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CHUTEIRA NEWS: 9ª RODADA DO IV CHUTEIRA DE PRATA

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

SuaMãe 7 x 7 Cachorro Velho

SUAMÃE E CACHORRO VELHO EMPATAM EM JOGO DE 14 GOLS


Em uma partida de muitos gols, belas atuações individuais e bastante chuva, o empate foi o mais justo

Por Fabiano Correia

O jogo teve de tudo: um início cadenciado, um período de extrema turbulência climática e um placar final com 14 gols. Fato é que o empate acabou sendo justo. O primeiro tempo acabou em 6 x 2 para o Cachorro Velho; o segundo foi 5 x 1 para o SuaMãe. Na soma, 7 x 7.

No primeiro tempo, a dupla Thiaguinho e Tché, ostentando a 9 e a 99 respectivamente, infernizou o SuaMãe. O entrosamento dos dois, mais um time bem organizado em quadra, abriu caminho para os seis gols da primeira etapa. O primeiro foi de Giggio, com 3 minutos de jogo. Aos 8, Tché cobrou uma falta, forte, ao lado da barreira e fez um belo gol. 2 x 0. O domínio dos Cachorros era quase total. Leandro Rosa e Zoiudo até tentavam incomodar o goleiro Botana, mas o SuaMãe estava muito aquém do futebol apresentado pela equipe de azul.

Aos 13 minutos, Tonhão, do Cachorro Velho, aproveitou um cruzamento que veio de uma cobrança de lateral e bateu por cima, de cabeça, no contrapé do goleiro Ediba. Ele até tentou, mas fez um movimento que pareceu estar no SuperSlow da Globo. A bola passou por cima dele, raspando sua mão e morreu no fundo das redes. 3 x 0 para os cachorros.

A partir daí entrou em cena a dupla 9/99. 14 minutos do primeiro tempo, Tché deu um passe à meia altura para Thiaguinho, que dominou na coxa e chutou forte no canto do goleiro. Belo gol, 4 x 0. Menos de três minutos depois, o 9 da dupla recebeu no pivô, fez o giro na marcação e chutou forte, sem defesa. Era o quinto!

No entanto, o SuaMãe não se entregou e, puxados por Febem, fez dois gols em menos de um minuto. No primeiro, ele estava, literalmente, na banheira, recebeu um chutão da zaga e, de costas, só desviou com o calcanhar. Foi o suficiente para enganar o goleiro Botana. O segundo foi uma jogada individual, em que Febem levou e bateu forte. Dessa vez, total mérito do atacante. Ainda assim, aos 20 minutos do primeiro tempo, o placar acusava 5 x 2 para o Cachorro Velho. E a dupla estava lá. Tché teve duas chances de ampliar: em uma delas, depois de um bom passe de pivô de Tonhão, bateu com estilo, um meio voleio e obrigou Ediba a jogar pra escanteio. Na terceira vez, Tché cruzou e seu companheiro Thiaguinho só teve o trabalho de empurrar pro fundo gol, sem goleiro. 6 x 2 em um primeiro tempo de domínio dos cachorros.

A chuva estava presente no PlayBall, mas apertou no final da primeira etapa e continuou no segundo tempo. No intervalo, os juízes até trocaram a bola. E o que se viu foi que os times também trocaram de futebol. O SuaMãe voltou muito mais ligado e o Cachorro Velho, acomodado.

Logo no início, Leandro Rosa fez uma boa jogada e passou para Zoiudo, que chutou forte, rasteiro e a bola passou por baixo do goleiro Botana – para não dizer entre as pernas. 6 x 3. Aos 6 minutos, Tonhão fez uma falta forte em Zoiudo. Na cobrança, Raoni, o zagueiro da SuaMãe, conseguiu desviar de cabeça e fez o quarto.

A reação era iminente, o Cachorro Velho só conseguia levar perigo através dos escanteios e cruzamentos na área. A chuva apertou ainda mais e o SuaMãe cresceu em quadra, vendo que o resultado favorável era possível. Raoni ganhou confiança e arriscou um chute quase do meio de campo, a bola ia no ângulo, mas o goleirão Botana foi buscar. Bela defesa. Foi aí que, aos 10 minutos, Tché, relembrando o primeiro tempo, recebeu uma bola na direita, levou até quase a entrada da área e bateu forte. Raoni, que vinha fechando, ainda conseguiu desviar a bola, mas ela subiu e Ediba não conseguiu alcançar. Sétimo gol do Cachorro Velho.

O que tinha tudo para ser um balde de água fria - já que a chuva parecia não esfriar o jogo - não funcionou. Aos 12, quase em um replay de seu primeiro gol, Febem recebeu um lançamento longo, desviou a bola e dessa vez Botana conseguiu defender. Mas, com a bola molhada, ele rebateu e, no rebote, o mesmo Febem conseguiu completar e fazer o quinto do SuaMãe.

O jogo ficou truncado. A chuva, a bola e o gramado escorregadios dificultaram um pouco as ações. SuaMãe tinha mais posse de bola, Cachorro Velho era perigoso nos contra-ataques. Porém, para evidenciar a superioridade do SuaMãe, Zoiudo conseguiu derrubar dois Cachorros em uma jogada só. Gerou uma falta perigosa, mas que não resultou em gol. Aos 23, o mesmo Zoiudo arriscou de longe, a bola molhada, é verdade, atrapalhou o goleiro, só que o que se viu foi um bonito gol e um placar incrível de 7 x 6. Menos de trinta segundos depois, Febem, pra coroar sua atuação, recebeu e bateu de primeira, sem chances para Botana. Empaaate sensacional!

O último minuto de jogo foi no desespero. No final, 7 x 7, com um gosto melhor para o SuaMãe, mas que, devido ao grande primeiro tempo da dupla 9/99, foi justo. Jogão.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Obrigado Senhor 6 x 4 Primatas

OBRIGADO SENHOR VENCE E CONTINUA NA BRIGA


Primatas perde mais uma, mas continua bem colocado na competição

Por Vinicius Bento

Com o típico atraso e o rotineiro frio, Obrigado Senhor e Primatas entraram em campo sobre os olhares do trio de ouro do Chuteira: Lucas P., Lói e D. Fischer. Depois da piadinha maliciosa de Lói (típico), chamando o time de colete de Primpratas, Gui Fenômeno arriscou de fora da área e fez com que o goleiro do Senhor se esticasse todo para evitar o gol adversário.

Depois disso, o jogo não teve mais fortes emoções. Salvo um lance aqui e outro ali. Gus, camisa 7 do Primatas, arriscou de longe e a bola tirou tinta da trave direita. Na primeira chance real de gol do Obrigado Senhor, Lucas Oliveira caprichou e abriu o marcador.

O primeiro gol tirou com certeza a pressão inicial das duas equipes. Não demorou muito e Gus, novamente ele, empatou o jogo. Na metade da primeira etapa a chuva veio e com ela mais um gol do Obrigado Senhor. Lucas Oliveira, o nome do time, desempatou.

A chuva veio com tudo. E junto com ela muitos gols. Para os dois lados, diga-se de passagem. Lucas Oliveira fez o seu terceiro gol no jogo. Para não deixar o Primatas ir para a segunda etapa perdendo por dois gols por diferença, Simões arrancou um suspiro do repórter Elvis Ferreira, que assistia ao jogo do lado de fora. “Que golaço”, vibrou ele. E assim a primeira etapa terminou com o placar de 3 x 2.

O segundo tempo mal tinha começado e a chuva já estava apertando de verdade. Não era mais aquela garoinha que só incomoda. Dessa vez era um verdadeiro toró. Vento e bola molhada, uma receita para falhas feias por parte dos goleiros Para os jogadores de linha, a coisa também não estava muito positiva. As poças de água começavam a se juntar no meio de campo, dificultando a ligação entre defesa e ataque, além de transformar a condução em algo praticamente impossível.

Em meio ao temporal Vic começou a deixar o placar dilatado. Fez o quarto tento do seu time na partida, obrigando o Primatas a sair para o jogo. Naquelas condições era bem difícil alguma reação. Dito e feito. Procurando uma das saídas possíveis para diminuir o resultado, Gui Fenômeno, sempre ele, bateu falta com muita violência contra a meta adversária e diminuiu.

No final do jogo, os dois times resolveram fazer mais gols. Gols que por sinal foram muito difíceis de enxergar graças à chuva. A própria mesa do jogo errou no placar no término da partida. Primeiro Gus empatou o jogo. Logo depois Lucas Oliveira recolocou o Obrigado Senhor na frente do placar. E para encerrar a fatura, Rominho fez o sexto gol do Obrigado Senhor e deu a partida por encerrada.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Bufalos 2 x 1 Pé de Pano

EM JOGO BRIGADO, BUFALOS FAZ VALER A SUA FORÇA


O Pé de Pano bem que tentou – e quase conseguiu – mas o empate escapou no final

Por Fabiano Correia

“Quase empatamos com o melhor time!” Esse era o sentimento da equipe do Pé de Pano logo após o empate com o Bufalos. A equipe de branco era visivelmente inferior, não tinha nenhum jogador com maior estatura do que um dos Bufalos.

A saída de bola do Pé foi um tanto confusa e resultou numa primeira chance de gol do Bufalos. A primeira oportunidade do Pé veio aos 4 minutos, com Marasco. Um chute de fora da área, mas longe do gol. O Bufalos era sim superior, mas não conseguia reverter isso em gol. O Pé de Pano se segurava e ainda arriscava uns ataques, aproveitando o entrosamento da equipe, que parecia se conhecer há algum tempo.

Dinho teve ótima chance de abrir o placar após falta de Dada perto da área. Na cobrança, o camisa 10 encheu o pé. A bola passou com muito perigo, beliscando a trave. Na sequência, outra falta perigosa do Pé de Pano, que rendeu um cartão amarelo para Vitão. Agora o Bufalos usou uma jogada ensaiada e… Nada. O 0 x 0 persistia.

O Pé de Pano parecia gostar do jogo, trocava bons passes e até jogadas de efeito, como a bela asinha aplicada por Tavogus. Mas com um a menos fica difícil. Aí, faltando 30 segundos para o Vitão retornar, em uma confusão na área, Casali conseguiu empurrar a bola para o fundo do gol e abrir o placar.

O tempo, que ainda estava fechado, com uma leve garoa, melhorou. O jogo, por sua vez, piorou. O Pé de Pano tinha mais posse de bola, dominava o meio da quadra, mas não conseguia articular jogadas de perigo. O Bufalos era bem mais técnico. Quando com a bola dominada, mostrava habilidade e capacidade, mas também não conseguia objetivar os lances. Casali era o melhor em quadra e mostrou isso em um belo pivô, no qual deu um passe de calcanhar e deixou o companheiro na cara do gol. O goleiro Tiago salvou o time com os pés.

Quase 20 do primeiro tempo e Casali teve outra boa chance, cara a cara com Tiago, mas chutou à esquerda do gol. Então, aos 23 minutos, Nobru fez uma bela jogada e foi parado com falta. Antes da cobrança, Otaguro, goleiro do Bufalos, organizou a barreira e gritou: “Barreira, não abre! Barreira, não abre!” Pé de Pano cobrou a falta em dois toques e Dada bateu forte, no canto do goleiro, “encoberto” pela barreira. Empate! Otaguro foi à loucura.

No segundo tempo o Bufalos voltou mais determinado e Casali querendo gol. Pé de Pano errou uma bola no meio, ela sobrou para o camisa 11 bater e obrigar o goleiro Tiago a fazer outra linda defesa. Ele estava fechando o gol, segurando a pressão do Bufalos nesse início.

O jogo assim se manteve até os 12 minutos, quando houve um pedido de tempo. Era uma partida brigada e travada, com as duas equipes demonstrando mais medo de sofrer o desempate do que vontade de vencer. Pelo Bufalos, Casali era a exceção; do outro lado era Dudu. O jogador, que vestia a camisa número 13, começou a fazer a diferença arriscando vários chutes de longa distância. Agora era vez de Otaguro mostrar serviço. Foram pelo menos quatro tentativas que deram trabalho. Mas, aos 21 minutos, depois de bola que veio da lateral, Tiago não conseguiu interceptar a trajetória da pelota e Dinho concluiu sem dificuldades, desempatando o jogo e dando a liderança para o Bufalos.

No final da partida, o capitão Mendes deu um carrinho desnecessário em Rafinha. O clima fechou - sem chuva agora - e o jogador, mesmo machucado e caído, revidou com um pontapé. O árbitro viu tudo, esperou os ânimos se acalmarem e deu azul para os dois. Pior para Rafinha, que saiu carregado e teve que usar gelo após o jogo.

Inconformados com o resultado, que poderia ter sido melhor contra “o melhor time” - palavras deles próprios - os pédepanenses discutiram bastante depois da partida. Mas o resultado não mudou: 2 x 1 para o Bufalos e Série Bronze para o Pé de Pano.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Di Primeira 9 x 0 Invictus

DI PRIMEIRA DETONA BOMBA NO INVICTUS


Di Primeira se solta na segunda etapa e, perdendo muitos gols, não perdoa um destroçado Invictus e aplica goleada

Por Renato Malaguti

Chovia fraco no começo da partida. O Invictus começou com um jogador a menos graças à chegada de Paulinho, pois senão seriam 2 a menos. Com um a menos, o Invictus foi dominado pelo Di Primeira, que mostrava superioridade mas encontrava certo equilíbrio. Logo chegou Gago e o Invictus passou a ter um time completo em campo.

Até os vinte minutos da primeira parte, várias oportunidades foram desperdiçadas pela equipe de vermelho, principalmente com Rodrigo e Raphael Silva. O Invictus não conseguia criar chances claras de gol, quando mostravam certo desentendimento entre os jogadores do próprio time. Nas poucas que teve, Lucas e Márcio perderam.

Mesmo melhor, somente aos 21 minutos o placar foi aberto pelo Di Primeira, com Raphael Silva. Foi a deixa para a goleada, já que no minuto final da etapa primeira Claudinho fez 2 x 0. Levando em consideração o número de finalizações ineficientes da equipe em vantagem e o fraco futebol apresentado pelo Invictus, o placar não era dos piores para a equipe.

Voltando ao jogo, antes dos 10 minutos da segunda etapa, o time de vermelho ampliou duas vezes. Uma com Raphael Silva e outra com Lê. Perdendo por quatro gols, o Invictus não esboçava reação alguma. Muralha, goleiro da equipe, em um lance um tanto quanto estranho, saiu do gol tentando driblar vários adversários com o intuito de levar sua equipe para o ataque. Aos 11 minutos Márcio sofreu falta próxima à área, mas Brunno isolou.

Pelo Di Primeira, Raphael Silva não perdeu e fez o quinto gol. A porteira estava arrombada. O desanimo azul era geral, Lucas se esforçava mas deixava nítido o nervosismo, tanto que chegou a discutir com um adversário após dividida. Vitória consumada, era só ampliar no erro do adversário. E foram muitos os erros, até de Muralha, que foi sair jogando e vi ua bola escorregar por suas mãos aos pés de um adversário. E assim o esquadrão vermelho fez: Paulinho cometeu pênalti e Lê marcou 6 x 0. Em seguida, aproveitando a péssima fase do Invictus, Rodrigo fez mais três gols em cinco minutos, um deles chapelando Paulinho e tocando por baixo de Muralha. 9 x 0 e uma derrota acachapante para o Invictus, que segue forte rumo à Bronze. Restam 2 jogos para reagir. Já o Di Primeira fez bom saldo e assumiu a vice-liderança do grupo.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 4 x 0 É Verdadeee

LÊONIDAS BRILHA, CIPÓ VOA E RAS VENCE É VERDADEEE


Os dois times jogaram muito bem, mas com uma atuação impecável do camisa 13 e com ótimas defesas do arqueiro voador do Chuteira, RasTime abate Gavião e Cia.

Por Fabiano Correia

Pode-se, tranqüilamente, dizer que o jogo foi dele: Leônidas. O jogador do RasTime fez de tudo em campo, principalmente os quatro gol do seu time e da partida. O primeiro tempo foi equilibrado. As duas equipes não saíram desesperadas para o ataque. Ambas estavam bem organizadas, com posições definidas e não arriscaram muito. Tchelo, do lado do RasTime, era quem tentava incomodar mais, sempre com seu jeito característico – respirando forte e procurando assustar o adversário, conseguiu algumas jogadas nos primeiros minutos. Do lado do É Verdadeee, o dono do time era Gavião. Mesmo sem muita velocidade, a bola sempre passava por ele antes de ser distribuída ou arriscada em chute ao gol.

Pouco antes dos 4 minutos do primeiro tempo, ele, Leônidas, abriu o placar. Depois de uma roubada de bola do seu companheiro Rernanes, ele recebeu, baixou a cabeça e bateu forte, sem chances para o goleiro Reyna. Johnny, do RasTime, era outro que estava bem em campo. Aos 6, recebeu a bola na direita, bateu e o goleiro do É Verdadeee conseguiu apenas desviar a bola, que subiu e pingou no travessão. Quase o segundo.

O Ras era realmente melhor em quadra, e só aos 8 minutos o adversário começou a incomodar. Uma falta de trás do meio campo tinha endereço certo, mas Cipó, o ótimo goleiro do RasTime, fez a sua primeira defesa. Logo depois, o mesmo Cipó deu uma de zagueiro e antecipou um lançamento longo que ia encontrar o atacante livre e em condições de empatar.

Já do outro lado, Reyna não transmitia a mesma confiança para sua equipe. Sujo, do Ras, arriscou chute de antes do meio da quadra, a bola saiu fraquinha, mas, como a relva artificial ainda estava um tanto molhada, ao chegar no goleiro ele deixou escapar e a bola beijou carinhosamente o pé da trave direita. Sim, é verdadeee!

As duas equipes jogavam bem, e exigiam dos goleiros, mas o diferencial era mesmo Cipó. Prova disso foi a defesa sensacional que ele fez aos 19 minutos, depois da cabeçada de Fúria que ia no canto. Uma bela ponte. Houve quem dissesse ali no PlayBall que lembrou Gordon Banks... O primeiro tempo terminou 1 a 0, com o RasTime levemente melhor, mas o jogo aberto.

Aí, no segundo tempo, brilhou Leônidas. Logo no começo o É Verdadeee saiu chutando. Cipó continuou fazendo suas defesas, mas, em uma delas, cedeu rebote e foi atrás da bola. Na tentativa de recuperá-la, se atirou dando um carrinho perigoso no adversário, que deu uma valorizada e provocou o cartão amarelo ao goleiro. Sendo obrigado a ficar dois minutos fora, quem assumiu a camisa 1 do time foi ele, Leônidas. Foram dois longos minutos de pressão do É Verdadeee, que, liderados por Gavião, fez de tudo para buscar o empate. Cipó estava desesperado do lado de fora e tentava passar dicas para o jogador de linha que o cobria. King, o zagueirão do É Verdadeee, tentou duas vezes o chute ao gol, sem sucesso. Enfim, aos 6 minutos, Cipó voltou e o RasTime pôde voltar ao jogo.

Logo na seqüência de sua entrada, Johnny fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Leônidas, que fechou livre pela direita e só completou para fazer 2 x 0. Aos 9, Tchelo cobrou lateral e encontrou, mais uma vez, Leônidas livre dentro da área. Já que ele estava lá, fez o terceiro do jogo, terceiro do RasTim, terceiro dele. Menos de um minuto depois, Johnny fez outra boa jogada individual pelo meio do campo e dessa vez tocou para a esquerda. Mas quem estava lá era Leônidas. Ele teve tempo de dar uma leve dominada e bater com seu pé direito.

É verdade que eles tentaram. Gavião teve algumas chances, só que o Ras estava muito tranquilo. Com a vantagem e com as ótimas defesas do goleiro Cipó, eles conseguiram segurar o resultado até o final do jogo e ainda viram Macaulin acertar uma bola no travessão no final. No final foi isso, 4 x 0 RasTime, 4 x 0 Leônidas.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 3 x 2 Arouca Jrs

CAMELO FAZ NOVA VÍTIMA DE VIRADA


Time da pizzaria mostrou um futebol apagado no primeiro tempo, mas comandado por Noal ignorou a torcida do Arouca Jrs e virou o placar

Por Renato Malaguti

O Camelo mostrou porque é o time da virada neste Chuteira. Aprontou de novo e, no segundo tempo, derrotou o Arouca Jrs. Porém, os pizzaiolos começaram perdendo com menos de um minuto. No primeiro lance da partida, Washington converteu para o Arouca Jrs, abalando a equipe rubra.

O gol deu moral e fez o Arouca pressionar cada vez mais para ampliar o placar. Só dava Arouca Jrs. Pelo Camelo, durante toda a primeira etapa somente duas jogadas levaram perigo ao gol de Gui, ambas de Jaca. Duas bolas na trave e lances perigosos fizeram com que a torcida do Arouca Jrs. gritasse muito apoiando seu time, mas mal sabiam o que estaria por vir. Até então, o destaque da partida era Markinho que ajudava sua equipe de forma ofensiva, quase marcando duas vezes.

Mesmo não mostrando todo o seu potencial, o Camelo conseguiu ir para o segundo tempo perdendo por apenas um gol, mostrando que tinha plena condições de mudar o rumo da partida após o intervalo. Assim como no primeiro tempo, o gol saiu no primeiro lance de jogo. Mas dessa vez foi do Camelo, e só podia ser de Noal, que além do gol foi caçado dentro de campo durante todo o segundo turno.

Aos 8 minutos, em uma falha de Markinho, Noal marcou mais um, virando a partida e comemorando muito, sob vaias da torcida rival. Logo em seguida, o técnico Vitão pediu tempo técnico. Após a pequena pausa, o Arouca pareceu voltou melhor. No primeiro lance de perigo, Markinho se redimiu do erro e empatou a partida.

Equilibrados, com poucos erros de passe, os times atacavam menos. Somente aos 14 minutos Araújo marcou para o Camelo, chutando rasteiro e tirando do goleiro. Com vantagem, o Camelo segurou o jogo muito bem até o finalzinho. Faltando menos de 5 minutos para acabar, ambas as equipes voltaram a criar oportunidades de gol, mas nenhuma foi eficiente. 3 x 2 para o Camelo, que chega a 16 pontos e garante a vaga no mata-mata.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

MachuPichu 7 x 1 La Coruja

MACHUPICHU JOGOU MELHOR E BATEU FORTE NO LA CORUJA


Mesmo não jogando mal, La Coruja não conseguiu evitar 7 gols e saiu de quadra com uma goleada

Por Fabiano Correia

Não dá pra dizer que o placar não foi justo, mas que ele foi mais elástico do que merecia ser, isso foi. O MachuPichu jogou muito bem os dois tempos, prova disso é o fato de ter feito três gols no primeiro e quatro no segundo. Mas o La Coruja até que mereceu um pouco mais de sorte.

Logo aos 2 minutos, Ricci abriu o placar. Com 3 minutos de jogo, o La Coruja teve uma sequência de três chutes ao gol, com direito a defesa do goleiro, desvio da zaga e escanteio por fim. Os corujas voltaram a atacar aos 5 minutos, mas o goleiro Pipo defendeu bem a bola. Antes de repor, o guarda-redes foi obrigado a esperar um dos árbitros atravessar a quadra correndo rapidamente para buscar o documento do técnico adversário, que, do outro lado, exercia sua função de maneira ilegal. Viva a fiscalização da mesa, que entregou o "senhor de calça jeans lá!".

Aos 7, Pipo foi obrigado a fazer outra linda defesa e na queda machucou as costas. Nada que um alongamento e um gole d água não resolvessem. 9 minutos e, depois de um escanteio, Ricci recebeu na entrada da área e bateu de sem-pulo, de chapa. A bola ainda fez uma curva e morreu no canto esquerdo do gol. 2 x 0. Dois minutos depois, o La Coruja deu um chutão pra frente, Guila passou na frente da bola, deu um assopro e a bola entrou. 2 x 1 e gol para Guila, que depois veio até a mesa confirmar se tinha sido dado para ele aquele tento - ele ficou feliz.

O terceiro do MachuPichu saiu aos 16 minutos. Russo fez o cruzamento da direita e, no outro lado da quadra, Danilo Silva fechou para completar para o gol. Fim do jejum do grande Danilão! O restante do primeiro tempo foi do La Coruja. Guilherme Souza infernizou a zaga adversária, que conseguiu se portar bem, confiar no seu goleiro e ainda contar com a sorte - como na bola batida por Guilherme que explodiu no travessão depois da bela defesa de Pipo. Danilo ainda respondeu com um chute que pegou no V das traves, mas o árbitro encerrou a primeira parte com 3 x 1 para os peruanos.

O segundo tempo começou parecido com o primeiro. La Coruja em cima, buscando o gol, e perdendo gols. O MachuPichu estava mais confiante, crendo que os próximos gols eram questão de tempo. Aos 5, Tebas recebeu no contra-ataque e, ao invés de acelerar e bater no gol, acariciou a bola, penteou e deu tempo para a zaga chegar e cortar. No minuto seguinte, falta para o La Coruja. Guilherme Souza bateu e o goleiro defendeu. No rebote, a equipe de vermelho teve três chances de diminuir o placar, em vão.

Mesmo bem em quadra, o La Coruja dependia do goleiro Mori para não ficar mais distante no placar. Apesar do goleirão não curtir muito cair no chão para fazer as defesas, sua técnica com os pés rendeu boas interceptações, como o milagre operado - com o pé direito - aos 10 minutos, depois de um chute de dentro da área.

O MachuPichu era superior e fazia valer o resultado. O La Coruja dependia do 25, Guilherme Souza, para levar perigo ao gol de Pipo. Aos 17, um pedido de tempo. E, na volta, João Vitor, de esquerda, bateu sem chances para Mori. Menos de um minuto depois, Danilo Silva fez o seu segundo gol na partida e o quinto do MachuPichu!

O La Coruja ainda respondeu com uma bola na trave, mas, aos 22, Ricci, que marcou dois lá no início da partida, acertou um belo chute de direita, tirando do goleiro e fez o seu terceiro. 6 x 1. Para encerrar, Danilo Silva aproveitou a bobeira da zaga, se antecipou e chutou entre as - fiéis - pernas de Mori. 7 x 1 justos, mas que saiu caro para o bronzeado La Coruja.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Voando Baixo 4 x 1 NGM

NGM QUASE SURPREENDE VOANDO BAIXO


NGM segura empate até metade do segundo tempo e até pressiona adversário, com direito a bonita bicicleta de Beção, mas a lógica prevaleceu ao fim

Por Renato Malaguti

Mesmo ganhando por três gols de diferença, a qualificada equipe do Voando Baixo saiu de campo um pouco desapontada, pois sabia que poderia ter aumentado muito mais o saldo de gol. O assunto por fora era o fato da equipe do Não Guento Mais ter conseguido pressionar seu experiente rival, mantendo a partida empatada até meados do segundo tempo. Jogadores de diferentes times torciam e gritavam para incentivar a simpática equipe, acreditando em um milagre.

A primeira etapa foi a mais disputada, quando o goleirão Messi fez a diferença. Ambos os times tentavam abrir o placar, mas estava difícil de sair gols. A bola não queria entrar. Aos 8 minutos Pisano perdeu gol feito e ouviu críticas de seus companheiros de equipe. Dois minutos depois, em um lance de muita polêmica, o time do NGM pressionou ofensivamente seu rival, quase marcando o primeiro gol da partida. Logo em seguida, de forma abusada, Beção tentou de bicicleta, garantindo o grito da torcida.

Muitas oportunidades foram desperdiçadas no primeiro turno, principalmente com Pisano e Caballero. Somente aos 22 minutos o placar foi aberto. O autor do gol foi Assolan, aproveitando falha de Gordo Pai, 94 kg. Porém, o empate saiu ainda no primeiro tempo, em uma cobrança de lateral feita por Gordo nos pés de Totó, marcando sem goleiro.

Ambas as equipes foram para o intervalo, mas de forma diferente: NGM mostrava orgulho pelo placar, enquanto seu rival estava desapontado. O sonho de vitória da simpática equipe do Não Guento Mais durou um bom tempo. Até os 10 minutos seu time conseguiu segurar o placar e até subia para o ataque, arriscando uma virada histórica. Mas, aos 12 minutos, em uma jogada aérea, Pisano fez e colocou o Voando Baixo novamente em vantagem.

Cansado, o NGM não conseguiu esboçar muita reação e levou mais um gol, agora com Caballero. Se não fosse o goleiro Messi, a equipe do NGM perderia por muito mais. Depois de muita pressão, o quarto gol veio à tona. Nenhum jogador marcou duas vezes pela e isso foi motivo para comentários fora de campo.

Demonstrando um futebol que não era de costume, os jogadores do Voando Baixo saíram de campo com uma vitória nada comemorada, mas não deixam de somar três pontos na tabela. Os 3 pontos ao menos, diriam os mais otimistas...

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

TCM 1 x 3 ZFQ

ZICA COMPLICA TCM E EMBOLA LUTA PELA ÚLTIMA VAGA


TCM, franco favorito, dá sopa para o azar e deixa a zebra pintar a favor do ZFQ, que chega a 10 pontos e passa o próprio TCM

Por Vinicius Bento

Era uma das partidas mais importantes da tarde, ao menos para manter os dois times vivos no certame, já que ambos parecem brigar com o DPGamos pela última vaga no Grupo A. O ZFQ vinha de ascensão na competição, enquanto o TCM se mostrou mais uma vez fogo de palha – começou ganhando e decaiu no decorrer da competição.

Diferente do esperado, a partida começou parada no meio de campo e sem fortes emoções. Um ataque daqui e outro de lá, nem uma blitz nem pressão exercida pelos dois lados. Os primeiros dez minutos de jogo foram dignos de uma partida na Islândia. Frio e sem gols, os times mantinham-se postados mais para não tomar do que para fazer. Talvez por isso o jogo tenha-se mantido no meio de campo, recheado de chutões e com a defesa sem conseguir armar nada.

Achar o destaque da primeira etapa era muito complicado. Figurinha carimbada, Negão não fazia uma de suas melhores partidas. Quem estava se saindo bem era o camisa 10 adversário, Neno. Thiagão, camisa 11 e zagueiro, também ia bem.

Bem quando o comentarista resolveu falar que Negão não estava em uma tarde inspirada o jogador arrematou de longe e abriu o marcador. 1 x 0 e o Zica agora brigava realmente por uma vaga na próxima fase do campeonato. Porém, quando o time parecia firme no jogo, o TCM deixou tudo igual. Peli pegou rebote e não deu chances para o azar: fuzilou com raiva e jogou ela para dentro. Tudo igual.

Após o empate não demorou muito para acabar a primeira etapa. No início do segundo tempo, o goleiro precisou de algum tempo para “abrir o buraco”. O goleirão do Zica precisou de alguns minutos para conseguir tirar o brinco da orelha e assim permitir que a bola rolasse. E aí tivemos as típicas lambanças da arbitragem (que sofreu fortes críticas em outros jogos) e uma verdadeira chuva de gols, coisa que não havia acontecido na primeira etapa.

Negão resolveu voltar a mostrar para que veio. Nem mesmo o ótimo defensor Thiagão segurou o 10 do Zica. Não demorou para que ele colocasse seu time na frente novamente. Enquanto isso, lá atrás Lucas de Freitas ia segurando o ataque do TCM. Faltava algo. Um detalhe poderia ser decisivo e colocar o TCM novamente na briga pela última vaga do grupo A.

Quando se esperava um empate, Japinha definiu o placar final da partida. Marcando o último tento do jogo, o Honda do Zica garantiu três pontos importantíssimos nessa altura da competição, deixando seu time com 10, logo atrás do DPgamos com 12, o 8º colocado. Já para o TCM agora só resta voltar a torcer e não vacilar, fazendo assim a sua parte. A grande chance é o confronto com o DPgamos na última rodada, mas antes tem o Cachorro Velho no feriado. Uma derrota pode significar a eliminação prematura da equipe da competição.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Jeremias 10 x 3 Basicus

JEREMIAS GOLEIA E SEGUE VIVO NA BRIGA POR UMA VAGA


Com destaque para Torreta, Jeremias mostra muita eficiência nas finalizações e aniquila rival, que agora parece lutar para não cair para a Bronze

Por Renato Malaguti

Com um pequeno atraso de trinta minutos, a partida começou às cinco da tarde. A chuva tinha parado, mas ainda estava frio. Diferentemente das condições climáticas, o futebol apresentado dentro de campo era ótimo e enriqueceu os olhos de todos que assistiram, exceto os torcedores do Basicus. Em uma partida de 13 gols, o time que saiu perdendo não conseguiu demonstrar um bom futebol e saiu de quadra com a cabeça baixa, sem saber o que havia acontecido.

O primeiro lance de real perigo veio aos dois minutos, com Puff, que exigiu uma excelente defesa do goleirão do Jeremias, Jean. Depois disso, três gols abalaram a equipe de rosa. Dois deles foram seguidos, um aos quatro e o outro aos cinco minutos. Ambos marcados por Torreta, jogador diferenciado durante toda a partida. Cinco minutos depois, Thiago Bim marcou o terceiro para sua equipe.

Após tomar três gols em seis minutos, Clebão pediu tempo técnico para conversar com seus jogadores. Era arrumar o “inarrumável”. A pausa e orientações não tiveram muito efeito. Em uma saída errada do goleiro Ladeira, Gui Ferreira fez o quarto gol para Jeremias e abalou ainda mais a equipe adversária. Aproveitando a péssima fase da equipe do Basicus, Lobette fez o quinto. Foi um belo gol, no canto esquerdo do goleiro, indefensável.

Praticamente todas oportunidades ofensivas do time de branco foram concluídas com êxito; a eficiência nas finalizações foi o diferencial. Faltavam cinco minutos para acabar a primeira etapa e o Basicus mostrava certo interesse em diminuir o placar, mas não teve tanta sorte.

Depois do intervalo, o jogo continuava o mesmo: domínio total da equipe do Jeremias. Bons ataques foram realizados durante os cinco minutos iniciais, até que, de tanto pressionar, o sexto gol saiu, novamente com Lobette. Logo em seguida, a equipe de rosa diminuiu o placar, com Lillo, mas mesmo assim não se encontrava em campo. O Jeremias mostrava um futebol muito mais qualificado e cada vez mais ofensivo. Em tarde inspirada e com muita paciência na hora de concluir, Torreta (que já havia marcado dois gols) fez mais três gols e afundou de vez a equipe rival. Alex fez o 10º e desligou o equipamento.

Mostrando uma reação no finzinho de jogo, o Basicus marcou duas vezes, com Pablo e Veneza, mas não havia possibilidades de recuperar o tempo perdido. O placar de 10 x 3 e a goleada estavam definidos. Resta ao Basicus agora não cair para a Bronze.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

DPGamos 4 x 3 Red Devils

DPGAMOS SOLTA A ZEBRA CONTRA LÍDER RED DEVILS


Time do capeta exagera nas faltas e, após virada do DP, o jogo quase termina em pancadaria

A confiança na vitória do DPgamos era praticamente inexistente. Tão confiante no resultado, Dinho, do Bufalos, apostou uma caixa de cerveja caso o time de Lói saísse com a vitória. Bruno Costa, do XTJ, ainda fez um comentário interessante. “Tem dia que a gente vem para o PlayBall sabendo que vai levar uma surra”. Era esse o clima que o DP tinha do lado de fora.

Como já diria algum velho sábio entendedor de futebol, o favoritismo fica de fora das quatro linhas. Mal começou a partida e o ataque do DPgamos foi para cima da defesa adversária. Logo no primeiro lance do jogo, João arrematou cruzado contra o goleiro Criança, que jogou a bola nós pés de Bento. O repórter atacante buscou o meio das pernas do goleiro, mas, ágil como um gato, o goleiro do Red Devils evitou o gol.

O jogo estava lá e cá. Lembrava um pouco o último confronto entre Santos e São Paulo: os dois times buscando o ataque. Depois de cobrança de lateral de Pi, a bola cruzou a área dos Devils. Sem ser cortada por ninguém, Bento entrou como um foguete e enfiou o pé nela. Um petardo que Criança nem viu. 1 x 0.

Para o DPgamos já estaria ótimo. Fazer um gol no melhor time da competição, vencedor do Festival e recheado de contratações? Maravilha. Foi então que o inesperado aconteceu. Pi, novamente ele, resolveu arriscar de média distância. Com a perna direita, a que não é a boa. Bento confessou o que havia achado do lance: “Para falar a verdade nem acreditei muito, pensei que ele fosse isolar”, comentou. A bola foi devagarzinho no canto do goleiro Criança. Foi quando de repente ela se chocou contra a trave e voltou nos pés de Denão. Sim, o camisa 10 (por enquanto?) só teve o trabalho de empurrar ela para dentro. Para delírio de quem via de fora e do banco, como o técnico Lói. 2 x 0.

O Red Devils não poderia deixar barato. Após pedir tempo, Paulinho Roberto, um dos melhores jogadores do Red Devils, ficou furioso com seu time e saiu da partida. Parecia que tudo iria dar certo para o time do DP e que poderia até aplicar uma goleada em um dos times mais fortes da competição. Mero engano. Minutos depois do ocorrido uma finalização de média distância ia com toda força em direção à meta de Valentin. No meio do caminho, Carlitos colocou a mão na bola. Pênalti bem marcado. Na cobrança, El Loco, o jogador mais perigoso do time do Capeta na primeira etapa, teve frieza (quase um zero absoluto) para colocar Valentin de um lado e a bola do outro.

Era sinal de perigo para o DPgamos. Imagine só quando Matheus foi até a linha de fundo, finalizou e viu a bola passar por debaixo da perna de Pi, Daniel e Valentin e morrer no fundo do gol? “É inacreditável! Gol espírita”, esbravejava Kaká.

O primeiro tempo terminou assim, em 2 x 2. Quando o segundo começou, os dois times se mostravam muito equilibrados. Pela primeira vez o meio de campo do DP estava marcando e se postando com qualidade. Foi então que a fera do Red Devils chegou. Neguinho, um dos destaques do festival, entrou para infernizar a defesa adversária.

Em uma jogada dentro da área, sobrou um pé de Pi em Neguinho. Revoltado, o jogador partiu para cima do adversário, pronto para apanhar e bater. Tentando separar o lance, Valentin ouviu do camisa 10 adversário um “tira a mão de mim se não você vai ver”. Revoltado, Valentin perdeu as estribeiras e precisou ser contido. Baixinho, mas nervoso, o goleiro do DP.

Já na metade da segunda etapa, após muito perigo causado por Negão nas bolas aéreas e muitos quase por parte do Red Devils, El Loco, sempre ele, colocou o Red Devils pela primeira vez na frente do placar. Não por muito tempo. Kaká, menos de três minutos depois, virou um voleio dentro da área e deixou tudo igual. 3 x 3. Cada segundo de jogo poderia ser decisivo.

Foi então que Lói tomou uma sabia decisão: colocou Bento de volta na partida. No penúltimo minuto da partida, o camisa 12 fez o que não tinha feito até agora: acertou um passe primoroso de três dedos para o companheiro João, que havia reclamado da falta de passes a primeira etapa toda. Cara a cara com Criança, ele não perdoou e tocou com primor de cobertura, daquelas bolas que sobem e vão caindo de mancinho dentro do gol... O DP virava o jogo, para delírio de todos e de uma enorme torcida que se aglutinou ali devido à espera da continuação de Fúria x Fora de Série.

Minutos depois e fechando a partida, depois de Daniel Fischer tentar bisonhamente ganhar tempo ao cair ao chão e ficar pedir atendimento médico, João e Negão se desentenderam. Em meio a xingamentos, os dois ainda se continham, mas quando Kaká chegou para separar a briga, um soco veio em direção ao seu rosto. Se pega em cheio seria um verdadeiro nocaute de boxe. Para delírio da torcida do DP e dos mais de 50 torcedores (entre não pagantes e não pagantes), o árbitro deu a peleja por encerrada e decretou a heróica vitória do DP, que segue vivo e agora na 8ª colocação do Grupo A.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

SPQSF 9 x 3 RR Olímpico

SPQSF GOLEIA ROLETINHA COM BOM FUTEBOL DENTRO DE CAMPO E PÉSSIMO COMPORTAMENTO FORA


Como de costume, a torcida foi ponto negativo da equipe. Ela extrapolou, mas não apagou o ótimo futebol mostrado e comandado por Jaja e Diego

Por Renato Malaguti

Como de costume, a torcida da equipe do SPQSF passou dos limites e dessa vez se desentendeu até com a mesa, provocando discussões que só não causaram piores danos graças ao profissionalismo dos mesários. Mas, mesmo assim, não podemos deixar de elogiar o belíssimo futebol apresentado pelo time, que vem deixando a cada jogo mais claro a eficiência ofensiva, principalmente com Jaja.

De forma oportuna, após encrenca na área do Roletinha, Jaja abriu o placar. Logo em seguida, um minuto depois, Dicredo ampliou, comemorando muito. Dois gols relâmpagos que podiam ter nocauteado o Roletinha Junior, porém, o time em desvantagem ainda estava vivo. Brian era responsável pelas melhores chances do R.R. Olímpico, tanto que quase diminuiu, mas acabou parado pelo goleirão Rafael. O mesmo jogador cobrou tiro de canto e jogou a bola na cabeça de Folha, que marcou, deixando o placar a um gol do empate.

Mesmo esboçando a reação, a equipe do RR Olímpico não podia evitar a eficiência de Dicredo e tomou o terceiro gol. Perdendo novamente por dois gols de diferença, a equipe de branco mostrou nova reação, principalmente com Kuminha, que levou perigo ao gol de Rafael.

Aos treze minutos, tempo para o Roletinha arrumar a casa. Na volta, o time estava mais ofensivo e pressionava seu rival com Ceron, Brian e Kuminha. Boas jogadas foram realizadas, mas todas desperdiçadas. E assim o SPQSF foi pressionado até o fim da primeira etapa, quando, no último lance, Dicredo tocou para Ricardinho marcar 4 x 1 e deixar tudo azul para o segundo tempo.

Os 25 minutos finais foram ainda mais ofensivos, principalmente pelo SPQSF. O Roletinha, jogando contra uma equipe oportunista e que tem como característica a sede de gols, um erro na zaga pode ser fatal. Foi o que aconteceu. Baru perdeu a bola no campo defensivo para Jaja, que fez mais um. 5 x 1.

O Roletinha ainda corria atrás do resultado, principalmente com Brian e Kuminha. Após bom chute de Brian e excelente defesa de Rafael, o SPQSFpediu tempo. Dois minutos depois do pequeno intervalo Kuminha diminui para sua equipe, mas logo em seguida Jaja devolveu e Fernandão cobrou juros e ampliou. 7 x 2.

Com uma ótima vantagem, o SPQSF levava o jogo parando com faltas as oportunidades do seu adversário, quando não, segundo alguns jogadores do Roletinha, com a famosa dedada (sim, o dedo naquele lugar). Seis faltas foram cometidas pela equipe antes dos 20 minutos do segundo turno. Algumas deslealdades eram cometidas dentro de campo, em jogadas fora de lance, longe da visão do árbitro, com o intuito de abalar psicologicamente os jogadores do time rival. Tal fato foi completamente desnecessário, pois o potencial de sua equipe, muito alto, mas o comportamento deve ser revisto. Desentendimento envolvendo Ceron levou à expulsão do jogador do Roletinha, que teve motivos para ter ficado estressado.

Ricardinho, pelo SPQSF, e Kuminha, ainda marcaram, deixando o placar em 8 x 2. Jaja selou o caixão em 9 x 3 antes que, ao apito final, algumas discussões começassem do lado de fora da quadra, envolvendo o árbitro e jogadores do Roletinha, como Ceron, que foi tirar satisfação da expulsão. Resultado foi que o SPQSF tirou Ceron do jogo e, pela suspensão que vem por aí, até do campeonato, além de golear o mais novo desafeto da equipe.

O SPQSF pode estar ganhando seus jogos, mas vai colecionando mais e mais antipatia a cada jogo que passa, sem falar da torcida, também composta por pessoas mais velhas mas que se comportam como moleques. Até quando, SPQSF?
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