Equipe vermelha errou muito e acabou goleada mais uma vez pelo bem organizado time de King e Fúria
Por Elvis Ferreira
O La Coruja sofreu uma goleada histórica do É Verdadeee, que jogou fácil. Como já havia sido cantado pelo repórter Vinicius Bento minutos antes da partida, o cheiro era de goleada para cima do La Coruja pelo bom futebol apresentado nas últimas rodadas pelo É Verdadeee, que vem surpreendendo a todos pela estabilidade de resultados.
O EV tocava muito bem a bola e chegava facilmente à área dos corujas. Totalmente ao contrário, o La Coruja dificilmente conseguia chegar frente ao goleiro Reyna. As chances de ataque dos Corujas se resumiam a chutes sem muita direção de fora da área.
O primeiro gol do É Verdadeee não demorou nem um minuto para sair. Diego Garcia abriu o placar depois de lance de reversão do goleiro Gordo, que demorou para soltar a bola em jogo, mesmo estando com ela nos pés.
Dando muita pressão no campo de ataque, o jogo para o EV ficou fácil. Armando fez o segundo depois de receber cruzamento da direita. Ele cabeceou bem no canto esquerdo do goleiro. O terceiro gol veio em seguida, novamente com Diego Garcia, que avançou pelo meio e bateu forte.
O La Coruja não jogava bem e era dominado em quadra. A primeira chance de gol surgiu após chute de muito longe de Guilherme, que também passou bem longe do gol. Para se ter uma ideia de como era o domínio do É Verdadeee, o goleiro Reyna fez apenas uma simples defesa em chute dado de longe por Guilherme (que era o que mais arriscava pelo La Coruja) em mais de metade de bola rolando no primeiro tempo.
O quarto gol saiu ainda no primeiro tempo, outra vez com Diego Garcia, que completou para o gol depois de bate e rebate dentro da área. A fácil primeira etapa do É Verdadeee teve como um de seus principais motivos a sólida defesa, precisão em todos os aspectos.
Na 2ª parte do jogo, o La Coruja continuava chutando de longa distância. Até mesmo com mais frequência que na primeira etapa. (Jogada cabível, pois adentrar a área de Reyna era praticamente impossível). Guilherme era o melhor jogador em quadra do sonolento La Coruja. Os principais chutes da equipe saiam do pé do camisa 25, que quase marcou um gol de falta. Na cobrança, a bola desviou na barreira e bateu na trave. Cainña, um minuto depois, mandou um bom chute que também explodiu na trave. Essas foram as principais jogadas do La Coruja na partida.
Gavião deu bom passe para Diego Garcia marcar mais uma vez pelo É Verdadeee. Já era o quinto. E depois desse a porteira foi aberta de vez. Fúria deu bom passe para Gavião na direita completar para o gol e marcar o sexto. O mesmo Gavião fez mais um depois de receber passe no meio sem marcação.
Herrera diminuiu para o La Coruja depois de bom chute de Pedrinho. A bola bateu na trave e voltou para o camisa 6 completar e diminuir o estrago. Depois disso o É Verdadeee ainda marcou com Fúria o oitavo gol. E cada jogada de ataque era um gol. Diego, novamente ele, fez outro depois de bate e rebate dentro da área. E Armando deu número (e que números!) finais à partida, 10 x 1.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:
Jeremias 5 x 2 NGM
JEREMIAS CUMPRE TABELA E DERROTA NGM
Para variar, NGM perde mais um, porém, o homem da Juff meteu um golaço, seu primeiro tento pelo time do coração no Chuteira
Por Vinicius Bento
Não demorou muito para o Jeremias fazer o primeiro gol. Em menos de cinco minutos de jogo, Gui Ferreira pegou de frente para o gol e não teve piedade. Com um petardo de perna direita, no canto esquerdo do goleiro, fez 1 x 0.
Para piorar as coisas, Márcio, um dos símbolos do NGM e artilheiro da equipe com a contusão de Bizu, só chegou após os 10 minutos do primeiro tempo. O time do NGM também não ajudava. Se isso não bastasse, a defesa do Jeremias se postava muito bem, dando poucos espaços (para não falar nem um espaço) ao adversário.
A primeira chance clara de gol do NGM aconteceu quase na metade do primeiro tempo. Thiago Gonçalves, camisa 110, recebeu rebote na entrada da área e isolou. Mandou no segundo andar do playBall. Porém, de repente, não mais que de repente, o NGM começou a crescer no jogo. Um bate rebate, um lance muito esquisito dentro da área, e a bola sobrou para Agapito, camisa 85, que de costas para o gol não teve muita saída: meteu um belo chute de calcanhar e empatou o jogo. Uma pintura do homem da Juff, também chamado de Flavio ou de Beção. 1 x 1.
Infelizmente mal deu para comemorar. Menos de um minuto depois, o Jeremias fez mais um. David arriscou de longe e Farillo, com a visão encoberta, não chegou nela. No lance seguinte, Gui Ferreira fez seu segundo gol na partida, mas dessa vez de cabeça. 3 x 1 a esperança do NGM caía por terra.
E qualquer esperança praticamente foi selada ainda no primeiro tempo, após jogada pela direita de Alex, que finalizou cruzado e fez o quarto gol do seu time. Para sorte do NGM o árbitro deu o primeiro tempo por encerrado.
A segunda etapa ameaçava começar diferente da primeira. Pasta, camisa 86, desviou a bola para a segunda trave após cobrança de lateral. Thiagão só teve o trabalho de empurrar a redondinha para dentro. 4 x 2.
A partida deu uma esfriada. A partida mesmo, porque o clima continuava beirando os 30 graus e um bafo quente para piorar. Um lance em especial chamou a atenção. Após falha do goleiro do Jeremias, a bola sobrou para Márcio finalizar. Em cima da linha a defesa salvou. Como quem não faz toma, minutos depois, Guil Ferreira, o nome do jogo, fez mais um gol. O terceiro seu no jogo e o quinto do seu time. 5 x 2.
O controle do Jeremias na partida permanecia. O NGM não fazia uma partida tão ruim como fez contra o Arouca Jr., mas sem dúvidas era presa fácil para o adversário. No final do jogo uma polêmica desnecessária. Tingão deu carrinho violento em Agapito. Revoltado, ele empurrou o adversário que se levantava. Depois de empurra-empurra, a turma do deixa disso entrou em campo e separou os dois. Alguns jogadores revoltados com o capitão do Jeremias tiveram de ser contidos.
Depois de mais 3 minutos o árbitro deu o jogo por encerrado. Mais uma goleada sofrida pelo NGM, que começa a ficar sem esperanças em permanecer na Série Prata do Chuteira de Ouro. Se é que algum dia teve alguma, né?
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:
TCM 4 x 0 SuaMãe
TCM DERROTA SUAMÃE EM NOITE INSPIRADA DE THIAGÃO
Sem dificuldade, TCM goleia ex-líder com um futebol ofensivo e de qualidade técnica
Por Renato Malaguti
Mesmo com um clima muito quente, o jogo foi corrido do início ao fim. Mas o fator temperatura não contribuiu negativamente para o espetáculo. Desde o começo, o time do TCM mostrava um futebol melhor. Aos cinco minutos, após passe de Thiagão, seu xará Thiago Fonseca marcou o primeiro gol para o TCM. Foi um chute forte que acertou o canto direito de Pepe, goleiro do SuaMãe.
Logo depois de fazer o gol, Thiago Fonseca sofreu falta e ficou no chão reclamando de dor. Durante três minutos o jogo foi parado com o objetivo de ajudar ao jogador, mas não houve êxito. Na volta ao jogo e agora sem Thiago Fonseca, até os dez minutos, as melhores chances foram do TCM. Mas dos quinze aos vinte minutos, o time do SuaMãe buscava o empate a qualquer custo, principalmente com Willy e Victor.
Devido à forte pressão, o TCM pediu tempo técnico para por sua equipe de volta ao jogo. Porém, a paralisação não pareceu ter servido para nada. As melhores chances ainda eram do SuaMãe, mas devido à falta de precisão nas finalizações, o time de laranja não conseguiu deixar o placar igual.
Durante o primeiro tempo houve certo equilíbrio, mas boas jogadas foram desperdiçadas pela equipe do SuaMãe, fato que custou muito caro. A segunda parte começou com poucas chances de gol. Até os oito minutos, nenhum ataque de ambas as equipes levaram perigo para os goleiros. Somente aos dez minutos, no primeiro lance de perigo, o gol saiu. Thiagão, do TCM, foi o autor. Foi um gol de jogada área: após escanteio, o camisa 11, destaque da sua equipe, fez de cabeça.
Depois do gol, o SuaMãe não se mostrou abalado. Willy acertou uma bomba na trave que fez a torcida vibrar. Apesar disso, dos 12 aos 20 minutos, a equipe que estava em vantagem pressionava seu adversário, mostrando sede de gol. Faltando menos de sete minutos para o término da partida, aconteceu um desentendimento entre Zoiudo (SuaMãe) e Peli (TCM). Este fez uma falta mais dura, mas quem foi expulso foi Zoiudo, devido à reação agressiva. Na verdade, os dois foram mais cedo pra casa em razão de desentendimento.
Depois deste episódio, Zé Roberto fez um belíssimo gol de longe e colocou sua equipe ainda mais na frente. Dois minutos depois, Guinho fechou a goleada com oportunismo, aproveitando o rebote no chute de Thiagão.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:
Obrigado Senhor 7 x 3 Invictus
OBRIGADO SENHOR FAZ OUTRA VÍTIMA DE VIRADA
Time saiu perdendo por 2 x 0, mas, com calma, o que faltou ao Invictus, virou o jogo com facilidade e entra no G-8
Por Vinicius Bento
“Lucas, o jogo de vocês hoje é difícil?”, indaguei o atacante do Invictus e poderoso chefão (brincadeira) do Chuteira de Ouro. A resposta foi simples e eficaz. “Bento... qualquer jogo para nós é difícil”. O ânimo do Invictus não parecia estar lá em cima antes do começo da partida.
O começo foi realmente dominado pelo Obrigado Senhor. Com mais posse de bola e mais controle no campo, eles conseguiam trocar passes com facilidade, mas mesmo assim não entravam na defesa do Invictus. E justamente quando o Obrigado Senhor era melhor em campo, o Invictus abriu o placar. Sandro puxou a bola para a sua perna direita e desceu a pancada nela. Muita raiva. 1 x 0.
Foi então que um lance curioso aconteceu na partida. Se é que se pode chamar isso de lance. Muralha, goleiro do Invictus, chegou no decorrer do primeiro tempo e logo se postou em sua meta. Era uma segurança a mais para o time de azul. Segurança que ficou bem clara quando Vic, camisa oito, entrou na área, driblou três marcadores, mas na hora de arrematar foi travado por Muralha. Ele conseguiu salvar o empate iminente.
Depois disso, foi a vez do craque do Invictus fazer o seu gol. Kirk, camisa 10, garantiu seu primeiro tento na partida. 2 x 0. Aparentemente a previsão de Lucas estava errada. Ele mesmo quase fez o seu na primeira etapa. Gago, do time de azul, acertou uma pancada no travessão de longa distância. Lucas tirou um fino da bola. Sua cabeça passou a um centímetro da redondinha. Se tivesse conseguido o desvio, o goleiro ficaria batido do outro lado.
Foi então que as coisas começaram a dar errado para o Invictus. Depois de pegar a bola de frente para o gol em cobrança de escanteio quando o Invictus tinha um a menos após amarelo para Paulinho, Lukinhas fez o seu na partida e deixou o Obrigado Senhor colado no marcador. No final da primeira etapa, Lucas Oliveira empatou tudo. Como tinha Lucas nesse jogo... Como diria Rocky Balboa, “só termina quando acaba!”. O Invictus aprendeu a lição.
Logo no comecinho do segundo tempo Rominho, camisa 6 e destaque do Obrigado Senhor, virou a partida. Que desespero para quem estava vendo e para quem estava jogando. A bola do Invictus batia em tudo quanto era lugar – principalmente na trave – e não entrava. 3 x 2.
Lucas Oliveira fez mais um gol depois de rebote de Muralha para a frente. Menos de cinco minutos depois o atacante do OS repetiu a dose e garantiu mais um. 5 x 2 e agora realmente estava difícil uma virada. Era contar com um milagre.
Como desgraça pouca é bobagem, Rominho ainda fez mais um. 6 x 2. Tentando dar vida ao Invictus, Kirk partiu para cima. Depois de bela jogada pela esquerda, ele puxou para o meio e soltou o canudo. A bola passou por debaixo das pernas do goleiro adversário. 6 x 3.
Na frente, o Invictus até que a fazia a coisa rolar, mas o desânimo era visível desde o terceiro gol adversário e atrás era um sofrimento. Muralha ia salvando como podia. No final da partida, sem tempo para muito mais coisa, Lucas Oliveira fechou a conta e passou a régua. 7 x 3 e não se fala mais nisso.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:
Red Devils 6 x 5 Cachorro Velho
SOFRIDO, DEVILS VENCEM NOVAMENTE CACHORRO VELHO
Na reedição da final do IV Festival Bola na Rede, time de Neguinho e Negão se dá melhor novamente sobre cachorros
Por Vinicius Bento
O encontro das duas equipes no Chuteira de Prata marcava o reedição da final do Festival Bola na Rede. Cachorro Grande x Red Devils marcava a volta de Criança ao gol dos Devils. Talvez tenha trazido sorte ao time de vermelho. Não que eles precisassem, mas logo no começo da partida El Loco acertou um balaço cruzado, estufando as redes do Cachorro. 1 x 0 e o Red mostrava a tradicional força de sempre.
O Cachorro Velho vinha desfalcado de seu melhor jogador de defesa, o bom zagueiro Marco, camisa 66. Certamente ele faria muita falta à equipe, que equilibrou o jogo após sofrer o reverso inicial. Porém, depois de algumas tentativas do Cachorro velho (inclusive algumas defesas de Criança e uma bola no travessão), Argenta arriscou de perna esquerda de fora da área e acertou o cantinho do gol. O goleiro deu um golpe de vista, mas sem resultado. Era o empate.
Novamente El Loco foi o diferencial no ataque do seu time. Puxando a responsabilidade ele finalizou com tamanha violência que, mesmo depois do goleiro adversário encostar na bola, ela morreu no fundo das redes. 2 x 1 e Red na frente novamente.
Entretanto, não deu nem para comemorar, pois o empate veio em seguida. Brunão, camisa 88, deixou tudo igual no marcador. O Cachorro não queria deixar o Red Devils se distanciar no marcador. E com razão. Conhecendo o futebol dos vermelhos, quem fica muito atrás não tem chance de reação.
Poucos minutos depois de empatar a partida o árbitro deu a primeira etapa por encerrada. Até aquela altura do jogo era definitivamente impossível prever quem sairia com a vitória. No começo da segunda etapa, Tche quase fez o seu. Depois de dar bela virada em cima do marcador ele finalizou de volêio. A bola explodiu na trave do goleiro Criança, onde ele, bem posicionado, protegia o ângulo. O Devils insistia em ficar na frente do marcador. Darx recolocou seu time na frente. 3 x 2.
A partir daí começou a ser difícil entrar na defesa do Red Devils. Negão, um dos jogadores mais regulares do torneio Chuteira de Prata, fazia sua tradicional partida firme e constante. Ao seu lado, Marcelo Pedretti ajudava no jogo aéreo, com seu tamanho avantajado. Tche e Thiaguinho estavam penando para passar pelos dois.
O Red Devils conseguiu algo que ainda não tinha conseguido: abrir dois gols de diferença. Thiaguinho F. jogou para o meio da área e Matheus chegou batendo. 4 x 2 e agora o Cachorro tinha problemas.
Foi então que começou uma enxurrada de gols. Tche e Thiaguinho e Argenta deixaram os seus. Loco Biel e El Loco marcaram para seus times no final da partida. O resultado final acabou 6 x 5 em uma partida extremamente disputada até o último minuto.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:
RR Olímpico 6 x 1 Primatas
ROLETINHA DERRUBA TABU E DESBANCA PRIMATAS COM ESTILO
Liderados por Folha e Kuminha, Roleta Olímpico soube aproveitar as chances criadas e matou o ímpeto primata nos minutos iniciais
Por Fabiano Correia
O Primatas começou em cima, apertando a saída de bola e mostrando mais vontade, mas cedeu um escanteio com pouco mais de um minuto de jogo. Na cobrança, a bola cruzou toda a área e sobrou na direita para Kuminha, que, sozinho, encheu o pé, na direção do goleiro Vitinho e abriu o placar para o Roletinha.
Pouco depois, uma falta na entrada da área a favor da equipe de branco. Em cobrança ensaiada, Folha foi em direção à bola, mas saiu, veio Ricardinho e acertou um belo chute, sem defesa para o goleiro do Primatas. Era o segundo. Mesmo assim, a equipe que atuava de vermelho não se abateu e foi ao ataque, obrigando o goleiro Edu a fazer uma boa defesa. Melhor que a bola defendida foi a reposição, que encontrou Brian no contra-ataque. Ele brigou com a zaga e depois da disputa conseguiu empurrar para o fundo do gol, fazendo mais um para o Roleta. Incríveis 3 x 0 com quatro minutos de jogo.
Mesmo com o placar elástico, a partida estava aberta, difícil dizer que algo estava ganho, pois o Primatas continuava tendo boas chances no ataque. Até que aos 15 minutos, houve uma falta contra o Roleta próxima à área. Gui fenômeno pegou a bola, ajeitou e bateu. Mandou ao lado da barreira, na direção do goleiro Edu, que só viu a bola entrar. 3 x 1.
Mesmo com toda a vontade por parte dos Primatas, o Roleta soube aproveitar a vantagem e conseguiu organizar o time com mais calma e levar perigo a Vitinho. Aos 17 minutos, Kuminha arranjou um lindo chapéu e tocou para Catatau, que completou pra fora. No minuto seguinte, depois de um lateral, Stefano – que levava a alcunha de Catatau nas costas – recebeu no alto, livre no centro da área, sem goleiro, mas mandou de cabeça por cima da baliza. Catatau, com toda a habilidade e com a cara do Messi, conseguiu monopolizar as ações do Roleta na segunda metade do primeiro tempo. Somente aos 20 minutos, com Rodriguinho, o Primatas teve uma grande chance de se aproximar no placar, mas Edu, muito seguro, fez a defesa depois do chute à queima-roupa.
O primeiro tempo caminhava para o fim quando Fenômeno e Ceron se envolveram em uma pequena confusão por causa de uma falta. Na muvuca e por sentir as dores, Calderaro levou o cartão amarelo.
Assim, o segundo tempo começou com o Primatas com um a menos nos primeiros segundos, o que não mudou nada. A equipe voltou em cima, buscando o gol, mas cedeu um contra-ataque muito bem organizado por Folha, que tabelou na entrada da área e, livre, marcou o quarto do Roleta logo aos dois minutos. A equipe vermelha foi, então, com tudo pra cima, mas não aprendia a lição. Nos contra-ataques o Roleta era muito perigoso. Além disso, Edu no gol estava muito seguro e transmitia confiança para a equipe. E a cena se repetiu aos 7 minutos: Primatas perdeu chance no ataque, a bola vai pela direita do Roleta e Folha vem pelo meio, sozinho, pedindo a bola. Recebeu e, de primeira, bateu no contrapé do goleiro, que só olhou. 5 x 1. Estava fácil.
O Primatas, que até não jogava mal, se descontrolou. Reflexo disso era o capitão Fenômeno que, visivelmente nervoso, deu um chutão pra frente em uma cobrança de falta na intermediária, como se tivesse jogado a toalha.
Com o jogo controlado, o Roletinha comandava as ações. Assim como no primeiro tempo, Catatau resolveu infernizar a defesa do Primatas e, com várias jogadas individuais e em tabelas, levava bastante perigo ao gol adversário. Kuminha também teve uma boa chance depois de uma linda caneta de letra que originou mais um chute perigoso contra Vitinho. Mas, para fechar o jogo, Ceron recebeu a bola na esquerda, trouxe pro meio, deu um chapéu no zagueiro e chutou uma, duas, três vezes, até que fez o sexto gol do Roleta e fechou o placar. 6 x 1 e o Primatas caía pela primeira vez diante do Roletinha, quem sabe abrindo o precedente de também ser freguês do time júnior do Roleta.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:
ZFQ 4 x 3 Pé de Pano
ZFQ AFASTA A ZICA E ENFIM VENCE A PRIMEIRA
Vítima foi o Pé de Pano, que faz um torneio sofrível, muito longe dos semestres anteriores, e agora flerta com a Série Bronze
Por Vinicius Bento
Não demorou muito para que Dada abrisse o marcador a favor do Pé de Pano. Com uma pancada da lateral esquerda ele estufou as redes do goleiro Raffão. 1 x 0. Seria nova derrota do ZFQ na competição?
Foi um começo de partida muito corrido. Lá e cá, os dois times não se mostravam dispostos a ficar atrás. Negão, craque do time do Zica, estava como sempre fazendo uma boa partida. Melhor ainda quando ele deu um passe açucarado para Zé marcar o gol de empate do ZFQ. 1 x 1.
Rafinha, camisa 10 do PdP, quis fazer tão bonito quanto o craque do time adversário. Após entrar pela direita, ele finalizou entre as pernas do goleiro do ZFQ. Não deu tempo nem para comemorar, pois Japinha fez um dos gols mais bonitos da tarde. Após passar pela linha de meio de campo ele resolveu arriscar. Arriscou e foi feliz. Um golaço. A bola entrou no ângulo de Tiago. 2 x 2. O empate persistia e de maneira muito justa. Nenhum dos dois times estava se sobressaindo sobre o outro.
Ainda na primeira etapa Raffão, goleiro do ZFQ, fez uma linda defesa depois de cobrança de falta de Rafinha Polachini. O 10 do Pé de Pano estava infernal naquela tarde. E assim, igual, o jogo foi para o segundo tempo.
Era impressionante como os dois times se equivaliam. Em todos os setores do campo havia equivalência. Foi então que depois de bate e rebate a bola sobrou limpa para Lucas de Freitas, capitão e camisa 11 do ZFQ, empurrar ela para dentro. 3 x 2 e pela primeira vez na partida o Zica estava na frente.
Cris Araujo teve a chance de ampliar o placar, mas, cara a cara com o goleiro, ele exagerou na força e chutou por cima. Para não ficar tão feio o árbitro marcou falta dele. Menos de um minuto depois Lucas de Freitas enfiou o pé na bola. De bico. A redonda foi morrer no gol adversário. Vai precisar tirar a unha da bola, mas fato era o 4 x 2 no placar.
Paulinho quis repetir seu companheiro e perdeu gol incrível. Sem goleiro, ele finalizou mal, por cima do gol, e perdeu uma chance mais do que clara de gol. Feio.
O Pé de Pano queria voltar ao jogo. Depois de cobrança de falta ensaiada, Dada enfiou o pé nela e diminuiu a diferença. 4 x 3. O Pé de Pano precisava correr se ainda quisesse algo na partida. Raffão estava salvando tudo que vinha na sua direção. E assim ficou até o apito final, que drecretou a primeira vitória do ZFQ no Chuteira de Prata e reacende a esperança de classificação, além de deixar a vice-lanterna para o próprio Pé de Pano, agora na zona de descenso.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:
Di Primeira 2 x 5 Voando Baixo
VOANDO BAIXO VENCE ORGANIZAÇÃO PRÉ-PARTIDA DO DI PRIMEIRA
Henrique brilha mais uma vez no gol do Voando Baixo e vê seu time tirar invencibilidade do Di Primeira nos contra-ataques
Por Fabiano Correia
Antes do jogo, pode-se presenciar duas preparações muito distintas: Di Primeira organizado, todos juntos, uma corrente forte com direito a orações e palavrões para extravasar e animar; o Voando Baixo bateu bola, chutou no gol, uns alongaram, outros conversaram, até que se juntaram e gritaram o nome da equipe. Só que o que importa mesmo, ainda estava por vir.
O juiz apitou o início da partida e o Voando Baixo foi pra cima com tudo. Foram três chutes a gol no primeiro minuto e, na quarta tentativa, depois de uma cobrança de escanteio, Berla recebeu sozinho e, com o 99 nas costas, abriu o placar. Aí sim parece que o Di Primeira acordou. Na cobrança de escanteio, Cirota se desmarcou e cabeceou por cima do gol.
O Di Primeira comandava o jogo sob as ordens do capitão Simon, que organizava as melhores jogadas, inclusive a que resultou em uma bola na trave de Claudinho.
O jogo deu uma esfriada e, aos 10 minutos, o técnico do Di Primeira pediu um tempo para tentar achar a receita do empate. Na volta, o jogo não ganhou muita emoção. Mesmo assim, o Di Primeira continuava tendo maior posse de bola, mas esbarrava no jovem e seguro goleiro do Voando Baixo: Henrique.
Sem conseguir empatar, o Di Primeira deu espaço e, aos 15, o goleiro Carlos operou um milagre para evitar que o Voando Baixo ampliasse. A equipe com o uniforme vermelho estava nervosa, tanto que em uma cobrança perto da área do VB, o passe saiu todo torto, errado e quase cedeu o escanteio lá do outro lado da quadra. O Di Primeira estava todo desorganizado e dependente das jogadas do capitão Simon e de alguma tentativa individual do 4, Leandro.
Aos 20 minutos o VB voltou a atacar. Felipe acertou uma pancada no travessão do Di Primeira. Logo depois, em um ataque rápido, Caballero cruzou e, dessa vez, Felipe não errou e marcou o segundo da equipe laranja.
A segunda parte do jogo começou e o Voando Baixo continuou levando perigo. Caballero tentou uma bicicleta, que até saiu certa, mas o goleiro Alemão [que entrou nesse segundo tempo] fez uma boa defesa pra aquecer. No entanto, aos 3 minutos, Leandro, em mais uma jogada individual, tentou três vezes até acertar um chute cruzado, forte e no alto, sem chance para o bom goleiro Henrique. 2 x 1.
O Di Primeira cresceu. Simon continuou fazendo boas jogadas e quase conseguiu o empate em um chute de fora da área. Mas o Voando continuava ligado, e Caio desperdiçou uma chance incrível de ampliar cara-a-cara com o goleiro Alemão. O jogo ganhava em emoção. O Voando com grandes chances de ampliar e o Di Primeira vendo que poderia empatar a qualquer momento. E foi o que aconteceu. Cirota puxou o contra-ataque e, em jogada individual, conseguiu empatar a partida. Tudo isso em menos de 10 minutos!
Quando parecia que o Di Primeira ia crescer de vez no jogo, Caballero recebeu uma bola livre na frente do goleiro e, com calma e categoria, fez o terceiro do Voando Baixo. Mesmo assim, Simon, Leandro e companhia continuaram em cima, fazendo de tudo pelo novo empate. Acontece que, mesmo ainda faltando mais de 10 minutos para o fim da partida, os jogadores do Di Primeira se desesperaram e começaram a tentar decidir a partida sozinhos. O que acontecia eram contra-ataques muito perigosos do Voando. Até que, mais uma vez, Caballero, sempre sozinho, recebeu e chutou cruzado: 4 x 2.
O fim do jogo foi lá-e-cá. Mas, como já visto, o Voando Baixo era mais eficiente. Berla, faltando menos de dois minutos para o fim da partida, faz o quinto e último gol do jogo. 5 x 2.
Tudo terminaria muito bem, com Caballero sendo, sem contestações, o melhor em campo. Só que, faltando cerca de trinta segundos para o apito final – sabe-se lá por quê – ele ficou inconformado com uma falta não marcada pelo árbitro e que certamente mudaria resultado da partida. Recebeu um cartão amarelo e viu o final do jogo sentado na grama sintética. Foi, quem sabe, o reflexo da pré-partida.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:
DPGamos 3 x 4 MachuPichu
MACHUPICHU VOLTA A VENCER
DPGamos foi guerreiro e lutou muito pela vitória, mas goleiro Pipo foi o diferencial e decidiu o placar a favor de peruanos outrora dourados
Por Vinicius Bento
O time do DPgamos vinha motivado para enfrentar o combinado peruano. Dessa vez o adversário era mais forte, um time que havia jogado a Série Ouro até semestre passado. Se isso não bastasse, o time do zagueirão Tebas vinha com Pipo, o goleiro sensação da equipe, que, mesmo doente, com ressaca ou algo parecido, fechou o gol.
Logo no começo da partida ficou claro que não seria fácil para o DPgamos. Sofrendo pressão e perdendo o meio de campo, não demorou muito para que uma das finalizações do time de preto chegasse ao gol. Depois de jogada pela lateral direita, Renato, camisa 10 do MP, finalizou de surpresa e pegou Valentin de calças curtas. Saindo do gol, a bola foi no seu contrapé e morreu no fundo das redes. 1 x 0.
O gol pareceu não ter desanimado o DPgamos. Depois de alguns ataques e algumas finalizações não muito expressivas, o MP conseguiu o segundo gol no jogo, dessa vez após falha bizonha do sempre impecável goleiro Valentin. Na hora de sair jogando com a bola, ele jogou na cabeça do atacante adversário, Ricci, que só teve o trabalho de jogá-la para dentro. 2 x 0.
Para deixar a partida emocionante, João Corazza diminuiu a distância no marcador. Depois de cobrança de lateral, ele só relou na bola, que foi alta e impossibilitou a defesa do goleiro Pipo.
Definitivamente estava sendo um bom jogo. Para o desgosto da torcida do DPgamos (e felicidade dos que torciam contra, não é, senhor Baru?) ainda na primeira etapa o MP aumentou o placar com Ricci. Seu segundo gol na partida afetou o DP, que acreditava no empate ainda na primeira etapa.
No segundo tempo só restou uma coisa para o DP: atacar. Para isso, Bento voltou para o meio de campo. Cheio de altos e baixos, o jogador alternou bons e maus momentos em campo. Em seus bons momentos, arriscou de longa distância e deu trabalho ao goleiro Pipo. Em seus maus momentos ele não conseguiu a finalização em bola que chegou muito perto do seu corpo. Em outro lance ruim, ele olhou para a área, firme e confiante, mas na hora de jogar a bola para o companheiro Kaká, livre de marcação, espirrou o taco e a bola saiu de forma feia.
Voltando ao desenho do jogo, João Corazza queria o DP perto do MP (rimou!) no placar. Marcou seu segundo gol no jogo, deixando o placar em 3 x 2. Não deu tempo para comemorar pois logo os peruanos fizeram o quarto gol, com Rodrigo Pelegrina.
Após esse gol o jogo ficou frio. O ritmo dos dois times foi caindo. A estrela de Valentin começou a aparecer novamente em campo. Já era hora, pois o impecável goleiro do Chuteira de Prata havia finalmente encontrado um dia ruim.
Kaká ainda tentou algo no final. Depois de fazer um de seus dribles característicos (girando em cima do marcador), ele marcou seu primeiro tento na partida e o terceiro do DPgamos.
Agora era na base da pressão e do coração. O DPgamos foi para cima com unhas e dentes, fazendo o que podia e não podia, mas mesmo assim a redondinha insistiu em não morrer mais uma vez nas redes de Pipo. Final de jogo, 4 x 3.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:
Arouca Jrs. 3 x 1 Basicus
EM UM JOGO LENTO E TRUNCADO, AROUCA VENCE BASICUS
Depois de um primeiro tempo lento, equipes acordaram no segundo tempo. Arouca Jrs.foi mais eficiente e levou a melhor
Por Fabiano Correia
Pragmático. Assim pode-se classificar o primeiro tempo do jogo entre Arouca e Basicus. Mesmo com um início um pouco mais empolgante por parte da equipe de rosa, a tática de três jogadores plantados atrás contra a defesa meia-quadra do Arouca tornou o primeiro tempo pragmático – pra não dizer outra coisa.
O primeiro chute ao gol do Arouca saiu somente aos sete minutos, com Gothardo, e foi pra fora. O jogo melhorou um pouco depois dos 10. As equipes começaram a acordar e movimentar mais a partida. O Basicus levava algum perigo com as jogadas organizadas por Puff, que parecia bastante confiante. No entanto, os dois grandes lances de emoção aconteceram do lado do Arouca: aos 14 minutos, o atacante Washington brigou no meio da zaga e conseguiu chutar no canto, obrigando o mais uma vez goleiro improvisado Ladeira (que usava uma bela vestimenta) a realizar um milagre debaixo das traves; aos 17, Guilherme recebeu uma bola livre de marcação e chutou cruzado, carimbando a trave. A verdade é que o primeiro tempo acabou com um sonoro 0 a 0.
Depois do intervalo tudo mudou, inclusive o clima. O sol foi embora, o céu ficou encoberto, algumas gotas de chuva caíram e o futebol despertou. De novo Puff levou o Basicus ao ataque e acertou o primeiro chute perigoso da segunda etapa logo no primeiro minuto. A equipe rosada voltou disposta a abrir o placar. Entretanto, fazendo valer a velha máxima do futebol, não marcaram e sofreram o gol de Iuri, que, pela direita, bateu cruzado, sem chances para Ladeira. Com o gol, o Arouca cresceu. Logo depois Iuri quase ampliou. A equipe atacava pelos dois lados e o goleiro Ladeira era bastante exigido. Não demorou muito e Banana recebeu frente a frente com o goleiro e só tocou a bola para o fundo da rede, ampliando o placar. 2 x 0 Arouca e tempo pedido pelo Basicus.
Depois da parada, Veneza voltou jogando e deu novos ares para seu time. Em jogada individual, ele chutou para o gol, obrigando a espalmada do goleiro Guilherme. No rebote, o grande Buiu subiu e cabeceou para o gol, descontando o placar. O Basicus aproveitou para ir pra cima. Puff conseguiu antecipar uma bola, ia puxar o contra-ataque e sofreu falta por trás. Na cobrança ensaiada... nada. Por conta disso, na jogada seguinte, Markinho, dessa vez pela esquerda, acertou mais um belo chute cruzado, no canto, e fez o terceiro do Arouca.
Aí bateu o desespero na equipe que ostentava o uniforme rosa. Nem as cobranças de falta ensaiada passaram a dar certo. Ao contrário disso, o Arouca tinha chance atrás de chance. Até um gol anulado houve: Gallo, aos 20 minutos, escapou da marcação e fez o gol, mas o árbitro viu um empurrão e marcou falta. Em outro lance, Washington fez um cruzamento por cima para Gothardo que, de cabeça, acertou o pé da trave direita do goleiro Ladeira.
No último minuto da partida, Harada recebeu cartão azul após uma série de faltas. Perdeu a cabeça, saiu do jogo, mas isso em nada influenciou no placar: 3 x 1 para o Arouca, que segue subindo.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:
Bufalos 5 x 4 Ras Time
BUFALOS DERRUBA MAIS UM E SEGUE NA COLA DE RED DEVILS
Briga na parte de cima da tabela do Grupo A fica cada rodada mais interessante; com derrota, Ras se distancia dela
Por Vinicius Bento
Com o clima mais ameno, Bufalos e Ras Time entraram em campo com condições mais humanas de jogo. Mesmo assim, as duas equipes se estudaram nos minutos iniciais. Johnny tentou um arremate, defendido com firmeza pelo goleiro Otaguro.
Dinho, figurinha carimbada em todas as matérias do seu time, estava sendo bem marcado. Parecis que o Ras acompanhou as partidas do seu adversário. Ou leram a coluna semanal. A primeira grande chance do camisa 10 foi um chute de fora da área, sem perigo para o goleiro adversário.
Os dois goleiros não estavam sendo muito exigidos. A partida estava sendo disputada no meio de campo até que Rubens Mendes girou em cima do defensor e caprichou na finalização. 1 x 0 para o Bufalos.
Não demorou muito para que Leônidas (outra figurinha carimbada nas matérias do Ras), fizesse o seu. Um gol muito semelhante ao de Rubens Mendes: virou em cima do zagueiro e caprichou na finalização. 1 x 1.
Não deu tempo nem para comemorar o gol, pois o Ras virou a partida. Brigador como sempre, Leônidas conseguiu jogar uma bola perdida para o meio da área e Rernanes deu um tapinha para dentro do gol. Que festa do Ras!
Demorou um pouco mas o Bufalos empatou. Depois de jogada muito polêmica, Cipó se chocou com o defensor de seu time e a bola sobrou limpa para Sandili empurrar para dentro. O time inteiro do Ras foi pedir uma falta em cima do defensor, que teria sido empurrado contra o goleiro. Decisão irrevogável e o gol foi validado.
O Bufalos não está acostumado a perder. Depois de receber bola na entrada da grande área, Dinho saiu cara a cara com Cipó, que se jogou contra o camisa 10 adversário. Com frieza ele só deu um tapa por cima do goleiro, colocando seu time na frente do marcador. Antes do término da primeira etapa Rafael Neli ainda fez mais um para o Bufalos. Um chute certeiro no ângulo. No finalzinho da primeira etapa o Ras descuidou e deixou o adversário deitar e rolar. Menos de 1 minuto depois o juiz deu o primeiro tempo por encerrado, com o placar indicando 4 x 2.
Um pouco antes do juiz encerrar a primeira etapa começou uma leve garoa. Os jogadores agora teriam uma arma: o chute de longe. Com a bola molhada, seria muito mais difícil para os goleiros defenderem com segurança. O segundo tempo começou truncado. Algumas faltas fortes que terminaram em cartão amarelo. Casali que o diga. O melhor centroavante do Bufalos ficou dois minutinhos de fora depois de falta em Rernanes.
Talvez por causa da chuva ou mesmo pelas chuteiras, o Ras Time começou a cair em campo. Sim, cair! Alguns jogadores escorregaram mais de uma vez, casos de Rernanes e Lopes.
O gol mais espírita e bizarro da tarde foi feito pelo Bufalos. Tentando afastar a bola de trás, eles pegaram o até aquele instante impecável goleiro Cipó adiantado. Desesperado, ele não conseguiu voltar a tempo e foi o quinto gol do time de azul. Rernanes ainda tentou reclamar de uma possível bola na mão, mas sem resultado. 5 x 2.
Depois do quinto gol do Bufalos a partida deu uma esfriada. O Ras tinha dificuldades para passar pelo ferrolho imposto pelo Bufalos. E vice-versa. Por isso o jogo ficou bastante parado no meio de campo. Até mesmo os craques Leônidas e Dinho estavam sumidos.
Porém, grande jogador é aquele que aparece na hora que precisa. Leônidas acertou bela cabeçada para o meio da área e Lopes tirou um findo da bola. Se ele encostasse o Ras voltaria ao jogo.
Roger Otaguro estava em uma das suas melhores tardes. Muitas vezes inconstante, hoje ele estava pegando tudo. O famoso ditado água mole em pedra dura tanto bate até que fura não estava valendo para essa partida. A bola do Ras insistia em não entrar.
Foi então que Rodrigo Dorado conseguiu furar a barreira de Roger. Com um chute forte da direita ele colocou a bola para dentro. Que raiva. 5 x 3. Para deixar a partida mais emocionante e colocar o Ras de novo no jogo, o time fez o quarto gol. Impressionante. De um time morto o Ras passou para um franco atirador que não tinha mais nada a perder. Um gol e a história do jogo estaria completamente mudada.
No final da partida, muita emoção. Sem necessidade, Cipó resolveu dar um chapéu no atacante adversário. Adiantou muito e viu Dinho cabecear encobrindo o goleiro. A bola ia entrando mas Lopes, com muita vontade e gás, voou atrás dela e salvou em cima da linha. Mas não deu tempo para mais nada e o Bufalos vence outra e segue na briga pela vaga direta na Ouro.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:
Camelo 1 x 2 SQPSF
JAJA GARANTE VITÓRIA DO SPQSF NO FINAL
Com direito a chuva e confusão, SPQSF leva a melhor sobre Camelo, que fez uma bela partida mas caiu diante da realeza do rei Jaja
Por Fabiano Correia
O último jogo do dia parecia ser o mais esperado. Os jogadores entraram em quadra animados, havia torcida de ambos os lados, até os refletores se acenderam. A partida começou quente, com faltas logo no primeiro minuto. Aos 3 minutos, em um contra-ataque muito bem articulado, o Camelos perdeu uma chance incrível de abrir o placar.
As duas equipes estavam bem em quadra. Jaja era o mais perigoso e, depois de um ataque errado do Camelo, a bola sobrou pra ele na intermediária. Ele carregou e bateu firme no canto. Johnny, goleiro do Camelo, fez uma linda defesa. Pouco depois a jogada praticamente se repetiu e, mais uma vez, Johnny levou a melhor.
Aos 10 minutos, Noal chutou de bico para o gol de Guto e acertou em cheio o travessão. O Camelo continuava levando perigo de um lado e Jaja era a referência no ataque.
O jogo era bastante equilibrado e tenso. Os nervos estavam aflorados dentro e fora da quadra. As luzes apagadas das quadras ao lado davam a impressão de que o PlayBall parado para ver o jogo que poderia dar a liderança ao SPQSF. Aos 23, Meneguelo acertou um chute quase de costas para o gol e pegou o goleiro Johnny no contrapé. Quase fez um belo gol. O Camelo dava um sinal de fraqueza. Assim, um minuto depois, Jaja fez bela tabela com o mesmo Meneguelo e o deixou na cara do gol. Dessa vez ele acertou e abriu o placar, para delírio dos jogadores e da torcida.
Faltando segundos para o fim da primeira etapa, houve uma falta, até agora não se sabe ao certo em quem, mas que serviu para que o empurra-empurra começasse e gerasse uma confusão quase generalizada. Houve invasão de quadra, uns mais fortes que os outros, disputas de caras feias e vozes mais grossas. Sobrou amarelo para o capitão Henrique e foi fim do primeiro tempo.
No segundo tempo começou uma leve chuva. Foi boa para acalmar um pouco os ânimos exaltados dos jogadores, já que As torcidas estavam inconformadas com a arbitragem (só para variar). O SPQSF voltou melhor e Jaja continuou levando perigo nas suas jogadas individuais e de pivô. Aos 4 minutos, Noal, depois de um lateral, teve a chance de empatar, mas finalizou pra fora. O jogo ficou mais uma vez equilibrado, com melhores chances para o Camelo, em momentos de inspiração de Noal. Mas nada de gol.
Aos 8 minutos, tempo para o Camelo. Aos 15, para o SPQSF. O jogo ficou mais travado nesse meio de segundo tempo, sem muitas chances claras de gol. 1 a 0 era um placar apertado e arriscado, mas que já garantia a liderança para a equipe da sigla. Até que, aos 17, depois de um lateral, Henrique deu um leve desvio de cabeça e atrapalhou o goleiro Guto. Ele aceitou a bola entre as suas mãos – se fosse em Santos, diriam que ele tem mãos de alface... Era o empate.
O Camelo cresceu em campo e pressionou em busca da virada. Kazu acertou a trave de Guto. Sendo assim, Jaja, aos 22 minutos, recebeu a bola na entrada da área e chutou forte para o gol. Era o desempate. 2 x 1 para o SPQSF, que se fechou nos últimos 3 minutos, aguentou a pressão do Camelo e conseguiu conquistar a vitória. Que Se Foda ooooo... E mais uma vez Jaja resolvendo a parada.
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