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CHUTEIRA NEWS: 8ª RODADA DO IV CHUTEIRA DE PRATA

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 6 x 2 TCM

RERNANES NOVAMENTE RESOLVE PARA O RAS


Camisa 13 desequilibrou e ajudou Ras a golear TCM, que já se vê ameaçado pelo ZFQ

Por Elvis Ferreira

A partida teve um início bastante pegado no meio de quadra e com um número muito grande de lançamentos e passes errados. O primeiro bom chute da partida partiu de Daniel, do TCM, que soltou o pé da intermediária, mas Cipó fez ótima defesa.

Com o passar do tempo, o TCM melhorou bastante seu passe e levava bastante perigo a Cipó. Entretanto, quem abriu o placar e inverteu o jogo foi o Ras Time. Rernanes deu bom passe cruzado para a área e Leonidas completou com categoria para as redes.

Mesmo com o gol sofrido, o TCM não se acanhou em quadra e continuou melhor na partida. Guinho teve boa chance de gol em bola parada no meio de quadra, mas a bola explodiu na barreira.

O Ras Time não estava morto e respondeu na jogada seguinte com Leonidas novamente, que recebeu passe na esquerda e bateu para o gol de primeira. A bola passou à direita. Após a chance, o Ras melhorou consideravelmente, tanto que ampliou o placar. Iasi bateu forte da ala direita e o goleiro espalmou bem. Na continuação da jogada, Rernanes bateu de fora da área rasteiro e a bola foi no canto esquerdo do goleiro Marcião. 2 x 0.

O TCM, que havia caído bastante de produção, tentou diminuir antes do final do primeiro tempo com Guga em cobrança de falta, mas o chute não foi saiu bom e a bola foi para fora.

No começo da segunda etapa o Ras fez o terceiro, com Johnny após cobrança de escanteio. O TCM tentou a resposta em chute de Robson de fora da área. A bola passou perto e Cipó nem se mexeu.

Marcião também era exigido e fez boa defesa em jogada individual de Rernanes pela esquerda, quando driblou bem Ande e bateu forte para o gol. Depois da defesa, Márcio não pode fazer nada para impedir o quarto gol em novo chute de Rernanes, dessa vez no ângulo. Um golaço do camisa 13 e destaque do Ras na atual competição.

O TCM não conseguia mais criar boas jogadas, mas após bobeada da zaga do Ras Time, Zé Roberto completou para o fundo do gol. Ele recebeu no meio e fuzilou Cipó, diminuindo o marcador. Mesmo assim o TCM não tinha forças para buscar o placar e acabou levando o quinto gol. Flash recebeu no meio da área e marcou bonito.

Thiagão ainda diminuiu para o TCM depois de receber cruzamento debaixo da trave. Ele tentou duas vezes antes de completar para as redes de cabeça o segundo gol do TCM, mas não havia tempo para uma reação e Sujeira deu números finais à partida. 6 x 2 e o Ras mostra que tem cacife para ir mais longe na competição.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Voando Baixo 1 x 1 Primatas

VOANDO BAIXO E PRIMATAS SE ARRISCAM POUCO E ACABAM IGUAIS EM UM GOL


Times erraram muitos passes, e o empate ficou de bom tamanho. Henrique salvou o Voando Baixo no fim da partida

Por Douglas Almasi Santos

Em jogo sonolento – exceto nos últimos minutos de partida -, Primatas e Voando Baixo ficaram na igualdade e não mudaram suas situações na tábua de classificação. Em marcha lenta, os times erraram muitos passes e desperdiçaram gols, não agradando os seus torcedores, e acabaram não fazendo um bom jogo tecnicamente. Porém, as duas equipes continuam sendo fortes candidatas à classificação ao mata-mata.

O Primatas entrou em quadra prejudicado pela falta de jogadores suplentes. Com essa preocupação a mais, entende-se por que o time cadenciou o jogo e não acelerou as jogadas no ataque, apesar do tempo estar bom para a prática do futebol. Mesmo assim, começou melhor que o time de Caballero e Cia. Na primeira jogada, Gui Fenômeno avançou pela direita e chutou forte para boa defesa de Henrique. Em seguida, Simões arriscou um tirambaço do meio da quadra e carimbou o travessão. O Primatas teve mais 3 sequências para abrir o placar: com Gus por duas vezes e, em jogada de Guerrero, que, de pé esquerdo, chutou rasteiro para nova boa defesa de Henrique.

Os 5 primeiros minutos de jogo foram somente do Primatas: cobrança de escanteio, a zaga do Voando Baixo cochilou, e Gustavo apareceu livre para desviar, mas a bola foi para fora com muito perigo. Depois de lance de Fenômeno obrigando Henrique a se esticar todo para espalmar, o Voando Baixo conseguiu chegar pela primeira vez com real perigo: Caballero acertou um lindo voleio após escanteio que explodiu na trave. Em seguida, Tuka tentou encobrir o goleiro Vitinho, que foi esperto e pôs a escanteio.

Mesmo com alguns lances de perigo, o jogo continuava morno, com as equipes errando muitos passes na tentativa de avançar ao ataque. O Primatas era melhor, mesmo sem jogadores na reserva: Rodriguinho puxou rápido contra-ataque, avançou e chutou de pé esquerdo, mas Henrique estava atento. O Voando Baixo respondeu após lançamento que Caballero desviou de cabeça, mas Vitinho defendeu. Foi o último lance da primeira etapa, com igualdade no marcador.

O ritmo do segundo tempo melhorou. Os times, mesmo errando, já mostravam uma disposição maior. Bastou um pouco mais de tranquilidade no momento certo do arremate para o marcador ser aberto: Simões veio de trás, avançou, fintou um marcador e, de perna esquerda, chutou cruzado para vencer Henrique, colocando o Primatas em vantagem.

Com o gol sofrido, o Voando Baixo se lançou ao ataque: Caballero recebeu passe e arriscou chute da intermediária, que foi para fora. Em seguida, após cobrança de lateral, Gabriel desviou fraco de cabeça, facilitando a vida de Vitinho. O Primatas teve, em lance seguinte, a bola do jogo: depois de boa trama no meio da quadra, Gus tocou a seu irmão, que devolveu o passe. O camisa 7 apareceu sem marcação, mas de forma displicente chutou por cima ótima chance de liquidar o Voando Baixo.

O lance perdido custou caro ao Primatas. Cobrança de escanteio, a zaga vacilou ao deixar livre o matador Caballero, que subiu e, parando no ar como Dada Maravilha, testou firme no canto esquerdo sem nenhuma dificuldade. Com o placar novamente igual, o jogo prometia esquentar. Mas o que se viu foi novamente dois times errando muito e desperdiçando chances. O Voando Baixo teve chance com Pisano e Caballero por duas vezes. O jogo esquentou a partir dos minutos finais, e começava aí uma sequência fantástica de defesas do guarda-metas Henrique.

O Primatas tomou conta da partida no fim do embate. Simões avançou e tocou na linha de fundo, flanco esquerdo, a Gui. Henrique saiu de sua meta e foi fintado, mas o camisa 9 ficou sem ângulo e chutou. Mesmo assim, Henrique se recuperou e fez a defesa. Depois, Guerrero recebeu passe e da entrada da área arriscou forte chute. De novo o camisa 1 estava lá.

Fernando Pires, da intermediária, carimbou o travessão, quase colocando o Primatas em vantagem novamente. E o último lance do jogo foi o mais bonito: Gui recebeu o passe e soltou a bomba, Henrique espalmou e, no rebote, a bola sobrou a Fernando, que também encheu o pé para ver outra defesa espetacular do arqueiro do Voando Baixo, salvando sua equipe e garantindo um ponto que mantém o time entre os 8 melhores que avançam à 2ª fase. Já o Primatas ainda sonha com a primeira colocação do grupo B, estando 3 pontos atrás do líder SPQSF, a 3 jogos para o encerramento da primeira fase.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Bufalos 5 x 1 É Verdadeee

BUFALOS ACABA COM EMPOLGAÇÃO DO É VERDADEEE


Em mais uma tarde iluminada, Dinho faz três gols e dá duas assistências, fazendo o Bufalos vencer seu rival tranquilamente

Por Renato Malaguti

Logo no começo do jogo era evidenciado que o futebol do É Verdadeee não estava tão ofensivo como de costume. Do lado de fora do campo ouvia-se comentários dizendo que o camisa 8 da equipe, King, era um dos melhores zagueiros do campeonato.

Mesmo com muito potencial e com relógios recebidos, a equipe do zagueirão King tomou o primeiro gol aos 7 minutos, em uma boa jogada realizada por Dinho e Kaike. O primeiro deu uma ótima assistência, enquanto o segundo chutou forte no canto, sem chances para o goleirão Reyna.

Depois do gol, o Bufalos valorizou muito a posse de bola, dando poucas oportunidades para o rival. A maioria dos ataques foi realizada pela equipe que já estava em vantagem, mas poucas vezes de forma perigosa. Os melhores jogadores em campo eram, sem dúvidas, Dinho e Kaike.

Faltando menos de dois minutos para o término da primeira parte, Kaike fez mais um gol, novamente com assistência de Dinho, mas dessa vez chutando no contrapé de Reyna, que foi surpreendido.

Depois do intervalo, logo no primeiro lance de perigo, Dinho marcou o terceiro gol da sua equipe, usando muito bem o jogo de corpo e chutando com muita potência. Depois do terceiro, a equipe de branco tentava diminuir a qualquer custo, mas era parada pelo goleirão oriental Otaguro, que fez muitas defesas importantes até se machucar e ser substituído. Cidrão, ex-Coringa, entrou no seu lugar e também jogou muito bem, mostrando que o Bufalos não é composto apenas por bons jogadores, possui também ótimos goleiros.

Mesmo sofrendo muita pressão, a equipe em vantagem conseguiu ampliar mais uma vez com Dinho. A eficiência nas finalizações era um fator diferencial para essa equipe. Girão diminuiu para o EV, mas faltava menos de 5 minutos para tirar três gols de vantagem. Missão impossível. O time de branco dominava a partia no finzinho. Muita pressão era feita em cima do time em vantagem, mas a conclusão nunca era perfeita, sempre era parada pelo goleiro ou o chute ia para fora.

Em um contra-ataque, jogada individual de Dinho. Ele cortou dois e chutou muito forte e cruzado, tirando o goleiro da jogada e fazendo seu terceiro gol e fechando em 5 x 1 a conta.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

NGM 1 x 8 Invictus

COM GOLEADA, INVICTUS MOSTRA AINDA TER VIDA NA COMPETIÇÃO


Time venceu bem saco de pancada do grupo e, com resultados, ainda acredita em permanecer na Série Prata

Por Vinicius Bento

Mesmo sendo o confronto dos dois últimos colocados do Grupo B do Chuteira de Prata, era um dos jogos mais aguardados da tarde. A vitória poderia poderiam representar a qualquer dois times a volta da esperança. Se o NGM ganhasse poderia ter esperanças em escapar da Série Bronze, se o Invictus ganhasse poderia sonhar (mesmo que remotamente) com a vaga na próxima fase.

Como era de se esperar, nos minutos iniciais o Invictus permaneceu com a bola no pé. Sem muita efetividade que seja dito. A marcação do NGM protegia o goleiro Fê, que estava frio em sua meta.

Muralha, goleiro do Invictus, fez sua primeira defesa do jogo em falta cobrada por Thiago. Com um chute forte e no canto, ele fez Muralha se esticar para colocar para escanteio. Porém, o pobre cachorrinho, torcedor do NGM, viu seu time tomar o primeiro gol antes mesmo dos dez minutos. Depois de jogada de Brunno pela esquerda, ele jogou para o meio da área, onde Sandro vinha entrando. Sozinho, ele sé teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes. Fê ficou sem saber o que falar ou fazer.

Lucas P. teve sua primeira chance em um chute de volêio, bem defendido pelo goleiro do NGM. Em, seguida, mandou uma cabeçada no travessão. Menos de um minuto depois Kirk saiu na cara de Fê pelo lado esquerdo e estufou as redes adversárias. 2 x 0 e a situação já começava a ficar preta para o NGM.

Depois do segundo gol a partida ficou fria. Os dois times estavam demorando para finalizar e o ritmo era lento. Bom para o Invictus que estava na frente do marcador mesmo. Porém, não contente com os dois gols, Giba, co o número consagrado por Michael Jordan nas costas, puxou para o meio e desceu a lenha. Fê até tentou ir nela, mas sem sucesso. Nem tínhamos chegado ao final da primeira etapa e a vaca já havia deitado.

Após o apito inicial da segunda etapa, demorou um pouco, mas o Invictus marcou mais um. Depois de conseguir arremate de dentro da área, Lucas levantou a perna lá em cima e conseguiu jogar a bola para dentro das redes adversárias. 4 x 0 e na comemoração, discreta, dedicou o gol a Renê, técnico adversário. Kirk, em jogada dentro da área, cortou para um lado, para o outro e finalizou para marcar o quinto gol. Na comemoração, ele saiu batendo no peito e esbravejando contra Baru, que via o jogo de fora e é um dos maiores fãs do camisa 10 invicto. Parece que o carequinha está irritando os craques de todos os times adversários.

Antes de encerrar a partida, o Invictus ainda teve duas boas chances de gol. Uma cobrança de falta em que Lucas acertou a barreira e outra que Giba finalizou centralizado. Se o NGM tinha alguma chance de se salvar no começo desse jogo, no final dele ficou bem difícil.

Para encerrar a fatura, Sandro e Marquinhos ainda deixaram cada um o seu gol para o Invictus em boa troca de passes em contra-ataque. O NGM estava torcendo para que a partida terminasse logo para que o vexame não ficasse maior.

No último lance do jogo, o momento máximo do futebol. Gordo, e que não é o mais redondo do seu time, acertou uma cabeçada certeira ao subir no terceiro andar. A bola ainda resvalou em Lucas antes de morrer indicando o famoso gol de honra para seu selecionado e do apito do árbitro, que nem deixou a bola sair no meio de campo.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

MachuPichu 5 x 2 SuaMãe

MACHUPICHU SE RECUPERA E VOLTA A SUBIR NA TABELA


Da mesma forma, SuaMãe desce a ladeira e vai despencando na tabela

Por Elvis Ferreira

O MachuPichu iniciou o jogo dando mais pressão no SuaMãe, mas quem realmente levou perigo foi Raoni, que chutou do meio da quadra para ver Pipo praticar boa defesa ao desviar a bola, que ainda resvalou na trave antes de sair. O MachuPichu teve boa chance com Tebas ao receber livre na direita e bater forte para o gol. A bola acabou subindo demais.

A resposta do SuaMãe veio em jogada de escanteio que Franco mandou de peito para o gol. De novo Pipo trabalhou e fez a bola resvalar a trave antes de sair. Na jogada seguinte, Raoni deu ótimo lançamento para Febem na direita. Ele bateu cruzado e a bola passou perto.

E como quem não faz toma, o MachuPichu acabou abrindo o placar com Thiago Branco, num belo gol após receber uma bola pelo alto. Ele pegou de primeira e fez um golaço. A bola foi por baixo, no canto esquerdo do goleiro.

O SuaMãe quase chegou ao empate em outro bom chute de Raoni de primeira do meio da quadra. Pipo fez importante defesa. Danilo Silva e Ricci, em jogada pela direita, quase conseguiram ampliar o marcador. O jogo era bom e as duas equipes atacavam com qualidade. Pipo ia fazendo boas defesas e evitando a maioria de chances de gol do SuaMãe, entretanto ele não pode fazer nada quando Febem recebeu na área e bateu rasteiro no canto direito. 1 x 1.

As oportunidades de gol eram criadas a todo momento, daí ser um jogo de bastante movimentação e igual, tanto que o empate na primeira etapa foi o placar mais justo. Para o segundo tempo o SuaMãe voltou mais ofensivo e com mais iniciativa. Apesar de estar atacando mais, faltava algum detalhe antes do passe final para enfim balançar as redes.

O MachuPichu teve chance incrível de gol desperdiçada por Thiago Branco, que, sem marcação nenhuma após passe de Flavinho, tentou bater de primeira e acabou isolando. Tal chance não foi a única da partida e a bola também era sempre maltratada nas cobranças de bola parada.

Depois de voltar mais recuado, o MachuPichu resolver sair mais para o jogo e conseguiu chegar ao segundo gol. Tebas recebeu bom passe de Thiago Branco, tirou o marcador e fez um belo gol.

A partir do segundo gol o MachuPichu desencantou e logo em seguida marcou o terceiro com Flavinho, que recebeu passe açucarado de Ricci após este dividir com o goleiro. O SuaMãe não queria deixar o MachuPichu gostar tanto do jogo e diminuiu com Febem em rebote do goleiro após falta cobrada por Raoni de longe. 3 x 2.

Após bobeada da zaga na saída de bola pela direita, Ricci roubou e passou para Renato fazer o quarto gol do MachuPichu. E mesmo ganhando por dois gols de diferença, o MachuPichu marcava o adversário no campo de defesa, na saída de bola.

Quando o jogo ia se encaminhando para o final, Renato marcou um golaço após pegar de primeira de fora da área e acertar o ângulo do goleiro Pepe, sem chance de defesa. E esse foi o placar final da partida: 5 x 2 para o MachuPichu.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Di Primeira 3 x 3 SPQSF

SPQSF EMPATA NO FIM E AZEDA DI PRIMEIRA


Di Primeira deixa escapar vitória mas segue entre os líderes; SPQSF está perto da vaga direta na Ouro

Por Vinicius Bento

Em breve.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 8 x 2 La Coruja

LÍDER GOLEIA LANTERNA


La Coruja não deu nem pro cheiro do Red Devils, que marcou 8 gols e segue perto de ratificar seu passaporte dourado

Por Elvis Ferreira

O Red Devils iniciou melhor a partida e começou dando mais pressão para cima do La Coruja, que não conseguia articular jogadas que levassem perigo ao gol de Criança. O Red buscava sempre atacar com velocidade para abrir mais espaços na defesa adversária.

Beto cobrou escanteio e Matheus quase abriu o placar. O chute fez a bola explodir na trave esquerda. Se na chance de Matheus a bola não entrou, Thiaguinho não perdoou o goleiro Gordo e fez 1 x 0 depois de limpar o marcador pelo meio e bater forte pra o gol. A bola desviou na zaga e foi para o fundo das redes.

Os endiabrados eram melhores e quase ampliaram na jogada seguinte. Em boa cobrança de escanteio, Marcelo cabeceou muito bem para baixo e quase marcou. Quem não teve dó para fazer o segundo gol foi Carlão, que fez bonito gol depois de driblar dois marcadores pela esquerda e bater forte no meio. Golaço do camisa 9, o segundo dos Reds.

O La Coruja estava apático em quadra. Guilherme teve chance para diminuir ainda no primeiro tempo depois de chute forte do meio da quadra. (Única jogada a que recorria o La Coruja, que não chegava próximo à área de Criança quase em nenhum momento). A bola passou à direita do gol.

Com total domínio, mais gols não demoraram a sair. Jogando com mais precisão, o Red ampliou com Thiaguinho novamente, que desviou para o gol chute forte de Negão da direita, e Carlão aproveitando bate e rebate dentro da área.

No segundo tempo, o jogo seguiu na mesma pegada: o Red dominava e criava as principais chances de gol. Matheus bateu de longe cruzado, Thiaguinho desviou a bola, que foi na trave mas voltou limpa para Carlão completar para as redes. 5 x 0.

O La Coruja tentou reação com Guilherme, que fez ótima jogada individual pelo meio, limpou o marcador e bateu forte. A bola explodiu no travessão. Vitããão também perdeu ótima oportunidade pela esquerda depois de avançar bem. Criança fechou o ângulo de chute, obrigando o camisa 11 a bater para fora.

Vitória certa, o Red passou a administrar o placar e a tentar fazer gols nos erros adversários, o que ainda aconteciam com certa freqüência. Thiaguinho, em cobrança de falta pela direita, fez o sexto.

O La Coruja ainda conseguiu diminuir o marcador com um gol de Guilherme, que mal comemorou diante do elástico placar e também porque o sétimo gol, de Loco Biel, saiu sem delongas. O oitavo veio depois de tentativa de passe de Matheus para Marcelo na esquerda. A zaga afastou mal e a bola ficou com Carlão, que do meio da rua bateu alto, sem chances para o goleiro Gordo.

Antes do final, o La Coruja ainda descontou com Herrera. E assim acabou o jogo, com o líder vencendo fácil o lanterna por 8 x 2.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

RR Olímpico 1 x 1 Basicus

BASICUS E ROLETINHA FICAM NO EMPATE


Chuva atrapalha, mas mesmo assim as duas equipes fizeram uma partida emocionante

Por Vinicius Bento

Na hora que Basicus e Roleta Russa pisaram no gramado a garoa começou a ficar pesada. Não foi um verdadeiro temporal como visto outras vezes em jogos do Chuteira de Ouro, mas incomodava quem estava de fora. E provavelmente incomodava os goleiros também. Chuva na cara, bola molhada e jogo truncado. Um pesadelo para os arqueiros.

Folha, pelo visto, havia percebido isso. Com duas finalizações de longa distância, ele chegou a se lamentar pelos gols “perdidos”. Para sorte do camisa 14, Brian abriu o marcador quase na metade da primeira etapa já.

Não deu tempo nem para comemorar (e ver o gol, por causa da chuva), pois Veneza deixou tudo igual na sequência. Enquanto isso, Brian e Folha faziam uma dupla de frente infernal. A defesa do Basicus se desdobrava para parar os dois.

Foi então que Cavas, um dos jogadores mais peculiares (se é que peculiar define o figura) do Chuteira de Ouro, começou a aparecer na partida. Primeiro ele deu passe açucarado para Harada, que não conseguiu o domínio. Se amortecesse a bola, sairia cara a cara com o goleiro Edu.

Não demorou muito e o árbitro deu a primeira etapa por encerrada. E quando ele iniciou a segunda, Cava continuou cutucando os adversários pelo lado esquerdo do campo. O Basicus ameaçava fazer uma blitz, mas foi Folha quem teve a chance mais clara de gol. Depois de receber passe da direita no meio da área, o matador Roleta perdeu gol inacreditável. Chutou torto pelo lado esquerdo do goleiro Ladeira. Lance feio do popular Folha, que poderia ter definido a partida.

Não satisfeito com a lambança do companheiro, Brian minutos depois repetiu a façanha e perdeu um gol também inacreditável. As torcedoras se divertiam e com um comentário alfinetaram os atacantes do Roleta: “Chuta para baixo, pô! Não é tão difícil!”, gritavam elas em meio a gargalhadas.

Starck tentou reagir e dar moral ao seu time. No ataque ele finalizou com precisão, mas na hora H o goleiro fez uma bela defesa. Cava, tentando não ficar para trás, conseguiu até acertar as redes, mas infelizmente, pelo lado de fora.

Foi então que quase vimos um dos lances mais feios do Chuteira de Prata. Catatau tirou o ombro do lugar em dividida. Sem conseguir mexer o braço, o jogador saiu com uma posição estranha de campo. Minutos depois, quando acabou de cruzar o portão da quadra, ele voltou dizendo que seu ombro havia voltado ao lugar e logo estava em campo tentando ajudar sua equipe.

Nas últimas duas jogadas do jogo, uma chance para cada lado. Depois de adiantar a bola demais, Puff perder oportunidade. Ceron, fechando o jogo, conseguiu acertar um petardo no travessão. 1 x 1 e placar justíssimo para o que apresentaram as duas equipes.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

DPGamos 2 x 3 ZFQ

BOM PRIMEIRO TEMPO GARANTE VITÓRIA DE ZFQ SOBRE DPGAMOS


Zica dominou etapa inicial e fez 3 x 0. DP ainda reagiu no segundo tempo, mas não o suficiente

Por Vinicius Bento

Massacrante talvez seja uma boa palavra para resumir o que o Zica foi no primeiro tempo diante do DPGamos. O time outrora lanterna do grupo entrou em campo como um trator. Não demorou nem cinco minutos para que eles fizessem o primeiro gol e acabassem com as esperanças do DP para aquele jogo.

Valentin, como sempre atrasado, chegou aos 3 minutos de jogo. Daniel teve de sair do gol no meio do lance. Após a cobrança de escanteio, Bruno Negão subiu no terceiro andar e empurrou ela de cabeça para dentro. Era o primeiro.

Todas as vezes que o DPgamos saiu atrás no marcador não conseguiu a virada. Esse jogo confirmou o retrospecto, ainda maisquando Thales recebeu passe de escanteio no meio da área e, sozinho entre quatro marcadores, encobriu Valentim.

O DPgamos não se acertava na frente. Mesmo que o goleiro do Zica não fosse verdadeiramente um goleiro (Lucas mais uma vez jogava improvisado), as finalizações não conseguiam chegar com força a seu gol. João ia perdendo a paciência como nunca antes em seu time. Kaká estava tendo dificuldade com a pouca aproximação do time. Tudo piorava quando a defesa entrava em ação. Na verdade, quando não entrava em ação, pois, completamente perdida, viu Paulinho fazer 3 x 0 depois de tabelinha de cabeça (sim, isso mesmo, de cabeça, para se ter ideia do tamanho do baile. O goleirão do DP ainda encostou nela antes de morrer no fundo das redes, mas a única coisa que ele conseguiu foi jogá-la no ângulo.

Foi então que Anderson estreou pelo DPgamos. Bem em campo, ele conseguiu equilibrar o meio de campo. No final da primeira etapa, Denão fez linda jogada e quase marcou. Na linha de fundo, passando por três defensores, ele fez uma verdadeira jogada a la Fernandinho e finalizou. Mesmo com Bento no meio da área, ele preferiu o arremate. A bola desviou no goleiro, na trave, e saiu pelo lado de fora.

Não deu tempo para mais nada e o juiz terminou a primeira etapa. No segundo tempo, um jogo completamente diferente do primeiro. Jogando o time para frente, Lói arriscou colocando em campo Kaká, Denão e João ao mesmo tempo. E a tática deu resultado. Bento pegou rebote na boca da área e fuzilou. No meio do caminho o zagueirão desviou a redondinha e matou o goleiro, 3 x 1.

Menos de um minuto depois, Kaká subiu no terceiro andar e cabeceou na saída falha do goleiro. 3 x 2. Parecia possível ao DP ao menos o empate. Porém, depois do segundo gol, apesar da pressão exercida e da maior posse de bola, o DP não teve nenhuma grande chance de empatar. Pelo contrário. Valentim sofreu duas bolas em seu travessão e ainda teve de fazer alguns milagres, principalmente nos chutes de Zé Augusto, que incomodava muito na frente.

No final da partida, Valentim teve a última chance do jogo em cobrança de falta, mas infelizmente mandou ela longe da meta adversária. Depois disso os dois ótimos juízes da partida deram o jogo por encerrado. 3 x 2 e agora as coisas ficaram difíceis para o DP, que tem pela frente nada menos que Red Devils e Bufalos.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Arouca Jrs. 2 x 1 Jeremias

EM DUELO REPLETO DE FALTAS, AROUCA JR. BATE JEREMIAS DE VIRADA


Jogo pegado serviu para dar à partida a pecha de um dos piores da rodada; vitória classifica Arouca e complica Jeremias

Por Diego Pontes

A despeito de ter apresentado alguns bons momentos, Arouca Jrs. x Jeremias foi, em sua totalidade, um embate digno de um campeonato de várzea. Exagero no tom crítico? As estatísticas ajudam a validar a afirmação: 15 faltas foram cometidas ao longo da partida. E o que é pior: a maioria delas não foi punida da maneira adequada (nenhum cartão foi aplicado). Pode-se dizer que o jogo foi uma das grandes decepções da rodada, visto que grande parte dos jogadores se valeu de empurrões e entradas duras para lutar pela vitória.

A cancha começou pegada, com ambos os times se digladiando no meio de campo. Neste início, o Jeremias levou uma ligeira vantagem graças às jogadas individuais de Gui Ferreira, atacante veloz e reboteiro. Com saltos dignos de um corredor de 100 metros com barreiras e chutes aéreos a lá Wu Shu, o camisa 8 transformava bolas perdidas em chutes perigosos. Tamanha era a habilidade do rapaz que a equipe de reportagem do dia (novata na Prata) o apelidou de “Kung Fu Futebol Clube”.

Mesmo com este diferencial, o Jeremias demorou a abrir o placar. Isso porque, do outro lado do “ringue”, o determinado Nelsinho (a cara e o focinho do ator Jack Black) e Washington marcavam duramente a saída de bola adversária. Este último, inclusive, chegou a construir uma série de contra-ataques com, mas hesitava muito na hora de chutar.

Entretanto, o acrobata Gui Ferreira conseguiu se livrar da cerrada marcação rival e abrir vantagem para o Jereco. Em um lance semelhante à cena em que Jackie Chan derruba um motoqueiro com uma voadora em Police Story, “Kung Fu Futebol Clube” interceptou no ar um lançamento de Dunder e cravou, de primeira, o balaço nas redes inimigas. Um golaço que, sem dúvida, representou o ponto alto da partida!

As crias do Arouca não se intimidaram. Ao invés disso, ganharam confiança na hora de finalizar os contra-ataques. Dessa forma, o time passou a dominar a posse de bola e chegou muito perto de empatar – e até de virar – a partida.

A bola não entrava, mas o Arouca teria a chance de se redimir no início do segundo tempo. Em poucos minutos o Jack Black brasileiro conseguiu se desvencilhar da marcação cerrada de DVD e fazer lançamento para Washington, que, muito bem posicionado, matou a pelota de primeira no cantinho do gol. A virada veio logo em seguida, novamente por conta da dupla dinâmica: aproveitando o buraco na zaga deixado pelo capitão Alexandre (que marcava Black no momento da jogada), Washington decidiu a partida com um petardo em linha reta que explodiu na rede do Jeremias.

O restante do duelo foi marcado por uma sucessão de faltas grosseiras. Na briga pela posse de bola, jogadores derrubavam uns aos outros e se amontoavam no gramado, num festival de sandices que lembrava ora uma partida de rugby, ora as gags visuais do seriado Os três patetas. Os árbitros, aparentemente confusos com o excesso de faltas, não distribuíam cartões, o que contribuiu para que o jogo corresse tenso até o final.

Felizmente, os “excessos de força” não terminaram em discussão ou coisa pior (ao menos entre uns e outros). Final: Arouca Jr. 2 x 1 Jeremias. Com a vitória, a esquadra tricolor junior segue confortável na quarta posição e enfrenta o Camelo na próxima semana (um páreo duro, visto que o time da pizzaria sai confiante desta rodada). Já o Jeremias amarga uma nona posição e duela com o também instável Basicus, que flerta com a Série Bronze ao lado do Invictus.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Cachorro Velho 12 x 2 Pé de Pano

COM UM A MAIS, CACHORRO AFUNDA PÉ DE PANO


Cachorro Velho segue bem na competição, mas o Pé de Pano tem tudo para descer com o La Coruja para a Bronze na próxima rodada

Por Vinicius Bento

Sem chuva e em uma quadra diferente da habitual, Pé de Pano e Cachorro Grande foram para um duelo no mínimo peculiar. Enquanto o Cachorro Velho é um dos times mais constantes da competição, o Pé de Pano é cheio de altos e baixos. Era preciso saber se o PdP estava em um de seus bons dias para dizer se o jogo seria equilibrado. Quando a bola rolou ficou claro que seria uma bela de uma goleada. O Pé de Pano estava com um jogador a menos na linha.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu depois de uma tabelinha entre Tavogus e Rafinha. Depois do clássico “1, 2”, o camisa 10 saiu na cara do goleiro Botana, que, deslizando, conseguiu impedir o gol do time de branco. Time de branco que teve uma chance clara de gol poucos minutos depois. Dada, camisa 11, recebeu bela bola no meio da área, mas cabeceou alto, facilitando a defesa do goleiro.

Como já dizia o ditado, quem não faz toma. Na primeira chance clara de gol do Cachorro Velho, 1 x 0. Thiaguinho C., que está virando figurinha carimbada nas colunas, como sempre muito efetivo, garantiu o seu e do seu time.

O Pé de Pano continuava arriscando. Abusados, os jogadores de branco chutavam sem respeito algum contra a meta de Botana. Tavogus conseguiu arrancar um grito de quase de seu banco de reservas. Exatamente como anteriormente, quando o Pé de Pano atacava, o Cachorro Velho foi ao ataque e mostrou quem estava no controle da partida. Diego Pereira recebeu dentro da área e com toda frieza do mundo esperou o goleiro decidir o canto e cair para só aí finalizar. 2 x 0. Menos de 5 minutos depois, Brunão, com um petardo de perna esquerda, aumentou o marcador.

Em um momento romântico e poético, o campo ficou iluminado pela luz do final da tarde. E debaixo desse por do sol o Cachorro continuou atacando no segundo tempo. Atacando e, por sinal, perdendo gols. Primeiro foi Pereira. Depois de um carrinho, ele estufou as redes. Infelizmente pelo lado de fora. Logo depois foi Thiaguinho, que arrancou um grito de revolta da mesária. “Como me perde um gol desses?”, esbravejou ela.

Porém, Thiaguinho não desperdiçou as chances que teve depois. Após lindo passe de Marco, sozinho com as redes ele empurrou para dentro. Logo depois ele recebeu outro passe açucarado e empurrou a redondinha contra a meta adversária. 6 x 0.

Antes que você pudesse falar goleada, Argenta ainda fez mais um. O Pé de Pano não estava vendo a bola literalmente. Bola que morreu no fundo das redes mais uma vez com Thiaguinho.

Como a descrição dos gols está ficando chata, cabe apenas uma notinha de mais um gol do Cachorro Velho. Chuck puxou para a canhotinha e fuzilou novamente (fuzilar não é a palavra... bombardear sim) o goleiro Tiago. Como se a cota não bastasse, Brunão fez seu segundo no jogo e o placar ficou mais dilatado.

Antes do apagar das luzes, Marco fez outro. O de honra do Pé de Pano saiu pelos pés de Dada. Dentro da área, ele aproveitou o bate rebate e empurrou a redondinha para o fundo das redes. Tentando fazer a diferença ser menor, Tavogus ainda deixou o seu.

O placar mais parecia o de uma partida de basquete. Para a felicidade geral de todos que viam o torturante massacre do Cachorro Velho, o juiz deu a partida por encerrada. 12 x 2.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 6 x 5 Obrigado Senhor

CAMELO DESBANCA OBRIGADO SENHOR EM VIRADA EMOCIONANTE


Artilheiro Noal fez 5 gols e foi o nome do jogo

Por Diego Pontes

A disputa entre Camelo e Obrigado Senhor tinha ares de fim de festa. Marcado para o último horário, o jogo atraiu apenas meia dúzia de espectadores, gatos pingados que ainda perambulavam pelas instalações do PlayBall. Uma pena, visto que o embate certamente pode ser incluído entre os melhores da 8ª rodada do Chuteira de Prata: além de uma emocionante virada, a pugna serviu de palco para as duas equipes apresentarem uma demonstração de raça, belíssimas jogadas individuais e comprometimento para com o futebol.

No entanto, é justo afirmar que o grande destaque desta partida foi o artilheiro da competição, Noal, camisa 14 da esquadra da pizzaria. O habilidoso atacante brilhou ao coordenar o setor ofensivo de seu time e, junto a ele, construir jogadas rápidas pelas laterais, investidas que não apenas levaram o Camelo à vitória, como também consolidaram o jogador na liderança folgada da artilharia do campeonato.

O duelo entre os times começou a todo vapor. Visivelmente superior nos primeiros minutos, o Obrigado Senhor explorava a velocidade da dupla Vic e Lucas Oliveira em ofensivas pelo meio de campo. O Camelo, por sua vez, jogava fechadinho, aguardando a chance de contra atacar. E foi trabalhando dessa forma que a trupe escarlate resistiu à pressão adversária e estreou o marcador: aos 7 minutos, Henrique arrancou pela lateral esquerda e, com um toque aveludado, armou para Iago (sim, pois é) matar a pelota no cantinho do gol.

O gol aparentemente encheu os pizzaiolos de confiança. Outrora coeso, o setor defensivo do time resolveu abrir mão de sua função e se dedicar inteiramente ao ataque. Isso não seria um problema se a ânsia por ampliar o placar não tivesse subido à cabeça dos jogadores, impedindo que estes atuassem em conjunto. Oportunidade para o Obrigado Senhor, que logo tratou de empatar com um chute cruzado de Lucas, fruto de uma tabela com Rominho.

Ainda demoraria para os dromedários voltarem a jogar como uma equipe. A esquadra só conseguiu se recompor inteiramente na metade do segundo tempo, momento em que a derrota para os sentinelas do Divino parecia iminente. Porém, é indispensável salientar o trabalho de dois escarlates em campo: o goleirão Johnny, responsável pela árdua tarefa de conter o bombardeiro adversário, e o craque Noal, que marcou 2 x 1 para seu time ao botar um passe cego de Nando no meio da rede.

A reação do Obrigado Senhor veio a galope. Ou melhor: aos passos do velocista Rominho. O jogador aproveitou a saída errada de Johnny, em que ele e Cainho fizeram uma lambança danada para tirar a bola, e fez a pelota explodir na rede. Era o empate, que trazia consigo o fim do primeiro tempo.

Os soldados de Cristo voltaram com tudo na segunda metade do jogo. Mais uma vez Rominho se aproveitou de uma falha da zaga adversária (desta vez, foi Daniel quem entregou o ouro), trespassou a grande área e matou a redonda no cantinho com um toque desajeitado a lá Diego Maradonna. Segundos depois, o habilidoso Lucas ampliou o escore ao marcar aquele que foi o gol mais belo do prélio: aproveitando lançamento preciso de Vic, o camisa 9 cravou o balaço no meio do arco com uma bicicleta! E dá-lhe mais aplausos e gritos de espanto dos gatos pingados ali presentes…

Nem o tempo solicitado pelos camelídeos foi capaz de mudar o quadro do embate. O Obrigado Senhor continuava avançando fervorosamente e criando mais e mais chances de gol a partir de erros da defesa rival. Tanto que, aos 5 minutos, Vic não deixou passar batido o rebote de falta cobrada por Lucas e mandou uma bomba rasteira. Henrique bem que se esforçou para tirar a bola do caminho do gol, mas, atrapalhado com a investida repentina do camisa 7, acabou tocando mas a bola entrou. Obrigado Senhor 4 x 1 Camelo.

Parecia que o Camelo estava fadado a ir para casa com uma goleada nas corcovas. Contudo, os integrantes do Obrigado Senhor – que a esta altura já esboçavam largos sorrisos de vitória – não contavam com a liderança de Noal, tampouco com sua habilidade ímpar de boleiro. Além de forçar o setor ofensivo do time a trabalhar de maneira conjunta, o craque chamou para si a responsabilidade de virar a mesa: foram três golaços do camisa 14 em um time que, a despeito de estar com vantagem no placar, não amoleceu no que se refere a marcação e ofensiva. E tudo isso em um período de 10 minutos!

O primeiro veio de uma cobrança de falta rasteira que passou pela barreira inimiga como se esta não existisse. Tamanha foi a potência do chute que o goleiro Chalupe ficou a ver navios. Em seguida, ele se valeu de uma tabela com Iago para deixar Paulinho e o arqueiro rival comendo poeira. Por fim, o artilheiro mostrou que sabe matar de cabeça ao converter escanteio cobrado por Jaca no quinto do Camelo.

Assustados com o rumo que a peleja tomara, os santos guerreiros tintos voltaram todas as atenções para a ofensiva. Vic e Lucas, incansáveis, bombardeavam o gol dromedário com petardos de fora da área e cruzados pelas laterais. Para a sorte dos vermelhos, o arqueiro Johnny estava lá para aparar estes perigosos chutes, assim como outra falta cobrada e uma cabeçada precisa – lances cuja margem de erro era praticamente nula.

Nos instantes finais, a estrela de Noal mais uma vez brilhou. E que brilho! Com uma arrancada, o jogador passou por um zagueiro, se embrenhou na grande área dos tintos e chutou rasteiro no canto esquerdo, decretando o fim da partida e a virada do Camelo, que ascende à sexta posição do Grupo B, com 13 pontos, permanecendo o Obrigado Senhor com 10.

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