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CHUTEIRA NEWS: 4ª DE FINAL IV CHUTEIRA DE BRONZE

IV CHUTEIRA DE BRONZE: QUARTAS DE FINAL

XTJ 4 x 3 Absolutos

XTJ TOMA SUFOCO NO FIM MAS ESTÁ NAS SEMIFINAIS


XtJ faz 4 x 0, se acomoda e sofre no final para garantir vaga nas semifinais

Por Guilherme Meireles

Quem compareceu à quadra 4 no início da tarde assistiu a um jogo tecnicamente bom e com muitos gols. O favorito XTJ diante da boa surpresa Absolutos. Tudo parecia seguir conforme manda o script. Por isso quem foi embora no intervalo, quando parecia que um massacre de bola se desenharia a favor do XTJ, perdeu uma reviravolta que só não foi completa porque a reação começou tarde demais.

Porém, sejamos justos: mesmo com a distância considerável no placar, as duas equipes dividiram bem a posse de bola. O problema estava na mira, já que o Absolutos não conseguia acertar o gol de jeito nenhum, e quando acertava, parava em defesas seguras do goleiro Kraudio.

Do outro lado, o XTJ também criou, e com muito mais eficiência: em cobrança de falta, a zaga do Absolutos salvou em cima da risca, mas no rebote Kaká abriu o placar. Logo depois, Guedes recebeu cruzamento milimétrico vindo da esquerda e fez o segundo. Na sequência, o mesmo Guedes arriscou chute sem qualquer pretensão de longe e contou com a ajuda de Demetrius, que engoliu um tremendo frango ao não segurar uma boa fácil. 3 x 0!

Estava claro que o Absolutos não fazia jus ao nome. No início do segundo tempo, a xaropada se manteve administrando a posse de bola apenas esperando a chance do contra-ataque, e mesmo assim o Absolutos só levou perigo uma vez em cabeçada de Rapha Kfouri que passou muito perto. Segundos após esse lance, veio aquilo que parecia ser o golpe de misericórdia: Kaka marcou o quarto.

Foi então que um esboço de virada começou a surgir, um pouco por desleixo do XTJ ou mesmo por um poder de reação impressionante do Absolutos. Primeiro, Gian aproveitou rebote na boca do gol e descontou. Depois, após a trave do goleiro Demetrius chacoalhar em chute de Digão, Caio Labate arrancou pela direita e fez o segundo.

O XTJ ainda assim mantinha vantagem de dois gols com o jogo se encaminhando para o seu final. Mas esta confiança, demonstrada durante toda a primeira fase, quando a equipe alcançou a primeira posição do grupo, começou a se abalar após o gol de Rapha Kfouri, que deixou o placar em 4 x 3. O Absolutos passou a gostar de vez do jogo e toda a pressão recaiu sobre o XTJ, que precisava se segurar de qualquer maneira para não tomar um empate humilhante, pelas circunstâncias da partida que chegou a ter um placar de 4 x 0.

Faltando poucos segundos para o fim do jogo ocorreu o lances decisivo: Gian, que já havia balançado a rede 2 vezes, resolveu fazer as vezes de garçom e cruzou precisamente para Rapha Kfouri completamente livre na área. Era o momento do empate que empurraria um jogo praticamente perdido para a prorrogação, mas o o camisa 5, numa mistura de furada com chegar atrasado, não alcançou a bola, perdendo a chance do empate.

Mesmo com o sofrimento do segundo tempo, e a reação inimaginável do Absolutos, o XTJ está na semifinal. No próximo dia 16, a equipe encara o Elite para ver quem fará a grande final no dia 23.

IV CHUTEIRA DE BRONZE: QUARTAS DE FINAL

Cabeça Rachada 6 x 1 Condor’s

CABEÇA RACHADA ATROPELA CONDOR’S COM GOLEADA


Ao ritmo de Tché, Fabinho e Luisinho, equipe foi superior durante todo o jogo e, jogando apenas bola, fez um placar digno de campeão

Por Guilherme Meireles

Líder indiscutível do Grupo A, era de se esperar que o Cabeça Rachada começasse o jogo com as turbinas ligadas em força total contra o Condor s. As chances foram criadas uma atrás da outra, deixando claro que o gol era apenas uma questão de tempo. E ele finalmente veio quando Tché dominou na entrada da área e acertou um tiro rasteiro para o fundo das redes.

O Condor’s não se achava em campo. Ansioso, via o Cabeça jogar e ainda abusava de entradas mais duras. Assim, não demorou para sair o segundo gol de um time que jogava de forma consciente e muito tranquilo. Peu disparou da direita e fez o segundo.

Além de criar chances, o Cabeça Rachada se defendia com rigidez impedindo que o Condor s criasse qualquer chance. Fabinho era o xerifão e comandava o time com extrema seriedade, chegando a dar uma dura fortíssimo no goleiro Macaco quando este saiu jogando errado. Além do passeio de bola do Cabeça, a primeira etapa também foi marcada por um certo clima de tensão: quando Peli e Peu (parece dupla sertaneja) levaram amarelo após chegada mais dura. Já houve um certo estranhamento entre os dois, e o atacante do Condor’s não perdia a chance de acertar o adversário mesmo em lances perdidos. Depois ainda reclama quando toma cartão ou é expulso. Com o jogo começando a esquentar, os árbitros trataram de esfriar com cartões; Luisinho levou o dele após uma vibração grande ao tirar uma bola que foi entendida como provocação. Do lado oposto, Bomba saiu amarelado e bem irritado de campo.

Se o Condor’s jogava como não precisava, o Cabeça era um time sólido, com Tché marcando bem no meio e ainda criando no ataque. O camisa 10 arriscou de longe e o goleiro Zabala espalmou com muito esforço. No rebote, o mesmo Tché encontrou o gol aberto com o goleiro caído, mas ele errou no calibre e isolou! Porém, o gol perdido não fez falta, já que na sequência Dieguinho chutou rasteiro e mandou no cantinho direito fechando o primeiro tempo em 3 x 0.

No começo do segundo tempo, o árbitro apontou uma falta para o Condor`s pela esquerda de ataque. Marin cobrou, a bola passou pela barreira e bateu em Fabinho, que em alguns momentos mais reclamou do que jogou, antes de entrar para o fundo do gol. 3 x 1. Apesar da desvantagem, o Condor s começou a levar algum perigo ao gol do Cabeça Rachada. Devido a essa melhora do Condor`s, os atletas do Cabeça passaram a se cobrar muito em campo e, em um pedida de tempo, o técnico teve que berrar para pedir a palavra em meio aos gritos estressados de seus atletas. De qualquer maneira, a superioridade do Cabeça Rachada era gritante, mas o time teimava em perder gols no contra-ataque. Com um perigoso 3 x 1, coube a Tché de novo aliviar a todos. Peu cruzou para Tché na boca do gol, que faturou o quarto gol com extrema tranquilidade.

Do outro lado, a zaga do Cabeça Rachada travou chute perigoso do Condor`s de dentro da área que quase originou o segundo gol do time. Mas aí foi a vez de Luisinho mostrar por que é dos melhores jogadores do Chuteira: em cobrança de falta da esquerda, ele estufou o ângulo. Em seguida, para selar a goleada, acertou um canhão e fechou em 6 x 1 a partida que leva o Cabeça Rachada às semifinais, quando medirá forças com o Allianza Sagrado.

IV CHUTEIRA DE BRONZE: QUARTAS DE FINAL

Allianza Sagrado 4 x 3 Basicus

ALLIANZA VIRA PRA CIMA DO BASICUS E ESTÁ NA PRATA


Irmãos Storch foram decisivos para a bela vitória sobre o Basicus

Por Guilherme Meireles

O valente time do Basicus entrou em campo com uma raça nunca vista antes, disputando cada lance como se fosse uma final de campeonato. Na verdade, era praticamente isso, pois valia nada menos que a vaga na Série Prata. Entretanto, do outro lado estava o jovem Allianza Sagrado querendo azedar o molho rosado, o que de fato conseguiu após os 50 minutos. Com grande atuação da dupla de irmãos Storch, o time dos Mirim virou um 0 x 2 para 4 x 3 e se garantiu na Prata no semestre que vem.

Logo nos primeiros minutos, o Basicus abriu dois gols de vantagem em jogadas aéreas com Állex. Primeiro, ele cabeceou de frente para o gol e abriu o placar. Na sequência, ele disputou pelo alto com o marcador e, com um leve desvio, fez o segundo. O bom rendimento da equipe também dependia de chegadas mais duras, o que foi aos poucos rendendo faltas para a contagem coletiva. Nas vezes que conseguia escapar da marcação pesada, o Allianza chegava principalmente pelos pés de Rodrigo Storch: ele recebeu pela direita e se mandou em direção ao gol para descontar ainda no primeiro tempo.

O gol do Allianza fez com que o Basicus demonstrasse um certo nervosismo e muito afobamento, o que resultou em um pênalti infantil contra. Alê bateu com tranquilidade no canto esquerdo e empatou. Pouco tempo depois aconteceu o que era previsto: a oitava falta do Basicus e a consequente chance de virada do Alianza. Alê foi novamente o encarregado da cobrança, mas dessa vez ele bateu mal. O tiro no meio do gol foi presa fácil para o goleiro Roland.

Porém, se não foi no tiro de 9 metros, foi com a bola rolando: Rafa Storck chutou rasteiro da direita e virou a partida. O Allianza comemorou como se fosse um título e foi para o segundo tempo com a confiança mais do que elevada. Em um dos primeiros lances, Rafa Storck (claro) encarou a marcação de Juninho pela esquerda, girou e mandou um canhão para defesa espetacular do arqueiro do Basicus, a mais bonita da rodada até então.

Depois disso, o segundo tempo não teve lances tão atrativos, mas sim muitas pancadas dos dois lados. A jogada que decidiu a classificação do Allianza veio após um erro do Basicus: Kinho recebeu na cara do gol e deu uma furada impressionante, permitindo o contra-ataque. Rodrigo Storck foi lançado livre e, cara a cara com Roland, deu um toquinho de leve e fez o quarto, ao mesmo tempo que se consagrou como MVP absoluto da partida.

A partir daí, o Allianza diminuiu o ritmo de ataque e se fechou, permitindo que o Basicus aumentasse seus ataques com a ajuda da torcida liderada por Rodrigo Barath. O árbitro considerou que o técnico do Allianza se excedeu em algumas atitudes e acabou por expulsá-lo para evitar maiores problemas. Mas até a defesa do Allianza era superior e segurava tudo que vinha, evitando até que o goleiro tivesse muito trabalho. Mesmo assim, Lucas Barbosa ainda conseguiu fazer o último gol na despedida do Basicus da atual edição, fechando o marcador em 4 x 3.

O Allianza Sagrado está na Série Prata e ainda pode chegar à final do torneio caso vença o favorito Cabeça Rachada no dia 16.

IV CHUTEIRA DE BRONZE: QUARTAS DE FINAL

Inflação 4 x 5 Elite

ELITE VIRA PRA CIMA DO INFLAÇÃO E CHEGA À PRATA


Desacreditado por muitos, Elite faz jogo de superação e, na raça, garante acesso que parecia distante depois do início irregular da equipe. Papai do Axé e Silvão marcaram duas vezes

Por Guilherme Meireles

Elite x Inflação parecia ser um daqueles jogos típicos de um sábado à tarde, com as famílias de ambos os lados presentes, apoiando e incentivando os atletas. Mas o que aconteceu nas quatro linhas ficou longe de um jogo "para a família". Pelo contrário. Houve muita polêmica e uma confusão no fim que vai levar o Inflação a perder seu principal jogador, Preto, por muitos jogos do próximo campeonato. Em se tratando de futebol, o Elite conseguiu uma bela virada e venceu por 5 x 4 para chegar à Série Prata.

Com a bola rolando, o primeiro tempo foi marcado por uma enxurrada de gols. Primeiro, Preto abriu o placar para o Inflação em chute de longe. Na sequência, Papai do Axé recebeu livre cara a cara com o goleiro e empatou. Preto quase balançou as redes novamente em cobrança de falta de frente para o gol, mas o arqueiro caiu para o canto direito e espalmou. Do outro lado, o goleiro do Inflação também marcou presença ao salvar um chute forte de Rafa Gomes. Bocão também tentou em chute da direita, mas de maneira inusitada Sardinha espalmou, a bola explodiu na trave e voltou para o próprio goleiro.

Preto, voando no jogo, teve duas boas chances: uma ele converteu no segundo gol, e a outra ficou apenas no quase. Com 2 x 1, a maior emoção estava reservada para o segundo tempo, quando logo Vagner empatou. A todo vapor, um segundo tempo a mil por hora, tanto que chute de Bizarro obrigou Sardinha a fazer a defesa da rodada ao se esticar todo para dar um desvio de leve e decisivo que mandou a pelota para escanteio.

Pouco depois, nem o bom arqueiro do Elite conseguiu segurar a incrível investida do Inflação: em cobrança de corner, André Lauria girou com precisão e acertou o ângulo. Golaço! Segundos depois, ele mesmo tirou o goleiro da jogada após desvio de cabeça. A bola ficou na medida para Leandro Ceará, que só teve o trabalho de colocar a bola no fundo do gol.

Perdendo de 4 x 2 com o jogo se encaminhando para o final, o Elite teve que se mandar para o ataque. Entretanto, um acontecimento em seguida um tanto quanto ambíguo. O goleiro Sardinha caiu desmaiado, o que mobilizou a atenção de todos. Ao se recuperar, os torcedores do Inflação juravam que viram o arqueiro dando risada, o que indicaria, para eles, que foi estratégias para esfriar o bom momento do Inflação. Se tática ou não, o ritmo do Inflação de fato diminuiu. E quem não diminuiria com vantagem de 2 gols e faltando pouco para o fim?

Pois Papai do Axé tratou de mostrar que o Elite ainda estava vivo e querendo muito a vaga na Prata. Não tardou e ele fez o terceiro. Na sequência, Silvão empatou! O clima entre torcedores, jogadores e arbitragem começou a esquentar. Um pedida de tempo foi providencial para esfriar os ânimos, mas logo que a bola rolou, Silvão dominou pela esquerda da área e chutou para virar o jogo a 5 x 4 em favor do Elite!

Daí até o final, só deu Inflação. O Elite se fechou como pôde e segurou um bombardeio do adversário até o apito final que consagrou a chegada da equipe de Rafa Gomes, Papai do Axé, Sardinha e Vagner à Série Prata. Ao final da partida, uma discussão aconteceu entre jogadores do Inflação com a arbitragem, e Preto era o mais exaltado, chegando a agredir um dos árbitros. Enquanto o lamento virava agressão, do outro lado a festa era toda azul, de um time que chegou desacreditado e agora decide com o XTJ quem vai para a grande final da Bronze. Porém, já com a certeza que semestre que vem o Elite jogará a Prata. "Papai do Axé não passa em branco", sentenciou o encorpado camisa 9 azul ao festejar com o repórter o acesso.
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