Equipe do goleiro Ballestero afasta rótulo de zebra, derrota Joga 13 e agora encara o CAV em revanche da abertura da Prata
Por Gustavo Vasconcellos
O Joga 13 não queria desperdiçar mais uma chance para subir novamente à Série Ouro. Após disputar a divisão prateada também no primeiro semestre de 2011, o 13 queria voltar de qualquer jeito para a divisão de elite do Chuteira. Porém, para continuar com seu objetivo, o time de Daniel e Rafinha precisava vencer o Zenite, tido por muitos como zebra nos mata-matas. Era o confronto do quarto colocado do Grupo A (Joga 13) contra o quinto do Grupo B (Zenite).
Para desmentir o que muitos diziam, e também acabar com o desejo dourado do 13, o Zenite conseguiu uma boa vitória por 3 x 1, com boa atuação de Negão, Zé Bahia e, principalmente, do goleiro Léo Ballestero.
A partida iniciou e o 13 logo mostrou que estava disposto a conseguir a vaga. No primeiro minuto, a primeira chegada. Cruzamento para a área e Zoio subiu para cabecear, mas para fora. O Zenite soube segurar esse início do 13 e também tentou sair para o jogo. A resposta veio em lançamento para frente que P.O. se esforçou para desviar, também de cabeça, também para fora.
Os dois times buscavam o ataque. Pelo lado preto e amarelo, Rafinha e Fino, arriscaram, mas na melhor delas a bola acabou nas mãos de Léo Ballestero. Já o Zenite chegava pelo alto. Primeiro com cabeçada de André, e depois novamente com P.O., mas Muralha apareceu com segurança para ficar com a bola.
O jogo era bom, corrido, com chances para os dois lados. O 13 quase marcou em chute de longe que, por pouco, não surpreendeu e encobriu Léo, que se recuperou e desviou para escanteio. O Zenite cresceu no jogo e respondeu em grande estilo. Para ser mais preciso, Negão respondeu. O camisa 10 do Zenite emendou dois belos voleios em menos de cinco minutos e só não marcou por conta de Muralha e da zaga.
Com o Zenite melhorando, o 13 acabou por não aparecer com tanto perigo no ataque como no início e acabou castigado. Cada vez mais perigoso, a equipe azul e branco via seu gol amadurecer. Em escanteio da esquerda, aos 19 minutos, o gol saiu. Rodrigo cobrou e Japa se antecipou e desviou para o gol.
Depois do gol, o Zenite recuou, mas não deixou de ser perigoso no ataque. P.O. quase ampliou de cabeça e Negão chegou a acertar a trave em chute de primeira. Enquanto isso, o 13 tentava correr atrás do prejuízo. Rogério tentou dois chutes de longe, ambos levaram perigo. Sicchu e Lucas também arriscaram, mas nada de gol.
Na volta para o segundo tempo, como tinha de ser, o 13 voltou tentando pressionar. Lucas arriscou duas vezes, uma ficou na zaga e outra saiu pela linha de fundo. Mas quem marcou foi o Zenite, praticamente em sua primeira tentativa no segundo tempo. Em jogada pela direita, Zé Bahia chegou batendo. Muralha conseguiu desviar, mas a bola sobrou para Cris Love, que tentou duas vezes, a segunda dividindo com a zaga, que tentava afastar, para marcar.
Com 2 x 0 contra no placar, o 13 precisava de uma única coisa: ir para cima do Zenite. Era ataque atrás de ataque. E defesa atrás de defesa de Léo Ballestero ou da zaga. E o Zenite ainda aparecia com muito perigo no contra-ataque, principalmente com Zé Bahia, que obrigou Muralha a trabalhar também.
Aos 9 minutos, uma nova esperança para o 13. Após Gago, em lance cara a cara, parar em grande defesa de Léo, os árbitros da partida assinalaram pênalti a favor do 13 na sequência do lance. Segundo eles, houve um empurrão do zagueiro pelas costas no jogador quando o goleiro já tirava a bola da área. Fino não desperdiçou e bateu baixo para diminuir a 2 x 1.
O cenário da partida estava, então, definido: o 13 pressionando como podia, enquanto o Zenite, recuado, se defendia com todos os jogadores no próprio campo, esperando conseguir aproveitar algum contra-ataque para marcar o terceiro.
O 13 criou ótimas chances, mas sempre encontrava um inspirado Léo Ballestero para evitar o empate. Em cruzamento da direita, Fino subiu e conseguiu boa cabeçada, mas Léo apareceu para fazer a defesa. Mais para o final do jogo, o time rodou muito bem a bola, com velocidade, até ela chegar em Zoio na entrada da área. Ele dominou e, com a bola ainda no alto, bateu firme. Mas novamente Léo apareceu para atrapalhar os planos do 13 com uma excelente e difícil defesa.
E como estava descrito, o Zenite estava só esperando um contra-ataque para matar o jogo, que apareceu aos 24 minutos. Em bola recuperada no meio, André deixou Bruninho livre para marcar o terceiro e selar a classificação para as quartas de final. Fino ainda tentou uma última chance, mas em vão.
Com a grande vitória, o Zenite garantiu vaga na próxima fase, quando enfrenta o CAV, equipe que venceu logo na primeira rodada da competição por 4 x 2. Esse, aliás, foi o único jogo que o CAV saiu sem a vitória de quadra. Enquanto isso, o 13, eliminado, pensa agora no próximo ano, buscando mais uma vez retornar à Ouro.
VI CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Acidus 2 x 4 Diabos Negros
DIABOS CONTA COM SORTE E COMPETÊNCIA PARA CHEGAR ÀS QUARTAS
Gols um tanto quanto “anormais” no primeiro tempo e um grande segundo tempo do setor defensivo foram a chave para a passagem do Diabos Negros às quartas de final e a eliminação do Acidus
Por Gustavo Vasconcellos
Sem dúvidas, esse era um dos jogos mais esperados das oitavas de final da Série Prata. Isso porque envolvia o tão popular, ora querido, ora “odiado”, Acidus. A equipe de Lói e comandada por Lucas P., que acabou na terceira colocação no Grupo B, enfrentava o Diabos Negros, que conseguiu a última vaga do Grupo A.
O confronto iria decidir se o Acidus continuaria em seu caminho rumo ao retorno à Ouro. Infelizmente para o Acidus, e muito felizmente para o Diabos Negros e para tantos secadores da equipe amarelo-limão, o Acidus caiu diante da falta de sorte e da equipe do Diabos, que, com Igor bem no primeiro tempo e Chagas no segundo, além do goleiro Marco, conseguiu vencer a partida sem sofrer maiores sustos por 4 x 2.
Com o apito inicial, o Acidus começou a partida tentando mandar no ritmo, e antes de completar o primeiro minuto já havia criado a primeira chance com Cássio, desceu pela direita e levou perigo. Pouco depois, mais uma tentativa. Dessa vez com Coxa. Após cruzamento para a área não ser desviado por ninguém, o camisa 14 apareceu do outro lado para chegar batendo, mas por cima do gol.
Mas o Diabos não se assustou e com menos de 4 minutos já equilibrava o jogo. Exemplo disso foi a chance criada após falta desviada que sobrou para Leal, que só não marcou pois teve seu chute desviado. Mesmo assim, era o Acidus quem aparecia mais no ataque. Caballero era sempre acionado. Aos 6 minutos, o camisa 10 jogou pela direita e bateu forte no alto, mas viu o goleiro Marco fazer grande defesa. Caballero tentou mais algumas chances, mas todas sem sucesso.
A zaga do Acidus aparecia muito bem postada, dificultando chegadas do Diabos, mas aos 8 minutos, isso veio abaixo com um gol. Lói errou saída de bola e deixou a Igor, que já havia arriscado de cabeça pouco antes. Ele chutou de fora da área, a bola bateu na trave e voltou exatamente no goleiro Urso, que, de costas, viu a bola bater em seu corpo e entrar. 1 x 0 Diabos e a zica se mostrava em campo.
O Acidus tentou não se abater e manteve-se no ataque. Caballero continuava a ser o alvo principal. Mas ele não parecia estar em seu dia mais inspirado. Ele se esforçava, mas não conseguia marcar. O camisa 10 então ganhou a companhia de Vanderson, que entrou bem na partida.
Mas um novo baque aos 16 minutos aconteceu. Era o segundo gol do Diabos. Em lance pela esquerda, Louiz chegou para afastar o perigo com um chutão, mas a bola acabou acertando um atacante do Diabos e voou meio campo até a cabeça de Bóris no segundo pau, que só escorou ao gol vazio. Lance digno de Inacreditável Futebol Clube. E dá-lhe zica do Acidus!
Logo em seguida, o Acidus criou novas expectativas quando Vanderson diminuiu a desvantagem. Após ter marcado uma vez, mas o gol ser invalidado, o camisa 7 do Acidus conseguiu jogada pelo lado direito, tirou o goleiro e, quase sem ângulo, em cima da linha tocou para o gol. A bola viajou lentamente, passeou sobre a linha, bateu na trave e entrou. A zaga tentou tirar, mas não conseguiu.
O gol deu novo ânimo para o Acidus, mas a equipe verde-limão nada conseguiu até o fim do primeiro tempo. Surpreendentemente, o Diabos voltou para a segunda etapa atacando o Acidus. Com menos de um minuto, já havia até acertado a trave em belo chute de Leal. Igor também tentou, mas viu Urso fazer defesa em dois tempos. O Acidus sentiu-se incomodado com a situação, mas não conseguia sair para o jogo. Caballero e Coxa foram as exceções, mas as finalizações não foram das melhores.
Com pouco mais de 8 minutos, o Acidus saiu da defesa e foi buscar o jogo. E foi exatamente nesse momento que a equipe acabou perdendo a partida. Depois de algumas tentativas com Caballero, Vitor Amato e Vanderson, o Acidus viu o Diabos marcar duas vezes em menos de três minutos. Primeiro, aos 10 minutos, quando Chagas arriscou para o gol e contou com desvio de Lói para enganar o goleiro Urso e marcar o terceiro. Gol contra para coroar uma má tarde do capitão limão. Depois, aos 12 minutos, Chagas, de novo ele, dominou na direita, puxou para o meio e soltou um balaço que Urso não conseguiu nem ver a cor da bola. 4 x 1 Diabos Negros.
Com mais de 10 minutos para jogar, o Acidus foi com tudo para cima. O Diabos não aparecia mais no ataque. Mas nem precisava mais. O Acidus até conseguiu criar ótimas chances com Vitor, Louiz, agora como goleiro-linha, e Vanderson, mas via Marco, muito bem na meta do Diabos, fazer milagres e evitar uma reação. Somente aos 23 minutos o Acidus conseguiu diminuir. Felipe Amato entrou com vontade e marcou em chute rasteiro no canto direito, mas já era tarde. Não dava mais tempo para nada. Fim de jogo e 4 x 2 Diabos Negros.
Com a derrota, o Acidus está eliminado, enquanto o Diabos, classificado para as quartas de final, continua com esperanças de chegar à Ouro. Para isso, enfrentará e terá de vencer novamente a equipe do Elefantes Indomáveis, que na primeira fase bateu por 5 x 1, na sétima rodada.
VI CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
É Verdadeee 5 x 3 Obrigado senhor
É VERDADEEE MOSTRA FUTEBOL, VENCE OBRIGADO SENHOR E JÁ SONHA COM A OURO
Vitória do time de Gavião acabou em desabafo do capitão ao melhor estilo Barack Obama: “A gente pode”, bradava ele, já visualizando a Série Ouro no confronto diante do Rabeloska
Por Gustavo Vasconcellos
Quem passava pela quadra 4 e via os duelos das oitavas de final da Prata acabava não dando tanta atenção a esta partida. Mas isso foi um grande erro, pois o jogo foi dos melhores e trazia duas equipes um tanto subestimadas pela maioria mas que podem chegar longe.
E nessa “briga de egos” dos dois times, quem saiu mais confiante e com a vaga nas quartas foi o É Verdadeee. Após sair perdendo, a equipe alvirrubra conseguiu abrir uma boa vantagem de 5 x 1 na metade do segundo tempo e depois só precisou segurar o ímpeto do Obrigado Senhor para garantir a vaga nas quartas com um resultado de 5 x 3.
O pontapé inicial foi dado pelo É Verdadeee, e a equipe não queria deixar a bola com o adversário. Para isso, girava a bola, trocava passes, mas não conseguia criar chances logo de cara. Somente aos 2 minutos, a primeira oportunidade. Após bola rolada para trás, Fúria chegou batendo, mas viu a bola desviar e sair.
O Obrigado Senhor não demonstrou ansiedade e esperou sua vez de atacar. Lucas Oliveira era sempre sinônimo de perigo para o gol defendido por Reyna. E era o camisa 9 o mais procurado na equipe do Obrigado Senhor. Em dois minutos, ele conseguiu criar quatro chances em menos de três minutos. Duas para fora e duas para defesas de Reyna.
O EV respondeu e quase marcou com Fred, que não conseguiu aproveitar bola rolada para o meio da área, e com Douglas Silva, que parou em defesa de Chalupe. Só que quem realmente marcou foi Cebola, do Obrigado Senhor. O camisa 18 apareceu, aos 10 minutos, em jogada pela esquerda, tirou o goleiro Reyna do lance e bateu para o gol. A zaga ainda desviou, mas não evitou o primeiro gol do jogo.
O gol fez o É Verdadeee ter uma nova postura, mais ofensiva, e, dois minutos depois o placar já estava igual novamente. Rodrigo Carlos tabelou com Nilmar, ficou livre com o goleiro Chalupe e bateu no alto para empatar.
Mesmo com o empate, o EV continuou atacando, enquanto o Obrigado Senhor não aparecia mais tanto no ataque. E isso foi determinante até o final do primeiro tempo. Aos 18 minutos, o EV conseguiu virar a partida. Gavião apareceu na entrada da área, conseguiu chute e saiu para comemorar o gol da virada. A equipe continuou criando mais chances. Rodrigo Carlos parou em boa defesa de Chalupe, enquanto Flávio viu seu chute passar muito perto do ângulo e acertar a trave.
Ainda no primeiro tempo o EV aumentou a vantagem. Aos 24 minutos, Douglas Silva recebeu bola na direita, pedalou, levou para o meio e bateu rasteiro no contrapé do goleiro para marcar um belo gol.
Na volta para o segundo tempo, o EV continuou no ataque, mesmo à frente no placar. Lucas Oliveira até criou uma chance ou outra para o Obrigado Senhor, mas quem aparecia muito bem era Douglas Silva, que criava e desperdiçava oprtunidades de gol aos montes. Quem não desperdiçou foi Nilmar, que aos 5 minutos contou com desvio na zaga para marcar o quarto de sua equipe. O É Verdadeee ia construindo uma ótima vantagem, muito difícil de ser recuperada.
O Obrigado Senhor se viu pressionado a atacar, mas a criação de jogadas não estava muito boa na equipe. Tanto é que o artilheiro Lucas Oliveira reclamava muito disso. Porém, quando teve duas boas chances, o camisa 9 também não conseguiu aproveitar.
Enquanto isso, do outro lado, Gavião cabeceava no ângulo para Chalupe realizar um milagre ao defender bola quase impossível. Mas Chalupe não conseguiu evitar o gol de Rodrigo Carlos. O camisa 77 fuzilou da entrada da área, o goleiro chegou a desviar, mas não o suficiente.
Logo na sequência, o Obrigado Senhor chegou a ensaiar uma reação. Um minuto depois de sofrer o quinto gol, Lucas Oliveira, em falta, aproveitou brecha na barreira e chutou rasteiro para marcar o segundo de sua equipe. Com novo ânimo, a equipe amarelo e preto marcou mais um no minuto seguinte, aos 13 minutos. Thales, que começava a aparecer no jogo, dominou na linha de fundo pela esquerda, dando rolinho no adversário, e bateu bonito no alto, sem dar chances de defesa para Reyna.
O Obrigado Senhor foi com tudo para cima. Cebola, Lucas Oliveira e Thales eram as principais armas, mas não conseguiam fazer o quarto para aproximar-se de vez no placar. Enquanto isso, o É Verdadeee via Douglas Silva desperdiçar muitas chances, para desespero de Junior, que pedia seriedade e mais um gol. Mas o próprio Junior perdeu boa chance já no final da partida.
O tempo corria e nada mudava o placar. E assim foi até o apito final. Gavião, muito animado com a vitória, dava uma de Barack Obama bradando gritos de “a gente pode”, em relação à luta pela vaga na Ouro. Para alcançar o objetivo do camisa 9 e de todo o time, o EV precisa passar primeiro pela ótima equipe do Rabeloska nas quartas de final. Quanto ao Obrigado Senhor, resta pensar em 2012 e a disputa na Prata.
VI CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Xoras 2 x 3 Roleta Russa Olímpico
ROLETINHA MOSTRA MATURIDADE, BATE XORAS E ESTÁ NAS QUARTAS
Jovem equipe do Roletinha abre boa vantagem de 3 x 0, sofre pressão, toma dois no final, mas avança para próxima fase, quando tem duro confronto com o My Balls
Por Gustavo Vasconcellos
Para fechar o dia das oitavas de final da Prata, nada melhor que um jogo de opostos. De um lado estava o Xoras, que esteve sempre brigando pelas primeiras posições no Grupo A, mas que acabou ficando em terceiro. Do outro, a juventude do Roletinha, que só conseguiu a classificação na última rodada, acabando na sexta posição do Grupo B.
Mas isso em nada interferiu quando a bola rolou. A juventude e o oportunismo do Roletinha, aliados a uma nada boa atuação do goleiro tricolor Tatá, ajudaram a equipe a conseguir abrir boa vantagem de 2 x 0 no placar ainda no primeiro tempo. No segundo, ainda ampliou para três, sofrendo pressão no fim mas segurando a vitória.
Quando o apito inicial foi trilado, o Xoras deixou claro que buscaria o ataque a todo momento. Já o Roletinha mantinha sempre o equilíbrio entre defesa e ataque, mostrando ser uma equipe muito bem estruturada. Com Pina muito bem na zaga e Ceron sempre perigoso no ataque, o Roletinha suportava a pressão do Xoras e ainda arriscava alguns ataques quando a brecha aparecia. Com menos de 2 minutos, Carioca, em chute de longe, e Dutra, de cabeça, já haviam finalizado pelo Xoras. Enquanto isso, Ceron havia arriscado chute de fora da área, mas que acabou saindo.
O tricolor Xoras não conseguia infiltrar facilmente na defesa do Roletinha, por isso arriscava muitos chutes de longe e cruzamentos para a área. Em um desses levantamentos, Dutra apareceu com espaços e cabeceou cruzado com muito perigo. Ric tentou de fora, levou perigo, mas seu chute saiu.
E se o Xoras aparecia mais no ataque, o Roletinha não precisou de muitas tentativas para abrir o placar. Precisou sim de uma ‘ajudinha’ de Tatá, goleiro do Xoras. O camisa 99, bom goleiro durante toda a competição, deu rebote em chute de Ceron e a bola sobrou para Catatau chegar empurrando para as redes. 1 x 0.
O Xoras continuou pressionando, assim como fazia antes de tomar o gol. O jogo, aliás, ficou mais acirrado após o gol. Algumas divididas aconteceram, alguns jogadores ficaram sentindo, mas nada além disso. A zaga bem postada facilitava a vida de Edu, goleiro do Roletinha. Quando chegava, a bola não vinha com tanta dificuldade. Mas quando precisava, Edu aparecia bem também. Por exemplo, em chutes de Matheo, um dentro da área e outra de fora, que Edu precisou fazer boas defesas para evitar o empate.
E se de um lado Edu ia bem, do outro, Tatá novamente não aparecia muito bem. Aos 20 minutos, Pina fez lançamento, que acabou virando chute para área, Ceron atrapalhou o goleiro, que acabou aceitando. 2 x 0 Roletinha e muita festa. Pouco depois do segundo gol, Kuba ainda quase marcou o terceiro.
Na volta para o segundo tempo, Tatá deu lugar a Brion, que agora fazia goleiro-linha. O Xoras tentava pressionar, mas parecia que não era a tarde mais inspirada da equipe. O tricolor ainda via o Roletinha chegar com muito perigo em contra-ataques. Kuba quase marcou ao emendar bonito chute. Tinha a direção do ângulo, mas Brion conseguiu desviar.
Aos 7 minutos, o Xoras teve sua melhor chance. Após boa trama da equipe, Ric apareceu completamente livre dentro da área, mas, incrivelmente, tentou chutar no canto direito e acabou mandando para fora. E como diz o velho ditado do futebol, “quem não faz, toma”. Dois minutos após Ric perder gol feito, Brian dominou na entrada da área, muito marcado, mas conseguiu manter a posse de bola e bater rasteiro no canto esquerdo para marcar 3 x 0. Uma ótima vantagem para o restante da partida.
O Xoras não tinha outra opção a não ser jogar-se ao ataque. Mas isso também não estava adiantando. A boa defesa do Roletinha dificultava qualquer investida do Xoras. Somente depois dos 20 minutos a equipe conseguiu tirar o zero de seu placar. Aos 21 minutos, Matheo conseguiu diminuir com chute no canto direito do goleiro. O Roletinha teve chance de matar de vez a partida, mas Catatau, Manente e Folha acabaram desperdiçando tais chances.
Aos 25 minutos, em falta pelo lado direito, que resultou em muita discussão, cartão azul para Matheo e para o técnico do Xoras. Dutra bateu muito forte e conseguiu marcar o segundo. A equipe então se jogou toda ao ataque, mas não havia mais tempo para buscar o empate. Final: 3 x 2 Roletinha.
Uma confusão chegou a acontecer logo após o apito final, já que o árbitro finalizou o jogo quando o Xoras fazia um lançamento que terminou em gol, mas o apito sinalizou fim segundos antes da bola entrar. Enfim, apesar da discussão, nada que abalasse a comemoração do Roletinha pela classificação para as quartas, quando enfrenta o My Balls por uma vaga nas semis.
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