Após derrota para o SQS, equipe celeste volta a vencer, e mito bem – goleada por 7 x 2 graças à sinergia da dupla Kauã-Rapha
Por Elvis Ferreira
Garoa forte, quadra molhada e as duas equipes querendo a vitória a todo custo. O TNT atrás da recuperação, já que tinha tropeçado no Só Quem Sabe em um jogo conturbado e violento. Já o Derrubada ansiava por sair da incômoda última posição e marcar seus primeiros pontos no campeonato. Mas não foi dessa vez...
A partida não contou com muitos espectadores, já que os frequentadores do PlayBball estavam totalmente ligados na quadra ao lado, onde Caio Ribeiro jogava pelo NGM em duelo contra o Irado’s. Porém, havia algo em comum entre o embate no qual o craque estava presente e esse TNT x Derrubada: as quadras de ambos estavam molhadas. Por conta disso, a bola rolava com mais velocidade, obrigando as equipes a correr bastante. E com o jogo rápido, os passes errados eram constantes.
Após uma série de boas jogadas de ambos os lados no início da partida, quem abriu o placar foi o Derrubada. Vitor recebeu bom lançamento na direita e bateu forte para estufar as redes. Dois minutos depois, Rapha mostrou que o TNT estava vivo na partida e empatou o quebra canelas. Um minuto depois, o mesmo Rapha virou o placar ao completar para o gol depois de falta cobrada por Juninho. 2 x 1.
A vantagem do TNT durou pouco. O Derrubada logo igualou o placar com jogada de Victor de Sá. Ele chutou forte do meio da quadra, mandando a bola à meia altura do canto direito do goleirão Ulisses – que, surpreendido pelo lance, praticamente não se mexeu.
Após o gol de empate, a pugna deu uma esfriada e as equipes passaram a apostar nos chutes de longa distância. Joezinho e Victor, do Derrubada, eram os que mais arriscavam neste tipo de jogada. Mesmo ousando menos que o oponente, o TNT conseguiu ampliar o placar com Kauã, que colocou a bola na área para Rapha desviar sutilmente para as redes inimigas.
O segundo tempo teve início e os times mantiveram o ritmo do começo da partida. As duas equipes atacavam bastante e criavam boas chances de gol. Aos 5 minutos da primeira etapa, o TNT conseguiu ampliar a vantagem para cima do Derrubada. Desta vez com Zé, que tocou alto para Juninho – bem posicionado dentro da área - pegar de primeira e marcar um golaço. O balaço foi no ângulo! Sem chance alguma de defesa para o goleiro.
Segundos depois, Juninho fez mais um, o quinto da equipe explosiva na partida. Após abrir três gols de vantagem, o TNT passou a ditar o ritmo do embate com seu toque de bola envolvente e de exímia qualidade. Quando partia para esticar a já elástica goleada, contudo, o esquadrão celeste pecava na hora de finalizar. Após receber ótimo passe de Rapha nos minutos finais do duelo, Luiz Pane se atrapalhou e perdeu um gol que era certo.
Mas Kauã logo tratou de redimir o companheiro. Posicionado exatamente no mesmo lugar da quadra onde Luiz havia perdido o seu, Kauã teve tranquilidade e completou bonito para as redes o sexto gol do TNT no jogo. Já no finalzinho da partida, Juninho fechou o caixão do Derrubada com um golaço: ele avançou bem e, após trespassar o meio da quadra, bateu com força no cantinho esquerdo, dando números finais à peleja.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO A
NGM 6 x 2 Irado’s
NGM APELA COM CAIO RIBEIRO E GOLEIA IRADO’S
Além do comentarista, que fez 3 gols, dupla Carlitos e Rogério se destaca e coloca trupe dos Eirado na roda
Por Luiz V. Andreassa
O Grupo B da série Bronze teve um atrativo todo especial que reuniu mais espectadores do que muitos jogos importantes da Ouro: a presença de Caio Ribeiro, ex-jogador de Flamengo, São Paulo, Inter de Milão e da Seleção Brasileira, como jogador do Não Guento Mais. A presença do craque não apenas atraiu mais gente para assistir ao embate, como também atraiu muitos gols a favor de sua equipe. Para alguns, a participação de um ex-jogador profissional em um torneio amador é considerada uma covardia, ainda mais na “terceira divisão” desse campeonato. Na verdade, foi exatamente isso que aconteceu! Talvez o melhor a dizer sobre a atuação de Caio foi que ele “acabou com o jogo”.
E olha que do outro lado estava um time de respeito – apesar de recém formado –, que vinha de duas boas vitórias nas primeiras rodadas e conta com jogadores de qualidade que vêm se destacando no torneio como Caballero, Vinicius Bento, Dani Jales e o goleiro Alan. O favoritismo estava com a equipe tricolor dos Eirado antes do jogo. Até porque o NGM vinha de uma derrota para o Império Celeste – que perdeu para o time irado na primeira rodada. Mas como no futebol a lógica não existe e os craques realmente fazem a diferença em campo, os laranjas foram superiores por quase todo o tempo em quadra e golearam o rival com certa facilidade.
Prova disso foi o primeiro gol de Caio logo aos 2 minutos de partida. O ex-profissional recebeu na área de costas para o gol, dominou no peito e girou bonito para chutar forte no canto e abrir o placar. Pouco depois, ele apareceu de novo em uma finalização de longe que obrigou o goleiro Alan a mandar a redonda para escanteio.
Para tentar mostrar que do outro lado também existiam craques, Caballero girou uma bonita bicicleta dentro da área que até mandou a pelota na direção certa, mas com pouca força, facilitando a defesa do goleiro Fê Farrillo. Apesar da defesa do NGM se comportar bem, o camisa 10 do Irados conseguiu empatar o jogo ao receber na direita, bater cruzado e contar com uma pequena ajuda do goleiro.
Na sequência, Rogério Santos tratou de pôr a equipe de novo na frente ao aproveitar rebote da bomba de Carlitos e mandar para as redes aos 9 minutos. Logo em seguida, para não deixar ninguém se esquecer dele, Caio Ribeiro deixou o mesmo Carlitos livre na cara do gol para fazer o terceiro. Com um ataque fulminante e uma defesa em atuação sólida – muito devido também à falta de inspiração dos atacantes adversários –, a partida não demorou a voltar para as mãos da esquadra laranja. Os três atacantes continuavam impossíveis, criando e perdendo chances em tabelas, chutes de letra e finalizações de fora da área.
O panorama só mudou um pouco no final do primeiro tempo, quando o Irado’s passou a buscar o gol com mais vontade e chegou com perigo na área adversária com um chute de Vinicius Bento. A bomba passou pelo goleiro, mas foi cortada pela zaga do NGM em cima da linha. O ataque da esquadra tricolor realmente não estava em um bom dia e a bola também não chegava com qualidade de trás devido à atuação apagada de Dani Jales, principal armador do time, que estava muito bem marcado. Foi nesse ínterim que o juiz apitou o fim da primeira etapa.
O segundo tempo começou com pinta de que seria bem mais equilibrado. Isso porque Rafael Hornero marcou logo em um dos primeiros lances. Após interceptar rebote de uma bola na trave de Bento, o camisa 25 bateu cruzado para acertar o gol caprichosamente e sair comemorando com o companheiro. No entanto, Rogério Santos logo arranjou um escanteio pela direita depois de um chute com desvio na zaga e Caio recebeu livre para fazer o seu segundo tento e o quarto do seu time. A despeito do pouco tempo jogado depois da volta do intervalo, pode-se dizer que este gol decidiu a partida, pois o que se viu daí em diante foi o domínio quase total do NGM até o fim.
O quinto gol não demorou a sair. Mais um de autoria de Caio, que, segundo definição do mesmo, simplesmente “recebeu do pivô e tirou do goleiro”. Para tentar reverter o placar, Will e Lamarck entraram nos gramados pelo Irado’s, mas pouco fizeram pelo ataque da equipe, visto que o setor defensivo do NGM continuava firme sob o comando de Totó. Além disso, o ataque laranja seguia oferecendo perigo, como no lance em que Hilton Ymoto cabeceou com muito perigo na trave depois de cobrança de escanteio. Pouco depois, Bento respondeu ao aplicar um belo chapéu e chutar para fora. Essa foi uma “resposta” a um chapéu que Caio aplicara em Caballero.
Mas se as coisas já não iam bem para o time dos irmãos Eirado, as esperanças se esvaíram de vez quando Dani Jales saiu de campo machucado e sentido bastante dor. Apesar de ter jogado mal ao longo da partida (como quase todos os seus companheiros), Jales era das referências do time, um jogador de quem sempre se espera algo. Como desgraça pouca é bobagem, o NGM ainda chegou mais duas vezes com perigo. Primeiro em roubada de bola de Carlitos, que aproveitou o “momento fominha” do badalado, mas apagado, Caballero e quase fez o sexto gol. Em seguida, aos 23 minutos, o mesmo Carlitos livrou-se de dois marcadores e chutou cruzado no ângulo de Alan, encerrando a sacolada com um golaço.
Placar mais que merecido para o time laranja, que mostrou atuação excelente contra um adversário apático. E o destaque, claro, vai para Caio Ribeiro, jogador que não apenas inspirou sua equipe a conquistar a vitória, como também maravilhou os espectadores com jogadas plásticas e belíssimos gols.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO A
Coringa 2 x 2 XTJ
CORINGA E XTJ APRESENTAM FUTEBOL MORNO E EMPATAM
Em partida de raras oportunidades de gol, arqueiro Polisel se destaca e impede virada dos xaropes
Por Rodrigo Amaral
A equipe do XTJ começou a oferecer perigo logo no primeiro minuto. Mito arriscou chute do seu campo de defesa. A bola tinha endereço certo e assustou o goleiro Polisel, que espalmou para escanteio. No minuto seguinte, foi a vez do Coringa chegar no ataque. Rafa Carvalho, de frente para o goleiro, perdeu grande chance ao mandar a bola por cima do gol.
Passadas as investidas mal concluídas, era a hora de sair um gol. Quem marcou primeiro foi a equipe do XTJ, com chute preciso de Magu. Porém, nem mesmo a abertura do placar foi capaz de esquentar a partida - que só começou a ficar mais pegada na segunda metade do primeiro tempo. Aos 15 minutos, após sucessão de divididas duras no mesmo lance, Kaká, do XTJ, entrou firme e recebe o cartão amarelo. Após isso, o jogo caiu novamente na mesmice, sem grandes lances ou oportunidades criadas.
As equipes voltaram com mais fome de jogo na segunda etapa - o que não significa que tenham criado muitos lances notáveis. Novamente, os xaropes tiveram a iniciativa: quando o cronômetro marcava pouco mais de 1 minuto de jogo, uma cobrança de falta de Bolacha colocou Polisel para trabalhar. A resposta do Coringa veio três minutos mais tarde, quando Capel e Andrade foram trocando passes até a bola chegar a Pupo, que, para a tristeza dos bufões, acabou chutando para fora.
Aos 8 minutos, Andrade recebeu dentro da área e, de frente para o gol, só teve o trabalho de tirar do goleiro e empatar a partida.
O lance mais belo da partida aconteceu aos 15 minutos, quando Bolacha recebeu dentro da área e chutou. Poliselu fez uma bela ponte e espalmou. No rebote, Kaká chutou de primeira, exigindo outra linda defesa do goleiro do Coringa.
Para vazar a muralha dos jokers, o XTJ teve de contar novamente com Andrade: o atacante chegou pela lateral da quadra e chutou cruzado. Polisel espalmou, entregando o rebote para o oportunista Pupo, que, com um toque macio, colocou a redonda para descansar na rede adversária.
Com a virada do Coringa, o XTJ tentou partir com tudo para cima, mas não foi bem sucedido em suas investidas. Para a sorte dos xaropes, porém, o time adversário marcou a oitava falta coletiva aos 23 minutos. Bola na marca do pênalti no último lance da partida. Bolacha parte para a cobrança: goleiro para um lado, bola para o outro e gol de empate para o XTJ.
O empate não foi bom para nenhuma das equipes. Porém, o Coringa permanece na zona verde da tabela com 4 pontos. Caso vença o Pé de Pano na próxima etapa, a trupe tem a chance de subir algumas posições. Diferente do XTJ, que precisará de mais de uma vitória para se reabilitar.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO A
My Balls 6 x 0 Lunáticos
SEM RESISTÊNCIA, LUNÁTICOS É ATROPELADO POR MY BALLS
Paulinho se aproveita da má atuação do goleiro Carlos Eduardo para anotar placar elástico em cima dos insanos
Por Rodrigo Amaral
A primeira chance de gol do My Balls veio logo aos 3 minutos, com chute de Flavio. A bola foi para fora, mas assustou o goleiro Carlos Eduardo. O Lunáticos só conseguiu dar uma resposta três minutos adiante, quanto Bettoni arriscou um chute do meio de campo. A redonda, que tinha endereço, desviou em Rodrigo no meio do caminho, obrigando o goleiro Gabriel Viana a fazer uma defesa emergencial com o pé.
A partir daí, o My Balls saiu mais para o jogo e passou a criar as principais chances de gol. A equipe alvirrubra abriu o placar aos 7 minutos, quando Bruno Valdívia pegou forte na bola e a mandou para o fundo da rede. O mesmo Bruno voltaria a oferecer perigo aos 15 minutos: cara a cara com Carlos Eduardo, o atacante quis fazer bonito e tentou driblar o goleiro. Mas acabou se atrapalhando e mandou a bola para a linha de fundo.
Bruno Valdivia cai e reclama de falta, mas o juiz deixa o jogo seguir com o contra-ataque do Lunáticos. A jogada continua e termina nas mãos do goleiro do My Balls, que, no lance, se choca levemente com um adversário. O embate é paralisado por alguns segundos, o que irrita alguns espectadores. “Aqui não é televisão, não”, grita um torcedor que ansiava por ver a bola rolar.
O jogo prossegue e o My Balls amplia o placar. Aos 18 minutos, um golaço. Emerson rola para Paulinho, que, de primeira, chuta no ângulo esquerdo do goleiro. No minuto seguinte, Magrão ainda marcou o terceiro da sua equipe, fechando em 3 x 0 a primeira etapa.
O segundo tempo começou da mesma maneira que o primeiro terminou: pressão do My Balls em cima do time do Lunáticos - que não demonstrava qualquer inspiração na hora de atacar. Aos 2 minutos, a armada azul e branca triangulou bem os passes perto da área adversária e permitiu que Rods arriscasse. Contudo, o zagueiro Cláudio estava lá para salvar o Lunáticos de tomar o quarto gol. A resposta da trupe insana veio dois minutos depois, quando Robson arriscou chute à distância, obrigando Gabriel Viana a fazer uma bonita ponte.
Assim como no primeiro tempo, o Lunáticos teve uma pane e não conseguiu conter os ataques do adversário. Isso foi suficiente para que, em três minutos, o My Balls fizesse três gols e decretasse a vitória. Aos 6 minutos, Dinda abriu a contagem. Logo depois, um “frangaço” de Carlos Eduardo: o arqueiro aceitou por debaixo das pernas um chute fraco de Paulinho. O guarda-metas ficou visivelmente abalado após o lance. Tanto que, no minuto seguinte, engoliu outro peru. Paulinho arriscou outro chute de fora da área, mas a bola saiu sem força e pelo alto. Mais uma vez, o goleiro do Lunáticos aceitou a entrega.
Os lunáticos bem que tentaram descontar, mas não era mesmo o dia deles. Aos 20 minutos, Flavio arriscou chute e fez com que bola saísse pingando, exigindo destreza do goleiro Viana. No lance seguinte, o último da partida, outra chance para os laranjas: Caio Haick, sem ângulo, arriscou uma bomba. O arqueiro do My Balls espalmou e deu rebote para Ale Conrado, sem goleiro e sem marcação, mandar a redonda… por cima do travessão! A torcida estava pronta para comemorar o gol, mas levou um balde de água fria ao ver a bola sair da quadra.
Terceira vitória em três jogos do My Balls de Rodrigo D´Alonzo e segue na liderança do Grupo A. Já o Lunáticos, com uma vitória apenas, amarga a nona posição. Contudo, a esquadra laranja tem no duelo contra o problemático XTJ a chance de entrar para a zona de classificação.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO A
Pé de Pano 8 x 3 Basicus
PÉ DE PANO SURPREENDE AO VENCER MAIS UMA DE GOLEADA
Matheus faz milagres no gol e aniquila chances de virada do Basicus
Por Rodrigo Amaral
Quem diria que o Pé de Pano – equipe que até a semana passada havia ganhado pela última vez em setembro do ano passado – emplacaria duas goleadas seguidas. Desta vez, a vítima do time branco e azul foi o Basicus, que, a despeito de ter jogado com raça do começo ao fim, não foi páreo a esse “novo” Pé de Pano.
Porém, quem começou assustando foi o time de rosa. Aos 3 minutos, o Basicus deu seu primeiro chute com Ladeira. A bola foi para fora, mas passou raspando no gol do Matheus - figura importante para o seu time no decorrer da partida. A segunda chance do time surgiu três minutos depois, em uma perigosa cobrança de Cava: o petardo tinha endereço certo, mas parou na barreira.
Passada a pressão inicial do Basicus, o Pé de Pano reverteu a situação com um gol aos 7 minutos. Dadá avançou e tocou para Peba só empurrar para a rede. A resposta do Basicus foi ligeira. No minuto seguinte, Mininão pegou bem na bola e exigiu uma bonita ponte do goleiro Matheus. Sem deixar o adversário respirar, os rosas chegaram novamente ao ataque com Mininão, que, desta vez, não deu chances ao arqueiro do Pé de Pano: o camisa 8 empatou com uma bomba rasteira no canto.
Na segunda metade do primeiro tempo, o Pé de Pano fez a proeza de marcar quatro gols em cinco minutos. A goleada teve início em um lateral cobrado por Rafinha: após Bolas, do Basicus, furar o chute, sobrou para Passamai marcar tranquilamente. Em seguida, depois de boa defesa do goleiro Rolland, Peba ampliou.
Com o setor defensivo fragilizado, o Basicus continuava sendo presa fácil para o Pé de Pano, que seguia pressionando. Após roubar a bola de Cava em seu campo de defesa, Passamai subiu ao ataque e estufou as redes. Para fechar a chuva de gols, Rafinha fez o quinto ao tocar por cima, na saída do goleiro.
Aos 20 minutos, ainda deu tempo para o Basicus descontar com um golaço. Em cobrança de falta, Lilo não tomou muita distância e só deu um toque por cima da barreira. A bola morreu no ângulo direito do arco. Mas o Pé de Pano ainda tinha fôlego para marcar o sexto gol na primeira etapa. Dadá ajeitou cobrança de lateral com a cabeça para Passamai fazer seu terceiro tento na partida.
Após o intervalo, o Basicus voltou muito mais ofensivo, o que serviu para consagrar o goleiro Matheus na partida. O guarda-metas do Pé de Pano foi bastante acionado no começo da segunda etapa. Destaque para a defesa feita aos 6 minutos: Puff recebeu após fazer o pivô, girou e chutou à queima-roupa. Com reflexos felinos, o goleiro barrou o torpedo.
O Basicus tinha as melhores chances de gol nesta metade do jogo. Contudo, a equipe adversária acabou fazendo primeiro em jogada de Henrique. A esquadra alcalina só conseguiu devolver aos 11 minutos, quando Puff finalmente conseguiu vencer a invulnerabilidade adquirida por Matheus no segundo tempo.
Poucos minutos depois, Dadá, ao receber cobrança de lateral, cabeceou para marcar o oitavo tento do Pé de Pano e determinar o placar final da goleada: 8 x 3. Tamanha sacolada nada tem a ver com falta de tentativas ou apatia da parte do Basicus, mas sim com graves problemas no setor defensivo deste. Além disso, a equipe pink foi ameaça constante no segundo tempo. Só deu azar de pegar o goleiro Matheus em um dia inspiradíssimo.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO A
Roleta Russa Clássico 2 x 0 Real Vuvuzelas
EM “TOMA LÁ, DÁ CÁ”, ROLETA BATE VUVUZELAS
Corneteiros apresentaram bom futebol e determinação, mas esbarraram na “muralha de carne” de nome Tavinho
Por Rodrigo Amaral
No embate contra o Real Vuvuzelas, o Roleta não pode contar com o imbatível goleiro Dalton, visto que este sofreu uma contusão no jogo contra o Coringa. No entanto, Tavinho - que também mostrou bom desempenho na rodada passada – deu conta sozinho do ofício de arqueiro e garantiu que sua equipe saísse da quadra sem tomar gols.
Porém, não foi uma tarefa fácil. A esquadra das cornetas africanas estava realmente disposta a ganhar sua primeira partida no torneio. Tanto que já começou a partida oferecendo perigo. Aos 4 minutos, Dende chutou cruzado e acertou a trave. A resposta do Roleta veio três minutos depois em investida de Bob: o jogador recebeu sozinho um lançamento de escanteio, mas desperdiçou ao chutar para fora.
O jogo seguiu pegado, com ambos os lados construindo chances de gol. Aos 11 minutos, outra bola na trave. Dessa vez de Rick, do Roleta, que recebeu no pivô, executou o giro, mas mandou o chute direto no poste. Pouco depois, outra chance do Real: Cabelo saiu na cara do gol e tocou de lado, obrigando Tavinho a se esticar para conseguiu a defesa com o pé.
Goleiro bom também precisa ter sorte. Aos 17 minutos, Tavinho precisou contar com toda a força do acaso. Após interceptar passe de Rick, Marco avançou e chutou para o gol. O zagueiro Baru tentou afastar de cabeça, mas acabou mandando a redonda contra o próprio patrimônio – que, nesta hora, estava totalmente desprotegido, já que o goleiro fora pego de surpresa pelo lance. Para o alívio dos roletas (e principalmente de Tavinho), porém, a bola pegou no travessão.
Antes de o árbitro apitar o intervalo, o Vuvuzelas chegou com perigo uma última vez na grande área rival: Marco novamente subiu ao ataque e chutou cruzado. Mais uma vez, Tavinho estava lá para garantir que nada entraria no arco do Roleta. Sendo assim, o primeiro tempo terminou empatado em zero a zero. Nada mais justo, visto os times apresentaram futebol equivalente.
O segundo tempo começou emocionante, com ambas as equipes brigando para sair do zero. Em lance de escanteio, o Roleta quase estreou o marcador: Leandro cabeceou certinho em direção ao arco do Vuvuzelas. Mas Daia, em cima da linha, de costas e sem querer, impediu o gol do adversário.
Em seguida, foi a vez do Real chegar e de Tavinho aparecer de novo. Vitão recebeu na área, armou a jogada de pivô, girou e chutou para Tavinho tirar com o pé. Na sequência, Leandro, do Roleta, subiu com velocidade e chutou de dedão no canto direito do goleiro Cicilini, que foi atrás e defendeu.
Aos 14 minutos, Leandro chegou novamente com perigo e mostrou que o chute de dedão também tem a sua beleza. De fora da área, o camisa 4 chutou como deu e marcou como pôde. O goleiro até tentou saltar, mas o esforço foi em vão. 1 x 0 para o Roleta.
Faltando dez minutos para o término do embate, o Vuvuzelas partiu com tudo para a ofensiva e conseguiu duas ótimas chances. Na primeira oportunidade, faltou eficiência. Na segunda, sorte. Logo após o gol do Roleta, Renan chutou à queima-roupa, mas Tavinho agarrou. No tudo ou nada, aos 20 minutos, Valter cabeceou em direção ao gol inimigo para ver a redonda fazer efeito e estalar na trave.
Aos 22 minutos, ainda deu tempo para Fifo ampliar para o Roleta após cobrança de escanteio, aniquilando as esperanças que restavam ao bravo Real Vuvuzelas - que segue "zerado" no torneio.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO A
Só Quem Sabe 4 x 3 Rabeloska
SQS BATE FAVORITO RABELOSKA DE VIRADA
Diego Seguia desequilibra novamente e garante vitória em cima dos ex-mackenzistas
Por Rodrigo Amaral
Rabeloska x Só Quem Sabe certamente foi um dos melhores duelos já travados nessa edição do Chuteira de Bronze. O primeiro, antes mesmo de o torneio começar, já era tido como favorito. O segundo, até a primeira rodada desconhecido, vinha mostrando bom futebol e já podia ser incluído na lista dos times favoritos ao título.
O time dos mackenzistas teve a iniciativa. Logo aos 2 minutos, Dick Vigarista chutou de primeira, exigindo boa defesa do goleiro Arthur Chan. Dois minutos depois e nova investida do Rabeloska. Desta vez com Ibraim, que acabou pegando fraco na bola.
A pressão do Rabeloska acabou quando o ótimo Diego Sequia entrou no jogo. Aos 5 minutos, ele avançou e chutou a bola em cima do goleiro. No minuto seguinte, o camisa 17 importunou a zaga adversária, chapelou Espaguete, mas acabou sofrendo falta. Na cobrança, o goleiro Tássio faz boa defesa ao barrar um potente chute de Rafa Tessarin. A reação vermelha veio foi instantânea: Dick Vigarista arrancou com velocidade e tocou na saída do goleiro. A bola bateu caprichosamente na trave.
Aos 8 minutos, uma baixa para o Rabeloska. Devido ao péssimo estado do gramado sintético da quadra 13, Markão machucou o joelho sozinho e teve que sair carregado para fora da quadra.
Os gols só começaram a sair a partir dos 15 minutos. Quem abriu o placar foi o Rabeloska. Após cobrança de lateral, Barata chutou para o gol. Arthur Chan, goleiro da equipe, até encostou na bola, mas não conseguiu desviá-la. O empate do Só Quem Sabe veio logo em seguida. E só podia ser com o Diego Sequia: o craque pegou rebote após o goleiro rival espalmar chute de Danilo Guedes.
Aos 19 minutos, Rabeloska largou novamente à frente no placar. Em bela jogada, Barata deu uma de ponta-de-lança e mandou para Vasko - que estava muito bem posicionado dentro da área - concluir de letra para o gol.
Parecia que o primeiro tempo terminaria em 2 a 1 para o Rabeloska. Porém, em um minuto, o jogo mudou de história duas vezes. Quando parecia acabado, o SQS conseguiu o empate em cobrança de falta do Danilo Guedes, aos 24 minutos. Como cada segundo no Chuteira é precioso, o Rabeloska não quis saber de ir para o segundo tempo com o placar empatado e foi buscar a frente do placar. No último lance da etapa inicial, Chininha ampliou para sua equipe.
No segundo tempo, o Só Quem Sabe voltou melhor. O Rabeloska, por sua vez, parecia um pouco travado. O primeiro lance de perigo, entretanto, veio dos pés de Dick Vigarista: o jogador livrou-se da marcação e arriscou, mas foi surpreendido por bela defesa de Arthur Chan.
Daí em diante, dá-lhe pressão do Só Quem Sabe. Ou melhor: de Diego Sequia! O atacante japonês passou a infernizar a defesa adversária. Aos 13 minutos, ele finalmente igualou o placar ao chutar de fora da área. Após o gol, o clima esquentou na arena 13. Diego - que já vinha tomando entradas duras e chegou até mesmo a revidar algumas - se estranhou com Espaguete em um lance sem bola. O juiz chamou os dois para conversar. Discussões à parte, o jogo seguiu normalmente.
Aos 17 minutos, Van der Molen carregou a bola e tocou para Diego Sequia. O homem do jogo chutou e o goleiro aceitou. Era a virada do SQS! O lance decidiu o embate, uma vez que as equipes já não tinham mais fôlego para atacar.
Na saída dos jogadores, houve mais confusão. O motivo? Do lado do SQS, os jogadores alegavam ter sido vítimas de cusparadas. Do outro lado, uma cotovelada era o motivo do bate-boca. Agressões à parte, pode ter nascido nessa partida mais uma rivalidade para a história do Chuteira. É esperar para ver.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO B
Toque Me Voy 5 x 3 Haka
HAKA MOSTRA PROGRESSO, MAS PERDE OUTRA
Time do zagueiro Danilo Gomes toma susto, deixa o adversário se aproximar no placar, mas sai vitorioso
Por Vinicius Bento
Depois de levar duas sonoras goleadas, o Haka via no embate contra o time do zagueirão Gomes a chance de se reabilitar e marcar três pontinhos na tabela. O time de azul se esforçou e mostrou bom futebol, mas não o suficiente para desencantar.
Quando a redondinha começou a rolou no campo, o que vimos foi um equilíbrio de forças – o que certamente surpreendeu quem acompanhou as últimas partidas do Haka. Tavares, o camis 10 do time de branco, teve boa chance de abrir o marcador no começo da partida, mas, prensado, não conseguiu o arremate.
Minutos depois, foi a vez do Toque Me Voy atacar. Depois de cobrança de escanteio, Gomes, o mais citado do time do TMV, subiu no terceiro andar e cabeceou contra as redes de Fiorini. O pequenino arqueiro nada pode fazer.
Sem deixar o rival respirar, o TMV fez o segundo tento segundos depois de abrir o placar. Tiago Alvez arriscou de longe e acertou o gol com felicidade, fazendo a bola morrer no cantinho. O Haka tentou a réplica no final da primeira etapa, mas não conseguiu nada além de assustar o goleiro adversário. Bruno Oliveira, camisa 17, enfiou o pé em cobrança de falta e fez a bola tirar tinta da trave esquerda do TMV.
Quando o segundo tempo começou, um jogador do time branco se destacou. Bruno Oliveira quase conseguiu diminuir o placar. Depois de receber passe por cima da defesa, o ligeiro atacante se esticou todo e tentou o arremate, quase caindo. A bola foi devagarzinho para as mãos do goleiro.
Mas o TVM logo respondeu com Gomes, que recebeu dentro da área e, totalmente livre, chutou entre as pernas do goleiro adversário, marcando o terceiro do seu time na partida. Foi então que o Haka conseguiu fazer seu primeiro gol na peleja. Danthe abriu o marcador para a esquadra alva. Minutos depois, Bruno Oliveira ampliou para a equipe e fez o jogo pegar fogo: disputou com um defensor adversário, ganhou a bola e concluiu a jogada acertando uma pancada de perna direita. Que golaço!
No entanto, quando o Haka via uma esperança na partida, Robson jogou água no chopp. Dentro da área, o forte jogador colocou a bola novamente para dentro das redes de Fiorini. Para não dar sopa para o azar, segundos depois, Cainan arriscou de longe um chute de biquinho. Bem devagar, quase em slow motion, a bola atingiu o cantinho do gol do Haka. Foi o tento para fechar a porta do caixão.
No finalzinho da partida, o TMV começou a exagerar nas pancadas. Batendo mais do que devia, o time de azul estourou nas faltas, concedendo ao adversário a cobrança de nove metros. Bruno Oliveira, que era disparado o jogador mais habilidoso do Haka, partiu para a cobrança e matou com categoria. Era o canto do cisne do Haka, que, a despeito de ter jogado muito melhor do que nas rodadas anteriores, terá que se superar para sair da lanterna.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO B
Só Canelas 6 x 4 Império Celeste
SÓ CANELAS VIRA NO SEGUNDO TEMPO E DETONA IMPÉRIO CELESTE
Mesmo com show do celeste Guedes no primeiro tempo, time sucumbe a um Só Canelas inspirado pela torcida
Por Vinicius Bento
Mal a partida começara quando Pedro Guedes, o melhor jogador do Império Celeste, acertou uma pancada certeira no lado direito do goleiro. Depois do arremate firme, a bola ainda tocou no zagueiro antes de morrer nas redes do Só Canelas.
Minutos depois, o Só Canelas perdeu um gol incrível. Depois de bela jogada de Tony pela esquerda, Maqueda deu rebote no meio da área. Um vacilo! Carlinhos entrou no meio da defesa e, em disputa com o goleiro, chutou para fora. Como “quem não faz, toma”, Pedro Guedes dominou de costas para o gol, girou, e completou seu segundo gol na partida.
O time branco logo conseguiu diminuir com gol de Rê. Mas o lance não mudou o quadro da partida: o domínio ainda era da esquadra celeste, que seguia infernizando a defesa adversária com Zukauskas e Pedro Guedes. Com belas tabelas e rápidas arrancadas, os dois grandalhões ofereciam perigo ao goleiro Johnny.
Guedes era decisivo mesmo quando não fazia a jogada. Depois de um corta luz de cair o queixo, Quevas recebeu na cara do goleiro e, com um belo toque de perna esquerda, anotou mais um. O Império Celeste fazia sua melhor partida no campeonato.
No finalzinho do primeiro tempo, Guedes (sempre ele) ainda fez um golaço. Depois de receber lançamento espetacular, ele calibrou o pé e acertou um voleio. Um Pintura! “Nem se fosse em câmera lenta eu acertava esse chute! Incrível!”, comentava um torcedor que acompanhava a peleja.
Antes que o juiz terminasse o primeiro tempo, o Só Canelas voltou ao jogo com um gol de Felipe. O camisa nove diminuiu o marcador e, dessa forma, o time de branco foi para o intervalo com apenas dois gols de diferença no placar.
No segundo tempo, houve pressão para cima do Império Celeste. Mesmo sem ângulo, Felipe girou e, de perna direita, jogou a redonda no cantinho de Maqueda. Indefensável. Era uma verdadeira blitz. O Império estava sendo encurralado pelo Só Canelas, que havia encontrado o ponto fraco do rival: o flanco direito do campo. Para complicar a situação dos celestes, Reimberg estava exausto de tanto correr atrás dos atacantes do Só Canelas. Em um determinado momento do embate, o jogador tirou a bola de um atacante adversário, mas caiu exaurido. E para levantar? Que sofrimento!
A pressão dos canelenses logo surtiria efeito. Dinho arrematou de longe, fazendo a bola bater na trave, depois nas costas do goleiro Maqueda e... Entrou ou não entrou? Eis a questão! De acordo com quem via o jogo de fora da quadra, entrou. Contudo, o lance revoltou Maqueda.
Minutos depois, o inesperado: o Só Canelas virou. Depois de contra-ataque rápido, Carlinhos, que estava de costas para o gol, tocou para Bruninho empurrar para dentro. Para fechar a tampa do caixão adversário, Rê, camisa 7, pegou rebote do goleiro Maqueda e só teve o trabalho de pisar na redonda para que ela escorresse para dentro. Final: Só Canelas 6 x 4 Império Celeste. Guedes até tentou algumas jogadas individuais no finalzinho da partida, mas estas não deram em nada.
A trupe vencedora permanece na liderança do grupo B e enfrenta, na próxima rodada, o Tudo Bacana. O Império Celeste continua na zona de classificação, mas vai ter que brigar com o Condor´s para não sair desta.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO B
Clube Atlético da Vila 5 x 4 Os Mostarda
CAV RECUA, DÁ ESPAÇO E QUASE ENTREGA EMPATE AOS MOSTARDA
Vantagem de gols criada por Cainho e Montijo no segundo tempo garante a vitória tricolor
Por Vinicius Bento
Desde que fora apontado como franco favorito no grupo B, o Clube Atlético da Vila tem se empenhado para corresponder às expectativas. E foi com essa intenção que o time entrou em campo. A motivação dos Mostarda não era menor: o time de Cadú tinha a oportunidade de embolar completamente o grupo B e deixar o Só Canelas isolado na liderança.
A gana dos dois times foi demonstrada depois de escanteio para o CAV. No jogo aéreo, Tatá e Klaus se trombaram. Tatá levou a pior e quase parou na grade. O juiz marcou falta de Klaus. Depois disso, na primeira chance concreta de gol do CAV, o goleiro Polito mostrou competência ao impedir Julio marcasse. Após uma bonita tabela pela direita com Klaus, o camisa 9 tentou novamente, desta vez com um chute de perna esquerda. Mas Polito salvou a esquadra mostardiana mais uma vez. O goleiro, que na última rodada foi decisivo, tentava repetir o feito por duas semanas seguidas.
A primeira grande chance dos mostardianos saiu dos pés de Cadú. O camisa 10 recebeu passe pela direita e enfiou o pé. Para o azar do atacante, a bola foi em cima de Lele, que a lançou para o lado.
Além do bom futebol, a partida tinha outro atrativo: os gritos de Lê. Quando se preparava para defender ou quando queria a bola, o defensor imitava sons de aves! Exatamente isso! Quem acompanhava de fora se divertia com o surrealismo da cena.
Na metade do primeiro tempo, gol para o CAV. Fred escapou da marcação do grandalhão Tatá, saltou e cabeceou a redonda para dentro.
Apesar da superioridade indiscutível do CAV, o time de amarelo criava boas oportunidades de gol. Em um desses lances de perigo, Stefan bateu falta de longe e viu o goleiro adversário se esticar todo para defender. A pancada foi certeira e, mesmo não resultando em gol, foi muito comemorada pelo cobrador. Enquanto isso, o CAV continuava chegando, ora pela esquerda, ora pela direita. O time só precisava acertar a pontaria. E, é claro, passar por Polito.
Em seguida, Stefan repetiu sua cobrança de falta violenta. Mas dessa vez, o habilidoso jogador acertou a trave. Gol amadurecendo? Era possível que fosse. Todavia, o primeiro tempo terminou em 1 x 0 para o CAV.
No segundo tempo, as chances de gol não diminuíram. A primeira oportunidade foi de Montijo: o pequenino puxou para a perna esquerda e caprichou no arremate, exigindo boa defesa de Polito. No minuto seguinte, Os Mostarda quase empatou o jogo, mas, na hora H, Bruninho chutou para fora. Foi quando aconteceu o inesperado: Biel apareceu livre no meio da área e, com um toque de chapa, igualou o marcador.
Um jogador em especial chamava atenção no CAV: Cainho. O camisa 4 era disparado o melhor defensor do time. Lá na frente, Klaus festejava seu primeiro gol na partida: com um chute de biquinho despretensioso, o atacante fez a bola passar por baixo de Polito e morrer no fundo das redes. Uma falha grosseira do impecável guarda-metas.
Polêmica no lance seguinte. Tatá, dentro da área, empurrou a bola para dentro do gol. O time já comemorava o empate e Caio se lamentava quando o juiz anulou o gol, com a justificativa de que a bola não havia entrado. Na sequência, Cainho arriscou de fora da área e Fred desviou a redonda para dentro. 3 x 1. Os mostardas logo replicaram e voltaram a encostar no marcador. Bruninho não desperdiçou outra chance e, finalmente, anotou o seu na partida.
No finalzinho do jogo, um golaço e mais polêmica. Stefan, o craque dos mostardianos, levou pela ponta direita, entrou na área e caiu gritando pênalti. Claríssimo. Porém, na hora de marcar, o juiz não achou a mesma coisa e mandou o jogo seguir. Depois de belo lançamento e Lele, Cainho recebeu na frente de Polito e, com um tapa de cair o queixo, encobriu o goleiro. Uma verdadeira pintura que fez a bola morrer no fundo das redes.
Sem se dar por vencido, o time amarelo ainda anotou mais um. Depois de uma jogada de linha de fundo, a bola foi rolada para trás e Dan a empurrou para dentro. Mas Montijo, em cobrança de falta, aumentou a vantagem do CAV para 5 x 3.
A peleja ainda estava em aberto. No último lance, Tatá, depois de muita luta, conseguiu interceptar a bola e levá-la a aos trancos e barrancos para dentro do gol. Ninguém conseguiu impedir o grandalhão mostardiano de marcar o último gol da partida. 5 x 4 suado para o CAV.
Com a vitória, o CAV segue na vice-liderança do grupo B. Na próxima etapa, o time pega o Bonde das Abelhas, que está na posição oposta (vice-lanterna). Já Os Mostarda tem a difícil missão de bater um ascendente Xoras.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO B
Tudo Bacana 3 x 2 Bonde dos Abelhas
BDA PERDE PELA TERCEIRA VEZ POR 3 X 2
Em jogo faltoso, revelação Leandro Leme faz a diferença e conquista vitória para o Tudo Bacana
Por Vinicius Bento
A expectativa para o embate entre Bonde dos Abelhas e Tudo Bacana era grande. Isso porque ambos vinham de derrotas traumáticas. O primeiro levou virada inacreditável quando vencia Os Mostardas por 2 x 0. Já o Tudo Bacana, depois de um começo avassalador, sofreu goleada do Irado`s.
O que chamou a atenção foi a garra com a qual os dois times começaram a partida. O BDA começou pressionando, mas quem abriu o marcador foi Leandro. O camisa 11 do Tudo Bacana chutou de fora da área e fez a pelota explodir no ângulo.
O relógio nem marcava 5 minutos de jogo quando aconteceu a primeira briga. Marcelão, do Tudo Bacana, disse ter sido empurrado por Gui. O camisa 2 revidou com um pontapé, que não foi visto pelo juiz. Durante o bate boca dos dois, o grandalhão Nego chegou para acalmar os ânimos.
No lance seguinte, confusão entre Nego e Marcelão. No escanteio que favorecia o BDA, Nego subiu e trombou com o adversário. Revoltado, Marcelo gritava: “Foi sem bola, sem bola!”. Novamente, nada de cartão amarelo para os envolvidos.
Minutos depois, Velardinho, camisa 6 do Tudo Bacana, perdeu um gol inacreditável. O zagueirão se aventurou no ataque e, com uma noção de posicionamento de dar inveja a muito ofensor, chegou sozinho para cabecear. Infelizmente, ele jogou sobre a meta adversária.
Antes que terminasse a primeira etapa, um belo gol. Aliás, mais um belo gol de Leandro! Depois de se adiantar na defesa, o rápido jogador só precisou dar um toquinho na bola.
O Tudo Bacana estava exagerando nas faltas. Logo no primeiro tempo, o time do goleiro Vitão estourou o limite. Tiro livre de sete metros. Na cobrança, Felix chutou colocado, mas Vitão fez defesa. No rebote, o ele mesmo trombou com outro jogador e caiu com a mão no rosto. Mas o camisa 18 logo levantou e o árbitro declarou fim do primeiro tempo.
O começo da segunda etapa não foi diferente. Logo no início, Nego foi para cima em cobrança de escanteio e quase perdeu a cabeça em dividida com Jorge. Em compensação, quase fez o gol.
Por incrível que pareça, o jogo começou a ficar amarrado no meio de campo, entediando quem acompanhava a partida. As chances de gol também diminuíram consideravelmente. Principalmente as criadas pelo BDA: apesar de estar taticamente bem organizado, o time parecia travado na hora de atacar.
Coube a Leandro, que estava com a estrela brilhando naquela tarde, agitar a partida: o rápido camisa 11 fez o terceiro do Tudo Bacana após ganhar de Nego na corrida e chutar entre as pernas de Lula.
Como diria Zé Boquinha: “a vaca parecia ter deitado”. Errado. Antes de terminar a partida, o BDA foi para cima. Primeiro com Guarulhos, que quase fez um dos gols mais bonitos da tarde: o zagueirão arriscou quase do seu campo de defesa e acertou o ângulo de Vitão. Minutos depois, foi a vez de Marca deixar a partida quente. O camisa 11 recebeu passe dentro da área e só teve trabalho de empurrar a redonda para dentro.
Os abelhudos, contudo, não conseguiram conquistar o empate. Foi a terceira derrota consecutiva da equipe por 3 x 2. Até agora, nem um ponto conquistado. Já o Tudo Bacana alça a terceira posição do grupo B graças a bom saldo de gols.
II CHUTEIRA DE BRONZE: 3ª RODADA: GRUPO B
Xoras 4 x 0 Condors
CONDOR´S NÃO OUSA E LEVA SURRA DE XORAS
Time de Zappa não desperdiça chances e bate condores com tranquilidade
Por Vinicius Bento
Demorou um pouco para o jogo entre Haka e Condor´s engrenar. Até a metade do primeiro tempo, era possível contar nos dedos de uma mão as chances claras de gol de ambas as equipes. Mesmo assim, o Xoras demonstrava mais posse de bola e um futebol um pouco mais ofensivo. Já o Condors precisava arriscar-se mais. O time estava se limitando a fazer “mais do mesmo”. Era preciso algo inovador para se libertar da boa marcação do time de azul.
Após 20 minutos da primeira etapa, saiu o primeiro gol. Em cobrança de falta ensaiada, Zappa fingiu que ia bater e rolou para Mingo acertar o cantinho do goleiro adversário. Indefensável. Antes do termino da primeira etapa, ainda houve tempo para mais um. Dessa vez de Patola. Seu gol deu tranquilidade para o Xoras jogar a segunda etapa.
No segundo tempo, mais emoção. Logo no começo, depois de receber passe de Patola, Mirim não conseguiu pegar em cheio na bola, mas mesmo assim obrigou o goleiro Brion a fazer uma boa defesa.
Enquanto a temperatura ia descendo no PlayBall, o mesmo não acontecia dentro da quadra. A partida seguia muito marcada e disputada. Os dois times jogavam com muito contato físico, o que diminuiu consideravelmente as chances claras de gol.
Para o Condor´s, faltava a última bola. Talvez até a penúltima! Poucas vezes o goleiro do Xoras foi realmente exigido na partida. Já no time do Xoras sobrava efetividade. O time de Zappa, quando enxergava uma oportunidade, colocava a bola para dentro. Numa dessas chances, Zappa entrou dentro da área como um trator. O grandalhão desprovido de cabelos cabeceou a bola para o fundo das redes adversárias.
A primeira grande chance do Condors na segunda etapa saiu dos pés do camisa 8, Guinho. O meia puxou para sua direita e soltou o pé. Mas o goleirão do Xoras fez boa defesa, jogando a pelota para o lado.
No finalzinho do jogo, um golaço. Após saída errada de bola, Alemão, camisa 20, arrematou de trás do meio de campo e acertou o cantinho do goleiro adversário! Espetacular. Só esse lance já valeu pelo início monótono e pela tarde fria na quadra oito.
Depois do lance, não demorou muito para o juiz dar a partia por encerrada. Com a vitória, O Xoras segue na sexta posição do grupo B e vai tranquilo para o duelo contra Os Mostarda. O Condor´s segue logo atrás da trupe vencedora na tabela e enfrenta o Império Celeste, time que está em sua rabeira (oitava posição).
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