APÓS 6 RODADAS, DERRUBADA CONSEGUE 1ª VITÓRIA AO BATER INTER
Com sorte em faltas cobradas por Tomi, Derrubada sai vitorioso pela primeira vez e ainda deixa a lanterninha da competição
Por Gustavo Vasconcellos
Abrindo o dia de partidas da Série Bronze no Grupo B, o Inter de Limão enfrentou o Derrubada pela 7ª rodada. O Inter vinha de derrota para o Pé de Pano em partida tumultuada que acabou com a suspensão de quatro jogadores do time verde-limão, além da perda de quatro pontos do mesmo. O Derrubada não apresentava campanha boa na competição – vinha ainda sem vencer. Seis jogos, apenas três empates. Resultado disso era a lanterninha do grupo. Mas isso mudou nesta rodada. O time de Pedro Mé e companhia conseguiu sua primeira vitória e deixou o indesejável último lugar do grupo para o Invictus.
Com uma garoa fina que durou a tarde inteira, os dois times entraram em quadra com mais de 20 minutos de atraso. O Inter de começou o jogo tentando comandar as ações, mas quem chegou primeiro e com perigo foi o Derrubada. César Augusto arriscou de fora da área, a bola desviou e saiu com perigo.
As duas equipes buscavam o ataque. E não demorou muito para o primeiro gol acontecer. Logo aos 2 minutos, Tomi cobrou falta da intermediária, a barreira desviou o chute e acabou tirando o goleiro Glauco da jogada.
Na sequência do gol sofrido, o Inter partiu com tudo para cima do Derrubada. Marcelo e Gustavo Gian quase empataram, mas ficaram mesmo no quase. As chances diminuíram e o Inter começava a ter dificuldades para chegar à meta de Henrique. E quando chegava, o camisa 1 do Derrubada aparecia bem, como quando Juninho tentou em falta ou em chute de muito longe de Rapha Bernardes.
Porém, um chute Henrique não conseguiu defender. E que chute. A bola sobrou na direita e Maia pegou na veia e acertou chute rasante para empatar o jogo. Após a igualdade, a chuva ganhou força e deixou o jogo mais corrido e disputado. As duas equipes criaram boas chances logo na sequência. Telles e Larsson pelo Derrubada, Gunzinho e Maia para o Inter.
Mas quem voltou a marcar foi Tomi. Novamente em cobrança de falta da intermediária, quase na mesma posição da primeira. O camisa 30 bateu forte no canto esquerdo. Marcelo, do Inter, já quase em cima da linha do gol, tentou afastar de cabeça, mas, para azar dele e de Glauco, a bola pegou na perna do goleiro e entrou no gol.
O Inter tentou novamente exercer uma pressão após o gol sofrido, mas desta vez o Derrubada rapidamente conseguiu neutralizar as investidas do adversário. Mesmo assim, as chances continuaram a aparecer para ambos os lados. Guizão criou e perdeu duas boas chances para o Inter, enquanto Larsson e Maldo quase marcaram no minuto final do primeiro tempo. Larsson fintou no meio e tentou toque na saída do goleiro, que conseguiu desviar a bola. O rebote ficou com Maldo. O camisa 11 chutou para o gol, mas viu a zaga do Inter salvar o lance.
Na volta para o segundo tempo, o Inter tentou pressionar em busca do empate. E logo no início o time verde-limão já chegou com Kaue. O Derrubada respondeu com Telles no minuto seguinte. Maldo fez jogada na esquerda e Telles chegou completando de carrinho e quase ampliou a vantagem rubro-negra. Pouco depois, Tomi acertou chute que triscou a trave, mas acabou saindo.
O tempo escorria e o placar continuava 2 x 1 para o Derrubada. O Inter corria atrás, mas não conseguia marcar o segundo. O Derrubada já se recuava e apostava nos contra-ataques para matar o jogo. Larsson e Telles apareciam bem quando acionados no ataque. Já Pedro Mé e Gueller fechavam as portas para os avanços do Inter. Assim o jogo seguiu até o apito final, concretizando o primeiro triunfo do Derrubada no campeonato.
Com os três pontos, o Derrubada subiu duas posições, aparece em 10º, chegou a 6 pontos e pode sonhar até com classificação para a fase eliminatória. Já o Inter de Limão caiu duas posições, está em 11º e continua com 5 pontos. Na próxima rodada, o Derrubada encara o líder BDA, enquanto o Inter mede forças com o Basicus.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 7ª RODADA
Elite 4 x 3 Irado’s
IRADO’S VOLTA À ROTINA, PERDE E REABILITA ELITE
Esquadra branca e cinza venceu sua primeira na competição e entrou na briga por uma vaga
Por Luiz V. Andreassa
O sábado de futebol no Chuteira de Bronze já começou debaixo de muita chuva. Uma chuva que trazia um clima diferente, talvez a chance de duas equipes lavarem suas almas e se consolidarem na briga por uma vaga na próxima fase da competição. No fim das contas, quem pôde comemorar feliz debaixo d’água a conquista dos três pontos foi o Elite, que até então não havia vencido. Pior para o Irado’s, que segue seu calvário no papel de um time forte na teoria mas que não funciona em quadra.
Logo aos 2 minutos já deu para perceber que as coisas não seriam fáceis para a equipe montada e dirigida pelos irmãos Eirado. Nem zaga nem goleiro conseguiram cortar uma cobrança de lateral que terminou na conclusão de Luis Carlos livre no segundo pau. Todavia, o revés fez bem ao time tricolor, que passou a ser impor e crescer de produção em busca da igualdade. Pi quase conseguiu o objetivo ao receber pelo lado esquerdo e bater cruzado com desvio, perto da trave. Pouco depois, foi a vez de Marcello completar passe de Murilo dentro da área e mandar para fora por muito pouco. A insistência não demorou a dar resultado: Rodrigo Vendramini apareceu na entrada da área para resolver com um chute que ainda pegou na zaga antes de entrar.
Foi então a vez do Elite se sentir prejudicado e voltar ao ataque. Régis quase deixou sua marca ao dominar passe em cobrança de lateral, finalizar e, com um desvio no meio do caminho, ver a bola passar ente à trave. Pouco depois foi a vez de Luis Carlos concluir passe de Rafael de primeira mas errar o alvo. O gol parecia maduro e saiu aos 14 minutos: Rafael deu bom passe da entrada da área para Márcio dominar pelo lado esquerdo e concluir na saída de Allan.
Depois do 2 x 1 o ritmo deu uma diminuída e, com ele, as chances de gol. As defesas passaram a levar vantagem sobre os ataques e foi só mais para o fim da primeira etapa que Ozil passou perto de deixar tudo igual novamente ao dominar no bico esquerdo da área, girar e bater no alto da meta para boa defesa do goleiro. Na sequência, Murilo foi mais competente ao se livrar da marcação pelo flanco direito e, com um forte chute cruzado, acertar o cantinho e vencer o guarda-metas. Antes das equipes irem para o intervalo Ozil quase virou o placar para o Irado’s ao receber passe de Pi em cobrança de falta e mandar com força no canto, mas desta vez Sardinha fez boa defesa.
A segunda etapa começou exatamente da mesma forma que a anterior: com chuva forte e gol do Elite. Logo no primeiro minuto Régis, sem marcação, completou cruzamento no segundo pau com um carrinho e recolocou seu time na frente. Para piorar a situação da equipe treinada por Weinny, Rafael tratou de ampliar a vantagem ao sair da marcação pelo lado esquerdo, invadir a área e concluir no meio do gol, anotando 4 x 2. Só que a situação não permaneceu assim por muito tempo, até porque o Irado’s conseguiu descontar quando Marcello roubou a bola no campo de ataque e Dani Jales aproveitou para driblar um zagueiro e, de perna esquerda, chutar no alto para vencer o goleiro.
Apesar da vantagem do Elite não ser das maiores, o futebol apresentado em quadra expunha uma diferença maior entre as equipes. A diferença entre um time que não tem tantas qualidades individuais mas que sabe jogar com um toque de bola minimamente organizado e entrosado contra um adversário muito bom no papel mas que vive de jogadas individuais e não funciona como um todo. Assim, era a esquadra branca e cinza que mais passava perto de balançar as redes em diversas chances criadas por Rafael, Márcio e Renan. As principais delas vieram dos pés do camisa 8, primeiramente chegando pelo lado direito e chutando de bico no cantinho da entrada da área e depois passando para Régis bater forte, ambas tentativas evitadas pelo goleiro Henrique, que fechava a meta irada na segunda etapa.
A cena bizarra da partida ficou por conta de expulsão de Luis Carlos, que foi expulso ao ser pego urinando – acredite se quiser! – enquanto estava na reserva. O árbitro não vacilou e mandou o cartão vermelho para o mijão, que além de passar vergonha ainda desfalcou sua equipe.
Com o passar do tempo o Irado’s via aumentar a necessidade de uma busca mais assídua pelo gol, mas a missão não parecia fácil, pois o time carecia de jogadas variadas e parava na marcação adversária. A melhor chance veio quando Dani Jales aproveitou uma falha de Silvio, o qual tentou afastar o perigo de cabeça de dentro da área e acabou mandando a bola nos pés de Rafael, que por sua vez não aproveitou a chance e mandou por cima.
A última chance de empate da esquadra tricolor veio quando Marcelo dominou pela esquerda e mandou uma bomba que foi desviada no meio do caminho e pegou na rede pelo lado de fora. Assim, foi concretizada a primeira vitória do Elite na Bronze e a quinta derrota do Irado’s. Agora as duas equipes estão próximas na tabela de classificação e ambas sonham uma vaga no G-8.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 7ª RODADA
TCM 3 x 5 Bacaninha
BACANINHA SURPREENDE TCM E ENTRA NA ZONA DE CLASSIFICAÇÃO
Comandados por Lê Leme, atletas do Bacaninha superam chuva e favoritismo do TCM para conquistar a terceira vitória na competição
Por Bruno Viotti
“Esses caras só podem ser malucos!”. Qualquer pessoa em sã consciência diria isso ao assistir o começo do jogo entre TCM e Bacaninha. Todavia, todos sabemos que aqui no Chuteira ninguém é normal. Assim, os atletas entraram na quadra para aguentar chuva forte e fria durante o confronto. Confronto esse que atrasou meia hora para começar até a chegada da arbitragem.
Enquanto os “professores” não davam sinal de vida, os jogadores faziam aquecimento – se é que era possível – dentro da quadra. O TCM aguentou, pelo menos, 20 ou 30 minutos de água na cabeça enquanto treinava finalizações. Já o Bacaninha não se molhou por tanto tempo, mas também foi a campo para esperar o apito inicial.
Após boa espera, a bola rolou. E a primeira chance foi do Bacaninha com Marcos, ao receber passe no meio e ser travado pela zaga adversária. Entretanto, quem botou fogo no jogo foi o TCM. Primeiro com Danilo, que chutou forte do meio-campo por cima do gol. Em seguida, o primeiro tento da partida. Guel realizou jogada pelo lado esquerdo do campo e chutou, Kiko defendeu, mas Guga aproveitou o rebote e completou para abrir o placar.
E o aspirante a “Peñarol brasileiro” não relaxou e partiu para cima. Guel recebeu passe na esquerda – sim, o rapaz dominou o lado esquerdo do campo – e cruzou, mas ninguém aproveitou. Já no lance seguinte, após uma disputa no meio de campo, a bola sobrou para o mesmo camisa 7, que chutou cruzado para ampliar a vantagem.
Parecia ser um jogo tranquilo para o TCM encostar na liderança, mas o Bacaninha não se deu por vencido e foi à luta. De início com Lê Leme, que recebeu na lateral do campo, cortou para o meio e chutou, mas a zaga conseguiu desviar. Em seguida, o camisa 11 arriscou em cobrança de falta, que parou na barreira. Por fim, Marcelo Velardo recebeu na direita após bom passe de Caio e finalizou para fora.
O TCM, mesmo com a vantagem no placar, não podia deixar o Bacaninha gostar do jogo. Para isso, foi ao ataque com Guga, Matheus e Alemão. O primeiro foi travado após dominar a bola no peito. O segundo tentou marcar com um chute rasteiro de longe para fora. Já o último cruzou da direita, mas ninguém completou. Todavia, apesar do cruzamento desperdiçado, Alemão tinha crédito por ser um monstro na marcação até o momento.
À medida que a chuva foi cessando, o ímpeto do Bacaninha passou a aumentar. O time passou a atacar mais com Simões, Felipe, Renato e Murilo. O camisa 10 tabelou com Renato e recebeu na esquerda, mas o arqueiro Marcião fechou o ângulo e defendeu o chute. Felipe e Renato também tentaram, mas ambos mandaram para fora. O primeiro de cabeça e o segundo, após chute cruzado. Por fim, Murilo recebeu a bola após cobrança de lateral, girou e chutou. Marcião pegou.
O jogo estava mais equilibrado e o TCM encontrava dificuldade para sair jogando. Mesmo assim, ainda levou perigo com Funari, que aproveitou a sobra após cobrança de falta, mas emendou para fora. Se o camisa 4 não aumentou a vantagem, o camisa 15 diminuiu a diferença no placar para o Bacaninha. Após grande jogada de Simões pela esquerda, Murilo aproveitou o cruzamento e completou para o fundo do gol.
O TCM ainda criou algumas chances no final do primeiro tempo com Guel, que chutou colocado para defesa de Kiko, e Alemão, que recebeu em velocidade pela lateral do campo e chutou sem ângulo para fora. Sem sucesso, o árbitrou apitou o final dos primeiros 25 minutos.
Já no segundo tempo, o Bacaninha teve a primeira chance de perigo com Pedro Velardo ao chutar de longe por cima do gol. Em seguida, Renato finalizou à direita da meta adversária e mostrou que, para seu time, só a vitória interessava.
Entretanto, o TCM também não estava disposto a deixar a vitória escapar. Assim, após confusão na área, Alemão foi travado pelo arqueiro na hora da conclusão. Depois, Guga chutou e Kiko defendeu, mas, no rebote, Guel não conseguiu concluir e esfriar os ânimos adversários.
Depois da chance desperdiçada por Guel, o Bacaninha realizou uma série de ataques. Primeiro com Murilo, que recebeu no meio e ficou com certo receio de chutar, mas quando o fez, mandou por cima. Em seguida foi a vez de Simões dominar a bola na direita, cortar para dentro e chutar longe do gol. Após duas chances desperdiçadas, finalmente a redenção. Murilo recebeu no meio e, marcado por 3, rolou a bola para Renato que chutou no ângulo e empatou a peleja.
O gol acordou o TCM. Alemão avançou pelo meio e bateu rasteiro, mas Kiko caiu e espalmou. Depois, Guel tocou e Thiagão recebeu na direita, mas foi bloqueado na hora da finalização. Dessa forma, o time não era feliz nas finalizações e também tentava criar algumas jogadas através de lançamentos longos, mas sem sucesso.
Mesmo com a nova motivação do adversário, o Bacaninha não se intimidou e criou três chances. Primeiro, Anselmo avançou pela direita e soltou a bomba, mas Marcião espalmou. Em seguida, o mesmo Anselmo tocou e Marcos bateu cruzado para fora. Já na terceira, Lê Leme recebeu passe na direita, avançou sozinho e chutou rasteiro. A bola passou ao lado do pé do goleiro adversário e virou o jogo.
O Bacaninha continuou a pressionar com Simões, que recebeu na esquerda e, marcado, chutou mascado, mas Marcião realizou a defesa. Em seguida, o camisa 10 foi acionado ao dominar cobrança de lateral e chutar por cima. Entretanto, em uma bola afastada pela zaga, Murilo dominou, tirou do zagueiro e tocou para Lê Leme completar para o gol. O arqueiro adversário ainda chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar o quarto gol do Bacaninha.
Mesmo no final do jogo, ainda havia tempo para mais. Lê Leme aproveitou toque recebido na esquerda, avançou sem marcação e teve tranquilidade para tirar do goleiro e ampliar a vantagem.
Já nos últimos momentos do jogo, o TCM diminuiu em cobrança de falta, na qual Matheus tocou para Alemão, que chutou rasteiro e marcou. Kiko ainda tentou defender, mas a bola acabou passando e determinando o placar final da partida. 3 x 5.
Com a derrota, o TCM perde a chance de encostar no Bonde dos Abelhas e fica na terceira posição do grupo. O time tenta a recuperação contra o Pé de Pano na próxima rodada. Já o Bacaninha festeja a vitória que o leva à zona de classificação, na sétima posição, mas não pode esquecer do confronto do próximo sábado, contra o Invictus, velho conhecido.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 7ª RODADA
Real Vuvuzelas 2 x 5 Império Celeste
COM MUITA CHUVA E BOLA NA TRAVE, IMPÉRIO CALA VUVUZELAS
Enquanto o Real precisava dos jogadores de linha pra pegar no gol, o Império Celeste fez logo 5 e é o novo líder do Grupo A
Por Carlos Eduardo Sâmia
Debaixo de muita chuva, Império Celeste e Real Vuvuzelas se enfrentaram pela sétima rodada do Grupo A do Chuteira de Bronze. Foi um péssimo dia para o Real, que já contava com alguns jogadores contundidos e ainda perdeu Rafa Alencar logo no começo, além do goleiro Dimy, que não compareceu. Assim, os jogadores tiveram que revezar entre si, enquanto Zukauskas e Rômulo estavam inspirados do outro lado e não quiseram nem saber: levaram os três pontos para o Império e mais, a liderança do grupo.
Tirando o primeiro chute da partida, de Rapha Kfouri, o Real não atacou com muito perigo o primeiro tempo inteiro. Rafa Alencar se machucou logo aos 3 minutos de jogo e saiu carregado de campo. Foi aí que começou a pressão do Império. Rômulo raspou de costas e de cabeça, a bola pegou no travessão e se perdeu pela linha de fundo. Zukauskas apareceu pela primeira vez no jogo no minuto seguinte, quando pegou uma bela bola de canhota, mas o “goleiro” Gustavo espalmou para escanteio.
Rodolfo soltou uma pancada do meio campo e mais uma vez a bola do Império não entrava por causa da trave, mas logo em seguida veio o gol. Gustavo e Gian se atrapalharam na saída de bola e a redonda sobrou nos pés de Zukauskas, que só empurrou para dentro e abriu o placar aos 12 minutos. Aos 13, o mesmo Zukauskas dominou a bola no peito e emendou uma pancada, sem chances para Gustavo. 2 x 0 Império.
O Real Vuvuzelas estava apático em campo, não que faltasse garra ou vontade da equipe, mas tudo dava errado. Reflexo disso foi o terceiro gol do Império. Aos 18 minutos, Rômulo chutou de longe, rasteiro, a bola parecia fácil e Gustavo tentou dominar, mas o camisa 12 furou e a bola passou por baixo do seu pé direito. Frangaço. A última chance da primeira etapa foi de Guedes, que chegou cara a cara com o goleiro mas mandou por cima do gol.
Alguma coisa precisava ser feita para mudar a situação do Real. Não que a mudança de goleiros resultasse em algo, até porque não havia nenhum de origem no banco, mas depois que Fernando Russo trocou de posição com Gustavo, pelo menos um pouco mais de sorte a equipe teve.
Mesmo assim, o primeiro lance da etapa final foi do Império, com Rodolfo chutando de longe. A bola desviou e entrou no fundo da rede. O Império Celeste vencia por 4 x 0. O Real entrou um pouco mais no jogo, foi mais ativo nos minutos seguintes. Gian fez linda jogada e tocou para Norton, que perdeu o gol. Mas aos 3 minutos, cobrança de lateral e Rapha Kfouri diminuiu para o Real Vuvuzelas.
O mesmo Rapha Kfouri lançou Norton, que chutou, mas a bola desviou e foi no travessão. Gustavo pegou bonito na bola pouco tempo depois e também acertou uma pancada na trave Celeste. A sorte mudou aos 8, quando Rafinha dominou com a esquerda e emendou de direita para fazer o segundo gol do Real. Depois disso, com 4 x 2, o jogo ficou lá e cá e mais algumas bolas foram na trave dos dois lados. Quevas tocou para Zukauskas pegar de cabeça e mandar no travessão aos 13 minutos. Norton cruzou e Rafinha, também de cabeça, acertou a trave.
Aos 17 minutos, Rômulo chutou cruzado e fez o quinto gol do Império Celeste, dando números finais à partida: 5 x 2. Guedes, de muito longe, e Rômulo, no último lance, ainda mandaram uma bola na trave cada, mas ficou assim. O Império Celeste, com a vitória, ultrapassou as três primeiras equipes do campeonato e é o novo líder do Grupo A com 15 pontos. Na próxima rodada enfrenta o Allianza Sagrado para se manter na ponta da tabela. Já o Real Vuvuzelas encara o Os Mostarda para tentar tirar a zica que se abateu no time. Aliás, o nome do time deveria ser Real Zicados.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 7ª RODADA
TNT 4 x 2 Condor’s
TNT VIRA E CONTINUA VIVO NO GRUPO
Nardone faz grande estreia pelo TNT e lidera virada pra cima do Condor´s, que perdeu chance de assumir a liderança do grupo
Por Bruno Viotti
A chuva ia parando, mas o ânimo dos jogadores parecia aumentar cada vez mais. Em um jogo de opostos, o Condor’s procurava alçar voos mais altos (han? han? Sacaram?), ou seja, igualar a pontuação do Bonde dos Abelhas e empatar na liderança. Já o TNT buscava a segunda vitória na competição para deixar a zica de lado e buscar uma vaga na zona de classificação para a próxima fase.
Com o apito inicial, o Condor’s já foi para cima e dominou o campo de ataque. A primeira chance de perigo aconteceu com Adriano, que recebeu passe na direita e arriscou, mas mandou a bola bem por cima. No entanto, não demorou muito para o primeiro gol do Condor’s sair. Sugos, do TNT, deu bobeira na zaga, Diony apareceu rapidamente e roubou a bola para chutar cruzado e abrir o placar logo nos primeiros minutos.
O TNT tentou responder com Igor, mas o camisa 7 recebeu cruzamento e errou a tentativa de bicicleta perto da área. De qualquer forma, o Condor’s continuava superior e criou novas oportunidades com Adriano, Diony e Neno. O primeiro avançou pelo meio e ficou frente a frente com Coqueiro, mas chutou em cima do arqueiro. O segundo teve duas oportunidades. Em uma, recebeu na velocidade, tentou encobrir o goleiro, mas adiantou demais e a bola saiu. Já na outra, Diony aproveitou distração de Nardone, tomou a bola, mas chutou em cima do goleiro. Por fim, o camisa 10 arriscou de longe pela direita, Coqueiro deu rebote e a zaga afastou como pôde.
Com o decorrer do primeiro tempo, o TNT conseguiu equilibrar as ações. Primeiro com Tuiu, que chutou de longe e mandou por cima do gol. Em seguida, Nardone criou duas chances, uma de cada lado do campo, mas as duas resultaram em chutes cruzados para fora.
O TNT pecava no último passe. Já o Condor’s encontrava mais dificuldade para sair jogando depois que o time adversário encaixou seu jogo. De qualquer forma, um contra-ataque fatal com Neno, em que o camisa 10 avançou pelo meio sem marcação e tocou para Gugu tirar do goleiro, acabou em 2 x 0 para o time tinto.
O gol pareceu oferecer nova motivação ao Condor’s, que criou novas oportunidades com Adriano em chute forte no meio do gol, e Neno, que recebeu passe de Diony e tentou tirar do goleiro, mas acabou finalizando para fora.
O TNT não se abateu e também não parou de lutar. Primeiro Dudu tentou de longe e mandou por cima do gol. Depois, Nardone aproveitou sobra no escanteio, mas errou o alvo. Em seguida, após confusão na área, a bola sobrou para Marcelo Ferreira, que, de cara para o gol, girou e mandou por cima, desperdiçando chance inacreditável. Por fim, no último lance do primeiro tempo, Sugos bateu falta rasteira no canto direito de Fábio Rosseto e diminuiu a diferença no placar.
No intervalo, o humor dos jogadores era contrastante. Do lado do Condor’s, os jogadores pareciam tensos. Mesmo com a vantagem do placar, seriam capazes de conseguir a vitória sem Peli? Do outro lado, o TNT estava eufórico com o gol no último minuto e pretendia a virada nos 25 minutos finais.
Logo no começo do segundo tempo, o TNT aproveitou a empolgação e levou perigo por duas vezes com o estreante Nardone. Na primeira chance, o camisa 6 já roubou a bola perto da defesa adversária e arrematou forte para boa defesa de Fábio. No lance seguinte, o mesmo Nardone arriscou de longe e levou perigo. A bola passou à direita do arqueiro.
Assim como no primeiro tempo, a dupla formada por Diony e Neno continuou a infernizar a defesa adversária. As primeiras duas chances do time no segundo tempo foram criadas pelo camisa 10. Em uma, fez boa jogada no meio-campo e tocou para Renato chutar por cima. Já em outra, avançou pela esquerda e chutou cruzado, mas Coqueiro caiu e defendeu. Quanto à Diony, o endiabrado camisa 2 também criou outras duas oportunidades. Na primeira, recebeu passe de Renato, livrou-se do zagueiro, mas chutou em cima do goleiro. Já na segunda, realizou jogada e devolveu o passe para Renato, que chutou à direita do gol.
Mesmo tomando alguns sustos, o TNT continuou a atacar. Marcelo Ferreira tentou criar jogada pelo meio e chutou para a defesa de Fábio. A bola ainda bateu no travessão antes de sair pela linha de fundo. Nardone também desperdiçou oportunidade ao receber lançamento da defesa e chutar para boa defesa de Fábio.
O Condor’s ainda tentou mais uma vez com Pedrão ao pegar rebote após chute de Kalzinho e mandar para fora. Entretanto, se o Condor’s não foi feliz nas finalizações, o TNT aproveitou a chance seguinte com êxito. Sugos fez lançamento da defesa e encontrou Nardone no campo de ataque. O camisa 6 ajeitou de cabeça para o meio da área e Galinho completou para empatar a peleja.
Com o gol, o jogo continuou equilibrado. O TNT tentou a virada com Nardone – é, ele de novo – ao limpar a jogada e chutar rasteiro na trave direita de Fábio. Já o Condor’s levou perigo por duas vezes. Primeiramente Renato recebeu passe de Kalzinho e chutou fraco, no meio do gol. Em seguida, o mesmo Kalzinho sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, Neno chutou forte e obrigou Coqueiro a espalmar do jeito que pôde.
Lá e cá. Qualquer detalhe poderia definir a partida. Dessa forma, o detalhe foi bem infeliz para o Condor’s. Cabelo fez jogada pela direita e cruzou para o meio da área. Guinho tentou interceptar o cruzamento, mas se enrolou e acabou mandando a bola contra o patrimônio. O TNT virou o jogo em uma falta de sorte do camisa 8.
O gol certamente foi um banho de água fria para os jogadores do Condor’s, que até tentou empatar com Kalzinho após cobrança de lateral, mas Coqueiro estava atento para espalmar.
A nota negativa fica por conta da expulsão de Marcelo Ferreira, do TNT. Após bate-boca entre o jogador e o árbitro, o camisa 13 acabou levando cartão azul e saiu de campo inconformado. Ainda levou o vermelho. Para registrar seu protesto, Marcelo jogou suas munhequeiras no meio do campo e ainda demorou para sair da quadra, atrasando ainda mais o horário das outras partidas.
Mesmo com a expulsão, o TNT ainda teve tempo para ampliar o placar com Cabelo, que aproveitou cobrança de lateral realizada por Nardone e cabeceou, sozinho, no contrapé do goleiro adversário, decretando o placar final do confronto.
Desta forma, o TNT respira e fica próximo da zona de classificação para a próxima fase, na 9ª posição. Na próxima rodada, o time enfrenta o NGM de olho no meio da tabela. Já o Condor’s perdeu a oportunidade de empatar com o Bonde dos Abelhas e agora busca levantar a cabeça com uma vitória diante do Roleta Russa Clássico.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 7ª RODADA
Só Quem Sabe 3 x 2 Xarope Também Joga
XTJ LUTA ATÉ O FIM, MAS SÓ QUEM SABE FICA COM A VITÓRIA
Em um ótimo jogo de futebol, XTJ precisava de um gol, mas o SQS se defendeu como pôde e venceu
Por Carlos Eduardo Sâmia
Nem os desfalques, muito menos o gramado encharcado, atrapalharam o jogão de bola entre Xarope Também Joga e Só Quem Sabe, pela sétima rodada do Chuteira de Bronze, Grupo A. O jogo foi lá e cá, com o SQS conseguindo a virada nos últimos dois lances do primeiro tempo, e fazendo o possível para evitar que o resultado não fosse outro a não ser a vitória. Emoção até o final e muita, mas muita raça por parte das duas equipes.
O cartão de visitas do XTJ veio logo no primeiro lance de jogo. Fava mandou uma bomba do campo de defesa e acertou o ângulo do goleiro Arthur. Golaço! 1 x 0. Felipe Ferreira chutou cruzado aos 3 minutos e quase ampliou, mas Arthur fez boa defesa com os pés. O SQS respondeu com Alemão, cortando pro meio e batendo bonito, mas a bola desviou e saiu pela linha de fundo. Paulinho, Alemão e Tessarin tentaram, todos pararam em Kraudio. André e Felipe Ferreira tentavam pelo lado do XTJ, ambos pra fora.
O SQS foi melhor dos 10 aos 20 minutos de jogo, tendo várias oportunidades de marcar, mas não aproveitou. Jacobi saiu cara a cara, mas Kraudio foi melhor e evitou o empate. Paulinho chutou da direita, uma bomba, Kraudio fez linda defesa. Depois, uma linda troca de passes, Felipe Ferreira salvou em cima da linha o chute de Paulinho. Incrível. Fava assustava nas cobranças de falta. Aos 21 minutos, o camisa 3 arriscou do meio da quadra e Arthur ainda relou na bola e desviou a pelota que entraria no ângulo esquerdo.
O gol do SQS parecia que ia acontecer aos 24 minutos. Aconteceu, mas não neste lance. Kaká tentou cortar de cabeça e a bola foi para trás. O goleiro Kraudio estava adiantado e voltou correndo, espalmando a bola quase em cima da linha. Um milagre do camisa 1 do XTJ. Mas no lance seguinte não deu pra evitar. Serjão chutou cruzado, rasteiro, e Alemão estava lá para empatar. No último lance do primeiro tempo, nova jogada de Serjão, que tocou para Paulinho completar e virar aos 25 minutos.
Paulinho movimentou o comecinho do segundo tempo do lado do SQS, primeiro com um peixinho que passou à direita do gol, depois ganhou na dividida e Kraudio salvou mais uma. O XTJ respondeu: primeiro com Kaká batendo falta por baixo da barreira, mas sem muito perigo. Aos 6 minutos, um lance inacreditável. André pegou a sobra embaixo (mesmo) da trave e conseguiu mandar por cima do gol! Que feio! E na base do “quem não faz, leva”, Serjão aproveitou a bobeada de Fava, girou e chutou no canto para ampliar o marcador. 3 x 1.
A partir daí, foi só XTJ no ataque, muita pressão. Aos 15 minutos, André avançou pela esquerda, cortou para o meio e chutou no ângulo. Segundo golaço do XTJ na partida. A equipe pressionava de todas as maneiras, mas pecava nas finalizações. Enquanto isso, o SQS se defendia muito bem, de forma muito compacta. Aos 18 minutos, Kaká raspou de cabeça, a bola raspou a trave e saiu.
No último lance do jogo, falta na entrada da área. A tensão, que já era grande, se tornou enorme, pois Fava, que havia levado perigo em todas as cobranças de falta até o momento, estava preparado para bater. O camisa 3 partiu pra bola e mandou uma pancada, no meio da barreira, a bola voltou para o meio de campo e o árbitro encerrou o jogo.
Muita raça das duas equipes, tanto é que os jogadores saíram esgotados de campo. O SQS encostou de vez nos líderes do grupo e pode se tornar o novo líder na próxima rodada se vencer o Irado’s e os demais acima dele perderem. Já o XTJ ainda continua na zona de classificação e enfrenta o lanterninha do Grupo A, o Futsampa, pela oitava rodada do campeonato.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 7ª RODADA
Pé de Pano 4 x 5 NGM
TAVOGUS FAZ TRÊS, MAS MEMÉ GARANTE VITÓRIA DO NGM
Mesmo jogando a segunda partida no dia, NGM foi capaz de bater Pé de Pano em jogo com uma baita chuva...de gols
Por Bruno Viotti
O NGM chegou para encarar o Pé de Pano com o moral bem baixo. Afinal, conseguiram tomar uma virada em 22 minutos após estar entrar em campo com 3 x 0 a favor em jogo da 6ª rodada que abriu o dia de jogos da 7ª rodada da Bronze. Porém, a dura que o técnico interino Renê deu na rapaziada – que saiu de campo contra o Basicus acusando os culpados de sempre (leia-se, LUCAS) – surtiu efeito. O time voltou a campo contra o Pé de Pano e fez sua parte – venceu e salvou a tarde que poderia ser catrastrófica em termos de classificação.
O Pé de Pano sofreu um duro golpe com a punição de alguns de seus jogadores e a perda de pontos. Desta forma, precisava vencer para voltar a brigar pelo campeonato. Assim, o jogo começou e as primeiras chances foram do Pé de Pano. Primeiro, Léo cobrou falta na barreira. Em seguida, o mesmo Léo raspou na bola após cobrança de lateral e a redonda sobrou para Zulu, que não conseguiu concluir. Já Peba finalmente conseguiu finalizar sem intervenções, mas a bola subiu mais do que deveria.
Depois do sufoco inicial, o NGM saiu para o jogo, organizou-se em campo e levou perigo com Carlitos, que aproveitou cruzamento, mas cabeceou fraco nas mãos do goleiro. Pimenta conseguiu assustar mais o time adversário ao receber passe na direita e chutar na trave direita do goleiro Rafa. Em nova jogada de ataque, Carlitos teve sua segunda chance, mas o goleiro conseguiu defender com a perna. Já na nova chance de Pimenta, o camisa 12 não desperdiçou. Recebeu passe na esquerda e chutou forte e cruzado para abrir o placar.
Não demorou muito para o NGM voltar ao campo ofensivo com o mesmo Pimenta, que avançou pela esquerda, mas errou o alvo. Se Pimenta não fez seu segundo gol, Anélio fez o segundo gol do NGM. Carlitos recebeu livre na área e o arqueiro adversário saiu do gol para defender com o pé. Na sobra, Anélio aproveitou para completar e ampliar a vantagem no placar.
Só que não deu tempo para comemorar direito. Na saída do meio-campo, Tavogus acertou grande chute de longe e marcou o primeiro do Pé de Pano. Em busca do empate, o time de Tavogus criou duas novas chances com Zulu. Na primeira, o camisa 9 recebeu passe na direita, parou, pensou e arrematou por cima da meta. Na segunda, criou jogada pela esquerda, mas estava marcado e chutou sem direção, longe do gol.
O NGM aproveitou um contra-ataque para marcar seu terceiro com o artilheiro Memé. O jogador avançou com a bola em velocidade e chutou forte, a bola desviou e atrapalhou a defesa do goleiro.
As chances apareciam dos dois lados. O Pé tinha que provar que podia vencer mesmo com todos os desfalques. Para isso, contou com dois chutes de Tavogus. No primeiro, o camisa 13 chutou forte no meio do gol, o goleiro rebateu e a zaga afastou como pôde. Em sua segunda chance, ele recebeu passe na intermediária e chutou por cima.
Já o NGM, para colocar a cabeça no lugar após o revés contra os rosas, precisava da vitória. Desta forma, foi ao ataque com Gerson, que aproveitou sobra na cobrança de escanteio, mas mandou para fora. Já em cobrança de falta, Totó chutou fraco e no meio do gol. O goleiro adversário tentou tirar de soco e acabou empurrando a bola para dentro do gol. Gol de Totó para o NGM, quarto na partida.
Já no final do primeiro tempo, Caio tocou para Diego que finalizou, mas o goleiro fechou o ângulo e impediu o gol. Só que o goleirão não era milagreiro. Nos últimos momentos antes do apito final, Tavogus aproveitou rebote e finalizou no canto esquerdo do arqueiro. Era o segundo gol do Pé de Pano.
No segundo tempo, Tavogus diminuiu ainda mais a vantagem ao receber passe no meio campo, arrumar espaço e chutar rasteiro, tirando do goleiro adversário. Hat-trick do camisa 13!
O NGM, vendo o placar apertado, não se acomodou e respondeu com Memé, que avançou sem marcação e chutou forte para a defesa com o pé do arqueiro. Em seguida, o mesmo Memé chutou cruzado. Edmar tentou completar, mas não alcançou. Até que, finalmente, após confusão na área, a bola sobrou para Memé, que chutou no meio do gol e fez o quinto do NGM, seu segundo na peleja.
Memé e seus companheiros não pareciam satisfeitos e queriam mais. Para isso, Edmar tentou chutar cruzado, mas a bola foi para fora. Sorte do goleirão adversário que só ficou olhando. Depois, o mesmo Edmar tentou de cabeça e com um chute rasteiro. Na primeira tentativa, o arqueiro do Pé de Pano realizou grande defesa. Já na segunda, chutou torto para fora.
O Pé de Pano não sentiu o gol e também conseguiu incomodar a defesa adversária. Caio tocou para Lucas, que girou e chutou por cima. O mesmo Caio cobrou falta de longe, mas a bola passou por cima do travessão. Raphael arriscou do campo defensivo e a bola passou à direita da meta adversária. Já Tavogus avançou pela direita e finalizou para defesa de Rafa.
Gerson e Memé tentaram aumentar a diferença no final do jogo. O camisa 8 aproveitou a sobra e chutou forte, mas a bola desviou e saiu pela linha de fundo. Já o camisa 9 recebeu passe após cobrança de lateral e chutou cruzado. O goleiro tinha a visão prejudicada pela quantidade de pessoas na frente e espalmou como pôde.
Entretanto, se o NGM não fez, o Pé de Pano conseguiu diminuir com Peba. O jogador se aproveitou de uma sobra na área e mandou para o fundo do gol. O goleiro tentou defender, mas já era tarde. O gol deu números finais à partida.
Na próxima rodada, o Pé de Pano busca a vitória contra o TCM para continuar vivo na competição. Já o NGM procura continuar na zona de classificação ao enfrentar o TNT.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 7ª RODADA
Os Mostarda 3 x 3 Toque Me Voy
OS MOSTARDA EMPATA E DERRUBA TOQUE NA TABELA
Gabri fez o gol de empate aos 24 do segundo tempo de um grande jogo
Por Carlos Eduardo Sâmia
Foi mais um dos grandes jogos da Bronze do último sábado. Pelo Grupo A, Os Mostarda enfrentou o Toque Me Voy e brigou até o fim pela vitória. O jogo foi tão igual que o placar não poderia ser outro a não ser o empate, mesmo que acontecesse no fim do jogo, com gol de Gabri aos 24 do segundo tempo. Com o resultado, o TMV caiu para quinto colocado na tabela.
Apesar de uma pequena superioridade do Toque no primeiro tempo, o jogo foi lá e cá, porém o goleiro Polito trabalhou pouco mais que Danilo. Renê tocou para Benício pegar de primeira e obrigar Polito a fazer a primeira grande defesa do jogo. Jogada em diminutivo: Flavinho mandou para Bruninho de cabeça responder para Os Mostarda, mas sem muito perigo.
Bruninho, aos 5 minutos, matou no peito e emendou de direita, para grande defesa de Danilo. Aos 8, o Toque Me Voy respondeu com Benício, que rolou pra Renê pegar de primeira e mandar uma bomba na trave. O jogo seguia muito movimentado e as duas equipes levavam perigo ao gol adversário. Cadu tabelou com Stefan e arriscou, mas a bola passou perto do ângulo. O mesmo Cadu testou no segundo pau, aos 13 minutos, e a bola pegou na forquilha.
Renê tentou abrir o placar chutando rasteiro, Polito defendeu, mas não evitou no lance seguinte. Gabri saiu jogando errado, a bola foi para o meio da área e Alan só completou. 1 x 0. Benício ainda teve mais duas chances de gol para o Toque Me Voy no primeiro tempo, primeiro cobrando falta rasteiro e Polito fez grande defesa. Depois o camisa 5 avançou pela direita e arriscou, mas a bola foi por cima do gol.
O começo do segundo tempo foi diferente do primeiro, mais truncado. Mesmo assim houve uma chance clara de gol para cada lado. Ligação direta e Flavinho bateu de primeira para quase empatar. Benício, no lance seguinte, deixou Robson na cara do gol, mas o camisa 10 pegou de tornozelo na bola e ela saiu por muito. Foi aí que, aos 7 minutos, Cadu dominou, girou e mandou uma bomba, anotando um lindo e deixando tudo igual no marcador. Porém, Benício não deixou barato e colocou o TMV de novo na frente logo no minuto seguinte, batendo falta rasteira.
Ao invés da equipe d´Os Mostarda ir para o ataque, quem estava a fim de fazer mais um era o Toque. A zaga inteira deixou Preto livre para ampliar o marcador aos 17 minutos. Alan ainda teve a chance de liquidar a partida: ele saiu cara a cara com Polito e meteu uma pancada, a bola explodiu na trave. No minuto seguinte, o castigo.
Pênalti marcado a favor d´Os Mostarda. Stefan foi para a cobrança e diminuiu a vantagem do Toque para apenas um gol. Aos 23 minutos, vários jogadores dividiram a bola dentro da área do gol do time azul, mas, de repente, Zé Mário, que entrou no lugar de Danilo, segurou firme a pelota em cima da linha. Jogados 24 minutos do segundo tempo, Gabri chutou de maneira meio despretensiosa, do meio da quadra, e a bola entrou no canto do goleiro.
Muita festa da torcida e do banco de reservas, que só contava com um jogador. Empate com sabor de vitória para Os Mostarda, que chegou aos 4 pontos e agora está a uma vitória da zona de classificação. Para isso, precisa vencer na próxima rodada seu concorrente direto, o Real Vuvuzelas. Já o Toque Me Voy caiu de vice-líder para a quinta posição na tabela, e mais do que nunca precisa vencer o DPGamos, outro concorrente direto, pela oitava rodada do Chuteira de Bronze.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 7ª RODADA
Basicus 2 x 2 Invictus
INVICTUS BUSCA EMPATE APÓS TOMAR VIRADA
Em duelo equilibrado, Invictus saiu na frente e suou para garantir o empate após a virada do Basicus
Por Bruno Viotti
Devido ao atraso na realização dos jogos anteriores e ao fim da chuva, a torcida que acompanhou o jogo entre Basicus e Invictus não foi pequena. Tudo bem que a maioria era formada por jogadores de outros times interessados na tabela, mas, como é natural no Chuteira, alguns chegam no meio da partida para assistir. Desta forma, uma frase de Noel Rosa definiria o clima fora da quadra: “Vá perguntar ao seu freguês do lado, qual foi o resultado do futebol”.
Do lado de fora, amigos. Do lado de dentro, adversários. E quem tem um pé nos dos times, como Rodrigo Barath, que é técnico dos rosas e jogador dos azuis? Sobrou para ele ficar de fora do jogo e só assistir. Mero espectador o Barath, que deve ter gostado do resultado final – o empate.
O Invictus precisava de um bom resultado para continuar sonhando com a classificação. Já o Basicus, animado com a virada pra cima do NGM no restante da partida da 6ª rodada disputada horas antes, procurava a aproximação do pelotão de frente.
Com o pontapé inicial, o Basicus procurou manter a posse de bola trocando passes no campo defensivo e esperando alguma abertura da sólida defesa adversária. Assim, em uma bobeada da zaga, Bento, do Invictus, desarmou o adversário e chutou fraco à esquerda do gol. Seu companheiro Ragazzo também criou boa chance, mas não foi feliz na finalização cruzada e a bola saiu pela linha de fundo.
O Basicus, obviamente, não assistiu aos ataques do Invictus e também levou perigo. Puff tocou para Ladeira, que finalizou por cima do gol. Entretanto, o Invictus voltou ao campo ofensivo com Bento, Marquinhos e Ragazzo. O primeiro recebeu no meio e chutou forte no canto direito para defesa de Roland. O segundo dominou a bola na direita e mandou por cima do travessão. Já o terceiro aproveitou escanteio cobrado por Bento e subiu mais do que a zaga para abrir o placar.
Devido à defesa do Invictus, o Basicus tinha dificuldade para criar jogadas. Desta forma, Marquinhos e Bento tentaram ampliar a vantagem. Entretanto, o primeiro chutou por cima. Já o segundo obrigou o goleiro a realizar grande defesa.
Com o gol, o Basicus acordou e passou a realizar ações mais organizadas em campo. Apesar da grande marcação exercida em cima de Puff, o camisa 23 mostrou todo o seu talento ao aproveitar passe de Kinho, limpar a jogada para o meio e bater no canto esquerdo de Henrique para empatar a partida.
Puff e seus companheiros não sossegaram e partiram em busca da virada com duas jogadas criadas por Ladeira. Primeiramente, o camisa 3 realizou boa jogada individual, mas seu chute foi desviado. Na segunda tentativa, arriscou de longe e mandou por cima da meta adversária. Todavia, se Ladeira não fez, Veneza aproveitou para virar o jogo. Bocha avançou pela direita e seu cruzamento encontrou Veneza, que recebeu livre e só tirou do goleiro para colocar o Basicus na frente.
Com a entrada de Lucas no Invictus, o time passou a apostar em lançamentos longos e, muitas vezes, sem sucesso. Este tipo de jogada protagonizou um lance cômico. O camisa 11 recebeu a bola na frente e foi desarmado por Bolas. No rebote, Bento chegou batendo forte acertou o peito do companheiro que doeu até em quem estava do lado de fora.
Pelo Basicus, Veneza continuava com boa movimentação em campo à procura de espaços. O camisa 12 fez boa jogada individual e quase conseguiu espaço para finalização. Na sobra, Bolas arrematou de longe e mandou por cima do travessão.
Já do lado do Invictus, Bento desperdiçou ótima chance ao aproveitar bola rebatida no meio e chutar à esquerda da meta.Já Brunão fez bela jogada individual pela esquerda e chutou, sem ângulo, para fora. Por fim, Lucas sofreu falta perto da área. Ele mesmo cobrou e acertou caprichosamente o travessão.
No final do primeiro tempo, o Basicus criou novas oportunidades com Fefê, Kinho e Starck. O primeiro arriscou praticamente do meio-campo, mas Henrique espalmou. Em seguida, seu companheiro Kinho aproveitou cobrança de escanteio feita por Starck e cabeceou para grande defesa do arqueiro adversário. Já o último cobrou falta e obrigou Henrique a espalmar como pôde para, em seguida, contar com a zaga para afastar o perigo. Douglas, do Invictus, ainda arriscou uma subida ao ataque, mas foi desarmado.
No segundo tempo, o Basicus não parecia disposto a ceder o empate. Para isso, Puff voltou com a corda toda para os 25 minutos restantes. E a primeira chance foi criada por ele. O camisa 23 cruzou e Mario tentou finalizar, mas foi travado. Em outra jogada criada por Puff, Veneza recebeu a bola na lateral e rolou a pelota para a esquerda, mas ninguém aproveitou.
Enquanto isso, o Invictus ia, pouco a pouco, aproximando-se do gol de empate. O primeiro lance de perigo saiu dos pés de Marquinhos ao dominar passe na direita e chutar para fora. Em cobrança de escanteio, Ragazzo tentou fazer seu segundo, mas a zaga conseguiu desviar a finalização. Já em outra oportunidade, o mesmo Ragazzo utilizou seu forte, a jogada aérea, para conclui por cima da meta.
O jogo era bom. Ninguém poderia perder. Desta forma, as duas equipes realizaram grande esforço para definir a partida. Do lado do Basicus, Starck recebeu passe de Kinho, ajeitou e chutou forte para boa defesa de Henrique. Em seguida, após cobrança de escanteio, Kinho subiu e cabeceou no travessão. Já do lado do Invictus, Bento assustou ao fazer jogada pela direita e chutar forte, o que obrigou o goleiro Roland a espalmar e realizar grande defesa.
Se Bento foi perigoso, Marquinhos foi fatal. Após tabela com Lucas, Marquinhos saiu na cara do gol e chutou colocado para tirar do goleiro e empatar o duelo.
Observando o placar, o Basicus tentou de todo jeito ficar na frente novamente. Puff fez jogada individual, partiu para cima e chutou forte, mas Henrique estava bem colocado e defendeu. Cavalera também tentou deixar o seu ao cobrar falta, mas mandou na barreira.
Já o Invictus estava animado após o gol e quase virou o jogo com Marquinhos, que recebeu na direita e chutou direto, mas Roland, atento, espalmou. Lucas também tentou ao receber passe no meio, ajeitar e finalizar à direita da meta adversária.
Nos últimos segundos do segundo tempo, o time do MVP Marquinhos teve três contra-ataques para matar o jogo, mas desperdiçou todos eles com passes errados. No último lance de perigo azul, Edgard desperdiçou ao carimbar a barreira em cobrança de falta. Pelo Basicus, Cavalera chutou rasteiro após receber passe na intermediária e a zaga cortou no meio do caminho, dando números finais ao jogo.
Com o resultado, o Basicus segue na zona de classificação do grupo e fica embolado com os outros times no meio da tabela, na quinta posição. O time enfrenta, no próximo sábado, o Inter de Limão, para tentar ficar na cola do BDA. Já o Invictus conseguiu seu quinto ponto na competição, mas amarga a última colocação do grupo, mas está a apenas um ponto da zona de classificação. Na próxima rodada, o time encara o empolgado Bacaninha.
Por fim, fica a dica: 80% dos pontos conquistados pelo Invictus tiveram a cobertura deste repórter que escreve a matéria. Em dois jogos, uma vitória e um empate. Coincidência? Não... Não... (parodiando a propaganda da Topper sobre o Rugby no Brasil).
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 7ª RODADA
DPGamos 1 x 1 Mercenários
EM JOGO DE LÍDERES, EMPATA TIRA MERCENÁRIOS E DPGAMOS DA PONTA
Richard e Rodrigo fizeram os gols do jogo mais disputado do Grupo A, cujo resultado deu ao Império Celeste a liderança
Por Carlos Eduardo Sâmia
A vontade de vencer era muito grande dos dois lados, o que fez com que o jogo entre DPGamos e Mercenários fizessem um grande jogo pela sétima rodada do Chuteira de Bronze, do Grupo A. Mais pela disputa do que pela técnica, já que o jogo foi nervoso durante todos os cinquenta minutos, mas quem estava na quadra 9 gostou do que viu.
Valentin trabalhou desde cedo. Guto experimentou de longe e o camisa 1 fez boa defesa. O goleiro Allyson foi para o ataque, na cobrança de falta, e bateu no canto do goleiro. A bola saiu por pouco, com muito perigo. Depois desses lances isolados, o jogo ficou muito pegado e às vezes até violento. O Mercenários chegavam com mais frequência ao ataque, enquanto o DP marcava apenas meia quadra.
Diego, aos 11 minutos, girou e bateu bonito, mas a bola passou por cima do gol. No lance seguinte, Dezinho fez o mesmo que o companheiro, mas desta vez sem muito perigo. Zeca chegou pela primeira vez no ataque do DP testando forte, Allyson nem se mexeu, mas a bola não entrou por pouco. Kazu pegou de sem pulo aos 15 minutos e mandou por cima do gol.
As duas equipes chegavam a todo momento no ataque, mas pecavam muito nas finalizações. Dezinho foi travado na hora de por pra dentro por Zeca. Mas, no lance seguinte, o DPGamos transformou vontade em gol. Cleber chutou cruzado e Richard, sozinho, completou para as redes.
O Mercenários ainda teve uma única chance no finalzinho do primeiro tempo, com Dezinho. O camisa 7 bateu linda falta, a bola pegou na trave, na cabeça de Valentin e saiu. Incrível.
A segunda etapa foi na mesma pegada da primeira, com o Mercenários mais no ataque. Porém, o DPGamos já não se preocupava tanto em atacar, mas se defendia muito bem. Porém, ainda encontrou tempo para chegar ao ataque antes de tomar a pressão e se acuar. Paulo Gama chutou colocado aos 2 minutos, e a bola passou com muito perigo ao lado do gol defendido por Allyson. Em seguida, o DP quase ampliou, Zeca bateu forte na cobrança de falta e a bola explodiu na barreira. Na volta, Carlitos chutou de bico, a bola bateu na trave e saiu.
A partir dos 10 minutos de jogo só deu Mercenários no ataque. Azar de um lado, sorte de outro. Rodrigo avançou pela direita e chutou de longe, cruzado e no ângulo. Valentin nem se mexeu. Golaço e tudo igual no placar. Guto chutou rasteiro dois minutos depois, e Valentin fez grande defesa com os pés. Ainda no mesmo minuto, Thiaguinho cruzou e Diego quase fez o da virada, de cabeça, mas a bola foi fora.
Eram muitas faltas no jogo, tanto é que em um determinado momento tínhamos mais tempo de bola parada do que rolando. Aos 15 minutos, Thiaguinho mandou para Rodrigo de calcanhar e o camisa 66 chutou a bola rente à trave. Dezinho pegou de sem pulo no lance seguinte e Valentin fez uma defesa genial. Depois foi a vez de Guto e Diego ainda tentarem, mas sem sucesso.
Thiaguinho teve a última oportunidade de jogo, pegando uma linda bola de sem pulo e de primeira, aos 23 minutos do segundo tempo, e mais uma vez Valentin foi firme na defesa e segurou o empate para o DPGamos. As duas equipes foram ultrapassadas pelo Império Celeste na tabela do Grupo A – o DP perde no saldo de gols. Na oitava rodada, o Mercenários enfrenta o Elite, enquanto o DPGamos pega o Toque Me Voy, ambos precisando da vitória para alcançar a liderança do campeonato.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 7ª RODADA
Bonde dos Abelhas 1 x 3 Roleta Russa Clássico
ROLETA TIRA INVENCIBILIDADE DO BONDE
Mesmo sem reservas, o Roleta foi capaz de realizar jogo de alto nível contra o, até então, líder invicto do grupo
Por Bruno Viotti
O último jogo do dia reservava uma surpresa para os aficionados pelo Chuteira. O Roleta chegou à quadra 12 sem reservas para enfrentar nada mais, nada menos do que o BDA, líder invicto do grupo. Com certeza a tarefa não era das mais fáceis para o time de Baru.
O jogo começou, de certa forma, equilibrado. O Roleta concentrava seus esforços no campo defensivo enquanto o BDA tentava atacar, mas esbarrava na forte marcação.
A primeira chance de perigo aconteceu com Leandro Lima, do Roleta, que recebeu passe na esquerda e chutou cruzado para fora. Alguns momentos depois, Baru passou por seu marcador e tocou para Affelay, mas o camisa 17 acabou finalizando por cima.
Já o BDA não queria saber de conversa e começou a cozinhar o adversário no campo de ataque. A primeira oportunidade surgiu com Bruno, que recebeu passe de Lê, mas foi bloqueado na hora do chute. Em seguida, Cris Coppola dominou a bola no lado direito do campo e tocou para Bruno novamente, mas o camisa 6 não conseguiu finalizar. Depois, Bruno tocou para Lê chutar de bico para defesa firme de Machado.
O Roleta não se desesperava e mantinha seu ritmo para o primeiro tempo. Ranalli fez jogada pela direita e chutou cruzado, direto para a linha de fundo. Já em cobrança de lateral, Nego, do BDA, cometeu falta. Na, cobrança, Japa chutou e a zaga adversária interceptou no meio do caminho.
Por outro lado, o BDA exercia pressão por seu volume de jogo. Trocava passes esperando uma abertura do adversário. Desta forma, Cris Coppolla sofreu falta e Lê cobrou, mas Machado conseguiu encaixar e realizar a defesa. Em seguida, Guarulhos arriscou do campo de defesa e mandou para fora. Por fim, o mesmo Guarulhos cobrou nova falta na barreira e seu companheiro de time, Maca, aproveitou rebote da cobrança de escanteio para acertar bom chute, mas Machado rebateu e a zaga do Roleta afastou.
Na parte final do primeiro tempo, apesar de certo domínio do BDA, o Roleta conseguia dar suas escapadas e criar boas oportunidades de gol. Primeiro com Leandro Lima, que arriscou praticamente do meio-campo, mas Lula estava atento para defender. Depois, o mesmo Leandro recebeu passe no meio, tocou para a direita e encontrou Fifo, que dominou com liberdade, mas finalizou à direita da meta. Baru também teve sua chance após cobrança de lateral. O camisa 2 pegou de primeira, mas mandou à esquerda do gol. Na última chance do Roleta, Affelay avançou pelo lado direito do campo e emendou grande arremate. bela defesa de Lula.
Entretanto, durante os ataques do time de Affelay, o BDA não ficou assistindo e também tinha seus truques na manga, principalmente com Bruno, que levou perigo por duas vezes no final do tempo. Primeiramente, avançou em velocidade pela esquerda e chutou de bico, mas Machado defendeu sem dar rebote. Na segunda chance, o camisa 6 aproveitou rebote da zaga e chutou para acertar a trave esquerda. Maca também tentou em um arremate forte, mas a bola subiu mais do que deveria. Assim como Kavanha, que tabelou com o mesmo Maca, mas não acertou a pontaria, desperdiçando a última chance do BDA no primeiro tempo.
O Roleta, até então, estava demonstrando grande superação para encarar as diversidades do jogo. Seus jogadores estavam mais desgastados do que os do BDA, devido à falta de reservas, mas os que estavam presentes ainda tinham uma surpresa preparada para todos os que acompanhavam a partida.
O segundo tempo começou com alguns erros de passe das duas equipes. Entretanto, já dava para notar uma mudança de postura do Roleta. O time não estava tão atrás e procurava dominar o meio-campo. Desta forma, começou a criar chances de gol mais frequentes. Prova disso foi o primeiro ataque da segunda metade do jogo, realizado por Leandro Lima, que chutou cruzado. A zaga interceptou e, no rebote, a bola sobrou para Ranalli, que finalizou para fora. Fifo também criou boa chance de gol, mas, ao receber passe de Leandro Lima, acabou chutando para fora. Por fim, Affelay tocou para Leandro Lima – de novo – e este, marcado por dois, foi travado na finalização. O camisa 29 estava bem atuante no segundo tempo.
Já do lado do BDA, a postura continuava a mesma. O time tentava sufocar o Roleta. Desta forma, podiam até perder gols, mas o excesso de oportunidades geraria um gol, mais cedo ou mais tarde. Assim, o time levou perigo com Guarulhos, que chegou perto da área e foi travado na finalização. Depois, Maca recebeu em velocidade pela direita e chutou para fora. Já Bruno fez jogada pela direita e arrematou por cima. Por fim, Lê deu bom passe para Kavanha na direita, mas o camisa 14 foi bloqueado.
Em um jogo equilibrado como esse, nada melhor do que uma cobrança de falta para colocar fogo no jogo. E foi assim que saiu o primeiro gol do Roleta. Em contra-ataque, Leandro Lima foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, o mesmo Leandro bateu no canto desprotegido pela barreira e abriu o placar.
O BDA não demorou a responder com uma falta cobrada por Guarulhos, mas a zaga conseguiu desviar. Entretanto, a defesa não conseguiu impedir o gol de empate feito por Kavanha. O jogador aproveitou cobrança de lateral realizada por Lê, antecipou-se à marcação e finalizou para empatar a peleja.
Indefinição. Essa é a palavra que melhor descreveria o momento do jogo, que ia chegando ao seu final. O Roleta não estava contente com o empate e foi para cima com Japa, que arriscou do meio-campo. Lula defendeu como pôde e a zaga afastou. Já do lado do BDA, o empate também não era visto com bons olhos. Desta forma, Kavanha tentou aproveitar rebote do goleiro que estava caído, mas mandou para fora perdendo chance incrível.
Já que o BDA não fez, o Roleta aproveitou a oportunidade seguinte para ficar na frente do placar. Em cobrança de lateral realizada por Leandro Lima, o goleiro Lula subiu para dividir no alto. Na sobra, a bola ficou com Japa, que completou para o fundo do gol.
Não demorou muito para que o Roleta ampliasse. Affelay recebeu bom passe na direita feito por Leandro Lima, apareceu livre e finalizou para dar números finais à partida.
O Roleta, com certeza, conseguiu um resultado muito importante para a sequência do campeonato. Não só por ganhar 3 pontos, mas por provar a qualidade de seu time, sem reservas, frente ao líder do grupo. Na próxima rodada, o time encara o Condor’s em um confronto direto, pois os dois times possuem a mesma pontuação – 13 pontos. Já o BDA, com 16 pontos e ainda líder, liga o sinal de alerta. Os abelhudos conquistaram cinco vitórias seguidas na competição e agora estão a duas rodadas sem vitória. Contaram com um pouco de sorte, pois a maioria de seus concorrentes diretos perdeu, mas agora não podem bobear mais, já que a liderança do grupo está ameaçada. Na próxima rodada, enfrentam o Derrubada para consolidar o primeiro lugar.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 7ª RODADA
Allianza Sagrado 2 x 2 Futsampa
FUTSAMPA DEIXA ESCAPAR PRIMEIRA VITÓRIA
Futsampa jogou melhor no primeiro tempo, fez 2 x 0 e cochilou. O Allianza agradeceu e empatou nos 5 minutos finais
Por Carlos Eduardo Sâmia
O Futsampa vinha com -1 ponto na tabela e necessitava da vitória para sair da situação crassa que se encontrava. O Allianza Sagrado tinha 8 pontos e também precisava da vitória para poder se firmar na zona de classificação. Nem para um, nem para outro. Para o Futsampa, um empate com sabor de derrota, já que saiu ganhando por 2 x 0 e sofreu o empate no segundo tempo, após uma confusão envolvendo a equipe do Allianza.
O Allianza começou marcando muito forte, chegando até a quatro jogadores contra um do Futsampa. A pressão em cima da saída de bola adversária era tanta que parecia que não haveia mais gás na equipe na etapa final. E o Futsampa aproveitou. Zaka, de direita, chutou e Dani Luco espalmou para escanteio. PC, no lance seguinte, saiu cara a cara com Dani Luco, que levou a melhor. Aos 6 minutos o gol foi inevitável. Zaka chutou cruzado e Joãozinho empurrou com o peito para o fundo das redes.
A troca de passes era muito envolvente do Futsampa, e o Allianza não suportou por muito tempo. Zaka chutou cruzado e colocado para ampliar o marcador. Logo após o gol, Rods, do Allianza, se evolveu em uma confusão com a própria equipe e com um torcedor do lado de fora da quadra. Este fato lamentável durou aproximadamente dez minutos e, enquanto isso, o relógio não parou.
Após a confusão, surpreendentemente o Allianza voltou melhor. Danilinho chutou no ângulo e Chamie fez uma grande defesa. Alemão, no lance seguinte, pegou bem na bola, que saiu à esquerda do gol. Danilinho errou na saída de bola, PC aproveitou e mandou uma bomba no meio do gol. Dani Luco estava bem posicionado e espalmou por cima do gol.
As duas últimas oportunidades do primeiro tempo foram do Allianza. Alemão bateu de esquerda e mandou rente à trave, depois girou e chutou, e Chamie segurou firme, levando o 2 x 0 para o intervalo.
Mesmo o Futsampa tendo algumas oportunidades de gol no segundo tempo, as melhores chances foram do Allianza, que voltou mais ativo do que nunca, disposto a virar o jogo. Porém, a primeira chance foi de Zaka, que arriscou e a bola passou muito perto do gol. Depois disso veio a pressão do Allianza, com o Futsampa fazendo uma marcação “meia quadra”.
Rods tentou de pucheta e quase fez o gol; no bate-rebate, a zaga tirou o gol do Allianza em cima da linha. Brunão deu uma pancada de longe e acertou o travessão aos 6 minutos. Alemão chutou cruzado e Chamie fez grande defesa no lance seguinte. Flavito soltou uma bomba de fora da área. Tinha muita gente na frente de Chamie, mas ele fez mais uma linda defesa. Porém, o número 1 do Futsampa não demorou para levar o primeiro. Flavito chutou colocado de fora da área no canto e diminuiu para o Allianza aos 21 minutos.
Se não bastasse o primeiro, veio logo o segundo. Rods, também colocado, fez o segundo belo gol do Allianza e empatou em grande estilo um jogo que, no primeiro tempo, parecia praticamente perdido. Pior para o Futsampa, que pulou para os zero pontos no campeonato e continua lanterna, precisando de qualquer maneira vencer o XTJ no próximo sábado. Já o Allianza Sagrado encara o Império Celeste, nada mais nada menos do que o líder do grupo.
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