COM POLÊMICA NO FIM, ELEFANTES E RABELOSKA EMPATAM
Elefantes marca no último lance, quando árbitro apitava fim de jogo. Gol não é validado e gera discussão
Por Carlos Eduardo Sâmia
Foi um jogão pela quinta rodada do Chuteira de Prata. O líder Rabeloska, que ainda não perdeu um jogo no campeonato, enfrentava a equipe dos Elefantes Indomáveis, quarto colocado. Os elefantes passaram quase todo o tempo na frente do marcador, mas o Rabeloska empatou e teve tempo para virar. A grande polêmica é que o Elefantes teve um gol anulado pelo árbitro, que alegou que já havia apitado fim de jogo.
No primeiro tempo, o Rabeloska começou colocando pressão, já que, no segundo minuto de jogo, Vasko tocou para o meio e Dick Vigarista tentou de calcanhar um bonito gol. Logo depois, Ibraim chutou mascado e Chacha fez uma de suas várias defesas na partida. Maradona também tentou de fora da área, mas mandou para fora.
O Elefantes foi para cima e Thomas cobrou falta, mas a bola passou apenas perto do ângulo. Depois, aos 7 minutos, André tentou por cobertura e a bola saiu fraca. O jogo deu uma esfriada e as chances de gol foram se alternando. Dick pegou de cabeça um lateral cobrado por Guiñazu, a bola raspou o travessão. André descontou pegando de primeira, mas foi em cima do goleiro. Aos 12 minutos, Vasko cobrou falta no canto do goleiro, mas no ângulo, Chacha fez linda defesa.
As duas equipes insistiam na ligação direta, mas foi depois de uma bela troca de passes que saiu o primeiro gol: aos 16 minutos, Juva cortou para esquerda e chutou cruzado, sem chances para o goleiro Chacha. No lance seguinte, quando Dick tocou para Caio e chutou cruzado, a bola desviou e passou raspando a trave.
O ensaio da reação dos Elefantes começou aos 22 minutos, duas vezes com Lucas. Primeiro o camisa 8 tentou do meio da rua e a bola passou por cima do gol. Depois, driblou dois, tentou emendar, mas a zaga tirou. Em dois minutos, veio a virada. Daniel cobrou escanteio para Lucas desviar de cabeça e empatar. Depois, Thomas rolou para Daniel, que chutou colocado em uma jogada ensaiada e fez o segundo. Com isso, o Elefantes terminou o primeiro tempo à frente.
Na segunda etapa, foi só pressão do Rabeloska, já que o Elefantes teve apenas três chances em todos os 25 minutos. Após mais uma defesa incrível de Chacha com os pés, depois de a bola desviar em Dick Vigarista, veio o terceiro dos laranjas. Lucas deixou o zagueiro no chão e ampliou. Depois disso, só deu Rabeloska no ataque. Aos 6 minutos, Juva cortou para o meio e chutou por cima do gol. No lance seguinte, em falta perto da área, Dick rolou para Vasko, mas a zaga afastou o perigo.
Aos 9 minutos, Vasko chutou cruzado rasteiro e diminuiu para o Rabeloska. Daniel tentou reanimar o Elefantes e chutou de longe, acertando o travessão. Aos poucos, a pressão do Rabeloska deu certo. O ensaio foi com Ibraim chutando rasteiro, mas mais uma vez Chacha, com os pés, salvou. Até o goleiro Tássio tentava de longe, e ele quase marcou em duas ocasiões. O empate veio aos 23. Maradona cabeceou firme e deixou tudo igual no marcador.
No último lance da partida, lateral para o Rabeloska é recuado ao goleiro na intermediária. Tássio foi isolar e a bola bateu em André, indo morrer dentro do gol devagarinho. O problema foi que quando o goleiro chutava e a bola viajava, o árbitro apitava fim de jogo. Momento infeliz para a arbitragem, que esperando terminar um jogo num momento tranquilo (time tocando bola na defesa), acabou por se ver numa situação delicada. Houve, obviamente, muita reclamação dos jogadores e discussão dentro de campo. Os dois lados falvam, Chininha estava louco da vida, Chacha queria o gol... Enfim, de nada adiantou, o gol não valeu e o Rabeloska não perdeu a invencibilidade, apesar de agora não ter mais a campanha 100%. O Elefantes, apesar de perder uma posição na tabela, para o Xoras, mostra que seu sistema defensivo é o segredo para o time.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
Zenite 4 x 1 Bucets
ZENITE FREIA REAÇÃO DO BUCETS E SEGUE NA CAÇA AOS LÍDERES
Zenite pressionou durante a maior parte do jogo e conquistou a vitória em um jogo que testou a resistência dos jogadores
Por Bruno Viotti
“Que calor!”. Essa era a frase mais utilizada por todo o Playball no último sábado. Mas não tem problema para o pessoal do Chuteira. Faça chuva ou faça sol, lá estão os jogadores em busca de mais uma vitória. E nada melhor do que começar a tarde com uma exibição de futebol entre o Zenite – que buscava a recuperação após perder para o My Balls – e o Bucets, que conquistou sua primeira vitória na última rodada e estava empolgado para crescer na competição.
O jogo começou e o Zenite tratou de partir para o ataque. O calor de 35ºc não pareceu empecilho para Rodrigo Pontes. Ao receber passe no meio, o camisa 7 saiu da marcação, mas tocou um pouco forte demais para Japa, que não alcançou. Em seguida, Rodrigo sofreu falta na lateral esquerda e sentiu dores fortes após a pancada. Na cobrança, Japa chutou e Felipe espalmou. No rebote, Fê tentou de novo, mas o goleirão adversário impediu o gol.
O Bucets tinha dificuldade para sair jogando. Utilizava lançamentos longos para chegar ao ataque, mas sem sucesso. Outra arma da equipe eram as cobranças de falta de Marcelo. Na primeira, o camisa 4 chutou cruzado para fora. Já na segunda, bateu na barreira e o time adversário quase conseguiu armar um contra-ataque.
A pressão exercida pelo Zenite era grande e as tentativas surgiam uma após a outra. Chico recebeu passe da direita, dominou e bateu à esquerda de Felipe. Em seguida, o centroavante tentou cabecear o passe feito por Fê, mas mandou para fora. Japa também tentou, mas errou a pontaria ao se livrar do zagueiro e soltar a bomba.
Com o decorrer do primeiro tempo, o Bucets passou a encontrar mais espaços para jogar. Primeiramente, Bruno cobrou lateral e Daniel cabeceou para fora. Matheus também desperdiçou sua chance ao avançar pela esquerda e chutar por cima do gol. Por fim, Felipe Almeida e Pedro quase abriram o placar, mas Leo Ballesteiro estava atento e realizou boas defesas.
Apesar dos ataques realizados, o Bucets ainda tinha muita dificuldade para armar jogadas. Assim, apostou em sua defesa e o jogo passou a ficar truncado. Já o Zenite não desistia: seu ritmo de jogo foi imposto logo no primeiro tempo e o gol parecia ser questão de tempo. O time tentou uma vez com Thales, que desarmou adversário, cortou para dentro e chutou forte, mas o goleiro estava atento a um desvio na zaga e fez a defesa. Em seguida, Abu realizou jogada individual, driblou o marcador e chutou rasteiro no canto do goleiro, que conseguiu realizar a defesa com as pontas dos dedos.
Tanta pressão acabou gerando resultado. No último minuto do primeiro tempo o Bucets não resistiu e Japa abriu o placar ao dominar uma bola cruzada em cobrança de lateral e mandar um voleio no canto direito de Felipe.
No intervalo, a discussão foi intensa entre os jogadores do Bucets em busca de melhorias para o segundo tempo. Já os jogadores do Zenite ainda comemoravam o tento. Na volta à partida, o calor escaldante parecia afetar os atletas, que diminuíram consideravelmente o ritmo do jogo. O Bucets realizou o primeiro ataque com Marcelo, que interceptou passe e chutou cruzado para fora. Já o Zenite tentou aumentar o placar com Japa, que interceptou lançamento do goleiro, tocou para Rodrigo Pontes dominar de peito e devolver para o camisa 8, que chutou e obrigou o goleiro adversário a defender com o pé.
O Bucets ainda atacou mais duas vezes. Na primeira vez, Pedro recebeu lançamento na direita e mandou para fora. Já na segunda, Matheus pedalou e chutou cruzado, mas a zaga desviou e a bola foi para fora. Desta forma, se o Bucets não fez, o Zenite aproveitou. Em cobrança de lateral realizada por Madruga, a bola foi para Fê, que cruzou para Rodrigo Pontes balançar as redes.
Apesar do gol, o Bucets não desanimou. Caio cobrou lateral para João, que disputou de cabeça, girou e bateu cruzado para diminuir a diferença no placar. Com o gol, o Zenite atacou disposto a controlar o jogo como fez no primeiro tempo. Para isso, Lucão chutou forte e Felipe espalmou. No rebote, Thales tentou completar, mas o goleirão estava inteiro na jogada e conseguiu realizar a defesa. Chico também desperdiçou oportunidades. Na primeira, Abu realizou grande jogada individual e tocou na esquerda para o camisa 9 limpar a jogada e obrigar o goleiro adversário a defender com a perna após chute forte. Já na segunda jogada, Abu cobrou lateral, a zaga não afastou e a bola sobrou para Chico, que bateu no meio do gol.
O jogo foi chegando ao seu final. O Zenite perdeu muitas chances, mas conseguiu fazer o seu terceiro com Chico. Sim, depois de algumas chances, o atacante marcou após receber lançamento de Madruga e mandar para o fundo da rede.
Em seguida, Bruninho interceptou passe em cobrança de falta do Bucets, avançou e chutou para fazer o quarto do Zenite e definir o placar. 4 x 1 sem discussão! O Bucets ainda tentou diminuir com Matheus, mas o zaga cortou no meio do caminho.
Com o apito final, o Zenite chegou aos 10 pontos e permanece colado nos líderes do grupo. Na rodada seguinte, o time encara o Acidus. Já o Bucets permanece com 3 pontos e aparece fora da zona de classificação para a próxima fase. No próximo sábado, o time enfrenta o É Verdadeee de olho na recuperação.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Obrigado Senhor 4 x 4 Diabos Negros
DIABOS E OBRIGADO SENHOR EMPATAM COM 2º TEMPO ELETRIZANTE
Em um jogo cheio de viradas, Obrigado Senhor consegue empate no fim, frustrando a turma diabólica, que segue na rabeira
Por Carlos Eduardo Sâmia
Mais um grande jogo do Grupo A do Chuteira de Prata terminou em empate. Mesmo superior, o Obrigado Senhor teve que marcar no finalzinho para sair com um ponto da quadra, enquanto o Diabos Negros contou mais uma vez com grandes defesas de Marco e uma boa eficiência nas bolas paradas.
Lucas Oliveira, camisa 9 do Obrigado Senhor, apareceu logo cedo. Primeiro, bateu falta rasteira com muito perigo, aos 3 minutos. Na segunda, dividiu com o goleiro, mas a bola saiu. Não desperdiçou na terceira chance, já que Thales cobrou lateral e ele pegou bonito de primeira para fazer um belo gol e abrir o marcador.
Aos 7 minutos, a primeira chance do Diabos Negros, quando Chaluppe fez pênalti em Mahdi e Marcel cobrou com perfeição, no ângulo. Tudo igual. Era o que o Diabos precisava para crescer no jogo. Luis Leal tentou de pucheta, mas a bola foi longe. O Obrigado Senhor tentava, a todo momento, as jogadas aéreas, mas o goleiro Márcio saía bem em todas elas.
Cadú tentou do meio da rua, porém Chaluppe pegou firme. Foi a última chance dos Diabos de ficar à frente no marcador na primeira etapa. Lucas Oliveira voltou a aparecer aos 18 minutos, saiu cara a cara e pegou bem na bola, mas Marco fez grande defesa. Thales tentou no minuto seguinte chutando forte e rasteiro, mais uma vez Marco fez linda defesa e a bola ainda pegou na trave antes de sair. Cabe bateu falta aos 19 e Marco espalmou de novo.
Até o fim da primeira etapa, o Obrigado Senhor tentava fazer o segundo, mas sem muito perigo. Na volta do intervalo, os Diabos começaram melhor o segundo tempo e assustou logo de cara com Luis Leal. O camisa 19 cortou para a direita e chutou cruzado, mas teve boa defesa de Chaluppe. No lance seguinte, ainda no primeiro minuto, Mahdi pegou bem de meia distância e fez o segundo gol dos Diabos Negros na partida.
Enquanto o time do Senhor atacava com frequência, os adeptos do inferno voltavam a ser mais eficientes. Michel, Cabe e Lucas Oliveira tentaram, mas todas pararam no paredão chamado Marco. No sexto minuto, Cadú chutou de longe, o goleiro Chaluppe ainda tocou na bola, mas não evitou o terceiro do Diabos.
Com dois gols de desvantagem, o Obrigado Senhor tratou de ser mais ofensivo em quadra. Aos 8 minutos, Thales jogou de calcanhar na trave, quase um golaço. Hugo, no lance seguinte, chutou cruzado, para fora. E, aos 11 minutos, houve linda jogada de Hugo, que chutou alto para fazer um belo gol e diminuir para o Obrigado Senhor. Cabe chutou forte de longe, a bola pegou na ponta dos dedos de Marco, pegou na trave e saiu. Aos 14 minutos, o gol de empate. Cabe saiu cara a cara com Marco que fez grande defesa, mas o rebote ainda foi de Cabe, que fez o terceiro do Obrigado Senhor.
No minuto seguinte, escanteio para o Diabos e Marcel, dentro da área, só empurrou para fazer 4 x 3. Aos 20 minutos, o Obrigado Senhor empatou mais uma vez, com Hugo, que tirou de Marco e encheu o pé para deixar tudo igual de novo. O último lance do jogo ainda foi do Obrigado Senhor. Já no desespero, Thales chutou de muito longe e a bola passou raspando a trave. Um ponto a mais para as duas equipes que estacionam na mesma posição em que começaram a rodada – o Obrigado Senhor na vice-liderança, ao lado do Xoras, e o Diabos na lanterninha.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
RAS Time 8 x 3 Acidus
RAS, SOL E CANSAÇO ANIQUILAM ACIDUS
Com um vasto banco, Ras jogou com velocidade e fez o que quis com um Acidus cambaleante, cuja imagem do time – sem reservas – foi Lói saindo com ensolação carregado
Por Bruno Viotti
“É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi”. Parodiando o saudoso Caetano Veloso podemos definir o segundo jogo da rodada. Sim, pois quem viu o Acidus realizando grandes jogos contra o CAV e o Cachorro Velho não esperava um placar elástico como esse. O Ras aproveitou o sábado atípico e não ficou com dó de seu adversário.
O Ras começou melhor e foi para cima com Leônidas, mas o camisa 10 foi travado na hora da finalização. Rernanes, Marcelo e Tchelo também tentaram a consagração no início. O primeiro recebeu passe de Macaulin e chutou torto para fora. O segundo driblou o marcador na direita e chutou forte para a defesa de Urso. Já o último dominou a bola do lado direito, chutou e obrigou Urso a espalmar.
O Acidus tentava se defender como podia e respondeu com Caballero ao dominar a bola na lateral direita e ser travado na finalização. Todavia, se o camisa 10 não obteve sucesso, sobrou para Victão abrir o placar. Após cobrança de lateral de Evandro, o camisa 3 subiu mais do que a zaga e abriu o placar.
Com o gol, o time se fechou ainda mais e suas deficiências ficaram claras. Os jogadores não se encontravam em campo e o conjunto não possuía equilíbrio para controlar o jogo. Sendo assim, o Ras partiu em busca do empate. Leônidas aproveitou sobra de frente para o gol, mas o goleiro abafou na hora certa. Já Rernanes foi mais feliz e chutou forte no canto direito de Urso, que chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar o empate.
O Ras continuou pressionando com o mesmo Rernanes, que cabeceou para fora após cobrança de lateral. No caso do Acidus, a principal dificuldade do time era sair jogando com toques rasteiros. Assim, a principal alternativa do time eram os lançamentos de Urso para que Caballero disputasse contra os zagueiros no ataque. Mesmo assim, o time ainda criou uma oportunidade com uma interceptação realizada por Evandro, que tocou para Cássio e este chutou por cima.
Com o jogo dominado, o Ras cansou de perder chances de gol. Em cruzamento para o meio da área, Iasi furou na hora da conclusão. Em cobrança de falta, Marcelo rolou e o mesmo Iasi chutou no canto esquerdo para a defesa de Urso. Já em jogada individual de Vinicius pela direita, Lói travou e saiu jogando.
A zaga do Acidus era boa, mas não milagreira. Após tantos ataques, uma hora a bola entraria. E foi o que aconteceu. Após uma bela troca de passes, Rernanes devolveu para Vinicius que chutou forte no canto esquerdo do goleiro e virou o jogo para o Ras, para desespero do técnico Lucas P.
Jogar no deserto do Saara realmente não é fácil. Tinha até poeira no meio da quadra! Talvez seja uma das explicações para o baixo rendimento do time do Acidus, que acabou tomando mais um. Dennys recebeu passe na esquerda e chutou cruzado, Urso espalmou e a bola sobrou para Iasi, que completou para o fundo do gol.
Com apenas um reserva – e sendo Fellipe, o segundo goleiro que se aventurou na linha – o Acidus não tinha já pernas e pulmões no fim do primeiro tempo. Para evitar desgastes maiores, era bola em Caballero e Deus nos acuda. O camisa 10 tentou diminuir ao receber passe em cobrança de lateral, mas foi travado na hora do chute. Já o Ras jogava como se não houvesse amanhã – e com um time no banco de reservas tudo ficava mais fácil – e logo fez o quarto com Tchelo, que recebeu passe após cobrança de lateral e chutou para ampliar a vantagem.
E lá foi o Acidus em busca do segundo gol. Entretanto, ainda dependia dos lançamentos de Urso para criar. Desta forma, Victão recebeu no ataque marcado por dois e sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, o próprio Victão cobrou e o goleiro Cipó, que estava na barreira, realizou a defesa.
Com o primeiro tempo chegando ao final, tudo que o Acidus queria era o intervalo para colocar ordem na bagunça. No entanto, o Ras aprontou mais uma para deixar o elenco do Acidus de cabeça quente. Urso saiu jogando de maneira equivocada, Jiu interceptou e chutou rasteiro no canto esquerdo do goleiro. Não perca a conta! 5 x 1 Ras.
No segundo tempo, o Acidus tentou mudar o cenário do jogo. Primeiro com Fellipe Maia, que recebeu passe de Caballero e pegou mal na bola, isolando a redonda. Depois, o mesmo Caballero chutou e Cipó deu rebote, mas Fellipe Maia não aproveitou novamente e chutou por cima. Na terceira oportunidade, Caballero – ele, de novo – tentou encobrir o goleiro, mas foi travado na hora da finalização.
Entretanto, o Ras continuou com o domínio do jogo. Os jogadores estavam cansados, evidentemente, devido ao forte sol, mas conseguiam criar e manter o jogo sob controle. Tchelo recebeu lançamento livre na direita, parou, pensou, mas mandou por cima. Já Rernanes fez a festa em cima da marcação e chutou rasteiro na trave esquerda.
Assim, mesmo com a contínua superioridade do Ras, o Acidus conseguiu diminuir a diferença no placar com Cássio, que pegou de primeira um voleio lindo e estufou as redes.
Apesar do gol, o cenário do jogo não se alterou. O Acidus até tentou equilibrar, mas o Ras cadenciou e foi levando o jogo até o seu final. Entretanto, ainda havia tempo para mais gols. Leônidas recebeu passe na esquerda e rolou para a área. Jiu apareceu com velocidade e chutou no canto direito de Urso.
Em seguida, Vinicius dominou a bola no meio após cobrança de lateral, ajeitou e bateu rasteiro no meio do gol. A bola passou no meio das pernas do goleiro adversário e estufou a rede.
O Acidus não deu tempo para o Ras respirar e diminuiu o placar com Caballero, que apareceu na frente de Cipó no momento em que o goleiro chutou a bola para frente. Assim, a bola bateu no camisa 10 e morreu no fundo do gol.
Por fim, Iasi recebeu livre na direita e tocou na esquerda para Marcelo, que chutou com calma para definir o placar e garantir a vitória do Ras. 8 x 3. No final do jogo, Lói, do Acidus, passou mal e foi levado para fora da quadra, onde deitou e, pouco tempo depois, melhorou.
Dessa forma, o Ras chegou a 11 pontos e segue na cola dos líderes CAV e My Balls. Na próxima rodada o time enfrenta o Roleta Russa Olímpico para tentar alcançar o topo. Para o Acidus resta conversar bastante e acertar os erros para conquistar a vitória diante do Zenite.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Só Canelas 4 x 4 Camelo
TENSÃO, EMOÇÃO E EMPATE ENTRE CAMELO E SÓ CANELAS
Três gols nos últimos 10 minutos foram responsáveis por mais um empate no grupo, que mantêm as duas equipes fora da zona de classificação
Por Carlos Eduardo Sâmia
Em um jogo muito corrido, disputado e nervoso, Camelo e Só Canelas fizeram uma partida até que emocionante pelo Grupo A do Chuteira de Prata. Os goleadores Noal e Rê estavam em quadra com o mesmo objetivos, porém o Só Canelas vinha de uma derrota na última partida, enquanto o Camelo havia vencido a primeira no campeonato. E o jogo foi disputado do início ao fim.
O Só Canelas teve as duas primeiras chances de gol. Rê deu o primeiro chute do jogo para fora. Após ótima triangulação, Salomão saiu bem do gol para fazer a primeira defesa dele na partida, salvando o Camelo. Rizzo respondeu pela galera da pizzaria. Ele pegou bem na bola e obrigou Johny a espalmar para escanteio. De novo Rizzo: ele chegou a driblar o goleiro e tocou para o meio, mas ninguém apareceu para empurrar para as redes. Mais uma vez ele, Rizzo, fez boa jogada e cruzou para Araújo, que chutou forte, mas Johny pegou com os pés.
Dinho respondeu para o Só Canelas duas vezes, mas Salomão fez duas lindas defesas em sequência aos 12 minutos. Porém, nada mais merecido do que o primeiro gol do jogo ser de Rizzo. O camisa 5 rubrobranco fez linda jogada passando por dois marcadores e chutou de fora, no ângulo. Noal, que ainda não havia aparecido no jogo, chutou forte, a bola passou pelo goleiro, mas a zaga cortou em cima da linha.
O jogo tomou um contorno diferente do início e ficou muito pegado, com muitas discussões entre os jogadores. Quem se saiu melhor foi o Só Canelas, que não se abalou e empatou aos 23 minutos. Felipe bateu bela falta no canto do goleiro e a bola foi no ângulo. Antes que terminasse a primeira etapa, houve um bate-boca generalizado e a partida ficou paralisada por 3 minutos.
A virada do Só Canelas aconteceu antes que se completasse o primeiro minuto do segundo tempo. Henrique errou na saída de bola, Felipe aproveitou e fez o segundo dele no jogo, segundo do Só Canelas. No lance seguinte, Noal chutou de muito longe e deixou tudo igual de novo. Mas o gol não abalou o Só Canelas. Em cobrança de escanteio, Chico desviou de cabeça e a bola raspou a trave. Devison tentou de muito longe e Salomão fez boa defesa. O gol poderia ter vindo aos 6 minutos, quando Bisnaga subiu bem de cabeça, mas mandou para fora, perdendo grande chance. Porém, Dinho rolou para Carlinhos, aos 10 minutos, e este fez 3 x 2.
No minuto seguinte, Rê recebeu livre de marcação e chutou, mas Salomão desviou a trajetória da bola, que sobrou nos pés de Carlinhos. Meio desequilibrado, o camisa 10 chutou no travessão. Enquanto o Só Canelas penava para ampliar, o Camelo foi eficiente. Em jogada de Rizzo, Noal só empurrou para o gol.
Com o placar em igualdade, o jogo esquentou e ficou emocionante até o fim. Dinho fez linda jogada e tocou para Carlinhos colocar o Só Canelas de novo na frente. Aos 22 minutos, Noal cobrou falta e Henrique desviou para o fundo das redes: 4 x 4. Bisnaga teve a última chance do jogo, quando saiu cara a cara com Salomão, que salvou o Camelo da derrota. Fim de papo e Camelo e Só Canelas permanecem na mesma colocação no Grupo A – ambos fora da zona de classificação com 4 e 3 pontos respectivamente. O Camelo tem o líder Rabeloska pela frente, enquanto o Canelas joga contra o Elefantes.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
Cachorro Velho 3 x 1 Canhedo Beppu
CACHORRO VENCE E RESPIRA
Em duelo dos desesperados, Cachorro Velho joga melhor e sai da zona de rebaixamento
Por Bruno Viotti
Devido às posições ocupadas por ambos na tabela, o jogo entre Cachorro Velho e Canhedo Beppu não era um dos mais aguardados do dia. No entanto, mesmo sem pontos na classificação, os dois times protagonizaram um jogo digno de Chuteira de Prata. Como o empate não seria bom, os dois times jogaram para frente, mas quem se deu melhor foi o Cachorro.
O sol já não era tão forte quando o árbitro apitou o pontapé inicial. Desta forma, a cachorrada realizou o primeiro lance de perigo com Tupi, que limpou a jogada pela esquerda e chutou por cima da meta adversária. Rafão também criou duas oportunidades, mas não obteve sucesso. Na primeira, cobrou falta na barreira. Já na segunda, recebeu lançamento do goleiro na lateral direita e chutou para fora.
O Canhedo também precisava dos três pontos e não aceitou de forma passiva. Em cobrança de lateral, Tande recebeu pela esquerda e, sem ângulo, chutou para a defesa de Botana. Depois, Luizinho cobrou escanteio e Véio cabeceou por cima. Viniboy também tentou ao dominar no meio e soltar uma bomba, mas o goleiro adversário estava atento e espalmou.
Com o decorrer do primeiro tempo, o Cachorro começou a dominar o meio-campo e o ritmo de jogo. Restava ao Canhedo apostar nos contra-ataques e na velocidade de Tande.
O Cachorro pressionou em busca do gol com Thiaguinho. Primeiramente, o camisa 9 desarmou o adversário, avançou e chutou no canto direito de Papa-Burguer, que caiu e espalmou. Em seguida, após cobrança de escanteio, o próprio Thiaguinho aproveitou o rebote e chutou fraco para corte da zaga. Tupi ainda tentou ao chutar cruzado, mas o goleiro defendeu. Foi assim até que o Canhedo conseguiu acertar um contra-ataque. A bola caiu nos pés de Tande, que avançou e chutou forte para abrir o placar.
Para buscar o empate, o Cachorro aumentou a pressão para cima do Canhedo. Fabinho ganhou da zaga em velocidade, mas dividiu com o goleiro e perdeu o controle da bola. Em seguida, Rafão recebeu passe na esquerda, fez o giro e chutou na trave esquerda de Papa-Burguer. Tupi criou duas chances, mas não conseguiu acertar a pontaria. Na primeira, o camisa 18 recebeu passe no meio e chutou à esquerda do gol. Já na segunda, mandou um voleio à esquerda do gol ao receber passe de Fabinho.
O Canhedo jogava com cautela, mas não abria mão do ataque. Primeiro Viniboy dominou a bola na direita e finalizou para defesa de Botana. Em seguida, Tande inverteu o jogo e tocou para Luizinho, que chutou à direira da meta. Entretanto, se o Canhedo não ampliou, o Cachorro conseguiu empatar. Rafão fez jogada individual, passou por dois e chutou no contrapé de Papa-Burguer.
O empate, porém, não durou muito. Poucos momentos depois, em cobrança de lateral, Chuck recebeu na área e chutou para fazer o segundo do Cachorro e virar o jogo.
No final do primeiro tempo, os erros de passe eram comuns, mas os times ainda conseguiram criar novas chances. Primeiro o Cachorro com Tupi, que dominou na direita e bateu cruzado para fora. Em seguida, Rafael Stedille chutou do campo defensivo para fora. O último lance de perigo foi protagonizado por Luizinho ao receber passe de Tande e chutar rasteiro para a defesa de Botana.
No segundo tempo, o jogo ficou mais parelho, mas o Cachorro continuava a ditar os passos do jogo. O primeiro lance de perigo aconteceu com Barbieri ao receber de Pedrinho e chutar à direita do gol. O Canhedo tentou o empate com Kamura, que chutou cruzado para fora.
Com o passar do tempo, os lances do Cachorro surgiam frequentemente. Primeiro com Fabinho ao receber pela direita e chutar cruzado para a defesa de Papa-Burguer. Em seguida, Chuck ganhou a dividida e avançou pela lateral direita, mas finalizou por cima. Thiaguinho também errou o alvo ao receber grande passe de Pedrinho e tentar tirar do goleiro.
O Canhedo também desperdiçou oportunidades. Tande tentou avançar pela direita e ficou sem ângulo para o chute. Assim, mandou para fora. Depois, Luizinho chutou forte para o gol e obrigou o goleiro a espalmar. Em seguida, após confusão na área, Viniboy chutou e Botana defendeu com a perna.
Desta forma, o jogo foi caminhando até o seu final. Todavia, no último lance de perigo, Chuck rolou a bola para Thiaguinho, que tocou na saída de Papa-Burguer e definiu o placar a favor do Cachorro. 3 x 1.
Com o apito final, a cachorrada comemorou muito os primeiros três pontos na competição e agora aguarda o confronto contra o My Balls para concretizar uma possível arrancada. Já o Canhedo acumula cinco derrotas em cinco jogos e busca recuperação contra o... líder CAV. Se prepara, Papa!
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Coringa 3 x 3 Joga 13
CORINGA BUSCA O EMPATE A 5 MINUTOS DO FIM
Ligeiro salva o Coringa de mais uma derrota no campeonato
Por Carlos Eduardo Sâmia
Coringa e Joga 13 fizeram mais um dos quatro jogos que terminaram empatados no Grupo A do Chuteira de Prata. O Coringa vinha da primeira vitória no campeonato e tentava emplacar, enquanto o 13 foi derrotado e precisava se reabilitar. Nem para um nem para outro. O jogo terminou em 3 x 3, deixando os times na parte do meio para baixo da tabela.
Apesar do empate no final, o início foi dos melhores. Logo no primeiro minuto, Renatinho, do Coringa, saiu frente a frente com Muralha e encheu o pé no ângulo: 1 x 0. Careca teve chance de ampliar logo no lance seguinte, quando bateu falta na barreira e ainda ficou com o rebote, mas emendou a bola por cima do gol. O 13 apareceu pela primeira vez aos 5 minutos e foi eficaz. Rafinha bateu falta, Elton defendeu e Renatinho só empurrou para o gol.
Renatinho reapareceu aos 6 e aos 7 minutos, primeiro batendo colocado para fora, depois tocando para Rafinha que, embaixo da trave, chutou por cima do gol. Incrível o gol perdido por Rafinha. Só podia ser ele mesmo! Zóio respondeu em duas oportunidades: primeiro, rolou para Fino, que chutou forte, mas para fora; em seguida dominou e rolou para Gago emendar de primeira. Elton fez bela defesa. As duas equipes continuaram buscando o gol, mas por um tempo não levaram muito perigo aos goleiros.
Foi aí que os dois times resolveram incendiar o fim do primeiro tempo. Lucas Oggiam chutou cruzado e Alemão desviou para dentro do gol. No minuto seguinte, Careca, quase sem ângulo, mandou um foguete para empatar rapidinho. Ainda deu tempo para cada equipe ter uma chance de voltar para o segundo tempo à frente no marcador. Lucas acertou a forquilha de longe e Farias saiu cara a cara com Muralha, mas o goleiro levou a melhor.
Bruninho foi quem ditou o ritmo do Coringa no começo da segunda etapa. Primeiro o camisa 7 arriscou na saída de bola, obrigando Muralha a fazer uma bela ponte; depois arriscou de longe e mandou por cima do gol. Fora isso, as duas equipes erravam muitos passes e o jogo ficou morno. O Joga 13 conseguia chegar com um pouco mais de perigo, já que Doce cobrou falta rasteira que Elton foi buscar. Logo depois, Lucas mandou de longe e o goleiro fez a defesa novamente.
Aos 11 minutos, o 13 passou à frente do marcador. Fino cruzou da lateral e Daniel fez de cabeça. Em vez de o Coringa ir ao ataque, quem chegava com frequência no campo ofensivo era o 13, com Lucas chutando forte de longe e Elton fazendo uma estranha defesa, como também no lance seguinte, depois de outro chute de Lucas, dessa vez cruzado.
O jogo ia se encaminhando para os braços do Joga 13, mas Ligeiro resolveu dar um banho de água fria aos 20 minutos de jogo: o camisa 9 chutou colocado e deixou tudo igual no placar mais uma vez.
Otsuka ainda foi expulso no final do jogo e a equipe do Coringa teve a última chance do jogo quando Mori saiu cara a cara com Muralha, mas mandou em cima do goleiro. Assim, a partida terminou empatada e as duas equipes vão se afastando dos primeiros colocados e parecem disputar a 6ª vaga no mata-mata.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
É Verdadeee 3 x 1 Roleta Russa Olímpico
É VERDADEEE VENCE E COMPLICA ROLETINHA
Após deixar escapar a vitória contra o Ras, time de Gavião quebra tabu, derrota Roletinha e chega forte para a classificação na reta final
Por Bruno Viotti
O sol já não estava mais presente. Melhor para os dois times que disputaram o quarto jogo da rodada. O É Verdadeee possuía 5 pontos e procurava recuperação após sofrer um empate no último minuto contra o Ras. Já o Roleta contava com 6 pontos na classificação e vinha de vitória apertada contra o Cachorro Velho. Confronto direto!
O jogo começou truncado e a primeira chance demorou para acontecer. Fred, do É Verdadeee, dominou passe no meio, mas foi travado na hora da finalização. Em seguida, a zaga deu bobeira e Ceron, do Roleta, tentou fazer o gol com um chute estranho, quase de costas, que foi por cima.
Era lá e cá. O É Verdadeee atacava com Fúria, que recebeu no meio, cortou para dentro e chutou para fora, Girão, ao tentar do meio-campo e mandar por cima e Fred, que recebeu passe de King, avançou e chutou para fora. Já o Roleta tentava abrir o placar com Kuba, que recebeu passe na direita e obrigou o goleiro a espalmar, e Ceron, ao cabecear por cima após cobrança de escanteio.
O menor detalhe decidiria quem sairia na frente. Desta forma, Bruno Barbosa dominou a bola no meio e chutou à direita do gol. No lance seguinte, o camisa 8 subiu mais do que a zaga em cobrança de lateral e cabeceou, abrindo o placar para o É Verdadeee.
O time continuou no ataque e quase ampliou a vantagem com o próprio Bruno, que recebeu livre na direita, mas não conseguiu concluir ao ver Edu abafando o lance. Entretanto, o placar logo foi alterado com Gavião. Em cobrança de escanteio, Girão mandou na cabeça do camisa 9, que ampliou o placar.
Com a desvantagem, o Roleta passou a pressionar o adversário. Logo após o gol, Kuba realizou jogada pela esquerda e chutou rasteiro para fora. O camisa 51 ainda teve mais duas chances. Na primeira, cobrou falta na barreira e, no rebote, chutou para a defesa de Reyna. Já na segunda, o jogador chutou e a bola bateu em seu companheiro, que tentou concluir para o gol, mas acabou cabeceando para trás em uma jogada bizarra.
O EV diminuiu o ritmo e jogou com mais cautela após os dois gols, mas não deixou de atacar. Após chutão da zaga do Roleta, a bola rebateu no meio-campo e sobrou para Gavião chutar forte, o que obrigou o goleiro Edu a realizar grande defesa. No final do primeiro tempo, o time ainda conseguiu levar perigo em uma última oportunidade com Girão, que chutou rasteiro para a defesa do goleiro adversário.
No segundo tempo, o jogo ficou nervoso. Nada fora do normal, pois jogo pegado é assim mesmo. Logo no começo, Fred quase ampliou a vantagem ao avançar pela esquerda e bater cruzado. Em seguida, Girão tocou para Bruno Barbosa em cobrança de falta e este foi travado na finalização.
O Roleta criou diversas chances para diminuir. Primeiro com Kuminha, que passou pela marcação, mas chutou fraco no meio do gol. Depois, Ricardinho arriscou de longe e mandou por cima da meta adversária. Folha e Ceron também erraram o alvo em suas tentativas. Os dois imitaram seu companheiro Ricardinho e também chutaram por cima do gol.
As chances do É Verdadeee apareciam com Bruno Barbosa e King. O camisa 8 avançou pela direita e fez passe com dificuldade para Pedrinho chutar para fora. Já o camisa 4 foi ao ataque duas vezes. Na primeira, recebeu passe na lateral, girou e chutou por cima. Já na segunda o grandalhão venceu a marcação e chutou rasteiro para defesa de Edu.
Com empenho e as diversas chances criadas pelo Roleta, uma hora o gol sairia, como aconteceu em jogada de Kuminha, que passou pela marcação e chutou forte. O goleiro Reyna quase defendeu, mas a bola acabou entrando vagarosamente.
Os integrantes dos times estavam exaltados dentro de campo. Principalmente o técnico Vadão, do Roleta, que cansou de reclamar da arbitragem durante o jogo. Seu time, que correu atrás do resultado e realizou grande partida, tomou o golpe fatal no final do jogo, quando viu o adversário interceptar passe de seu time e fazer a bola chegar a Fred, que fez o terceiro e definiu o placar.
Com a vitória, o É Verdadeee chegou a 8 pontos e entrou na zona de classificação. Na próxima rodada, o time encara o Bucets para tentar colar nos líderes. Já o Roleta estacionou nos 6 pontos e tem parada dura contra o Ras no próximo final de semana.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Maciota’s 3 x 4 Xoras
XORAS BATE MACIOTA’S NO FIM E É VICE-LÍDER
Ric faz, de falta, o gol da vitória aos 23 minutos do segundo tempo, acabando com o quinto empate do grupo
Por Carlos Eduardo Sâmia
Maciota’s versus Xoras foi o melhor jogo da 5ª rodada do Grupo A do Chuteira de Prata. Isso porque, quando tudo se encaminhava para mais um empate na rodada – o quinto em cinco jogos –, o Xoras conseguiu o triunfo no final com um gol de muito longe de Ric. Além disso, o destaque da partida foi o trabalho que o time vencedor da partida deu ao goleiro Cheik, do Maciota’s.
Cheik não teve trabalho nos primeiros 5 minutos de jogo. Não que isso signifique um relaxamento do Xoras, pelo contrário. Matheo cabeceou aos 2 minutos e aos 5 já veio o primeiro gol da partida. Ric serviu Mingo, que chutou rasteiro e abriu o placar. O jogo ficou corrido e com muitos desarmes para os dois lados. Jerry, aos 10 minutos, chutou quase sem ângulo, no primeiro ataque do Maciota’s no jogo.
Matheo contra-atacou aos 15 do meio da quadra e a bola passou rente à trave. Alê também emendou perto do ângulo para o Maciota’s. O Xoras ainda teve duas chances de marcar no primeiro tempo. Primeiro com Carioca, que matou no peito e mandou por cima do gol, depois com Ric. O capitão fez boa jogada, chutou cruzado e Cheik praticou a defesa.
O Maciota’s percebeu que precisaria ser bem melhor no segundo tempo para poder empatar e vencer a partida, mas quem começou melhor a segunda etapa foi o Xoras, que logo no primeiro minuto já meteu a segunda bola para dentro. Zappa deu chapéu no zagueiro, cruzou e viu Mirim subir muito bem para fazer o segundo da equipe.
Depois do segundo gol, o Xoras segurou bem o ensaio de pressão do adversário e a zaga rebatia tudo que vinha por cima e por baixo. Cheik ainda fez uma bela ponte em chute de Zappa, aos 6 minutos de jogo. Mas Evandro tratou de colocar o Maciota’s vivo no jogo quando acertou um belo chute e diminuiu a diferença.
Apesar do gol, as chances do Xoras aumentaram: Zappa tabelou com Mirim e chutou em cima de Cheik. Logo depois, Ric chutou de longe, o goleiro deu rebote e Mirim tentou de novo, mas Cheik dessa vez fez boa defesa. Foi aí que o Maciota’s colocou mais fogo no jogo e virou pra cima do Xoras. Jerry chutou cruzado e fechou o placar em 3 x 2. No lance seguinte, Jerry chutou e Otávio fez bela defesa. Aos 22 minutos, veio o troco do Xoras de forma espetacular: Matheo chutou cruzado e empatou. Ainda no mesmo minuto, Mingo pegou uma bola de primeira e mandou pra fora.
Aos 24, o golpe fatal. O capitão Ric, que estava sumido no jogo, pelo menos na parte ofensiva, chutou de muito longe rasteiro, a bola passou por todo mundo e morreu no fundo das redes. Muita festa do banco, do time e da torcida pelo lado do Xoras. Já o Maciota’s se revoltou com o árbitro, alegando que o jogador adversário estava à frente do goleiro na hora da cobrança da falta, atrapalhando sua visão.
A vitória ficou mesmo com o Xoras, único vencedor do Grupo A nesta rodada, pulando para a terceira colocação. Já o Maciota’s continua com os 7 pontos e enfrenta o Joga 13 pela sexta rodada do Chuteira de Prata.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
My Balls 2 x 5 CAV
CAV DERROTA MY BALLS PARA SER NOVO LÍDER
Goleiro Quintanilha fez gol, defendeu até pensamento e ajudou o CAV a vencer o que muitos consideravam a final antecipada do grupo
Por Bruno Viotti
Jogão! Jogão, jogão, jogão, jogão e jogão. Poderia usar os 5614 caracteres da matéria para escrever “jogão” e mesmo assim não seria suficiente para descrever o espetáculo de bola protagonizado por dois fortes aspirantes à Série Ouro. O My Balls estava empolgado após golear o Zenite. Já o CAV conseguiu vitória sofrida contra o Acidus na rodada passada. Era o jogo mais esperado do dia, até porque envolvia uma rivalidade criada fora de quadra quando de transações de jogadores. Tal qual os marinheiros com o canto da sereia, Bettoni se rendeu à lábia de Caio Fleishmann. Paulinho Caieiro queria, mas acabou ficando no My Balls. Ninguém queria perder de jeito algum.
A peleja começou fervendo, com o CAV indo para cima, mas sem concluir de fato para o gol. Assim, a primeira chance real aconteceu com Pedrinho, do My Balls, em cobrança de falta por cima do gol.
Jogo pegadao, logo nos primeiros minutos, o árbitro deu cartão amarelo para Pedrinho, do My Balls, e o esquentado Teté, do CAV. Em seguida, Vitinho foi derrubado na esquerda, perto da área. Na cobrança, o goleiro Gabriel Viana foi para a barreira e defendeu o chute.
Enquanto as equipes procuravam espaço para concretizar as jogadas, o milagre veio lá de trás. O goleiro Quintanilha avançou até perto do meio de campo e soltou uma bomba em direção ao gol. A bola acabou sofrendo um pequeno desvio no zagueiro do My Balls e estufou a rede, abrindo o placar para o CAV. Na comemoração, um “Chupa, Lói”...
O My Balls correu atrás do empate com Paulinho Caieiro, que chutou rasteiro de longe, obrigando Quintanilha a espalmar para lateral. No contra-ataque, Vitinho chutou e foi travado na hora da finalização pela direita. Marcel também teve oportunidade ao receber belo passe na direita e chutar por cima.
Desta forma, o My Balls não aceitou de forma passiva as chances criadas pelo CAV e avançou. Após cobrança de escanteio, Fernando Souto cabeceou por cima da meta. Depois, Paulinho Caieiro cobrou falta na barreira e Buga dominou dentro da área após cobrança de lateral, mas o goleiro adversário caiu e defendeu. No entanto, Buga teve outra oportunidade e, dessa vez, não desperdiçou. Após grande jogada de Ordilei, que passou por dois jogadores, o camisa 17 dominou passe na esquerda e chutou colocado no canto direito de Quintanilha, igualando o placar.
No próximo lance de perigo, a bola sobrou para Luis Fernando, do My Balls, que chutou no travessão. O CAV respondeu com Quintanilha ao tentar repetir seu feito do primeiro gol, mas dessa vez Gabriel Viana encaixou. Marcel também tentou, mas o goleiro pegou de novo. Na sobra, Caio Fleischmann foi travado na hora da finalização.
Em um jogo disputado como esse, nada mais oportuno para um gol do que uma cobrança de falta. Cobrança de falta? Chama o Betoni! O camisa 8 bateu uma falta do meio de campo, quase na lateral. Parece que é dali que ele gosta porque é o terceiro gol da mesma posição em menos de um mês que ele marca. Paulada no ângulo que o goleiro nem viu. CAV de novo na frente.
No segundo tempo o confronto continuou equilibrado. Era uma chance do My Balls e outra do CAV. O My Balls começou com Ordilei, que avançou pelo meio, arrumou espaço e chutou por cima. Em outro lance perigoso do My Balls, Pipi recebeu na direita e chutou. Quintanilha defendeu e a bola sobrou para Fernando Souto, que finalizou para outra grande defesa do goleiro “boneco de Lego”, como diria Lói.
Já o CAV não deixou barato e levou perigo com Betoni ao chutar por cima. O time ainda teve uma oportunidade com o estreante Andrezinho. Ele dominou passe, girou e chutou. Gabriel Viana espalmou e a bola sobrou para Marcel, que foi atrapalhado pelo zagueiro e acabou finalizando para fora.
O empate do My Balls finalmente aconteceu, e com Paulinho Caieiro. Ordilei dominou na lateral direita e cruzou para o camisa 8 completar, igualar a disputa e mandar beijinhos a seus ex-colegas e amigos de CAV. Caio Fleischmann adorou.
Em seguida, Vitinho fez grande jogada e tocou para Teté, que estava bem marcado e acabou desarmado. O CAV ainda teve outra oportunidade com Betoni em cobrança de falta, mas a bola ficou na barreira. Decisivo mesmo foi Lele. Em cobrança de escanteio, a bola sobrou para Vitinho que chutou mascado. O goleiro adversário defendeu e o rebote ficou para o artilheiro, que completou e colocou o CAV novamente na frente!
O My Balls tentou igualar novamente com Paulinho Caieiro por duas vezes. Na primeira, o camisa 8 chutou forte no meio e Quintanilha espalmou. Já na segunda, recebeu passe na direita e chutou para outra grande defesa do goleiro adversário.
O CAV queria ampliar. Lele avançou pelo meio no contra-ataque e chutou forte, mas Gabriel Viana estava bem colocado e fez a defesa. O camisa 9 criou nova oportunidade ao receber lançamento do goleiro e cabecear na trave.
Se Lele não fez o seu segundo, Vitinho fez o seu primeiro. Em lançamento longo do campo defensivo, o camisa 22 estava livre na área para fazer de cabeça e aumentar a diferença no placar.
O jogo chegava ao seu final, mas o My Balls ainda tentava, sem sucesso. Já o CAV conseguiu fazer mais um com Caio Fleischmann. Após lançamento do goleiro, Andrezinho dominou na esquerda e tocou para o camisa 10, que completou com tudo para o fundo das redes e definiu o placar deste grande confronto. 5 x 2 para o CAV!
Com os três pontos, o CAV empatou na liderança com o My Balls, levando vantagem no saldo de gols. O time encara na próxima rodada o lanterninha Canhedo Beppu. Já o My Balls perdeu a vantagem que tinha e deixou os outros times encostarem. No próximo sábado, o time tenta a vitória sobre o Cachorro Velho.
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