MACIOTA’S DERRUBA INVENCIBILIDADE DO RABELOSKA E SE MANTÊM NA PRATA
Quase rebaixado, Maciota’s superou líder até então invicto e se garantiu na Prata em 2012
Por Stela Aquino
Já classificado para a Ouro, o Rabeloska enfrentou um Maciota’s que precisava ganhar de qualquer jeito para evitar o rebaixamento – e quem sabe até se classificar. Mas só havia um pequeno problema. Até então o Rabeloska não tinha perdido para ninguém, e o Maciota’s vinha de uma série de derrotas.
O primeiro tempo começou com o Maciota’s no ataque. Jerry chutou no meio do gol, mas o goleiro pegou. Pouco depois foi a vez de China tentar abrir o placar. Jiboião espalmou pra dentro da área e Alê tentou aproveitar, mas chutou para fora.
Menos de 3 minutos depois o Rabeloska fez sua primeira tentativa, com Juva, pela esquerda, mas o chute saiu pela linha de fundo. Roberto, ex-técnico do CAV, comandava a equipe do Maciota’s do lado de fora. O bom filho à casa torna?
Com um jogo levemente melhor do que o do líder, não demorou para o Maciota’s abrir o placar. China chutou para o gol, com força. O goleiro não conseguiu segurar e a bola sobrou para Juva, que na ânsia de tirar a bola de jogo, marcou contra. 1 x 0 aos 5 minutos de jogo.
Após o primeiro gol o Rabeloska pareceu acordar. Mesmo não precisando do resultado, com certeza a equipe do Mackenzie não queria perder a invencibilidade na última rodada. Porém, o ímpeto do Maciota’s era maior do que a vontade de se manter invencível do rival.
Aos 13 minutos, China conseguiu encaixar contra-ataque perfeito, pegando todo o time do Rabeloska desprevenido e aumentou a diferença. 2 x 0. Parecia que, até então, o time do bom capitão Barata esteva só se poupando.
Aos 15 minutos Cassinho tentou concluir de cabeça, mas a bola parou em Cheik. Pouco depois, em cobrança de escanteio, Maradona subiu mais que toda a defesa do Maciota’s e diminuiu para 2 x 1.
Após tomar o gol, o Maciota’s encontrou dificuldades para voltar a dominar a partida, assim como para se concentrar na criação das jogadas. Por outro lado, a zaga jogava com muita garra, sem dar maiores espaços ao adversário. Nesse ponto Lê, do Maciota’s, fazia marcação individual em Cassinho, para não dar qualquer tipo de liberdade ao atacante rival. O esquema anulou as jogadas pelo meio, mas as laterais continuavam livres.
Aos 18 minutos, Wagnão chutou no canto esquerdo do gol do Rabeloska. O goleiro Jiboião caiu para fazer a defesa, mas já era tarde. 3 x 1, para alegria da torcida do Maciota’s, que vibrava a cada lance, junto com Roberto, que via tudo do lado de fora. Mas mal deu tempo de terminar a comemoração, pois Dick Vigarista desceu carregando a bola pela lateral direita e chutou no canto oposto, fazendo o 2 x 3.
O primeiro tempo terminou com uma certa tensão entre as equipes após um pé alto de China que acabou acertando o rosto de Maradona. A última chance de gol veio na cobrança de falta de Dick Vigarista, que parou nas mãos do goleiro Cheik.
O segundo tempo começou com um Rabeloska muito mais empenhado, mas com dois cartões amarelos – para Dick Vigarista e Wagnão. O tempo parecia que ia fechar para as duas equipes, mas, para o bem do público, a disputa ficou só na bola mesmo.
Aos 5 minutos Evandro chutou sem muita força. A bola passou pela área do Rabeloska caprichosamente e raspou a trave direita. Pouco depois, Barata roubou a bola no meio de campo e chutou direto para as mãos do goleiro.
O Rabeloska estava melhor, não dava espaço para o Maciota’s colocar a bola no chão e se organizar. Além disso, a partida continuava pegada, e as chances de conclusões não apareciam com facilidade.
Dick Vigarista achou um espaço pela esquerda da defesa do Maciota’s e chutou, igualando o placar em 3 x 3. O Maciota’s pediu tempo, no qual foi possível ouvir a equipe do Rabeloska comentar que, apesar do empate ser bom, era hora de tentar a virada. A conversa, porém, não se refletiu em campo. Foi o Maciota’s que virou, aos 13 minutos, com Evandro. Após cobrança de escanteio, o atacante adentrou a área rival e chutou entre as pernas do goleiro.
Após o gol, a vontade do Rabeloska de ganhar desapareceu, e ficou evidente que o Maciota’s queria aumentar a diferença para não correr riscos. China, do meio de campo, chutou com força, mas a bola explodiu no travessão.
Aos 15 minutos, após uma cobrança de falta desperdiçada pelo Rabeloska, Alê emendou um contra-ataque e passou a bola para China, que marcou um golaço pelo meio da área rival. 5 x 3 e um banho de água fria nos sonhos do Rabeloska de manter a invencibilidade.
O jogo se manteve num ritmo frenético, com o Rabeloska buscando o gol e o Maciota’s tirando tudo até o último minuto, quando o árbitro apitou o fim da partida. O resultado foi muito comemorado pelo Maciota’s, que se livrou do rebaixamento, mas não conseguiu a vaga no mata-mata. Esta dependia de um empate entre Coringa e Diabos Negros, porém o Diabos ganhou de 1 x 0.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 9ª RODADA
CAV 5 x 2 É Verdadeee
CAV VENCE E ESTÁ NA OURO
É Verdadeee até que tentou e saiu na frente, mas tomou virada no segundo tempo. CAV é líder e Ouro enquanto time de King fica na 4ª posição
Por Stela Aquino
Enquanto o CAV jogava para ir direto para a Ouro sem precisar torcer por um tropeço do My Balls, o É Verdadeee jogava para se classificar em 3º no Grupo B. Com praticamente todos os seus jogadores presentes e uma boa torcida, o EV começou superior no jogo, que era o primeiro do CAV sem o seu ex-treinador, Roberto. Mas, apesar de superior, o time do burrinho encontrava dificuldade nas conclusões, e o jogo se concentrava mais no meio de campo.
Aos 3 minutos, o É Verdadeee já havia perdido duas boas chances. A primeira com Douglas Silva, que chutou pela direita, e outra com Bruno Barbosa, que na cara do gol chutou em cima do marcador.
O CAV teve sua chance com Guilherme, aos 6 minutos, que desceu pela lateral esquerda e conclui para fora. O É Verdadeee continuava a pressionar, sem deixar muitos espaços para o CAV, mas também sem muito sucesso nas conclusões. Bruno Barbosa chegou a driblar seu marcador pela esquerda e cruzar para a área, mas não havia ninguém do seu time para chutar a gol.
Enquanto o EV jogava na base da vontade, o CAV tentava articular com Vitinho as jogadas do ataque, mas sem muito sucesso. O camisa 22 até conseguiu concluir, aos 12 minutos, pela esquerda, após driblar dois defensores, mas a bola foi para fora.
Enfim o gol do É Verdadeee saiu. Aos 16 minutos, após uma sucessão de passes (alguns propositais, outros nem tanto) dentro da área do CAV, Rodrigo Carlos conseguiu empurrar para dentro do gol e fez o 1 x 0.
A comemoração do banco do É Verdadeee foi de assustar, e os ânimos se exaltaram tanto que até sobrou água para cima do mesário e dos jogadores do Maciota’s que assistiam à partida.
O CAV agora precisava correr atrás do prejuízo e tentou um chute de longede Bettoni, que mandou a bola para longe do gol de Reyna. Menos de 2 minutos depois, Nilmar fez 2 x 0 passando pela direita da defesa do CAV, trazendo para o meio e chutando com força para o fundo do gol. Era a derrocada do projeto Ouro do CAV?
O segundo gol fez o É Verdadeee mudar de tática. O time recuou, e eis aí seu grande erro. Até então a pressão sobre o CAV tinha sido sua grande aliada. Com o recuo, o time de Lele teve liberdade para tocar a bola e criar jogadas, coisas que até então não tinha conseguido executar com sucesso.
Sem marcação, deu para Quintanilha sair do gol como um líbero e mandar para o gol, de canhota, aos 23 minutos. A bola entrou no canto superior esquerdo do gol de Reyna. Um golaço e 2 x 1 no placar no fim do primeiro tempo.
Se nos primeiros 25 minutos o destaque foi o É Verdadeee, no segundo só deu CAV. A reação iniciada por Quintanilha se seguiu, e logo o goleiro estava jogando no meio de campo, enquanto o rival só se preocupava em evitar mais um gol.
Aos 6 minutos, Bettoni cobrou falta perto da entrada da área do É Verdadeee, mas a barreira andou e o árbitro mandou a cobrança voltar. O clima não era amistoso entre as duas equipes, e foi o que bastou para uma discussão se iniciar. Depois de alguns segundos, a arbitragem conseguiu controlar os ânimos sem mostrar cartões, e Bettoni conclui para fora.
Aos 9 minutos, Vitinho recebeu um bom passe na entrada da área rival, se livrou do marcador e chutou a gol, mas a bola foi para fora. Do lado de fora da quadra, torcedores do CAV insistiam na teoria de que o jogo estava ‘zicado’ para o time, pois, por mais que esse concluísse, a bola não entrava.
O É Verdadeee voltou ao jogo e, aos 13 minutos, perdeu boa chance de aumentar a vantagem após a cobrança de falta de Girão, que encontrou Fred no meio da área. A conclusão, porém saiu errada, e a bola foi-se pela linha de fundo.
O CAV insistia, mas não conseguia penetrar a defesa do É Verdadeee, pelo menos não com lances de qualidade. Enquanto isso, via na outra quadra o My Balls empatar com o Acidus. O resultado classificava o rival.
Finalmente, aos 17 minutos, Lele passou pelo mar de defensores do É Verdadeee, pela esquerda e chutou rasteiro. 2 x 2 e o CAV voltava a sonhar com a classificação para a Ouro. Mas, na outra quadra, o My Balls passava o Acidus no placar, obrigando o CAV a ir em busca de mais um gol.
19 minutos e falta para o CAV na entrada da área. Bettoni foi para a cobrança. Reyna até conseguiu encostar na bola, mas não evitou o tento da virada. O 4 x 2 não demorou a vir. Após duas tentativas de conclusão desperdiçadas, com Lele e com Guilherme, Vitinho roubou a bola do zagueiro do É Verdadeee e pela esquerda só rolou para Lele completar às redes.
Já no último minuto de jogo, Lele de novo recebeu passe da esquerda e fez o quinto, colocando fim na partida e garantindo o CAV na Ouro em 2012, mesmo com a vitória do My Balls, que ficou em segundo do grupo pelo saldo de gols.
O É Verdadeee também, mesmo com a derrota, fica na 4ª posição e disputa as oitavas d final neste sábado diante do Obrigado Senhor. Mas o time não ficou satisfeito com o resultado: enquanto o CAV comemorava, seus jogadores bradavam contra o árbitro e contra quem mais encontrassem no caminho. Gavião era dos mais exaltados. Porém, fato é que o EV jogou de igual pra igual contra o poderoso CAV, cedendo no fim, e fez uma campanha sensacional perto do que se esperava no time no torneio. Alguns falavam em rebaixamento até...
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 9ª RODADA
Cachorro Velho 1 x 0 Ras Time
CACHORRO DERROTA RAS E SE SALVA DO REBAIXAMENTO
Resultado foi trágico para o Ras, que se ganhasse era 3º colocado do grupo, mas acabou eliminado ainda na primeira fase
Por Tamires Paulino
Em condições normais de jogo, uma pessoa de fora poderia olhar para Ras e Cachorro Velho e chutar um favorito. Mas, em condições como “última rodada do campeonato”, qualquer jogo ganha ares de indefinido – esse foi o “ar” que dominou a partida. Afinal, o Ras, que só precisava de uma vitória simples, acabou sucumbindo diante da defesa do Cachorro, que segurou o 1 x 0, escapou da Bronze e ainda tirou o Ras do mata-mata. Alguém diria que o Ras, um dos favoritos a subir no início do campeonato, nem na 2ª fase chegaria?
Logo no comecinho do jogo, o primeiro sinal de que aquela seria uma partida agitada: Buluk interceptou jogada pelo meio e chutou na trave esquerda de Leonidas, que era goleiro enquanto Cipó não dava as caras. Depois, pelo lado azul marinho, Boing cruzou de cavadinha à área, mas ninguém conseguiu empurrar a bola às redes.
Embora as equipes conseguissem chegar ao gol, o meio de campo era uma guerra particular. Uma muvuca danada imposto pelo sistema defensivo do Cachorro, que não queria saber de bola chegar facilmente a Botana. O número de pés-de-ferro que se viu foram, de longe, muito superiores ao de qualquer outra partida do campeonato. E ainda assim a força de vontade de ambos os lados em querer a bola para si era tamanha que mal notavam tal peculiaridade. Assim, travada de um lado, roubo de passe de outro, as equipes passavam pela tumultuada linha intermediária. Alguns, no entanto, resolviam o impasse com chutes de fora da área – não tão frequentes. Foi o caso de Buluk, que do meio de campo deu um chute perigoso ao gol, mas Cipó estava esperto e segurou. O goleiro, inclusive, foi um dos destaques da partida. Ajudou demais com suas defesas plásticas em lances bastante difíceis.
É claro que não é só no meio de campo que se decide uma partida. Também fazia parte do acervo de jogadas qualquer coisa que livrasse os atacantes da marcação acirrada na grande área e, de quebra, levasse a bola ao gol. Nesse quesito, principalmente pelo lado do time da PUC, reinaram tabelas e cruzamentos certeiros para que as jogadas fossem mais rápidas e passassem mais facilmente. Quase ao fim do primeiro tempo, por exemplo, Chuck cruzou na área e Pedrinho quase acertou um voleio que poderia ter aberto o placar.
No segundo tempo, a situação não foi muito diferente, exceto pelo fato de que finalmente haveria um vencedor. O primeiro tempo deixou claro que só venceria quem tivesse a paciência e técnica necessárias para driblar a marcação; e isso aconteceu, mas foi bem facilitado. O problema no segundo tempo, pelo menos para o Ras, foram os erros. Na verdade, o excesso de erros. E, o pior, de marcação. Embora essa ainda estivesse com força como no primeiro tempo, era falha em alguns momentos, tornando possível a chegada do Cachorro Velho ao gol. Ainda assim, o Ras foi melhor no segundo tempo. O que aconteceria antes, no entanto, seria determinante para que isso acontecesse: dois lances e o gol do Cachorro Velho.
No primeiro lance dessa pressão inicial, Pedrinho cobrou falta com endereço certo, mas Cipó desviou por cima do gol. Depois, Tonhão, na cara do gol, chutou por cima da meta em meio à confusão na área. Então, finalmente, o gol sairia: bate e rebate na área, Buluk chutou de qualquer jeito e a bola sobrou para Thiaguinho. Ele cortou o marcador e chutou, a bola bateu em alguém no meio do caminho e foi se encaminhando chorada para as redes.
A partir daí, começaria a pressão do Ras. Iasi cobrou falta da entrada da área. Botana tirou com o peito. Até mesmo Cipó saiu do gol para tentar marcar um golzinho. O fato de Quintanilha, do CAV, estar fazendo dos seus deve estar incomondando Cipó. Em uma de suas várias tentativas, após cobrança de lateral, ele cabeceou a bola próximo ao travessão. Depois, Rernanes cruzou rasteiro e Botana tirou com o pé.
E dá-lhe mais pressão! Rernanes cobrou falta pela lateral esquerda com força, Botana tirou novamente com o pé. No último lance do jogo, o Cachorro quase ampliou com Zooboo. Ele dividiu pelo meio com Cipó e a bola sobrou, indo sozinha para o gol vazio. Por pouquíssimo ela não entrou.
O resultado de 1 x 0 livra o Cachorro Velho de disputar a Bronze, deixando ao Bucets a tarefa. Ao Ras o resultado pode ser considerado no mínimo trágico, pois com a vitória do Roletinha o time acabou eliminado da competição, coisa inimaginável ao ser dada a largada.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 9ª RODADA
Só Canelas 1 x 2 Joga 13
JOGA 13 VENCE E ELIMINA SÓ CANELAS
Vitória do Maciota’s obrigou Só Canelas a vencer, mas time de Piritiba, para coroar campanha pífia na Prata, não conseguiu transpor Muralha e acaba fora do mata-mata
Por Stela Aquino
Tanto Joga 13 quanto Só Canelas vinham de vitória e precisavam sair de quadra com 3 pontos para garantir uma vaga no mata-mata. O 13 já estava classificado, mas queria melhores posições, mas o Canelas precisava de vitória para não depender de outros resultados. Já ciente da vitória do Maciota’s, só a vitória interessava. Porém, saiu derrotado e, assim, eliminado precocemente da competição.
Assim que o árbitro apitou o começo do jogo, Rogério, do Joga 13, que tinha a saída de bola, chutou para o gol. Johnny e toda a zaga do Só Canelas foram pegos de surpresa. Até o árbitro demorou para confirmar o gol. 1 x 0 com menos de 1 minuto de jogo.
O Só Canelas praticamente começou o jogo perdendo e isso pareceu desestruturar a equipe, que não conseguiu encaixar boas jogadas de ataque. Aos 4 minutos, Tony concluiu e o goleiro Muralha espalmou para dentro da área, mas a sobra não foi aproveitada pelo Só Canelas, apesar do momento de desatenção da defesa.
Pouco depois o Só Canelas teve outra boa chance de empatar, com Devison, que imprimiu velocidade e chutou para o gol, mas Muralha defendeu. Aos 8 minutos, outra chance, dessa vez pela direita, com Tony. Mas nada de novo.
O gol do Só Canelas estava amadurecendo. Finalmente ele saiu, aos 12 minutos, após um momento de indecisão da zaga do 13. Devison marcou o 1 x 1 após rebote do goleiro. O Só Canelas buscava o segundo gol. Felipe chutou de dentro da área e sem marcação, mas perdeu. Um minuto depois, o troco – e mortal. Luan desarmou jogada do Só Canelas e chutou de fora da área para vencer Johny e fazer 2 x 1 em um chute forte, sem chances de defesa.
O fim do primeiro tempo seguiu lento e com chances iguais para ambos os times. Apesar do Joga 13 manter melhor a posse de bola e do Só Canelas ter mais chances de bola parada, nenhum dos dois times parecia muito animado em campo.
O início do segundo tempo seguiu na mesma toada. Chances lá e cá, muitas bolas ganhas e perdidas no meio campo e bancos mais calados do que o habitual. O Só Canelas definia melhor a gol do que no primeiro tempo, mas a bola parava em Muralha.
Aos 4 minutos, Luan teve a chance de fazer mais, com um chute pela direita. Porém, o arremate saiu com muita força e a bola subiu muito. Aos 7, foi a vez do Só Canelas ter uma boa chance, com Tony, que tentou concluir de voleio, pela direita. Atento, Muralha espalmou.
Aos 10 minutos a polêmica sobre a troca da bola teve início, e o árbitro passou a ser o destaque da partida. Primeira parada, troca de bola e recomeça o jogo. Depois o próprio árbitro colocou outra bola em jogo. Enfim, com duas bolas em campo, o árbitro parou tudo, escolheu a bola que ele havia retirado de campo como a bola ‘oficial’ e recomeçou o jogo. Ninguém entendeu nada e os dois times reclamaram muito.
O Só Canelas retomou com Tony e Niel, que fizeram uma boa troca de passes, mas Muralha, em bela partida, evitou o empate mais uma vez. Pouco depois, Luan, sozinho dentro da área do Só Canelas, tocou para Zóio, que mesmo livre de marcação, perdeu o gol.
Já no fim, Alemão, que estava fora do campo, recebeu cartão amarelo por atrapalhar uma cobrança de lateral do Só Canelas, que ainda buscou o gol algumas vezes, mas sem sucesso.
Fim de jogo e vitória do Joga 13, que com o resultado se classificou para o mata-mata em 4º colocado e pega o Zenite. Já o Só Canelas ficou na vontade. Um time que chegou como favorito acaba eliminado. Ao menos não caiu, como aconteceu com o Coringa, outro recém-promovido da Bronze que se deu mal na Prata.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 9ª RODADA
My Balls 3 x 2 Acidus
ACIDUS SEGURA ÍMPETO DO MY BALLS MAS CEDE NO FINAL
Time de Paulinho precisava de grande goleada para ser 1º do grupo. De fato, venceu, mas time de Lói segurou o paciente ataque adversário e ajudou o CAV a chegar à Ouro mais cedo
Por Tamires Paulino
O jogo entre My Balls e Acidus tinha um elemento a mais em campo: enquanto o MB lutava por uma goleada para tentar ficar com a ponta e ir direto pra Ouro, o Acidus, de certa forma, era CAV em campo. Isso porque houve oficialmente uma mala branca para o time acidiano segurar o My Balls e, assim, facilitar a missão do CAV diante do EV. O incentivo pode ter ajudado, pois o Acidus, mesmo sem reservas, foi um time guerreiro, fez um jogo quase perfeito defensivamente e só perdeu nos minutos finais.
A derrota do Ras deixou o Acidus mais tranquilo. Afinal, era só o CAV vencer o É Verdadeee que o time seria 3º colocado. Mesmo assim, nos minutos iniciais parecia que o jogo valia mais para o Acidus que o My Balls, tamanho nervosismo que se viu em determinado momento do jogo, que culminou na expulsão de Flávio. Porém, antes disso, a tônica estava colocada: marcação forte, MB tentando encontrar espaços e um Acidus executando taticamente o que se propôs – defender e contra-atacar.
Logo no começo, dois lances perigosos da equipe amarelo-limão: após cruzamento, Flávio Stockunas quase fez de cabeça. Em seguida, Louiz recebeu após cobrança de falta ensaiada, saiu driblando pela lateral esquerda e chutou na trave. O primeiro gol, no entanto, seria do My Balls e de modo bem simples, mas eficiente. As jogadas eram forçadas na esquerda do ataque. Paulinho Caieiro recebeu de costas no bico da área, parou a pelota, pensou e girou rapidamente para cima de Louiz e bateu forte e cruzado. Um belo gol com a assinatura do craque do time.
O empate, porém, viria literalmente em seguida. Coxa recebeu no meio de campo e foi carregando a bola. Tomou daqui, tomou dali, cambaleou, quase caiu, mas seguiu até a lateral direita, de onde teve tempo e espaço para parar, pensar, ver Caballero entrando no segundo pau e cruzar. O matador acidiano dominou e mandou com estilo no canto direito. 1 x 1.
O calor, nessa hora da tarde (por volta de 15h), parecia que seria um forte aliado do My Balls. Assim, os juízes pararam o jogo não só uma, mas duas vezes para hidratação – digno de um campeonato brasileiro às 16h de um domingo. Após a água, no entanto, ao invés dos ânimos se acalmarem, eles se exaltaram mais ainda. Vai entender.
Tudo começou quando Paulinho Caieiro sofreu falta de Flávio, o que rendeu um cartão amarelo para o camisa 8 do Acidus e dois minutos fora de campo. Com menos um, o Acidus continuou jogando normalmente com algumas voltas para cobrir o espaço deixado pelo jogador. Até aí, tudo normal. No entanto, após o árbitro marcar oura falta, Flávio, do banco, ficou enlouquecido e passou a proferir elogios ao professor. Não deu outra: cartão vermelho, desfalcando definitivamente sua equipe pelo resto da partida, e fazendo com que seu time jogasse com Felipe, segundo goleiro do time, na linha e sem reservas. Era a fórmula ideal para a derrota, tal qual foi diante do Ras. Afinal, poucos aguentam cobrir espaços de outros jogadores e ainda marcarem gols. Mérito para o Acidus, que ainda aguentou muito tempo e realizou os dois papéis.
No segundo tempo (a expulsão veio pouco antes do apito), o My Balls colocou a bola para dentro logo de cara em cobrança de lateral, porém, o gol não valeu porque, segundo a arbitragem, a bola não tocou em ninguém antes de entrar. Magrão, do MB, reclamou dizendo afirmando que a bola tocou em sua cabeça. Inclusive apontou a câmera da TV Chuteira, que ela diria a verdade. (vide TV Chuteira – O êxtase da Ouro para o tira-teima) Paulinho Caieiro ainda protagonizaria mais um lance em seguida: limpou na frente da área, chutou e a bola desviou, quase indo ao gol, mas acabou saindo pela lateral esquerda.
Pelo lado do Acidus, Caballero tabelou com Louiz, que disparou pela ala esquerda e chutou forte rasteiro. A bola passou diante do golmas ninguém apareceu para completar e empurrar a bola para dentro. Em seguida, após contra-ataque, lá foi Paulinho Caieiro de novo pelo lado adversário. Ele recebeu na entrada da área e deu um voleio que explodiu na zaga. Falando em zagueiro, destaque para Lói que, mais uma vez, foi o Domingos (“último zagueiro vivo”, já diria Tiago Leifert) da rodada e tirou tudo lá atrás. Se ele não desarmava o ataque, o arremate batia nele, desviando a bola do gol.
Nos últimos minutos da partida, os gols simplesmente saíram um atrás do outro. Primeiro, o My Balls virou. Pedrinho, pela lateral esquerda, chutou ao gol, Urso amorteceu o chute, mas ainda assim a bola entrou. O empate veio em seguida. Caballero roubou no campo de defesa e puxou contra-ataque sozinho. Ele carregou à frente e chutou do meio do campo adversário, rasteiro, no cantinho, e fez 2 x 2.
O Acidus respirou aliviado ter conseguido o empate, mas pouco antes do fim o My Balls jogou um balde de água fria definitivo no adversário, marcando o terceiro gol. Jogada na esquerda com Pedrinho, que chutou de longe e Urso espalmou. Na sobra, ele de novo ficou com a bola e, quando parecia que iria cruzar para a área, acabou chutando direto ao gol, enganando Urso, que já sabia para cortar o cruzamento, o goleirão ainda tocou na bola, mas não evitou o gol da vitória.
Ao fim do jogo, o Acidus comemorou a bela partida e a 3ª posição, apesar de lamentar a suspensão de Flávio para o mata-mata, que começa neste sábado contra o Diabos Negros. O My Balls viu o CAV comemorar na quadra ao lado a virada para cima do É Verdadeee e a vaga na Ouro. My Balls e CAV, segundo e primeiro do grupo, folgam e só voltam a campo dia 19 pelas quartas de final.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 9ª RODADA
Roletinha 7 x 3 Bucets
ROLETINHA GOLEIA BUCETS E SE GARANTE NO MATA-MATA
Derrota do Ras para o Cachorro Velho ajudou roletinha, que entrou em campo precisando apenas vencer o Bucets para conquistar a até então improvável vaga nas oitavas
Por Stela Paulino
O Roletinha enfrentou o Bucets precisando da vitória para passar ao mata-mata após o Ras entregar a rapadura ao perder para o Cachorro Velho. Do outro lado, o Bucets estava praticamente rebaixado, precisando golear pra mais de 15 gols para que o Cachorro caísse no seu lugar. Era de se esperar um time empolgado diante de outro desanimado. Porém, a contar o início de jogos, os papeis estavam invertidos, já que o Bucets foi avassalador e abriu 2 x 0 rapidamente.
O Roletinha começou nervoso e com dificuldades para encontrar seu jogo. Assim, em cobrança de falta na entrada da área, Matheus Scarpin abriu o placar com ajuda da barreira.
No lance seguinte, o Roleta teve duas boas chances desperdiçadas. Pouco depois, Folha conclui para fora, de cabeça. Não deu tempo do Roleta se organizar, pois o Bucets, no contra-ataque, fez 2 x 0 com André Giorgi, que chutou com força, do meio de campo.
O Roletinha não se encontrava. Pina, o mais consciente do time, mandou uma bola forte no travessão, mas o Roleta ainda encontrava dificuldades em articular suas jogadas. Nem Kuminha conseguia se sobressair como de costume.
Só aos 15 minutos o Roletinha conseguiu marcar. E foi o gol que deu tranquilidade ao time para tocar a bola e virar o panorama da partida. Na cobrança de falta, Brian tocou para Kunminha chutar a gol e fazer 2 x 1.
De fato o efeito foi mágico. Mal se passaram 3 minutos e Folha tocou para Catatau, que recebeu pela esquerda e mandou para o gol, empatando o jogo. Esse “novo” Roletinha passou a dominar a partida e quase passou à frente no placar com Brian, que concluiu pela esquerda nas mãos de Manfred.
O Bucets, que havia desistido de atacar, resolveu tentar a sorte já no fim do primeiro tempo. Após toque de Caio Germano, Pedro Tommasi chutou no canto direito do goleiro Edu, mas a bola saiu pela linha de fundo.
No início do segundo tempo o Roletinha continuava melhor, mas o Bucets teimava em complicar a vida do time de Ceron. Este até tentou duas vezes seguidas, mas não teve sorte. A primeira bola foi para fora e a segunda parou nas mãos de Manfred.
Entretanto, uma hora a coisa tinha de fluir conforme o desejo do técnico Vadão, que estava praticamente no meio de campo comandando os meninos. Em escanteio a favor do Roleta, o goleiro do Bucets foi pego de surpresa pelo lance e Folha virou, de cabeça. Sempre na hora e lugar certos o camisa 14.
Após a virada, o Bucets realmente não levou mais perigo à meta de Edu. O time parecia mais preocupado em marcar, e isso arredondou em entradas mais ríspidas e faísca entre Ceron e a defesa, principalmente com Fábio, que acabou amarelado.
O lance mais bonito saiu dos pés de um zagueiro que há tempos merece maior destaque e vem sendo, sem dúvida, o ponto de referência do jovem time Roleta. Pina disparou pela esquerda e, quase da linha de fundo, sem ângulo, mandou um tiraço rente a trave que Manfred nem viu ela passar. Mistura de falha e proeza do zagueirão espichado.
O Bucets teve a chance de encostar no placar em bola parada. André Giorgi cobrou, de frente para o gol, mas Edu espalmou. Pouco depois a bola sobrou para Matheus Scarpin, que chutou rasteiro, despretensiosamente, mas marcou o 3 x 4.
Inconformados por terem cedido mais um gol por falta de atenção, os jogadores do Roleta buscaram o quinto gol. O que não demorou a acontecer, visto a fragilidade da defesa do Bucets, que vinha se alterando muito com as investidas de Ceron, Brian e Kuminha. Matarazzo, ou Ranallinho, como foi apelido pelo pessoal do lado de fora, inverteu a jogada da esquerda para a direita, com Catatau, que chutou no canto oposto do goleiro e fez 5 x 3.
O Bucets tentava na base da vontade e nas arremetidas individuais de André Giorgi, mas que sempre acabavam com a defesa se sobressaindo. Felipe Almeida cobrou falta, mas o chute saiu bem errado e a bola passou longe do gol do Roletinha. Menos de 2 minutos depois, Brian empurrou para dentro do gol quase no carrinho um cruzamento forte que mais parecia um chute. 6 x 3.
Aos 23 minutos, Ranalli, ou Matarazzo, o ídolo de Baru, que não cansou, no primeiro tempo, de pedir a entrada do jogador na partida, interceptou a bola no campo de defesa do Roleta e foi avançando pela lateral esquerda. Foi tranquilo, a marcação não apertou e ele soltou o pé direito sem dó. Uma bola forte e alta, sem chances para Manfred, que só pode lamentar o 7 x 3.
Vitória garantida, vaga assegurada, o Roletinha comemorou com sua barulhenta torcida a ida ao mata-mata, quando terá o Xoras como adversário das oitavas de final. Já o Bucets foi rebaixado e joga a Bronze no ano que vem.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 9ª RODADA
Elefantes Indomáveis 4 x 0 Obrigado Senhor
ELEFANTES GOLEIA OBRIGADO SENHOR E FICA COM 2ª POSIÇÃO NO GRUPO
Com destaque para Diego Lander, equipe folga e espera vencedor de Acidus x Diabos Negros; time divino, 5º colocado, encara o É Verdadeee
Por Tamires Paulino
No disputado Grupo A, Elefantes e Obrigado Senhor se enfrentavam pra decidir quem seria o segundo colocado do grupo e pularia as oitavas de final. O Obrigado Senhor se destacou muito na partida, atacando e passando perto do gol diversas vezes, porém, a festa foi completa para o Elefantes, que fez 4 gols e não sofreu nenhum.
No primeiro lance do jogo, Lucas Oliveira chutou e a bola foi na trave. Em seguida foi a vez de Hugo Tadeu acertar a trave de Chacha em chute forte de fora da área. O Obrigado Senhor continuou atacando, e muito. Diego, da linha de fundo pelo lado direito, chutou rasteiro à frente do gol. Lance parecido com um dos mais perigosos do Elefantes no primeiro tempo, protagonizado por Thiago Inácio, mas pelo lado esquerdo. Bolas ao lado do gol, aliás, seriam frequentes como já foi possível perceber.
Ainda no primeiro tempo, mais dois lances, ambos do Obrigado Senhor: um com Lucas Oliveira, que recebeu no canto direito da área, dominou e chutou de lado com força à esquerda do gol; o outro seria protagonizado por Hugo Tadeu, que chutou da lateral direita ao gol, pelo lado de fora. No último lance do primeiro tempo, André, do Elefantes, chutou e o goleiro espalmou, Lucas cabeceou e Chaluppe defendeu.
No segundo tempo a situação foi um pouco mais equilibrada e os gols finalmente saíram. O Elefantes melhorou de modo imensurável e começou a atacar mais – até que os gols saíram. Antes, porém, o Obrigado Senhor continuou a atacar. Rafael Colla deu um voleio da entrada da área por cima do gol; depois, Cabe recebeu à frente e ficou cara a cara com o goleiro, chutando para fora.
O Elefantes, no entanto, rapidamente demonstrou o quanto tinha mudado. André limpou lance na entrada da área, chutou e a bola bateu no pé da trave esquerda, quase entrando. Depois, Thiago recebeu passe à entrada da área, de costas, girou e chutou à esquerda do gol. Dava para perceber pelo modo como jogava que o gol do Elefantes estava “maduro”. E ele veio com Lucas Montesano.
Seu time, no entanto, não parou de pressionar e rapidamente marcou o segundo, com Thiago. Ele recebeu após lateral cobrado por Douglas, girou e chutou no meio do gol, ampliando para o Elefantes. Em seguida, o terceiro. Douglas, que outrora havia participado com um lateral do segundo gol, só escorou após a bola subir e descer a seus pés quase em cima da linha.
O Obrigado Senhor, meio acuado, limitou-se a um único lance: após cruzamento, Cabe limpou e tentou chutar por cima do goleiro, mas acertou o travessão. Hugo Tadeu ainda levaria um azul após falta. A partida era mesmo do Elefantes, não havia jeito. A mudança de comportamento no segundo tempo foi-lhes extremamente benéfica. O protagonista dos dois últimos lances seria Diego. No primeiro, após cruzamento, ele cabecearia na trave; no segundo, após chute de dentro da área, anotaria o quarto gol no canto, fechando a classificação da equipe com chave de ouro, em segundo.
O Obrigado Senhor também está classificado, só que caiu para 5°, finalmente distanciando-se das outras equipes que disputavam cabeça a cabeça uma vaga na próxima fase.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 9ª RODADA
Diabos Negros 1 x 0 Coringa
DIABOS VENCE, SE CLASSIFICA E REBAIXA CORINGA
Na decisão de quem perdesse caía pra Bronze, Coringa se deu mal, Diabos classificou-se em 6º e agora pega Acidus nas oitavas
Por Tamires Paulino
No acirrado Grupo A da Prata, Diabos Negros e Coringa eram dois dos vários times que estavam praticamente empatados por uma vaga na classificação, um com 7, outro com 8 pontos. Mais do que se classificar, o duelo valia como permanência na Série Prata. Depois da vitória do Maciota’s, a coisa virou direta: quem perdesse estava na Bronze.
Precisando da vitória – o empate de nada servia ao time – o Coringa começou atacando. Rafinha recebeu passe de Ratão já dentro da área, mas chutou por cima da meta. Em seguida, foi a vez do Diabos atacar com Zuppo. Ele deu belo chute, no ângulo, e o goleiro Gui teve que usar todo o seu reflexo para fazer a defesa. Aliás, reflexo foi a palavra-chave para o próximo lance, protagonizado por Rafinha. Ele chutou em cima do goleiro do Diabos, Marco, que pegou no susto. Rafinha retomou a posse de bola e foi travado. O árbitro deixou o lance prosseguir, para reclamação de alguns.
No último lance efetivamente relevante do primeiro tempo, a contar que a maior parte do tempo o jogo ficou preso no meio de campo e em bolas perdidas no ataque, Marcel Gellacic chutou com força ao gol diretamente da lateral direita. O goleiro espalmou e salvou o Coringa.
No segundo tempo, o Diabos dominaria um pouco mais, atacaria mais, chegaria mais. No primeiro lance, Boris chutou rente ao ângulo, mas o goleiro deu uma bela ponte para defender. Depois, Marcel cobrou falta com força, a bola desviou na zaga e saiu. Contudo, o gol finalmente sairia – e seria um belo gol. Chagas recebeu passe alto na frente, pulou e dominou com a chapa do pé – como diriam antigamente -, marcando na saída do goleiro.
O Coringa via agora suas chances de classificação diminuírem drasticamente, já que estas estavam diretamente ligadas à sua vitória frente. O empate classifica o Maciota’s, e exatamente por isso a galera do time estava fora torcendo por um golzinho do Coringa e só! O Diabos, que nada tinha a ver com isso, continuava a atacar. Chagas recebeu passe à frente, limpou para ganhar espaço e chutou, atingindo o pé da trave. O time usava o desespero coringa de atacar em busca do gol para contra-atacar. Contou, é certo, com a falta de pontaria dos atacantes alviazuis, mas também com intervenções providenciais de sua forte defesa, que conseguia chegar e travar boa parte das bolas arrematas contra o gol de Marco.
No último lance da partida, no entanto, o Coringa ainda tentaria empatar, sem sucesso. Ratão, em cobrança de falta, passou muito perto do travessão, deixando preso o grito de gol e alegria... dos jogadores do Maciota’s, claro, pois o Coringa já estava entregue para resultado.
Após o apito final, a sensação era de desconsolo para os jogadores do Coringa, que se veem voltando à Bronze após semestre a ser esquecido na Prata. O Diabos chegou a 11 pontos e ficou com a última vaga no mata-mata. Joga as oitavas contra o Acidus, que foi 3º colocado do outro grupo.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 9ª RODADA
Camelo 2 x 6 Xoras
XORAS FAZ O BÁSICO PARA FICAR EM TERCEIRO
Camelo ainda tentou fazer frente mesmo sem goleiro e reservas, mas não resistiu muito diante do desânimo de se ver na Série Bronze
Por Stela Aquino
O Camelo, se não rebaixado ainda matematicamente, moralmente já (era só ver o semblante dos parcos jogadores presentes, e sem goleiro), enfrentou o Xoras com um clima de fim de feira. Noal já avisara que seria sua despedida do time, outros diziam o mesmo. Era cumprir tabela e nem precisar juntar os cacos.
O Xoras foi para garantir a 3ª posição do grupo. Bastava vencer. E assim o fez, mas antes começou tomando um susto, pois Noal deixa o campeonato brigando pela artilharia. E, querendo ou não, o menino tem faro de gol e logo tratou de fazer o primeiro do jogo, de cabeça, após cobrança de escanteio.
Ainda se recuperando do susto do primeiro gol, o Xoras foi para o ataque com Matheo, que concluiu para fora. No lance seguinte, Noal tentou driblar vários marcadores, mas foi parado. Era o típico jogo para Noal colocar em prática todo seu individualismo.
Aos 5 minutos, mais uma chance para o Camelo, dessa vez com Cainho, que cabeceou para as mãos de Tata. O Xoras estava lento em campo, e o Camelo crescia na partida. Noal teve liberdade para concluir pela direita. A bola bateu na trave e saiu.
Aos 8 minutos, o Xoras finalmente teve sucesso em suas investidas. Após passe de Boca, Alezin marcou o empate no meio da área do Camelo, livre de marcação. Porém, menos de 2 minutos depois, o Camelo passava a frente no placar novamente! Após cobrança de lateral de Cainho, Noal deu replay do primeiro gol e chegou a 17 no campeonato, o mesmo que Caballero, do Acidus.
O Camelo resistia bravamente, mesmo com Jaka (também chamado por alguns de Rafael Rizzo) no gol. A vantagem não durou muito: em cobrança de falta, Matheo fez 2 x 2. A bola passou pela barreira do Camelo e entrou no canto esquerdo.
Mesmo após o empate o Xoras não deslanchou na partida. Talvez a fragilidade e posição do adversário não empolgasse o time, tanto que quemjogava melhor era o Camelo, sem goleiro e sem banco. Aos 15 minutos, o Camelo teve a oportunidade de passar à frente no placar, mas Noal mandou a cobrança de falta longe.
O Xoras perdeu várias oportunidades de gols seguidas, e também não apertava a marcação, dando espaço para o Camelo articular algumas jogadas. Até mesmo Jaka pode sair jogando com os pés algumas vezes.
No segundo tempo, o Xoras voltou com mais vontade e resolveu por fim ao bom momento do já sem perspectivas Camelo. Aos 3 minutos, Dutra chutou pela direita, a bola passou pela zaga e entrou no gol. 3 x 2 e fim de jogo para o Camelo.
Sem banco, sem pernas e sem ânimo para acompanhar o Xoras, que parecia ter se poupado para o segundo tempo, a goleada apareceu. Aos 7 minutos, após boa troca de passes entre Matheo e Ric, a bola sobrou para Boca, que anteviu a jogada a apareceu sozinho na área do Camelo e chutou pro gol. Pouco depois, Dutra concluiu, mas Jaka, sem luvas, espalmou. Carioca ainda teve outra boa chance de marcar para o Xoras, de cabeça, mas a bola foi para fora.
Aos 16 minutos, Boca deu um chute em Noal, no meio de campo, sem motivo aparente. Inconformado, Cainho, que estava próximo ao lance, revidou o chute. Confusão em quadra, tapa daqui, tapa de lá. Os dois jogadores foram expulsos, e Boca, o iniciador da confusão, está suspenso pelo menos para as oitavas de final. É preciso aguardar julgamento da Organização para ver quantos mais jogos ele pega pela infeliz atitude em campo.
Aos 17 minutos, o Camelo cobrou falta com Felipe Araujo, mas a bola ficou na barreira. Pouco depois foi a vez do Xoras tentar marcar, com Mingo, que chutou de fora da área direto para as mãos de Jaka. O Xoras já não queria mais jogo, o Camelo idem, até porque com a confusão ninguém queria chegar perto de Henrique, o açougueiro. Numa delas o atacante tomou a botinada e ficou no chão. O árbitro nada marcou. Em outra, Mirim chegou à linha de fundo e quando viu o zagueirão chegando tratou de por pra fora e evitar uma dividida, que com certeza sobraria pra ele.
Mesmo assim, com o Camelo morto e – pasmen – Noal na zaga, Mirim fezo quinto e Mingo o sexto, encerrando em 6 x 2 um jogo fraco e chato de se ver diante da falta de perpectivas para os times no campeonato.
Em 3º no Grupo A, o Xoras enfrenta o perigoso e embalado Roleta Russa Olímpico. O Camelo deve se reunir para ver o futuro do time. Certo é que alguns ali já saíram afirmando que não jogam a Bronze.
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