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CHUTEIRA NEWS: 4ª RODADA VI CHUTEIRA DE PRATA

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Maciota’s 2 x 2 Elefantes Indomáveis

MACIOTA’S CEDE EMPATE PARA ELEFANTES E EMBOLA GRUPO


Após abrir vantagem de 2 x 0 com Alê, time se perdeu em campo e possibilitou reação dos alvilaranjas

Por Stela Aquino

A equipe do Maciota’s já entrou em campo precisando vencer para se redimir da derrota na rodada anterior, quando deixou a liderança isolada para o Rabeloska. Só a vitória para manter o time brigando pela ponta da tabela. Enquanto isso, o Elefantes vinha embalado pela goleada sobre o Camelo e a reação na tabela após a derrota de abertura do torneio.

Logo no início parecia que o Maciota’s não deixaria a vitória escapar. O time da Sharizza mantinha a posse de bola e, logo aos 3 minutos, o zagueiro Lê dominou no meio de campo e foi sozinho até a meta adversária, mas chutou pra fora.

Assustados com a pressão, o Elefantes não demorou a manter a bola no próprio campo com troca de passes entre os defensores. A melhor oportunidade só viria aos 11 minutos com uma cobrança de falta muito próxima do gol do adversário. Porém, a jogada ensaiada não saiu como o planejado e a bola foi direto pela linha de fundo, sem preocupar o goleiro Cheik.

Os avançados do Maciota’s insistiam no gol, mas o zagueiro Thomas trabalhava para não deixar que as investidas se tornassem vantagem numérica no placar. Porém, após disputa na área, a bola sobrou para Alê fazer 1 x 0 para o Maciota´s em bonito lance.

A chance do empate veio em seguida, aos 16, em outra cobrança de falta, mas Thomas cobrou para fora. Pouco depois, novo revés aos paquidermes. Disputa pela bola dentro da área do Elefantes acabou com o mesmo Alê mandando a redonda para o barbante. Era o segundo do Maciota’s.

Os indomáveis pareciam domados pela zaga adversária, que não deixava espaços para contra-ataques. Com o time indo atrás do resultado, o Maciota´s passou a abusar das faltas para parar o ataque rival. Nos acréscimos do primeiro tempo, a equipe laranja e branco até conseguiu marcar seu primeiro tento, com Lucas, mas o árbitro anulou o gol alegando falta do atacante no lance anterior. O Elefantes reclamou muito do apito, ao mesmo tempo o adversário reclamava das seis faltas já marcadas para o time.

Incentivados pelo gol anulado e pela boa recuperação da equipe, o Elefantes começou o segundo tempo com bom domínio de bola e várias jogadas a gol. O goleiro Cheik foi exigido várias vezes, já que sua zaga não se entendia como no primeiro tempo.

O Maciota’s teve o primeiro lance de perigo aos 7 minutos, quando, após cobrança de falta do adversário, Erick dominou a bola e trouxe até a área do Elefantes, mas concluiu para fora. Dois minutos depois o Elefantes conseguiu, finalmente, ter êxito nas cobranças de falta ensaiadas. Thomas cobrou e Daniel apareceu de trás para marcar 2 x 1.

A equipe do Maciota’s, que já havia relaxado após abrir 2 x 0, se perdeu completamente após o gol sofrido. Ao invés de se concentrarem em reaver a vantagem ou defendê-la, os jogadores aplicaram suas energias em reclamar dos árbitros, bater boca entre si e até mesmo com a pequena, mas barulhenta torcida.

O Elefantes soube aproveitar a instabilidade emocional do rival e continuou a atacar sem piedade. Aos 13 minutos, quase chegaram ao gol de empate com Maurício, mas a bola caprichosamente passou por todos os jogadores e foi para fora.

As jogadas do Elefantes surgiam todas pelas laterais, setor mais desguarnecido pelo Maciota’s. Não à toa o empate veio de um passe de Thomas, pela lateral esquerda, para Douglas, que mal dominou e já chutou a gol, sem chances de defesa para Cheik. 2 x 2.

Após o segundo gol, as reclamações do Maciota’s se intensificaram, mas os atacantes voltaram a aparecer. Porém, Thiago Badari, do Elefantes, fazia um bom trabalho de defesa e armação no meio de campo para evitar que as jogadas do rival se revertessem em gol. Já no fim da partida, Diego quase conseguiu o gol que traria a vitória, mas foi travado na hora do chute pela zaga do Maciota’s, que mesmo com problemas de entrosamento ainda se esforçava para segurar o empate. Quase no último lance da partida Diego recebeu o cartão azul e saiu de campo. Mesmo com a vantagem de um jogador a mais, o Maciota’s não conseguiu achar espaços para contra-atacar e saiu de campo com a sensação de ter deixado a vitória escorrer, como água, pelas mãos. Ambos os times somam 7 pontos e estão na 3ª posição do grupo, atrás 5 pontos do líder Rabeloska, adversário do Elefantes na próxima rodada. O Maciota´s encara o Xoras, também com 7 pontos.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Roleta Russa Olímpico 5 x 4 Cachorro Velho

CACHORRO PERDE OUTRA E SE VÊ EM SITUAÇÃO COMPLICADA


Time da PUC jogou bem, mas acabou sendo derrotado pelo Roletinha e soma 4 derrotas em 4 jogos

Por Tamires Paulino

Cachorro Velho e Roletinha fizeram o primeiro jogo de uma tarde que prometia – não só pela chuva que ameaçava cair a qualquer momento – mas pela tabela que anunciava os confrontos entre grandes equipes dessa edição do Chuteira de Prata.

Após 3 derrotas, o Cachorro tinha que sair do zero de qualquer maneira. O ROletinha buscava a estabilidade ainda não encontrada na atual edição. Assim, logo no começo, Brian abriu a contagem para o Roletinha em um lance tão confuso que o árbitro até tinha dado o gol para outro jogador. Pouco depois, Thiaguinho devolveu para o Cachorro Velho em lance rápido, recebeu na frente e marcou – simples assim.

O jogo foi tão movimentado que não havia muitos lances intermediários. Os ataques estavam em tarde muito eficiente, e os jogadores de frente estavam recebendo muitos passes e marcando – até parecia o sábado perfeito das equipes. Tanto é que, logo após o gol de Thiaguinho, Bruninho recebeu embaixo do travessão e só teve que empurrar – na hora certa, no lugar certo para colocar o Roleta Olímpico à frente.

Parecia que os times não se acalmariam, que ficariam nessa de vai e volta até o fim. Logo após o gol de Bruninho, Giggio chutou com força da entrada da área e empatou de novo.

Zooboo deu um chute para o gol que saiu bem fraco. Ele mesmo já tinha desanimado, mas eis que um montinho artilheiro no meio do caminho resolveu ajudá-lo e quase enganou o goleirão Edu. Não era uma partida convencional mesmo. Falando em goleiros, o do Cachorro Velho estava adiantado demais para impedir o terceiro gol do Roleta, que veio em cabeçada do pequenino Catatau no cantinho. Antes do fim do primeiro tempo, o Cachorro ainda teria uma chance de empatar novamente com Giggio, que foi conduzindo a bola e driblando os adversários com vários balõezinhos num lance realmente belo, mas quando entrou na área o goleiro se adiantou e lhe tomou a bola.

No segundo tempo, a partida continuou equilibrada. Não dava para escolher um melhor, simplesmente porque ninguém dava chances ao adversário de se destacar e os gols não eram “sentidos” como costuma acontecer. Era simplesmente mais um momento de colocar a bola no meio de campo e reiniciar a partida, nada para ser lamentado. Pensando nisso, Catatau tentou dar a vantagem definitiva para seu time – e conseguiu. Chutou no canto, ampliando para o Roletinha.

Entretanto, lá estava o Cachorro Velho, que não se entregava: em escanteio cobrado por Giggio, Tonhão fez de cabeça, posicionado no primeiro pau. 4 x 3.

Vendo o crescimento iminente do adversário, o Roleta Olímpico pediu tempo – e deu resultado. Logo depois da reunião, Brian fez o quinto do seu time com um chute rasteiro. O troco dessa vez demoraria muito a vir. As jogadas ficaram um pouco mais difíceis de serem emplacadas de repente, mas, mesmo assim, eles conseguiram diminuir o placar: Tupi chutou cruzado e fechou o placar num resultado bastante desfavorável para seu time que tinha obrigação de vencer.

O Roleta, que também não está em boa situação, respira e tem agora 6 pontos, aparecendo na 6a posição. Encara agora o É Verdadeee, com 5 pontos. Já o Cachorro Velho, o outro único time que ainda não pontuou na competição, decide contra o Canhedo Beppu quem fecha a porta do grupo e carrega a lanterna.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

My Balls 6 x 2 Zenite

MY BALLS ATROPELA ZENITE E DISPARA NA PONTA


Surpresa do grupo não conseguiu segurar a máquina do My Balls, que segue liderando com folga e goleando quem apareceu em sua frente

Por Tamires Paulino

Líder, o My Balls tinha mais um desafio pela frente para manter a posição privilegiada na tabela. O adversário era o Zenite, que, apesar de bom, não foi páreo para a verdadeira máquina mortífera do grupo.

Foram poucos lances até o gol, sem aquele costumeiro ato de conhecer o adversário. O My Balls simplesmente veio com tudo e impôs seu ritmo logo de cara, marcando três gols rapidamente – uma prova para não deixar dúvidas do porquê são os mais sérios candidatos a subirem para a Ouro direto. Primeiro foi Pedrinho, depois Paulinho Caieiro deu um chute à meia-altura e fez o segundo; em seguida, ele mesmo recebeu na cara do gol após jogada pela lateral. Só restou-lhe empurrar para a rede.

Com muito a resolver – afinal 3 x 0 contra em tão pouco tempo não é para qualquer um –, restou ao Zenite fazer seu pedido de tempo e tentar arrumar a casa antes que fosse tarde demais e o placar indicasse goleada.

Cabe mencionar mais uma vez o que muitas vezes já foi dito, mas parece que passa despercebido por todos os adversários do My Balls: o time tem um toque de bola rápido e sabe aproveitar muito a posse de bola. É um dos times (se não o mais) mais pacientes do grupo. Ficam tocando até o momento certo, até conseguirem espaço na zaga adversário. Se não conseguem, recuam, entretanto aguardam o melhor momento para levarem a bola à área adversária pelo chão, sem o tradicional chuveirinho que, esqueçam, definitivamente não é a melhor tática: só serve para a hora do desespero mesmo.

Feito o parênteses e após a conversa em tempo técnico, o Zenite voltou um pouco melhor, menos assustado e mais disposto a melhorar a própria situação. Tanto é que, após passe, Paulinho deu um voleio meio desengonçado e mandou para as redes, melhorando a situação da melhor forma possível: com gol. O problema é que o My Balls tinha Pedrinho, que fez o quarto gol em seguida.

O placar só não foi maior porque a última chance do primeiro tempo foi desperdiçada por Gustavinho, que carregou a bola até a entrada da área, mas chutou por cima do gol. A volta para o segundo tempo não seria nada diferente. O My Balls continuaria a dominar a partida, criando diversas situações de gol. Logo de cara Gustavinho enganou o zagueiro na entrada da área e ficou sem ninguém em sua frente – exceto o goleiro – para impedir seu chute. Para fora, infelizmente. Minutos depois, Buga recebeu cruzamento rasteiro e só teve que empurrar para o gol e marcar 5 x 1.

Se segurando como podia para evitar, a essa altura, não piorar seu saldo de gols, o Zenite se fechou. Mas, como já citado, paciência para abrir as defesas adversárias é o que não falta ao My Balls. Assim, foi só cadenciar um pouco o tempo, enquanto a aposta oposta era o contra-ataque. Um desses lances de paciência rendeu um cruzamento de Ordilei, no qual Magrão quase fez de letra, mas Bruninho tirou em cima da linha. Pouco tempo depois, no entanto, o My Balls perderia Gustavinho, que saiu com o tornozelo machucado.

Para evitar o gol, quando o goleiro vê o atacante se aproximando e ele está sozinho, a pior das hipóteses é fazer falta se o oponente está dentro da área, mas infelizmente é a coisa que quase todos optam por fazer – talvez por desespero, ou falta de pensar em outra opção mesmo. Foi o que Binhão fez quando viu o atacante do My Balls se aproximando: voou em seus pés e esqueceu a bola. Pênalti cobrado por Ordilei, alto, sem chances para defesa. 6 x 1 para o My Balls, faltando poucos minutos para o fim do jogo.

Com o momento do apito final se aproximando e sem ter muito que fazer, o Zenite resolveu apostar no ataque – não havia mais o que perder – e conseguiu ser bem sucedido com Japa, que chutou de fora da área e acertou o ângulo, diminuindo – e fechando – o placar em 6 x 2.

Com a vitória, o My Balls mantém a liderança do Grupo B, com 3 pontos de vantagem para o CAV, justamente seu adversário de 5ª rodada. Já o Zenite tenta a recuperação diante do Bucets, ex-lanterna após derrotar o Canheddo Beppu.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Obrigado Senhor 4 x 2 Xoras

OBRIGADO SENHOR VIRA PARA CIMA DO XORAS E SEGUE NA COLA DO RABELOSKA


Mesmo sem reservas, time do capitão Thales surpreende no fim e retoma vice-liderança do grupo

Por Stela Aquino

O placar não reflete exatamente o que foi o embate entre Obrigado Senhor e Xoras. A partida começou equilibrada, com muita marcação dos dois lados. Nenhuma equipe queria ser a primeira a se abrir e avançar com força para o ataque. Por isso mesmo o jogo se concentrava no meio de campo. Ambos os times vinham de vitória na rodada anterior, conseguidas em partidas difíceis e bem disputadas.

Logo aos 5 minutos, o capitão do Xoras, Alemão, sofreu falta no meio de campo e saiu com dores no tornozelo. Pouco depois, a equipe conseguiu levar perigo pela primeira vez à meta rival com jogada pela lateral esquerda de Pimenta. Mas o chute não assustou o goleiro, que só olhou a bola sair pela linha de fundo.

O Xoras dominava a partida e, aos 10 minutos, conseguiu abrir o placar com belo gol de Mirin, que trouxe a bola dominada desde o meio, passou pela zaga e fez 1 x 0.

O capitão Thales, do Obrigada Senhor, tentava motivar sua equipe organizando as jogadas no meio de campo, mas quando seu time chegava à área adversária era barrada pelo goleiro Tatá.

Aos 12 minutos mais uma chance do Xoras com Mirin, que, após levantamento de Alê pela direita, quase marcou de cabeça. O arqueiro Chalupe teve dificuldades para fazer a defesa, assustando sua equipe. Mas não tardou para o Obrigado Senhor se lançar com todos os seus jogadores para o campo de ataque e fazer a zaga rival trabalhar. Aos 20 minutos Cabe quase marcou, mas foi parado por Tatá, que fazia uma boa partida. Pouco depois, o mesmo Cabe recebeu cruzamento de Lucas Oliveira, que obrigou o goleiro a sair na dividida. O Obrigado Senhor encerrou o primeiro tempo sem gols, mas esboçando uma reação, que de fato viria no segundo tempo.

O jogo recomeçou com um Obrigado Senhor motivado, mas que ainda pecava nas finalizações. O zagueiro Leo, do Xoras, era o principal nome a evitar que a equipe rival tivesse sucesso em suas conclusões.

Aos 8 minutos, com o Xoras estava acuado em seu campo de defesa, Cabe chutou cruzado obrigando o goleiro a cair para fazer a defesa. Dois minutos depois foi a vez do centroavante Lucas Oliveira exigir de Tatá nova defesa.

Após tanta insistência, Cabe finalmente conseguiu marcar para o Obrigado Senhor, igualando o placar em 1 x 1 aos 11 minutos. O goleiro Tatá, que havia salvado tantos gols antes, dessa vez saiu um pouco atrasado e deixou a bola passar.

Após o empate o Xoras deixou muitos espaços abertos e, apenas um minuto depois, Cabe fez outro com passe vindo da direita. O segundo gol fez com que a equipe do Xoras substituísse o goleiro Tatá, que após várias divididas já não estava mais tão firme.

Aos 15 minutos o zagueiro Colla fez falta na entrada da área e levou cartão amarelo. A equipe do Xoras teve a chance de empatar na cobrança, mas Mingo chutou com muita força e a bola, que parecia que ia entrar, passou pelo travessão.

Apesar de ter perdido a estabilidade, o Xoras não desistiu e Pimenta conseguiu o empate com um bonito gol, descendo pela lateral esquerda e chutando cruzado. 2 x 2 no placar e a torcida do Xoras ainda acreditava na vitória.

Porém, após a igualdade, faltou fôlego para o Xoras. As jogadas passaram a ficar lentas e sem foco. A movimentação pelo meio, que antes era rápida, ficou arrastada, e o Obrigado Senhor, que nada tinha a ver com o cansaço do rival, aproveitou a chance. Cebola roubou a bola no meio de campo e chutou de frente, sem chances para o arqueiro do Xoras. 3 x 2, que não tardou em se transformar em 4 x 2 aos 24 minutos de jogo. Lucas Oliveira aproveitou espaço aberto na lateral esquerda da defesa adversária e marcou.

Fim de partida e uma vitória justa do Obrigado Senhor, que esperou o momento certo para usar de velocidade e, na raça, cansou os adversários, se aproveitando da apatia que tomou conta do Xoras no segundo tempo. O Obrigado Senhor, após empate entre Maciota´s e Elefantes, volta a ser vice-líder, com 7 pontos, 5 atrás do Rabeloska. O Xoras permanece com 7, na 5ª posição.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Camelo 3 x 1 Diabos Negros

CAMELO VENCE DIABOS E BUSCA REAÇÃO


Camelo faz boa partida com atacante Noal e, com resultados, Diabos amarga última posição

Por Stela Aquino

Em jogo em que os dois times não estavam bem na tabela, não faltou emoção. O Camelo vinha de derrota acachapante para o Elefantes Indomáveis, já o Diabos Negros, de um empate nada bom com o Joga 13. Dadas as circunstâncias, era de se esperar que nenhuma das equipes entrasse em campo com muita motivação, mas os diabólicos pareciam determinados a conseguir os 3 pontos. Logo aos 3 minutos, Madhi levou perigo ao gol do Camelo com chute cruzado, descendo pela lateral direita.

A zaga do Camelo trabalhava com afinco, mas aos 9 minutos não teve jeito. Mahdi marcou um gol que parecia quase impossível. Em uma meia bicicleta mandou para a meta. O goleiro Fernando Araujo conseguiu segurar a bola, mas ela já havia passado a linha do gol. O árbitro, que não havia visto o lance, demorou a decidir se validava ou não o lance, mas por fim marcou Diabos Negros 1 x 0.

O Camelo estava apático em campo, provavelmente já se conformando com mais uma derrota. Mas, após passe de Cris Dantas, Noal, sempre ele, chutou forte e marcou 1 x 1 no primeiro lance de boa movimentação de seu time.

O time de Iago acordou para o jogo. A apatia inicial se foi, e os jogadores começaram a se entender, fazendo boa troca de passes. Os jogadores do Diabos Negros ainda insistiam, mas não conseguiam finalizar com sucesso.

Aos 20 minutos, Miluzzi, do Diabos, protagonizou uma forte dividida com Henrique, que por incrível que pareça resultou em falta a favor do Camelo. Araújo cobrou, mas a bola passou por cima do travessão. Só aos 19 minutos os diabos reagiram: Matheus Ferracini chutou forte do meio de campo, mas não assustou o goleiro. O Camelo também insistia: cobrança de falta, dessa vez com Rafael Rizzo, acabou com a bola para fora e o primeiro tempo em 1 x 1.

As equipes voltaram para o segundo tempo com pouca vontade de definir e muito perde e ganha no meio de campo. O goleiro do Camelo ensaiou um tumulto com o árbitro, por conta de uma falta marcada a favor do Diabos, mas logo foi controlado pelos colegas de time.

O primeiro bom lance surgiu com Noal, que dividiu com o goleiro Marco. O Camelo insistia no segundo gol, mas ele demoraria um pouco a vir. Só aos 22 minutos é que Noal conseguiu fazer um belo passe para Rafael Rizzo marcar 2 x 1 e virar para sua equipe.

Após passar à frente no placar, o Camelo recuou, dando chance aos ataques do Diabos Negros, mas as finalizações não era certeiras. Cadu ainda se esforçou para empatar, mas suas investidas paravam na zaga. Aos 24 minutos, Zuppo mandou no gol, mas o goleiro segurou firme.

Para fechar com chave de ouro, Noal fez mais um para o Camelo, trazendo a bola pelo meio, entrando na área e chutando de frente. Marco não teve chance de fazer a defesa. Fim de partida, Camelo sai do zero e inicia reação no Grupo A, conforme profetizou o ex-goleiro Johnny. Já o Diabos Negros cai para a última posição do grupo, com apenas um ponto somado.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Ras Time 4 x 4 É Verdadeee

RAS E É VERDADEEE EMPATAM EM VERDADEIRO ESPETÁCULO DE BOLA


Igualdade cedida na reta final irrita Gavião e salva Ras Time da primeira derrota na competição

Por Tamires Paulino

Ras e É Verdadeee protagonizaram um jogaço daqueles dignos de final de campeonato com pontos corridos. O primeiro, destaque técnico do grupo, fez mais uma bela exibição; o segundo vinha de uma derrota para o líder do grupo.

Os lances que passaram próximo ao gol não foram escassos. Pelo É Verdadeee, foram dois em poucos minutos. No primeiro, Junior chutou na junção entre a trave e o travessão. Em seguida, Gavião recebeu na frente, mas foi travado pelo goleiro Cipó na hora do chute. Com tantas chances boas – sendo citadas algumas – o gol não tardaria a acontecer: Bruno Barbosa seria o responsável pelo feito. Aliás, feitos, visto que pouco depois ele marcaria o segundo, justo quando a chuva que ameaçava o PlayBall cismava em ir e voltar.

O Ras também estava bem acordado no jogo. Para variar, Ritolê estava a toda, ajudando o time como podia. Artilheiro que é, tratou de dar logo um chute no meio do gol após receber passe e diminuir o placar aos 17 minutos.

Após o gol de Ritolê o ritmo continuou frenético. Flávio César cobrou falta, Cipó espalmou. Vinícius entrou com tudo, chutando de primeira para fora. Eram muitas chances para ambos os lados, nem sempre convertidas a seu favor, mas que contribuíam muito para o espetáculo. Era até difícil acompanhar tamanha velocidade. Veloz mesmo foi Ritolê, que, de ajuda em ajuda, jogada em jogada, conseguiu empatar ainda no primeiro tempo. Assim, em empate terminava o primeiro tempo.

No reinício da partida, nada de diminuir o ritmo, pelo contrário, dá-lhe mais correria e mais várias chegadas aos gols. Dennys Guedes foi o primeiro a protagonizar jogada de perigo para o Ras: deu um belo chute de efeito direto do meio de campo no travessão. Ainda para o time azul-marinho, Rernanes cobrou falta à direita do gol. Tamanha insistência também daria resultado: após cruzamento, Ritolê mandou para o gol. Era a virada do Ras.

Com a virada veio o pedido de tempo do É Verdadeee. A conversa deu resultado: assim que voltaram, Fred empatou. Nesse jogo de fazer e devolver, pela lógica, era vez do É Verdadeee reagir, mas o tempo estava ficando apertado. Restava saber se seriam capazes. Ou, claro, o Ras poderia ampliar o placar. Num jogo com um ritmo desses, um empate era o mais justo, mas um ponto era muito pouco para quem apostou do início ao fim no ataque e em seus setores criativos.

Bruno Barbosa, de cobertura após lambança de Cipó, que parece querer novo vídeo com o funk do frango, numa verdadeira pintura, faria o quarto gol, colocando o É Verdadeee de novo na frente. Haja fôlego! A equipe do Ras mostrava-se incrédula. Deixaria o resultado escapar? Faltavam cinco minutos para o término da partida e, àquela altura, pelo menos o empate era lucro.

Assim, correram, correram e criaram, mas o nervosismo e desespero cismavam em atrapalhar o gol de empate, até que, inacreditavelmente, aos 24 minutos Iasi deu um chute cruzado no canto direito e empatou o jogo para o Ras! A comemoração foi digna de uma final.

Para o É Verdadeee, foi um tiro no peito deixar a vitória escapar de tal forma, tanto que Gavião era só bronca na saída de quadra. Com 5 pontos, o EV perdeu a chance de definitivamente brigar pelas primeiras posições já na próxima rodada, quando terá decisão diante o algoz Roletinha. O Ras tem briga de gigantes contra o Acidus, jogo que pode valer até a vice-liderança caso o CAV não vença o My Balls.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Rabeloska 3 x 1 Joga 13

RABELOSKA VENCE JOGA 13 COM AUTORIDADE DE LÍDER


Joga 13 bem que tentou, mas não conseguiu segurar o Rabeloska, líder absoluto do grupo

Por Stela Aquino

A calmaria que pairava no ar antes da partida começar não duraria muito tempo. Todos os olhos estavam voltados para a penúltima partida do dia e a pergunta que não calava era: será o Joga 13 capaz de parar o embalado Rabeloska?

Enquanto o favorito vinha de uma goleada de 4 x 0 sobre o Só Canelas, o rival vinha de um empate cedido no final da partida para o Diabos Negros. Porém, como passado é passado, a equipe do Joga 13 entrou em campo decidida a manter a posse de bola e ir para cima do Rabeloska, que, recuado, defendia em seu campo.

Aos poucos a equipe do capitão Barata se achou em campo, graças a seus esforços para colocar a bola no chão e fazê-la se movimentar pelo meio de campo. Mas, em um momento de pane da defesa do Rabeloska, Lucas recebeu passe da direita e abriu o placar para o Joga 13.

Porém, mal deu tempo de comemorar o gol, pois logo veio o empate. Vasko chutou no meio do gol e deixou tudo igual. O Rabeloska não parecia disposto a perder a liderança facilmente e dominou o jogo. Nos dois minutos seguintes Maradona e Barata concluíram, mas não marcaram. O 13, que iniciara com pressão para cima do rival, agora estava acuado.

Já quase no fim do primeiro tempo, o jogo seguia empatado, mas uma falta dura de Zóio em cima de Maradona fez o time todo do Rabeloskas se manifestar. O árbitro, porém, mandou a partida seguir e, já nos acréscimos, Lucas conseguiu chutar a gol, mas o goleiro Tassio só ficou olhando a bola sair.

Ao voltar do intervalo, o Rabeloska continuou a pressionar a zaga do 13, que resistia bravamente, enquanto o goleiro Muralha fazia belas defesas. Nenhuma das duas equipes parecia disposta a ceder mais um tento.

Logo o jogo ficou morno, com jogadas lá e cá, mas sem grandes emoções. O Rabeloska insistia pelas laterais com Dick Vigarista, mas o goleiro continuava a pegar todas as bolas que vinham contra a sua meta. O apelido vinha lhe caindo muito bem.

Mas logo o tempo virou, e o vento e a chuva caíram sobre os jogadores. O jogo, que antes estava morno, se tornou um turbilhão de emoções. Aos 22 minutos, Dick finalmente conseguiu furar o bloqueio do goleiro Muralha e virou o placar a favor do Rabeloska.

O líder da tabela agora dominava a partida e do lado de fora da quadra uma torcida insuflada causava um pequeno tumulto, o que não desconcentrou o Rabeloska, que buscava o terceiro gol com afinco. Foram dois chutes certeiros na meta adversária, com Drogbruno e Barata, que só não entraram graças aos esforços de Muralha, que estava inspirado.

Já nos acréscimos, Ibrahim chutou de frente para o gol, já dentro da pequena área, e marcou o gol que decretava a vitória e garantia a liderança para o campeão Rabeloska. Fim de jogo, 3 x 1 no placar e depois do tumulto, a bonança. A torcida se foi, levando os gritos e discussões, assim como a chuva.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

CAV 2 x 1 Acidus

CAV VENCE ACIDUS EM JOGO COM CLIMA EXALTADO


Time amarelo-limão buscou o gol e foi melhor quase o tempo todo, mas lado emocional pesou e, com Caballero e Louiz fora, não conseguiu empatar

Por Tamires Paulino

O jogo mais aguardado da rodada não poderia ter sido mais quente. Duas das principais equipes dessa edição do Chuteira de Prata, CAV e Acidus se enfrentaram na disputa pela maior proximidade possível do primeiro lugar. O Acidus atacou mais, o CAV soube se defender e, ao fim, o nervosismo de alguns jogadores prejudicou o espetáculo e também as possibilidades do time limão de ao menos empatar.

Se o equilíbrio se mostrou no placar, dentro de campo o Acidus teve hegemonia de posse de bola e ataque. O time começou atacando com Victão, que chutou em cima do goleiro, no rebote chutou em cima dele de novo, que soltou a bola. Caballero pegou o rebote e, na cara do gol, chutou por cima.

O time tinha domínio e chegada ao gol de Quintanilha, mas faltava pontaria. Embora chegassem mais ao gol adversário, não conseguiam concluir favoravelmente. Outra chance clara desperdiçada foi a que Caballero tocou para Flávio, que cruzou para Louiz de frente para o gol sem goleiro. Ele não alcançou a bola quando tudo que tinha que fazer era empurrar.

Como quase sempre acontece nesses casos, quem não faz, leva. Em lance individual, Vitinho veio do meio de campo cortando aqui e ali e saiu na cara de Urso, que fez uma defesaça cara a cara, mas a bola sobrou em rebote para ele mesmo, que de joelho tocou para dentro do gol, para desânimo dos jogadores do Acidus. Foi uma das poucas chances que trouxe efetivamente algum perigo ao gol amarelo-limão.

Pouco depois, Caballero recebeu na frente, tentou tirar de Quintanilha, mas não tirou tanto assim, pois o pequenino espalmou com as duas mãos para fora. O CAV, então, realizou seu pedido de tempo.

Mesmo após o tempo, o CAV ainda teve poucas chances de gol. O Acidus continuou a pressão com Caballero, que protagonizou lance muito semelhante ao descrito anteriormente. Em seguida, Louiz cobrou falta e Teté fez como aquele antigo ditado futebolístico: “Bola pro mato que o jogo é de campeonato!”. O último lance do primeiro tempo, no entanto, foi do CAV. Victão fez falta por trás em Caio Fleischmann, que ficou no chão um tempão. Na cobrança, Betoni soltou o pé por cima do gol de Urso.

O segundo tempo seria o responsável pelas impressões mais fortes da partida. O jogo ficou mais duro, mais pegado, com o Acidus martelando em busca do empate. O CAV buscava surpreender sempre em lances de individualidade, com Vitinho, Marcel ou Teté. Após cobrança de falta de Vitor Amato, Caballero perderia mais um gol. Batata também chutaria uma bola por cima do gol antes do principal lance que protagonizaria.

A chuva já incomodava a torcida e o tempo dentro de quadra foi esquentando. Após Caballero carregar a bola pelo meio, ele deu bela assistência para Batata, que, invadindo a área pela direita, fez o gol de empate do Acidus, evidentemente muito comemorado.

Porém, a alegria durou muito pouco. Um lance, na verdade, pois ao reiniciar a partida o CAV foi ao ataque e, após cortar com os pés cruzamento da direita, Felipe, que entrou no lugar de Urso, nada pode fazer para impedir que pancada de Marcel fizesse a bola morrer no fundo das redes. O Acidus não tardou a empatar, com Flávio, mas o árbitro anulou o gol alegando falta de Louiz quando fez a parede para escorar ao camisa 8.

O segundo tento foi um balde de água fria no ânimo dos jogadores do Acidus. Mais, deixou-os um tanto nervosos. A chuva de repente apertou, e apertou também a discussão entre Caballero e Betoni, que já vinham se enroscando por todo o jogo. Após perder lance, Betoni derrubou Caballero, que caiu reclamando de soco. Os dois se desentenderam, a discussão começou, chegou todo mundo e os árbitros mandaram os para fora com o cartão azul. Os dois saíram muito alterados de campo. Começava a derrota emocional do Acidus para si mesmos.

Cada time com um a menos momentaneamente, a partida continuou. Cássio chutou uma bola rente à trave. Logo depois foi a vez de Flávio fazer o mesmo, deixando o grito de gol dos jogadores preso na garganta. Entretanto, o nervosismo já tomava conta do Acidus, que se viu inferior efetivamente em termos numéricos quando, em um lance bobo, acertou Marcel e foi expulso. Caballero e Louiz vinham sendo peças fundamentais no jogo, e o nervosismo fez com que deixassem o campo mais cedo, fazendo com que o time perdesse em muito. O CAV agradecia e tocava o jogo explorando os contra-ataques, que podiam ser fatais se não fossem as intervenções certeiras de Lói. Alguém ouviu falar de Lele nesta reportagem?

Faltavam 4 minutos para o término do jogo quando o Acidus ficou com um a menos. Mesmo assim, o time continuou martelando e se abriu ao contra-ataque, pouco explorado pelo CAV. Vitinho prendia a bola no meio e até se aventurava ao ataque pelas laterais, mas mais como forma de passar o tempo e sair do campo de defesa. Cássio ainda teve um chute de esquerda que passou perto, e Flávio tentou de cabeça.

Ao apito final, o CAV comemorou muito a suada vitória, que deixa o time na vice-liderança, com 9 pontos. O Acidus, que encontra sua primeira derrota na competição, caiu para a 4ª posição, com 7 pontos, já que o Ras empatou e chegou a 8. O Ras Time é justamente o próximo adversário do Acidus, enquanto o CAV tem jogo com o líder invicto e 100% My Balls. Dois jogos envolvendo os, até agora, 4 melhores times do grupo.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Coringa 2 x 1 Só Canelas

CORINGA ENFIM SAI DO ZERO E COMPLICA SÓ CANELAS


Em partida em que ambos precisavam da vitória para sair da zona dos aflitos, Coringa foi melhor e espantou a zica

Por Stela Aquino

A partida que encerrou a fria tarde/noite da 4ª rodada da Prata não poderia ter dois times em situação tão semelhante. De um lado, o Coringa, que ainda não havia marcado pontos no grupo; de outro, o Só Canelas, que tomou de 4 do Rabeloska na semana anterior e patinava na tabela. No embate entre desesperados e desesperados, sobressaiu o Coringa, para espanto de todos os que já o consideravam carta fora do baralho.

O Coringa iniciou o primeiro tempo com posse de bola e atacando. Baggio chutou do meio de campo mesmo, mas sem levar perigo à meta adversária. O intuito era mostrar que o Coringa ainda respirava.

O Só Canelas não se deixou intimidar e, na primeira oportunidade no ataque, fez o goleiro Gui trabalhar. Aos 8 minutos, outro lance de perigo, mas Dinho chutou para fora.

Aos 10 minutos, o Coringa conseguiu boa cobrança de falta perto da entrada da área, mas a bola parou na barreira, que não tardou a atacar o adversário com empenho, mas sem muito talento na finalização.

O jogo do Coringa então ficou restrito a contra-ataques e cobranças de falta, enquanto o zagueiro Mori evitava que o rival conseguisse concluir. Só aos 20 minutos, com um chute de fora da área de Devison, é que o Só Canelas abriu o placar.

Após o gol, o Coringa se fechou em seu campo, para irritação do Só Canelas, que reclamava de faltas não marcadas que barravam seus ataques. O árbitro apitou o fim do primeiro tempo e parecia que, mais uma vez, o Coringa ficaria devendo à sua torcida.

Mas, após a volta do intervalo, Renatinho, do Coringa, mostrou que estava a fim de jogo e chutou várias vezes a gol. O problema é que o jogador estava isolado no ataque, enquanto seu time ainda se mostrava um tanto devagar.

Enquanto isso, o Só Canelas buscava jogadas pelo meio da zaga adversária, pois esse parecia o caminho para mais um gol. Mas o Coringa parava as jogadas com falta, para desespero do adversário. Aos 10 minutos, o Só Canelas teve boa chance em cobrança de falta, mas, ao optar por cobrança rasteira, viu a bola se perder pela linha de fundo.

De repente Rafinha, do Coringa, acordou para a partida e começou a explorar as jogadas laterais em velocidade. Os jogadores do Só Canelas foram obrigados a usar da mesma estratégia do Coringa no primeiro tempo: parar os contra-ataques com falta.

Com 15 minutos de jogo, Baggio cobrou falta para o Coringa, mas a bola foi interceptada pela defesa. Seguia-se um jogo truncado no meio de campo, mas Renatinho e Rafinha trocavam bons passes e quase fizeram o empate.

Porém, a defesa do Só Canelas não conseguiu segurar por muito tempo o ímpeto do Coringa e, após cruzamento de Mori, Renatinho marcou de cabeça. O Só Canelas teve a oportunidade de passar à frente mais uma vez em uma cobrança de falta de Felipe, mas a bola carimbou a barreira.

Nos minutos finais, pressão do Coringa em busca do segundo gol, que finalmente veio aos 22 minutos. Renatinho tentou de cabeça, mas o goleiro espalmou para a esquerda. Antes da bola cair, Rafinha chutou direto para o gol, sem chances para o goleiro.

Após a vantagem, o Coringa se fechou e passou a defender apenas. Os dois times já somavam 5 faltas de cada lado e ainda havia alguns minutos de jogo. O Só Canelas buscava o empate sem sucesso, e a frustração da derrota já pesava sobre os ombros de seus jogadores quando, após sofrer uma falta, Dinho tentou dar um chute em Ligeiro, do Coringa. O árbitro ignorou o lance e mandou o jogo seguir.

O Coringa segurou o 2 x 1 até o minuto final já sem poder fazer nenhuma falta. O Só Canelas saiu de campo se sentindo injustiçado e mantém só 2 pontos na tabela. Apesar da vitória e dos primeiros 3 pontos, o Coringa ainda não pode rir, pois ocupa só a 8ª colocação do Grupo A.

VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Bucets 3 x 2 Canhedo Beppu

BUCETS VENCE CANHEDO EM JOGO COM CLIMA DE DECISÃO


Jogo entre times zerados acabou com surpreendente vitória do Bucets, que acentua crise na velha guarda da engenharia do Chuteira

Por Tamires Paulino

O jogo entre Canhedo e Bucets tinha um “quê” de desespero. Ambos em situação que não é das melhores no campeonato – lanternas sem nenhum ponto. Desde o início, a aposta foi o ataque. No entanto, como a aposta era dupla, o que se viu foi uma partida truncada, em que a bola esteve bastante presente no meio de campo.

No começo as equipes colocaram todo o gás disponível em suas jogadas. O maior gás foi do Bucets, que abriu o placar com Felipe Almeida. Minutos antes, aliás, ele já tinha mandado uma bola na trave, assustando o adversário.

O jogo continuou num clima acelerado, mas o Canhedo pareceu acordar de repente, chegando mais vezes ao gol. Com esse pensamento em mente, Testa protagonizou os dois principais lances de sua equipe ainda na primeira metade de jogo: primeiro, ele cobrou falta próximo ao gol, mas o goleirão estragou a festa do empate. Depois, em lance rápido, ele recebeu na frente e só teve o “trabalho” de empurrar para o gol aberto – o lance havia sido rápido demais para o goleiro acompanhar e a zaga cometeu o erro de sempre: ficou acompanhando a bola quando devia prestar atenção em adversários livres. Era o empate.

Respirando mais aliviada, mas ainda sabendo dos riscos óbvios que um empate tem, o Canhedo equilibrou ainda mais o jogo. É claro que o Bucets não se desanimou, mas até que ambos seguraram a partida pelo meio-campo por um bom tempo. Entretanto, isso não duraria muito.

Pedro Tommasi, que estava ali na área como quem muito quer, recebeu a bola e colocou a equipe do Bucets à frente de novo. Podia-se sentir o desapontamento da equipe dos engenheiros, que por um momento pensou poder levar o empate ao menos até o segundo tempo, quando os ânimos – teoricamente – se acalmariam um pouco.

No segundo tempo, enganou-se quem pensou que o clima seria outro. As equipes voltaram do mesmo modo, correndo atrás do resultado com o peso de uma zona de rebaixamento nas costas – principalmente o Canhedo, que estava atrás no placar. Felizmente para eles, isso não duraria muito, afinal, logo no começo Rumenig recebeu cruzamento e só empurrou pra dentro, em lance um pouco parecido com o gol já mencionado do Bucets.

Novamente o clima acelerado se acentuava. Era incrível como as equipes atacavam e logo tinham seus lances devolvidos pelo adversário, num verdadeiro “lá e cá”. No desespero, lances como o de Daniel Almeida, que chutou a bola pra loooonge numa tentativa de marcar de fora da área, aconteciam com alguma frequência. Era a vontade de não deixar nenhuma chance passar.

Aos 13 minutos, no entanto, Pedro Tommasi, que já havia feito o seu, cabeceou no meio do gol e colocou a equipe vinho definitivamente à frente, para imensa comemoração dos mesmos. A partir desse momento, despontou neles o sentimento de “coração na ponta da chuteira”, uma vez que só faltavam 12 minutos para o apito final. Parece pouco para quem está de fora, um tempão para quem está em quadra.

No minuto seguinte ao gol, Marquinhos, do Canhedo, chutou no travessão, arrancando um suspiro aliviado dos jogadores do Bucets, que agora jogavam mais atrás, fechados, tentando manter o resultado tão importante para quem ainda não havia pontuado.

Pelos próximos minutos tudo que se viu foram chances e mais chances desperdiçadas por parte do Canhedo, até que, no último lance, Suzuki tocou para Testa. O camisa 13 carregou até a entrada da área e, na hora do chute, foi travado pelo goleiro. O árbitro apitou logo em seguida o fim do jogo, para a alegria geral do time vinho, que soltou seu excêntrico grito de guerra.

Na próxima rodada, o agora 8° colocado – portanto fora da zona de rebaixamento – Bucets enfrenta o Zenite. Já o Canhedo, lanterna, joga com o Cachorro Velho, o outro único time que ainda não pontuou no grupo e está em sua frente por um único gol. Será novo jogo dos desesperados. Quem perder ali pode já dizer adeus a qualquer chance de classificação e focar seus esforços para não cair para a Série Bronze...
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