RABELOSKA VENCE OUTRA E ESTÁ A UMA VITÓRIA DA OURO
Em mais uma bela partida, Rabeloska atropela Xoras e abre 5 pontos de vantagem do 2º colocado a 2 rodadas do fim da fase de classificação
Por Stela Aquino
Rabeloska e Xoras se enfrentaram pela 7ª rodada do Chuteira de Prata debaixo de muita chuva e muitos comentários do lado de fora. Antes mesmo do início da partida era possível ouvir que, com o Rabeloska, um empate era o máximo que o Xoras poderia conseguir.
Os dois times vinham de vitória na rodada passada e não pareciam dispostos a ceder nenhum ponto ao adversário. Era a chance de desforra do Xoras e de passar o líder na tabela. Porém, com poucos minutos, o Rabeloska já fazia jus à fama de “matador” e acuava o Xoras em seu campo de defesa.
Apesar de ter maior posse de bola, o Rabeloska encontrava dificuldade para articular as jogadas com o campo molhado e a chuva pesada, enquanto a defesa do Xoras buscava não deixar muitos espaços abertos.
A primeira boa chance de conclusão aconteceu aos 6 minutos de jogo, quando Ibraim chutou de frente para o gol, mas a bola foi para fora, com desvio. Após escanteio, o mesmo Ibraim tentou concluir, mais uma vez sem sucesso.
Aos 10 minutos, Django chutou despretensiosamente do próprio campo, assustando o goleiro do Xoras, que não esperava pelo chute direto. Mas, para a sorte de Tatá, a bola foi para fora.
O Xoras parecia perdido em campo, só com Matheo fazendo algumas boas jogadas pela esquerda. Enquanto isso, o Rabeloska insistia no gol, que não vinha mesmo com o empenho de todo o time.
Só aos 16 minutos jogados a bola finalmente entrou. Após cobrança de escanteio de Barata, Ibraim tentou concluir, mas furou. Para sua sorte, a bola sobrou para Dick Vigarista, que mandou para o fundo do gol e fez 1 x 0.
Após sofrer o gol, o Xoras esboçou uma reação, com Zappa, que chutou forte pra cima do goleiro Tássio, que caiu, sem dificuldade, e fez a defesa. Mas, menos de dois minutos após a boa chance do Xoras, Dick Vigarista cruzou para Ibraim, que finalmente conseguiu o tão procurado gol. 2 x 0. Mal deu tempo do Rabeloska comemorar, pois o Xoras retribuiu com Ric, que apareceu livre de marcação na cara do gol e fez 2 x 1.
Agora a equipe tricolor parecia mais interessada na partida e o empate quase veio com uma boa cabeçada de Matheo. Mesmo com chances seguidas de marcar, o Xoras pecou nas finalizações, que passavam longe da meta. O Rabeloska, que agradecia a falta de pontaria do adversário, aproveitou a desatenção da zaga para, no final do primeiro tempo, ampliar a diferença no placar. Após rebote do goleiro, Django apareceu livre de marcação na área adversária e marcou. Matheo ainda tentou concluir para o Xoras, mas Django afastou o perigo da sua área sem muita dificuldade.
O segundo tempo continuou debaixo de bastante chuva e mostrou um Rabeloska mais bem entrosado que o do primeiro tempo (se é que isso é possível). Barata colocou duas boas bolas para Ibraim, que, após marcar o segundo gol da equipe, parecia pouco concentrado e errava nas finalizações.
O Xoras também teve boas oportunidades no início do segundo tempo. A melhor delas veio em cobrança de falta de Matheo, que colocou a bola na área, mas não encontrou nenhum companheiro para concluir.
O quarto gol do Rabeloska saiu aos 7 minutos jogados. Após confusão dentro da área do Xoras, com direito a desentendimento da zaga, a bola sobrou para Juva, que sem dificuldades balançou as redes molhadas num 4 x 1.
Nesse ponto da partida, o Xoras estava apagado em campo. O Rabeloska só administrava o resultado. Mirim ainda tentou concluir de cabeça, mas o goleiro Tássio estava atento e fez a defesa.
Aos 14 minutos Ric, do Xoras, levou um cartão amarelo, e pouco depois Chininha, do Rabeloska, chutou forte, de fora da área. A bola bateu no travessão e no gramado, mas caprichosamente não entrou.
Dominado, o Xoras investia na defesa para evitar uma goleada ainda maior. Do lado de fora da quadra os comentários sobre a dificuldade de se vencer a equipe do Rabeloska continuavam. Mas, aos 16 minutos, o improvável aconteceu: Zappa, chutando da própria área, pegou toda a defesa do Rabeloska desavisada e diminuiu.
Nos últimos minutos de jogo, o Rabeloska ampliou a vantagem com Dick Vigarista, em boa jogada pelo meio. Só deu tempo do Xoras tentar minimizar com uma cobrança de falta ensaiada, que parou nas mãos de Tássio.
Fim de jogo em 5 x 2 para o líder e com dois pés na Ouro Rabeloska. Mesmo com a derrota, o Xoras segue bem, na 3ª posição, e tem pela frente o Elefantes. Já o Rabeloska cumpre seu papel diante do Coringa. É o carimbo do passaporte para a Série Ouro 2012.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
Cachorro Velho 1x 1 Bucets
CACHORRO E BUCETS EMPATAM E SE COMPLICAM NA TABELA
Campo empossado dificultou futebol e equipes devem brigar ponto a ponto para ver quem escapa da Bronze nas rodadas finais. Bucets ainda tem chances reais de classificação
Por Tamires Paulino
Como diria Elvis Presley, “quando chove, realmente entorna”. Pois foi bem isso que Bucets e Cachorro Velho sentiram na pele ao abrir a 7ª rodada do Grupo B do Chuteira de Prata. Depois de passarem rodo na quadra para tirar o excesso de água, a bola começou a rolar – ao menos tentar, né. Com muita dificuldade para criar jogadas – dificultadas pelas poças na quadra – e o cai-cai, a partida foi bastante prejudicada pelo fenômeno natural. A tal da chuva atrapalhou até mesmo o horário de início da partida – mais ainda do que os costumeiros minutos além das 13:30.
O jogo valia a entrada definitiva por uma vaga no mata-mata para o Bucets, enquanto o Cachorro queria vencer para definitivamente brigar para não cair. O empate em 1 x 1 azedou os planos do time da PUC, que continua na zona de degola e vê o Bucets ainda 3 pontos na frente.
Ao apito inaugural de jogo, demorou muito tempo até que algum lance realmente levasse perigo ao adversário. Alguns tombos, algumas belas jogadas criadas que paravam na água que cismava em se acumular; principalmente nas áreas dos goleiros. O primeiro tempo foi quase todo desperdiçado nisso, o que causou até certo estresse nos jogadores, que tanto tentavam.
O primeiro lance veio com o Cachorro Velho, dos pés de Raphinha. Seu chute de fora da área foi parar no travessão. Muito mais tempo depois, Tupi deu um voleio por cima do gol. Além disso, as jogadas eram sempre por cima e as defesas prevaleciam...
No segundo tempo, as coisas melhoraram. A quadra apresentava condições levemente melhores e os atletas se adaptaram, fazendo com que as jogadas finalmente fluíssem com maior naturalidade e o futebol aparecesse. Logo no começo (sinal de que agora até mesmo as jogadas de perigo não tardaram a ocorrer), Tupi deu um chute que passou raspando a trave esquerda. A seguir, Giggio saiu driblando por dentro até a lateral direita e chutou no gol pelo lado de fora.
No entanto, embora o Cachorro Velho jogasse melhor, chegasse com muito mais perigo ao gol e impusesse velocidade à partida, quem faria o primeiro – e belíssimo gol – da partida seria o Bucets. João Guilherme recebeu passe e carregou até a entrada da área. Ao perceber aproximação do primeiro marcador, travou o chute, deixando-o no chão. Para livrar-se do segundo marcador, deu um drible seco por dentro, com muito sangue frio, e chutou na saída do goleiro, marcando um lindo gol. Seus companheiros, incrédulos, o abraçavam empolgados.
No entanto, no lance seguinte, a equipe da PUC daria o troco: Rojas chutou de longe, a bola pegou um efeito inesperado e foi no ângulo. Outro belíssimo gol para empatar a partida.
Embora a situação da quadra tivesse melhorado consideravelmente, as poças continuavam a pipocar cá e acolá. Em lances de corte na área, era fácil ver zagueiros no chão, “emborrachados”. Isso quando não chutavam em falso, levantando água para todo lado e a bola continuava lá, intacta. Não há como criticar, dizer que podia ter sido melhor ou que os jogadores não foram bem, pois certamente foram prejudicados pela chuva.
As jogadas aéreas eram rotina. O goleiro do Bucets ia trabalhando impedindo chutes cruzados dos alas do Cachorro, enquanto sua defesa completava o serviço porque agarrar a bola nesse campo molhado era impossível. A pressão do Cachorro foi grande, mas contornável pelo Bucets, que ainda teve, no último lance da partida, a chance de vencer. Felipe Almeida chutou a bola na junção entre o travessão e a trave, lance bastante lamentado por ele e sua equipe.
Porém, no empate ficou mesmo a partida, não alegrando nem gregos e nem troianos. Na próxima rodada o Bucets, oitavo colocado, tem parada dificílima: enfrenta o vice-líder My Balls. Já o Cachorro Velho enfrenta o Zenite e é o penúltimo da tabela, com apenas 4 pontos. Se vencer e Bucets perder, decidem na rodada final quem cai junto a Canhedo Beppu para a Bronze.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
Obrigado Senhor 3 x 3 Joga 13
OBRIGADO SENHOR E JOGA 13 FICAM NO EMPATE EM JOGO DE “VIRADAS”
Debaixo de chuva, Obrigado Senhor saiu na frente, deixou o 13 virar e empatou no final
Por Stela Aquino
Despretensioso. Essa é a palavra que resume o início da partida entre Obrigado Senhor e Joga 13. Talvez, por ambos virem de boas vitórias na rodada passada, nenhuma das duas equipes queria se abrir e ir com força ao ataque.
Porém, o jogo estudado logo foi deixado de lado. Aos 6 minutos, Lucas Oliveira, sempre ele, abriu o placar para o Obrigado Senhor. O 1 x 0 veio em meio à chuva torrencial e pegou o Joga 13 de surpresa, assim como toda a equipe de reportagem. Sem seu goleiro titular, Muralha, o 13 tinha como substituto Doce, que joga no meio mas é goleiro nas horas vagas.
O 13 não se abateu e acordou. Zóio chutou forte em cima do goleiro Chalupe que, atento, fez a defesa. Apesar do Obrigado Senhor ter maior posse de bola, não tinha tanta facilidade para finalizar. O artilheiro Lucas Oliveira e Thales davam trabalho para Doce, que fazia boas defesas, dando orgulho ao camisa 1 titular.
No meio do primeiro tempo foi possível perceber que a chuva forte atrapalhava ambos os times. Apesar de empenhados, os jogadores estavam cansados e as jogadas, truncadas. Mas, mesmo com as condições adversas, o 13 pressionava em busca do empate. Fino quase marcou aos 13 minutos, pela esquerda. Em seguida, Alemão mandou no travessão. A bola quicou no gramado, mas não entrou.
Aos 18 minutos, porém, o Obrigado Senhor conseguiu penetrar mais uma vez a defesa do adversário e marcou 2 x 0. Kim aproveitou a distração geral e atropelou o goleiro Doce, entrando com bola e tudo no gol.
O Joga 13, de novo, não desistiu até o apito indicar o final do primeiro tempo. Apesar de bem articuladas, as jogadas sempre acabavam nas mãos do goleiro Chalupe, que saía em todas as bolas.
Já no segundo período, o 13 entrou em campo visando apenas o gol adversário. A chuva não deu trégua, mas o time de branco parecia não se importar. Pelo contrário, o intervalo foi revigorante para a equipe, que aproveitou o cansaço do Obrigado Senhor para ir para cima e marcar.
Iinvestindo nas jogadas pelos lados, o Joga 13 demorou cerca de 7 minutos para chegar a seu primeiro gol. Elias Luan, que só quer ser chamado de Luan (atenção, TV Chuteira!!!), chutou cruzado, da lateral direita, sem chance de defesa para Chalupe.
Melhor na partida, o 13 teve outra chance em cobrança de falta aos 11 minutos, mas Rogério mandou na barreira. Mas Luan havia entrado, de fato, inspirado no segundo tempo. Em um lance de bastante agilidade, driblou dois marcadores e chutou de frente para o gol, trazendo o empate ao placar.
O Obrigado Senhor se via em maus lençóis diante do bom resultado construído no primeiro tempo, que escorria pelas mãos como a chuva que caía insistentemente. Nesse ponto a partida ficou tensa. Em um lance polêmico na área do Joga 13, o zagueiro Otsuka teve de sair de campo, pois estava sangrando, enquanto a equipe do Obrigado Senhor reclamava com o árbitro pela interrupção do jogo. Mas a falta foi marcada a favor do time amarelo. A cobrança era muito próxima da meta, mas Lucas Oliveira carimbou a barreira.
O Obrigado Senhor tentava de novo imprimir velocidade ao jogo, deixando o cansaço do começo do período de lado. Entretanto, a movimentação rápida refletia o desespero de ambas as partes. O Obrigado Senhor necessitava do gol para seguir na vice-liderança; o Joga 13 impedia as jogadas, nem que fosse por meio das faltas.
Aos 16 minutos dois cartões amarelos já haviam sido mostrados para o Joga 13 e um para o Obrigado Senhor, refletindo o jogo pegado que se seguia. Em cobrança de falta ensaiada, Cabe colocou a bola para Michel concluir para o Obrigado Senhor, mas foi parado pela zaga.
Em mais uma cobrança de falta, Lucas Oliveira chutou direto para a meta de Doce, mas o goleiro fez a defesa. A sorte sorriu mesmo para Rogério, que recebeu um bonito levantamento da esquerda e marcou de cabeça o 3 x 2 para o Joga 13.
Parecia que não havia chances de empate para o Obrigado Senhor, e o erro do Joga 13 foi pensar exatamente assim. No último minuto de jogo, já nos acréscimos do juiz, Cabe chutou do próprio lado do campo e pegou toda a defesa branca desmontada. 3 x 3 e final de jogo com gosto amargo para o 13.
O empate não foi de todo mal para o Obrigado Senhor, que manteve a vice-liderança graças ao tropeço do Xoras diante do líder. Já o Joga 13 aparece em 5º lugar e não pode escorregar na semana que vem, quando enfrenta o lanterna Camelo. O Obrigado Senhor tem o Só Canelas pela frente.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
My Balls 5 x 3 Ras Time
MY BALLS DERROTA RAS E SEGUE MIRANDO CAV
Belos gols abrilhantaram o jogo dos melhores ataques da competição, que acabou com vitória do My Balls e bate-boca entre as equipes
Por Tamires Paulino
Dois dos melhores times da Prata, My Balls e Ras entraram em campo com a promessa de um belo jogo e, parodiando o lema do Bope, promessa feita é promessa cumprida. Segundo e terceiro melhor ataque do Grupo B, atrás apenas do CAV, era possível prever que o jogo seria para frente, nada de retranca, nada de “conhecer o adversário”. Foi na base da correria mesmo.
No começo da partida, dois lances de trabalho para o goleiro Cipó. No primeiro, Fernando Souto cabeceou cruzamento no chão, do jeito em que consta nos manuais do bom cabeceio. Cipó espalmou no reflexo. No segundo lance, Pedrinho deu belo chute de fora da área, Cipó socou a pelota para longe.
O primeiro gol, no entanto, não seria do My Balls. Rernanes recebeu passe e saiu cortando por dentro, driblou dois marcadores e chutou no canto – uma pintura. Porém, o empate não tardaria nada a chegar: após escanteio, Paulinho Caieiro deu de voleio no ângulo. Mais um belo gol para o espetáculo e igualdade numérica no placar: 1 x 1.
O jogo mostrava-se agitado e bastante agradável de ser visto. Os talentosos setores criativos de ambas as equipes cadenciavam bem pelo meio os toques, que quase sempre deixavam os atacantes na cara do gol. Contudo, a chuva, que na hora da partida era uma fina garoa, teimava em atrapalhar os jogadores – junto com a falta de pontaria e os goleiros, é claro. O exemplo seguinte, aliás, é ótimo para citar uma das defesas dos goleiros: Marcelo interceptou contra-ataque e tocou para Leônidas, que quase fez gol de letra, mas o goleiro defendeu.
No entanto, hora ou outra alguém acertaria o gol, e o primeiro foi do My Balls. Seria o gol para abrir caminho à vitória, já que o time não voltaria a ficar atrás do placar. O gol, no entanto, foi simples: Fernando Souto cobrou escanteio e Pedrinho só desviou de cabeça, tirando do goleiro.
Pouco antes do fim do primeiro tempo – bastante equilibrado, diga-se de passagem –, o Ras teria mais uma chance: Johnny, livre pelo meio, estava cara a cara com o goleiro e deu uma cavadinha forte demais, fazendo a bola parar longe do gol por cima da meta.
No segundo tempo, o panorama não foi muito diferente: logo de cara Rernanes deu um chute de fora da área que deu trabalho ao goleiro. Logo depois foi a vez do My Balls, com Nó, que também chutou de fora da área, bola espalmada por Cipó. Na próxima, o My Balls foi à rede. Paulinho Caieiro driblou o goleiro e se aproveitou de confusão e bate-cabeça generalizado na área do Ras para marcar 3 x 1.
Pouco depois, lance polêmico envolvendo a arbitragem: Vinicius recebeu passe na cara do gol pelo lado direito e empurrou para o gol. Teve início a reclamação sobre a validade do gol – uns dizendo que o jogo estava parado, outros que não. No fim das contas, o gol foi validado pela arbitragem. Bastante confuso, mas valeu e o Ras diminuiu a vantagem do adversário no placar.
Faltando pouco tempo para o fim, no entanto, o My Balls voltou a marcar, dessa vez com Magrão, que desviou para dentro após cruzamento. Em seguida, Pedrinho matou o jogo ao fazer o quinto gol. O Ras ainda diminuiria essa diferença mais uma vez com Vinicius após chute de fora da área. Não havia mais tempo para nada, porém, e o árbitro terminou a partida em meio a protestos. Jogadores discutiam em razao de um “chupa” soltado pelo My Balls, que respondia às provocações de jogadores do Derrubada durante a semana que antecedeu à partida.
O Ras perdeu a 3ª posição para o Acidus e estaciona nos 11 pontos, tendo pela frente o líder CAV. Já o My Balls segue empatado com o líder em pontos, perdendo a posição no saldo de gols. Seu próximo adversário é o Bucets, quando devem estar programando uma saraivada de gols para dimunuir a vantagem do rival.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
Diabos Negros 5 x 1 Elefantes Indomáveis
DIABOS DESENCANTA E VENCE A PRIMEIRA
Vitória diante do Elefantes dá novo alento ao time na luta contra o rebaixamento
Por Stela Aquino
Ainda chovia quando a partida entre Elefantes Indomáveis e Diabos Negros começou. O primeiro vinha de vitória sobre o Só Canelas, enquanto o segundo chegava de outra derrota, na lanterna, com apenas 2 pontos e podendo já ser rebaixado. Era tudo que o Elefantes precisava para subir mais um degrau na tabela, pois o Diabos aprontou para cima dos trombetas...
De fato, como se esperava pela posição na tabela, a equipe laranja e branco começou melhor, trocando passes na própria área, cadenciando o jogo com Badari e Thomas. Mas não demorou nem 5 minutos para o Diabos mostrar que não estava morto na competição. Enquanto Badari reclamava com o árbitro sobre uma suposta falta não marcada, Leal, que não tinha nada a ver com o assunto, continuou a jogada e marcou pela esquerda, com um chute no canto oposto do goleiro Spiga, em campo já que Chacha estava na Oktoberfest curtindo uma linguiça alemã...
Menos de dois minutos depois, Zuppo driblou seu marcador e colocou a bola no fundo do gol, sem chances de defesa.
Com 2 x 0 contra, o Elefantes tinha de reagir ou tomaria uma goleada, mas a defesa do Diabos trabalhava com eficiência. Enquanto Badari se esforçava na área adversária e buscava jogo pelas laterais, Cadú dava trabalho para Spiga, chutando uma bola atrás da outra.
As melhores chances do Elefantes vieram em bolas paradas. Em uma cobrança de falta, Thomas mandou para fora; logo em seguida, após cobrança de escanteio, Lucas quase marcou de cabeça, mas Marco pegou.
O jogo seguiu em “banho maria” até os 20 minutos. Os Diabos não saía muito para o ataque, enquanto o Elefantes buscava ao menos um gol antes do intervalo, mas parecia faltar empenho de toda a equipe. Talvez a chuva tenha minado os ânimos dos garotos.
Já no final do primeiro tempo, Diego fez falta em Zuppo. Após a cobrança, Cadú mandou para o gol, mas a bola não ultrapassou a linha antes de ser defendida. O Diabos reclamou um pouco, pero no mucho, pois Marcel fez o terceiro gol antes d os times irem para o intervalo.
De volta para o segundo tempo, já sem chuva, todos esperavam um jogo mais aguerrido por parte do Elefantes. E foi o que se viu. Com condições menos adversas, Thomas chutou contra a meta de Marco. O goleiro espalmou para a área; André pegou o rebote e mandou para o fundo do gol. Esperança de recuperação.
Três minutos depois, o mesmo André finalizar outra vez, mas mandou para fora. O Elefantes crescia no jogo, mas tinha dificuldade em definir as jogadas. Passar pela defesa do Diabos Negros não estava muito fácil, por isso, mais uma vez, as bolas paradas apareciam como boa opção. Aos 10 minutos, Thomas cobrou direto para meta do adversário, mas Marco defendeu.
O Elefantes teve mais duas boas chances pelo meio, com Maurício e depois com Badari, mas a defesa afastou o perigo. Porém, após insistir sem conseguir resultados, os alvo-laranjas cansaram e abriram espaços para um contra-ataque rápido do Diabos, com Matheus, que mandou para fora.
O 4 x 1 veio aos 15 minutos. Após Spiga espalmar para o meio da área, Cadú apareceu sem marcação e marcou. O Elefantes teve a chance de conseguir o segundo gol logo em seguida com Daniel, mas não foi dessa vez que o camisa 10 acertou um daqueles seus chutes que levaram seu time ao título do II Chuteira de Prata.
A reação laranja, que já estava difícil, ficou impossível aos 21 minutos, quando Cadú pegou a bola no próprio campo e foi avançando com liberdade até a área adversária. Sem muito esforço, e sem marcação também, anotou mais um para o Diabos Negros. 5 x 1.
Entregues em campo, os outrora indomáveis nada mais puderam fazer até o apito final do árbitro. O resultado não foi nada bom para a equipe, mas as chances de classificação para o mata-mata continuam grandes. Na 4ª colocação do grupo, os Elefantes enfrentam na próxima rodada o Xoras, justamente o time à sua frente.
Enquanto isso, os Diabos Negros deixa a última colocação e consegue respirar na competição, mas as chances de classificação ainda são pequenas. O time amarga a penúltima colocação, com 5 pontos, e tem como missão maior nas duas rodadas finais escapar do rebaixamento. Encara o Maciota’s, velho conhecido de Série Bronze, na penúltima rodada.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
Acidus 1 x 0 Canhedo Beppu – WO
CANHEDO NÃO APARECE E ACIDUS LEVA POR WO
Lanterna do grupo tem apenas dois jogadores para a partida
Por Tamires Paulino
O Acidus queria jogo. O Canhedo, talvez amedrontado pela chuva, frustrou o sonho de Lói de encarar o centroavante Suzuki e até de meter um golzinho em Papa Burguer. Hora de entrar em quadra e nada do Canhedo. Papa avisou: “Falei com eles. Ninguém vem”.
Assim foi decretado WO, com Caballero saindo com a bola do meio de campo e fazendo seu 15º gol na competição. O Acidus chega a 13 pontos e tem o Roletinha pela 8ª rodada. O Canhedo chega a -2 pontos e, se aparecer, joga com o É Verdadeee. Esperar para ver o que vai dar nesse grupo...
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
Só Canelas 5 x 2 Maciota´s
SÓ CANELAS VIRA PRA CIMA DO MACIOTA’S
Com dois gols e boa assistência de Tony, time ainda tenta classificação
Por Stela Aquino
Só Canelas e Maciota’s tiveram uma grande vantagem em relação aos times do Grupo A que já haviam jogado pela 7ª rodada. Quando entraram em campo, a chuva já havia parado, e o gramado não estava mais (tão) encharcado.
Na rodada anterior, as duas equipes não somaram ponto, o que tornava a partida mais atraente. Ambos precisavam da vitória para continuar sonhando com a vaga no mata-mata. Ao Só Canelas, era também sair da zona de desconforto que é estar nas posições de rabeira do campeonato. E, como costuma acontecer em jogos desse tipo, o começo do primeiro tempo foi equilibrado.
A primeira finalização do Maciota’s foi um chute de longe de Wagnão, o que não assustou o goleiro Johny, que só olhou a bola ir subindo e passar longe do travessão. A primeira conclusão do Só Canelas também foi um chute de fora da área, de Pedrinho, que também não teve sucesso algum.
Aos 8 minutos, Wagnão teve nova oportunidade de abrir o placar. Na verdade, duas vezes seguidas. Bem posicionado na área rival, ele chutou a bola com força em cima de Johny, que caiu para a defesa, mas não conseguiu segurar a bola. Wagnão ficou com o rebote e tentou concluir, mas dessa vez Johny segurou firme e mandou seu time para o ataque.
O Só Canelas concentrava suas jogadas de ataque em Tony, que por duas vezes apareceu na cara do gol, dando trabalho para o goleiro Cheik. Mas foi Nery quem abriu o placar, aos 10 minutos de jogo. Vindo da lateral direita, livre de marcação, chutou no canto oposto e fez 1 x 0 para o Maciota’s.
Após sofrer o gol, o Só Canelas se lançou com mais força ao ataque, mas encontrava dificuldades para concluir. O Maciota’s aproveitou o momento de exposição do rival e fez o segundo. Com passe vindo da lateral esquerda, Loba chutou da lateral oposta, onde encontrou um bom espaço. Maciota’s 2 x 0.
Aos 17 minutos, Tony perdeu outra chance de marcar para o Canelas, que jogava com afinco e investia em jogadas mais rápidas. O Maciota’s, com a boa vitória parcial, desacelerou o ritmo do jogo, o que permitiu mais movimentação da equipe rival, que teve outra oportunidade de gol no chute colocado de Thiago, parado por Cheik.
O Maciota’s chegava pelas laterais. Jerry saiu do meio de campo e apareceu na área do Só Canelas, concluindo de calcanhar. O lance foi bonito, mas Johny estava atento e fez a defesa.
No último lance de perigo do primeiro tempo, Tony desperdiçou mais uma boa bola pela linha de fundo, para tristeza da contida torcida do Só Canelas, que assistia ao jogo já sem muita esperança.
Entretanto, após o intervalo, o Só Canelas voltou com outro foco. Mais entrosado e mais aguerrido, o time foi pra cima do Maciota’s. O primeiro gol veio aos 4 minutos, com Thiago, que chutou no canto direito de Cheik. Dois minutos depois veio o empate. Enfim Tony fazia o seu! Tardou mas não falhou! Após receber a bola no meio da área e tirar o goleiro da jogada, Tony chutou firme e deixou tudo igual. O garoto havia desencantado. Começava aí a reviravolta do Só Canelas. O Maciota’s vivia um momento de total apagão em campo. A torcida, sempre barulhenta, também estava calada.
O lance mais bonito da equipe branca e amarelo foi protagonizado por Jerry, que “chapelou” dois defensores do time rival em direção ao gol. Mas o lance acabou com o Só Canelas dominando a bola e tentando um contra-ataque.
Ficou claro que o Maciota’s estava perdido em campo quando três jogadores apareceram livres na área do Só Canelas e chutaram, cada um, uma vez a gol. Johny caiu para três defesas seguidas, salvando seu time.
Depois disso, só deu Só Canelas. Niel pegou a bola no ar, pela esquerda, e chutou direto para o gol em um bonito lance. 3 x 2 para o Só Canelas, para desespero dos jogadores do Maciota’s, que começavam a discutir entre si.
Não demorou muito e a vantagem só fez aumentar. Aos 15 minutos jogados, Tony tocou da lateral esquerda para o meio da área rival. O passe encontrou Felipe, que fez 4 x 2. A torcida, antes contida, do Só Canelas agora gritava o nome de Tony, enquanto esse comemorava dentro de campo.
Anos 20 minutos, Felipe fez falta em Evandro, do Maciota’s, e levou cartão amarelo. A cobrança ficou a cargo de Loba, que mandou direto para o gol, mas Johny fez a defesa. Dois minutos depois, o Maciota’s teve nova chance, com um chute de frente para o gol de Leo, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Para por um ponto final na partida e acabar com qualquer chance do Maciota’s, Tony fez mais um, no último minuto. 5 x 2 para o Só Canelas e fim de partida. O resultado deixou os dois times em posições similares na tabela. O Maciota’s está na 7ª colocação, com 7 pontos. O Só Canelas, após a vitória, tem 6 pontos e ocupa a 8ª posição.
Na próxima rodada o Canelas enfrenta o Obrigado Senhor, enquanto o Maciota’s pega o Diabos Negros na revanche da final do I Chuteira de Bronze.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
CAV 4 x 3 Roleta Russa Olímpico
CAV SOFRE PARA DERROTAR ROLETINHA
Vitinho brilhou mais uma vez e, com 2 gols, foi o destaque na vitória suada do líder
Por Tamires Paulino
O que se esperava era um CAV avassalador, mas não foi bem isso que se viu quando os comandados do suspenso Roberto e os meninos olímpicos do Roleta começaram fazer a bola rolar. Pelo contrário, o duelo foi muito equilibrado – como reflete o placar.
Afoitos, os jogadores do CAV erravam passes no início. O Roletinha marcava bem e jogava com inteligência. Tanto foi assim que, ao sair jogando errado, o goleiro Quintanilha entregou o ouro ao bandido – ou ao mocinho. Folha agradeceu e, do meio de campo, com o pequeno goleiro fora da meta, tocou bonito para ver a bola ir morrer no fundo do gol. Do lado de fora, o time do My Balls era pura festa com esse gol inesperado.
Entretanto, o CAV tem Vitinho, e ele não perdoou quando teve a chance. Sem muito tempo para comemorações, o camisa 22 do CAV recebeu passe na frente, invadiu a área com habilidade e só deu um toquinho rasteiro para vencer Edu e decretr a igualdade.
O jogo mostrava-se corrido, com muita comemoração a cada lance, e Kuminha desequilibrando a favor do Roletinha. Ele teve a chance de chutar ou tocar em contra-ataque. Decidiu pelo segundo, mas um toque providencial do zagueiro salvou o CAV de tomar o segundo.
Infelizmente, no próximo lance o fator sorte não esteve presente do lado vermelho. Em jogada pela direita, Caio tentou o cruzamento e Kuba apareceu no meio do caminho para jogar bonito contra sua própria meta. Era o 2 x 1, era a virada do CAV.
O Roleta continuava atacando, sem desanimar. Atacou até que conseguiu o tão almejado empate. Após cruzamento, Kuminha chutou no cantinho, de dentro da área, fora do alcance de Quintanilha, que no lance seguinte protagonizou belo chute com efeito por cima do gol.
Em seguida (perceba como o ritmo era corrido), Martin marcou o terceiro gol do CAV e jogou mais um balde de água fria sobre a cabeça do técnico Vadão. O Roletinha corria atrás e empatava, mas logo o CAV retomava a vantagem. Era assim porque, diferentemente de em outras partidas, ambas as equipes privilegiavam o ataque. Cada vez que possuíam a posse de bola, as equipes se voltavam rapidamente ao campo adversário, criando com velocidade e dedicando-se a interceptar lances alheios. O resultado de tal estilo de jogo foi que, ainda no primeiro tempo, Kuminha conseguiu marcar o gol de empate para o Roleta em chute a poucos passos da linha intermediária.
No segundo tempo, o jogo ficou mais travado, mais disputado. Os goleiros começaram a trabalhar mais (veja bem, não que não trabalhassem antes, mas os gols saíam) e a fazerem defesas mais difíceis. Quintanilha, aliás, mais uma vez realizou lance interessante ao tornar-se goleiro-linha por instantes e ir até o meio, onde tocou para Bettoni chutar por cima do gol.
Na jogada seguinte, no entanto, o CAV acertou a meta. Vitinho, um passo atrás da entrada da área, chutou e marcou o gol que colocaria seu time, em definitivo, à frente no placar. Antes do fim do jogo (o gol saiu pouco antes do apito final) o CAV ainda teria mais uma aproximação da área com Cainho, que carregou a bola pela lateral direita até a linha de fundo, mas Pina protegeu o canto e ele não conseguiu avançar com a jogada.
Fim de jogo, 4 x 3 para o CAV. Hora de ver onde foi que erraram, certo, Folha? O jogador liderou uma pequena reunião pós-jogo para saber onde foi que o time errou ao perderem pontos tão valiosos na disputa, já que o resultado tira o Roletinha do G-6. Encerraram dispostos a enfrentar o Acidus, na próxima rodada, com ainda mais empenho para não perderem pontos. Já o CAV, líder pelo saldo de gols, enfrenta o Ras Time em jogo que promete ser pegado, já que vale a liderança ou a aproximação do batalhão da frente do Grupo B.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
Coringa 9 x 2 Camelo
CORINGA GOLEIA E AFUNDA CAMELO
Com três gols de Renatinho, Coringa coloca o Camelo no fim da tabela
Por Stela Aquino
No último jogo da rodada, Camelo e Coringa protagonizaram um jogo intenso, de muitos gols, que valia a lanterna do grupo. Ambos vinham de derrota e precisavam correr atrás do prejuízo. E, do lado de fora do campo, todo mundo se perguntava se Noal iria, finalmente, assumir a primeira posição na artilharia já que Caballero, diante do WO do Canhedo, tinha “apenas feito” um gol.
E foi do próprio Noal a primeira chance para abrir o placar. Em cobrança de falta, o ídolo do repórter Carlos Eduardo Sâmia mandou a bola direto para o gol, mas Gui estava atento e afastou o perigo. Porém, aos 5 minutos, Renatinho chutou cruzado, acertando o canto esquerdo de Sueveé e abriu o placar a favor do Coringa.
A equipe do Camelo, já não muito acreditada por alguns dentro da competição, jogava com pouca motivação. Talvez pela chance mínima de classificação, os jogadores pareciam não se esforçar tanto. Rafael Rizzo conseguiu uma boa chance de igualar o placar aos 9 minutos, mas mais uma vez a bola parou no goleiro.
Renatinho quase fez seu segundo gol, mas a bola só tocou a rede pelo lado de fora. Aproveitando uma falha do goleiro Sueveé, que fazia uma partida muito inconstante, Ratão chutou de muito longe, mas a bola se perdeu pela linha de fundo.
O Coringa era muito superior, pois conseguia articular boas jogadas rápidas na frente, com Renatinho e Ratão. Enquanto isso, o Camelo caminhava em campo, olhando o jogo do adversário. Só Noal, isolado no ataque, parecia a fim de jogo.
Aos 14 minutos, o Coringa fez 2 x 0, com o mesmo Renatinho, que chutou de frente para o gol. Menos de 2 minutos depois, o camisa 20 faria seu terceiro gol na partida, dessa vez descendo pela lateral direita.
Aos 22, Mori apareceu no ataque e, na cara do gol, fez 4 x 0. O Camelo até tentou fazer a bola chegar à meta rival, mas a palavra entrosamento definitivamente não se encaixava à equipe, que errava passes e se complicava em jogadas simples.
Após o intervalo o Camelo voltou com um pouco mais de empenho, mas Noal continuava isolado no ataque, tendo de vir buscar jogo no meio de campo. Foi dele a primeira conclusão do segundo tempo, de cabeça. Em seguida, Cainho conseguiu um bom lance, mas na hora da conclusão o goleiro Gui saiu para a dividida e levou a melhor.
A dupla Renatinho e Ratão estava mesmo em noite inspirada. Após achar espaço pela direita, Ratão chutou a gol e fez 5 x 0. Aos 8 minutos, Rafinha, também livre pela direita, fez o sexto. Virou várzea, como diriam por aí.
Aos 13 minutos, entretanto, Araújo conseguiu diminuir a diferença. Mas foi apenas um esgar de vida, pois Ratão meteu mais uma bola no gol camelídeo, com um forte chute no canto esquerdo do goleiro. 7 x 1.
Não satisfeitos, o Coringa buscava aumentar o saldo, o que aconteceu quando Matheus fez o dele, aparecendo pela direita da defesa. O Camelo ainda tentava com Noal, mas foi Dantas quem marcou, aos 23 minutos, em descida pela lateral esquerda. Mas faltava tempo, e perna, para o Camelo conseguir mais alguma coisa. Assim, Rafinha pegou rebote de Sueveé e decretou o fim da partida em 9 x 2.
Com o resultado, o Camelo caiu para a última colocação do Grupo A, com só 4 pontos somados. O Coringa foi para 6º, com 7 pontos, e pela primeira vez entra na zona de classificação. Mas, na próxima semana, o time pega o líder Rabeloska e tem a difícil missão de vencer o ainda invicto time do capitão Barata. O Camelo joga contra o embalado Joga 13.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
É Verdadeee 4 x 3 Zenite
É VERDADEEE VENCE ZENITE E SE RECUPERA NA TABELA
Reyna, mais uma vez, foi essencial para grantir a vitória do burrinho, que após ter perdido do Bucets volta a vencer e a entrar no G-6
Por Tamires Paulino
Com muita empolgação e torcida interna, É Verdadeee e Zenite entraram em campo e fizeram bela partida. O EV vinha de derrota inesperada para o Bucets, o que deixou o time fora do G-6. Já o Zenite, com 10 pontos, vinham para assegurar a briga pela 3ª posição do grupo. Ao fim, as coisas se inverteram – o EV venceu e foi a 11 pontos, entrando na zona de classificação, enquanto o Zenite se vê ameaçado pelo Roletinha, que ficou nos 9 pontos e está na cola do time por uma vaga na próxima fase.
Como é de praxe, o primeiro gol veio logo de cara. O pequenino Zé Bahia chutou ao gol depois que Thales ajeitou a bola para ele de cabeça. O Zenite sapía na frente, porém, o empate, como vem acontecendo com regularidade também, saiu em seguida. Diego cobrou falta ensaiada pela lateral direita e Junior chutou no ângulo, sem chance de defesa para o goleiro Ballestero.
O empate foi seguido da virada, que saiu com Nilmar, provando que o EV costuma surpreender as equipes teoricamente acima deles na tabela – foi assim com Ras Time e Acidus.
Com o campo ainda molhada, as jogadas eram mais intensas pelas laterais, de onde buscavam cruzamentos e aproximações da área. O É Verdadeee chegou com Douglas Silva, mas seu chute foi defendido pelo goleiro bem em cima do lance. Depois seria a vez do Zenite tentar, de novo com Zé Bahia. Uma ele mandou por cima do gol, outra jogada, pela lateral esquerda, culminou em chute forte defendido por Reyna. E teve mais: Zé Bahia cruzou e André, livre, cabeceou pra fora.
Como quem não faz, leva, novo gol do É Verdadeee acabou saindo. Douglas Silva cobrou escanteio e Rodrigo Carlos dominou dentro da área e chutou, marcando o terceiro de sua equipe.
Havia muita vibração no banco do É Verdadeee. Os reservas ajudavam como podiam, seja incentivando os colegas em campo ou avisando-os com gritos quando alguém poderia roubar a bola ou representar perigo dentro da área. Exemplo? Thales estava no segundo pau e cabeceou à queima-roupa no goleiro Reyna, que espalmou no reflexo. A bola sobrou para Negão, que chutou de fora da área por cima do gol. Quando do cabeceio de Thales, os jogadores no banco gritavam desesperados “o 5 tá livre no segundo, no segundo!”, alertando a zaga. Claro que ter Reyna em uma tarde inspiradíssima, pegando tudo, ajudou muito também.
A próxima jogada concluída a gol, porém, seria do Zenite depois de um chute de fora da área de Zé Bahia. Essa o goleirão Reyna deixou passar – nada que diminua seus méritos, pelo contrário.
No segundo tempo, a partida continuaria acelerada como em sua primeira metade. O gol sairia logo de cara, dos pés de Rodrigo Carlos, ampliando a vantagem do time vermelho e branco no placar para 2 gols (4 x 2). O Zenite, contudo, passaria a fazer pressão e atacaria muito até o fim do jogo. Em um desses lances, Thales tocou para P.O na lateral direita, que tocou para Lucão na entrada da área. Ele, então, chutou a bola em cima do marcador. Em outra jogada, Harry chutou de longe, forçando a zaga a se virar para interceptar de cabeça. Porém, tanto esforço culminaria em gol. Thales recebeu passe e chutou a gol. A bola desviou na zaga, enganando o goleiro, e entrando no canto direito, alto.
O É Verdadeee ainda teria mais um belo lance para ampliar o placar. Douglas Silva roubou uma bola no campo de defesa, carregou por dentro, foi à lateral direita e chutou por cima do gol.
Com o 4 x 3, o Zenite é agora o 6° colocado, permanecendo com 10 pontos e tendo pela frente o perigoso Cachorro Velho, que precisa vencer de qualquer maneira para já não cair para a Bronze. Enquanto isso, o É Verdadeee aparece em 5° na tabela, com 11 pontos, e tem novos 3 pontos a assegurar caso o já rebaixado Canhedo Beppu compareça para o compromisso.
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