My Balls prova porque é líder, mostra futebol equilibrado e goleia o Só Quem Sabe
Por Luiz V. Andreassa
No esperado embate entre o primeiro e o segundo colocado do Grupo A da Bronze, o My Balls mostrou como anular Diego Sequia e como explorar as falhas defensivas de um adversário forte. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o time azul dominou completamente a etapa final e mostrou que não está na ponta da tabela por acaso.
As duas equipes começaram se estudando e comedidas nas investidas ao ataque. A primeira chance de gol surgiu dos pés de Rafael Jacobi, do SQS, quando dominou na lateral direita e chutou rasteiro para Gabriel Viana tirar com o pé. Pedrinho respondeu à altura em bomba de longe que Arthur Chan foi no alto buscar e mandar para escanteio. Pouco depois, Junior também foi incisivo ao cortar para o meio e exigir defesa em dois tempos do arqueiro do SQS, que já se destacava pelas boas intervenções, como em milagre em cabeçada à queima roupa de Junior após cobrança de lateral pela direita.
Jogando melhor, o My Balls chegou ao merecido gol aos 10 minutos, em nova jogada de Junior, que desta vez bateu cruzado pela esquerda. A bola passou pelo arqueiro e ficou limpinha para Rafael completar debaixo da trave. A equipe branca e marrom mandou uma resposta em seguida, quando Thiago Lourenço chutou de longe no cantinho e Diego Sequia pegou o rebote, mas mandou para fora. Mas isso era só um aperitivo para o que o camisa 17 iria fazer em seguida: ele roubou uma bola no meio da quadra e, sem pensar duas vezes, mandou uma bomba no canto para vencer Gabriel. Pareceu ter sido até fácil de fazer este belo tento.
O empate equilibrou as ações e também a posse de bola, que antes era, em sua maioria, dos balls. Prova disso foi a outra chance de Diego cinco minutos depois, na qual ele recebeu pelo lado esquerdo depois de confusão na área e bateu de primeira para uma defesa sensacional do arqueiro.
Porém, Paulinho tratou de recolocar as coisas em ordem para o MB perdendo boa chance na cara do gol antes de aproveitar contra-ataque na sequência e, desta vez, tocar com competência na saída do goleiro. 2 x 1. O tento foi um golpe duro para o Só Quem Sabe, que viu a sua reação ruir bem no momento mais favorável da partida. E assim acabou o primeiro tempo de um jogo movimentado e agradável.
Na segunda etapa, as marcações apertaram e as chances diminuíram, tanto que o primeiro lance de perigo veio apenas aos 4 minutos em cobrança de falta inusitada de Paulinho. Ele bateu rasteiro tirando da barreira, porém com muito pouca força, mas, mesmo assim, conseguiu complicar a vida de Arthur. A resposta veio em bela jogada de Rafael Jacobi pela direita, na qual ele passou driblando os marcadores mas pecou ao demorar para definir e dar tempo para que a zaga se recuperasse e afastasse o perigo. Melhor sorte teve Paulinho, que mais uma vez chegou em boas condições diante da defesa adversária ao receber cruzamento quando entrava na área. Bola para um lado, goleiro para o outro e 3 x 1 decretado no placar.
Se ainda havia alguma esperança de reação do lado do SQS, ela foi praticamente extinta quando o camisa 8 ballense apareceu de novo, agora passando para Junior na direita, e este por sua vez cruzou para Vinicius Grassi livre apenas completar para as redes. Aula de eficiência do My Balls, que em dois minutos aproveitou dois vacilos da zaga adversária e foi mortal. Mesmo assim, seus jogadores não estavam satisfeitos e foram em busca de um placar mais elástico. Junior teve a chance de fazê-lo ao receber sozinho na área. O goleiro, porém, saiu bem de sua meta para tirar, e a bola ainda ficou viva na área para nova tentativa do camisa 11, que desta vez mandou para fora. Pouco depois, mais uma boa oportunidade perdida: Vinicius passou pelos marcadores e, de frente para o gol, chutou rasteiro sem direção.
O panorama era extremamente favorável ao líder do campeonato, que continuou martelando e perdendo chances, enquanto o rival apenas corria atrás da bola sem conseguir se impor. E foi assim que Pedrinho quase anotou o quinto tento de seu time ao fazer jogadaça pela direita, passar por dois adversários, deixar o goleiro no chão e, ainda assim, conseguir errar na finalização. O Só Quem Sabe ainda teve algumas tentativas no final do jogo para deixar o resultado menos feio, mas não tinha jeito: Tatá e Junior davam show na defesa dos balls. O jeito foi apelar para chutes de longa distância, que deram pouco trabalho para Gabriel Viana.
O juiz apitou e fim de papo no duelo que tinha tudo para ser equilibrado, mas foi dominado pelo My Balls. Só festa para a esquadra azul e branca que ostenta uma liderança combinada com a invencibilidade em sete partidas. Por outro lado, o Só Quem Sabe caiu para a quarta posição mas não deve ter problemas para contornar o revés, já que o quinto colocado tem quatro pontos a menos. O embate ficou também como um aperitivo para o que veremos no mata-mata da Bronze quando os times mais fortes se enfrentarão em jogos de vida ou morte.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO B
NGM 13 x 4 Haka
CARLITOS DEITA E ROLA NA ZAGA DO HAKA E NGM GOLEIA
Autor de 5 gols, camisa 7 é o destaque em partida contra o lanterninha do Chuteira
Por Gustavo Vasconcellos
Como já era de se esperar, o time do NGM bateu, até com certa facilidade, o ‘invicto’ Haka. Com Carlitos como destaque do jogo, o NGM construiu uma boa vantagem logo no primeiro tempo. No segundo tempo, ampliou o placar, fez bom saldo de gols e ainda deu chance para todos seus jogadores participarem da partida.
Logo no começo, o que era previsto se confirmou. Muitos gols e muitas chances para os dois times, mas principalmente para o NGM, que soube aproveitar tais chances e já marcava 3 x 0 em 11 minutos. Após a saída de bola do Haka, Ivo tentou o primeiro chute de fora, mas errou. Pouco depois, o NGM respondeu, e de modo fulminante. Com 2 minutos, em jogada pela esquerda, Carlitos recebeu e bateu no alto. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Depois de cinco minutos e algumas tentativas frustradas de Ivo e Fernando pelo Haka, e Anélio e Bruno Verotti pelo NGM, o segundo gol do jogo saiu. E de novo do NGM. Bruno Verotti tabelou com Camilo e tocou de bico no canto do goleiro para marcar seu primeiro no jogo.
O Haka apresentava dificuldades na saída de bola e na marcação do ataque adversário, mas o problema maior era a ausência do goleiro Fiorini, o que obrigou a um jogador de linha ocupar o espaço ingrato do campo. Sem relações com os problemas adversários, o NGM marcou o terceiro aos 11 minutos. Mario armou a jogada e passou para Carlitos, na esquerda, tocar por debaixo do goleiro.
Nos minutos seguintes, mais uma chuva de gols. Em dois minutos, três gols. Dois para o NGM e um para o Haka. Primeiro Carlitos deixou Bruno Verotti livre para fazer o quarto do NGM. Depois o Haka fez seu primeiro tento na partida. Depois de sair mal do gol, o goleiro Farillo viu Bruno travar a bola e ela entrar no gol. Em resposta imediata, Anélio, da zaga, tentou lançamento que acabou se transformando em gol. A bola pingou e entrou.
Aos 16 minutos, o Haka até demonstrou alguma possibilidade de reação. Marcou dois gols em sequência. Após falta, Ivo e Bruno arriscaram, mas o goleiro jogou a bola para escanteio. Na cobrança, Ivo apareceu de cabeça e marcou. No minuto seguinte, Bruno arriscou do meio e o goleiro acabou aceitando chute por debaixo das pernas após desvio no meio do caminho.
Depois dos gols, o jogo acalmou um pouco, mas o NGM voltou a marcar ainda no final do primeiro tempo. Aos 24 minutos, Carlitos recebeu na área, driblou o goleiro e chutou para marcar o seu terceiro, o sexto do NGM. Era o final de um primeiro tempo muito movimentado, com muitos gols, no qual a zaga do Haka deva espaços para o ataque do NGM, que aproveitou muito bem suas chances. No ataque, o Haka via em Bruno e Ivo suas principais armas. O placar já mostrava 6 a 3 a favor do NGM.
O segundo tempo começou mais truncado, sem tantas chances, mas a maioria foi convertida em gol. Já aos 3 minutos, Anélio arriscou voleio que parou na zaga. No rebote, Mario chutou forte no alto para fazer o sétimo. Só depois de cinco minutos – uma eternidade para o jogo – o NGM voltou a marcar. Após Anélio cobrar lateral, Barath completou de cabeça. Nenhum dos times atacava como na primeira etapa. O Haka chegou em tentativas de Ivo e Bastian, mas ambas não se transformaram em gol.
O NGM voltou a ter mais ímpeto ofensivo e voltou a marcar aos 14 minutos. Bruno Verotti arriscou de fora e Camilo desviou quase em cima da linha para deixar o seu. O time desperdiçava chances e ainda mandou duas bolas na trave. Pouco depois, Carlitos marcou mais um após bate-rebate. E ainda viu Ivo diminuir um minuto depois, mas nada que interrompesse o ritmo do NGM. Com 21 minutos rodados da segunda etapa, após troca de passes, Carlitos recebeu e chutou de chapa para marcar seu quinto gol. Depois, Zampol, ou Nego como o próprio pediu para ser chamado, entrou e anotou mais dois. Um deles, uma verdadeira pintura. Ele fez boa jogada na esquerda e acertou chute na forquilha, sem nenhuma chance para o goleiro.
Já no minuto final, o mesmo Nego arriscou e o chute saiu mascado, mas o goleiro aceitou. Ambos os gols foram dedicados à esposa, em comemoração aos 6 meses de casados.
Com a vitória conquistada, o NGM chega aos 13 pontos e agora é o quarto colocado. Já o Haka continua sem vitórias e empates, e, consequentemente, sem pontos. Na próxima rodada, o NGM mede forças contra Os Mostarda, enquanto o Haka enfrenta o Xoras.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO B
Irado´s 2 x 3 Xoras
XORAS JOGA BEM E ASSEGURA VITÓRIA CONTRA IRADO´S
Confusão nos minutos finais deixou o jogo quente, mas mesmo assim não tirou a qualidade da partida
Por Vinicius Bento
Jogaço de bola. Essa é a descrição simples e definitiva para esse jogo, que começou com uma clara vantagem do Xoras. O time tinha mais força física e contava com mais jogadores no banco de reservas. Será que o professor Weinny Irado tinha uma tática secreta para segurar o Xoras nesse meio tempo?
Se ele tinha ou não, infelizmente, não sabemos. A verdade é que até a chegada de Negão e Cia, atrasados, o placar se mostrou inalterado. O Xoras começou exigindo esforço do goleiro Alan. Não era um bombardeio, mas as jogadas aéreas do time assustavam. Toda vez que o camisa 10, Dutra, aparecia lá no meio da área era um Deus nos acuda.
Para tentar não ficar atrás, o Irado´s resolveu atacar com a mesma arma. Pelo alto Caballero tirou tinta da trave; no lance seguinte, Murilo fez o mesmo. Quem iria abrir o placar primeiro? Respondo: o Xoras. Fernando e Florenzano não se entenderam na defesa e deixaram Tcholas pegar a bola, puxar para o meio e chutar cruzado. Que pancada! Sem chances para Alan. 1 x 0.
Apesar do marcador ter sido aberto, o jogo continuava lá e cá. Era um verdadeiro segura coração. Entretanto, o time de azul tinha mais posse de bola e mais finalizações. Até quando Alan iria segurar? Novamente, respondo: até Caballero fazer boa jogada pelo meio e apenas rolar para Murilo fazer o seu terceiro gol com a camisa do Irado´s, mantendo assim a média de um gol por partida.
Tudo corria para um empate na primeira etapa. Foi então que Alemão resolveu surpreender. O camisa 20 arriscou do meio de campo e fez um golaço! Parecia um gol de super campeões! A bola subiu e caiu inesperadamente. “Não tem o que fazer! Ninguém espera que o cara vá dar uma pancada dessas do meio de campo. E, pior, ainda vá acertar!”, comentava Folha, assistente de Weinny no banco de reservas (olha a que ponto o Folha se rebaixou! Coitado...).
Um desânimo para a etapa final. Quando o segundo tempo começou o Irado´s precisava marcar um gol. Se tomassem mais um a situação ficaria complicada e se fizessem mais um voltariam para o jogo. Adivinha o que aconteceu? Respondo: o Xoras anotou o seu terceiro gol. Ric, que fazia um grande jogo, colocou a bola nas redes de Alan. E agora, José? O time de branco tinha sérios problemas.
Quando a bola rolou Weinny mudou o time. A equipe que só marcava meia quadra agora foi para a pressão. E não é que ela deu certo? Renan Lamarck, que tinha entrado no segundo tempo, recebeu passe de Caballero e como um foguete jogou ela para dentro. Os cornetas do professor Weinny devem ter ouvido um chupa na orelha. Só mais um gol... só mais um golzinho e a partida séria empatada.
Negão e Dutra faziam um confronto interessante pela direita. Entre arremessos na grade e olhadas a nível Mortal Kombat, os dois mantinham a calma. Quando Negão cortou bola na defesa, foi atingido. Ele caiu gritando. Lance normal disse o juiz. No mesmo lance Bento recebeu, rolou para Murilo e ele não conseguiu dominar. O camisa 20 irado saiu em perseguição ao zagueiro e exagerou na força, derrubando seu adversário. Os dois se encararam e quando o ânimo esquentou Caballero apareceu para separar tudo. Impressionante como o efeito foi contrário. Tatá, goleiro do Xoras, partiu para cima do camisa 10 do Irado´s. “Você está batendo o jogo todo, não é de agora!”, gritava ele com o dedo em riste. Após empurrar alguns jogadores e de ser empurrado, Tatá voltou a meta. Dois cartões azuis cintilaram do bolso do árbitro – para Caballero e para Tcholas. Ao goleirão, nada.
Não demorou muito e o árbitro terminou a partida. Xoras vencia outra, o Irado´s perdia outra.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO A
Rabeloska 18 x 2 Real Vuvuzelas
RABELOSKA ATROPELA E MARCA MAIOR GOLEADA DA COMPETIÇÃO
Vuvuzelas até que não jogou mal, mas apetite por gols dos mackenzistas e falhas do time verde foram decisivos para o elástico placar
Por Vinicius Bento
Davi x Golias? Talvez. A verdade é que o futebol é cheio de surpresas e o favoritismo fica do lado de fora das quatro linhas. Uma vitória do Real Vuvuzelas não seria impossível, pela lógica do futebol. Mas será que alguém acreditava que o time tomaria de 18 x 2 e marcaria o recorde de goleada da temporada, batendo os 17 tomados pelo Haka?
O placar não diz, mas nos primeiros minutos houve equilíbrio. Mesmo o time do Mackenzie estando bem melhor na tabela de classificação, a equipe mostrou dificuldades em passar pela parede de verde. Sim, eles tinham mais posse de bola e estavam no campo de ataque, mas ainda não tinham feito Cicilini se mexer.
Pelo contrário, a primeira linda defesa foi de Tassio, goleiro do Rabeloska. Daia pegou no meio de campo e arriscou. A bola ia no cantinho, tinha endereço certo, mas Tassio pulou como um gato e salvou.
Apesar do bom início de jogo do Real, o Rabeloska começou a mostrar seu favoritismo. O pequeno e ligeiro Vasko, camisa 16, apareceu dentro da área e cabeceou. Que deslize da defesa, hein? Sozinho ele só precisou ter categoria. 1 x 0.
Mesmo com a desvantagem em posse de bola, o Vuvuzelas empatou tudo. Marcelo, que por sinal lembra o atacante Zé Love do Santos quando visto de longe, dominou no peito dentro da área e, mesmo disputando com o zagueiro e o goleiro, conseguiu virar e colocar a redondinha para dentro. Muita vontade. 1 x 1.
Dick Vigarista e Daia iam travando um duelo à parte. Entre caneladas e bom futebol de ambos os jogadores, o confronto ia ficando interessante e com alguns roxos. Dick Vigarista foi pra cima, de frente para o gol, e tomou uma pancada em cheio. Se o juiz quisesse dar um amarelo seria justíssimo.
Quando não marcaram o camisa 9 do Rabeloska, ele colocou a redonda para dentro. Dick Vigarista recebeu dentro da área e cabeceou livre para fazer o segundo gol do seu time. Cicilini pagou geral para sua defesa. Como o time de verde pode dar dois vacilos tão inocentes e tomar dois gols de cabeça? Complicado, não é, goleirão?
Se tomar gols de cabeça estava irritando Cicilini, já era hora de tomar um à moda antiga. Ou alguns. Primeiro foi Catatau, que arriscou de longe e acertou as redes do Vuvuzelas. Minutos depois foi a vez de Stevie Wonder (sério mesmo?). Ele recebeu belo passe de Mocotó e só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro.
Não contente em dar passes, Mocotó arriscou de longe e marcou dois gols. Na comemoração, a torcida gritava “lindo, lindo”, e o ciumento Ibraim respondeu com “não exagera, não exagera”.
Na segunda etapa Mocotó mostrou que é um jogador de elenco. Mesmo depois da bola fora de Ibraim, o camisa 5 do Rabeloska puxou para o meio e rolou para Ibraim caprichar na finalização. Uma pancada de perna esquerda. Na gaveta. 8 x 1 e com certeza ainda cabia mais.
Tentando ainda alguma coisa, Marcelo fez mais um para o time de verde. Na comemoração, ele explodiu e mandou palavrões. Ameaçado de tomar amarelo ele se acalmou.
Enquanto o Real Vuvuzelas se acalmava, o Rabeloska aplicava uma sonora goleada. Num piscar de olhos o placar subiu para 13 x 2! Piscar de olhos mesmo, pois em menos de 3 minutos saíram 5 gols. O mais bonito deles foi de Maradona. “Cara, que pancada! Ele chutou de longe e a bola explodiu na trave, nas costas do goleiro e entrou!”, confessou Rafa Bastos, zagueiro do BDA, um dos espectadores da partida.
Ibraim e Mocotó tinham um verdadeiro caso de amor. O camisa 20 arriscou de longe e acertou as costas de Mocotó. Incrivelmente a bola ainda entrou. Conforme o repórter Luiz Felipe Chaguri, eis um momento do Inacreditável Futebol Clube.
Quando o juiz deu a partida por encerrada, tínhamos uma derrota a nível Haka! 18 x 2! A derrota podia ser esperada, mas o saldo negativo complica a vida do Vuvuzelas, que segue tentando se firmar mas até agora mostrou que sua sina é mesmo a instabilidade e, agora, a lanterna. Afinal, pelo saldo o Derrubada deixa a última posição a Rafa Alencar e Cia.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO B
BDA 3 x 3 Toque me Voy
BDA SOFRE BLACK OUT E TOQUE EMPATA NO FIM
BDA faz sua melhor partida, tem jogo nas mãos, mas a estrela de Robson brilha ao marcar de falta o empate
Por Vinicius Bento
“Nosso time é engraçado. A gente perde de todo mundo por um gol de diferença. Não importa se é bom ou ruim”, brincava Rafa Bastos, zagueiro do Bonde, antes do jogo. Obviamente, diante do instável Toque Me Voy o BDA entrava como favorito. O time de Nego e companhia está numa crescente e vinha para enfrentar o Toque Me Voy desfalcado do goleiro Alonso e, diante disso, seu melhor zagueiro, Danilo Gomes, reassumindo a meta azul. O TMV teria chances?
Talvez tivesse. Robson arriscou de fora da área e obrigou Lula a ir na gaveta buscar a bola. Até a metade do primeiro tempo o jogo mantinha-se frio. 0 x 0 e as chances de gol não apareciam. O que acontecia? O BDA tinha de arriscar de longe e aproveitar a falta de ritmo de Danilo Gomes.
Na primeira grande chance do jogo, Lê acertou a trave. Finalizando de média distância, ele fez o ex-goleiro do Fúria se esticar todo e ainda torcer bastante para a bola não entrar. Aguenta, coração!
Minutos depois foi a vez de Cris balançar as redes. Primeiro ele chutou e acertou a trave. Segundos depois recebeu dentro da área e, de perna direita, caprichou na finalização. O camisa 16 demonstrava vontade e punha seu time em vantagem. 1 x 0.
A verdade é que a partida estava muito travada. O Toque jogava com vontade, mordia em qualquer setor do campo, e isso estava deixando o jogo sem chances claras de gol. E quando a bola vinha, Danilo Gomes dava conta do recado.
Robson era o melhor jogador do Toque Me Voy. Lula e ele travavam um duelo à parte. Na segunda tentativa do camisa 10 do TMV, Lula defendeu mais uma. Robson levou para o meio, deu um biquinho e Lula foi no cantinho para salvar. Porém, o placar persistia no 1 x 0 para o Bonde. Não demorou muito e o juiz terminou a primeira etapa. Na segunda, Lula com certeza teria trabalho. Atrás no placar, o Toque viria para cima.
Se um dos times queria o empate, o outro queria mais um gol para não dar sopa ao azar. Chris partiu para cima da defesa adversária, cortou para um lado, para o outro, e na hora de finalizar foi travado. No chão ele sentiu a lesão. Nego chegou a pedir substituição para o companheiro mas na hora H o melhor atacante do jogo levantou e avisou que daria para continuar. Chris é duro na queda.
Quando o placar parecia não se alterar e que a partida caminhava para um placar mínimo, Marcelo, camisa 21 do Toque Me Voy, deixou tudo igual e fez o jogo ficar mais acirrado do que já estava. O final da partida foi espetacular. O jogo, que por algumas vezes pareceu morno, tinha um final digno de campeonatos profissionais. As duas equipes indo para cima. E é nessas horas que o craque aparece. Felix, melhor jogador do BDA, puxou para a perna direita e caprichou no arremate. Danilo Gomes até bateu o olho, mas não adiantou. 2 x 1 e bola dentro das redes.
O Toque pareceu cansado na metade do segundo tempo. Era hora de usar toda a reserva de energia, mas essa reserva parecia inexistente. Se no ataque era difícil, na defesa também ficou. Guarulhos bateu por baixo do goleiro e fez o terceiro.
Antes do término ainda tivemos tempo para mais dois gols. Robson arriscou de longe, fraquinho, a bola aparentemente desviou e enganou Lula. Mais uma bola por baixo. 3 x 2 e tudo ainda parecia indefinido.
No final do jogo (já deve ser a quarta vez que uso essa expressão), Robson fez milagre. O camisa 10 do Toque Me Voy bateu falta com muita categoria e deixou tudo igual. Inacreditável. 3 x 3. Entretanto, infelizmente os árbitros tiveram de encerrar a partida, que teve um final espetacular, com um resultado nada espetacular a ambos os times, que seguem na parte de baixo da tabela.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO A
XTJ 0 x 4 TNT
KAUA E CHICÃO DECRETAM GOLEADA DO TNT PRA CIMA DO XTJ
Os dois goleiros fizeram boa partida, mas era tarde do time explosivo sair com a vitória e mostrar que a confiança no título não é à toa
Por Vinicius Bento
Prometia ser a partida mais equilibrada da tarde. Quem via de fora percebia que fisicamente e em estatura os dois times se equiparavam. Nos primeiros minutos de pelota rolando tivemos de fato equilíbrio total. Se de um lado Kaká infernizava, do outro Fefo incomodava. O ritmo de toma lá da cá persistiria por boa parte do tempo.
Quando o jogo começou a ficar mais pegado, o XTJ começou a ser mais perigoso. Primeiro foi Mito, camisa 5, que puxou para o meio e acertou o travessão. Segundos depois Vini fez a rede balançar. Infelizmente foi invalidado. O juiz marcou reversão no lance anterior.
Chicão começou a aparecer na meta do TNT. Kaká e Caio tabelaram e na cara do gol o segundo finalizou: Chicão se posicionou bem e salvou seu time de sofrer o primeiro gol. Como quem não faz toma, foi a vez do TNT ser oportunista. Kaua, camisa 10, bateu falta com categoria e fez o goleiro se esticar todo. No rebote, Vinny posicionou o corpo e caprichou no voleio. 1 x 0.
Depois do gol o clima esquentou. Kaká começou a reclamar que Kaua estaria usando o braço. O juiz Renato descreveu o lance como “jogada no corpo! Não foi nada”. Quando as reclamações começaram a ser frequentes e irritantes, o juiz começou a colocar para fora. Rapha foi um dos punidos por reclamação.
Quando o TNT chegava, era um aguenta coração. A bola tirava tinta da trave, fazia o goleirão se esticar ou mesmo dar aquele lindo golpe de vista. Se o time de azul fosse um pouco mais efetivo... Porém, falar que o XTJ jogava mal seria uma heresia. O time de Kaká até que tentava, finalizava, mas estava com a pontaria descalibrada. Ou seria Chicão que estava inspirado?
Se Chicão ia bem, Kraudio, goleiro do XTJ, não queria ficar atrás. Depois de bela jogada de Nick pela direita, ele finalizou desequilibrado. Mesmo assim era um chute de risco. Kraudio saiu bem e abafou a bola. Dois gols de vantagem poderiam ser um grande problema.
No final da primeira etapa, muito cansaço. O sol estava de matar, apesar da sombra ter se estendido. “O Renato! O Renato! Sai da sombra, cara! Vai apitar o jogo, por favor!”, brincava Cipó, goleiro do Ras Time.
Para a etapa final, o TNT voltou atrevido. Logo depois do pontapé inicial, Kaua arriscou do meio de campo. Golpe de vista de Kraudio. O placar permanecia inalterado, principalmente na primeira etapa.
Pode parecer para o leitor um certo puxa-saquismo, torcida ou qualquer coisa dessas, mas Kaua estava definindo. Depois de receber lindo lançamento na direita, ele preparou e caprichou uma finalização no canto do goleiro: 2 x 0. Ao XTJ era preciso reação. “Trocaram o goleiro dos caras, agora precisamos fazer a bola entrar”, brincava Bruno Costa, ao entrar para o segundo tempo.
Reação que foi completamente freada pelo terceiro gol do TNT. Kaua (novamente ele? Mas que coisa!) recebeu e na cara do goleiro Kraudio deu um biquinho de perna esquerda. Por de baixo do goleiro. 3 x 0 e o jogo que era bom e equilibrado ia se transformando em goleada.
Se não vai tu, vai tu mesmo. Vini arriscou um belo chute de falta. Mesmo sem ângulo e de perna esquerda, o grandalhão acertou o meio do gol. Ulisses, que entro no lugar de Chicão e defendia o outro canto, segurou.
Antes da metade do segundo tempo, um quebra pau. Os dois times se juntaram na grade e os xingamentos e empurra-empurra começaram. Depois da confusão, alguns cartões foram distribuídos. Kaua, que tinha sido um dos parabenizados com cartão, via o jogo de fora. “Faz meu filho, faz meu filho... NÃO!”. Essa foi a reação do camisa 10 ao ver Zé sair na cara do goleiro e chutar para fora. Quase.
No finalzinho, Negão, que tinha entrado no lugar do goleiro Kraudio, que sai com o azul nas costas, fez uma linda defesa. Nick arrematou de média distância e fez o arqueiro se esticar todo. Lance a la Zetti.
Se em um minuto ele fez uma defesaça, no outro ele tomou um verdadeiro glu-glu. Rapha arriscou de fora da área e a bola passou por debaixo de Negão. Aí não, goleirão! Ou como diria Eder Luiz, da Rádio Transamérica, “nããããão, santo!”.
Quando o árbitro encerrou a peleja, o placar marcava 4 x 0. Agora teremos Luiz Pane no site por mais uma semana! Aguenta, coração!
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO B
Só Canelas 6 x 1 Condor´s
NA BASE DO FUTEBOL ARTE, SÓ CANELAS GOLEIA CONDOR´S
Equipe grená até tentou resistir, mas a habilidade dos caneleiros falou mais alto; teve até gol de bicicleta na gaveta de fora da área
Por Rodrigo Amaral
Sempre tentando começar a partida com tudo para aniquilar desde cedo o jogo, o time do Só Canelas precisou de 50 segundos para abrir o placar. Em cobrança de falta, Carlinhos colocou a bola no canto do goleiro, que nem se moveu. Mais alguns segundos, Carlinhos recebeu dentro da área e chutou para fazer o seu segundo gol. 2 x 0 para sua equipe.
Jogadas plásticas é uma das características presentes no time do Só Canelas, mesmo que não resulte em gols. Tony, ao receber uma cobrança de lateral, emendou o chute do jeito que a bola veio, sem deixar cair, e ofereceu perigo ao goleiro adversário.
O Condor´s pouco chegava ao ataque, mas fazia uma partida mais difícil do que era esperado, conseguindo conter a ofensividade do Só Canelas, que também passou a criar pouco. A última das chances na etapa inicial dos caneleiros resultou, entretanto, em mais um gol. Felipe pegou a sobra dentro da área e fez.
O segundo tempo voltou melhor. O Condor´s resolveu se arriscar mais no ataque e o Só Canelas continuava embelezando a partida com lances individuais, como foi o gol de Felipe logo no começo. O camisa 9, de fora da área mesmo, engatou uma bicicleta que foi parar no fundo do gol adversário: gol que merecia uma placa na quadra 13 do PlayBall!
A primeira chance clara do Condor´s foi aos 5 minutos. Após escanteio, o goleiro Johny “caçou borboleta” e sobrou para Marin cabecear. O gol foi evitado pela zaga adversária, que tirou em cima da linha. A pressão do time grená seguiu até sair o gol. Erik encheu o pé na cobrança de falta e fez. 4 x 1.
Se Johny quase foi o responsável por um gol do adversário, dessa vez ele salvou o time com uma ótima defesa. Marin pegou forte na bola e exigiu do goleiro caneleiro uma ponte sensacional. Porém, o Só Canelas não se incomodou com a breve pressão do Condor´s e seguiu fazendo gol. Carlinhos recebeu passe de Robson e chutou cruzado no canto esquerdo do goleiro: hat-trick para o camisa 8.
A última investida do Condor´s no ataque foi com 21 minutos, em um linda jogada. Dentro da área, Flavinho fingiu que ia chutar e deixou um marcador no chão, em seguida ele chutou e sua bola raspou na trave.
Faltando dois minutos para o fim da partida, o Só Canelas fez o sexto gol. Niel arriscou de longe e o goleiro aceitou. Na comemoração, ele escalou a grade e tomou o cartão amarelo. A regra que entristece os estádios parece ter chegado no Chuteira. Assim o futebol perde a graça.
Com a vitória, o Só Canelas segue na cola do líder CAV, com diferença de apenas um ponto. O Condor´s também está na cola, só que para entrar na zona de classificação. Com um ponto atrás do Império Celeste, alcançá-lo será uma missão ingrata, já que enfrenta justamente o líder do Grupo B.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO A
Roleta Russa Clássico 3 x 0 Derrubada
DE TIRO EM TIRO, O ROLETA VAI CHEGANDO
Enquanto a velha trupe do Roleta vai acertando o revolver, Derrubada, na base do improviso, toma outra piabada
Por Rodrigo Amaral
No primeiro jogo da quadra 13 ocorreu um imprevisto que atrasou o jogo em cerca de quinze minutos. Quem estava na quadra? Claro, o time do Derrubada, que tem como filosofia o “futebol guerrilha”: tudo no improviso, jogando com o que tem, importando apenas o sagrado futebol de sábado. O time que já teve que jogar com coletes verdes fluorescentes por falta de camisa, dessa vez não tinha chuteira para um de seus jogadores. Parece piada, mas não é.
Problema resolvido e o jogo entre Roleta e Derrubada pôde ter início. E foi o Roleta master que teve as primeiras chances. Aos 4 minutos, o artilheiro da equipe, Rick, recebeu na área e chutou. O goleiro Henrique pulou e conseguiu a defesa. Foi então no minuto seguinte que saiu o primeiro gol da partida, com chute de Tuk, aliás, irmão de Rick.
A partida seguia disputada, quando Henricão, jogador do Derrubada, apareceu do lado de fora da quadra com vontade de jogar, porém sem chuteira e com calção e meiões pretos. Minutos depois ele voltou, surpreendentemente, com uma chuteira emprestada, um meião branco e uma bermuda bege. Como diria Milton Leite, “que beleeeeza”! O juiz não permitiu a entrada do atleta por motivos óbvios, mas nem por isso ele desistiu. Henricão deu mais uma volta e contou com a solidariedade dos outros jogadores do Chuteira, que fizeram com que o camisa 2 pudesse, enfim, entrar em quadra. (de novo, que beleeeeeeza!).
As duas equipes, fortes fisicamente, deixavam a desejar na criação e por isso o jogo se estendia com poucas chances de gol, mas bem disputado. Uma das poucas oportunidades de gol do Roleta apareceu aos 18 minutos com Ranalli, que saiu na frente do gol, tirou do arqueiro e viu a bola passar com perigo. Pelo lado do Derrubada a principal chance só veio no último minuto de primeiro tempo. Henricão (opa!) brigou com Baru no campo de ataque até o fim e chutou em cima do goleiro Dalton.
A segunda etapa começou, mas as características das equipes se mantiveram, e isso, aliado ao forte calor, impediu que a partida melhorasse tecnicamente. Etnretanto, aos 8 minutos o Roleta ampliou. Ranalli pegou a sobra na área e soltou a bomba, sem chances para o goleiro.
O Derrubada se via perdendo por 2 x 0, mas não tinha armas para tentar recorrer ao empate. Eles até tiveram uma ótima chance aos 18 minutos, mas também não contavam com a sorte. Victor, de frente para o gol, chutou mascado e a bola sobrou no meio do caminho para Henricão, que tentou escorar com o pé, mas mandou por cima do gol.
Já descompromissados com o jogo, o Derrubada permitiu o terceiro gol do adversário. Com 23 minutos, Rachid dominou fora da área e chutou cruzado para selar o placar e a vitória do Roleta, que voltou à zona verde de classificação. Já o time rubronegro deixa a lanterna após o belo placar tomado pelo Vuvuzelas. A vitória contra o Só Quem Sabe parece ter sido acidente mesmo?
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO A
Pé de Pano 5 x 1 Lunáticos
PÉ DE PANO VENCE E ENTRA DE VEZ NA BRIGA PELO G-8
Pelo outro lado, Lunáticos perde outra e se distancia
Por Rodrigo Amaral
O Lunáticos começou melhor o jogo, mas não soube aproveitar as investidas. Aos 3 minutos, Flavio e Bambini tabelaram bonito até chegar à frente do gol, porém no último passe faltou perna para Bambini completar ao gol. Em outra chance, Ale Conrado encheu o pé no travessão. O Pé de Pano, diferente do adversário, estava com a pontaria mais afiada e, aos 13 minutos, Rafinha resolveu arriscar de longe e acertou o chute para fazer 1 x 0.
Aberto o placar, o segundo gol veio com facilidade. Peba dominou com a esquerda e chutou com a direita no contrapé do goleiro Duxa. O time do Lunáticos usou até o último minuto do primeiro tempo para tentar diminuir. Dentro da área, Alemão conseguiu o chute, mas a defesa adversária foi melhor e afastou o perigo na linha.
O segundo tempo voltou do jeito que a etapa anterior terminou, com o Lunáticos no ataque, mas ainda com o pé descalibrado. Ale Conrado deixou Alemão livre na área, mas o jogador errou o gol. No minuto seguinte, Alemão apareceu de novo na área em jogada parecida, mas dessa vez aprendeu a lição e não desperdiçou. Na comemoração, o autor do gol recebeu cartão amarelo por ter gritado na cara do goleiro adversário Matheus; o que o árbitro, no entanto, não sabia é que era uma brincadeira antiga entre os jogadores.
Após os dez minutos iniciais apáticos, o time do Pé de Pano voltou para o jogo e aos 11 minutos ampliou a vantagem. Caio Haick arriscou quase do meio de campo e o goleiro deu rebote. Rodrigo Carvalho agradeceu e fez o seu.
Daí em diante só deu Pé de Pano. E o quarto gol veio aos 15 minutos. Dadá disputou a bola insistentemente no meio da quadra, até que ela sobrou para Passamai fazer. Três minutos depois quase saiu mais um. Dadá recebeu próximo à área sozinho com o goleiro, mas mandou por cima da meta.
Com 20 minutos de peleja havia tempo para mais um gol do Pé de Pano. Rodrigo Carvalho não estava com problemas com a mira e fez o seu segundo. Ele recebeu na área e tocou na saída do goleiro, o zagueiro adversário tentou tirar, mas só ajudou a empurrar para o gol.
Com o placar finalizado em 5 x 1 para o Pé de Pano, a equipe do pangaré volta ao G-8, na oitava posição, e tem difícil missão para se manter na zona de classificação, já que enfrentará o Só Quem Sabe na próxima rodada. Já o Lunáticos, que segue fora do grupo que vai às finais, tem chance de brigar por uma vaga se ganhar do vice-lanterna Derrubada.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO A
Coringa 3 x 3 Basicus
CORINGA PERDE MUITOS GOLS E É PUNIDO COM EMPATE ROSA
Coringa mandou em boa parte do jogo, mas parou na muralha Roland, que pegou até pênalti, e sofreu o empate no fim
Por Vinicius Bento
Com menos de cinco minutos de jogo tivemos um lance perigoso. Régis caiu no chão e ficou muito tempo lá deitado. Felizmente foi só o susto e o zagueiro levantou sem maiores problemas.
O primeiro gol do jogo saiu depois de uma linda jogada. Puff recebeu a bola de costas para o gol, segurou o zagueiro, fez o goleiro sair em cima dele e na hora de finalizar teve uma calma de assustar: deu apenas um toque de perna esquerda contra o gol. Que categoria. Menos de 10 minutos e o Basicus já mostrava o seu cartão de visitas.
No ataque, o Coringa não pretendia ficar atrás. Primeiro foi Fernando, camisa 7, que recebeu dentro da área e acertou um belo voleio defendido pelo goleiro Roland. Depois foi a vez de Ratão receber de frente ao goleiro e empatar. Tudo igual, 1 x 1.
Se Ratão, o 10 do Coringa, arriscava e marcava, Kinho, o 10 do Basicus, não queria ficar atrás. O bom meia do Basicus pegou rebote alto e não teve medo de arriscar. Chutou de primeira e fez a bola tirar tinta da trave. Quase.
Fernando Cidrão, que já tinha arriscado uma vez, conseguiu converter em sua segunda tentativa e virou o placar. 2 x 1. Se o começo do Basicus era avassalador, a continuidade não tinha sido tão eficiente.
No final da primeira etapa Mininão quase empatou. O camisa 8 levou pela ponta direita e, mesmo prensado, finalizou, obrigando Gui a fazer uma ótima defesa. O time de rosa queria mesmo o empate. Puff era o jogador mais ofensivo do Basicus. Além de sofrer falta na boca da área, quase um pênalti, ele cobrou bem e obrigou Gui a fazer outra ótima defesa, dessa vez com os pés, bem ao estilo futsal.
Tentando ampliar o marcador, Ratão finalizou e obrigou o cabeludo Roland a fazer boa defesa. No lance seguinte, o goleiro não teve tanta sorte e Ratão, novamente ele, finalizou cruzado da direita. 3 x 1 e problemas para a segunda etapa. O Basicus ia ter de jogar muita bola se ainda quisesse alguma coisa no jogo.
No segundo tempo Roland teve mais trabalho que o normal. O goleirão estava fazendo das tripas coração para evitar uma goleada do Coringa. A pressão do time de azul era monstruosa. Infelizmente, a equipe não era tão efetiva. Se fosse já teríamos pelo menos 6 no placar.
Engraçado foi ver a reação dos torcedores ao verem Rafinha chutar por cima do gol adversário. “Ahhhh, Rafinha, não!”, exclamavam os torcedores do lado de fora. Já o Rafa do Basicus chegou perto. Primeiro ele finalizou e fez o goleiro adversário espalmar. No rebote, passou vergonha: foi com muita sede ao pote e acertou Mauricio em cheio. No chão e colados na grade, os dois jogadores se desculparam e ficou por isso mesmo. Sorte de Rafa que o lance foi com um zagueiro calmo, se isso tivesse acontecido com Henrique do Camelo, por exemplo...
Querendo o empate, Cava bateu falta com muita categoria. O goleiro defendeu. No lance seguinte Puff arriscou um lindo chute e em cima da linha a defesa salvou. Do outro lado, o goleiro Roland conseguiu se consagrar. De repente, o árbitro marcou pênalti. Tenho de assumir que não vi o motivo para marcação da penalidade, mas o importante é que o goleirão foi no cantinho buscar a bola! Roland sensacional!
O pombo sem asas insistia em não entrar nas redes de Roland. Ratão chegou na cara do goleiro e chutou cruzado. Mais uma bola a tirar tinta da trave e não entrar. Minutos depois foi a vez de Puff fazer o seu segundo tento na partida. Primeiro ele viu Cava acertar a trave com uma verdadeira bomba. Após isso foi a vez do melhor jogador do Basicus finalizar e diminuir a distância no marcador para um gol.
Puff e Mauricio, que travavam ótimo confronto na partida, explodiram. Puff marcou o defensor com muita vontade e exagerou na força. Quando ele foi pedir desculpas, Mauricio explodiu e falou alguns palavrões para o atacante. Cansado do bate-boca, o juiz colocou os dois para fora com um cartão amarelo.
A torcida gritava que “se empatar a gente ganha!”. Movidos por esse grito, o time de rosa foi para cima. Kinho cabeceou e obrigou Gui a fazer uma defesa muito estranha. Quase colocou a bola contra o próprio patrimônio. Minutos depois, falta para o Basicus. Kinho para a bola e... golaço! Era a tarde dos belos gols de falta. Só dava para ouvir o grito de “agora vamos ganhar”, vindo da emocionante torcida do Basicus.
Infelizmente o empate veio tarde demais e essa vitória fica para uma próxima tarde. Em compensação, um partida que acabou empatada em 3 x 3 muito em razão do mito Roland debaixo das traves do Basicus. É bom o time começar a pagar o bicho do goleirão, até o momento o melhor arqueiro do Chuteira de Bronze...
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO B
CAV 5 x 3 Tudo Bacana
CAV VENCE OUTRO E SEGUE TRANQUILO RUMO À PRATA
Construído o placar de 5 x 0, o time da vila relaxou e cedeu três gols, mas nada que apagasse a 6ª vitória do time em 7 jogos e há 3 passos da Prata
Por Rodrigo Amaral
Antes da partida entre Clube Atlético da Vila e Tudo Bacana começar, um minuto de silêncio em respeito a morte do tio de Caio Fleischmann no dia anterior. Após a homenagem o CAV começou o jogo com tudo. Logo aos 2 minutos a equipe abriu o placar. Em lance de garra, Martin recuperou a bola e tocou para Fred de frente para o gol, que, calmamente, mandou no ângulo esquerdo do goleiro Guilherme.
O camisa 18 do CAV estava inspirado e dois minutos depois fez seu segundo gol. Fred recebeu passe de Teté e obrigou o goleiro a espalmar o seu primeiro chute. Porém, no rebote, ele não desperdiçou. 2 x 0.
Sempre buscando o ataque, o time da vila até que demorou para marcar o terceiro, ora parando na zaga adversária, ora nas defesas do baixo, mas bom goleiro Guilherme. Com 17 minutos, então, a goleada se consolidou. Martin avançou ao ataque e chutou cruzado. Caixa e 3 x 0. Se o terceiro gol demorou a sair, o quarto tento foi questão de um minuto para ser feito, agora em chute de Montijo.
O CAV não deixou o Tudo Bacana jogar o primeiro tempo, e a equipe que trajava uniforme dourado teve sua grande chance só com 21 minutos. Anselmo achou Diego livre, porém, este mandou a bola por cima do gol.
No segundo tempo o CAV retornou com tudo e o Tudo Bacana cedeu. Teté partiu para a jogada individual, chapelou o marcador e pegou firme na bola para estufar a rede: golaço! Com a vitória parcial de 5 a 0, o treinador do CAV resolveu colocar os reservas para jogar. Sem ritmo de jogo e pouco entrosamento dos suplentes, o Tudo Bacana viu a oportunidade de crescer no jogo. Aos 13 minutos, Igor abriu e chutou firme. Ao goleiro só restou tirar a bola com os olhos.
O Tudo Bacana reagiu e fez nos últimos cinco minutos mais do que no restante da partida. Aos 20 minutos, João Paulo avançou ao ataque e mandou uma bomba no canto esquerdo do goleiro, que não conseguiu impedir o primeiro gol. Inflamados com o gol, o TB seguiu no ataque e fez mais. Lê Leme dominou fora da área e com a bola no alto chutou forte no meio do gol. A bola foi tão rápida que o goleiro mal teve reação. 5 x 2.
Aos 24 minutos, o mesmo Lê, camisa 11 do Tudo Bacana, apareceu de novo com mais um gol. Ele recebeu e de onde estava mandou o chute cruzado no canto esquerdo com êxito: terceiro e último gol. A reação dos bacanas foi tardia e já não havia tempo para mais nada.
Ainda no final do jogo, houve um bate-boca entre o árbitro e os jogadores do Tudo Bacana por causa de Lê Leme, que, caído sentindo o joelho, foi ser ajudado pelos companheiros e pelo árbitro. O tempo esquentou e, na discussão, Diego empurrou a autoridade máxima da quadra e foi expulso. A outra expulsão da partida foi de Velardo, o comandante do Tudo Bacana.
Com o término do jogo e o placar final de 5 xa 3, o CAV segue invicto na ponta do Ggrupo B. Já a equipe do Tudo Bacana aponta na sétima posição.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 7ª RODADA: GRUPO B
Os Mostarda 5 x 5 Império Celeste
IMPÉRIO E MOSTARDA EMPATAM EM JOGO MAIS POLÊMICO DA TARDE
Confusa, a arbitragem acabou como protagonista ao apitar fim de jogo na hora de um arremate a gol
Por Rodrigo Amaral
Com as equipes disputando o meio da tabela, embate entre Império Celeste e Os Mostarda superou as expectativas e teve cara de clássico. Os times brigaram até o fim pela vitória e ainda contaram com as trapalhadas dos árbitros, que deixaram o jogo mais emocionante.
A primeira boa chance foi do time de amarelo, com chute quase do meio da quadra do Cadú, que obrigou o goleiro a fazer boa defesa. Porém, quem marcou primeiro foi o time celeste. Aos 8 minutos, Rômulo tocou de calcanhar na saída do goleiro Polito. O zagueiro mostarda ainda tentou tirar a bola, que ia devagar, mas não conseguiu.
A vantagem do Império não durou tanto e no minuto seguinte Cadú empatou o jogo após pegar sobra na entrada da área. As equipes queriam jogo e os gols continuaram saindo. O Império novamente voltou à frente do placar aos 15 minutos: após escanteio, Zukauskas cabeceou firme para o gol. Toma lá, dá cá. Cinco minutos depois, Os Mostarda igualou outra vez o placar. Dan recebeu cruzamento e, sem deixar a bola cair, dominou de peito, de coxa, até conseguir o chute e fazer.
Os mostardas estavam espertos no jogo até os últimos cinco minutos, quando relaxaram e deixaram o time celeste abrir dois gols. Primeiro com Rômulo, que só escorou com o pé a cobrança baixa de escanteio e fez seu segundo. Depois foi a vez de Rodolfo, que chutou e fez 4 x 2.
A pane que Os Mostarda teve no final do primeiro tempo foi revertida em apenas sete minutos da segunda etapa. Logo no segundo minuto, Biel arriscou de fora e fez. O goleiro pensou que o zagueiro ia afastar e nada pôde fazer. Dois minutos depois, Biel voltou a marcar, agora em boa cobrança de pênalti: goleiro para um lado, bola para o outro.
A virada dos mostardas aconteceu aos 7 minutos. O camisa 19 Lê pegou a sobra na área e marcou. Na comemoração, o jogador com alguns quilos a mais saiu correndo, pulando e batendo no peito. Não era para menos, o jogo estava disputadíssimo e assim seguiu.
A vitória parcial dos amarelos durou até os 17 minutos, quando, em cobrança de falta quase do meio da quadra, o artilheiro Guedes contou com uma falha do goleiro Polito, que deixou a bola, que vinha rasteira, passar por debaixo dele.
Com o jogo empatado em 5 x 5 e faltando cinco minutos para o fim do jogo, as equipes seguiram comprometidas em sair com a vitória, mas faltou pontaria. Aos 20 minutos, Zukauskas disputou a bola até o fim na lateral do campo e cruzou para a área, a bola sobrou para Roma que, sem goleiro, perdeu grande chance. Um minuto depois foi a vez d´Os Mostarda. Stefan viu Bruninho livre de frente para o gol e tocou, mas o camisa 9 não teve calma e desperdiçou.
O empate já parecia certo e justo pelo que foi o jogo, até que, literalmente, no último segundo, Zukauskas marcou para o Império e então começou a grande polêmica da partida: o árbitro anulou o gol. A polêmica se deu pela confusão dos árbitros. Após sinalizar para a mesa o número 9, correspondente à camisa do autor do gol, o juiz disse não ter validado, pois já teria apitado o fim do jogo. Ele realmente tinha apitado o término, mas a dúvida que fica é se ele apitou o final antes ou após o chute do Zukauskas. Revoltados, os celestes discutiram com os árbitros e a polêmica se instalou. O resultado da partida só foi oficializado no dia seguinte, após a Organização conversar com pessoas envolvidas, testemunhas e os árbitros do jogo. O placar ficou no 5 x 5, e exoneração da dupla trapalhona do apito.
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