Equipe azeda soube marcar quando teve chance para vencer o embate
Por Luiz V. Andreassa
Invictus e Inter de Limão travaram um duelo franco e cheio de gols, no qual o segundo aproveitou as chances que teve para meter 7 gols no atrapalhado rival. Atrapalhado porque abusou das chances perdidas e tomou gols incríveis, o que obviamente não tira o mérito da equipe amarelo limão, mas colaborou um bom tanto para que isso acontecesse.
O jogo começou bem movimentado e aberto, e o fato de a Inter começar com um jogador a menos – apenas 5 homens de linha estavam em quadra na hora do jogo ser iniciado – ajudou nisso. E ajudou a fazer as redes balançarem logo: Rocha achou Danilão pela direita e este cruzou de primeira para Vinicius Bento chegar no segundo pau e abrir o placar para os azuis. A resposta veio logo no lance seguinte em cobrança de falta de Fernandinho da entrada da área que desviou na zaga e foi no cantinho, dificultando a ação do goleiro Henrique, que mesmo assim conseguiu fazer uma bela defesa. A mesma coisa aconteceu com o arqueiro rival Glauco em chute de Lucas também desviado no meio do caminho e evitado com grande intervenção.
O ritmo forte deu um tempo e a próxima chance de gol só apareceu 5 minutos depois, mas de modo definitivo. Fernandinho chegou pelo lado esquerdo e, da marca de escanteio, ignorou a dificuldade do arremate sem ângulo mandando no canto oposto, finalização que Henrique aceitou. Para as coisas ficarem ainda melhores, aos 9 minutos Juninho apareceu, deixando seu time completo. Entretanto, o equilíbrio numérico fez as chances diminuírem e só voltarem um tempo depois quando o próprio Juninho dominou no peito perto da linha de fundo e bateu forte de perna esquerda, por cima do travessão. Em resposta, Diego Medeiros perdeu boa oportunidade ao receber passe e Edgard em cobrança de falta e desviar para o goleiro encaixar.
Perto do apito que decretaria o fim da primeira etapa, a Inter de Limão chegou à virada em nova jogada de Fernandinho, o qual arrancou pela direita, saiu da marcação e, próximo à trave, cruzou para a área e fez Barath desviar contra o próprio gol. No intervalo, Ulisses – que também havia chegado durante a primeira etapa – foi defender a meta da esquadra limão. Mesmo assim, quem teve que trabalhar foi o arqueiro adversário em jogada de Juninho na qual o camisa 7 recebeu com espaço pelo lado direito, finalizou, a bola bateu no goleiro, pegou no atacante e foi para fora. Entretanto, o guarda-metas não teve a mesma sorte na próxima chegada de Fernandinho – sempre ele – na qual o camisa 10 chegou pelo meio, driblou a marcação, invadiu a área e cruzou para Lucas aparecer livre na área para concluir. Henrique saiu bem, mas a redonda novamente bateu no atacante depois da defesa e, desta vez, foi parar dentro do gol.
O Invictus logo esboçou uma reação e Rocha descontou girando um sem pulo dentro da área após cruzamento em cobrança de escanteio para descontar com estilo, anotando um golaço. Entretanto, no lance seguinte Lucas chutou cruzado e rasteiro de fora da área e, mesmo com Henrique conseguindo tocar na pelota, ela entrou para marcar 4 x 2.
A esquadra azul e branca voltou a assustar o rival quando Diego Medeiros aproveitou saída de bola ruim do goleiro e bateu no cantinho. Porém, Ulisses se recuperou do erro e caiu para defender, e depois contou com a sua zaga, que travou a finalização do mesmo Diego no rebote. Pouco depois foi a vez de Cerveja perder uma grande chance ao receber passe de Kirk na entrada da área e, em condições de anotar, isolar a redonda por cima.
O gol perdido fez falta, pois, apesar do equilíbrio no meio de campo, a Inter de Limão se mostrava mais eficiente nas subidas ao ataque, o que ficou provado aos 14 minutos. Fernandinho dominou no bico da grande área e concluiu para ampliar a vantagem. Mesmo assim o rival se mostrava disposto a dar trabalho e Kirk fez boa jogada antes de passar para Rocha receber na esquerda, bater cruzado no ângulo e marcar outro belo gol. A grande chance de encostar no placar veio em passe de Vinicius Bento que encontrou o zagueiro Gabriel totalmente livre na cara do gol. Ele, sem o famoso “cacoete de atacante”, bateu rasteiro e fraco, o bastante para permitir a defesa de Ulisses com o pé.
O preço pago pelo erro foi caro: aos 22 minutos, Cé dominou na entrada da área, puxou para o pé direito e bateu rasteiro na saída de Henrique, fazendo 6 x 3. Pouco depois, Gabriel mostrou que o lance anterior poderia ter sido um caso isolado e não desperdiçou a nova chance que teve, recebendo perto da trave e concluindo rasteiro. Entretanto, a falha mais bisonha da partida impediu que a reação se concretizasse: Henrique deu rebote em chute de longe e correu para agarrar de vez a bola, porém ele dividiu com um zagueiro de seu próprio time e a redonda foi parar nos pés de Fernandinho, o qual estava debaixo da trave e só teve o trabalho de botar a gorducha pra dentro.
Já no último minuto, Gabriel deu uma de pivô ao passar para Cerveja chegar batendo da entrada da área e acertar o cantinho para deixar a situação menos feia. Menos em feia em número de gols, contudo ainda complicada em relação à tabela, pois agora o Invictus permanece nos 4 pontos e fora da zona de classificação. Já a Inter de Limão continua a subir, chegando a 9 pontos e se consolidando no meio da tabela, na 4ª posição.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Toque Me Voy 4 x 1 Real Vuvuzelas
TOQUE ME VOY CONTINUA EM BOA FASE E BATE VUVUZELAS
Com hat-trick de Allan, Toque Me Voy goleia por 4 x 1, chega à quarta vitória e segue na vice-liderança
Por Gustavo Vasconcellos
Abrindo as atividades do Chuteira de Bronze, Toque Me Voy e Real Vuvuzelas se enfrentaram na quadra 6 da Playball Pompeia. O confronto, que opunha o vice-líder Toque contra a equipe do Real, 5ª colocada na tabela, tinha tudo para ser um bom jogo. Debaixo de um sol escaldante, o jogo foi equilibrado até o momento que o Toque abriu o placar. Depois, foi administrar, sem ser defensivo, e conseguir a boa vitória por 4 x 1.
O jogo começou equilibrado, com as equipes se estudando. Porém, o primeiro chute a gol aconteceu logo nos primeiros segundos. Na saída de bola, Allan mostrou que estava com apetite e tentou a primeira finalização do Toque. O goleiro Hélião fez a defesa em dois tempos.
Com o correr do tempo, as chances começaram a aparecer, até um pouco mais para o Real Vuvuzelas, mas o time limão não soube aproveitar e quem abriu o placar foi o Toque. Após tentativas de Rafa Alencar e Rafa Kfouri pelo Real, Allan apareceu mais uma vez pelo Toque. O camisa 7 dominou no meio, já levando para a esquerda e, no quique da bola, bateu cruzado e acertou o canto esquerdo. Placar aberto.
Com a vantagem após sofrer leve pressão do Real, o Toque começou a trocar passes e, assim, acalmou o jogo. Allan era quem mais aparecia, juntamente com Benicio. O Real tentava acelerar o jogo. Rafael Haddad e Rafa Kfouri eram os que mais tentavam. Kfouri teve boa chance aos 16 minutos, quando fintou para o meio da quadra e bateu rasteiro no canto direito. O goleiro Danilo fez defesa com o pé.
Para dar mais tranquilidade ao Toque, Allan, sempre ele pelo time alviceleste, marcou mais um aos 19 minutos. Após criar duas chances que não se transformaram em gol, Allan não desistiu. Ele recebeu bola na lateral esquerda, fintou um marcador com corte para o meio e bateu rasteiro. Era o segundo. Ainda no final do primeiro tempo, Rafael Haddad e Ale tentaram diminuir a desvantagem, mas em ambas tentativas, a zaga do Toque desviou a bola.
Na volta para o segundo tempo, o Toque trocou bastante seu time e acabou não voltando bem. O Real tentou aproveitar a situação, mas sem sucesso. Ale, duas vezes, Marcelo e Rafa Kfouri, uma vez, finalizaram, mas pararam na falta de pontaria ou nas defesas do goleiro reserva Zé Mario.
Enquanto isso, Allan, no banco, brincava que entraria para marcar o terceiro para poder pedir música. Não deu outra. O camisa 7 entrou novamente em quadra e em bom ataque, com participação de Preto e Benicio, apareceu no meio da área para completar passe de Benicio. 3 x 0.
Como foi em toda a partida, o Real não desistiu e continuou buscando pelo menos um gol. Rafa Kfouri, que já aparecia bem no jogo, tentou mais duas vezes. Na primeira, em jogada no meio, Ale deixou a bola e Kfouri bateu bonito, mas a bola acabou acertando a trave. Na segunda chance, com 17 minutos do segundo tempo, o camisa 5 do Real ficou com a bola no bico esquerdo da área e acertou belo chute de primeira no ângulo oposto. Um golaço.
Com pouco mais de 7 minutos para jogar, o Real ainda acreditava na reação. Kfouri, Ale e Rafael Haddad tentaram, mas não conseguiram. O Real ainda atacava quando, no minuto final, Robson deu números finais à partida. Em chute rasteiro no canto esquerdo, o camisa 10 confirmou a vitória do Toque por 4 x 1.
Com os três pontos da vitória, o Toque manteve a segunda posição, mas diminuiu a diferença para o líder Mercenários de 3 pontos para apenas 1 – 13 pontos contra 12. Já o Real caiu três posições na tabela e agora aparece em 8º com 6 pontos. Na próxima rodada, o Toque, que pode assumir a liderança, enfrenta o Allianza Sagrado, enquanto o Real mede forças contra o Elite.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
NGM 1 x 2 Condor´s
NGM COMEÇA BEM, MAS TERMINA MAL
Kalzinho e Diony conduzem Condor´s a uma virada no finalzinho,que deixa o time bem perto da liderança, com 12 pontos e tendo o líder Bonde pela frente
Por Vinicius Bento
Graças ao calor, NGM e Condor´s entraram em campo com atraso. Era uma tentativa de evitar que os jogadores derretessem em campo. Mesmo assim, Totó pediu três tempos de jogo para que os jogadores pudessem tomar água e se refrescar.
Quando a bola rolou, Memé mostrou por que é o grande artilheiro do NGM. Ele aproveitou uma cobrança de lateral e, diante da segunda trave, empurrou a redondinha para dentro. Depois de um primeiro semestre de contusões e má fase, o camisa 9 parece ter reencontrado o caminho das redes e, cada vez mais, vai mostrando seu futebol de artilheiro.
Enquanto isso, Nariga comandava sua equipe na defesa, já que o camisa 20 parecia um verdadeiro estrategista dentro de quadra. Além disso, quando se aventurava ao ataque, o grandalhão oferecia bastante perigo, tanto nas jogadas aéreas quanto nos arremates de longas distâncias.
O Condor´s passou os primeiros dez minutos de jogo sem se encontrar na partida. Fefê estava tranquilo no gol, pois ainda não havia comprovado a máxima de que o goleiro era o homem elástico. No limite, se agachou para defender alguma coisa. Porém, quando o Condor´s saiu para o jogo, a primeira bola entrou. Diony arriscou de longe e colocou-a no gol.
O time de vinho ia arriscando e, cada vez mais, o golpe de vista de Fefê fazia-se necessário. Wagner Vicente, camisa 16, arriscou um torpedo de longe e a bola tirou tinta da trave. Minutos depois, foi a vez de Kalzinho e Adriano. Primeiro, o camisa 6 finalizou e obrigou o goleiro adversário a se esticar todo. Depois, o camisa 7 subiu no segundo pau, mas cabeceou em cima do arqueiro.
Quando o segundo tempo começou, logo veio o primeiro lance polêmico. Depois de bate e rebate, a bola sobrou limpa para o atacante do Condor´s. Ele finalizou com raiva e, em cima da linha, a bola explodiu no defensor. Aqueles que atacavam pediram toque de mão. Ficou uma dúvida no ar.
O Condors começara melhor o segundo tempo. Em cobrança de falta ensaiada, Guinho, camisa 8 e capitão de braçadeira, acertou o cantinho. A tranquilidade de Fefê havia acabado, já que teve que esticar o pé no cantinho para salvar. Ou seja, o empate persistia graças ao arqueiro.
A pressão era forte. Enquanto um batia até cansar, o outro resistia ao castigo. Alemão cobrou escanteio no primeiro pau e Carlitos se adiantou à defesa. Não era possível dar uma pancada na bola, mas o melhor atacante da Bronze no semestre passado jogou-a rente à trave. Minutos depois, Diony alçou a bola na área do NGM e Peli tirou uma casquinha da bola.
Diony seguia infernizando. Ao passar por alguns defensores, Anélio viu em sua frente a obrigação de derrubar Diony. Dito e feito, e cartão amarelo para ele. As duas defesas faziam uma partida espetacular em relação à proteção do goleiro. Todos os arremates que permitiam uma pancada de frente ao gol eram bloqueados pelos defensores adversários.
Kalzinho também seguia aprontando. Ele pegou a bola na pontinha da área e, quase sem ângulo, acertou um gancho. Gol. Era para tirar a igualdade da mão dos juízes. 2 x 1.
Não demorou muito e o árbitro deu a partida por encerrada. Com um chute certeiro no final, Kalzinho deu a vitória à equipe de vinho, que continua lutando rumo à Prata em ótima campanha. Agora tem duelo de líderes com o BDA, valendo justamente a ponta. O NGM continua estagnado no meio da tabela, com 6 pontos e fechando o G-8 do grupo. Diante do Basicus, tenta melhorar sua posição.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Império Celeste 4 x 2 Futsampa
IMPÉRIO SE APROXIMA DO “PELOTÃO DA FRENTE” APÓS VENCER FUTSAMPA
Equipe entrou em campo impondo velocidade e colocou o setor criativo para funcionar e superar novato na Bronze
Por Tamires Paulino
Corrido. Esse é o adjetivo perfeito para o jogo entre Futsampa e Império Celeste, o segundo da tarde da 5ª rodada da Bronze. Era até difícil acompanhar os lances tamanha correria dentro de campo. Aliás, correria e oportunidades de gol, tanto que o primeiro deles saiu aos 3 minutos dos pés de Guedes, a favor do Império.
Aos 6 minutos, Zukauskas deu um belo voleio que acertou em cheio o travessão do gol defendido por Macuna, assustando os jogadores do Futsampa. Entretanto, esse não seria o maior susto sofrido por eles antes dos 10 minutos. Pouco tempo depois eles quase viram o placar ser ampliado quando Rodolfo cruzou para a área – ao menos intencionalmente – e a bola foi entrando... Sorte que Joãozinho apareceu para tirar a bola em cima da linha.
Somente aos 13 minutos o Futsampa teria sua primeira chance de gol. O mesmo Joãozinho que salvou o gol outrora agora matou uma bola no peito tocando para Mau, que chutou. O goleirão teve que se virar para fazer a defesa com os pés. No lance seguinte, mais um susto para o Futsampa: Quevas recebeu na cara do gol, embaixo do travessão, e chutou à direita do gol.
Embora tenha perdido alguns gols, o último lance importante do Império no primeiro tempo não seria desperdiçado. Quevas – sim, o que perdeu o gol no lance anteriormente descrito –, poucos passes antes da grande área, chutou no cantinho direito, fora do alcance do goleiro. Ele ainda se esticou todo para defender, mas não foi possível.
Igual ao que aconteceu na primeira metade da partida, o Império marcou um gol logo aos 3 minutos da etapa final. Pedro dividiu com o goleiro e a bola acabou sobrando e indo sozinha para o gol. No entanto, a equipe adversária logo diminuiria o placar num belo gol de Gab. 3 x 1.
Engana-se quem pensa que a equipe do Futsampa estava perdida em campo ou que atacava menos. Talvez as chances não eram tão bem concluídas e ofereciam menos perigo que as do Império, mas elas aconteciam. Um belo exemplo foi lance de Gab – sim, ele de novo –, que fez jogada individual pela lateral direita, driblou o marcador, mas acabou chutando à esquerda do gol.
Pelos próximos 7 minutos as equipes não proporcionariam grandes lances de perigo aos gols adversários. O único acontecimento foi o previsível cartão azul a Rômulo, do Império, que vinha cometendo muitas faltas durante a partida. Aos 19 minutos, porém, a coisa mudaria: Zukauskas, que carregava a bola pela lateral esquerda, vinha com pinta de que ia chutar de longe e assim o fez, marcando o quarto tento de sua equipe ao mandar a bola no alto do gol à direita. Mais uma vez, entretanto, o gol adversário sairia em seguida com Gab. 4 x 2.
O problema para os vermelhos do Futsampa era o tempo que já estava se esgotando (o gol saiu aos 21 minutos) e a distância relativa atrás do placar. O último lance de efetivo perigo poderia ter mudado um pouco a situação numérica em relação aos gols, mas não foi o que aconteceu: Gab recebeu na frente e chutou a bola no travessão.
Assim sendo e sem mais tempo para conversas o árbitro encerrou a partida e, por mais uma rodada, o Futsampa permanece em último na tabela, com - 1 ponto, decorrente de W.O da semana passada diante do Irado’s. No próximo jogo, o time enfrenta o Só Quem Sabe, que vem de empate aos 25 do segundo tempo contra o líder do grupo, portanto, com confiança total. Falando em líder, o Império enfrenta o Mercenários e está em 4º lugar, com 9 pontos, e continua sua aproximação dos líderes.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
TNT 4 x 2 Derrubada
TUIU FAZ A DIFERENÇA E DÁ PRIMEIRA VITÓRIA AO TNT
Jogos dos lanternas inverte a ordem: com derrota, Derrubada fica para trás e cada vez mais longe de uma classificação. TNT renasce após 4 derrotas
Por Vinicius Bento
Poderia ser o jogo da recuperação para Derrubada e TNT, lanternas do Grupo B. Apesar de estarem na parte de baixo da tabela, uma vitória para um ou outro colocaria qualquer um deles em condições de brigar com propriedade por uma vaga no G-8 nas próximas rodadas. Com 4 derrotas, o TNT espantou a zica e com bela atuação de Tuiu venceu o Derrubada e saiu do zero.
Na primeira chance do jogo, o Derrubada chegou perto. Telles dominou de lado para o gol e, mesmo assim, tentou o arremate. Ele bateu com vontade, mas a bola explodiu do lado direito do goleiro e arrancou um grito da torcida. Minutos depois, o TNT revidou. Slash (que por sinal não lembra em nada o guitarrista) pegou de frente para a área e, de perna esquerda, tentou o arremate no ar. Longe, longe.
Em seguida, o Derrubada abriu o placar. Depois de belo passe, Telles saiu na cara do gol e não desperdiçou a chance. Porém, antes que o time vermelho pudesse comemorar, veio o empate. E não um empate qualquer, mas sim com um golaço. Luiz Pane, o jogador que adora o jornalista que vos escreve, recebeu o passe na saída de bola e jogou a redondinha no ângulo adversário. Quem via de fora deu aquele grito: PINTURA!
A virada não demorou a vir. Depois de bate e rebate dentro da área, Tuiu, que era o melhor jogador em campo, foi recompensado. Enfiou o pé na redondinha e a fez morrer no ângulo, sem a menor chance de defesa para Henrique.
O Derrubada, que iniciou o jogo com um lampejo de bom futebol, teve um verdadeiro blackout. Tuiu e Luiz Pane faziam grande jogo e ajudavam a desmontar a defesa adversária que, com todo respeito, já não ia muito bem no torneio. Pelo lado rubro, Vicius era o que mais brigava e queria jogo. Após disputar e ganhar a bola de dois marcadores, o camisa 18 saiu cara a cara com o goleiro Coqueiro. A melhor jogada, com certeza, seria driblar o guarda-redes, mas Vicius é um atacante nível Washington: trombador. Tentou o arremate colocado e foi abafado por Coqueiro.
Na saída para o intervalo, Luiz Pane e Cem reclamavam dos gols perdidos. “Pelo amor de Deus, tem de empurrar ela para dentro, tem de lembrar outros jogos”, reclamava Cem. Não havia dúvidas de que o jogo ainda estava aberto. Um terceiro tento poderia ser decisivo a essa altura da peleja.
Quando a segunda etapa começou o equilíbrio persistia. Logo no começo Coqueiro teve de se esticar todo e salvar uma pancada que veio a menos de cinco metros de sua meta. Na comemoração, muita festa. Do outro lado, quase gol do TNT. Depois de bela jogada o centroavante de azul chutou devagarzinho e a bola passou pelo arqueiro. Em cima da linha, Cesar se esticou todo e salvou o que seria o terceiro gol, talvez a porta do caixão. Definitivamente a partida era um toma lá da cá desesperado.
O empate do Derrubada veio de um verdadeiro peru. Coqueiro, que ia fazendo um jogo firme, entregou tudo. Joezinho arriscou um chute de longe. Aparentemente o arremate era despretensioso. Ia forte, mas no meio do gol. Coqueiro defendeu e... deixou a bola morrer no cantinho. Ele se embaralhou todo com o pombo sem asas e permitiu que ele entrasse tranquilamente. Muito feio, hein, MVG do I Chuteira de Bronze!
Jack ainda teve a chance de virar. Ele correu atrás de passe longo e, quando se viu, estava na linha de fundo abafado por Coqueiro. Mesmo assim, o atacante arriscou a finalização, que foi para fora.
Quem assistia ao confronto percebia que faltava uma ligação no meio do time do TNT. Muitas vezes o arqueiro do Derrubada defendia lançamentos diretos e chutões que vinham sem muita pretensão. Tuiu vinha de trás, mas se continha para não desguarnecer a defesa.
Depois de bela troca de passes, Luiz Pane recebeu livre com o goleiro e não foi fominha. Rolou para Dudu, camisa 9, sozinho empurrar a bola para dentro. Mesmo assim, o zagueirão quase conseguiu salvar. A bola passou no meio das pernas e por centímetros não bateu e voltou.
No finalzinho da partida veio o quarto gol, aquele para selar a porta do caixão. Tuiu, sempre ele, se arriscou na frente e de perna esquerda deu um tapinha que tirou do defensor. Em seguida, ainda com a perna canhota, finalizou no canto. Sem a menor chance de defesa. 4 x 2.
Galinho e Cesar ainda se desentenderam no final da partida. Um empurra-empurra desnecessário que terminou com Galinho no chão e uma troca de “carinhos”. Para finalizar, Jack, o melhor jogador por parte do Derrubada, fez o mais difícil. Primeiro ele passou por dois marcadores. Um lance digno de Amoroso. Depois, cara a cara com o arqueiro adversário, finalizou mal de perna esquerda. A bola passou rente à trave, mas não entrou.
O TNT renasce das cinzas e espera mares mais tranquilos. Tenta a arrancada contra o Bacaninha na 6ª rodada, em jogo de 6 pontos, pois ambos somam 3. Já o Derrubada, se não quiser repetir a campanha medonha do semestre passado – lanterna e com WO – tem de acordar logo. Um próximo despertar é possível diante do Roleta Russa Clássico.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
DPGamos 4 x 1 Elite
DPGAMOS VENCE ELITE, MANTÉM INVENCIBILIDADE E OCUPA A 3ª POSIÇÃO
Jogo foi equilibrado, mas goleiro Valentim fez a diferença
Por Tamires Paulino
O jogo entre DPgamos e Elite foi um dos mais equilibrados da tarde na Bronze. Embora o placar não reflita necessariamente isso, cada uma das equipes teve melhor desempenho em um dos tempos – o primeiro deles foi do DP. Logo no começo, Paulo Gama cabeceou de primeira de longe do gol e quase abriu o placar. Pouco depois, Zeca cobrou falta que desviou na barreira, mas ainda assim o goleiro conseguiu defender.
A equipe dos irmãos Fischer vinha chegando, pouco a pouco, cada vez mais perto do gol, que não tardaria a acontecer e viria dos pés do mesmo Paulo Gama. Em seguida ao gol inaugural, a primeira finalização a gol do Elite. Rafael Sardinha, pela lateral, tocou para Luis Carlos, que passou para Régis. Ele, então, cabeceou a bola para fora. Foi uma bonita triangulação, mas sem sucesso. Logo após, o DP voltou a atacar. Fernando acreditou no lance, se esforçando todo para conseguir cruzar a bola de carrinho. Paulo Gama, que estava dentro da área, não conseguiu colocar para dentro.
Pouco tempo se passou até que o DP ampliou o placar. O goleiro deu rebote e ele, Paulo Gama, – dessa vez no lugar certo – fez o segundo gol de sua equipe. e com 2 x 0 o jogo foi para o intervalo.
No segundo tempo a situação seria diferente: o Elite pressionaria bem mais, só não teria tanta sorte quando o assunto era pontaria. Aos três minutos do segundo tempo, Régis recebeu passe e chutou à esquerda do gol. Márcio chegou chutando pela lateral direita, mas Valentim defendeu. Aliás, o goleiro do DPGamos foi mais um dos motivos pelos quais o Elite não conseguiu marcar mais gols. No primeiro ataque do DP no segundo tempo, Mendes e Carlitos tabelaram até entrarem na grande área, sobrou para o primeiro fazer o terceiro gol do DP. Logo após esse lance o Elite faria seu primeiro gol, com Régis, que chutou cruzado da lateral direita ao gol.
Pelos próximos minutos o Elite continuaria desperdiçando muitas chances (ou tendo suas finalizações defendidas). Dois exemplos: Rafael Sardinha cruzou para Régis, que estava posicionado no primeiro pau – ele não fez o gol. Na segunda, Márcio cabeceou e o goleiro espalmou com uma mão só. Como sempre, quem tanto tentou e não fez, levou. A bola sobrou para Erlon dentro da área e ele chutou no canto esquerdo, ampliando o placar para o DPgamos.
Mesmo que o placar fosse muito desvantajoso, o Elite correu atrás, mas estava muito difícil acertar o alvo. A maior de todas as chances de mudar esse panorama aconteceu quando a sobra de um lance confuso foi tirada em cima da linha por Daniel Fischer. Foi o último lance da partida, que terminou em 4 x 1.
O Elite, penúltimo colocado, à frente apenas do Futsampa, agora enfrenta o Real Vuvuzelas, em má fase após começar avassalador. Já o DPGamos, que com a vitória se aproxima ainda mais dos líderes (já está em terceiro lugar, com 11 pontos) joga contra os Mostarda, o antepenúltimo na tábua de classificação.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Allianza Sagrado 4 x 2 Irado´s
IRADO’S PERDE OUTRA E SEGUE AMEAÇADO
Apesar de ter jogado bem, time não conseguiu vencer o Allianza Sagrado, que chega a 7 pontos e à 7ª posição
Por Tamires Paulino
Mais uma vez o Irado’s não teve sorte. Contra o Allianza Sagrado a equipe até entrou em campo melhor, atacando mais e tendo mais oportunidades de mostrar seu futebol, mas não teve jeito: ao fim dos 50 minutos, soma nova derrota a seu currículo.
Logo no começo, Renanzinho carregou a bola pela lateral direita e chutou no canto, abrindo o placar para o Allianza. É claro que numa situação dessas é possível dizer que o time se abalou, mas o Irado’s se manteve atacando, esperando conseguir, enfim, sua primeira vitória jogando.
O Allianza se aproveitou da vantagem e susto na equipe adversária para atacar. Nem todas as chances levaram grande perigo ao gol, mas elas aconteceram e com grande volume. Para exemplificar, nada melhor que a cabeçada de Pedro que passou bem perto.
Pelo lado do Irado’s, muitas intercepções de jogadas adversárias pelo meio-campo e muitas chances igualmente desperdiçadas pela má pontaria. Aos 10 minutos, Ozil interceptou inversão de jogada e chutou de longe por cima do gol. Já no lance seguinte eles teriam mais sorte: Fuga empatou a partida de cabeça após cobrança de escanteio. Pouco depois, uma reação: Jales mandou de canhota e virou o jogo para o Irado’s, gerando muita comemoração entre eles e uma preocupação – manter o placar favorável para sua equipe. Tal vantagem, no entanto, não se manteria por muito tempo. Rods cruzou, Amorim acreditou e, de carrinho, todo desajeitado, empatou a partida antes do intervalo.
De repente, assim como o placar, o jogo se equilibrou. O Irado’s, que mesmo quando estava à frente no placar ainda não jogava melhor que o Allianza, equiparou-se com o adversário, criando mais e chegando mais vezes à área do “inimigo”. Mais uma vez dentro da partida, a equipe não se abalava mesmo estando em desvantagem. Pelo lado do Allianza, Rods teve boa chance após jogada individual, mas perdeu a chance de tocar e foi travado na entrada da área. Foi a última jogada do primeiro tempo.
Na segunda metade da partida, o Allianza voltou melhor e consolidou sua vitória, mesmo não tendo um goleiro de ofício já que Éder, ainda no primeiro tempo, tinha tomado amarelo, azul e vermelho. Logo no começo, Rods chutou cruzado ao gol e colocou seu time novamente na frente. No lance seguinte, de modo muito rápido, Pedro ampliaria a vantagem, marcando o quarto tento.
A partir daí, outras chances mais seriam perdidas pelas duas equipes, principalmente pelo Allianza, que podia ter ampliado ainda mais o placar, mas não o fez. Uma delas veio após cobrança de escanteio de Dani Luco, que Flavito cabeceou para fora. Pouco depois, Danilinho fez jogada pelo meio de campo e limpou a marcação, tentando ganhar terreno para o chute de fora da área. Quando ele o fez, o goleiro desviou a bola por cima do gol. Foi o último lance da partida, que com esse resultado trouxe o desolamento aos rostos dos jogadores do Irado’s, que acreditavam ser essa a chance para sua primeira vitória em campo (a única que eles conseguiram veio de um WO contra o Futsampa).
Na próxima rodada, o Irado’s enfrenta o XTJ, último colocado entre os classificados para a próxima fase até agora. O Allianza tem pela frente o Toque Me Voy, que tem ótima campanha e é o segundo colocado do grupo.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
RR Clássico 0 x 4 TCM
TCM GOLEIA ROLETA CLÁSSICO COM GOSTO DE PODIA SER MAIS
Goleiro Machado e a péssima pontaria dos atacantes do Peñarol do Chuteira economizaram no placar a favor do TCM
Por Vinicius Bento
Antes do começo da partida um minuto de silêncio em respeito ao falecimento da sogra de Alemão, camisa 5 do TCM. Depois disso, o TCM resolveu jogar em nome do amigo, pois começou firme e arriscando de longe, logo de cara obrigando o goleiro Machado a fazer boa defesa.
O TCM era melhor no início de partida. O time parece mesmo ter se encontrado nessa edição do Chuteira. Ofensivos e perigosos (quase um título de filme da Sessão da Tarde), a equipe de Thiagão e Cia. pressionava os clássicos do Roleta. Seja de longe ou próximo à área, iam fazendo Machado se desdobrar.
Na primeira chance clara de gol, Zé Roberto chegou frente a frente com o goleiro, mas arrematou mal, bem longe do gol. Minutos depois foi a vez de Affelay assustar o TCM. Próximo ao gol, o melhor jogador do time suicida arrematou e obrigou Johnny a fazer uma linda defesa.
Zé Roberto era, sem dúvida, o jogador mais perigoso pelo TCM. Em mais um lance de quase gol, ele dominou de costas ao marcador, deu uma bela finta de corpo e chutou rente à trave. O mesário chegou a comemorar! Porém, minutos depois, Alemão abriu o marcador. Acostumado a tomar a bola, dessa vez ele saiu para o jogo. Imagino a conversa no vestiário:
- Quem eu vou marcar, professor?
- Ninguém, Alemão! Eles que vão te marcar!
Pela ponta esquerda ele deu um biquinho e a bola morreu no fundo das redes. Muita categoria e comemoração.
Entretanto, como o TCM ainda era o TCM, pipocavam as primeiras reclamações sobre oos árbitros. Cláudio, revoltado com seu cartão azul, veio protestar. “Eu vi prejudicar o Basicus e agora isso. O primeiro amarelo beleza, mas minha mão estava parada e a bola bateu. Fazer o quê? Não foi intencional e ainda tomei o segundo”, disse ele.
Quando a segunda etapa começou tivemos mais equilíbrio. No comecinho Danilo fez feio: livre no segundo pau, o camisa 2 recebeu um belo lateral e apenas com o gol a sua frente encheu o pé. A bola subiu, subiu (voar, voar, subir, subir) e caio quase na Barra Funda. Na sequência, Machado fez um das mais lindas defesas de toda a história do Chuteira de Bronze. Em contra-ataque rápido, o TCM chegou pela ponta esquerda. Cruzamento para o meio e Alemão apareceu novamente. Machado voltou correndo do outro lado do gol e saiu deslizando. Todos gritavam, mas o imponente arqueiro levantou com o pombo sem asas nas mãos. Foi uma cena digna de Super Campeões.
O Roleta ia chegando como podia. Depois de um belo trabalho de pivô, Affelay chegou arrematando. Depois foi a vez de Flávio se aproximar do goleiro Marcião (que substituía Johnny, machucado) e fazer a bola passar rente à trave. O Roleta começava a sair para o jogo. Já deveria ter feito isso antes.
Zé Roberto estava com a pontaria completamente descalibrada. Depois de receber a bola na frente do gol e sozinho com o goleiro, por algum motivo o grandalhão resolveu encher o dedo nela e mandou muito longe da meta. Os gols perdidos pelo TCM poderiam fazer a diferença em algum instante.
A bola insistia em não entrar. Alemão arriscou um canudo de fora da área. A bola bateu no travessão e voltou. Segundos depois, Thiagão encheu o pé e finalmente tirou a zica. 2 x 0.
Apesar do placar não tão extenso, o RR Clássico era um bicho vencido. Atacava pouco e defendia mal. Só não estava sendo goleado porque o TCM perdia mais gols que o lendário Alex Dias, ex-São Paulo, Vasco e PSG. No apagar das luzes ainda tivemos tempo para mais dois, duas vezes Guel. Um deles em uma bela jogada em que, depois de receber passe vindo da ponta esquerda, só teve o trabalho de empurrar a redondinha para dentro e fechar a porta do caixão.
Assim, com 4 x 0, o TCM mostra que o time tem força para disputar até título e está bem acima daquele que despencou da Prata no primeiro semestre. Na 6ª rodada, encara o Invictus, que ainda não se encontrou em campo. Já o Roleta Clássico tem missão de matar ou morrer diante do lanterna Derrubada.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
BDA 3 x 2 Basicus
BONDE DERRUBA ÍMPETO GUERREIRO DO BASICUS
Defesa dos abelhudos faz partida implacável, anula o ataque rosa e garante única campanha 100% da Bronze após 5 rodadas
Por Vinicius Bento
Quem apostou que o líder do Grupo B ia chegar matando, chutou errado. Logo no início a pressão do Basicus era declarada. E não demorou para surtir efeito. Veneza aproveitou sua primeira chance e chutou com raiva. O goleirão até tentou espalmar, mas ela morreu no fundo das redes. Barath entrou em êxtase. Já era um milagre o gol não ter sido marcado por Puff!
Foi quando o camisa 10 e craque do BDA resolveu agir. Maca tentou duas vezes até passar por Roland. Era o empate. E o time queria mais. Minutos depois, Bruno fez linda jogada pela esquerda, digna de ponta direita, e acertou um petardo na trave.
O BDA viraria a partida na sequência. Depois de finalização, o impecável Roland deu rebote no pé do adversário. Acho que o repórter que voz escreve dá um azar danado ao arqueiro. Sozinho, com o gol a sua frente, Cris Coppola só empurrou a redondinha para dentro. Poucos minutos de jogo, mas a partida era um jogaço de bola.
O time de amarelo, que havia começado bem acuado, agora mostrava as garras. Nego aproveitou belo cruzamento de escanteio e subiu no segundo andar. A bola tirou tinta da trave.
Pelo lado rosa, Roland e Kinho se desentenderam. Na hora de afastar, um chutou o outro (um lance BEM Super Campeões) e a bola sobrou para o adversário, que chutou por cima e para fora. Se essa entrasse a situação iria começar a ficar difícil.
Tentando reagir, Bocha bateu de longe, viu a bola desviar e quase encobrir o goleiro. Um fino que quase empatou. Minutos depois, o mesmo Bocha errou um passe digno de Inacreditável F.C. Altos e baixos, meus amigos!
Bruno ia infernizando pelas alas. Depois de uma saída rápida, ele deu um biquinho com muita força obrigando Roland a ir lá no segundo andar. Segundos depois, ele se posicionou bem, entretanto finalizou longe da meta.
Os melhores jogadores do Basicus mostraram-se sumidos, especialmente o matador Puff, habituè nas reportagens do time. Vindo muitas vezes buscar ou defender, ele estava se desdobrando. No intervalo, muita conversa em ambos os lados. Nas duas equipes era preciso corrigir um detalhe aqui e outro ali.
A pelota rolou para um segundo tempo muitíssimo confortável. O calor infernal diminuiu e até um ventinho morno deixava as quatro linhas perfeitas para uma boa peleja de futebol. Depois de duas partidas sem problemas, o árbitro começou a usar o apito de maneira errônea. Deixou o jogo seguir mesmo com pontapés. E quando não foi falta, parou a jogada. As reclamações começaram a ser constantes, principalmente em cima de Puff, que agora estava caindo em todo pivô. Falta? Fica a resposta para Puff.
O camisa 23 ia apanhando mais que condenado em estreia na prisão. Tentou virar em cima de Guarulhos e caiu. Obviamente o marcador levantou dizendo que não foi nada, mas que um toquezinho maroto aconteceu, ah, isso aconteceu!
Enquanto isso, Camarão dominou dentro da área e sambou na frente do marcador. Como resultado, ele achou um espaço e finalizou de perna esquerda. A bola passou perto da trave direita do arqueiro rosado. Rafa Bastos também quase fez para o Bonde. Aliás, ainda quase induziu o adversário a fazer um gol. Ele rolou para o companheiro e a defesa afastou mal, jogando contra o patrimônio. Por sorte a bola não entrou.
Depois de bate e rebate dentro da área, o típico susto de sábado à tarde. Nego, o grandalhão que adora pedir música mesmo não fazendo gol, dividiu no ar e caiu com a mão no ombro. Um lugar muito fácil de ser deslocado e machucado com facilidade. A preocupação tomou conta da quadra. O companheiro puxou e só ouvimos o grito. Aparentemente tudo bem com a fera.
No apagar das luzes (ou acender na verdade) uma figura inesperada: Cavalera. O ágil atleta chegou para a partida, mesmo faltando menos de dez minutos para o seu término.
O jogo era literalmente um toma lá da cá. Rafa Bastos aproveitou e dessa vez abriu o terceiro gol no marcador. Em ordem cronológica: Puff tentou o arremate e a bola explodiu no peito do goleiro. Na sequência, contra-ataque do BDA e Rafael Bastos pegou de frente para a área e só empurrou para as redes. Muita festa.
No final da partida Mininão ainda queria jogo. Estávamos aos 25 e o camisa 10 arrematou de longe, diminuindo o marcador para 3 x 2. Ainda haveria tempo? Era jogo para empate? Não, pois segundos depois o árbitro deu números finais à partida.
Quando as duas equipes estavam do lado de fora, muitas reclamações em relação ao árbitro. Fica a nota do professor Barath enquanto ele saía: “Tem de constar na matéria! O juiz foi mal para as duas equipes!”.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Os Mostarda 2 x 5 XTJ
XAROPES MOSTRAM BOM FUTEBOL E ENTRAM NA ZONA DE CLASSIFICAÇÃO
Vitória sobre Os Mostarda dá a time de Kaká e Caio a 5ª posição. Os Mostarda segue na rabeira e em crise
Por Tamires Paulino
Com belas fases outrora, parece que Os Mostarda ainda não achou seu melhor futebol nessa edição do Chuteira de Prata. Contra o bom time do Xarope Também Joga (XTJ), o time de Polito e Cadu apresentou futebol bastante irregular e que pouco lembra a última edição do campeonato. Do outro lado, o XTJ parece ir se encontrando aos poucos, apesar de ainda mostrar instabilidade.
Logo no primeiro minuto de jogo a torcida Mostarda Jovem tomou um susto: Kaká recebeu passe na frente e fez o primeiro gol dos xaropes sem grande dificuldade. No minuto seguinte, outro susto: Caio chutou ao gol com endereço certo, mas desta vez Marco salvou e desviou a bola por cima da meta. Entretanto, após cobrança de tiro de meta e interceptação de contra-ataque do Mostarda, sobrou novamente para Caio à frente. Dessa vez o outro Landim do time não perdoou e fez 2 x 0.
Somente aos 7 minutos veio a primeira finalização mostardense: Bruninho chutou alto, porém fraco, em cima do goleiro. Ele pulou para segurar a bola, mas errou a defesa, quase caindo sentado em cima dela. Um lance estranho, mas que quase proporcionou o primeiro gol dos amarelos. No minuto seguinte, Flavinho teve mais uma chance de marcar o primeiro de seu time: em jogada pelo meio, tocou para Bruninho na lateral direita. Este, por sua vez, jogou a bola por cima do gol.
Com tamanha insistência, uma hora o gol tinha que sair. E ele veio da cabeça de Stefan, que, após escanteio cobrado por Cadú, posicionou-se no primeiro pau e subiu mais que a zaga adversária para diminuir o placar.
Quase ao fim do primeiro tempo, Fava deu chute direto do campo de defesa e acertou em cheio o travessão. No próximo lance, porém, o alvo não seria errado: Magu deu um chute direto da lateral direita, marcando o terceiro de sua equipe. não demorou para o troco: Cadú surgiu das cinzas e marcou o segundo dos Mostarda. O capitão fazia tempo que não marcava... 4 x 2 no placar.
O último lance da equipe amarela no primeiro tempo marcaria a falta de pontaria que poderia ter facilitado bem mais as coisas para eles no segundo tempo e, quem sabe, mudar a situação da partida: Bruninho recebeu passe visionário de frente para o gol e chutou para cima, desperdiçando ótima chance.
Logo no começo da segunda parte da peleja, o camisa 3 do XTJ, Vini, marcou gol de rara beleza (e sorte). Passos atrás da entrada da grande área, mas voltado à lateral direita do campo, ele marcou após um cruzamento e, assim, de primeira, marcou o quinto gol do XTJ.
A partir daí, apesar da correria, poucas jogadas foram efetivamente importantes ou trouxeram algum perigo. Muitas bolas por cima do gol e de seus lados, muitos contra-ataques interceptados mas que não viraram grandes jogadas. Até que o cronômetro finalmente chegou aos últimos minutos de jogo e os lances recomeçaram a acontecer.
Aos 23 minutos, Kaká acertou o travessão. Depois, após troca de passes com Magu, ele novamente chegou “na cara do gol” e foi parado pelo goleiro. Bom, não havia motivos para reclamação. Satisfeitos com o resultado bastante vantajoso, a equipe do XTJ era só sorrisos com seu 5 x 2 que lhe tirou da desconfortável zona neutra da tabela e lhes colocou na zona classificação para a próxima fase do torneio – pelo menos por enquanto. O time é agora o próximo adversário do Irado’s, apenas 9º colocado do grupo. Já os Mostarda, que vem logo atrás do Irado’s, enfrenta o DPGamos, 3º colocado com possibilidades de avançar ainda mais rumo à liderança do certame.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
Pé de Pano 5 x 2 Bacaninha
PÉ DE PANO VOLTA A VENCER
Vitória tranquiliza os Polachini, que chegam a 9 pontos e se distanciam da zona de degola. Já Bacaninha permanece nos 3 pontos e mostra que está complicado emplacar como no semestre passado
Por Vinicius Bento
Mais um confronto na tarde que podia alavancar duas equipes em baixa. O Bacaninha, que vinha da sua primeira vitória, queria e precisava dos três pontos. Uma derrota seria como jogar a moral dos atletas de vinho por água abaixo. Quem sabe até jogar a vaga para a próxima fase no lixo. O Pé vinha de derrotas para Invictus e Basicus, mas estacionado nos 6 pontos. Via a trupe de cima já se distanciando.
O primeiro tento da partida saiu logo e foi do Bacaninha em uma jogada típica de futebol de campo. Depois de cobrança de escanteio, Lê Leme desviou no primeiro pau e, na entrada da área, Marcelo, o cão de guarda do time, empurrou ela para dentro. Um belo gol, muito comemorado pelo artilheiro Lê Leme, longe de apresentar o futebol que o fez destaque no torneio passado.
O jogo estava equilibrado. Apesar do placar apontando vitória do Bacaninha e com certeza a equipe ter mais posse de bola, o Pé de Pano ia se defendendo bem. O arqueiro Ricardo Sforza não tinha feito nem um milagre até àquela altura.
O empate do Pé de Pano veio de forma misteriosa. Depois de cobrança de lateral para dentro da área, o defensor empurrou contra as próprias redes. Mesmo assim, o gol foi assinalado para Dadá, camisa 10 do Pé de Pano. Em seguida, a virada: o mesmo Dadá foi fazendo bela jogada, lutanto muito, mas perdeu o controle da bola. Marcelão foi tirar e espanou a bola. Oooooopa! Dadá aproveitou e, de perna esquerda, só empurrou ela para dentro.
Não demorou muito e o árbitro decretou o final da primeira etapa. Na primeira chance de se redimir, o capita Marcelão subiu no segundo andar, bem acima de todo mundo, mas a bola foi alta demais. No contra-ataque, um amarelinho para Marcelão, que parou ataque quase na cara do gol. Que fase, hein, capitão! Na cobrança da falta, Tavogus recebeu lindo passe e jogou ela no alto. Golaço. 3 x 1.
O Bacaninha estava com sérios problemas. Já avançávamos os 10 minutos da segunda etapa e quem mais se esticava era o arqueiro Kiko. Mesmo voando em todas as bolas, não teve como salvar o quarto gol do Pé de Pano. Tavogus, novamente ele, encheu o pé de fora da área e cravou a bola no cantinho. Ninguém segura o pé mais mole do mundo. 4 x 1.
A porteira estava mais do que aberta. E Tavogus mostrava por que era o artilheiro da tarde. Após rebote do goleiro, o camisa 13 bateu de voleio e botou a bola para dentro. Três tentos e pode pedir a música. O time de vinho não sabia o que estava atropelando a equipe.
Depois de confusão, Anselmo, pelo Bacaninha. tomou o segundo amarelo, o azul e... o vermelho! Bingo! Em seguida foi a vez de Lucas, do PdP, tomar amarelo. Ambos saíram extremamente bravos e dizendo não saberem o que tinham feito. O clima esquentou, mas pela primeira vez, as duas equipes reclamavam do árbitro. Tardou mas não falhou.
O Bacaninha ainda diminuiu. Simões, pela esquerda, aproveitou os espaços deixados em campo por 2 jogadores a menos e rolou para Walter bater no cantinho. Bastante categoria do menino. Porém, nada que mudasse a boa vitória do Pé de Pano por 5 x 2, que se reabilita e chega aos 9 pontos, estando na zona intermediária de classificação. Agora tem pela frente o Inter de Limão, enquanto o Bacaninha joga contra o TNT em partida de 6 pontos, já que ambos somam apenas 3 pontos cada.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Só Quem Sabe 5 x 5 Mercenários
SÓ QUEM SABE EMPATA NO FIM E ACABA COM CAMPANHA 100% DO MERCENÁRIOS
Com 10 gols, partida mostrou que a Bronze pode não ser tecnicamente como a Ouro, mas em termos de raça e emoção é até melhor
Por Tamires Paulino
O melhor, dizem, fica reservado para o final. No Grupo A da Série Bronze, o dito foi seguido à risca. Só Quem Sabe e Mercenários fizeram um duelo corrido e pegado. Com a vibração do time líder e sensação da Bronze e a vontade e raça do SQS, a partida foi adrenalina pura e muito coração do começo ao fim, que só acabou com o empate heróico do SQS no segundo final de jogo.
O primeiro lance da partida já demonstrava o que viria a seguir: após inversão de jogo, Kazu avançou pela lateral direita e entrou com tudo na área, já chutando de primeira e sendo travado no mesmo momento. Um daqueles pés de ferro de deixar os dois sem pé. Pois bem, o primeiro gol do Mercenários seria um reflexo do lance protagonizado por eles mesmos. Guto também entraria de primeira em cruzamento e estufaria as redes adversárias.
Em seguida, porém, como está virando de praxe na grande maioria dos jogos – e ainda não se sabe bem por que – veio o empate. Serjão recebeu na frente e chutou a bola entre as pernas do goleiro, que mesmo tentando fechar as pernas ainda engoliu um frango básico. Bom, está perdoado, Allyson, outro dia você faz um daqueles seus gols de falta a la Rogério Ceni...
Opa! Foi só falar que o goleirão mercenário resolveu compensar. Ele atravessou a quadra para cobrar falta. Mãos na cintura, cara de concentração... Pena, para ele e seu time, que dessa vez não deu, pois o outro goleiro, Arthur, do Só Quem Sabe, estava atento e deu ponte tão bela quanto a cobrança para defender sua meta.
Após esse lance começou o repentino show de gols, portanto, não percamos a conta. O primeiro (pós-falta e segundo da equipe) veio dos pés de Thiago, que recebeu de Penna e empurrou para as redes do Mercenários. O que, o Mercenário de Bruno Bollito perdendo? Não é possível!!! Não mesmo, pois o empate, para não fugir à regra do empate rápido atualmente “vigente” no Chuteira, veio no belo gol de Rodrigo, que driblou dois e chutou do meio de campo.
O primeiro tempo, no entanto, terminaria com o placar favorável para o Só Quem Sabe mesmo. Em cobrança de falta ensaiada, Filé tocou para Alemão, que chutou no ângulo. Um belo gol para encerrar a primeira metade de um jogaço.
O segundo tempo, com ainda mais acontecimentos que o primeiro, seria corrido como nunca. Como não havia dado tempo na primeira metade, lá foi o Mercenários empatar o jogo com Diego. Falando em Só Quem Sabe, pouco depois desse gol um de seus jogadores, Filé, faria um lance bonito dando chapéus em dois marcadores – mas a jogada não iria a lugar nenhum. Ao menos alegrou a galera de fora que torcia como louca mais contra o Mercenários que a favor do SQS... Por que, Bollito?
Aliás, se o lance de Filé não foi a lugar algum, também esse era o rumo das discussões que, de repente, começaram a brotar em campo. Ora porque o árbitro não apitava direito, ora por lances mais duros por parte de alguns jogadores. Fato é que os pequenos desentendimentos entre eles fizeram a temperatura do jogo esquentar por volta da metade do tempo.
Na reta final, o jogo foi ganhando cada vez mais em emoção – até para quem assistia. O grau de disputa entre as equipes aumentou ainda mais depois que Diego empatou após passe recebido em corta-luz que enganou o goleiro Chan. 4 x 3.
Pouco depois, nos lances seguintes, Dezinho ainda daria uma bicicleta para fora e chutaria uma bola que bateria caprichosamente no travessão após rebote do goleiro. Parecia que, com tão pouco tempo, os 3 pontos viriam para o único time que se mantinha 100% no grupo. Certo? Errado.
Nos últimos dois lances da partida, plenos 24 e 25 minutos do segundo tempo, o Só Quem Sabe conseguiria – inacreditavelmente – empatar. Primeiro, Thiago chutaria em cima do goleiro, que deixaria a bola passar chorando... Em seguida, depois de cruzamento, o herói Serjão estaria lá para cabecear a bola e dar o ponto tão comemorado por sua equipe. Houve comemoração como, mais uma vez, final de campeonato, para desespero do Mercenários, que viu sua campanha 100% caindo em 2 minutos. Teve jogador dando spider, comemorando com torcida, a festa do SQS rolou enquanto os mercenários culpavam o árbitro pelo empate, reclamando falta após cobrança de lateral que resultou no gol. Apesar de tudo isso, a pergunta que fica do jogo é: “Quem é Bruno Bollito?”.
Reclamações à parte, o Mercenários encara o Império com sede de vitória, já que um jogo sem vencer é muito para um time só acostumado a vencer. Já o heróico Só Quem Sabe pega o Futsampa, num duelo um tanto quanto misterioso, pois não se sabe o que esperar da nova equipe do Chuteira.
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