XTJ faz partida cheia de altos e baixos mas conquista vitória no final; resultado tira todas as chances do BDA de classificação
Por Vinicius Bento
Logo no primeiro lance do jogo, com menos de dez segundos, o XTJ já arriscou a gol. Em um lance bizarro do goleiro, ele espalmou a bola, que vinha facinho, para o meio da área e quase que Kaká abriu o marcador. Não demorou nada para que o defensor grandalhão do XTJ abrisse o placar. De cabeça, Bolacha foi no segundo andar depois de cobrança de escanteio e jogou a bola para o fundo das redes. 1 x 0.
Logo na saída do meio de campo o Bonde dos Abelhas acertou a trave. Depois do susto, o time de amarelo e preto parecia ter entrado em campo. A nota triste da partida vai para Pedro Pina, camisa 17 do BDA, que, sozinho, teve uma torção no joelho. Machucado, o bom jogador teve de sair de quadra e parar o jogo por cerca de 5 minutos. Bruno Costa, do XTJ, narrou para a equipe de reportagem como foi o lance. “Ele foi para lá, para cá, e veio novamente para cá e caiu no chão”, detalhava ele.
No recomeço da partida, o XTJ fez mais um gol, com Modesto. 2 x 0. Abusados, Kaká e Modesto infernizavam a defesa adversária. Em um lance de extrema categoria, o camisa 9 deu lindo passe de chaleira (coisa de videogame) e Kaká tirou tinta da bola. Se ele encosta ela morria dentro do gol.
Se o ataque do XTJ estava bem, a defesa não queria deixar por menos. Ferrari, camisa 3, recebeu rebote de frente para o gol e enfiou o pé na redondinha. Kraudio, goleiro do XTJ, fez um verdadeiro milagre. Menos de um minuto depois foi a vez de Bolacha salvar o arremate de André Luiz, que quase colocou para dentro.
Uma hora a bola iria entrar. Depois de cobrança de falta com muita raiva de Rafael Bastos, a bola morreu no fundo das redes. O BDA descontava. E assim ficou o primeiro tempo.
No começo da etapa final André Luiz teve a melhor chance do jogo para deixar tudo igual. Depois de puxar para sua perna boa, ele finalizou buscando o ângulo e jogou longe da meta adversária. Quando parecia que o empate iria sair, Caio, do XTJ, pegou sobra na frente da área e enfiou o pé nela. Uma pancada violenta. A bola bateu no travessão, no chão e morreu lá dentro. 3 x 1.
Era preciso reagir. Já havíamos passado da metade da segunda etapa e o BDA precisava ir para cima se ainda quisesse alguma coisa no jogo. Tentando se redimir do gol perdido, André Luiz escorou o segundo tento do seu time, deixando tudo em aberto. Rafael Bastos e André Luiz eram disparados os melhores jogadores do seu time.
A partida começou a ficar muito equilibrada. O empate já era merecido. Discordando do ditado que diz que no futebol não há justiça, Victor, camisa 4 do BDA, deixou tudo igual com uma bela finalização de perna esquerda. Lindo gol. 3 x 3.
No finalzinho da partida, quando parecia que não havia tempo para mais nada, a estrela do craque do XTJ brilhou. Ou foi o piercing dele e ninguém percebeu. Dentro da área Kaká caprichou no voleio e botou ela para dentro. 4 x 3.
O BDA tentou o empate em cobrança de falta de André Luiz, mas o goleiro do XTJ fez uma linda defesa. Espetacular. Final de partida emocionante, mas não deu tempo para mais nada.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA
Império Celeste 3 x 4 Diabos Negros
DIABOS, DE LUIS LEAL, GANHA OUTRA E É VICE-LÍDER
Império Celeste até tentou no final da partida, mas não sobrou tempo para muita coisa
Por Vinicius Bento
O primeiro grande lance do jogo aconteceu quando Diego, dentro da área, acertou a trave do goleiro Maqueda, do Império Celeste. No chão, ele deve até ter escutado o barulho da bola explodir na trave. Não contente em apenas um chute na trave, Gui Vutto cobrou falta de longa distância e... travessão.
O começo da partida foi uma verdadeira pressão do Diabos Negros. Arriscando de todos os lados e atacando por onde desse, a defesa do Império estava tendo de correr atrás do prejuízo inicial. Zukauskas, camisa 9 do Império, tentava alertar sua defesa, mas a situação não estava favorável.
Tentando desafogar a bola de trás, Thi, camisa 2 do Império, tentou afastar a bola da defesa a acabou dando trabalho para o goleiro do Diabos Negros, que teve de se esticar todo para evitar o gol. Enquanto isso, Zukauskas continuava comandando do banco de reservas, às vezes com frases um pouco inusitadas. “Come ele, come ele”, esbravejava ele segundos antes de entrar no jogo.
Uma hora a pressão do Diabos Negros ia surtir efeito. Depois de jogada espetacular de Luis Leal, ele só jogou para o meio da área, onde Dijavan, que ao invés do zero a zero prefere um a um, empurrou a bola para dentro do gol.
Menos de cinco minutos depois Thi pegou rebote de frente para o gol, lance em que a bola bateu em quase todo mundo, e arrematou com força. Belo gol. 1 x 1.
Nem um dos dois times teve realmente muita chance para comemorar, pois poucos minutos depois Luis Leal, craque do jogo até aquele instante, não esperou muito e marcou um belo gol com chute rasteiro. 2 x 1 e fim da primeira etapa.
Quando começou a segunda, nem dois minutos duraram as esperanças do Império Celeste. Igor aumentou a diferença para 3 x 1. A situação do Império não era boa. No ataque, o time pouco ameaçava, na defesa era um Deus nos acuda. O ótimo goleiro Maqueda estava se desdobrando para evitar uma linda goleada.
Não satisfeito com a pressão e o placar, Dijavan ainda deixou mais um de cabeça, encobrindo o goleiro após escanteio. 4 x 1. Ele ainda perderia um gol inacreditável: sozinho dentro da área, ele chegou arrematando com raiva e sem precisão. Jogou ela longe. Que feio.
No final do jogo, o Império voltou ao jogo de uma hora para outro. Guedes marcou o seu, e Vina fez o terceiro. De repente o jogo ficou apertado. Os gols perdidos pelo Diabos estavam sendo sentidos. Porém, para sorte dos Diabos, o juiz deu o jogo por encerrado. 4 x 3 e a vice-liderança na tabela. Ao Império resta torcer pelo TNT na rodada final.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 8ª RODADA
Os Mostarda 2 x 5 Real Vuvuzelas
VUVUZELAS VIRA E SE MANTÉM NA BRIGA PELA CLASSIFICAÇÃO
Mesmo com mais time [em números] e maior organização, Os Mostarda não aguenta o ritmo e perde para Vuvuzelas
Por Fabiano Correia
O jogo enganou. Tudo parecia estar a favor do Mostarda, a começar pelo número de jogadores: na súmula eram 14 contra apenas 8 do Real Vuvuzelas. Além disso, na hora que interessa - quando a bola rola - os amarelinhos não perderam tempo e fizeram dois gols com menos de 10 minutos. O primeiro com Bruninho, logo aos 4, e o segundo com Tatá, aos 8. Estava se desenhando uma goleada e um atropelamento. Mas, aos 14 minutos, Marcelo Stangalin recebeu a bola dentro da área adversária e diminuiu para o Real. Era o início da virada.
O jogo ganhou em emoção. As duas equipes partiam para o ataque, com os mostardas sendo mais perigosos. Flavinho quase ampliou aos 16, mas o goleiro improvisado Cabelo fez a defesa e saiu pagando geral para cima da defesa. Com 19 minutos jogados, Stangalin de novo recebeu na entrada da área e bateu forte. Era o empate do Real Vuvuzelas. 2 x 2.
Os Mostarda se mostrava mais organizado ainda em campo, fazendo substituições constantes e sempre com bom toque de bola. No entanto, no final da primeira etapa, o Real cresceu muito e se mostrava mais forte em quadra. Fechando a primeira metade, Luquinhas, dos Mostardas, salvou uma bola em cima da linha. O goleiro já tinha ido.
Na segunda etapa, o Real Vuvuzelas contou com um reforço: o goleiro, esse de verdade, Kaio. Mesmo atrasado, ele foi extremamente importante para a equipe no segundo tempo. Além de trazer mais confiança, deixou Cabelo atuar na linha, na sua posição de origem. Logo no primeiro lance, Kaio fez uma boa defesa ao cair para dividir com o atacante. Na disputa, machucou a mão, mas logo se recuperou.
Polito, do outro lado, também fazia uma boa partida e defendeu uma bola difícil em cobrança de falta. Na reposição, deu belo passe para o contra-ataque e quase surgiu o terceiro gol dos Mostarda. Mas o Real voltou realmente mais forte e determinado. O inspirado Marcelo Stangalin teve duas chances na cara gol mas desperdiçou. A virada estava amadurecendo. Dois minutos depois, após de uma cobrança de lateral, a bola foi colocada com as mãos na cabeça de Rapha Kfouri, que só teve o trabalho de escourar a bola para o fundo do gol. Virada na quadra 11!
O time dos Mostardas, então, se desestruturou. A torcida e os acompanhantes do lado de fora estavam inconformados e tentavam encontrar na arbitragem a culpa por aquele resultado tão improvável. Reflexo da desestabilidade foi Juninho, que teve que apelar e segurou com tudo o que pôde o atacante do Real. Levou cartão amarelo e teve que aguardar uns minutinhos do lado de fora.
Aos 14 minutos, Rapha Kfouri dominou no meio de campo e levou sozinho em direção ao gol. Jogou na frente a Stephan, que alcançou e chutou por baixo do goleiro Polito, que aceitou. 4 x 2. Aos 18 minutos, de novo ele: Marcelo Stangalin. A zaga dos Mostarda dormiu e ele, com a bola dominada, teve tempo de virar, ajeitar e bater. Mesmo pressionado pelo goleiro, a bola entrou. Era o quinto e Polito ficou ensandecido em quadra, não acreditando que aquele resultado fosse possível.
Mas foi. 5 x 2 para o Real Vuvuzelas, de virada, com direito a xingamentos de todas as espécies por parte dos Mostarda, o que mostra que aquele início foi bastante ilusório e, no final, irrisório.
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