EM DIA DE PAULINHO, SÓ QUEM SABE PASSEIA CONTRA FUTSAMPA
Camisa 20 do SQS marca cinco vezes e comanda goleada por 8 x 1. Rudi, do Futsampa, foi destaque ao lado de Zeca, Penna e Tessarin do SQS
Por Gustavo Vasconcellos
Para abrir a 6ª rodada do Grupo A do Chuteira de Bronze, uma partida com dois times que não estavam empolgando muito desde o início da competição. De um lado, o Só Quem Sabe, que no último semestre lutou duramente para chegar à Prata, mas que neste semestre aparece apenas na quinta colocação. Do outro, o Futsampa, equipe novata que aparece na última colocação do grupo, com um ponto negativo, graças a um W.O. na quarta rodada.
E se o Futsampa vinha sem nenhuma vitória, continuou assim depois dos 50 minutos jogados. A equipe do Futsampa suportou o primeiro tempo, mas no segundo levou 7 gols e acabou perdendo com um placar de 8 x 1. Paulinho foi o destaque ao marcar 1 gol no primeiro tempo e outros 4 no segundo.
Ao trilar do apito inicial, o Futsampa apresentava apenas cinco jogadores de linha em quadra. Assim, o Só Quem Sabe começou pressionando. Até os 5 minutos, só o SQS apareceu no ataque. Tessarin, logo no primeiro minuto, já mandou um chute na trave. Na sequência, Magrão e Zeca obrigaram Léo a fazer duas boas defesas.
Com o tempo e a chegada do sexto jogador, o Futsampa equilibrou o jogo. Quebrando o ritmo do adversário com troca de passes e com boa participação de Rudi, o Futsampa começava a aparecer no ataque. E não demorou muito para conseguir inaugurar o marcador. Aos 10 minutos, Rudi roubou bola no meio, avançou em direção ao gol e bateu rasteiro no canto direito, sem dar chances a Arthur. No minuto anterior, o goleiro já havia pegado bom chute de Neka no canto esquerdo.
O SQS sentiu momentaneamente o golpe, mas logo correu trás e voltou a pressionar. Após chute de Magrão desviado, bola sobrou alto na área e Rudi tentou emendar de voleio, mas mandou alto, perdendo boa chance. Penna arriscou chute rasteiro e obrigou Léo a desviar para escanteio. Mas, aos 18 minutos, não teve jeito, o SQS empatou. E ali começava a brilhar a estrela de Paulinho. Ele roubou bola de Capi, com reclamações de falta por parte do Futsampa, e bateu cruzado no canto direito.
Nos minutos finais da primeira etapa, o SQS ainda tentou virar o placar, mas não conseguiu. Até criou algumas boas chances, mas Tessarin e Paulinho viram suas tentativas irem para fora, enquanto Jacobi, de voleio, parou em defesa de Léo.
Com a bola rolando para o segundo tempo, o Futsampa começou criando chances, mas foi o SQS que voltou com tudo. Em 20 minutos, dos 5 aos 25, a equipe marcou 7 vezes, sem dar chances de reação ao adversário. O primeiro tento saiu após rápida troca de passes em contra-ataque, que acabou com finalização de Paulinho na saída do goleiro, com muita tranquilidade.
Agora na frente do placar, o SQS jogou mais solto e não demorou para ampliar. Penna recebeu na esquerda com espaço e, sem dó, fuzilou o goleiro Léo para marcar o terceiro. Aos 10 minutos, um lance crucial para a continuidade da partida: Neka, do Futsampa, cometeu pênalti ao cortar, com a mão, chute de Paulinho que iria para fora. O jogador recebeu cartão azul, o que deixou o Futsampa com um jogador a menos até o fim do jogo. Na cobrança da penalidade, Paulinho não desperdiçou e marcou o quarto do SQS, seu terceiro na partida.
O SQS cresceu e foi ainda mais ao ataque. Paulinho, novamente ele, marcou mais um, agora de cabeça. Após escanteio da esquerda, o camisa 20 antecipou a zaga e desviou para o gol no primeiro pau.
Com um a menos e grande diferença no placar, o Futsampa relaxou, foi para cima e acabou sofrendo mais três gols. O SQS marcou pressão, Jacobi roubou a bola próximo à área e deixou Paulinho livre para só empurrar para as redes. Já mais para o final do jogo, aos 22 minutos, Zeca marcou o seu após chute firme e rasteiro no canto esquerdo, coroando uma boa atuação. Ainda deu tempo de Marquesl, aos 24, também marcar ao receber livre na área e não desperdiçar. Final de jogo e uma goleada para o SQS: 8 x 1.
Com o resultado, o SQS chegou aos 11 pontos, mas não saiu do 5º lugar na tabela de classificação. Já o Futsampa continua na lanterninha com -1 ponto. Na próxima rodada da Bronze, SQS encara o XTJ, enquanto o Futsampa tenta sair do negativo contra o Allianza Sagrado.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 6ª RODADA
Bacaninha 2 x 1 TNT
BACANINHA IMITA SEU IRMÃO MAIS VELHO, JOGA BEM E BATE TNT
Lê Leme comanda a esquadra dourada e dá novas esperanças ao time
Por Luiz V. Andreassa
O Bacaninha viveu uma tarde de Bacana contra o TNT. Jogou de modo organizado, criando chances, dominando a posse de bola e podendo até construir um placar mais elástico. Todavia, isso pouco importa se formos pensar que foi a segunda vitória do time na atual edição da Bronze.
Logo aos 2 minutos João Paulo provou essa superioridade ao levar para a ponta esquerda e mandar no cantinho, abrindo o placar. A segunda chance veio quando Lê Leme arrancou pelo lado esquerdo em contra-ataque e passou para Marcos, na cara do gol, mandar por cima e perder um gol feito. Mesmo assim, o tento parecia não fazer falta, já que o TNT dormia em quadra e pouco conseguia ameaçar a meta rival. A resposta aos ataques sofridos só veio aos 11 minutos. Cabelo aproveitou uma sobra e mandou uma bomba que passou perto do travessão.
A equipe azul bem que tentava crescer no jogo, mas parava na bem postada zaga bacanense. Com a retaguarda segura, o ataque, comandado por Lê Leme, sentia-se confortável para infernizar a defesa adversária. O camisa 11 quase ampliou a vantagem ao chegar pelo flanco esquerdo e bater rasteiro de canhota, acertando a trave.
A situação seguia difícil para o TNT, que só conseguiu assustar em chute de Igor, que aproveitara uma bola sobrada na entrada da área para mandar por cima, aos 16 minutos. O rival resolveu responder e Lê Leme teve outra boa chance ao receber passe de Filipe pelo lado direito e chutar bem perto do travessão. Mesmo assim, a equipe explosiva teve duas boas oportunidades de empatar antes de acabar o primeiro tempo. Na primeira delas, Tuiu driblou a marcação no meio da quadra e mandou uma bomba no ângulo, mas Kiko, que defendeu o Bacana na última edição da Ouro, voou para fazer grande defesa.
Na segunda etapa o panorama pouco mudou. Oo Bacaninha continuava mais bem postado em quadra, ostentando o posto de dono do jogo. Logo no primeiro minuto Lê Leme deu prova disso ao cobrar uma falta do campo de defesa, ver a bola passar por todo mundo e parar em defesa do goleiro. No rebote, Marcos mandou por cima. E o camisa 11 parecia mesmo a fim de jogo, tanto que quase fez um golaço ao driblar a marcação e só não botar para dentro porque a zaga chegou na hora certa para travar. A bola saiu pela linha de fundo e, na cobrança do escanteio, Marcelão subiu mais que todo mundo e mandou por cima, raspando no travessão.
O TNT seguia perdido em quadra e, para variar, Lê seguiu dando trabalho e passou perto de ampliar ao receber pelo lado esquerdo e parar em defesa de Coqueiro. O tempo foi passando e os times mudaram de goleiros, mas isso não mudou em nada a situação. Já aos 19 minutos, Walter roubou a pelota de um zagueiro e, da entrada da área, bateu para fora por pouco. A chance perdida não fez falta, pois não demorou muito para Renato fazer 2 x 0 ao cobrar uma falta pelo lado esquerdo no canto, que nada pôde fazer.
No final do jogo, Igor perdeu boa chance de descontar quando dominou na entrada da área e chutou à direita da meta. Walter respondeu driblando dois marcadores e finalizando para boa defesa do goleiro. Antes do apito final, ainda deu tempo para Cem fazer o gol de honra do TNT ao completar cobrança de escanteio de cabeça dentro da área. Com a vitória, o Bacaninha tomou no fôlego na competição e se aproxima do G-8. Enfrenta agora o terceiro colocado TCM. Já o TNT deixou sua situação mais delicada e agora é o vice-lanterna.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 6ª RODADA
Invictus 2 x 3 TCM
TCM VENCE INVICTUS COM GOLAÇO NO FINAL
Jogo teve momentos de várzea, como jogador do banco de reservas invadir o campo e fazer gol contra, e arbitragem conturbada, sem contar chilique de Douglas
Por Vinicius Bento
As duas equipes, rebaixadas na última edição do Chuteira de Prata, entraram em campo para um duelo extremamente equilibrado. Os primeiros 15 minutos de jogo nada mais foram do que um incessante duelo no meio de campo, com uma pequena escapada aqui e outra ali.
O TCM começou com arremates de longe. Henrique, arqueiro de azul, ia defendendo pancadas e garantindo que a redondinha não escapasse. Do outro lado, o Invictus vinha com uma tática diferente. Tentando se aproximar da grande área e marcando pressão, a chance de vencer o goleiro Johnny teria de aparecer.
Primeiro foi Lucas. Dentro da área ele recebeu no alto e cabeceou contra a meta. Bela defesa. Depois foi a vez de Bento. Recebeu no meio de campo, cortou Thiagão e arrematou em cima de Johnny.
O primeiro gol da partida só aconteceria depois da metade da primeira etapa. “Seria perfeito se nós fizéssemos um gol agora”, profetizava Canova. Do banco do Invictus. Foi então que Ragazzo, popular Tiozão, dominou de costas para o marcador segurou ele com categoria e acertou o arremate.
Não demorou muito para o empate sair. A estrela de Matheus começaria a aparecer. Primeiro ele arrematou e Henrique deu rebote. Na cara do arqueiro, Matheus encheu o pé e o goleiro do Invictus salvou uma bola inacreditável. Segundos depois a redonda voltou aos pés de Matheus e dessa vez sem ângulo ele mandou para as redes adversárias. Muita festa.
No finalzinho da primeira etapa, já em acréscimos inexistentes – segundo o técnico Lói, aos 28 minutos – Matheus ainda fez mais um. Pela direita ele conduziu e arrematou com muito ódio. A bola estava a poucos metros de Henrique, que não pode fazer nada.
O primeiro tempo acabou e junto com ele a paciência de Douglas. Durante a segunda etapa o camisa 6 se mostraria extremamente irritado... Ficou visível durante sua substituição. Resmungando com a vida e com a maldita bola que não entrava, Douglas saiu de campo e nem viu Marquinhos fazer um lindo gol. Primeiro ele dominou de perna direita e achou o único canto onde a bola passaria. Um arremate de categoria. Era o empate.
Tudo ficaria semelhante. O equilíbrio iria persistir. Salvo algumas finalizações daqui e outras dali, o jogo continuaria travado no meio de campo. Em uma das boas oportunidades, Raphael acertou um petardo de perna esquerda na trave. Canova (ou Casanova, como diria Ragazzo) teve de dar aquele golpe de vista. Em outro lance, Johnny se esticou todo e salvou uma bela cobrança de falta de Bento. A bola explodiu no travessão.
Quando o jogo caminhava para um final igual, as polêmicas começaram a aparecer. Na indecisão dos árbitros – um deu lateral para o Invictus, outro deu tiro de meta – prevaleceu o primeiro. Assim batido, Diego recebeu a bola e arrematou. Segundo alguns, a bola ia para fora. Foi então que Zé Roberto, que estava no banco de reservas e só Deus sabe o porquê, resolveu enfiar o pé na redondinha DENTRO DE CAMPO. Nisso, ele mandou para bola para dentro do seu próprio gol. Os jogadores do Invictus comemoravam, mas aí a confusão se instaurou. Reclamações do TCM e os árbitros anularam o gol, dando apenas lateral para o time azul e branco. Além disso, expulsão para Zé Roberto por sua indevida interferência na partida. Indiganação do lado azul, que achou que ficou barato para tamanha imprudência, para não dizer outra coisa de tal atitude do camisa 10 do TCM.
Se tudo isso não bastasse, nervos à flor da pele, o TCM foi recompensado: Raphael, no penúltimo lance de jogo, acertou um chute daqueles que nem dois arqueiros defenderiam. Uma pancada de perna esquerda no ângulo. 3 x 2.
No lance final de jogo, em bola na área, Johnny saiu de mansinho e socou o nariz de Lucas no alto. O atacante saiu com o nariz sangrando e reclamando muito. O árbitro mandou seguir o lance e apitou fim de jogo.
Vitória do TCM na base da vontade, sem pontapés, como costumam dizer ser a característica do time. Douglas, enfurecido, reclamou muito com a arbitragem, pedindo acréscimos – afinal, foram mais de 10 minutos de enrolação no lance do gol anulado do Invictus. Enfim, nada mais a ser feito. 3 pontos para o TCM, que segue forte para a classificação. Ao Invictus, resta se preparar para o jogo contra o Basicus, quando tenta sair das últimas posições.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 6ª RODADA
Allianza Sagrado 4 x 4 Toque me Voy
TOQUE ME VOY EMPATA NO FIM, MAS PERDE CHANCE DE LIDERAR
Empate conquistado no fim mantém time de Willias na 3ª posição, perdendo a chance de liderar o grupo com o também empate entre Condor´s e BDA
Por Felipe Vite
Buscando a liderança do Grupo A do Chuteira de Bronze, o Toque me Voy queria sua quinta vitória na competição contra o 7º colocado, o Allianza Sagrado. Primeiro jogo do dia na quadra 12, o sol forte castigava as duas equipes, que mesmo assim correram muito e fizeram um bom jogo, com oito gols, quatro para cada lado.
O primeiro tempo começou com a equipe do Allianza marcando a saída de bola do Toque. A tática não deixava a turma do Danilo criar chances de gol e, Assim, cometia muitas faltas. Foram três faltas do Toque me Voy nos primeiros nove minutos de jogo. Porém, mesmo pressionando, o Allianza também não criava e só levava perigo com chutes de longa e média distância. A primeira chance real foi aos 13 minutos, com arremate de Silas, do Toque me Voy, que quase entrou se não fosse pela ação rápida de Danilinho, do Allianza, que tirou em cima da linha.
Após a chance desperdiçada, o Toque cresceu e abriu o placar aos 15 minutos, com Benicio. O Allianza não se abateu e estava melhor em campo, tanto que chegou ao gol de empate com Rods, em chute de fora da área.
O jogo parecia que ia ficar em águas mornas, mas Willias, do Toque me Voy, que chegou no intervalo de jogo, seria decisivo para a mudança de clima do jogo. No começo da segunda etapa, o Allianza voltou com a mesma tática do primeiro tempo, marcando pressão. Assim, aos 6 minutos, Renanzinho fez o segundo do Allianza após cobrança de lateral. O time de preto estava à vontade em campo e não demorou para encontrar seu terceiro gol. Pedrinho mandou sem chances para o goleiro Danilo.
A partida parecia definida, mas Willias, o atrasado, entrou para mudar a história do confronto. Aos 11 minutos, o camisa 10 marcou um belo gol em chute colocado, colocando fogo no jogo. Entretanto, o Allianza jogou um balde de água fria na equipe azul ao marcar seu quarto gol. Danilinho, em cobrança de falta, balançou as redes e fez 4 x 2.
O sol castigava as duas equipes, principalmente o Allianza, que jogava de preto. Aproveitando o cansaço da equipe preta e o apagão do sistema defensivo, o Toque me Voy partiu para cima com tudo. A tática do tudo ou nada bem conhecida no futebol. E não é que deu certo? Aos 21 minutos, Healey empatou. No minuto seguinte, ele, Willias selou o empate e evitou a segunda derrota do Toque Me Voy na competição.
Na próxima rodada, a equipe do Toque, beneficiado pelo também empate entre Condor´s e BDA, tenta novamente liderar contra Os Mostarda, equipe que vem de derrota por 4 x 2 e possui um dos piores ataques do Chuteira de Bronze, com apenas 10 gols. Já o Allianza Sagrado encara a pior equipe da competição, o Futsampa.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 6ª RODADA
Derrubada 2 x 2 Roleta Russa Clássico
DERRUBADA SE SUPERA EM CAMPO E QUASE VENCE ROLETA
Roleta Clássico perdia até os minutos finais, quando arrancou o empate e escapou de uma derrota nada esperada
Por Vinicius Bento
A partida já começaria atrasada, mas a situação ficou caótica e quase um W.O. quando os jogadores do Derrubada anunciaram que não tinham time suficiente naquele exato momento. Lucas, estressado com a situação, chegou a dar dois minutos para que o Atlético-PR do Chuteira entrasse em quadra, caso contrário seria efetivado o WO. Baru podia ter colocado o WO na mesa, mas, amante do futebol e ciente de uma situação chata, disse: “Vamos jogar sim”. E assim foi.
Foi então que Garoto entrou em campo. Querendo ou não, ele já estava salvando sua equipe de mais um revês... Quando a bola finalmente começou a girar na quadra 13, o Derrubada tinha apenas cinco jogadores na linha – o mínimo para se dar o pontapé inicial. Parecia que a palavra massacre vinha embutida com o apito inaugural.
Surpreendendo qualquer expectativa, a primeira chance de gol foi de Vicius. O centroavante brigador disputou e conseguiu um arremate que tirou tinta da trave. Talvez Baru tenha reconsiderado a hipótese do WO?
Para não deixar que a situação se complicasse, Ranali arriscou um torpedo de longa distância e cravou a bola no travessão. Foi a última investida do RR Clássico até que o Derrubada conseguisse voltar a campo com pelo menos seis jogadores de linha.
E o número certo de jogadores impulsionou os listrados. Foi Jack quem abriu o placar. Depois de uma boa partida na última rodada, o Nakamura do Chuteira dominou pela esquerda e arrematou entre as pernas do goleiro Machado. Entretanto, não pudemos nem comemorar: Baru (sim, ele mesmo) rolou para Leandro bater de perna esquerda. Um belo gol. 1 x 1.
Mesmo com apenas um jogador no banco de reservas, o Derrubada fez o segundo gol. Depois de linda jogada de Henricão, Larsson recebeu sozinho frente ao arqueiro e só teve o trabalho de empurrar ela para dentro. Que sufoco, hein, Baru?
As melhores chances de gol continuavam sendo do Derrubada. O que acontecia? Era simplesmente inexplicável. Nem mesmo Affelay estava conseguindo ser efetivo. Jack saiu correndo e rolou para Joezinho, que finalizou muito mal. Um gol feito jogado no lixo!
Ainda na primeira etapa, Vicius teve mais uma chance. Novamente pela direita ele entrou como quis e bateu. E de novo a bola cruzou a frente do gol, disse tchau para a trave e saiu pela linha de fundo. Com certeza era o melhor jogo do Derrubada no Chuteira de Bronze.
Ranalli era o melhor jogador do lado clássico. Vindo de trás, ele teve mais uma boa chance e obrigou o arqueiro a fazer uma linda defesa. Era a chance de empatar e talvez reanimar o RR dessa letargia.
Na segunda etapa um lance descrevia bem o ritmo do jogo. Affelay dominou dentro da área e tinha o gol a sua frente. Ele não costuma perder essas chances, mas eis que Vicius apareceu como um trovão e tirou a bola. A tarde do Derrubada era fenomenal.
As chances iam aparecendo para ambos os lados. Affelay subiu no segundo andar e cabeceou contra a meta adversária, obrigando o guarda-redes do Derrubada a se esticar todo. Depois foi Henricão que, se estivesse uns 3 kg mais leve, teria saído na frente do goleiro.
No final do jogo, um dos lances mais bizarros de toda a história do Chuteira de Bronze. O gol caiu sobre a cabeça do goleiro Machado. E não foi uma metáfora. As traves desabaram e passaram a milímetros da cabeça do arqueiro. Quem via de fora ria dizendo que por isso o nome do time era Derrubada. Querendo ou não, poderíamos ter tido um acidente grave.
Ainda teve tempo para uma nota negativa. Depois de uma falta, Leandro quis cobrar rápido e Larsson ficou na frente. Ele ainda tentou chutar a bola e fez Leandro se enfurecer. O empurra-empurra começou e de longe Garotto parecia o mais enfurecido. Os ânimos foram se acalmando e Baru apaziguou as feras.
Antes do término, Japa deixou tudo igual. Ele dominou pela esquerda e com a sua perna canhota fez o que Memé chamou de “um lindo gol”. Ainda haveria tempo para mais alguma coisa? Não, segundos depois do empate, o árbitro terminou a partida! 2 x 2.
Encerrou o jogo, mas não as brigas. Um verdadeiro bafafá, como diria a nona. Baru, que lá dentro estava tranquilo, rodou a baiana. Vicius foi conversar, ou ofender, ou seja lá o que foi, e Baru explodiu gritando que “o jogo havia acabado”. A turma do deixa disso segurou o manager dos Roletas e ainda tivemos uma leve discussão entre os próprios jogadores do Derrubada. Final feliz para a discussão mais sossegada da tarde.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 6ª RODADA
Irado’s 3 x 2 XTJ
IRADO’S APRONTA PRA CIMA DO XTJ
Com belas atuações de Jadson Negão e do goleiro Alan, Irado’s consegue vitória com muita disposição e com direito a bate boca no final da partida
Por Felipe Vite
Buscando se firmar no Grupo A entre os primeiros colocados, a equipe do XTJ, de branco, veio para a 6ª rodada com apenas 8 jogadores para encarar, mais que o Irado’s, na rabeira, o forte calor. Já o tricolor mackenzista queria sair da lama e enfim vencer na bola. Para tanto, contava com a volta de Pi de contusão e tinha Jadson Negão ressuscitado após longa ausência.
A partida começou morna, com poucas chances de gol, mas ainda assim com um leve domínio do XTJ. O Irado’s conseguiu seu primeiro chute dos pés de Jadson Negão somente aos 11 minutos. O jogo seguia equilibrado quando Caio, do XTJ, conduziu a bola pela esquerda, se livrou do marcador e arriscou um chute despretensioso de canhota. Com ajuda de Alan, a bola entrou.
O camisa 6 do XTJ, Caio Landim, fazia boa partida, tanto na parte ofensiva quanto na defensiva, cobrindo os espaços e até cometendo algumas faltas, o que lhe rendeu um cartão amarelo.O Irado’s, atrás do empate, foi pra cima do XTJ e achou o gol aos 21 minutos, em chute de Murilo que não saiu muito forte, mas entrou no cantinho. Sem chances para Claudio.
Após o intervalo, o Irado’s voltou mais atento e cometendo menos erros de passes, o que deixou o jogo mais solto. Aos 4 minutos, Jadson Negão, a parede do Irado’s, foi ao ataque e, sem marcação, marcou o gol da virada.
A partir daí o XTJ passou a pressionar, obrigando o goleiro Alan a praticar belas defesas. Caio Landim estava infernizando a vida dos zagueiros vermelhos, com jogadas de efeito e belos dribles. Aos 13 minutos, o Irado’s pediu tempo para conversar e arrumar o time. A conversa deu resultado: aos 20 minutos veio o gol da tranquilidade, em contra-ataque finalizado por Marcelo, fintando o goleiro, que ainda tentou fazer falta, mas não conseguiu evitar o gol.
Não foi preciso esperar muito para o XTJ diminuir. Um minuto após o gol irado, Caio Landim, mais uma vez, marcou para os xaropes. Ele cortou para o meio e finalizou de canhota.
Já era finalzinho de jogo e a pressão do XTJ aumentou. Nessa hora brilhou a estrela do goleiro Alan. Com defesas providenciais, ele foi fundamental – mais uma vez – para a manutenção do placar. Depois do apito final, Caio Landim e Jadson Negão bateram boca e por pouco o campo não virou ringue. O XTJ saiu de campo reclamando muito da arbitragem, que deixou o jogo correr e não marcou algumas faltas mais duras.
O Irado’s enfrenta na próxima rodada o penúltimo colocado do Grupo A, o Elite. Já o XTJ enfrenta o Só Quem Sabe, que aplicou uma sonora goleada com direito a virada por 8 x 1 no Futsampa, lanterna.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 6ª RODADA
Real Vuvuzelas 4 x 4 Elite
EM CAMPO ALAGADO, PEIXINHO DO VUVUZELAS EMPATA NO FIM
Partida teve de tudo: defesas bonitas, lances plásticos, frango, muita água e peixinho salvador
Por Felipe Vite
O jogo não prometia muita coisa, o penúltimo colocado, Elite, contra o Real Vuvuzelas, o time em queda livre (para variar). O jogo começou com muita pressão do desesperado Elite, que queria sair da lama a todo custo. Aos 6 minutos, Rafael Ursaia abriu o placar com um chute não muito forte, mas que entrou com uma ajuda imensa do goleiro Dimy. Um frango clamoroso.
Mesmo com a vantagem no placar, o Elite continuou pressionando. Aos 8 minutos, Silvio mandou uma bomba que tirou tinta da trave de Dimy. No lance seguinte, o empate. Rafinha driblou o zagueiro, cortou para o meio e chutou no ângulo de Marcos Sardinha.
O Elite não desanimou e continuou na pressão. Aos 14 minutos, Régis acertou uma tijolada na trave. No minuto seguinte, a equipe listrada desempatou. Renan, já dentro da área do Vuvuzelas, recebeu ótimo passe e finalizou sem chances para o goleiro.
A partir daí o jogo ficou eletrizante, com chances para os dois lados. No último minuto da primeira etapa, o Vuvuzelas conseguiu a igualdade novamente, com um chute muito potente do capitão Marco de fora da área, inapelável para Sardinha.
Logo no início do segundo tempo, o Elite voltou a ficar na frente com mais um gol do camisa 9, Rafael Ursaia, que acertou um belo chute cruzado. A bola ainda bateu no pé da trave direita antes de entrar. Aos 8 minutos, começou a chover, prejudicando o domínio da bola. Aos 9 minutos, o camisa 7 do Elite, Guilherme, perdeu gol cara a cara com Dimy. Faltou tranquilidade na hora da finalização.
Em seguida, o Vuvuzelas foi ao ataque e, aproveitando a forte chuva que caia acompanhada de um vento fortíssimo, empatou mais uma vez, com Léo, que recebeu passe livre e finalizou a gol. Depois disso a partida foi interrompida pela dupla de arbitragem em razão da forte chuva. Após quase uma hora de paralisação, o jogo voltou com um gramado com algumas poças de água. O futebol foi prejudicado e o jogo ficou mais lento. Aos 18 da segunda etapa, Rafael colocou o Elite na frente com chute rasteiro que levantou muita água, atrapalhando a ação de Dimy.
Correndo atrás do prejuízo, o Vuvuzelas pressionou muito, tropeçando nas defesas de Sardinha. Porém, aos 21 minutos, eis que surge um peixinho. O camisa 19 do Vuvuzelas, Beto, que estava marcando a trave, recebeu cruzamento sem marcação e empurrou de peixinho para o fundo das redes, empatando a partida em 4 x 4, placar que permaneceu até o final.
Pela 7ª rodada, o Elite enfrenta o Irado’s, que vem com bastante vontade após grande vitória sobre o XTJ. O Real Vuvuzelas enfrenta o Império Celeste, quarto colocado da tabela e cheio de moral por ter desbancado o então líder e invencível Mercenários.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 6ª RODADA
Pé de Pano 3 x 1 Inter de Limão
BRIGA GERAL MARCA CONFRONTO ENTRE PÉ DE PANO E INTER DE LIMÃO
Vitória de Pé de Pano fica em segundo plano, pois o que ficou do jogo foi a pouca vergonha de agressões covardes e atitudes imbecis
Por Vinicius Bento
Depois do hiato de praticamente uma hora devido à chuva, Inter de Limão e Pé de Pano entraram em campo para fazerem mais um confronto equilibrado numa das tardes mais enroladas da história do Chuteira. Quando a bola rolou, pode-se perceber que o Inter de Limão era bem maior. Não em número de jogadores, mas em força física e tamanho. Os pequeninos do PdP teriam de ter muito cuidado nas disputas.
Na primeira dividida, um lindo carrinho. Fernandinho, camisa 10 do Inter, entrou na área e aqueceu o pé para o arremate. Foi então que Rafinha acertou a bola em cheio. Lindo. Seu time ainda foi recompensado com um espetacular gol de Tavogus. O artilheiro do pé macio arrematou de muito longe e acertou o travessão, a linha do gol e o fundo das redes. Um arremate perfeito. 1 x 0.
Na primeira chegada do Inter de Limão, Cê aproveitou o caminho aberto e soltou a pancada. A bola foi no cantinho e obrigou o arqueiro Ricardo Sforza a se esticar todo. Mesmo assim, ele conseguiu firmar a bola em suas mãos. Claro, ele ainda queria mais. Fernandinho aproveitou bela disputa de bola no ar, se adiantou (ou empurrou) o marcador e conseguiu raspar a cabeça na bola. Infelizmente o grandalhão cabeceou muito mal e a bola foi fraquinho em direção à meta, facilitando a defesa.
O clima da partida estava pesado. Ninguém de ambos os lados tirava o pé, tanto que depois de uma entrada mais dura Léo tomou o primeiro cartão amarelo do jogo. Justo, diga-se de passagem. O defensor ainda tentou argumentar, mas sem resultado.
Quando voltou a ter seis jogadores na linha, o Pé fez um golaço. Os jogadores de ataque foram tabelando ao famoso estilo “onte-two” e conseguiram sair na cara do gol. Lucas, camisa 5, levou a bola perto da linha de fundo e só rolou para Zulu empurrar ela para dentro. O Pé de Pano mostrava por que está em uma crescente dentro da competição.
Zulu ainda perdeu um gol feito. Depois de receber um passe milimétrico, digno de Gérson em 1970, o camisa 9 saiu frente a frente com o goleiro adversário, se desesperou, não levantou a cabeça e por final conseguiu chutar para fora. Faltou o mínimo de calma para ele.
O 2 x 0 da etapa inicial saiu de graça. O Pé de Pano merecia mais. Quando a segunda etapa começou o Inter de Limão precisava reagir de qualquer maneira, de preferência nos minutos iniciais se quisesse ainda ter alguma esperança. E tentando realizar o que profetizava o jornalista que vos escreve, Fernandinho, logo no primeiro minuto, subiu no segundo andar e acertou uma bela cabeçada no travessão.
Zulu tentou retribuir na mesma moeda. Dominou frente ao goleiro, rolou para o lado e viu Matheus fazer um dos lances mais tristes da tarde. A chuva havia desanimado os torcedores, mas aquele lance... Sozinho com a meta a sua frente, Matheus só precisava jogar ela para dentro. Posicionou os pés no chão, olhou a bola, fez o movimento da chapa e... por incrível que pareça chutou na trave. Que vexame!
Para descontar o triste lance anterior, Tavogus mostrou que o time não era ruim. O melhor jogador do Pé de Pano fez o terceiro gol e fechou a porta do caixão na cara do time de verde. Pela ponta esquerda ele dominou e teve a frieza que Matheus deveria ter usado no lance anterior. Olhou o goleiro e só deu um tapa de perna esquerda. O Inter de Limão estava completamente perdido.
A situação era tão preta que a crise interna no time de verde limão começou a aparecer. Se recusando a voltar para a partida, Gustavo, camisa 17, decidiu preservar a amizade, pois “futebol está uma bosta”. Amigo é coisa para se guardar a sete chaves, não? Fernandinho ameaçou dar uma resposta, mas conteve-se. Talvez o 10 ainda visse alguma escapatória.
Aos 18 minutos o clima esquentou. Depois de muita confusão em uma bola dividida dentro da área, o árbitro parou o jogo. Um chute daqui, outro dali. Segundos depois a coisa desatou para a baixaria e o jogo sujo. Uma cena deprimente. Covardia pura. Os atletas em campo deveriam saber que uma pancada na cabeça poderia até matar.
Foi preciso a dupla Lói e Barath entrar em campo para acalmarem os ânimos. A partida foi encerrada naquele momento, com os dois times recolhendo os cacos da selvageria imbecil que caracteriza aqueles que preferem a violência a uma conversa para resolver os problemas. As punições já foram divulgadas pela Organização. Com 4 pontos a menos e atletas excluídos, ambos voltam a campo neste sábado: o Pé encara o NGM, o Inter pega o Derrubada.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 6ª RODADA
DPGamos 4 x 2 Os Mostarda
COM GOLEADA, DPGAMOS ASSUME A PONTA
Em jogo com gols bonitos, DPgamos pressiona desde o início e vence Os Mostarda com méritos
Por Felipe Vite
Visando a liderança, o DPgamos queria manter sua invencibilidade contra Os Mostarda, que possui o segundo pior saldo de gols do Grupo A, com -15 de saldo. Eis um confronto de duas grandes perguntas que não querem calar: O que acontece com Os Mostarda? Um time que quase beliscou a Prata com apenas 3 pontos e 5 derrotas. Um time que despencou da Prata e quase sem jogador ainda invicto e brigando pela liderança.
O jogo começou com boas chances de gol para o DP, obrigando o goleiro d´Os Mostarda a fazer boas defesas. Com o gramado ainda molhado por causa da chuva, os times preferiam arriscar chutes de longa distância para testar os goleiros. O jogo foi esfriando, junto com o clima, mas aos 18 minutos o time vermelho abriu o placar com Zeca, em forte finalização, a meia altura, deixando Polito sem ação.
O gol do DP provocou uma reação nos mostardas, que arrumaram o empate ainda no primeiro tempo, aos 23 minutos, com Rodrigo. A partida parecia que ia para o intervalo com a igualdade, mas Zeca, mais uma vez, deixou sua marca em cobrança de falta rasteira, que ganhou velocidade com o gramado molhado e morreu nas redes. Com 2 x 1 no placar, o jogo estava no intervalo e a liderança provisoriamente nas mãos do DPgamos.
Ao retomar do intervalo, Os Mostarda pressionava mais em bolas aéreas. Com 8 minutos, Zeca cometia sua 4ª falta e estava pendurado. Mesmo sofrendo pressão, a equipe vermelha consegue o terceiro gol, oriundo dos pés do camisa 9, João Corazza, que fez bela jogada na lateral e, já na linha de fundo, chutou sem ângulo, cruzado. Um belo gol.
Quatro minutos mais tarde, a vantagem ficou ainda maior com mais um belíssimo gol de João, num chute do meio da rua na gaveta de Polito, que nada pode fazer.
Olhando para o relógio, todos achavam que não tinha tempo para mais nada, mas logo após sofrer o gol o time d´Os Mostarda reagiu com um belíssimo tento de Juninho, fintando dois adversários e largando uma bomba, indefensável para Valentin.
O jogo ficou nervoso e os jogadores começaram a discutir com a arbitragem, que andava meio confusa no dia. Aos 20 minutos, o árbitro mostrou cartão azul para Paulo Gama, que estava no banco do DPgamos e recebeu o cartão por desferir alguns “elogios” ao árbitro.
Nesses minutos finais, Valentin defendia tudo do jeito que dava. Algumas defesas eram bonitas, outras mais estabanadas. Algumas até pareciam golpes de luta, mas mesmo assim foram defesas que garantiram a vitória e a liderança provisória do DPgamos por 4 x 2. Restava ao DPgamos dar aquela secada na equipe do Mercenários, que faria o último jogo do grupo em seguida, contra o Império Celeste. E não é que deu certo. O time do Bollito pipocou e cedeu a liderança ao DPgamos...
Pela 7ª rodada, o DP tem pela frente o próprio Mercenários, faminto para recuperar a ponta. Os Mostarda tenta sair da zica de 5 jogos sem vitória contra o Toque Me Voy, que briga na ponta da tabela junto a DP e Mercenários.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 6ª RODADA
Império Celeste 4 x 2 Mercenários
IMPÉRIO TIRA INVENCIBILIDADE DE MERCENÁRIOS
Time celeste joga melhor e consegue derrubar o até então líder invicto do grupo
Por Felipe Vite
Com o campo finalmente seco após a tempestade que caiu durante a tarde, o jogo entre Império Celeste e Mercenários fechava a 6ª rodada do Grupo A. O jogo começou a mil por hora, com um gol relâmpago do Império com menos de um minuto de jogo. Zukauskas, aproveitou jogada rápida e concluiu ao gol de dentro da área.
O gol rápido não assustou a equipe preta, que empatou logo em seguida, com Thiaguinho após contra ataque muito veloz. A partida era corrida, com muitas chances de gol para os dois times. Aos 13 minutos, o Mercenários virou o placar com um belo chute cruzado de Diego, deixando Gamarra sem reação.
A torcida do Império empurrava o time. Assim, aos 17 minutos, o time empatou com Guedes, que acertou um chute de rara felicidade. Os torcedores ficaram inflamados com o gol e subiam até nas grades de proteção da quadra. Pois a mesma torcida foi à loucura com a blitz imperial, que virou o jogo e ampliou a vantagem com dois gols em menos de um minuto e ainda antes do intervalo. Guedes, em cobrança de falta que passou no meio da barreira, e Zukauskas marcaram. Este recebeu na entrada da área e finalizou no cantinho esquerdo de Rodrigo.
O jogo no segundo tempo foi outro, afinal, apenas uma equipe atacava. O Mercenários queria manter a liderança e para isso precisava de gols. Foram 25 minutos de pressão da equipe preta, enquanto a equipe azul afastava do jeito que dava: chutões da zaga, belas defesas de Gamarra, tudo ia dando certo aos celestes.
O Mercenários insistia, mas parecia que não era dia do caçador, mas sim da caça. E assim o jogo chegou ao seu final, com o placar do primeiro tempo e o Mercenários caindo diante da inviolável defesa imperial no segundo tempo.
Para os espectadores, foi o melhor jogo do Grupo A da 6ª rodada. Com a derrota, a equipe preta deixou fugir a liderança e ganha de brinde sua primeira derrota em sua curta história. O Império Celeste chegou aos 12 pontos e está a apenas 2 pontos do novo líder, o DPgamos.
A próxima rodada promete fortes emoções, com o confronto de líder e vice-líder, DPgamos x Mercenários. O Império, com chances de liderar, precisa vencer o Real Vuvuzelas e torcer por um empate entre os dois líderes e um tropeço do Toque Me Voy.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 6ª RODADA
BDA 3 x 3 Condor´s
CONFRONTO DE LÍDERES TERMINA EMPATADO
Nádegas à vista, problemas com a torcida, futebol bonito e muitos gols... Teve de tudo no melhor jogo da Bronze até agora
Por Vinicius Bento
Finalmente, as 6h38 da tarde, chegava o confronto mais esperado da tarde. O reino animal estava em campo. Os insetos (com todo respeito) do BDA contra as aves do Condor´s. Os dois primeiros colocados do Grupo B da Série Bronze entravam em campo para decidir a liderança. Esperava-se tudo, e após a confusão do jogo anterior, apenas com espírito de bom futebol. A reunião antes do jogo com todos os jogadores e os árbitros indicava ao menos isso.
Quando o último jogador do BDA mudava de lado dentro do campo, deixando o arqueiro do Condor´s junto às abelhetes (a torcida feminina do Bonde), ele deu um simples conselho: atazanem o goleiro. Gugu já havia previsto que as torcedoras do BDA dariam trabalho. Afinal, era uma verdadeira decisão. Só não sabia ele que elas seriam protagonistas ao fim do jogo, causando um quase confronto entre os dois lados na saída de campo.
A partida começou bem nervosa, com ambas equipes travadas no meio de campo. Teriam de começar a arriscar de longe. A primeira tentativa foi do BDA. De longe, a bola se aproximou da meta adversário. Para fora.
Kavanha teve a primeira chance clara de gol. Depois de pegar sobra de frente para o gol, ele usou do artifício que lhe coube: a pontinha da botina. De bico ele finalizou, mas o arqueiro de rapina estava muito bem colocado e segurou a redonda.
O BDA começava melhor. Talvez por isso Kavanha, em sua segunda participação, não desperdiçou. Pegou a redondinha de frente ao gol e, mesmo de média distância e com um defensor na sua frente, chutou com precisão. O primeiro tento do confronto era dos abelhas.
Quando o Condor´s começou a ameaçar, Adriano botou as garras de fora. O camisa 7 recebeu dentro da área e finalizou travado. Mesmo assim, um pé salvador do goleiro abelhudo evitou que a redonda entrasse de baixo dos três paus. Pouco depois, Peli chegou a colocar a bola na rede do Bonde. Infelizmente pelo lado de fora. Mesmo sem ângulo, ele virou e finalizou bem, assustando todo o time de amarelo.
Segundos depois Maca mostrou por que é o camisa 10. Puxou a responsabilidade em cobrança de falta e acertou um verdadeiro petardo de perna direita. A bola ia com destino certo, entretanto no último segundo fez uma curva e acertou a trave. Se fosse na quadra 13 talvez a trave tivesse caído! As chances do Bonde continuavam aparecendo.
Era preciso que alguém do Condor´s puxasse a responsabilidade. Diony, camisa 2 que deveria usar a 10, recebeu de frente para o gol e finalizou travado. Foi em cima da hora. O arqueiro conseguiu novamente a defesa com a ponta dos pés.
Se com o meia a bola não entrava, Peli exerceu sua função de atacante e empatou tudo. O camisa 11 disputou a jogada no ataque e, em um lance um tanto, digamos, estranho, conseguiu o desvio certeiro. Na comemoração, o grandalhão saiu mandando as abelhetes fazerem silêncio. Mais tarde ele faria pior...
O segundo tento do BDA saiu depois de pênalti. Maca, sempre ele, dividiu com o goleiro e recebeu falta dentro da área. Justíssimo. O próprio Maca foi para a cobrança e bateu com muita categoria. 2 x 1.
A torcida do Bonde começou a infernizar mais ainda. Chamando o Condor´s de piriquito, urubu e diversos outros nomes de aves, elas estavam começando a irritar os jogadores de vinho. Peli que o diga.
Maca começou a segunda etapa querendo jogo. O pequenino, que assumiu a camisa 10 do “vendido” Felix, que foi para o Arouca Jrs., está fazendo uma temporada de arrebentar. Da direita ele finalizou sem ângulo e jogou a redondinha no contrapé do arqueiro adversário. Quase o terceiro.
Peli não queria saber de mais um tento para o lado amarelo. Ele quase empatou de novo depois de um belo drible em cima do marcador e finalizar de perna esquerdo. O taco espirrou, diriam os saudosistas. Rafael Bastos estava sofrendo atrás do camisa 11.
De repente um susto. Cris disputou a bola dentro da área e caiu no chão de mal jeito. Todos temiam que fosse algo mais sério, talvez até um caso para ambulância. A coisa ficou pior quando uma torcedora avisou que ele estava em prantos. Uma situação tensa. Logo Cris levantou-se e mostrou que não era tão grave. Menos mal.
Quando a partida recomeçou, Diony empatou com um verdadeiro golaço. Depois de sair cortando todos os seus marcadores, o camisa 2 não deu moleza e dessa vez bateu para enfiar a redonda para dentro. Sem a menor chance de defesa.
O resultado final da partida poderia ser decidido entre um confronto na defesa do BDA: Peli e Rafael Bastos iam se digladiando e o confronto estava próximo de sair faísca. Na linha lateral, Rafael levou a melhor e deixou aquele braço no rosto do adversário. Na frente do árbitro, como não foi nada muito forte, ele relevou e seguimos o jogo.
O Condor´s queria a vitória e isso estava transparente no rosto de Neno. Ele, que nesse semestre tem estado discreto, puxou a responsabilidade. Tentando uma arrancada rumo à virada histórica, ele viu dois marcadores a sua frente e tentou um drible a la Amoroso. Sem sucesso. Depois recebeu belo passe de Peli, mas dominou mal. Era sem a menor sombra de dúvidas a melhor partida da tarde.
Claro que a pressão existe. E a qualquer momento pode pesar. Rosinhole quase tomou um gol antológico. Talvez, mesmo àquela altura, ele ainda estivesse nervoso. Diony deu um dos seus típicos arremates, entretanto a bola ia no meio do gol. Ele viu a bola vindo, demonstrou confiança mas a bola passou e ficou dançando em cima da linha. Segundo o árbitro, em cima do lance, a bola não entrou. Para a torcida na lateral da quadra, gol claríssimo.
A sorte estava ao lado do Bond pelo visto No finalzinho, com menos de 5 minutos faltando, a estrela de Camarão brilhou. Em jogada ensaiada o camisa 7 recebeu e bateu firme. Um gol muito comemorado e vitória nas mãos dos abelhas. 3 x 2.
A partida estava terminada? Faltavam alguns minutos de jogo para a tradicional pressão de quem está perdendo. Entretanto, não era uma pressão qualquer. Aquilo era uma partida de futebol, e das melhores. O confronto Peli e Rafa Bastos gerou nova falta a favor do Condor´s. Na cobrança, Adriano bateu com toda a categoria do mundo e empatou um jogo perdido. Inacreditável! Na comemoração, Peli baixou o shorts visando a torcida feminina do Bonde. Faísca em barril de pólvora...
Após o término da partida, uma confusão na saída de campo. O espírito de porco entrou em cena. Torcedoras, jogadores e outros ficaram no xingamento e no empurra-empurra. Trocas de farpas de todos os lados, entretanto sem vias de fato. Barath precisou intervir quando um dos torcedores do BDA, que não parou de agitar fora de campo o jogo todo, ofendendo e ameaçando a arbitragem, insistia em entrar na quadra para arrumar confusão. Cenário lamentável, mas pequeno perto do que se viu na partida anterior...
Quando a verdadeira feira de fruta terminou, não tinha machucados nem nada demais. Ficou na memória um grande jogo de futebol, digno de líderes do grupo. O Bonde perde a campanha 100%, mas continua líder. O Condor´s segue na cola, com 13 pontos.
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