Bonde dos Abelhas, sem três atletas, vendeu caro a derrota ao líder da Série Bronze
Por Douglas Almasi Santos
Valendo-se do desfalque de três atletas adversários, o Maciota’s jogou para o gasto e derrotou o Bonde dos Abelhas, em partida válida pela 6ª rodada da Série Bronze. O líder do certame encontrou dificuldades na etapa primeira, quando o BDA emplacou forte marcação aos seus jogadores. Porém, no segundo tempo, soube aproveitar a chance de estar com um maior número de suplentes e liquidou a fatura.
Com um posicionamento atrás da linha que divide a quadra, o BDA apostava nos contra-ataques e no talento do camisa 10 Marcus. O baixinho comandava o meio de quadra, orquestrando as principais investidas do time e ainda ajudando a zaga do time, além de atacar com muito perigo. Foi dele a primeira tentativa do jogo, quando arriscou forte chute da intermediária que o goleiro Fê rebateu para frente. O Maciota’s respondeu com uma tentativa de bicicleta de Dé, mas a bola foi fora.
A partida era equilibrada, com os times mostrando disposição física e alternando os ataques na tentativa de abertura do marcador. Marcus repetiu o mesmo lance, recebendo na entrada da área e soltando a bomba, e novamente Fê rebateu para frente. Em cobrança de escanteio, o Maciota’s levou perigo: Felipe Pereira tentou escorar uma cobrança de escanteio, mas foi interceptado no momento certo por Thiago Faria que salvou o BDA.
Àquela altura do jogo, com um sol gostoso, porém forte, não havia perspectiva de qual equipe sairia na frente, tamanho o equilíbrio. O BDA chegou duas vezes: na primeira tentativa, Ferrari arriscou antes do meio de quadra, mas Fê estava atento e, em seguida, William recebeu, fez a jogada de pivô a Victor, que vindo de trás encheu o pé, mas a bola foi para fora levando perigo. A partida foi esquentando, e o gol era questão de tempo.
Marcus, em velocidade, caminhou pelo meio e chutou cruzado, acertando caprichosamente a trave. Em seguida, Sam tentou sair jogando para o Maciota’s, mas em um deslize, perdeu a bola para Marcelo Fabri que seguiu sozinho ao gol, mas não teve calma na frente do goleiro e se afobou, chutando para fora uma grande oportunidade. BDA e Maciota’s alternaram ataques nos minutos finais do primeiro tempo, mas a pontaria estava descalibrada, e o embate foi ao intervalo empatado.
E aquilo que o torcedor mais queria ver – gol – na etapa primeira só acabou chegando no segundo tempo, e de forma rápida: logo nos primeiros toques no tempo, Thiago Faria cochilou, Alex roubou para o Maciota’s, avançou e chutou, a bola pegou na trave e em um lance de grande infortúnio do goleiro Diego Garcia, bateu nas suas costas e entrou –lembrando o lance do goleiro da Seleção Brasileira de 1986 Carlos, quando nas cobranças de pênaltis válidas pelas quartas de final da Copa daquele ano, ante a França, Bellone chutou na trave, mas bola voltou e pegou nas costas do arqueiro brasileiro.
Com a abertura no marcador, o jogo ganhou em emoção. O Maciota’s teve, na sequência, cinco boas oportunidades de ampliar o placar, mas desperdiçou todas. Em uma delas, Wagnão recebeu na linha de fundo livre, o goleiro Diego Garcia saiu desesperado da meta e foi fintado, Wagnão rolou para o meio da área e Alex chutou sem goleiro, mas a zaga salvou em cima da linha de forma espetacular. E a velha máxima do futebol voltou a aparecer na quadra 4: quem não faz, leva.
O BDA fez boa trama, a bola chegou a Marcus que soltou a bomba no ângulo esquerdo do arqueiro Fê, que só olhou o golaço do camisa 10 do BDA. A partida ficou emocionante: Alex chutou forte, a bola acertou a trave e bateu no goleiro Diego Garcia, saindo a escanteio – quase o mesmo lance de azar aconteceria. Em seguida, Diego Garcia iria de Carlos a Rodolfo Rodrigues (ex-goleiro uruguaio dos anos 1980): pênalti ao Maciota’s – muito contestado pelos atletas do BDA – que Wagnão cobrou, mas o goleiro defendeu espetacularmente, no rebote, Wagnão tentou de novo e mais uma vez parou no arqueiro do BDA, que defendeu com os pés.
No fim da partida, quando tudo se encaminhava a um empate, veio um duro golpe ao BDA. Kaio arriscou chute forte do seu campo, mas com muita gente congestionando a entrada da área do BDA, fez com que o goleiro Diego Garcia não visse a trajetória da bola, que acabou morrendo no canto direito. E em seguida, a bola foi tocada na área, e Wagnão só escorou dando números finais à partida, com vitória do Maciota’s por 3 a 1.
Na próxima rodada, o BDA terá um confronto de 6 pontos contra o Real Vuvuzelas, valendo um lugar entre os times que avançam à fase final da série Bronze; já o Maciota’s, líder, encara o Os Mostarda, novo vice-líder da competição.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 6ª RODADA
Diabos Negros 2 x 1 Real Vuvuzelas
DIABOS NEGROS COMEMORA VITÓRIA APERTADA
Raça mostrada pelos diabos prevalece e time vence outra com placar apertado
Por Renato Malaguti
Já sem o sol forte que abafava o ambiente, ou seja, com um clima agradável para uma partida de futebol, o nível mostrado por Diabos Negros e Real Vuvuzelas ficava a desejar. O começo do jogo foi marcado por uma posse de bola bem dividida. Ambos os times tocavam muito a redonda, mas não criavam boas oportunidades. Tanto que o placar só foi aberto aos 12 minutos, em uma cobrança de falta próxima à entrada da área. O autor do gol foi Cadú, do Diabos Negros. A intenção do chute foi acertar o mesmo canto do goleirão Dendê, mas houve um desvio no meio do caminho que o pegou de surpresa.
O time das vuvuzelas pressionou e exigiu boas defesas do goleiro Edu Lima nos cinco minutos após o gol. Depois disso, nenhum dos dois times criou boas oportunidades ofensivas. A partida estava sem destaques individuais, com um jogo concentrado no meio de campo.
Somente aos vinte minutos um lance consideravelmente perigoso foi realizado. Luiz Leal, do Diabos Negros, chutou com perigo, próximo ao ângulo esquerdo. O time de preto estava mais perto de marcar o segundo gol do que o de verde empatar.
Mas, mesmo assim, no último lance do primeiro tempo, o Real Vuvuzelas conseguiu marcar com o camisa 10, Galli. Gol muito comemorado que levava a equipe para o intervalo com mais tranquilidade.
Na volta ao jogo, logo no começo, o placar foi alterado. Após cobrança de lateral, Rafael Leal fez de cabeça, acertando o lado direito do goleiro. 2 x 1 para o Diabos. Com a vantagem de um gol, o time de preto era pressionado pelo Real Vuvuzelas, mas com pouca intensidade. Muitas faltas foram cometidas pelos homens de preto, que reclamavam muito com a arbitragem. Aos 15 minutos um pedido de tempo técnico foi concedido para a equipe do Real Vuvuzelas.
Retornando, o número de faltas não diminuiu. Estava próximo do tiro livre para o Real Vuvuzelas, pois nessa altura a equipe do Diabos Negros já havia cometido seis faltas.
Aos 17 minutos, Marcelo perdeu uma ótima oportunidade para o Vuvuzelas e se lamentou muito. Pouco depois, Rapha chutou perigosamente no canto direito, mas foi parado por Edu. Só dava Real em busca do empate.
Mas, mesmo pressionando bastante, a equipe de verde não conseguiu marcar e saiu derrotada de campo. O time de preto comemorou muitíssimo a vitória, saindo aos berros do campo, e chega a 10 pontos na tabela.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 6ª RODADA
Império Celeste 4 x 0 TNT
IMPÉRIO DERRUBA TNT E CONFIRMA ASCENSÃO
Com um domínio durante toda a partida, Império Celeste vence o TNT, apresentando um futebol ofensivo de muita raça
Por Renato Malaguti
Quando começou a partida, o sol já estava fraco e ventava muito. Ambos os times fizeram um pequeno aquecimento fora da quadra para entrar em jogo. Desde o início a vontade de fazer gols estava presente diante de tantas subidas ao ataque, até mesmo com seus zagueiros. O primeiro lance de perigo foi realizado por Chicão, zagueiro do TNT, em uma dessas idas suas para a área.
Não demorou muito para o primeiro gol acontecer. Aos 6 minutos, Zakauskas, do Império Celeste, abriu o placar e vibrou muito. Pouco tempo depois, no próximo lance de perigo, Quevas ampliou o placar para os celestes em um gol de muita raça, após rebote do goleiro Coqueiro.
O cronômetro marcava dez minutos e o TNT estava abalado pelo resultado inesperado. A partida foi parada por um tempo técnico justamente pelo time que estava em vantagem. Provavelmente o treinador tinha o intuito de segurar esse resultado, ou ampliá-lo, sem tomar gols.
Na volta ao jogo, o Império vibrava a cada tirada de bola, demonstrando muita disposição e raça. Até o fim do primeiro tempo o TNT teve mais posse de bola e criava algumas jogadas ofensivas, mas de pouco perigo. Dudu estava sempre presente. Mas, mesmo pressionando de forma leve seu adversário, a equipe não conseguiu marcar e foi para o intervalo perdendo por dois gols.
Na volta para o segundo turno, a posse de bola estava mais balanceada e o futebol estava concentrado no meio de campo, sem muitos ataques. Somente aos dez minutos as chances foram aparecendo, principalmente pela equipe do Império, com Guedes e Zakauskas. E assim acabou marcando mais um, novamente com seu camisa 9, Zakauskas.
Faltando pouco mais de cinco minutos para o término, 8 faltas foram cometidas pelas duas equipes. Existiram muitas reclamações por parte da torcida do Império, que diziam que os árbitros caíam na lábia dos jogadores do TNT e apitavam todas as faltas que eles gritavam. Aos 21 minutos, em uma falta próxima a área, Thiago, que estava fechando a zaga muito bem para a equipe celeste, ampliou o placar chutando forte.
Depois do quarto gol o TNT pediu tempo, mas já era tarde. O nível do futebol da equipe derrotada até aumentou nos últimos minutos, mas com esse placar era impossível reverter a situação àquela altura. Perdendo de goleada, o time explosivo saiu da quadra com a cabeça baixa, por apresentar um futebol que não era de costume.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 6ª RODADA
XTJ 7 x 4 Carrossel Cevadês
XTJ VIRA CONTRA CARROSSEL E ENCOSTA NOS LÍDERES
Mesmo com desentendimentos em campo, a equipe do XTJ vence seu rival de forma leal, apresentando um futebol ofensivo e de muita qualidade
Por Renato Malaguti
Desde o início da partida o futebol ofensivo estava em alta por parte das duas equipes. Aos cinco minutos o placar foi aberto por Modesto, pelo XTJ. Cinco minutos depois, Marco Aurélio, do Carrossel, deixou tudo igual após ótima assistência de Gui Rezende.
A disputa estava presente em cada lance, ambos os times vibravam a cada tirada de bola. Em um lance de jogada aérea, Rezende virou o jogo para o Carrossel com uma cabeçada firme que acertou o canto direto do goleiro Kraudio. Sem dar chances para a equipe do Carrossel vibrar, Felipe Guedes fez belíssimo gol em uma cobrança de falta perfeita, deixando o placar empatado novamente.
Com o placar justo, o fim do primeiro tempo estava prestes a chegar, mas no último lance Nunes deixou o Carrossel novamente na frente, marcando um gol de muita raça, após bate e rebate dentro da área do XTJ. A primeira parte foi caracterizada por um futebol muito equilibrado, com ótimos lances ofensivos e com poucas faltas, se considerarmos a disputa dos dois times.
Na volta ao jogo, no primeiro lance de perigo, Modesto marcou seu segundo gol para o time de amarelo e deixou tudo igual mais uma vez. Dois minutos após o empate, Magu aplicou novo vira vira na partida, deixando o XTJ em vantagem. Logo em seguida, o treinador do Carrossel pediu tempo técnico, que não fez muito efeito.
Felipe Guedes fez seu segundo gol após o pequeno intervalo, deixando pela primeira vez a sua equipe com dois gols de vantagem. O Carrossel ainda diminuiu sem demora, com Sérpico, em um chute muito forte que bateu na trave antes de entrar.
Até então o jogo estava completamente equilibrado, nenhum dos dois times conseguia abrir uma boa diferença de gols. Mesmo na frente, o XTJ pressionava seu rival, querendo marcar mais um, ficando com um placar mais estável. De tanto pressionar, Bruno Costa marcou o sexto gol da equipe amarela, após excelente passe de Magu.
Perdendo por dois gols de diferença, a equipe do Carrossel Cevadês pressionava, principalmente com Rezende. Mesmo assim, faltando pouco para o fim, foi o XTJ, de novo com Magu, que marcou. Na comemoração, de forma desnecessária, desrespeitou o adversário. Com os ânimos já quentes, tal fato foi motivo para desentendimento dentro de campo que gerou um tumulto grande e ao término da partida antes dos 25 minutos jogados.
E em 7 x 4 acabou o jogo, que coloca definitivamente o XTJ na briga pelas primeiras posições, enquanto o Carrossel patina e tem de só pensar em vencer se quiser mesmo avançar de fase e sonhar com a Série Prata.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 6ª RODADA
Os Mostarda 10 x 1 S. D. Hangover
HANGOVER NÃO SE ENCONTRA EM CAMPO E É ANIQUILADO PELO OS MOSTARDA
Com domínio total durante toda a partida, Os Mostarda goleia sem dó nem piedade, contando com uma ótima marcação e finalizações precisas
Por Renato Malaguti
Depois de um dia de sol árduo, a noite estava chegando e junto trouxe o frio. Ambos os times se aqueceram e entraram em campo de forma determinada. Logo no início, Paulinho do Hangover chutou forte, mas foi parado pelo goleirão Dani, que fez boa defesa.
Foi o lance de maior perigo realizado pelo seu time até os dez minutos da primeira parte. Depois disso só deu Os Mostarda. Aos sete minutos, Cadú abriu o placar com um belíssimo gol de longe, que acertou o ângulo direito de Bruno.
Os Mostarda estava muito ofensivo e pressionava cada vez mais seu adversário, principalmente com Stefan e Cadú. Cinco minutos depois do gol, Rodrigo, com oportunismo, ampliou o placar após rebote de Bruno, em um chute de Cadú.
O Hangover não conseguia criar boas oportunidades ofensivas; a zaga do Os Mostarda estava muito bem em campo. Cada tirada de bola era motivo de vibrações. Com uma zaga bem estruturada e com um time que soube valorizar a precisão nas finalizações, aos dezessete minutos Rodrigo marcou mais um e deixou seu time com três gols de vantagem.
Faltando pouco mais de cinco minutos para o intervalo, o time do Hangover tentava diminuir, mas encontrava dificuldades em passar pela defesa rival. Em um contra-ataque mortal, Flavinho marcou o quarto gol.
Aos vinte minutos houve um tempo técnico pedido pelo treinador da equipe que estava em vantagem. Tal fato demonstrou respeito pelo adversário, pois mesmo com um placar excelente, em nenhum momento Os Mostarda subestimou o Hangover. Na volta ao jogo, até o fim, só deu Os Mostarda. Destaque para Rodrigo, Stefan e Cadú.
Depois do intervalo, os dois primeiros lances comprovaram a eficiência na precisão do time em vantagem. Dois chutes, dois gols. O primeiro com Sarhan e o segundo com Biel; o último comemorou gritando “Esse é meu” e agitou muito a torcida.
E por falar em torcida, essa estava de parabéns. Sem ofender o time adversário e muito menos o juiz, os torcedores d´Os Mostarda comemorava cada jogada do seu time de forma respeitosa e com muita alegria. Foi exemplo para os demais.
Hangover não estava bem, mas mesmo assim conseguiu marcar o gol de honra. Marco, camisa 9, foi o autor. Porém, sem dó nem piedade, Os Mostarda pressionava cada vez mais. Estava 6 x 1, mas eles jogavam como se o placar estivesse empatado. Aos doze minutos, Cadú fez mais um. Em menos de cinco minutos depois, Stefan marcou outro. Ambos os jogadores foram os destaques isolados da partida e merecem méritos.
O jogo estava chegando ao fim, mas a sede de gol do Os Mostarda não. Biel faz mais um, em uma jogada muito bem trabalhada. O time do Hangover estava torcendo para que acabasse logo a partida; os jogadores da sua equipe não aguentavam mais e não tinham mais esperança. A torcida pedia mais um gol, para um jogador em especial : “Tata”. O pedido foi uma ordem. No último lance do jogo, Tata deixou o seu e fechou o placar para a equipe amarela que subiu muito no saldo de gol e somou três pontos.
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