Time de Pedrinho soube explorar a posse de bola e, com boa estrutura defensiva, conseguiu segurar os meninos celestes e chegar à semifinal
Por Douglas Almasi Santos
Com paciência e muita objetividade, o My Balls derrotou – de virada – o Império Celeste na abertura das quartas de final da Prata. Assim, o time chega entre os 4 melhores da série e, de quebra, já está sendo apontado como maior favorito ao título. O próximo compromisso do time de Nó será ante o Diabos Negros, no próximo sábado. Já o Império Celeste se despediu de cabeça erguida, uma vez que vendeu caro a derrota e, além disso, fez excelente campanha para um novato de série.
A primeira tentativa foi do Império. Em cobrança de falta, Eduardo soltou a pancada no meio do gol, mas o arqueiro Gabriel estava bem posicionado e fez a defesa. O My Balls já tinha na posse de bola seu esquema de jogo. Lusa, do meio de quadra, arriscou chute que saiu por cima da meta de Gamarra. Mesmo tocando a redonda pacientemente, o My Balls saiu perdendo, quando Eduardo recebeu de Guedes e não perdoou, colocando os celestes na dianteira.
Porém, para quem esperava um Império avassalador, enganou-se. O My Balls passou a sufocar o adversário. Bola lançada na área, a sobra ficou com Bruno Valdívia, que chutou para fora. Logo depois veio o empate: a zaga celeste saiu jogando errado, Nó recebeu passe pelo meio e abriu na direita onde estava Magrão, que só teve o trabalho de empurrar às redes. E a pressão continuava. Fernando Souto fez bonita jogada e abriu bom passe na esquerda para Nó, porém, o chute foi para fora. Depois, Paulinho Caieiro recebeu na direita e chutou, mas sua tentativa também foi para fora. Logo em seguida, Nó recebeu na entrada da área e arriscou de bico, mas Gamarra estava atento e espalmou a bola à lateral.
Após passar por um período sem conseguir atacar, o Império chegou com perigo. Guedes dominou pelo meio, foi travado pela zaga, mas a bola ficou na esquerda para Daniel, mas este desperdiçou boa oportunidade de colocar os celestes mais uma vez na frente. No último lance antes do intervalo, Quevas arriscou do meio da quadra, mas Gabriel cresceu na hora certa e foi buscar no canto direito, jogando para escanteio e impedindo o segundo tento do Império. E, com um jogo tão equilibrado, a tendência seria de um segundo tempo sem muitos ataques e de muita marcação. E assim foi confirmado.
As duas equipes estavam cautelosas, e os respectivos meio de campo dominavam as ações da partida. Apesar de manter a posse de bola, o My Balls tinha dificuldade para passar pela defesa celestial. E ainda sofria com os contra-ataques. Em um deles, após bate e rebate dentro de sua área, Daniel chutou forte, mas a bola saiu por cima da meta. O My Balls respondeu com Paulinho Caieiro. O camisa 8 foi acionado na ponta esquerda e chutou para dentro da área, mas ninguém chegou a tempo de concluir. O Império quase marcou com Guedes: em cobrança de falta, o camisa 10 soltou o pé, e a bola carimbou a trave esquerda.
A partida estava equilibrada, mas o My Balls tinha mais poder de ataque e conseguiu o gol da virada. Bola na ponta direita para Batata, que dominou e, com muita precisão, cruzou na cabeça de Robgol. A testada foi firme, sem chances de defesa para Gamarra. Em vantagem, o time de D’Alonso passou a esfriar a partida, tocando a bola sem deixar o adversário se apossar da mesma. Já o Império era somente coração, desesperado por um gol – uma vez que a desvantagem era sinônimo de desclassificação. Porém, a defesa do My Balls foi impecável, praticamente impedindo a chegada do rival à sua meta. Na única boa chance que teve, em cobrança de escanteio, Guedes cabeceou, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Quase perto do encerramento da peleja, o My Balls fechou o caixão celeste. Em um rápido contra-ataque, Fernando Souto – livre de marcação – recebeu e tocou para Magrão, cara a cara com o Gamarra, mas o camisa 10 perdeu excelente oportunidade. Porém, em seguida, o gol que selou a classificação ao My Balls: cobrança de escanteio na área, a zaga celeste afastou, mas Lusa pegou o rebote e chutou forte, no alto, sem chance para Gamarra. Depois foi só esperar o apito final dos árbitros e comemorar mais uma etapa alcançada.
VII CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
Diabos Negros 4 x 3 Mercenários
DE VIRADA, DIABOS NEGROS DERRUBA MERCENÁRIOS E JÁ MIRA A OURO
Além da sólida defesa, o time contou com Chagas, que acabou com as pretensões do Mercenários de chegar à decisão
Por Douglas Almasi Santos
O Diabos Negros provou por que terminou a fase de grupos na segunda colocação da chave A. Com um futebol que explora os contra-ataques, a equipe surpreendeu o Mercenários e garantiu sua passagem à semifinal da Série Prata. Chagas foi o nome do jogo, valendo-se sempre dos passes que recebeu e infernizando a defesa adversária. Já o time de Guto bem que tentou, mas não conseguiu segurar o ímpeto do adversário e deu adeus tanto ao título da divisão quanto à vaga na Série Ouro no próximo semestre.
Se o Diabos Negros aposta na defesa para depois atacar, o Mercenários faz o contrário: pressiona desde o início atrás de inaugurar o placar. E o começo do jogo foi exatamente isso. Guto recebeu pela esquerda e chutou forte, mas a bola saiu por cima. Depois, em cobrança de falta, o mesmo Guto experimentou, mas sua tentativa novamente saiu à linha de fundo. Depois da cobrança de escanteio, Diego testou firme, mas também errou o alvo.
Aos poucos o Diabos começou a jogar da forma que gosta. Em rápido contra-ataque, Marcel recebeu pela esquerda e chutou cruzado, a bola pegou o pé da trave e quase entrou. Porém, em seguida, cobrança de lateral para Chagas, que chutou cruzado, de pé esquerdo, no canto de Allyson – inaugurando o placar.
A resposta do Mercenários foi quase que imediata. A zaga do Diabos vacilou no meio da quadra e perdeu a bola para Diego Gomes. O camisa 11 avançou sozinho, em um lance muito parecido com o do vascaíno Diego Souza ante o Corinthians, válido pela Libertadores. Mas, ao contrário do xará, o Diego do Mercenários ficou de frente ao goleiro e não perdoou, empatando a peleja. O time de Marquinhos sentiu o bom momento e partiu pra cima. Depois de boa jogada pelo meio, a bola sobrou na direita para Bruno Bollito, que chutou, mas Marco fez a defesa. Na sequência, Diego fez grande jogada pela direita, entortou o zagueiro e cruzou, mas Allan chegou atrasado e perdeu ótima chance.
De tanto insistir, o Mercenários foi contemplado: Rodrigo se deu bem pela direita e tocou para a entrada da área, Allan apareceu e chutou fraco, mas a bola desviou e saiu da trajetória de Marco, estufando a rede. Com a virada, o time de Dezinho foi para o intervalo com moral. Porém, o segundo tempo reservava fortes emoções aos dois lados. O Diabos Negros começou sofrendo com o bom ataque adversário. Guto recebeu pelo meio, carregou e soltou a bomba, a bola desviou na zaga e saiu com muito perigo. Em seguida, Allan recebeu pelo meio e arriscou, mas o chute saiu fraco e foi pra fora. Se tiver que escolher um divisor de águas na partida, o momento foi após essa última tentativa do Mercenários. Tudo porque o Diabos Negros garantiu sua classificação com dois gols relâmpagos.
Cobrança de escanteio à área, e os árbitros viram um empurrão em cima do jogador do Diabos. Pênalti assinalado. Na cobrança, Chagas fuzilou no centro do gol e conseguiu o empate. O tento sofrido pareceu ter abatido o Mercenários. A prova foi que, na saída de meio de quadra pós-empate, o time perdeu a bola e viu Chagas ser acionado no ataque. O camisa 30 teve tranquilidade para tocar na saída do arqueiro e decretar a virada. Um duro golpe ao time de Kazu, que confirmou o abatimento. O time bem que tentou o gol de empate. Teve chances com Guto, de cabeça; com Dezinho, dando um lindo voleio, mas parando em defesa espetacular de Marco; com Allan e Rodrigo; até o goleiro Allyson tentou de falta. Nada de gols.
Jogando fechado, o Diabos conseguia destruir a maioria das tentativas adversárias. E ainda tinha todo o contra-ataque ao seu dispor. E fez a festa em um deles. Chagas, sem marcação, recebeu passe, dominou e abriu para Bóris, que só teve o trabalho de empurrar a pelota para dentro e deixar o marcador em 4 x 2. Era o gol da classificação do Diabos Negros.
O Mercenários ainda conseguiu descontar com Thiaguinho, que aproveitou passe de Túlio e tocou às redes. Mas já era tarde demais, e o Diabos Negros garantiu sua vaga entre as quatro melhores equipes da Prata. Na luta para chegar à decisão e levantar seu segundo título dentro do Chuteira de Ouro, o time de Marcel terá pela frente o My Balls.
VII CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
Joga 13 4 x 2 Primatas
JOGA 13 CONFIRMA ASCENSÃO, DERROTA PRIMATAS E ESTÁ A UM PASSO DA OURO
Time soube suportar a pressão do adversário e, com objetividade, conseguiu virar o jogo - que lhe rendeu uma vaga nas semifinais; Muralha foi o nome do jogo, com defesas sensacionais
Por Douglas Almasi Santos
O peso da camisa está fazendo a diferença, e, assim, o Joga 13 vai chegando mais próximo de retornar à Série Ouro – de onde caiu em 2010 e desde estão está afastado da elite do Chuteira. No último sábado, o time de Lele fez ótima partida e segurou o poder de fogo do Primatas. O goleiro Muralha foi o destaque do jogo, realizando defesas incríveis e corroborando com a classificação da equipe às semifinais. Agora, o É Verdadeee é o último obstáculo para o time retornar à principal divisão do Chuteira de Ouro. Já o Primatas se contenta com a vaga à Ouro, obtida por ter vencido o Grupo A da Prata.
Três times estavam de olho neste jogo: Ras Time, É Verdadeee e Diabos Negros torciam por um triunfo do Primatas, o que garantiria duas (das 3 citadas) equipes na Série Ouro por antecipação. E parece que a torcida deu certo. O time de Gui Fenômeno começou de forma avassaladora, atacando sem deixar espaços para contragolpes. Logo no primeiro ataque, Muralha já mostrou por que leva este apelido: o arqueiro Rodrigo, do Primatas, lançou a bola ao ataque, Rafinha dominou e chutou, mas Muralha fez defesa espetacular para impedir a abertura do placar. Um pouco depois, cobrança de lateral na segunda trave, e Tieppo deu uma puxeta para defesa do camisa 1 do 13.
O placar foi aberto por Tieppo, que recebeu pelo flanco esquerdo e chutou de pé direito, a bola desviou na trajetória e enganou Muralha. O tento sofrido fez o 13 acordar. Em cobrança de falta, Rogério, pelo lado esquerdo, soltou a bomba cruzada, mas a bola foi para fora. O Primatas respondeu após cobrança de lateral. Nando aplicou lindo chapéu no adversário e encheu o pé no canto esquerdo, mas Muralha colocou a escanteio. Enquanto Muralha fazia a diferença de um lado, Rodrigo também se destacava, mas de forma negativa: Luan recebeu pela direita e arriscou chute despretensioso, mas o goleiro acabou aceitando o chute fraco.
O empate colocou fogo no jogo. O 13 quase virou, quando Zóio puxou rápido contra-ataque e achou Rogério, que apareceu para chutar forte no centro da meta do Primatas, mas o goleiro conseguiu espalmar. O Primatas voltou a controlar o jogo, após perder as ações de meio de campo. Primeiro, Litho foi acionado e chutou, mas a bola saiu. Na sequência, Marcelinho fez linda assistência para Rafinha dentro da área. O camisa 10, livre, dominou e fuzilou a meta de Muralha, recolocando os ‘macacos’ na dianteira novamente.
O Primatas podia ter matado o jogo se não fosse o arqueiro do 13 fazer duas defesas em seguida. Na primeira, em cobrança de escanteio, Tieppo testou forte e Muralha defendeu; depois, Litho avançou e chutou forte rasteiro, mas o guarda-metas estava inspirado e defendeu novamente. Porém, a defesa do jogo veio um pouco depois, ainda no primeiro tempo. O Primatas sufocava o 13, e em um dos ataques Rafinha chutou e Muralha defendeu. No rebote, Gui Fenômeno dominou e rolou para o mesmo Rafinha, que novamente chutou, mas Muralha defendeu de forma espetacular para evitar o terceiro tento símio.
Parece que a excelente atuação de Muralha inspirou os jogadores de linha do 13. Inclusive, o time de Lele chegou ao empate antes do intervalo, com Doce marcando em cobrança de falta. Com a igualdade, era possível prever um segundo tempo eletrizante. E foi assim que se deu o decorrer da etapa. Porém, com muito menos lances de ataque, já que o nervosismo era evidente nos rostos dos jogadores. E as defesas estavam impecáveis.
O primeiro ataque efetivo da etapa final foi do 13. Tabelinha entre Doce e Felipe, a bola ficou com o primeiro, que soltou o chinelo, mas Rodrigo defendeu. Porém, a sorte da partida foi definida com dois gols que saíram um atrás do outro. E o sonho de Ras, É Verdadeee e Diabos Negros estava sendo adiado. Cobrança de falta na ponta esquerda, Doce chutou cruzado e decretou a virada do 13. E, na saída de bola por parte do Primatas, o time cochilou, perdeu a posse da pelota e viu Zóio chutar, a bola desviou na zaga e acertar a trave antes de morrer no fundo das redes. Muita comemoração pelo 4 x 2.
A partir daí o que se viu foi o coração na ponta da chuteira de cada jogador do 13. No banco de reservas, todos incentivavam seus companheiros. Muralha ainda fez mais uma boa defesa, após cabeçada de Tieppo. Mas não havia mais tempo para reações, e o Joga 13 obteve uma linda vitória, comprovando a franca ascensão no torneio.
Nas semifinais, o adversário é o É Verdadeee em jogo que vale diretamente a Série Ouro. Ao 13 só a vitória interessa, já que dos 3 semifinalistas que não estão garantidos na Ouro, é o de pior campanha, primeiro critério de desempate.
VII CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
É Verdadeee 5 x 2 Ras Time
É VERDADEEE MOSTRA CONJUNTO MELHOR E VENCE RAS
Gavião marca duas vezes e equipe elimina Ras de Cipó e Ritolê. Nas semifinais, adversário é o Joga 13
Por Nathan Laurino
O duelo entre É Verdadeee e Ras reunia duas ótimas equipes da Prata. Com certo favoritismo para o É Verdadeee, as duas equipes entraram pensando em jogar muita bola e ficar com a classificação. E se o Ras tinha os destaques individuais da competição – Cipó no gol e Ritolê no ataque –, o É Verdadeee tinha um conjunto enorme e coeso, que fez a diferença e garantiu ao time a vaga nas semifinais.
Logo no início já deu pra perceber que o duelo seria bom. Aos 3 minutos, Gavião subiu sozinho dentro da área e cabeceou para a rede, inaugurando o placar. Um minuto depois, o artilheiro do Ras respondeu: Ritolê se antecipou ao zagueiro e cabeceou para o fundo do gol. 1 a 1 em menos de 5 minutos.
O jogo era tão aberto que, no mesmo minuto do empate, Gavião quase marcou de novo. O camisa 9 do burrinho girou sobre o zagueiro e bateu, mas acertou a trave. O jogo era lá e cá. As duas equipes agrediam muito e não economizavam em chances de gol. Rodrigo Toscano bateu de longe e obrigou Cipó a fazer a defesa. No minuto seguinte, Gavião ajeitou para Bruno Barbosa bater e Cipó jogar para escanteio.
O É Verdadeee pressionava o Ras. Aos 8 minutos, Fúria se atrapalhou com a bola, mas depois deu lindo lançamento para Rodrigo Toscano. O camisa 77 saiu cara a cara com Cipó, que perdeu o tempo da bola e cometeu pênalti. O goleiro levou o cartão amarelo e saiu por dois minutos. Com isso, o artilheiro Ritolê foi para o gol e ali mostrou que pode ser tão bom quanto é fazendo gols. Na cobrança de pênalti, Rodrigo Toscano cobrou com força no canto direito e viu Ritolê fazer grande defesa, salvando o Ras.
Sofrendo pressão do É Verdadeee, o Ras sofria com a transição da defesa para o ataque. A bola não chegava com qualidade para Ritolê e, com isso, o É Verdadeee sempre se mantinha no campo de ataque. Aos 17 minutos, Girão recebeu na área e bateu para desempatar. Dois minutos depois, o Ras quase marcou, sempre com Ritolê. O camisa 88 fez boa jogada e bateu cruzado, mas Reyna fez boa defesa. No finalzinho da primeira etapa, o É Verdadeee ainda marcou mais um. Em contra ataque rápido, Kika fez boa jogada e cruzou para Gavião empurrar para o gol quase em cima da linha. 3 x 1 e fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, o É Verdadeee mantinha a vantagem e já não ia com tanta força ao ataque. O Ras continuava com dificuldades e criava poucas chances reais de gol. O lance capital da segunda etapa aconteceu aos 15 minutos, quando Kika bateu e a bola pegou na mão de Sujeira. O árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Rodrigo Toscano bateu firme e venceu Cipó. Se fosse Ritolê ele teria convertido a penalidade?
Com 4 x 1, o time alvirrubro praticamente acabou com as chances do Ras. Para piorar, Flávio fez linda tabela com Latrell e bateu na saída de Cipó para deixar o placar em 5 x 1. Sem forças e tempo para reagir, o Ras foi guerreiro e conseguiu diminuir com Ritolê, em cobrança de pênalti, fechando o placar em 5 x 2.
Nas semifinais, o É Verdadeee vai duelar com o Joga 13 para ver quem vai à grande final. O jogo vale também uma vaga na Série Ouro.
Comentários (0)