pedro Sabino foi quem lhe deu o presente, deixando o artilheiro quase dentro do gol.
Com mais um “hat trick” de Diego Sequia e o placar de 5 a 0, o time do Só Quem Sabe volta à terceira colocação com os mesmos 21 pontos do TNT e Coringa, porém com número de vitórias e saldo de gols superior. Nas oitavas de final, a equipe enfrentará o sexto colocado do Grupo B, o Tudo Bacana.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO A
Pé de Pano 2 x 0 Roleta Russa Clássico
ROLETA VÊ BASICUS VENCER E DESANIMA
Após não ter praticamente chances de classificar, time sênior Roleta perde de Pé de Pano em partida dura (de assistir)
Por Rodrigo Amaral
Não sei o que incomodava mais, se era o frio intenso ou o nível da partida entre Pé de Pano e Roleta Russa Clássico. Chutões, festival de passes errados e falta de técnica foram as características que marcaram esse embate. Talvez o motivo tenha sido a falta de motivação, pois o Roleta só por um milagre se classificaria às finais, já que precisava vencer por diferença de doze gols, enquanto o Pé já tinha a sua classificação assegurada. O Basicus acabou sendo o divisor de águas de um empolgante para um chato jogo.
Quem comandou a etapa inicial foi o Roleta. O começo parecia anunciar uma boa partida, com cerca de quarenta segundos o Roleta já perdia excelente chance. Tavogus, do Pé de Pano, vacilou ao sair com a bola na defesa e permitiu que Rick chutasse. O goleiro Tiago espalmou o chute e, na sequência, o camisa 13 se recuperou e afastou o perigo. Rick voltou a infernizar a defesa do pangaré no nono minuto. O camisa 9 brigou com a bola dentro da área até recuperá-la e explodir o travessão.
Aos 17 minutos nenhum gol tinha saído e as chances sumiram. Tentando mudar a cara do jogo, o arqueiro Tavinho arriscou da sua área. O chute não saiu muito bom e permitiu o contra-ataque do Pé de Pano. Tavogus recebeu de frente para o goleiro, mas chutou em cima dele.
A deixa para o segundo tempo foi a última chance de Rick na partida, que recebeu de costas próximo à área e girou o corpo já chutando. Tiago defendeu com o pé. Faltou volume de jogo e boa pontaria para os atacantes, principalmente para o camisa 9 do Roleta.
A segunda etapa voltou diferente, o Pé de Pano, que se limitou a se defender nos 25 minutos primeiros, se soltou mais no ataque e obteve resultados. Já aos 5 minutos a prova dessa outra postura veio em jogada de Tavogus. Ele interceptou passe da defesa Roleta e passou para Passamai, que não contava com a saída rápida de Tavinho. Anunciada a atitude do Pé, três minutos depois não demorou a sair o gol. Matheus – sim, o outro goleiro do time jogou na linha e não decepcionou – passou para Tavogus dentro da área, que só esperou a saída do goleiro para tocar e marcar.
É, realmente não era um bom dia para a o artilheiro Rick. E bem na hora que o time mais precisava. Mais uma vez o atacante perdeu uma ótima chance, ao receber de Nick. Ele se enganou com o pingo da bola e mandou pra longe. O desespero de marcar pelo menos um golzinho bateu na equipe Roleta. Prova disso foi mais um petardo de Tavinho da sua área, e mais uma vez sem sucesso.
Faltando um minuto para o fim e já conformados com a derrota, o Roleta parou e tomou o segundo gol para fechar o placar. Tavogus puxou para o meio e chutou de fora da área no canto esquerdo do goleiro, que nada pôde fazer.
Com a vitória o Pé de Pano terminou na sexta posição e pega nas oitavas o terceiro colocado do Grupo B, o Xoras. Para o time do Roleta Russa o torneio já era, quem sabe na próxima edição, no semestre que vem.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO B
Condor´s 4 x 4 Toque Me Voy
CONDOR´S E TOQUE EMPATAM EM RITMO DE ATÉ A PRÓXIMA
Goleiro Danilo Gomes rouba a cena na despedida das duas equipes do torneio ao anotar 3 gols
Por Vinicius Bento
– Metade do meu time estava bêbado na primeira etapa! Inclusive eu! – comentou Danilo Gomes ao término do jogo.
O jogo pouco valia, pois ambas as equipes já estavam eliminadas, mas isso não impediu que fizessem um grande jogo e tentassem a vitória até o minuto final.
Quando a pelota rolou a trupe alcoolizada do TMV deu a impressão de que a coisa seria fácil para o Condor´s. Depois de saída de bola de Danilo Gomes a defesa ficou parada vendo o atacante roubar a bola rolar para o lado e ver o adversário chutar e cima do goleirão. Mas que chance desperdiçada, hein? Gol assim não pode perder. Mal sabia ele que no final da partida faria muita falta...
Danilo Gomes estava mal nas saídas de bola. Na sua segunda tentativa de sair jogando ele quase perdeu a bola para Flavinho. Os dois brigaram algum tempo pela posse da bola, mas no final a defesa de azul levou a melhor. Ufa!
O primeiro gol do Condor´s mostrou lindas defesas de Danilo e uma apatia vergonhosa da defesa. Flavinho e Danilo travavam um ótimo duelo. O atacante chutou e o goleiro defendeu. No chão, Piu Piu finalizou e ele defendeu de novo. Nesse meio tempo, os zagueiros apenas olhavam. Na última tentativa, a bola foi rolada e Flavinho sozinho colocou ela para dentro.
Antes que pudéssemos ouvir a frase “goleada a vista”, Piu Piu partiu pela ponta direita e finalizou com fúria. Uma pancada que morreu no ângulo. Sem chances de defesa. 2 x 0.
Flavinho era disparado o melhor jogador do Condor´s. O camisa 6 artilheiro puxou do meio para a ponta direita e finalizou com violência contra a meta adversária. Lindo gol. 3 x 0 e vinha muito mais pelo caminho.
Danilo ia sendo castigado enquanto tentava defender seu gol. As pancadas vinham de todos os lados. Em um outro lance, a mesária que via a partida se divertiram. O TMV saiu para o ataque e se embolou com a bola. De um jeito meio estranho, Robson pegou a bola e foi aos trancos e barrancos. Sem ter o que fazer com a redondinha, ele jogou a bola para frente e por final a defesa do Condor´s se bateu sozinha e jogou para escanteio. “Meu Deus do Céu”, se divertia ela.
A apatia do TMV era algo deprimente. O time até poderia estar na vice-lanterna do campeonato, mas nunca jogou com tão pouca vontade. Depois da defesa perder a bola mais uma vez, Thales recebeu no meio da área e só teve o trabalho de bater com ódio. Quase furou a rede. 3 x 0.
Diego estava frio em sua meta. Não havia nem sujado a camisa. Se brincar, não havia nem sujado as mãos ainda. No frio que batia no PlayBall, será que ele aceitaria um café?
Quando a segunda etapa começou Danilo Gomes resolveu reagir. Falta na entrada da área e adivinhe quem foi para a cobrança? O goleirão! Danilo saiu correndo e bateu com categoria. Tudo bem que a bola passou por debaixo do arqueiro adversário, mas mesmo assim foi um lindo gol.
O TMV voltou muito diferente da primeira etapa. E conseguiu ainda o segundo gol: Marcelo aproveitou bate e rebate e empurrou a redondinha para dentro. A partida pegaria fogo? Era uma reação?
No lance seguinte um lance bizarro. Piu-Piu arrematou contra a meta de Gomes e a bola ia no cantinho. Flavinho passou correndo e sem querer tirou o gol do companheiro! Danilo Gomes ainda mandou um “muito boa, zagueiro”. Cutucada para o ótimo atacante. Cutucar a onça com vara curta é perigoso...
O jogo começou a ficar extremamente equilibrado. Nem um dos dois marcava. O Condor´s até exagerava, pois perdia gols cara a cara com o arqueiro ou finalizava mal. “O goleiro está se realizando!”, comentava Felipe, zagueiro do Irado´s, no momento em que Danilo pegou a bola e se preparou para a cobrança de penal para sua equipe. Bola para um lado e goleiro para o outro. 4 x 3 e o jogo que estava de dar sono, de uma hora para outra chamava a atenção daqueles que passavam.
Que fique na matéria que a torcida do TMV dava um show. Os que torciam do lado de fora não paravam de gritar um segundo. E Danilo Gomes ajudava e cantava junto. Personagem da rodada o capitão do Toque Me Voy.
Foi então que o Condor´s estourou nas faltas. Tiro de 9 metros. E adivinhe só quem foi para a bola? Danilo Gomes! O melhor jogador em campo partiu para o tiro e pronto para empatar. E não é que ele deixou tudo igual?
Não demorou mais um minuto e o árbitro terminou a segunda etapa. Muita festa por parte do time do Toque Me Voy, que recebeu o resultado como uma vitória. No final da partida, Danilo ainda cobrou sua entrada no MVPs. “Pô, Bento! Eu quero MVP! MVG não! Tomei 4 gols e mesmo assim fui o melhor em campo”, brincava ele. Sim, Danilo, pelo conjunto da obra, você foi o MVG da rodada. Gol também conta para goleiro.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO B
Xoras 1 x 8 Só Canelas
XORAS COMEÇA BEM, MAS TERMINA GOLEADO POR SÓ CANELAS
No finalzinho, Só Canelas passa como um trator sobre o adversário
Por Vinicius Bento
O jogo entre Xoras e Só Canelas poderia ser considerado um amistoso de luxo. O resultado não mudaria em nada a tabela. Era o confronto entre o terceiro e o segundo colocado, sem chances de ultrapassagens.
Um fato curioso chamou a atenção. Johnny, goleiro e capitão do Só Canelas, foi assinar a súmula e... assinou sem tirar as luvas! E o que saiu, hein, capitão? Uma letra muito feia, com todo o respeito, é claro! Como justificativa, o goleirão disse que “não dá nem para tirar! A luva está amarrada!”.
Não demorou muito para o Só Canelas assustar. Primeiro foi Tony, camisa 6, que depois de cobrança de escanteio fez a redondinha tirar tinta da trave esquerda do goleiro Otávio. Rolou um pequeno suspiro de quase pela torcida só canelense.
Otávio, minutos depois, fez uma linda defesa para segurar o ímpeto do Só Canelas. Pela ponta direita o time de preto arriscou com violência e obrigou o arqueiro a se esticar todo e salvar o que seria o gol iminente dos adversários.
Antes da metade do primeiro tempo, um lance fenomenal pela ponta direita. Felipe, camisa 9 e melhor atacante da equipe, dominou e com toda categoria do mundo deu um lindo rolinho em Dutra, camisa 10 do Xoras. Infelizmente o gol não saiu. Seria merecido.
Na primeira investida do Xoras a bola foi lançada para a área e Zappa apareceu como um foguete para dentro da área. Com um carrinho digno de Edilson em seus bons tempos, Zappa tirou um fino inacreditável da bola. Mais dois centímetros e ele jogaria ela para dentro.
Ric é duro na queda. Em linda jogada individual, o grandalhão usou tamanha força que conseguiu derrubar Chico e Pedro, defensores do Só Canelas. Parecia uma cena de Super Campeões. Os dois adversários bateram e caíram. Era um verdadeiro segura coração quando o camisa 25 dava dessas lá na frente. Mas nada de gol.
O quarteto fantástico, composto por Alemão, Ric, Zappa e Dutra, estava afiado. Alemão pegou de frente para a área e com uma pancada de bico tirou tinta da trave direita de Johnny. Resta saber desse Quarteto Fantástico quem é a mulher invisível. Algum palpite, galera do Xoras?
Entretanto, quem abriu o placar foi o Só Canelas. Tony, sempre ele, recebeu pela ponta direita e com uma finalização extremamente precisa acertou a trave e em seguida a bola morreu no fundo das redes de Otávio. Muito provavelmente nem dois goleiros iriam defender essa pancada.
Niel estava infernal. O camisa 11 dava um trabalho dos diabos para a defesa adversária. Em uma de suas perigosas jogadas pela esquerda, ele driblou o goleiro Otávio e na hora de finalizar perdeu o ângulo e chutou para fora. Se o Xoras tinha o quarteto fantástico, o Só Canelas tinha o trio de ouro minicraques coca-cola: Tony, Niel e Felipe!
Quem fez um lindo gol foi Bruninho. O camisa 13, protagonista de uma bela confusão no jogo contra o Império, usou a canhotinha e botou ela para dentro. Minutos depois foi a vez de Rê caprichar outra pancada com a canhota e fazer um golaço. O time estava usando a perna esquerda com uma precisão cirúrgica.
O que restava para o Xoras na segunda etapa? Sem dúvidas correr atrás do marcador. Difícil tarefa. Zappa sabia disso e esperou a chance para dar o bote. Depois de abrir e receber um passe preciso ele dominou e finalizou bem. 3 x 1 e o jogo voltava a ficar aberto.
O Xoras começava melhor a partida. Mais ofensivo e prendendo a bola no ataque, o time de Alemão estava reagindo e se portando bem na marcação. Mesmo o ataque mais ofensivo do Grupo B estava batendo em um paredão. Foi então que Tony achou Carlinhos no meio da área e o camisa 8 não desperdiçou. Com muita categoria ele acabou com a blitz que o Xoras fazia para conseguir o segundo tento no jogo. Mal sabia que esse tento abriria a porteira.
Tony estava implacável. Ninguém conseguia parar o artilheiro. Antes do término do jogo ele ainda fez mais um e obrigou a vaca a deitar. Pela ponta esquerda ele finalizou com precisão. Minutos depois foi Felipe que fez o seu primeiro na partida. Ele puxou para o meio e finalizou, sem chances para o arqueiro Otávio.
O time que tinha se portado muito bem durante boa parte do jogo agora era massacrado pelo Só Canelas. Era uma punição que parecia não acabar. Felipe ainda fez linda jogada pela direita e cruzou para Niel sozinho chutar para o gol.
A dupla Niel e Felipe ainda foi efetiva mais uma vez. Felipe chegou na cara do goleiro e só rolou para Niel fazer mais um. Desse jeito é fácil, né? Com passes tão precisos até minha vovozinha caprichava! Sem tirar os méritos de Niel, que fazia ótima partida.
Quando o juiz apitou o final da partida, o placar já apontava 8 x 1 para a equipe só Canelense, que aplica outra goleada e chega cheio de moral para o duelo contra o XTJ nas oitavas. O Xoras tem pela frente o Pé de Pano.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 11ª RODADA: GRUPO A
Coringa 12 x 0 Real Vuvuzelas
EM CLIMA DE PELADA, CORINGA GOLEIA
Com o time remendado, Real Vuvuzelas só viu Coringa jogar e disse adeus à competição
Por Por Rodrigo Amaral
Só faltou o churrasco e as cervejas para o cenário de pelada de final de semana estar completo. Era assim que estava parecendo a partida entre Coringa e Real Vuvuzelas, onde só um time jogou.
Com os times entrando em quadra já se percebia algo de errado: o time do Vuvuzelas, que não fez barulho no torneio, entrou com apenas cinco jogadores de linha e com o técnico/jogador da equipe, que deixou os óculos ao lado da trave para tentar a sorte no gol. E assim eles resistiram até o final do jogo.
O Coringa nada tinha a ver com a situação do adversário e aproveitou para golear. Antes de completar um minuto de bola rolando, Rafinha chutou cruzado da lateral da quadra e foi no contrapé de Ricardo, sem chances para ele. Três minutos se passaram e Capel deu um belo passe da intermediária da quadra para encontrar Farias dentro da área, que só precisou empurrar para o gol.
Percebendo que o goleiro não estava muito seguro, Cidrão arriscou chute do meio, a bola foi subindo até morrer no ângulo esquerdo do arqueiro. Essa nem o MVG da primeira fase, Roland, pegava.
Era incrível a facilidade com que a bola passava de pé em pé dos jogadores do Coringa. Assim foram construídos dois gols. A equipe seguiu com toques rápidos da defesa ao ataque até chegar na área nos pés de Cidrão, que com calma driblou o goleiro e marcou. E foi nesse desenho que em seguida saiu o quinto gol. O time seguiu tocando até encontrar Renatinho dentro da área. Foi, aliás, ele que construiu a jogada do sexto: mandou na área para Cidrão sem marcação marcar.
A partir dos 15 minutos o Coringa pisou no freio e só marcou – pasmem! – mais um. Rafinha pegou firme na bola fora da área e venceu Ricardo. Assim como no primeiro tempo, a etapa complementar continuou sendo jogo de uma equipe só. O Vuvuzelas continuou sendo, seja pela inferioridade numérica ou técnica, uma equipe inofensiva; o Coringa aproveitou e marcou mais quatro tentos. E só não fez mais porque começou a querer enfeitar as jogadas.
Com dois minutos de bola, Maurício deixou o dele. O zagueiro contou com a falha do goleiro Ricardo, que não pegou um chute fraco e rasteiro. É verdade que o goleiro depois se redimiu defendendo duas bolas difíceis. Primeiro com uma bela ponte para buscar chute de longe de Ratão, depois agarrou um chute de Farias dentro da área.
A sorte do goleiro acabou por aí. Em três minutos tomou mais outros três gols. Quem abriu a porteira foi Baggio próximo à área; o segundo a passar foi Ransen em um belo chute colocado no canto esquerdo. O terceiro foi Cidrão, que recebeu de Ratão e marcou sem maiores problemas.
Aos 14 minutos, Ratão levantou a bola para Capel no lado direito da área, quem pensava que o cabeludo ia cabecear a gol se enganou; ele testou para o outro lado da área e lá estava Cidrão, livre para fazer. Era o 12 x 0. Ufa.
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