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CHUTEIRA NEWS ESPECIAL: FINAL DO VIII CHUTEIRA DE OURO

FINAL VIII CHUTEIRA DE OURO:

Bengalas 3 x 2 SNG

BENGALAS VENCE SNG E É NOVO BICAMPEÃO


Impecável na defesa, Bengalas aproveitou falhas do SNG e se sagrou bicampeão do Chuteira de Ouro


Grande final do Chuteira de Ouro, de um lado estava o atual campeão, o Bengalas. Com uma campanha impecável - até então somando oito vitórias, um empate e apenas uma única derrota –, contando com os artilheiros Ritolê e Luisinho Fernando, com o ótimo goleiro Baki, fundamental na campanha do time, e com todo seu bom elenco, sem falar no falastrão e rechonchudo Bizu, o E.C. Bengalas estava pronto para mais uma decisão.


Novo troféu rotativo do Chuteira de Ouro: Bengalas é primeiro a levá-lo para casa


Como se fosse um ring de boxe, no outro corner estava o Se Não Guenta Por Que Veio?. Time inteligente, de campanha igual à de seu rival naquela tarde, e tendo como seu principal trunfo a experiência de seus jogadores, característica representada por Sampa, Biro, Tejeda e Renê, entre outros.


Bengalas, campeão do VIII Chuteira de Ouro


Tudo pronto, o juiz assoprou o apito e a bola rolou na boa quadra 5. Logo de cara, fazendo pressão na saída de bola do adversário, Ritolê roubou a pelota de Biro na ponta esquerda, trouxe para o meio e enfiou o pé na saída do goleiro Sampa. De forma fulminante o Bengalas abria o placar na decisão!


SNG, vice-campeão do VIII Chuteira de Ouro


A partir daí o que podia se esperar era o SNG partindo com todas as suas forças para o ataque, no entanto demorou um pouco para o laranjinha se acertar em quadra. E, enquanto o ataque composto por Renê e Memé ainda não conseguia levar perigo ao goleiro Baki, Sampa teve que trabalhar no chute de primeira de Luisinho para evitar o segundo gol do rival.

Em sua primeira chegada de real perigo, o SNG foi ao ataque com Léo, que arriscou da intermediária um tiro forte que o goleiro defendeu como pôde. Mas antes que alguém do SNG chegasse para estufar a rede no rebote, Fernando Forte apareceu dentro da área para afastar o perigo. Seguindo no ataque, agora com Memé, o atacante recebeu boa assistência e bateu de primeira. O tiro passou rente à trave e saiu.


R11 e R9: gols, muitos gols, são a especialidade dessa dupla campeã e vice-campeã


Mostrando estar vivo dentro de quadra, o Bengalas atacou e por muito pouco não conseguiu o segundo gol. Luisinho fez graça com a bola para iludir o marcador e meteu um bolão para Ritolê. O R9, também fundamental no primeiro título do time amarelo, dominou entrando na área, mas chutou fora. Logo depois, em contragolpe, o Bengalas tentava ampliar a vantagem de novo. Luisinho arrancou sozinho pela esquerda, contudo na hora de mandar para a rede foi travado pelo pé salvador de Biro. Depois do erro, é bom que se diga que Biro foi perfeito nos desarmes e na contenção de contra-ataques, que não foram poucos.

Depois de Zequinha ser amarelado, o SNG passou a valorizar a posse de bola, outra de suas características. No entanto, não conseguiu refletir em chances de gol a vantagem de um homem a mais durante dois minutos. Na melhor chance do laranjinha durante toda a primeira etapa, Renê teve em sua cabeça a bola para empatar o confronto. Após lateral batido, o camisa 11 apareceu sozinho dentro da área, mas cabeceou errado, à direita do gol de Baki.


Como sempre, Bizu alicia arbitragem antes da partida


Como resposta o time de Bizu, que do banco de reservas comandava o time e cornetava a torcida e a arbitragem, chegou para anotar o segundo gol. Aliás, um golaço. Com grande habilidade, Tché deixou dois defensores do SNG para trás, entrou na área e, com um belo toque no contra pé do arqueiro, mandou a bola para o fundo do gol. Muita vibração com o gol que dava uma boa vantagem para o segundo tempo.

No último lance da primeira etapa Fernando Forte quase ampliou. O defensor subiu pelo lado direito, ganhou de Memé na dividida e chutou rente à trave. O Bengalas era melhor porque inexpugnável na defesa com Zequinha, verdadeira sombra de Renê em campo, e Fernando Forte, praticamente onipresente no campo defensivo bengalano.

Quase repetindo o início do jogo o Bengalas começou os 25 minutos finais assustando o adversário. Vini Costa puxou contra-ataque e rolou para Tché pegar de primeira. Contudo, Willian, goleiro que entrou no lugar de Sampa, fez boa defesa.

Passado o primeiro lance de perigo o SNG finalmente chegou ao ataque para descontar e, assim, voltar para o jogo. Após bola invertida da direita para a esquerda, Memé chutou cruzado. No meio do caminho, quase em cima da linha, Renê tentou um desvio de letra, e a pelota morreu no gol do Bengalas. Renê saiu vibrando como louco puxando o gol para si, assim como fez Memé. Gol de quem? Pouco importa o autor, foi gol do SNG, que de fato voltava a pensar na conquista do seu terceiro título (o gol foi anotado para Memé na súmula).


jogadores de Joga 13 e Acidus estiveram presentes para prestigiar: “Ah, que vontade de estar numa final...”


Era o momento do laranjinha no confronto, que a cada segundo melhorava. Nem um minuto após o gol, Renê fez o pivô para Abelha, que chegou batendo de frente para o gol. A bola passou com muito perigo. Todavia, quando era melhor em quadra o SNG sofreu um contragolpe com resultado inesperado. No embate experiência x juventude, Rodrigo Toledo, o Pato do Bengalas, foi mais esperto e roubou bola de Léo, que, como diz o vovô, “dormiu de botas”, avançou pela direita, cortou para o meio, deixando Léo a ver navios, invadiu a área e mandou a redonda quase no ângulo do arqueiro William, que nada pode fazer. Outro golaço! O Bengalas jogava um balde de água fria na cabeça dos bicampeões, praticamente decidindo com quem ficaria o caneco do segundo semestre de 2009.

Para a sorte do SNG, o que poderia ser o golpe de misericórdia explodiu no travessão. Uma pancada de Luisinho quase da linha lateral meio sem ângulo por pouco não encerrou a final antecipadamente. Ainda lutando pelo resultado, Tejeda, que pouco tinha parecido até então, fez grande jogada e lançou Renê na esquerda. O “Presidente” do SNG inverteu a bola para Memé no segundo pau, que isolou a chance clara de diminuir. Incrível o gol perdido pelo camisa 9!


Memé foi quem recebeu o troféu de vice-campeão do SNG


Contrariamente a outras vezes, o SNG estava visivelmente nervoso. O terceiro gol rival saiu na pior hora possível, pois até o goleiro William por muito pouco não engoliu um peru histórico ao matar errado bola recuada por companheiro. O terceiro título ia escapando do SNG, enquanto o Bengalas estava cada vez mais sólido rumo ao bi.

Em um último suspiro, o SNG chegou ao seu segundo gol, com Biro. O camisa 7 cobrou rasteira a falta sofrida por Renê a poucos passos da área. A pelota ainda desviou no meio do caminho e entrou. 3 x 2 e final eletrizante em vista.


Abraços partidos: ao fim do jogo, jogadores de SNG e Bengalas se cumprimentam, sinal do respeito que marcou o confronto


Ainda dava para os laranjinhas? No pouco tempo que restava Grilo entrou em quadra exclusivamente para cobrar com perigo qualquer lateral que sua equipe tivesse. Lembrando o jogador do Stocke City, Rory Delap, Grillo lançou a bola do outro lado, no segundo pau. Abelha cabeceou para trás e a redonda sobrou para Tejeda livre no meio da área. A bola do campeonato foi cabeceada por cima do gol... Acabava o sonho do SNG do tricampeonato.

Bengalas bicampeão, comemoração no meio da quadra com champanhe e tudo mais. O abraço de todos mostra que nem toda final deve acabar com confusão e briga. O reconhecimento da superioridade nos 50 minutos de um time é maior que qualquer vitória.


Repetindo o gesto de junho de 2009, a roda do campeão ao redor da(s) taça(s)


O título dá ao Bengalas o mesmo status de Equipe Bróder e SNG, que foram bicampeões em torneios consecutivos. 2009 foi mesmo o ano do Bengalas. Agora resta ver se em 2010 manterão a mesma pegada de vitórias e títulos.

Fotos: Daniel Fischer
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