La Coruja saiu na frente, mas não foi páreo para o novo TCM
Por Elvis Ferreira
Apesar do equilíbrio inicial, o TCM logo passou a impor seu ritmo de jogo. O La Coruja se portava bem defensivamente e arriscava algumas idas ao ataque pelas laterais, mas era o TCM que tinha maior volume de jogo. Em um de seus ataques, Fonseca cruzou rasteiro para Neninho, que mandou a bola por cima da trave. Uma chance clara de gol perdida pelo camisa 10 do novo TCM.
Outra boa chance para abrir o placar teve Fonseca. Após se livrar da marcação, ele chutou rasteiro e a bola passou muito perto. A primeira chance do La Coruja apareceu com Bode, que arriscou um belo chute do meio da quadra. O goleiro Marcião espalmou para a lateral.
O La Coruja tinha nas jogadas de bola parada suas melhores chances. O TCM continuava atacando mais. Em boa jogada, o TCM quase marcou com Thiagão. Zé Roberto fez boa jogada individual pela esquerda e mandou a bola para o camisa 11 chutar caprichosamente na trave. Bonita jogada.
Após uma série de boas jogadas produzidas pelo TCM, o La Coruja teve um contra-ataque muito bem puxado por Vitão. Após ficar de cara para o gol, o camisa 9 chutou em cima do goleiro, que fechou muito bem o ângulo do atacante.
Quase ao final do primeiro tempo, a tão famosa regra do futebol do “quem não faz, toma” puniu o time do TCM. Vitão bateu despretensiosamente da intermediária, Thiagão foi tentar tirar para o TCM e acabou desviando a bola para dentro do gol. La Coruja 1 x 0 e fim da etapa inicial.
No segundo tempo não demorou para o TCM empatar a partida. Peli Motta tirou o marcador da jogada e bateu no canto do goleiro. Caixa e a ruína dos corujas. Alemão virou para o TCM após fazer boa jogada pela direita. Peli de novo ampliou, desanimando o adversário.
Após sofrer a virada, o La Coruja começou a se desesperar na partida. O time começou a apelar para chutes de longa distância e sem acertar o principal alvo. Assim, no fim, com o adversário já zonzo, o TCM nocauteou. Peli foi o algoz, fechando a partida em 4 x 1 e com 3 gols do terceiro irmão Motta do Chuteira.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:
Jeremias 2 x 4 SPQSF
QUE SE FODA GANHA OUTRA E SEGUE NA FRENTE
Como de praxe, coro de "Que se foda, oooooo" foi entoado pelo time na saída de quadra; vítima da vez foi Jeremias, que ainda não pontuou
Por Gilver Tavares
O jogo que prometia pegar fogo começou quente, contando ainda com a ajuda do sol a castigar a todos: jogadores, juízes, platéia e jornalistas. Logo no início da partida boa defesa de Paschalis do Jeremias. O goleiro emparedou um chute forte desferido por Giam.
O primeiro gol não demora a sair. Com o Jeremias aberto e totalmente vulnerável a um contra-ataque, o SPQSF não desperdiçou a oportunidade e Ruivo, num belo passe, lançou em profundidade para Di Dicredo sozinho marcar 1 a 0. Logo após o gol outra bobeada do Jeremias, que falhou feio na marcação. Giam passou a bola para Meneguelo chutar no canto esquerdo do goleiro e ampliar, 2 x 0.
O jogo ficou truncado. O Jeremias, apesar de estar perdendo, jogava de igual para igual, todavia, a zaga do SPQSF contava com a excelente atuação de Serafim, que sempre estava por perto para marcar. Até bola de cabeça ele tirou. O Jeremias foi obrigado a arriscar com chutes de longe, já que as tentativas de chegar até o gol não estavam funcionando. Sem conseguir mais armar boas jogadas de ataque, Rafael Souza, que estava arriscando vários chutes de longe, recebeu dentro da área, mas chutou em cima do goleiro.
Sem perder tempo o Jeremias partiu para o tudo ou nada, mas o goleiro Guto pegava tudo. Serafim, que fechava a zaga monstruosamente, após uma roubada de bola soltou a mesma para Meneguelo marcar 3 a 0.
A partida recomeçou tensa. Ricardinho, num descuido, perdeu a bola e quase deixou DVD marcar com uma bomba que Guto colocou para escanteio. O escanteio foi cobrado, a bola bateu e rebateu até sobrar para Tingão diminuir para o Jeremias, 3 a 1. Não demorou muito até Di Dicredo fazer mais um para o SPQSF e tranqüilizar a casa, 4 a 1.
No segundo tempo o Jeremias teve maior posse de bola e tentava encontrar uma maneira de furar a defesa adversária, mas a saga do SPQSF parecia inspirada, bem como o seu goleiro. Mesmo assim o jogo começava a melhorar para o Jeremias, que aproveitou o adversário recuado e em uma das bolas cruzadas Tingão subiu sozinho para marcar com um chute forte no contrapé do goleiro, 4 a 2.
O Jeremias ainda teve a chance de diminuir com uma cabeçada de DVD que foi na trave, no rebote Dunder chutou, mas o goleiro pegou. Final do jogo, mas não do calor.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:
É Verdadeee 5 x 2 ZFQ
EM POUCOS MINUTOS, É VERDADEEE DESTRÓI ZFQ
Em 4 lances É Verdade abre vantagem e mantém a partida sobre controle
Por Vinicius Bento
O jogo começou frio demais. Nem um dos goleiros estava tendo trabalho. Uma defesa ou outra, lances esporádicos. Parecia que seria um jogo de poucos gols. O primeiro lance real de perigo do jogo foi do EV, com Diego Garcia, que dividiu com o goleiro. Em cima da linha Zé tirou. Um segundo depois aconteceu o mesmo. Infelizmente dessa vez o camisa 11 do Zica tirou com a mão em um lance igual ao Suarez, do Uruguai, na Copa. O árbitro assinalou pênalti e expulsou o atacante com o cartão azul. Na cobrança, Diego Garcia mandou bola para um lado e goleiro para o outro!
No final da primeira etapa, o jogo gélido esquentou. O É Verdadeee mostrava-se mais firme, principalmente no ataque, mesmo em uma tarde pouco inspirada de Gavião. Mas em 1 x 0 acabou o primeiro tempo.
A segunda etapa prometia! Logo na saída do meio de campo um gol surpreendente. Com menos de 10 segundos de jogo, Lacraia fez o seu. Gol muitíssimo comemorado. O segundo tempo estava sendo jogado como uma partida de vida ou morte para o EV. A cada bola tirada se ouvia um grito de “Beeeeeeeeeeeem”. King era o mais empolgado na vibração.
Para equilibrar a partida Bruno Negão saiu driblando todo mundo no campo de ataque e finalizou com categoria. A bola foi perto do goleiro Reyna, mas com uma força descomunal que ele mal conseguiu se mexer. Enfim o ZFQ tirou a zica e marcou seu primeiro gol no Chuteira de Prata depois de tomar de zero nos dois jogos iniciais.
A superioridade do É Verdadeee já não era mais tão acintosa. O ZFQ finalmente havia entrado no jogo e agora atacava com imponência. O único problema é que estavam parando no gigante King, que chegou atrasado para o jogo, mas era sem dúvidas o destaque do mesmo.
Se na defesa o EV havia acertado o pé, no ataque também. Numa cobrança de falta, a barreira deu mole e abriu, deixando que Girão escolhesse e chutasse no cantinho. Poucos minutos depois, King subiu no terceiro andar e jogou a bola para o meio da área. Já em cima da linha, o ladrão de gol Diego Garcia empurrou ela para dentro. Se não bastasse, em um sem pulo estranho Lacraia fez mais um para o EV. A partida equilibrada e de muitos gols havia se tornado uma verdadeira goleada.
No apagar das luzes o ZFQ ainda teve tempo de fazer mais um gol. Nada que atrapalhasse a firme vitória do É Verdadeee, que tenta a inédita terceira vitória consecutiva no Chuteira neste sábado contra o TCM.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:
BASICUS VENCE E DEIXA PARTE DE BAIXO DA TABELA
Mesmo sem goleiro, Basicus fez valer a raça e o futebol técnico para derrotar Invictus, que segue sem pontuar
Por Renan Monteiro
Os jogadores começaram o primeiro tempo um pouco nervosos demais, errando alguns toques fáceis. Além disso, estavam desorganizados no meio de campo. Porém, ao decorrer do jogo, foram melhorando. O jogo estava bastante equilibrado. Os dois times estavam marcando em cima e não abrindo espaço algum, por esse motivo o gol demorou um pouco para sair.
No meio do primeiro tempo, o time do Basicus conseguiu arrumar seu meio campo e consequentemente tiveram mais posse de bola e foram para cima, mas o time do Invictus, esperto, estavam querendo o contra ataque, e então Brunno acertou um chute depois da saída rápida do seu time. Golaço. O goleiro improvisado Yuri deve estar procurando a bola até agora.
Atrás no placar, o Basicus tinha que ir para cima. Com uma saída de bola rápida e um bom cruzamento, a bola chegou aos pés de Veneza, que só empurrou para dentro, deixando tudo igual.
Sem goleiro de ofício, o Basicus se fechava bem com Bolas e Buiu, tentando evitar os arremates certeiros. Mas nao conseguiram eviutar que o chute de Nardelli entrasse depois de bater na trave. Uma pintura de gol, pois ele ainda driblou o marcador antes de colocar no cantinho.
Ainda antes de acabar o primeiro tempo, a tônica do primeiro tempo: Inivctus marcava, Basicus respondia. Os rosas subiram ao ataque e Starck conseguiu igualar tudo novamente. Até aquele momento estava ótimo e eletrizante, o primeiro tempo acabou como começou: com um empate.
O segundo tempo começou e parecia que o time do Basicus tinha conversado. No Invictus, o inverso do primeiro tempo. Os rosas voltaram bem organizados e acertando os toques. O Invictus... perdido e sem arriscar de longe. Na verdade, o time ao conseguia passar do meio de campo. Em virtude disso o Basicus assumiu a ponteira do placar com Bolas num lance bizarro da defesa há tempos nada invicta: Muralha, Paulinho e os demais nao conseguiram tirar uma bola fácil dentro da área, que se ofereceu ao zagueiro cheio de swing mandar para o gol. Como parece costume nesse campeonato, o Invictus ruiu.
O Basicus passou a jogar com inteligência e rapidez. Fechou-se, nao deixou o Invictus tocar a bola e nao deixava que a mesma chegasse ao ataque, encurtando o campo. Tática que matou o adversário, que se mostrava cada vez mais nervoso e ansioso.
Veneza e Lillo ampliaram, praticamente matando a partida. O Invictus ainda tentou com Kirk, em bela jogada individual pela esquerda e diminuindo para 5 x 3. Outro gol nao saiu e, no final, no último lance do jogo, Harada, tambem conhecido como “mini Maradona” (a semelhança é muito grande), conseguiu fazer o seu depois de desânimo da defesa adversária que deixou ele livre para fazer. Desânimo no Invictus, alegria no Basicus.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:
Bufalos 3 x 3 SuaMãe
BÚFALOS E SUA MÃE EMPATAM EM PARTIDA EMOCIONANTE
Dois times jogam futebol de Série Ouro
Por Vinicius Bento
Era sem dúvidas uma partida que prometia. O Búfalos vinha de vitórias que realmente convenciam, com grandes jogos do craque Dinho. O SuaMãe vinha de uma vitória heróica contra o fortíssimo Red Devils.
O primeiro gol na partida foi do Búfalos. Em uma jogada aérea Gui Tedesco ganhou no alto e com uma cabeçada firme no meio do gol abriu o placar. Se o goleiro não fosse um arqueiro linha talvez tivesse conseguido fazer a defesa.
O que chamou a atenção foi o típico grito dos reservas do Búfalos. Após o gols Rubens, que estava na reserva, gritou para os companheiros em campo. “Ta 5 a 0 para eles! Vamos Búfalos, pô!”, esbravejava. Uma maneira eficiente de manter os companheiros alertas.
O SuaMãe estava fazendo como o manual manda: prendendo a bola, errando poucos passes e ficando com ela no pé. Infelizmente não estavam conseguindo o principal, finalizar a gol. O goleiro Otaguro mantinha-se tranqüilo debaixo de sua meta, segurando alguns tiros de Murilo e Febem.
Foi então que aconteceu uma pichotada enorme indigna do futebol apresentado pelo SM. A defesa foi afastar, a bola fez uma curva e pegou o goleiro com as calças na mão. Adiantado, ele não pode fazer nada e viu a bola morrer no fundo das próprias redes. Era o gol na hora certa. Menos de um minuto depois o juiz decretou o final da primeira etapa e a partida foi para o segundo tempo empatada.
O segundo tempo começou quente. O Búfalos queria testar o goleiro linha do SuaMãe. Infelizmente, a defesa estava muito bem postada e Raoni não estava deixando o arremate acontecer.
A segunda etapa prometia ser boa, mas acabou esfriando. O time do Búfalos estava sentindo a falta do seu craque Dinho, camisa dez, na segunda etapa. O atrativo no segundo tempo até aquele momento foram piadas de Daniel com o português Cunha, que não jogou por estar como braço engessado. “Sinto informar, senhor, mas aqui está proibido português de Portugal”, brincava ele.
O grande lance aconteceu quando Leandro Rosa, do Sua Mãe, arriscou de fora da área e a bola explodiu na trave. Porém, no lance seguinte, a defesa vacilou. Como sempre, Dinho estava lá. Bons jogadores também precisam de sorte. Foi só ele entrar que a bola sobrou para o meia recolocar o Búfalos na frente do marcador.
Enquanto o técnico Cunha e Ricardo Zoiudo quebravam o pau, Febem pegou rebote do goleiro e empatou a partida. Definitivamente o SuaMãe cobraria muito alto o resultado.
Se não bastasse terem tomado o empate, o Búfalos ainda tomou a virada. Em cobrança de falta Murilo bateu com violência. A bola passou no meio da barreira, no goleiro e morreu devagarinho no fundo do gol.
No final da partida, quando parecia que não ia mais dar tempo para nada, Casali entrou como um touro pelo lado esquerdo e empatou o jogo. O Búfalos ameaçou exercer uma pressão e chegou a acertar a trave (quase fazendo com que o técnico português enfartasse no banco), mas era dia de empate e assim terminou esse jogão, empate justo por sinal.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:
Di Primeira 4 x 4 Obrigado Senhor
JOGO IGUAL RENDE PLACAR IGUAL
Empate acabou sendo justo para o que foi o jogo, mas não esconde falha feia da arbitragem, que não validou gol legal do Di Primeira
Por Renan Monteiro
O jogo começou bastante agitado, o time do Obrigado Senhor atacou primeiro com Lucas Oliveira, mas o goleiro Cadu Amorim fez uma defesa incrível. A bola ainda desviou no meio do caminho. Com mais posse de bola, o Obrigado Senhor se manteve no ataque. Fernando Machado, que fez uma boa partida, chutou cruzado e deixou o seu gol. Sem chances para o goleirão.
Di Primeira estava meio apreensivo e com medo de ir para cima e tomar o gol. Quando tomaram coragem foram para cima. Foi então que aconteceu um lance inusitado. Cirota saiu pela lateral e chutou cruzado. A bola bateu dentro do gol e saiu, mas o juizão não marcou gol. A torcida reclamou bastante, e com razão. No final da partida, o árbitro falou que o sol tinha atrapalhado sua visão.
Ainda sob muitas reclamações, o jogo seguiu e não demorou para o Di Primeira empatar. Cirota, sempre ele, estava em jogo inspirado e no ataque limpou o marcador e chutou para marcar. O Obrigado Senhor parecia ter parado um pouco depois do gol, enquanto o Di Primeira vinha com tudo. E foram mesmo! Quem? Cirota, claro, e num golaço depois de cruzamento de Simon.
Sem reação, o Obrigado Senhor continuou atrás, recuado. Sem ter nada a ver e endiabrado em campo, Cirota fez mais um para seu time. 3 x 0 e três de Cirota. Mas antes de acabar o primeiro tempo o OS pescou um gol, anotado por Lukinhas e dando esperança ao time de um segundo tempo melhor. Prova que o time estava melhor foi que ainda mandaram 2 bolas na trave antes de virarem de lado.
O segundo tempo começou e o time do Obrigado Senhor precisava orar muito para o Senhor os conceder a vitória. Mas só orar não iria resolver. Assim, foram para cima. Pareceu que a reza deu certo e Rominho empatou numa infelicidade do até então impecável Cadu.
A coisa parecia que tinha mesmo se invertido quando Lucas Oliveira colocou o OS na frente. Mas a tarde era de empate, pois o Di Primeira, com muita luta, tirou forças para encerrar o placar em 4 x 4. Rapha Silva marcou, e com o apito final o mote foi a reclamação do Di Primeira por causa do gol que o árbitro não deu no primeiro tempo.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:
Red Devils 6 x 3 Ras Time
RED DEVILS SUPERA ADVERSIDADES E VENCE RAS
Ras chegou a sair na frente, mas vacilou e viu devils virar
Por Vinicius Bento
Uma coisa chamou a atenção de quem via o jogo de fora. O Ras Time, que na primeira rodada chegou a jogar com um jogador a menos, dessa vez tinha cinco reservas. Enquanto isso o forte Red Devils vinha com os seis jogadores de linha e apenas um reserva. Um deles, por sinal, era o goleiro Criança. Com a camisa 13, Criança postou-se na defesa o jogo todo, às vezes até arriscando algo contra o gol adversário. João Lucas assumiu a meta do time.
Não demorou muito para que o Ras abrisse o placar, com Johnny logo nos minutos iniciais. O gol foi muito comemorado pelos jogadores do banco, porém, sem se abalar, o Red Devils continuou seu jogo. Em lance de escanteio, o ótimo goleiro Cipó teve de se desdobrar, pois Gerson acertou bela cabeçada no cantinho.
Foi então que o Ras acertou o segundo chute no gol. E que chute! Com uma pancada espetacular de fora da área de Renan, a bola explodiu nas redes adversárias. Infelizmente esse não deu nem para comemorar muito, pois mal recomeçou o jogo e Thiaguinho cortou da esquerda para o meio e com precisão jogou a bola no contrapé de Cipó. Mesmo o tradicional golpe de vista nada pode fazer.
Um segundo depois foi a vez de Cipó falhar feio. Habilidoso com os pés, o goleiro resolveu sair jogando, mesmo com os gritos dos companheiros para que ele aliviasse a bola de trás. Assim, ele acabou errando o passe. O ataque adversário retomou a bola e na cara do gol uma tabelinha resolveu. Paulo Roberto só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro. O Red Devils não tinha começado bem, mas já havia se encontrado na partida.
João Lucas fez sua primeira grande defesa na partida já no final do primeiro tempo ao deixar a perna e salvar o gol eminente. Se de um lado João Lucas ia salvando, por outro Cipó se redimia de sua falha. Depois de cabeçada espetacular de Negão contra o chão, Cipó deu um passo para trás e conseguiu evitar o gol em cima da linha. A bola ainda bateu no travessão antes que a defesa aliviasse.
O triste da partida aconteceu no final da primeira etapa. Em uma dividida limpa dentro da área Paulo Roberto torceu feio o tornozelo e não teve condições de continuar em campo. O Red Devils acabou muito prejudicado.
A segunda etapa demorou para esquentar novamente. O Red Devils só conseguiu algo quando já era quase metade do segundo tempo. E conseguiu a virada. Apos uma saída errada do Ras, Darx acertou uma pancada cruzada e a bola morreu nas redes.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:
RR Olímpico 12 x 1 NGM
ROLETINHA ATROPELA NGM
Cansado desde o início, NGM entra em campo para admirar futebol de Folha, Kuminha e cia.
Por Renan Monteiro
Com a saída de bola Kuminha mostrou o que seria a partida: gol atrás de gol. Afinal, o camisa 10 já marcou no primeiro lance de bola rolando. O gol deu ao NGM a condição de mero espectador, pois foi o que seus jogadores foram em campo – viram o Roletinha passear.
O caminho para o Roleta estava fácil, o toque de bola estava ótimo, o meio de campo estava muito organizado, o time estava bem postado em campo. O Roletinha conhecia a limitação do adversário e a importância de fazer saldo, tanto que Folha limpou a marcação e chutou forte no cantinho. 2 x 0.
O ataque do NGM era muito lento, o time não tinha velocidade na saída de bola e o meio campo estava inteiro desorganizado, errando vários passes. Tanto que o ogl de honra do time saiu em um lance de bola parada, com Fefê acertando um canudo no gol adversário que o goleiro Edu teve até medo de ir na bola.
Porém, acabou por aí porque o Roletinha resolveu nao brincar. Resultado: Kuminha fez o terceiro, Ceron o quarto, e Folha o quinto antes do intervalo, uma benção para o cansado time do NGM. O segundo tempo foi pior ainda. Folha já saiu fazendo o sexto e sétimo gol do Roletinha. Bruninho marcou o oitavo, Kuminha o nono e até Catatau deixou o seu. Ceron e Ricardinho fecharam o passeio em 12 x 1, impondo ao NGM mais uma derrota de dois dígitos e aparentemente um caminho sem volta para a Série Bronze.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:
SPQSF 4 x 1 Arouca Jrs.
MACHUPICHU MASSACRA PÉ DE PANO
Pé de Pano entra em campo, mas nem vê o que o atropelou
Por Vinicius Bento
No comecinho da partida, o MP já conseguiu abrir o placar. Após cobrança de falta de Thiago Branco, a bola desviou em Rafinha e enganou o goleiro Tiago. Sem ter o que fazer, ele tentou um golpe de vista, mas sem resultado. 1 x 0.
A partida estava um verdadeiro quebra canelas. Qualquer jogada individual acabava em uma pegada, mesmo que fosse leve. Não era maliciosa, mas uma ou outra atingia em cheio. O Pé de Pano não deixou se intimidar pelo gol tomado e, indo para cima, ameaçava uma pressão, mas tudo que vinha para o gol estava sendo salvo pelo goleirão Pipo, que indicava nos minutos iniciais uma partida inspirada debaixo das traves.
O Pé não marcou, mas o MachuPichu sim. Em um único contra-ataque, a bola chegou aos pés de Thiago Branco, que cortou para o meio e com toda a calma do mundo escolheu o canto e arrematou. 2 x 0.
A partida estava fria. Para não dizer gelada. O Pé de Pano, que já esteve bem, não conseguia ameaçar o MP. Se o time de preto tivesse mais precisão já poderia ter feito mais. Os irmãos Tebas e Ricci conseguiam o arremate, mas não no alvo correto.
Era preciso mudar, ao menos para o lanterna do Grupo A. Por isso na segunda etapa eles voltaram a arriscar. Tendo mais posse de bola, o time de branco foi para cima. O tiro saiu pela culatra. Na primeira subida ao ataque, Victor Costa saiu cara a cara com o goleiro e bateu por baixo. A bola entrou devagarzinho no canto. Tebas fez o quarto na metade do segundo tempo.
Lance curioso aconteceu em seguida. Thiago Branco acertou uma bolada no árbitro! Muitos tentaram e sem querer ele foi o único que conseguiu! Um verdadeiro lance Rockgol.
Em outro lance bizarro, no finalzinho da partida, o MachuPichu ainda fez mais um. Gol que fechou a tampa do caixão e tirou praticamente todas as chances de vitória do Pé de Pano. O goleiro do MP poderia tomar um chá porque estava tranqüilo.
Não contente com 5, Thiago Branco ainda deixou mais um antes do término da partida. O MP fazia o que bem entendia em campo. A partida caminhava para uma verdadeira goleada de zero. Para terminar a festa, o goleiro Tiago ainda tomou um cartão amarelo e um jogador de linha teve que ir para o gol. Porém, no apagar das luzes, saiu o gol de honra, anotado por Tavogus, mas nada que ofuscasse a bela vitória do MachuPichu.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:
Primatas 7 x 1 Arouca Jrs.
PRIMATAS DERRUBA AROUCA JRS. E CALA MÁ EDUCADA TORCIDA ADVERSÁRIA
Primatas ensinou como se joga futebol, enquanto torcida do Arouca ensinou que educação e repeito não é o forte dela
Por Renan Monteiro
Um jogo que prometia uma bela partida não deixou a desejar. Os dois times estavam bem no campeonato, e a rivalidade entre eles era grande. O jogo começou eletrizante, com os dois times no ataque. O Primatas ia mais à frente e logo foi premiado com um gol, anotado por Calderaro. Ele chamou a responsabilidade para si e veio lá da defesa para fazer, abrindo o placar.
Bem postado na defesa, o Primatas marcava a saída de bola do Arouca, que errava alguns toques atrás e dava chances ao inimigo. E nao tardou para sair o segundo, tambem do inspirado camisa 29 primata, Calderaro.
Perdido, o Arouca estava atrás no marcador mas parecia que quem perdia era o Primatas de tanto que o time de Gui Fenômeno sobrava em campo. Assim, o terceiro gol era questão de tempo, e foi pouco tempo. Lithio deixou o seu e fez o Arouca torcer para acabar logo o primeiro tempo para não tomar mais.
Irreconhecível, o Arouca decepcionava sua ofensiva torcida, que não deixava arbitragem e adversários em paz de tanto que xingaram e ofenderam. Sem contar o goliero Vitinho, que no segundo tempo viu cusparadas passar por perto e cerveja adentrar a quadra jogada pela empolgada – para não dizer outra coisa – torcida. Para sorte do tricolor junior, o primeiro tempo terminou. Uma conversa era urgente para acordar o time e nao fazer tão feio no segundo tempo.
Com o segundo tempo começou o Arouca voltou ao menos com mais posse de bola, porém os atacantes não se entendiam, principalmente Nelsinho, que errava muito. Entretanto, de tanto tentar Washington deixou o dele, fazendo renascer as esperanças e reativando as energias do time.
A vontade aqui jogou contrário ao Arouca. A torcida empurrou e o time foi à frente com tudo. Abriu brechas por onde o rápido Rafinha se enfiou e fez 4 x 1. Era a ducha de água gelada para esfriar os ânimos tricolores. Sem mais reação e cansado, o Arouca já tinha desistido do jogo, mas o Primatas queria mais. Rafinha fez mais dois colocou o Arouca na roda. Para fechar Diegão, decretou a vitória com um golaço depois da falha do goleiro Quim, que entrou no lugar de Guilherme, que saiu machucado.
Com os 7 x 1, o Primatas segue 100% e forte para voltar à Série Ouro. O Arouca deve recolher os cacos para encarar o vice-lanterna Invictus na rodada seguinte e tentar recuperar a auto-estima que o Primatas jogou ao chão.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:
Cachorro Velho 5 x 3 DPGamos
CACHORRO VELHO MORDE FORTE E DERROTA DPGAMOS
Nem outra boa atuação do goleiro São Valentim foi possível para evitar a derrota do DP, a segunda consecutiva na competição
Por Weinny Eirado
Atordoados pelas derrotas sofridas em seus últimos jogos, Cachorro Velho e DPGamos fizeram um jogo para se reerguerem na tabela do Grupo A. Ainda que o time da PUC tenha ganhado três pontos fáceis na última rodada contra o La Coruja (que perdeu por WO), precisava vencer para arrumar a casa e voltar a ter o status do time que atropelou todos os seus adversários no Festival Bola na Rede.
Logo no início do duelo Kaká teve uma boa oportunidade de abrir o placar, mas o individualismo o impediu de realizar a melhor escolha para o coletivo. Preferiu chutar para o gol mesmo com o goleiro Botana caído a sua frente, e não viu Denão passando livre na sua direita. Essa “vacilada” acabou custando caro no final do jogo.
O time “canino” acabou abrindo o placar aos 9 minutos de jogo, com Chuck. Ele chutou da entrada da área, de frente para Valentim. A bola caprichosamente bateu na trave direita do goleiro e entrou. Um verdadeiro gol “chorado”. O time ainda colocou uma bola na trave minutos depois.
Nesse meio tempo, Kaká quase empatou. Ele dominou a bola, girou e bateu forte em direção ao gol, mas havia um defensor bem posicionado bloqueando o chute. E por falar em bloquear chutes, Valentim, goleiro do DPGamos, foi o grande destaque do jogo. O guardião das redes do time dirigido por Lói impediu uma catástrofe na quadra 11. Fez defesas inacreditáveis e, por isso, novamente entrou para os MVGs da rodada da Prata.
Mas nem mesmo o milagreiro “São Valentim” poderia pegar o excelente chute de Pody. O camisa 12 PUCiano mandou a bola no lado esquerdo do goleiro, quase que no ângulo. Thiaguinho faria mais um para os cachorros, que coletivamente trabalharam a bola até o camisa 9 concluir para o fundo das redes. Foi a “mordida fatal” no ânimo do DP.
No segundo tempo, recuperando-se ainda dos três gols, o time de Daniel Fischer e cia. voltou pressionando o adversário. Depois de uma roubada de bola, Vinicius Bento demonstrou garra ao acreditar no lance até o final e tocou para Denão concluir (mesmo de carrinho). 3 x 1.
O que parecia a reação do DP acabou num belo balde de água fria quando Antonio empurrou a bola para o gol, num terrível vacilo de marcação. Bola cruzada e o camisa 33 apareceu livre, debaixo das traves para fazer o quarto gol. Pouco depois, Barbieri fez o seu em outra falha da defesa, desta vez, atribuída ao camisa 15, Bento. O jogador tirou a bola quase em cima da linha, mas, no rebote, Barbieri não o perdoou.
Após esse lance, Pi perdeu a cabeça e foi expulso. O jogador afirmou não ter feito nada, mas a arbitragem viu uma agressão do jogador em cima de Jeff (que também foi colocado para fora quando revidou). Outro que acabou expulso foi Zulu, que bateu boca com Gabriel Rezende na lateral do campo. Acabaram tirados da quadra e não atuarão na quarta e quinta rodadas. Eram 4 jogadores a menos em campo.
O DP ainda esboçou uma reação, mas não deu tempo. Zaik e Denão (outra vez) chegaram a marcar, mas o vitorioso já havia sido definido no primeiro tempo. Vitória do time azul por 5 x 3.
Neste sábado o CV pegará o líder MachuPichu de olho na liderança do grupo. Já o DPGamos enfrentará o Pé de Pano em “pane interna”, uma vez que o time de Rafinha ainda não venceu neste campeonato.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:
Camelo 4 x 2 Voando Baixo
CAMELO VENCE A SEGUNDA E COMPROVA ASCENSÃO
Com Noal e Johnny Jr. inspirados, Camelo garante mais três pontos e que almeja a liderança
Por Renan Monteiro
O último jogo da noite trazia os amigos do Camelo e do Voando Baixo em partida que prometia muito. Porém, o que se mostrou eficiente inicialmente foi as defesas, que travavam no meio de campo e não deixavam os times chegar ao gol adversário.
Mas logo o Voando Baixo conseguiu administrar a posse de bola e aproveitar isso para chegar ao ataque. Foi então que Berla deu uma bicuda depois de rebote do goleiro, conseguindo fazer o primeiro gol da partida.
O Voando Baixo passou a dominar o jogo, mas do outro lado havia um bom time, com jogadores habilidosos e, por isso, nada morto. Pelo contrário, o gol ajudou os camelos a se organizar em campo. E aí chegou a hora de Noal brilhar, afinal, foi quem quem arrumou bom contra-ataque e anotou o empate.
Sob a liderança de Noal, que era o porta voz do time em campo, o Camelo virou o jogo com um chute alto de Noal. Mal colocado, o goleiro nao defendeu.
Enquanto o Camelo crescia, o Voando Baixo parecia ter dormido e não estava conseguindo sair da defesa. O apito final do primeiro tempo foi uma boa para o time de Caballero, que até esse momento era bem anulado pelo capitão Henrique (no segundo tempo eles quase trocaram sopapos, mas ficou mesmo nas carícias).
Se o primeiro tempo foi bom, o segundo tempo foi ainda melhor. O VB conseguiu acertar o seu meio de campo depois de uma bela bronca, mas foi o Camelo que balançou as redes, com Boy.
Enfim Caballero apareceu e, com bastante sofrimento, marcou um gol bastante chorado. O gol acendeu e foi ao ataque, pressionando Camelo em seu campo, mas não conseguiam marcar graças às boas intervenções do goleiro Johnny Jr. O segredo do Camelo estava aí: um atacante decisivo e um bom goleiro. A dobradinha, além de garantir a vitória, deu mais um gol aos vermelhos da pizzaria, desta vez com Itamar num bonito chute de primeira. A bola foi no ângulo e decretou os 4 x 2 do placar.
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