MESMO PRESSIONADO NO FIM, SÓ QUEM SABE SEGURA ALLIANZA
Serjão, com 2 gols, e o goleiro Arthur Chan foram os destaques da suada vitória
Por Renato Malaguti
Abrindo a rodada na quadra 13, as equipes do Só Quem Sabe e do Allianza Sagrado fizeram o jogo mais disputado do grupo. Logo aos cinco minutos, Serjão abriu o placar para o elenco de camisa branca com um chute rasteiro que acertou o canto direito do goleiro, que até pulou, mas não alcançou.
Até o gol, não podia ser dito que a equipe em vantagem estava melhor na partida, pois havia certo equilíbrio. Alguns minutos depois, esse equilíbrio se mostrou no placar. A equipe formada principalmente por jogadores que estudaram no colégio Sagrado Coração de Jesus conseguiu o empate com Renanzinho.
O SQS começava a criar mais. Éder, goleiro do Allianza, gritava constantemente para seus parceiros acordarem. Após o terceiro grito, mostrando que ele não estava errado, Serjão conseguiu abrir para o bate sem muita dificuldade e acertou o cantinho esquerdo, fazendo seu segundo gol e deixando novamente seu time na frente.
Enfim o Sagrado acordou. O jogo ficou mais equilibrado novamente. Rods sofreu falta perigosa e ele mesmo foi para a cobrança. Bateu firme na bola, mas o arqueiro Chan fez ótima defesa.
O jogo foi passando, as equipes criavam, mas nenhuma muito perigosa. Somente no finzinho da primeira etapa, em um contra-ataque após jogada ensaiada frustrada da equipe de preto, o SQS consegue ampliar. Jacobi aproveitou rebote e não perdoou.
No intervalo, o técnico Mauricio Mirim, do Allianza Sagrado, pediu para Cesinha ir mais para cima e Brunão subir nas jogadas de escanteio. Na volta do intervalo, a torcida feminina do SQS se manifestava, já que estava em peso do lado de fora. Dentro de campo, Felipe Gazeti gritava muito, dizendo que o placar estava 0 a 0. Houve uma troca de goleiros por parte da equipe do Sagrado. Henrique Beijinho entrou.
Logo aos cinco minutos, na primeira chance perigosa, Danilinho bateu bem em cobrança de falta rasteira, surpreendendo a todos, e diminuiu. Aproveitando o bom momento, a torcida do Allianza pressionava o goleiro do SQS. Porém, dentro de campo tudo ia relativamente calmo, até dois jogadores do SQS tomarem cartão amarelo. Alemão realizou bem seu papel na zaga, desarmando Rods, mas devido à excessiva empolgação – ele gritou alto na cara de seu rival – acabou amarelado. Em seguida, com um carrinho bobo, eram 2 a menos.
O Allianza foi pra cima em busca do empate. Pressionava como podia, mas o elenco rival conseguiu tirar boa parte bas bolas que chegavam em seu campo e, quando com a bola nos pés, valorizava e gastava o tempo. No lado de fora, a torcida do SQS já pedia o término da partida. O apito final foi dado, e a comemoração foi enorme. Com “uma vitória honesta ganhada no futebol”, palavras ditas pelo treinador da equipe do Allianza Sagrado, a equipe do SQS saiu de quadra somando três pontos na tabela.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
NGM 2 x 1 Roleta Russa Clássico
NGM VIRA PRA CIMA DO ROLETA
Time de Márcio foi melhor durante todo o jogo, mas foi o Roleta quem saiu na frente antes de tomar a virada nos minutos finais
Por Vinicius Bento
Antes de começar a partida tivemos um pouco de confusão. A frase anterior remete a um bordão da Sessão da Tarde e Tuk fez valer a frase. O pontapé inicial nem havia sido dado e a equipe de azul já estava atrapalhada. Azul graças a Tuk. Ele esqueceu a tradicional camisa branca do Roleta e por isso toda a equipe teve de mudar para o uniforme dois, aquele azulado.
No primeiro arremate do jogo, Memé arriscou cobrança de falta com a canhotinha e a bola passou próxima à trave do goleirão do Roleta. No meio do caminho houve um desvio. Resvalada que concedeu o escanteio, e neste mais um lance de perigo. Será que o NGM logo abriria o placar?
Nariga ia infernizando pela ponta esquerda. Forte e bastante liso, o camisa 20 puxava para a perna direita e precisava ser parado com falta ou com muita vontade. Nos primeiro dez minutos o Roleta Russa mostrava dificuldade em criar opções de jogo. O time mantinha a bola no pé, girava a bola e às vezes até se aproximava do goleiro Machado, entretanto não chegava a assustar.
Se o ataque do NGM ganhou destaque na matéria, até este exato momento a defesa do Roleta também merecia referência. Guga, camisa 13 e defensor, estava tendo a tarefa ingrata de marcar Nariga e Memé. Compromisso que o defensor ia fazendo com muita qualidade.
Na melhor chance da partida, Bruno Cesar (canhotinho como seu chara) recebeu livre frente ao goleiro. Talvez nem ele esperasse, pois a bola chegou ao seu pé devido a um bate e rebate. Cara a cara com o goleiro, o camisa 14 finalizou mal. Um minuto depois, Nariga, melhor jogador em campo, sentou o pé na bola e acertou um torpedo na trave. Arrancou um grito da torcida. Aliás, de ambas as torcidas.
Na primeira grande chance do Roleta, a defesa salvou em cima da linha. No bate e rebate, o ataque conseguiu um simples toque e a bola foi no contrapé do arqueiro do NGM. Em cima da linha, Anélio apareceu e tirou o perigo do gol.
Márcio, camisa 24 (significa), mal acabara de entrar e logo fez uma besteira. No meio de campo o manager do NGM arriscou um carrinho, típico de FIFA 2011, e errou feio. Acertou o adversário em cheio e foi punido com o cartão amarelo.
O Roleta ia chegando. Demorou um pouco, mas a equipe se acertou dentro da partida. Os arremates de longe assustavam. Uma falta, um torpedo do meio de campo ou até mesmo uma arriscada pelas alas. Se passar pelos grandalhões do NGM era tarefa difícil, o time de azul soltava o pé de onde dava.
O primeiro tempo terminou com o marcador inalterado. Boas chances para ambos os lados e uma leve superioridade para o time de laranja. Quando a segunda etapa começou, Baru mostrou para que veio. O tríplice manager do Chuteira dominou na defesa e saiu completamente errado. A bola chegou nos pés de Memé, que arrematou em cima do arqueiro. Segundos depois foi a vez de Nariga. Ele dominou na frente do goleiro e resolveu cortar ao invés de bater. O camisa 20 acabou por adiantar demais a bola e perdeu um belo gol. Os dois melhores jogadores em campo estavam com os pés descalibrados.
O placar ia sendo conduzido para o 0 x 0. Alemão parecia comprovar isso ao perder dois gols. Na primeira chance, o goleirão Machado se saiu muito bem. Ele foi no segundo andar e defendeu uma bela cabeçada. Já na segunda oportunidade, depois de uma terrível saída de bola do goleiro, Alemão arrematou de longe e errou a meta.
Minutos depois, enfim o gol. Affelay, do Roleta, puxou pela ponta esquerda e arrematou com violência. A bola desviou e encobriu o goleiro. Menos de cinco minutos depois, porém, veio o empate. Nego, com toda a raça do mundo, dividiu com o goleiro e lentamente a redondinha morreu no fundo das redes. Com todo o carinho de um bom filho, o artilheiro dedicou o gol à mãe, Rosa Zampol. Fica o registro.
Os últimos minutos de jogo estavam mais emocionantes que toda a partida. E ficou melhor ainda quando Fefê anotou o gol da partida. Mais uma vez a bola morreu lentamente no fundo das redes do Roleta Russa, embolou todo o grupo e levantou o banco do NGM como poucas vezes até hoje.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Toque Me Voy 7 x 3 Futsampa
TOQUE ME VOY VENCE FÁCIL FUTSAMPA
Com um jogador a menos, Futsampa até conseguiu jogar de igual para igual no primeiro tempo, mas, no segundo, sofreu pelo desfalque e tomou sapecada
Por Renato Malaguti
Do início ao fim, a equipe do Toque Me Voy conseguiu estabelecer um certo domínio na partida, graças à vantagem numérica em quadra. Mesmo assim, o Futsampa não se entregou e tentou jogar de igual para igual, principalmente nos primeiros 25 minutos.
Logo na primeira oportunidade, Renê, do Toque, bateu de chapa colocado no canto direito, fazendo com que a bola batesse na trave antes de entrar. Era o primeiro gol do jogo.
Saindo na frente, a equipe de azul foi surpreendida com chute de longe de Gab. Foi defensável, mas o goleiro Danilo não pegou. Coube a Renê, em jogada aérea, fazer de cabeça o tento do desempate. E o terceiro veio em seguida: Allan saiu sozinho diante do goleiro e só teve o trabalho de chutar no canto.
A facilidade em encontrar um jogador livre, graças ao jogador a mais em campo, era muito grande. Dos dez aos quinze minutos o jogo manteve certa tranquilidade, sem nenhuma oportunidade. A posse de bola ficava com o time de azul, mas foi o Futsampa que voltou a marcar. A possível reação foi bloqueada com o gol de Allan, após bola interceptada seguida de chute de longa distância. O goleiro nem pulou. 4 x 2.
Na volta do intervalo, logo no comecinho, em chute de bico, Riquet fez para o Futsampa. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Sempre quando a equipe de vermelho tentava esboçar algo, o Toque Me Voy cortava as expectativas. Dessa vez não foi diferente. Aos 10 minutos, em uma jogada bem trabalhada de contra-ataque, Silas fez o quinto da equipe.
Aos 15, o Futsampa pediu tempo técnico. Na volta, seu elenco parecia estar mais cansado e, atrás no placar, tomou pressão. Em chute forte no meio do arco, Willias exigiu ótima defesa do arqueiro rival. Em jogada individual de Allan, ele deixou um para trás e cruzou para Renê, que fez sem goleiro. Em seguida, Allan fez mais, dando números finais ao jogo em 7 x 3.
Os últimos minutos não foram muito empolgantes, já que uma possível alteração considerável no placar era extremamente difícil. Contando os 50 minutos com um jogador a mais, a equipe do Toque Me Voy venceu fácil seu rival, respeitando-o do começo ao fim. Cabe ao Futsampa colocar um time completo em campo, pois não é a primeira vez que isso acontece. Desse jeito, contra o Irado´s pela 4ª rodada, vão encontrar uma nova goleada...
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Invictus 3 x 3 Derrubada
INVICTUS E DERRUBADA SAEM FRUSTRADOS COM EMPATE
Em jogo cheio de viradas e bola desperdiçada no último segundo, Invictus e Derrubada se equivalem e continuam sem vencer
Por Vinicius Bento
Muitos disseram que poderia ser o jogo mais chato da tarde. Outros acreditaram que seria fraco tecnicamente. A verdade é que Invictus e Derrubada fizeram um jogo ao menos emocionante até o último segundo de partida.
A partida começou (e até o último segundo foi) muito parelha. Os dois goleiros, ambos batizados de Henrique, começaram defendendo alguns poucos chutes, nada que fosse verdadeiramente efetivo. Num primeiro lance de perigo, Lucas P., o “presida”, virou sobre o defensor adversário, mas parou nas mãos do goleiro do Derrubada.
Apesar de os times buscarem o ataque, as defesas estavam se saindo melhor, não dando chances para os gols saírem. Gabriel , livre no segundo pau, arriscou batida de perna esquerda e a bola acertou a rede pelo lado de fora pelo Invictus. Do outro lado, Vicius e Larsson iam conduzindo sua equipe à frente, mas sempre parando no bom futebol de Douglas, que mostrava uma raça descomunal para desarmar e sair jogando.
O primeiro gol da partida saiu depois de uma bela batida de cabeça. Depois do famoso “one-two”, Claudio passou no meio dos dois defensores do time de azul e, cara a cara com Henrique, teve a frieza de um matador experiente para botar a bola no fundo das redes. Um belo gol e Derrubada na frente.
Quando o Invictus pensou que não poderia ser pior veio uma falta lateral boba após erro de passe na saída de bola. Henrique posicionou a barreira e... gol! Telles foi para a bola e colocou efeito nela, que passou ao lado da barreira, sem chances para o goleirão. Não se sabe se a barreira abriu ou foi mal posicionada mesmo, mas fato era que o Derrubada fazia 2 x 0 quando o Invictus parecia se encontrar dentro de campo.
O time azul e branco continuou tentanto, mas as jogadas individuais de Kirk e Bento paravam na defesa. No último lance da primeira etapa Diego, estreante da tarde, tabelou com Bento e arrematou com violência contra a meta adversária. Henrique (dessa vez do Derrubada) estava pegando até pensamento, sem dar rebote.
A primeira etapa terminou e com ela o futebol apático do Invictus. Na segunda etapa, movidos pela força de Douglas na marcação e nas arracnadas de Diego, a equipe azul foi para cima com tudo. Antes dos cinco minutos saiu o primeiro gol. Escanteio cobrado e Diego apareceu no segundo pau livre para empurrar a redondinha para dentro.
O Invictus cresceu em campo e passou a pressionar o Derrubada, ao mesmo tempo que o jogo ganhava em divididas mais duras e reclamações de ambos os lados, mas especialmente de Vicius, do Derrubada. Mais gritado que jogado, o Invictus encontrou o empate pouco tempo depois. O camisa 10 do time de azul, Kirk, nas poucas vezes que escapuliu de seu marcador, chegou à linha de fundo, levantou a cabeça e deu aquele passe açucarado para o meio da área. Lucas se esticou todo mas não alcançou, entretanto, Diego chegou quase num replay do primeiro gol para completar e deixar tudo igual.
O time inflou e queria a vitória. O Derrubada sentiu o baque e estava mais preocupado com a arbitragem, que deixava o jogo correr e não parava em todo dividida. Gabriel, pelo Invictus, exagerou no carrinho e foi amarelado. Do outro lado, idem para Luizão, que como já tinha amarelo levou o azul. Foi nessa que veio a virada: Bento recebeu no meio, driblou um, tocou de lado e, de biquinho, mandou para o gol. Um chute despretensioso que pingou no chão e morreu nas redes de Henrique.
Com 3 x 2 e 5 minutos para o fim, o Invictus tinha uma coisa a fazer: se fechar e matar o jogo no contra-ataque. Ao Derrubada restava a pressão e o abafa. Vicius era o centroavante mais perigoso em campo, tanto com os pés quanto com a boca. E assim o time chegou ao empate. Henricão recebeu na esquerda e, cara a cara com o goleiro Canova, que tinha salvado o time em oturos dois lances, não perdoou. 3 x 3.
Foi então que o jogo começou a ser mais polêmico que mamilos. O Derrubada fez as sete faltas permitidas por tempo e, não satisfeito, ainda fez a oitava. Tiro de 9 metros para o Invictus praticamente no lance final. Na cobrança, Kirk, que pegou a bola com carinho e confiança. Era a chance de tirar o Invictus do jejum d vitórias. Porém, Roberto Baggio, Zico, Raí... Tantos erraram na hora H! E Kirk entrou para essa lista. O camisa 10 buscou o ângulo esquerdo do goleiro, mas tirou demais do gol e mandou para fora os dois pontos a mais que o time poderia ganhar ao apito final.
Assim, em 3 x 3, com emoção até o minuto final, o jogo terminou. Empate frustrante para ambas as equipes, que sabiam que podiam ter vencido e saído da incômoda parte de baixo da tabela. O Invictus tem nova chance contra o Pé de Pano, já o Derrubada mede forças como ascendente Condor’s.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Pé de Pano 1 x 6 Basicus
BASICUS GOLEIA NO PRIMEIRO TEMPO PÉ DE PANO
Puff foi o nome do jogo, que teve um Pé de Pano apático diante do rolo compressor rosa
Por Vinicius Bento
Nem começou a partida e tinha falta para o Basicus. A mesária ainda procurava saber quem fez a falta quando Puff recebeu bola rolada e acertou um belo arremate de perna esquerda. A bola morreu no cantinho. 1 x 0. Já foi comentado algumas vezes nas matérias, mas é impressionante: Puff não tem físico nem cara de atleta, mas é um matador nato. Craque do time.
O jogo começou faltoso. O Pé de Pano teve duas boas chances em cobranças de falta, ambas foram paradas na barreira, inclusive uma delas no limite da área. O jogo começava quente e emocionante, completamente indefinido até aquela hora do jogo.
Puff ia ameaçando. Em outra grande chegada do camisa 23, ele saiu frente a frente com o goleiro Wellington Rocha e só deu um toquinho, o que permitiu a defesa do arqueiro. O Basicus era mais time, atacava com mais perigo e mais intensidade, além de estar muito mais tempo com a bola. O time revertia esse tempo em gols. Puff, sempre ele, puxou a bola para o meio e com a perna canhota matou o goleiro. 2 x 0 e ninguém conseguia segurar a fera.
O jogo caminhava para uma linda goleada. Depois de um erro feio do goleiro, Veneza dominou sozinho apenas com o gol a sua frente, o lance que todo jogador de futebol pede a Deus. Com um toque digno do botão X no FIFA 2011, a bola foi devagarinho para o fundo das redes. 3 x 0 e só dava o time rosa.
O Pé ainda não havia conseguido incomodar o goleirão Roland. O MVP do último Chuteira de Bronze poderia tomar um cafezinho. E mais Basicus: depois de péssima saída de bola do Pé de Pano Puff pegou frente à área e finalizou com frieza. Era o quarto gol, o terceiro do menino homem.
Minutos depois foi a vez de Kinho subir no segundo andar e fazer um lindo gol de cabeça. Não perca a conta: metade do primeiro tempo e o placar já anotava 5 x 0.
Quando o juiz apitou o final da primeira etapa, o Pé de Pano realmente não sabia o que esperar na segunda etapa. Era possível se aproximar no marcador? Era possível talvez empatar a partida? Para isso a equipe precisava não tomar mais gols e ter frieza. Ou talvez contar com a sorte. Depois de um lançamento completamente despretensioso, Roland quase tomou um gol histórico. Para não falar um peru histórico. Ele segurou a bola e quase soltou a redonda dentro do gol.
Minutos depois o arqueiro sentiu. Em uma dividida no ar, Roland foi atingido e caiu gritando. Muita apreensão. Um corte no nariz e uma lente no chão. Graças a Deus não foi nada mais grave.
O jogo passou a ficar morno. Junto com um vento chato que batia na quadra 12, a peleja começou a ficar sem chances claras de gol, em parte devido ao placar já dilatado e também ao jogo muito travado no meio de campo. Em uma das poucas chances do Pé de Pano, talvez a melhor do time no jogo, Matheus puxou pela ponta esquerda e finalizou rente à trave. Quase o primeiro tento da equipe.
O gol de honra enfim saiu. Peba recebeu livre dentro da área e bateu por baixo de Roland. Àquela altura o goleirão só queria ver o final da partida. Estava apanhando mais que condenado. Porém, antes que o árbitro apitasse, saiu o sexto tento rosa, fechando a goleada que dá ao Basicus a segunda vitória seguida na competição.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Inter de Limão 4 x 2 TCM
INTER AZEDA VITÓRIA CERTA DO EX-LÍDER TCM
TCM vencia até que desequilíbrio mental permitiu ao Inter se superar em campo e virar jogo perdido
Por Vinicius Bento
Quando as duas equipes entraram em quadra, o número de boleiros assustou. O Inter de Limão vinha com os seis jogadores de linha e nada mais. Já o TCM tinha sua equipe completa e mais alguns reservas. O que seria do Inter de Limão, hein, debaixo do sol? Bem, um gol de Guga, do TCM, com menos de um minuto de jogo dava pistas de como seria o resto da partida.
Aos dois minutos tivemos a tradicional briga de Alemão, camisa 5. No meio de campo, o bom jogador, entretanto um pouco estressado com a vida pelo visto, derrubou o adversário. Enquanto o jogador do Inter de Limão mantinha-se no chão, Alemão, com o dedo apontado, dizia que havia sido agredido com um tapa no rosto. Esse TCM, viu... Passa jogo e não aprende.
Enfim, o então líder do Grupo B ganhava e queria mais. Guga estava com vontade e queria mais. Em belo lance, o artilheiro arrematou de perna direita, já dentro da área, e obrigou o goleiro Ulisses a fazer uma bela defesa. Um torcedor, que via o lance, chegou a gritar gol antes do tempo. Secou, infelizmente.
Na primeira chegada do Inter de Limão, o grandalhão Poli foi conduzindo e, de frente para a área, arrematou de bico. O chute saiu fraquinho, não foi um bico digno de Romário, mas mesmo assim fez com que Johnny se esticasse para fazer a defesa.
O TCM errava no último passe antes do arremate. Muitas vezes esse toque deixaria um atacante frente a frente com o goleiro, mas a bola não conseguia chegar redondinha para a finalização. A partida era muito faltosa até metade da primeira etapa. Ambas as equipes já haviam chegado a quatro faltas e se não tomassem cuidado logo poderiam conceder o tiro de nove metros. Thiagão, ciente disso, veio se inteirar sobre o número de faltas do adversário.
Em uma dessas faltas, Poli, melhor jogador do Inter de Limão, bateu com muita categoria sobre a barreira, o que é extremamente difícil no society, e acertou o travessão. Mesmo sem reservas, o time azedo começou a ir para cima. Cé, camisa 18, foi conduzindo a bola para o meio e quando teve a chance sentou o canudo nela. A pancada saiu muito forte, entretanto, no meio do gol. Johnny, bem posicionado, jogou a pelota para escanteio.
O primeiro tempo terminou e quando o segundo começou, o TCM tentou repetir o feito de marcar um gol com menos de um minuto. Depois de bola ajeitada para a entrada da área, Guel tentou um voleio (sem sair do chão, diga-se de passagem) mas arrematou para fora.
Antes que o Inter de Limão pudesse se adaptar à segunda etapa e à pressão inicial que vinha sofrendo, Guel compensou o último arremate para fora com um canudo que foi morrer no barbante adversário. Se com um tento de diferença a situação já estava difícil, imagine agora...
O TCM queria mais. Depois de linda triangulação, Zé Roberto recebeu dentro da área e dividiu com o goleiro. A bola ficou parada nas costas do arqueiro enquanto os dois estavam travados no chão. Antes que alguém do time de amarelo percebesse e empurrasse a redondinha para dentro, a defesa do Inter de Limão salvou.
Na primeira chance que teve na segunda etapa, Rapha Bernardes recebeu dentro da área, dominou mal e mesmo assim deu prosseguimento à jogada. Sem ângulo, só restou ao capitão um arremate desequilibrado. E ele conseguiu cravar a bola na rede! Infelizmente pelo lado de fora. Ficava óbvio que o cansaço começava a bater no time de verde.
Foi então que o inesperado aconteceu. Em dois chutes de longe Rapha Bernardes empatou uma partida já tida como perdida. No primeiro arremate, ele arriscou com tamanha violência que o goleiro defendeu e mesmo assim a bola entrou. No segundo seguinte, ele pegou no meio de campo e acertou o cantinho.
Imagine o estado que os jogadores do Inter de Limão ficaram depois que Lucas, camisa 9, virou a partida. Era simplesmente inacreditável. O Inter de Limão parecia morto, cansado e sem chances de sequer fazer um gol. Em menos de cinco minutos eles haviam feito três e virado a partida!
E nada estava tão ruim que não pudesse ficar pior – para o TCM, claro. Dois jogadores do time tomaram cartão azul. “Sempre essa pouca vergonha. Não sei por que saio de casa para ver isso”, reclamava Zé Roberto enquanto saía de quadra. Resta saber se o camisa 10 se referia ao seu time ou a arbitragem...
As duas equipes batiam que era uma beleza. Entretanto, quem exagerou primeiro e estourou foi o TCM. Tiro de 9 metros. Poli foi para a bola e colocou a redonda no cantinho. Johnny ainda acertou o canto, mas mesmo assim... 4 x 2.
Depois disso não deu tempo para mais nada e final de jogo. Infelizmente, na saída houve confusão de torcedores do TCM com jogadores do Inter. A derrota dói mesmo, ainda mais da forma que foi.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
XTJ 4 x 4 Império Celeste
XTJ ALCANÇA EMPATE COM GOSTO DE VITÓRIA
Bandeirão do Império Celeste iluminou primeiro tempo, mas em seu caminho surgiu Bolacha, que fez 3 gols e tirou vitória certa da equipe de Fábio
Por Renato Malaguti
O jogo começou um tanto quanto sonolento. Os primeiros dez minutos tiveram maior posse de bola do Império Celeste, mas ambos os times criavam pouco. Somente aos 11 minutos saiu o primeiro gol em contra-ataque rápido que acabou com a bola morrendo rasteira no canto esquerdo. O goleirão Kraudio pulou e até tocou na bola, mas não conseguiu impedir a abertura do placar.
O XTJ seguia tranquilo, parecendo que não estava perdendo o jogo. Assim, em uma jogada que parecia morta, Daniel fez ótima tabela com Guedes e ficou livre para ampliar. Foi só aí que o Xarope acordou. Ygor perdeu cara a cara graças à boa defesa do goleirão Maqueda. Do outro lado, o mesmo erro não se repetiu. Em jogada iniciada em escanteio, Daniel recebeu de Pedro, ganhou do zagueiro e não desperdiçou.
O Império Celeste vencia por 3 x 0 com facilidade. O XTJ acabou o primeiro sem parecer ter entrado em campo. Na segunda etapa, antes de cinco minutos, Theo aproveitou cobrança de lateral, cabeceou por cobertura e fez o quarto do time de azul. Estava fácil demais.
Com 4 x 0 é natural pensar: “Está decidido o jogo”. Se o pessoal do Império pensou isso, se enganou. Pouco depois do quarto gol, o XTJ fez o primeiro, com Kaká, em chute de longa distância. Em seguida, Vini sofreu falta e Bolacha foi para a cobrança. E com ele falta é melhor que pênalti! Chute forte e rasteiro e 4 x 2!
Os dois gols soaram o alerta no Império, que pediu tempo técnico para frear os ânimos dos xaropes. Não deu certo porque do outro lado estava Bolacha, que despertara no intervalo. Em mais uma jogada típica de zagueiro artilheiro, Bolacha subiu para a área em escanteio e cabeceou firme. Gol, claro.
O empate, na toada que vinha a partida, era questão de tempo. E ele não tardou. E veio com ele, Bolacha! E novamente em cobrança de falta! Incrível reação do Xarope, que perdia de 4 x 0 e empatara em menos de 20 minutos.
Nos minutos finais, nada de relevante aconteceu. A intenção era não perder, e foi isso que aconteceu. Empate em 4 x 4, com gosto bem amargo para o Império Celeste.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Elite 7 x 1 Os Mostarda
ELITE GOLEIA OS MOSTARDA COM FACILIDADE
Os veteranos jogadores da equipe Elite Football dominaram todo o jogo e aplicaram goleada merecida
Por Renato Malaguti
Uma partida onde a diferença de idade foi usada como experiência pela equipe do Elite. Ela garantiu o placar elástico e o domínio do jogo durante os 50 minutos, mesmo com o número limitado de atletas se comparado com o de seu rival. Esse é um resumo breve do que aconteceu em quadra.
Desde o início, o jovem time de amarelo, apesar da velocidade e disposição, não intimidou seu rival. No começo, a organização do elenco de branco era melhor e, por isso, criava mais oportunidades. Não demorou muito para a rede ser balançada . Aos seis minutos, Rafael Gomes surpreendeu chutando de um ângulo desfavorável e colocou sua equipe na frente.
Animado, os novatos no Chuteira conseguiram marcar mais duas vezes em menos de cinco minutos, intimidando seu oponente. A primeira veio novamente com Rafael, que estava inspirado, mas dessa vez foi em cobrança rasteira de falta. A segunda teve como autor o Régis, que de forma oportuna só precisou empurrar para dentro. Do lado de fora, ele era chamado de “Romarinho”, pois só ficava no ataque e era oportunista.
Em menos de 12 minutos, 3 x 0 contra Os Mostarda. O time pediu tempo técnico para ver se acertava o que estava errado. Depois das instruções, o time veio com ânimos renovados, mas não deu muita sorte. De longe, Régis fez mais um, acertando o canto direito do goleiro Polito.
Juninho e Biel, d´Os Mostarda, levaram perigo com bons chutes, mas Thiago, em tarde inspirada, fez duas ótimas defesas, impedindo uma possível reação de seu rival. O primeiro tempo pelos gols relâmpagos do Elite, que também mostrou boa estrutura defensiva.
Na segunda etapa, até os 15 minutos foi um festival de chances perdidas, principalmente pelo time de branco. Somente aos 16 aconteceu um gol, com Luis aproveitando rebote de cobrança de falta, ampliando o placar para 5 x 0. Três minutos depois, Os Mostarda conseguiu fazer o de honra, com Cadú chutando no cantinho esquerdo. Essa não deu para Thiago.
Sem dar chance de esboçar reação, o Elite fez outro, novamente com Luis, que ficou cara a cara com Polito, dando um toque no canto. Detalhe que, dos sete gols, três jogadores marcaram duas vezes e um, uma vez. Fato que comprava a qualidade inteira do elenco.
Sem sombra de dúvidas o jogo foi dominado pelo Elite, mesmo possuindo apenas um reserva e faixa etária elevada em relação a seu rival.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
TNT 1 x 2 Bonde dos Abelhas
BONDE VENCE TNT E SE ISOLA NA LIDERANÇA
Placar foi magro e decidido no fim de um jogo bem equilibrado, mas o suficiente para deixar o Bonde como único time 100% no Grupo B
Por Vinicius Bento
Sob os olhares de uma bandeira gigantesca do Roleta Russa, BDA e TNT entraram para fazer o duelo das siglas. Partida que por sinal mostrava-se muito equilibrada desde o pontapé inicial. Quem via de fora, por físico, altura e velocidade, os times se equivaliam. Era uma partida para ser decidida na vontade.
O começo foi muito truncado. Ambas as equipes não se arriscaram, ou, para ser mais sincero, estavam mais concentradas na marcação, o que não é algo errado. Demonstra experiência para duas equipes que já vão completar um ano e meio de Chuteira.
A primeira grande chance do jogo apareceu aos 10 minutos. Marcos Vinicius arrematou e obrigou o goleiro adversário a fazer bela defesa. Segundos depois, o bom Rafinha Bastos (que não é aquele do CQC) recebeu livre dentro da área, mas na hora do arremate... foi feio! O zagueirão furou.
O TNT ensaiava chegar com mais força. Arriscavam de média a longa distância, mas mesmo assim o goleiro do Bonde mantinha-se frio em sua meta. Também, com o vento que batia na quadra 12 era de se surpreender que o goleiro não estivesse congelado.
Se a partida, do lado de dentro, estava equilibrada e bem presa no meio de campo, fora da quadra a torcida do BDA dava um show. Com as costumeiras abelhetes agitando, qualquer lance de quase gol, defesa ou passe no meio de campo virava uma festa.
Supondo que o jornalista que narra essa crônica estava de cabeça baixa anotando o jogo, foi possível ouvir um grito de gol. A torcida servia como um termômetro. Vinicius, camisa 9, recebeu dentro da área e como um bom centroavante matador estava lá para conferir. 1 x 0.
A primeira etapa logo terminou e, na segunda, silêncio ensurdecedor por parte das abelhetes. Era o empate do TNT. Chicão, logo nos primeiros minutos, não perdoou. Depois disso, o BDA voltou a atacar. Em uma bela jogada de linha de fundo, Vinicius disputou com o zagueiro. Deslocado, ele pisou na bola e caiu. Interpretação do juiz: falta e muita reclamação por parte da turma da dinamite.
Sem dúvidas era a partida mais pegada do grupo. Qualquer entrada gerava uma explosão por parte dos jogadores, do banco e de quem via. Teve até lateral que quase virou guerra urbana. O placar mantinha-se 1 x 1, com Marcelo e Cem pelo TNT fazendo boa partida, enquanto Vinicius era o grande destaque do BDA.
Kavanha perdeu um gol inacreditável. Para não ser injusto com o jogador, talvez tenha sido o efeito da bola. Enfim, depois de chute cruzado a bola desviou e ia caindo no pé do camisa 4. Na hora H.... ele falhou! Só resvalou na bola e ela foi para fora.
Foi então que o merecimento apareceu. Maca, camisa 10, que fazia uma grande partida, arriscou uma pancada de longe e o goleiro, que estava adiantado, bateu nela, mas nada pode fazer. Era o segundo tento do time amarelo na partida. Muita festa do lado de fora por parte das abelhetes.
E não deu tempo para mais nada! Com muito suor e vontade o BDA sai com os três pontos e a liderança isolada do Grupo B.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Condor´s 2 x 1 Bacaninha
CONDOR’S VENCE BACANINHA EM JOGO APÁTICO
Muitas chances desperdiçadas tornaram a partida pouco agradável
Por Tamires Paulino
Condor’s e Bacaninha se enfrentaram em partida cujo primeiro tempo foi pouco expressivo. Os lances, todos finalizados para fora, não trouxeram grandes perigos aos goleiros e defesas. Ambas as equipes abusaram de conclusões de fora da área – mais uma vez faltou pontaria.
O primeiro desses lances aconteceu aos 5 minutos, quando Peli, do Condor’s, que vinha carregando a bola pela lateral, chegou à linha de fundo e cruzou por cima do gol adversário. O retorno dos bacanas veio com Marcos Leorte, aos 10 minutos, em lance igual. Pelo lado do Condor’s todos os lances passavam pelos pés de Adriano, o camisa 7.
Após esse apático primeiro tempo, de muitas chances desperdiçadas, restava esperar que o segundo tempo trouxesse um pouco mais de movimentação e, quem sabe, gols. Pois bem, os pedidos foram uma ordem!
Kalzinho marcou o primeiro do Condor’s logo no começo, aproveitando uma sobra dentro da área. Em seguida, veio o empate, com Anselmo, que, posicionado no segundo pau, recebeu cruzamento e fez de cabeça.
Parecia que finalmente as equipes haviam acordado, embora continuassem com uma pontaria nem tão boa assim. Marcelo, camisa 4 do Bacaninha, desperdiçou boa chance chutando em cima do goleiro embaixo do travessão. No rebote, ele repetiu o erro, e dessa vez o goleiro consertou o dele, segurando a bola.
O empate não era bom para nenhuma das equipes, uma vez que o Bacaninha figurava com zero pontos e na lanterna, enquanto o Condor’s estava pelo meio da mesma, querendo avançar e se aproximar do pelotão da frente. Por isso, as equipes tentavam como podiam chegar à vitória.
Vendo a situação assim, fica bem mais fácil entender a grande comemoração que o lance a seguir causou: Neno recebeu a bola e, de bem longe, chutou certeiro ao gol, colocando o Condor’s na frente do placar pouco antes do apito final do árbitro (dois minutos para ser exata).
Com a vitória, o Condor’s ganhou mais 3 pontos e agora é o segundo do grupo B com 6, atrás apenas do Bonde dos Abelhas. A equipe enfrenta, na próxima rodada, o Derrubada. Já o penúltimo Bacaninha enfrenta a Inter de Limão, precisando vencer para se ver livre dos últimos lugares da tabela.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Mercenários 7 x 4 Real Vuvzelas
MERCENÁRIOS SURPREENDE VUVUZELAS E DISPARA NA PONTA
Campeão da Taça Inverno atropela nos 15 minutos iniciais e segue agora isolado na ponta
Por Renato Malaguti
Em um jogo de onze gols, o fator primordial de outra vitória do Mercenários foi o atropelo do primeiro tempo, quando o time de Bruno conseguiu abrir 6 x 1. Ali o jogo estava praticamente encerrado, pois na etapa final o que se viu foi um jogo equilibrado e o Vuvuzelas correndo atrás do prejuízo.
Logo no primeiro lance de perigo, Diego, do time de preto, chutou do meio da rua e quase surpreendeu a todos, mas a pelota foi para fora. Do outro lado, Fernando Russo arriscou próximo à área e acertou a rede pelo lado de fora da meta de Allyson. O jogo era relativamente equilibrado. Isso até os nove minutos. Antes do Mercenários mandar no jogo, Alê, do Vuvuzelas, marcou o gol mais bonito do dia na quadra 13. Ele acertou o ângulo por cobertura, em uma paulada de longa distância.
O gol despertou a fera. Sem dar chance de muitas comemorações, O Mercenários empatou com Marquinho. Como um rolo compressor, o Mercenários passou por cima do Vuvuzelas com 3 gols em menos de 4 minutos. Primeiramente, dois deles com Diego, que tirou do goleiro com classe em ambas as oportunidades. O quarto veio com Marquinho novamente. Após excelente passe de Thiaguinho, ele só precisou empurrar para a rede.
Após os gols relâmpagos, veio a bonança. A zaga do Mercenários estava fechada, impedindo qualquer reação do Vuvuzelas, que, apesar de ter tomado um choque, não parecia muito intimidado no jogo. Porém, o Mercenários queria mais: Thiaguinho mandou a bola na gaveta, impossibilitando qualquer chance de defesa. Em seguida, com todo pique, seu time conseguiu marcar o sexto e deixou o placar em vantagem por cinco gols. O autor foi o capitão Kazu, em jogada rápida pela direita.
Com o placar elástico, o segundo tempo tinha cheiro de goleada histórica caso o Real Vuvuzelas não reagisse. Os atletas de verde saíram com a cabeça baixa para o intervalo, enquanto seus adversários comemoravam a ótima vantagem. Na segunda etapa, o Vuvuzelas fez o esperado – partiu para cima. Entretanto, o primeiro lance ofensivo da etapa final veio pelo lado do Mercenários. No melhor estilo “cagada ensaiada”, um chute de Thiaguinho desviado de cabeça por Dezinho acertou a trave, quase matando o goleirão. Depois disso, Dezinho ainda conseguiu perder cara a cara, devido a boa saída do arqueiro rival.
Esboçando uma possível reação, o time de verde conseguiu diminuir com Rapha, em chute rasteiro que morreu no cantinho direito. Mas, logo em seguida, Bruno ampliou o placar. Era mesmo dia de mercenários.
O futebol do Real Vuvuzelas estava muito melhor na segunda parte. O jogo estava mais equilibrado, sem sombra de dúvidas, mas o placar não ajudava em nada. Quando Thiaguinho tomou cartão amarelo, o Real Vuvuzelas tentou aproveitar a vantagem de ter um atleta a mais em quadra, mas não conseguiu aproveitar. Entretanto, em um chute de longe, Marcelo acertou o canto rasteiro e matou o goleiro. Logo após o terceiro gol, a equipe conseguiu fazer o quarto, novamente com Marcelo.
Apesar da reação na segunda etapa, o time de verde não conseguiu mais do que isso – reduzir o prejuízo em termos de saldo de gols. O Mercenários fez um primeiro tempo de arrepiar e matou o jogo em 10 minutos para ser a partir de agora o líder isolado do Grupo A. O Vuvuzelas fica para trás, mas a derrota não deve abalar a moral da equipe, que vinha muito bem na competição e tem chance de encostar no líder na 4ª rodada contra o invicto DPGamos.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
DPGamos 4 x 2 Irado´s
DP QUEBRA JEJUM VENCENDO LANTERNA IRADO’S
Duelo dos irmãos Fischer contra os irmãos Eirados acaba com a vitória dos primeiros após 2 empates. Periclitante Irado’s segue sem vencer
Por Lucas P.
O repórter Andreassa não estava escalado para escrever sobre o clássico DPGamos x Irado’s. Muito menos eu, mas o destino quis que a mim coubesse relembrar aos leitores o que foi esse jogão de bola. Sim, acreditem, foi um jogão de bola, mesmo quando se esperava o “clássico do horror”. De um lado, os irmãos Fischer e seu mais novo time, com 18 jogadores inscritos e 18 jogadores no banco. Do outro lado, os irmãos Eirados, com 18 jogadores inscritos e 9 jogadores presentes no banco (o contundido Pi não conta). O duelo entre os irmãos foi pegado, corrido, com chances para ambos os lados e goleiros que, num jogo em que as individualidades não apareceram, foram os destaques.
Antes do apito inicial, um minuto de silêncio em respeito ao avô dos Fischer, falecido no meio desta semana. Com faixas pretas nos braços, os jogadores do DP pareciam jogar em nome do avô dos managers, pois o time jogava com ímpeto impressionante. O Irado’s devolvia na mesma moeda, jogando com vontade, mas a bola rondava a área do Irado’s com mais frequência. Não demorou para o gol sair, e dos pés de quem poucos esperavam – Joka – escorando bola na área e fazendo 1 x 0 para o DP.
O gol acordou o Irado’s, e Marcello era o ponto de referência no ataque. Ele tentava as jogadas, mas a bola teimava em passar longe. Rodrigo Vendramini, inflado pela presença feminina do lado de fora, queria porque queria seu golzinho, mas quem voltou a marcar foi o DP. E de novo com Joka, em jogada similar de bola alçada na área. Ele dividiu com Alan e mandou para as redes.
Com 2 x 0, era hora da reação. Will em campo era promessa de emoção (entenda como quiser). Porém, a vontade do Irado’s muitas vezes se confundia com afobação. Além disso, havia uma pedra no meio do caminho de Murilo, Rodrigo, Marcello e demais homens de frente tricolores: Alê Leal. O camisa 3 do DP era a muralha que Valentin reeditava debaixo das traves. Com tantas paredes, era difícil de se chegar ao gol à vontade para vencer o goleiro “boliviano japonês”, na definição de um torcedor do lado de fora.
Assim, o Irado’s abusava de uma jogada que irritou o torcedor: Yuri cobrar qualquer lateral (sim, de qualquer parte do campo) para o campo de ataque e torcer para que alguém fizesse algo. Cada arremesso lateral de Yuri era um urro em quadra. Yuri já é forte, mas ele deve ganhar muita massa muscular em cada jogo de tanta força que impõe nos braços para fazer a bola viajar 15, 20 metros. Exatamente numa jogada aérea que o Irado’s reacendeu no jogo: bola na área e Muriloko cabeceou com categoria no canto oposto ao de Valentin.
O Irado’s cresceu. As bolas na área eram constantes e Valentin começou a trabalhar, saindo de soco e dando golpes de samurai na bola a cada viagem que ela fazia contra sua meta. Do outro lado, Alan também sofria e ia aprontando das suas, pegando tudo que podia e salvando o Irado’s. Se o apelido de Valentin no time é São Valentin, o de Alan não deveria ficar por menos.
Poucas faltas, muita bola bicada pra fora, muito lateral pra área do DP. Era uma chuva de bola que Valentin tinha de por pra... mais laterais! Uma história sem fim. Porém, um nome surgiu para tirar a zica e igualar o placar. Marcello recebeu do lado direito e mandou com muita categoria rente a trave oposta. A bola morreu na rede lateral do gol, para muita vibração irada.
Porém, nada no Irado’s pode ser tão bom que não vai piorar. Zeca tratou de por o DP na frente de novo. Ele deu uma de Ronaldinho Gaúcho. Minto, na verdade ele bateu falta errada, em cima da barreira, mas a fase é tão boa que a barreira (leia-se Ozil) abriu e a bola passou por ela sem problemas, morrendo nas redes de Alan, que nada pode fazer. Alan é milagreiro, mas nem sempre pode salvar tudo. Em 3 x 2 o jogo foi para o intervalo.
O segundo tempo foi de mais correria. A bronca de Weinny Eirado deve ter sido boa, porque o time voltou com novo espírito, mas a mesma tática: Yuri mandando para a frente e... se virem atacantes! Sinal de alerta no banco dos Fischer, que permaneciam ali apreensivos enquanto tomavam pressão. Carlitos e Richard comandavam as investidas do DP, mas Alan não queria saber de tomar mais gols. Do outro lado, Rodrigo perdeu gol incrível ao mandar por cima um chute da entrada da área. Em outra, Marcello soltou um tirombaço que Valentin defendeu de mão fechada tamanha violência da pancada.
Daniel, de tão nervoso, até saiu de campo para fumar um cigarrinho. E foi ali de fora que ele viu João “Goog Guy” Corazza acabar com o sufoco do time. Sim, o menino problema, recuperado e com promessa de não ser suspenso nesta competição, puxou contra-ataque pelo meio, foi avançando, avançando e, ainda do meio de campo, soltou um tiro de três dedos que foi morrer no ângulo de Alan. O São Alan, tal qual o São Marcos no gol de Jumar, apenas olhou e viu a bola estufar as redes com vontade. Só lhe restava esbravejar contra sua defesa...
O quarto gol do DP matou qualquer tentativa do Irado’s de virada. Claro que ninguém assumia isso e seus jogadores continuaram jogando e buscando o gol, mas a noite era mesmo do DP, que após 2 empates encontra enfim o caminho da vitória. Mais do que isso, mostra que tem time e futebol para fazer frente a muitos concorrentes no grupo, como o adversário da próxima rodada, o Real Vuvuzelas. Já o Irado’s, no papel um baita time, sofre de alguma síndrome desconhecida. Talvez seja um caso para dr. House. Enquanto House não entra em campo, o Irado’s é lanterna isolado do Grupo A e vai tentar reverter a queda livre diante do Futsampa, vice-lanterna do grupo e um dos novatos que parecem não engrenar na Série Bronze. Melhor chance que esta não há.
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