Com total controle de como se portar na partida, mackenzistas contam com 3 gols de Dick para acabar com empolgação do adversário. Nas semis, encara a surpresa Roletinha
Por Gustavo Vasconcellos
Uma partida de superação. Essa era a esperança que a equipe do É Verdadeee tinha para conseguir avançar às semis. Após a ótima vitória sobre o Obrigado Senhor nas oitavas de final, Gavião e cia. enfrentariam o Rabeloska, nada menos que o atual campeão da Bronze, primeiro colocado do Grupo A na fase de grupos e com vaga assegurada para Ouro. Entrega e vontade por parte do É Verdadeee não faltaram, mas não foi o suficiente para conseguir bater o entrosado e bom time do Rabeloska. Final de partida com um 7 x 3, resultado construído com tranquilidade durante a partida.
Devido aos uniformes muito parecidos, a equipe do EV precisou jogar de coletes, para revolta de Gavião. Mas foi quando a partida iniciou que o camisa 9 e capitão da equipe deve ter ficado realmente nervoso. Com menos de 2 minutos o Rabeloska já havia aberto o placar. Em cruzamento para área, a zaga não conseguiu afastar e Dick Vigarista, artilheiro oportunista, apareceu no meio da área para encher o pé. A bola subiu, bateu no travessão e entrou.
Só depois de sofrer o gol, o EV conseguiu a primeira boa chegada. Girão recebeu passe na direita e bateu firme, obrigando o goleiro Tassio a desviar para escanteio.
O Rabeloska não se incomodava de ver o EV no ataque. A equipe passava muita tranquilidade para quem acompanhava a partida. Muita seriedade, disputa e vibração era o que se via nas duas equipes. Ataques aconteciam para os dois lados. Douglas Silva apareceu pelo EV. Em jogada pela ponta direita, o camisa 11 bateu forte, mas acertou a rede pelo lado de fora. Já pelo Rabeloska, foi Juva quem respondeu. E que resposta: um gol. Novo cruzamento para a área, a zaga afastou, mas a bola ficou para o camisa 5, que chutou forte e viu a bola desviar antes de entrar.
A jogada aérea dos mackenzistas era muito forte e Maradona e Dick Vigarista só não marcaram por conta de grandes defesas de Reyna. Enquanto isso, o EV buscava o ataque para voltar a ter chances de classificação. Nilmar era quem mais aparecia. Em dois chutes de fora, o goleiro Tassio precisou estar atento para evitar o gol.
Aos 14 minutos, após alguns ataques mais perigosos, o EV conseguiu o primeiro gol. E que belo gol. Lateral cobrado para Gavião, que dominou no peito, já girando e saindo da marcação e bateu no alto, cruzado. Naquele momento, só faltou o grito de “a gente pode” de Gavião.
Após ver o EV marcar, o Rabeloska segurou o ritmo da partida, impedindo o adversário de crescer. E assim ainda marcou o terceiro. Aos 17 minutos, mais uma bola levantada na área e Django apareceu livre para cabecear para o fundo das redes. No final do primeiro tempo, o Rabeloska ditava o ritmo do jogo, ora mantendo a bola no ataque, ora permanecendo na defesa. Aliás, uma defesa muito sólida, comandada por Maradona, uma muralha à frente do gol.
Antes do apito final do primeiro tempo, ainda deu tempo do Rabeloska marcar o quarto. Bola aberta para Catatau na direita, que centralizou e viu Cassinho chegar completando. 4 x 1 Rabeloska.
Na volta para o segundo tempo, o Rabeloska logo acertou uma bola na trave com Caio. Mas o EV também voltou com tudo e marcou o segundo. Douglas Silva recebeu no meio, fintou para a esquerda e bateu rasteiro no canto esquerdo. Logo depois, o camisa 11 acertou chute no ângulo, mas Tassio voou para mandar para escanteio. Essa bola de Douglas poderia ter deixado o EV muito próximo no placar, mas com a defesa de Tassio o Rabeloska ganhou moral. Assim, a equipe marcou três vezes em menos de dois minutos. Primeiro, Dick aproveitou jogada de Juva e marcou. Depois, em lance rápido, o camisa 9 do Rabeloska marcou mais um, seu terceiro na partida. Por fim, Cassinho dominou no meio e bateu, a bola desviou no meio do caminho e enganou Reyna, que só pôde ver a bola entrar em seu gol.
Com o placar de 7 x 2, o Rabeloska começou a administrar a vantagem, esperando o tempo passar. Com 15 minutos para serem jogados ainda, o EV tentava ir ao ataque desesperadamente, mas era neutralizado pela sólida defesa adversária. Fred teve as melhores chances para o EV, mas viu Tassio aparecer muito bem em dois lances. Primeiro em chute de dentro da área em que o goleiro fechou bem. Depois, em cabeçada à queima-roupa de dentro da área. Juva e Barata levavam perigo a Reyna, mas sem tanta eficiência como aconteceu no primeiro tempo e no começo do segundo.
No final da partida, Nilmar ainda marcou o terceiro do EV após grande esforço de Gavião, mas nada que alterasse o resultado da partida: vitória do Rabeloska. Assim, os mackenzistas seguem em busca do título. Para isso, agora enfrentam a surpresa Roletinha, que eliminou o My Balls por 4 x 2. Já pelo lado do É Verdadeee, a luta, entrega e a campanha até as quartas de final superaram as expectativas de Gavião e companhia, que saíram conformados de quadra.
VI CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
CAV 5 x 0 Zenite
CAV FURA RETRANCA DO ZENITE E GOLEIA
Zenite dificulta início de jogo para CAV, mas depois do primeiro gol, de Caio, as coisas ficaram mais fáceis para os caveiras. Próximo adversário é o Elefantes Indomáveis
Por Gustavo Vasconcellos
Sem dúvidas, uma das melhores e mais esperadas partidas das quartas de final. O confronto entre CAV e Zenite opunha duas equipes de campanhas distintas na primeira fase. Enquanto uma equipe foi a líder na fase de grupos e com vaga garantida na Ouro (CAV), a outra conseguiu apenas a quinta colocação e avançou nas oitavas com uma vitória sobre o Joga 13 (Zenite). Porém, na primeira rodada do campeonato, no confronto direto, o Zenite surpreendeu e decretou a primeira e única derrota do CAV na primeira fase da Prata. Assim, o time de Caio Fleischmann estava louco para vingar esta derrota.
E com somente um time disposto a jogar, o CAV, a partida não poderia ter um resultado diferente: vitória dos caveiras. O Zenite se preocupou demais em defender e esqueceu-se de jogar o futebol que havia eliminado o Joga 13. Assim, bastou o CAV ter tranquilidade até abrir o placar, para depois ainda conseguir uma goleada de 5 x 0 sobre seu único algoz na competição.
Com o apito inicial, já deu para se ter ideia de como seria o jogo: ataque do CAV contra defesa do Zenite, em especial do goleiro Leo Ballestero, que trabalhou muito durante os 50 minutos. Logo na saída de bola, Bettoni testou o goleirão até agora MVG da Prata. Na sequência, Lele aproveitou rebote de Leo e quase marcou o primeiro. Fazendo uma marcação meia-quadra, o Zenite obrigava o CAV a ficar rodando a bola de um lado para o outro. Teté era quem arriscava alguns chutes de fora pelo CAV, mas sua mira não estava tão boa e as bolas acabavam saindo pela linha de fundo.
Andrezinho também tentou, mas seu chute acabou na defesa de Ballestero. Bettoni soltou um petardo da zaga e o goleiro precisou fazer outra intervenção. Enquanto isso, o Zenite raramente aparecia no ataque. A equipe azul jogava por uma jogada, um único gol para depois tentar segurar o resultado. Essa bola poderia ter sido uma das duas que Rodrigo acabou furando. A primeira após bola rebatida e a segunda em uma tentativa de bicicleta/voleio na entrada da área.
O primeiro tempo não estava nem na metade e Quintanilha já estava jogando mais como goleiro-linha do que goleiro convencional. O camisa 1 do CAV foi um dos que mais exigiu de Leo Ballestero. Foram inúmeros chutes que fizeram Léo ser o MVG da rodada. Em um deles, o goleiro deu rebote e Caio Fleischmann quase marcou de voleio, para desespero de Caballero, que acompanhava, ou melhor, secava Caio na busca pela artilharia da Prata.
Quintanilha continuou chutando de longe. Em bola rolada, o goleiro do CAV soltou a bomba e Leo só pôde desviar para escanteio. Na cobrança deste, Lele subiu mais que todo mundo na área e cabeceou com perigo à direita. Aos 17 minutos, um tempo parecia que tinha mudado a partida. O CAV não conseguia mais chegar e o jogo ficou truncado. Mas aí apareceu a estrela de Caio – e coloca estrela do camisa 10 caveira. Quintanilha abriu o jogo na direita para Bettoni, que passou para o camisa 10 no meio. Ele dominou e bateu no alto para abrir o placar após muita luta.
Nem com o placar adverso o Zenite foi ao ataque. Já o CAV, agora em vantagem, equilibrou mais seu estilo de jogo, não se jogando tanto ao ataque. O segundo tempo começou e novamente a estrela de Caio apareceu. Com um minuto jogado, Bettoni arriscou de muito longe e Caio apareceu no meio do caminho, sem muita intenção, para desviar para o gol, tirando as chances de defesa de Leo Ballestero. Com o 2 x 0, o CAV teve mais tranquilidade para jogar, enquanto o Zenite agora precisava sair para o jogo. Entretanto, quando tentava ir ao ataque, era parado pela defesa do CAV. O melhor que conseguiu no começo do segundo tempo foram chutes de fora da área de Zé Bahia e Japa.
Assim o tempo foi correndo e o CAV assegurava a vaga nas semis. Zé Bahia e Negão tentavam dar alguma esperança ao Zenite, mas estava difícil. Pelo lado do CAV, Lele perdia gol incrível dentro da área e Guilherme aproveitava cruzamento e emendava voleio da entrada da área, que, com desvio na zaga, acabou se transformando no terceiro gol dos caveiras. Após o gol, muita comemoração para o camisa 16.
O jogo já se encaminhava para seus minutos finais. Parecia que mais nada aconteceria. Só parecia. Ainda deu tempo do CAV marcar mais duas vezes. Primeiro, já aos 25 minutos, Quintanilha chutou da própria área, Leo Ballestero, que já havia defendido diversos chutes, falhou e soltou a bola nos pés de Andrezinho, que não desperdiçou. Logo na sequência da saída de bola do Zenite, Lucas Barbosa também conseguiu deixar o seu.
O apito final foi trilado e o CAV garantia sua já esperada vaga nas semis. Agora, a equipe comandada por Caio Fleischmann pega o Elefantes Indomáveis, que venceu o Diabos Negros na prorrogação.
VI CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
Elefantes Indomáveis 3 (1) x (0) 3 Diabos Negros
COM GOL DE OURO, ELEFANTES BATE DIABOS
Nem Daniel Teske acreditava no gol feito que colocou o Elefantes de volta na Ouro. Nas semis, desafio é o CAV
Por Gustavo Vasconcellos
Diabos, os destruidores de sonhos. Esse poderia ser o apelido da equipe do Diabos Negros. Após conseguir destruir o sonho de voltar à Ouro do Acidus, o próximo desejo a ser destruído seria o do Elefantes Indomáveis, que graças à segunda colocação na fase de grupos avançou direto às quartas de final. Poderia, mas não foi assim. Em um jogo muito equilibrado, que acabou apenas no gol de ouro, Daniel fez gol “sem-querer” e garantiu o retorno à Ouro do Elefantes para 2012.
O pontapé inicial foi dado pela equipe do Diabos. E foi exatamente a equipe do goleiro Marco que começou mais no ataque. Assim, as melhores chances nos minutos iniciais foram do time alvinegro. Exemplo disso foram os chutes de João Carlos, que acabou fazendo curva e saindo da direção do gol, e de Leal, que, após Miluzzi puxar contra-ataque, desperdiçou chutando a bola para fora. O Diabos continuou pressionando e, contando com a sorte, conseguiu marcar o primeiro gol da partida. Chagas recebeu no meio, fintou para a esquerda e bateu. A bola desviou no caminho e acabou entrando no ângulo direito.
Somente após sofrer o gol o Elefantes conseguiu aparecer com perigo no ataque. Foi necessário um susto para o time acordar. Diego era o principal alvo das jogadas de ataque do Elefantes. O camisa 9 teve três chances, as três de cabeça. Em uma delas, o goleiro Marco saiu mal da meta e ele cabeceou em direção ao gol, mas a zaga desviou já em cima da linha. Nas outras cabeçadas, Diego tentou raspar de cabeça e Marco defendeu em problemas.
Do outro lado, era Bóris quem aparecia muito bem, mas desperdiçava diversas chances. Foram pelo menos quatro boas jogadas do camisa 99 que quase acabaram em gol, incluindo uma cabeçada na trave e um rebote de falta muito bem cobrada por Zuppo. E foi quando Bóris mais desperdiçava chances que o empate do Elefantes aconteceu. Aos 17 minutos, Thiago Badari dominou na direita e emendou chute com a bola ainda no alto. Se no gol do Diabos a sorte apareceu, no do Elefantes ela também esteve presente. No meio do caminho, a bola também desviou na zaga e enganou o goleiro, desta vez Marco. Tudo igual em 1 x 1.
No final do primeiro tempo, o jogo ficou mais truncado e as oportunidades diminuíram. As chances mais próximas foram do Elefantes, com Thiago Badari, Daniel e Thomas. Na volta para a segunda etapa, as duas equipes voltaram mais resguardadas, valorizando mais a marcação, mas, aos 2 minutos, um lateral acabou com tudo isso. André cobrou lateral da direita e Thiago Inácio se antecipou à zaga e desviou para o gol, virando a partida para o Elefantes Indomáveis.
Após a virada, o Elefantes recuou e focou nos contra-ataques. Mas o Diabos aparecia com muito perigo no ataque. João Carlos e Chagas arriscaram, mas o primeiro mandou para fora e o segundo parou em defesa de Chacha. Mas, aos 10 minutos, Chacha nada pôde fazer quando Chagas, da entrada da área, bateu firme no canto esquerdo para deixar tudo igual novamente.
E Chagas estava mesmo inspirado. Após já ter feito dois gols, ele queria o terceiro. Aos 14 minutos, o camisa 30 recebeu no meio, foi para cima do zagueiro, fintou para lá, para cá, entortou o adversário e bateu forte no canto esquerdo alto para marcar um golaço. Era mais uma virada na partida. 3 x 2.
Mas um gol bonito e um gol chorado valem o mesmo. E no minuto seguinte André voltou a empatar. O camisa 22 do Elefantes apareceu no segundo pau após escanteio da esquerda e mandou para as redes. Mais uma vez a igualdade era presente no placar: 3 x 3.
Se no primeiro tempo as equipes recuaram após o empate, no segundo elas foram para cima, em busca da classificação sem necessidade de prorrogação ou pênalti. Lucas e André quase marcaram pelo Elefantes, enquanto João Carlos e Bóris desperdiçaram cobranças de falta na barreira pelo Diabos. Assim os minutos se passaram e o apito final foi trilado, decretando a necessidade de prorrogação para decidir quem avançaria para as semis e garantia vaga na Ouro.
A prorrogação, com gol de ouro, teve início e o primeiro a chegar com grande perigo foi o Diabos. Bóris recuperou bola no meio e passou para Chagas na esquerda, ele tirou da marcação e bateu cruzado. O goleiro Chacha conseguiu segurar a bola, quando ela já passava, com apenas uma das mãos. O Elefantes respondeu com Diego, mas seu chute desviou e acabou saindo. Mas o lance do jogo estava para acontecer. Aos 3 minutos, Daniel, na direita, tentou chute que ficou na zaga, a bola, pingando, continuou com ele, que emendou um chute/cruzamento – nem ele deve ter certeza – e acabou acertando o ângulo esquerdo de Marco, que, adiantado, quando viu já estava muito em cima e nada pôde fazer.
Com o gol decisivo de Daniel, o Elefantes garantiu sua classificação para a semifinal, quando enfrenta o CAV, e também o acesso para a primeira divisão do Chuteira, a Ouro.
VI CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL
My Balls 2 x 4 Roleta Russa Olímpico
KUMINHA BRILHA E COLOCA ROLETINHA NA OURO
Camisa 20 marca duas vezes e RR Olímpico está na Ouro. Confusão ao final da partida não estragou festa. Em busca da final, time terá de passar pelo favorito Rabeloska
Por Gustavo Vasconcellos
Para fechar as quartas de final da Prata, o confronto entre My Balls e Roleta Russa Olímpico. O prmeiro queria de qualquer jeito avançar para as semis e assim seguir garantir vaga na Ouro, algo que quase conseguiu ainda na fase de grupos, quando ficou empatado com o CAV, mas perdeu no saldo de gols a vaga direta. Já o Roletinha também queria continuar na competição para ter acesso à divisão de elite do Chuteira, mas além disso, tinha a chance de melhorar o desempenho do semestre anterior, quando caiu nos pênaltis para o MachuPichu ainda nas quartas de final.
No final do jogo, quem pôde comemorar o acesso à tão sonhada elite do Chuteira foi o Roletinha. Aproveitando-se de vantagem no placar e do adversário com goleiro-linha, equipe vermelha conseguiu ótima vitória por 4 x 2. Kuminha, sem dúvidas, foi o destaque da partida com três gols importantíssimos.
O jogo começou com posse do Roletinha, mas logo o My Balls tomou conta das ações. O Roletinha marcava e obrigava o My Balls a rodar a bola até conseguir achar espaços. Mas a primeira grande chance da partida foi do Roletinha. Bola longa para o ataque, Kuminha conseguiu dominar no peito e saiu cara a cara com o goleiro Renato, mas acabou finalizando por cima.
O Roletinha se fechava muito bem, mas quando a bola realmente foi para o gol, ela acabou entrando. Paulinho arriscou chute do meio, a bola desviou na zaga e ficou com Pedrinho na direita. O camisa 7 bateu bonito e viu a bola tocar na trave antes de balançar as redes.
Após o gol, o My Balls pressionou o Roletinha. Marlon quase antecipou o goleiro em cruzamento para área, mas não alcançou. O Roletinha ficou acuado e viu em jogadas aéreas com Pina uma oportunidade de se livrar dessa pressão. Porém, o My Balls se mostrava firme na defesa e no ataque. Magrão e Lucas Manzano tiveram boas chances, mas perderam.
Mas, mesmo acuado, o Roletinha não abdicava de seus ataques. E em um desses ataques, aos 15 minutos, saiu o gol de empate. Kuminha ficou com a bola, protegeu bem da marcação e rolou para trás, onde Folha dominou e bateu. A bola desviou e entrou no canto esquerdo.
Com o empate, o Roletinha viu que dava para encarar o My Balls e equilibrou o jogo. Chances aconteceram para os dois lados antes do fim do primeiro tempo. Folha e Brian criaram, mas não marcaram. Já o My Balls chegou com mais perigo, mas viu Ordilei e Buga perderem boas chances.
No início do segundo tempo, Kuminha mostrou que queria jogo. Na primeira jogada da segunda etapa, o camisa 20 apareceu na meia direita, levou para o meio, mas pecou na finalização, quando acabou chutando fraco. O My Balls respondeu em falta pouco depois. Nó cobrou forte e Edu fez a defesa em dois tempos.
O jogo ficou truncado, as duas equipes até conseguiam criar, mas chances não tão claras de gol. Mas, aos 8 minutos, uma sequência de ataques do Roletinha acabou em gol de Kuminha. Primeiro, Brian cobrou falta muito bem no canto do goleiro, que fez ótima defesa. Depois, D’Alonso quase marcou contra em cruzamento para a área do My Balls. Por fim, novo cruzamento, a zaga afastou, mas a bola voltou para a área e Kuminha apareceu livre para quase furar em voleio, mas mandar para as redes, virando a partida.
Com um gol de vantagem, o Roletinha recuou e a partida se transformou em um ataque contra defesa. Porém, a jovem equipe vermelha levava muito perigo em contra-ataques. Exemplo disso foi a tabela entre Kuminha e Matarazzo, na qual o primeiro acabou mandando na trave, e, na volta, Matarazzo mandou para o gol, mas D’Alonso apareceu em cima da linha para afastar.
O My Balls corria contra o tempo, que passava e aproximava o Roletinha da Ouro. Magrão, Paulinho e Pedrinho tiveram as melhores chances do My Balls, mas não conseguiram empatar. Enquanto isso, Kuminha continuava dando trabalho. O camisa 20 teve a chance de marcar o terceiro de cobertura, mas mandou por cima do gol.
Aos 19 minutos, o My Balls aderiu ao uso do goleiro-linha. E foi aí que o Roletinha sacramentou a classificação para as semis e para a Ouro. Primeiro, aos 20 minutos, o Roletinha recuperou bola na zaga e, aproveitando do adversário sem goleiro, Brian mandou para as redes ainda do meio da quadra. Com o 3 x 1 no placar, o Roletinha encaminhava a vitória. Isso ficou evidente na comemoração do banco do Roletinha, principalmente de Ceron, que até invadiu a quadra para pular sobre o goleiro Edu.
Porém, o jogo, que vinha sendo muito bem, ficou manchado devido uma confusão entre jogadores do My Balls e torcida e jogadores do Roletinha. O jogo reiniciou e Nó conseguiu botar fogo no jogo novamente. O camisa 16 do My Balls recebeu na direita e, de bico, marcou o segundo de sua equipe, dando novas esperanças. Porém, aos 25 minutos, Kuminha aproveitou mais uma bola no meio com o My Balls sem goleiro e tocou para o gol vazio, dando números finais ao duelo: 4 x 2. O My Balls tentou uma reação improvável nos segundos finais, mas nada mais tirava a vitória do Roletinha.
Com o apito final, a confusão que iniciara nos minutos finais da segunda etapa ganhou ares mais sérios e quase se transformou em briga nos corredores do Playball. Mas nada disso impediu a festa do Roletinha. Baru e Folha, que havia recebido cartão azul, invadiram a quadra para comemorar com o restante da equipe. Agora, o pensamento do Roletinha é um só: a partida diante do Rabeloska válida pelas semis. Claro, sem esquecer os festejos pela classificação à Ouro.
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