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CHUTEIRA NEWS ESPECIAL: ELEFANTES É CAMPEÃO DA PRATA

Elefantes Indomáveis 5 x 3 Xoro Paro

ELEFANTES BATE XORO PARO E É CAMPEÃO DA PRATA


Com atuação de gala do “goleiro indomável”, Elefantes vira contra Xoro Paro e torna-se o segundo campeão do Chuteira de Prata



Capitão Chacha, após garantir a vitória fechando o gol, exibe o troféu de campeão


Chacha com certeza não irá esquecer o dia 19/12/2009. Afinal, o arqueiro do Elefantes Indomáveis pode ser considerado o "diferencial" em um jogo extremamente disputado contra o Xoro Paro. Além disso, venceu uma espetacular batalha particular contra Rodrigo Rezende, artilheiro do Xoro Paro. Já no quesito "ofensividade", o destaque ficou por conta do ímpeto de bravura de Lanza, que coordenou as melhores investidas contra o gol de Danilo. Mesmo assim, os dois times exerceram um alto volume de jogo durante os 50 minutos.


Chacha e Thiago Leme: abraço dos capitães antes da bola rolar


A melhor prova disso veio logo na saída de bola, quando Rodrigo Rezende arriscou do meio do campo para surpreender o goleiro, que agarrou bem. O XP começou atacando bem mais. A primeira chance do EI foi em falta perigosa em potencial cobrada sem qualquer categoria por Thomas, que isolou. O curioso é que, antes da cobrança, a quadra 5 foi invadida por outro elefante indomável: Daniel Fischer, debaixo de muitas vaias, atravessou o campo correndo com uma cadeira em cada mão, para se acomodar junto à mesária! Quando a bola voltou a rolar, Chacha começou a efetuar seus milagres: Perna cobrou falta pela esquerda, e o goleiro caiu bem no canto esquerdo para espalmar. Mas Chacha não pôde fazer nada quando sua defesa bateu cabeça após bola alta na área. A pelota sobrou para Kuminha, que dominou, trouxe para o meio e em chute rasteiro abriu o placar.

Respondendo, Lanza começou a mostrar as razões de virar MVP posteriormente: quase da linha de fundo, ele chutou e carimbou o pé da trave esquerda. O Elefantes se mandou com tudo para o ataque, buscando o empate a qualquer custo. E quando Vampeta praticamente "levantou" Cauê na entrada da área, o juiz marcou corretamente uma infração na entrada da área pela meia esquerda: o próprio Cauê foi para cobrança e quase acertou o ângulo esquerdo, mas a bola raspou a trave e saiu.


Elefantes Indomáveis, grande campeão do II Chuteira de Prata


No outro gol, Chacha pegou bem um outro chute de Rodrigo. Pouco depois, o autor do primeiro gol, Kuminha, mostrou o porquê de ser um dos grandes astros do Xoro Paro: ele se livrou com categoria do marcador pela esquerda e mandou um chute venenoso defendido lindamente por Chacha. Instigado com as defesas de Chacha, Kuminha tentou outra vez, desta vez de fora da área pelo meio. Adivinha? O futuro MVG saltou de maneira espetacular e espalmou no canto direito alto. Para compensar o trabalho do arqueiro paquiderme, Lanza chutou forte da meia direita e empatou.


Xoro Paro, vice-campeão do II Chuteira de Prata


E se o jogo já estava "lá e cá", não é difícil imaginar o que a quadra 5 virou após o empate do Elefantes. O nervosismo aumentava, deixando os alaranjados com medo de não serem tão indomáveis assim, enquanto o adversário estava com medo de não parar de chorar com a perda do título. O "clima de final" passou a ser nítido, tanto que Cauê chegou a discutir com o árbitro do banco. Para o juiz, ele queria apitar o jogo, além de jogar, é claro! Uma das características do primeiro tempo foi a enorme quantidade de faltas na entrada da área, feitas para abafar ataques perigosos: Perna cobrou uma delas com muita categoria, mas não o suficiente para surpreender Chacha, que mais uma vez espalmou para salvar. Já nos minutos finais, João chutou com perigo por duas vezes, mas em ambas o goleiro do XP usou os pés para defender brilhantemente.

Alguém deve estar se perguntando o porquê de esta matéria não ter citado até agora o nome de Diogo, grande astro da equipe nos últimos jogos. Pois no começo do segundo tempo ele finalmente resolveu aparecer: se mandou para dentro da área, limpou a marcação e soltou um chute que acabou desviado antes de carimbar caprichosamente o poste esquerdo. Este foi o lance que inaugurou a corrida contra o cronômetro, pois as equipes dispunham de pouco menos de vinte e cinco minutos para evitar a temida prorrogação, que acirraria mais ainda um jogo já acirrado ao extremo. Rodrigo tentou mais uma vez, e mais uma vez parou em ótima defesa de Chacha.


Campeão, Elefantes corre para desfilar com o troféu


O Elefantes não perdeu tempo e, em contra-ataque rápido, acionou Lanza em boas condições na direita: ele se afobou no chute e quase mandou a bola no Shopping Bourbon. Naquele momento, a palavra "erro" poderia definir o Chuteira de Prata. E quase que define, quando o goleiro Danilo saiu jogando mal, entregando a bola de presente para Lanza, que se afobou e bateu em cima do goleiro, como se “recuasse”. Logo depois, o mesmo goleiro espalmou com firmeza um chute de Cauê que tinha endereço certo. Em aventura "quase bem sucedida" no ataque, o zagueiro Thomas estava bem postado na entrada da área para encher o pé e balançar a trave direita, que deve estar se remexendo até agora. Na sequência, Perna arriscou outro chute perigoso e Chacha voou no canto direito para espalmar e outra vez salvar seu time.

A sorte se mostrou ao lado do XP mais uma vez, quando Vampeta perdeu a bola para Lanza, sempre ele, na cara do goleiro. Mas o atacante laranja bateu em cima do arqueiro! Com tanta emoção em campo, era justo que os goleiros, jogadores de linha, juízes, torcida, repórteres, etc., precisavam descansar. Então um dos times pediu tempo e durante o pequeno intervalo as duas equipes tentaram corrigir as falhas para entrar com força máxima na reta final do jogo.


Alegria, alegria: “É campeão, é campeão!”


Deu certo pelo lado da “laranja mecânica do Chuteira”: a bola mal havia voltado a rolar e Lanza recebeu na direita, passou com classe pelo zagueiro e mandou para o fundo do barbante. Agora, a pressão era toda do Xoro Paro. O capitão Thiago Leme, que não havia jogado bem na semifinal, como ele mesmo confessou, recebeu um ótimo lançamento dentro da área pelo setor direito e encheu o pé rasteiro para empatar a partida.

Se os "xorões" haviam brotado no jogo outra vez, os paquidermes fizeram questão de sugar com a tromba qualquer chance de reação do Xoro: logo após sofrer o empate, o pequenino Douglas, o manager elefante, subiu mais alto que toda a zaga em cobrança de escanteio e, com um desvio certeiro de cabeça, marcou o terceiro.


Euforia laranja na entrega da taça


Mesmo sofrendo a virada, o Xoro Paro não desistiu de buscar o resultado. Entretanto, os “xorões” haviam errado dois lances capitais, narrados a poucos, e mesmo assim tiveram sorte. Na terceira vez não teve jeito: quando João arriscou um chute colocado e despretensioso de longe, o goleiro Danilo mirou mal a trajetória da bola e a deixou passar direto para dentro do gol, cometendo uma falha catastrófica e decisiva. Aliás, como já foi dito anteriormente, qualquer erro poderia decidir o Chuteira de Prata e o frangaço do goleiro prova isso. Mas não era hora de desistir: Diogo arrancou pela direita e arrematou na rede pelo lado de fora. Pouco depois, a esperança da virada renasceu quando o Elefantes excedeu o limite de oito faltas. Rodrigo cobrou o tiro de nove metros no meio do gol, enquanto Chacha pulou no canto. 4 x 3.


Mesmo decepcionado, Thiago ainda conseguiu sorrir ao receber o troféu de vice-campeão


O Elefantes devia se segurar de qualquer maneira, sem fazer falta, enquanto o Xoro Paro necessitava rapidamente do gol, já que o jogo ia chegando ao final. Foi então que Chacha, já o grande nome da partida, consagrou-se de vez como um verdadeiro herói: Kuminha tocou na medida para Rodrigo completamente livre na ponta esquerda. A arquibancada toda virou os olhos para o "gol do portão principal" enquanto Rodrigo avançava sozinho em direção ao arqueiro indomável. Nessa hora, um filme deve ter passado na cabeça de todos os atletas do Xoro Paro, já que toda a campanha do time em busca do título dependia daquele arremate. Por outro lado, um filme parecido passou pela cabeça dos atletas do Elefantes Indomáveis, já que uma defesa naquele lance praticamente daria o título aos paquidermes. Após diversos duelos travados entre o atacante e o goleiro em todo o jogo, havia chegado a hora do mais decisivo de todos. E, de maneira espetacular, Chacha venceu outra vez! Rodrigo poderia ter tocado para alguém, ou mesmo tentado o drible. Mas o arqueiro laranja cresceu para cima dele e espalmou o chute por cima do travessão. Depois deste lance, o grito de “é campeão” já era propriedade dos Elefantes Indomáveis, mesmo só sendo entoado ao término do jogo.


Enquanto Thomas é hipnotizado pelo belo troféu, Chacha é cumprimentado pelos companheiros


Rodrigo queria a revanche e, de bate pronto, ele pegou um lindo voleio na entrada da área que só não entrou porque Cacha espalmou junto à trave direita (sim, ele pegou outra vez). E finalmente, no contra-ataque, Bruno Alves pegou a bola no meio campo, avançou para a área e ainda driblou o goleiro antes de fazer o gol do título! 5 x 3 para o Elefantes, que levantou a taça e comemorou muito. Em jogo de zebra, deu Elefantes!
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