Enquanto os cítricos estão na ponta, time da PUC segue sem pontuar e na zona de rebaixamento
Por Tamires Paulino
A partida entre duas grandes equipes dessa edição do Chuteira de Prata não podia ter outro adjetivo senão “disputada”. Acidus e Cachorro Velho fizeram jogo bastante acirrado, com chances para os dois lados, mas a qualidade individual do Acidus prevaleceu sobre a tática adversária.
No começo, parecia que as equipes estavam se conhecendo e calibrando os chutes. Talvez esse tenha sido o motivo de tantos chutes pra fora e tanta disputa no meio de campo. Rojas, ex-EB e freguês do Acidus, chutou longe do gol pelo lado do Cachorro, enquanto Flávio mandou na parede pelo lado do Acidus. Os 10 primeiros minutos foram assim: preliminares para o jogão que viria depois.
Passada a fase da “adaptação” – que não teve nada de tranquila – Louiz interceptou passe, carregou pelo meio e tocou para Caballero, que abriu o placar com chute forte no meio do gol. Quatro minutos depois, Thiaguinho recebeu no meio da zaga e chutou fraco, mas no cantinho, empatando a partida. Antes que o primeiro tempo acabasse, no entanto, Caballero recebeu na entrada da área, limpou o lance e chutou, colocando o Acidus à frente novamente.
Já no segundo tempo, o Acidus começou a demonstrar que venceria a partida – ainda que o adversário fosse difícil e desse pouco espaço. Flávio cobrou falta na barreira logo no começo. Depois, em outro lance, Caballero dominou, tocou para o estreante Vitor, que abriu para a linha de fundo pela esquerda e mandou um pertardo quase sem ângulo. A bola bateu na parte de dentro do travessão e caiu dentro do gol. A cachorrada reclamou que a bola não teria entrado, mas não teve jeito. 3 x 1 para o Acidus.
Aos doze minutos, Flávio cobrou falta ensaiada tocando para Caballero, que deu uma meia bicicleta que passou raspando a trave. Por pouco o artilheiro não faz um golaço. No minuto seguinte foi a vez de Louiz cobrar uma falta, também para fora, e em seguida emendar um torpedo que explodiu no travessão de Botana.
Caballero poderia ter matado o jogo se não tivesse tido o preciosismo de querer encobrir Botana a poucos metros do gol. O castigo veio em seguida: escanteio cobrado e o grandalhão Tonhão marcou de cabeça, diminuindo a vantagem ácida no placar.
Pelos próximos cinco minutos o que se viu foi um crescimento do Cachorro, com maiores chances de gol. Era como se o Acidus tivesse deixado eles gostarem do jogo – o que não duraria muito tempo, pois eles perceberiam a tempo o erro cometido e consertariam... Com gols. Mas antes o juizão deixou de dar um pênalti descarado para o Acidus quando o zagueiro, quase em cima da linha, tirou com a mão uma bola que, já sem goleiro, ia pingando vagarosamente para o gol.
Aos 20 minutos, o Acidus devolveu na mesma moeda: Victão cobrou escanteio na cabeça de seu irmão Flávio, que não perdoou e mandou para as redes. Trinta segundos depois, Caballero interceptou saída de bola, carregou e chutou em cima do goleiro. No rebote, Vitor marcou de cabeça seu segundo no jogo. 5 x 2.
Em um último lance, Jeff, dos Cachorros, chutou em cima do goleiro Felipe, que, abaixado, não segurou. A bola passou por baixo de seu braço e bateu na trave, voltando pra ele.
Ainda líder pelo saldo de gols, o Acidus enfrenta o É Verdadeee, que vem de derrota diante do My Balls. Já o Cachorro Velho enfrenta o forte CAV, que goleou o Bucets por 7 x 0 e luta contra o jejum de resultados, já que segue sem pontuar.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Obrigado Senhor 1 x 4 Rabeloska
RABELOSKA FAZ QUATRO, VENCE E CONVENCE
Em jogo de artilheiros, Dick Vigarista levou a melhor sobre Lucas Oliveira
Por Carlos Eduardo Sâmia
O Rabeloska tinha Dick Vigarista, o melhor jogador da temporada passada no Chuteira de Bronze, e o Obrigado Senhor o sempre goleador Lucas Oliveira. Expectativas sobre eles, mas o jogo que valia pela segunda rodada do Grupo A do Chuteira de Prata não teve grande participação dos dois “camisa 9”. Bom para o Rabeloska, que marcou muito bem, foi eficiente quando precisou e fez quatro gols.
Parecia que Lucas Oliveira começaria fulminante, já que teve duas grandes chances de gol logo nos primeiros minutos. Primeiro, ele tirou do goleiro e acertou o travessão. Depois, girou rápido e bateu, para boa defesa de Tássio. Mas aos 4 minutos veio o castigo. Bela troca de passes entre Ibraim, Barata e Vasko, que só tirou do goleiro para marcar o primeiro do jogo.
Outra linda jogada coletiva do Rabeloska, mas dessa vez Vasko jogou à esquerda do gol. A equipe estreante no Chuteira de Prata continuava em cima, e Vasko quase fez o segundo dele, quando saiu cara a cara e chutou por cima do goleiro Chalupe. O Obrigado Senhor respondeu rápido: aos 7, Raphael dividiu com Barata e chutou cruzado, empatando o jogo em 1 x 1. Raphael tentou mais uma no minuto seguinte, de sem pulo, para bela ponte de Tássio.
O jogo ficou muito movimentado, com chances de gol para os dois lados. Maradona tentou aos 13, de cabeça; a bola tirou tinta da trave. No contra-ataque, Fê pegou lançamento de primeira e quase virou a partida. No minuto seguinte, o terceiro gol do jogo. Juva pegou rebote de falta e fez o segundo do Rabeloska. Dick Vigarista apareceu pela primeira vez aos 15, limpou o zagueiro e chutou cruzado, mas para fora. A pressão continuava e Dick lançou Vasko, que errou e mandou à esquerda do gol.
Raphael tentou descontar para o Obrigado Senhor com uma bomba que explodiu no travessão. Mas o dia era mesmo do Rabeloska. De Dick Vigarista para Barata, e Chalupe defendeu com os pés. No último minuto, Vasko saiu cara a cara com o goleiro, que defendeu com as mãos, mas em seguida Juva bateu no contrapé e Chalupe, com os pés, salvou o Obrigado Senhor.
Primeiro minuto da etapa final e o terceiro do Rabeloska. Barata tabelou com Dick Vigarista e chutou forte para ampliar. Depois disso a marcação meia quadra funcionou e o Obrigado Senhor demorou para voltar a atacar. Enquanto isso, o Rabeloska continuava a todo vapor. Aos 10 minutos, Ibraim tentou de fora e a bola foi na rede, mas pelo lado de fora. Em seguida, Juva pegou forte na bola e Chaluppe espalmou.
O jogo ficou mais pegado e o Obrigado Senhor foi para a frente tentar de qualquer maneira o empate. Fê chutou cruzado aos 17. A bola passou por toda área, masninguém conseguiu chegar. O mesmo Fê tirou do goleiro e chutou, mas Barata, de forma incrível, tirou em cima da linha. Lucas Oliveira só voltou a aparecer aos 21, batendo falta. A bola foi rasteira e a zaga desviou para escanteio. No último lance, o golpe final. Vasko lançou Dick Vigarista, que chutou por baixo do goleiro para liquidar a partida em 4 x 1.
Após o apito final, Dick Vigarista ficou na quadra para receber os prêmios de artilheiro e MVP da última temporada no Chuteira de Bronze. O Rabeloska enfrenta na próxima rodada o Só Canelas, enquanto o Obrigado Senhor encara o líder Maciota’s.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Bucets 0 x 7 CAV
CAV ATROPELA LANTERNA BUCETS
Jogo foi o mais corrido da tarde, com poucos lances em que a conclusão não foi certeira
Por Tamires Paulino
Entre CAV e Bucets não houve muita enrolação, só gols. Mordido após a derrota para o Zenite na abertura, o CAV queria não apenas ganhar. Provavelmente a conversa pré-jogo era: atropelar. E assim foi feito. 7 x 0 sem dó.
Logo no começo, Marcel recebeu pela lateral esquerda, entrou na área e marcou o primeiro para o CAV. Pouco depois, Betoni fez o segundo, após cobrança de falta. Em seguida, Lele anotou o terceiro e quarto gols, sendo este último de letra. Em menos de 8 minutos já estava 4 x 0.
Como se pôde ver, o jogo foi muito corrido, sem muitos lances intermediários que não tenham sido gol. Em um ritmo frenético como esse, restou ao Bucets tentar se recuperar, mas o CAV sufocou qualquer esperança que o adversário tivesse de empatar e, quem sabe, virar – ainda que isso fosse bastante difícil.
Dizer que sentiram os gols é até meio óbvio, pois mesmo quem estava de fora ficava atordoado com tanta correria frenética e gols um atrás do outro – mas foi muito claro o quanto o Bucets se perdeu em campo, ficando bastante recuado (ou acuado). Por mais que, nas poucas chances que tiveram, tentassem um gol de honra que fosse, não conseguiam passar pela zaga do CAV, que estava muito bem estruturada – assim como todo o time.
Antes do fim do primeiro tempo, Marcel – que já havia marcado o primeiro gol – fez boa jogada individual, driblando dois defensores, mas, na hora de finalizar, mandou por cima da meta adversária.
No segundo tempo, o ritmo foi igualmente frenético: Henrique fez de cabeça. Era o quinto. Um minuto depois Caio Fleischman recebeu cruzamento e, vindo na diagonal, bateu de primeira e fez um belo gol. Foi ele também o responsável por fechar o placar, marcando o sétimo da sua equipe, logo em seguida. Tudo isso demorou incríveis 3 minutos, sendo que, no momento em que Caio marcou o sétimo, o cronômetro marcava 8 minutos de jogo do segundo tempo.
Restou ao Bucets dificultar o máximo para que a goleada não fosse ainda maior e, claro, tentar reduzir a diferença, o que não aconteceu. Após os gols o time ainda tinha 17 minutos de muita pressão pela frente, e até suportou bem. Infelizmente, parece que a equipe ainda não despertou, pois é a última de seu grupo e com certeza esses pontos farão muita falta quando a competição avançar. Além disso, o time também tem o pior saldo de gols da Prata até o momento. Resta conversarem melhor para ganharem confiança, já que a próxima partida, contra o Ras, promete ser bem difícil.
Já o CAV recupera a moral com a boa partida. Com 3 pontos, enfrenta o Cachorro Velho, que ainda não venceu, na próxima rodada.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Camelo 2 x 3 Maciota’s
MACIOTA’S CONFIRMA BOA FASE E VENCE MAIS UMA
Zaga vai bem e time derrota Camelo em tarde apagada de Noal
Por Carlos Eduardo Sâmia
Pela segunda rodada do Grupo A do Chuteira de Prata, a equipe do Maciota’s manteve a boa atuação da última partida, contra o Coringa, e venceu mais uma, desta vez contra o Camelo, do goleador Noal. Apesar de muito disputada, a partida ficou marcada pelo grande número de passes errados durante todo o tempo.
A primeira chance de gol do jogo foi do Camelo, quando Cássio chutou e Cheik trabalhou pela primeira vez, mas não demorou muito para o Maciota’s abrir o marcador. Aos 4, Evandro cobrou escanteio e a bola parou nos pés de Jerry, que cortou pra direita e chutou para fazer o primeiro. Já o segundo veio dois minutos depois, quando Alê tocou pra China que dividiu com o zagueiro e empurrou para dentro.
Assustado, o Camelo tentava fazer o gol a qualquer custo, mas somente com ligações diretas, entre a defesa e o ataque, o que facilitava os desarmes dos zagueiros adversários. O jogo ficou morno, com poucas chances claras de gol. Aos 9, Noal apareceu pela primeira vez no jogo, mas chutou no meio do gol. No minuto seguinte, o mesmo Noal chutou de bico, mas a bola passou à direita.
A insistência do Camelo parece ter dado certo. Felipe chutou de muito longe, rasteiro, e o goleiro Cheik, que ainda não havia levado gols no campeonato, falhou e deixou a bola passar por baixo do braço. No lance seguinte, quase o gol de empate: Rafael Rizzo cobrou o lateral e Noal tentou de calcanhar, bonito, e a bola passou muito perto do ângulo.
O jogo corria com muitos desarmes dos dois lados, e a última chance de gol do primeiro tempo foi do Maciota’s, com Loba, que depois de bela jogada de Evandro ficou livre, mas sem ângulo, e chutou fraco para a defesa de Fernando.
O Maciota’s voltou bem melhor para o segundo tempo e teve várias chances de ampliar. Uma delas com Evandro. A bola resvalou no goleiro e quase entrou, mas a zaga afastou em cima da linha. Aos 5 minutos, Henrique levantou muito o pé e Evandro ficou caído por um bom tempo. Foi o suficiente para o jogo ficar mais pegado. Antes de um pedido de tempo do Camelo aos 14, o Maciota’s chegou com Alê. Após cobrança de falta, o camisa 7 dividiu com o goleiro e a bola raspou a trave.
Com nenhuma chance muito clara de gol de ambas as partes, sobrou para Felipe e Noal aparecerem num lance bizarro. Os dois se enrolaram completamente em uma cobrança de falta e não cobraram, restou para o árbitro marcar a reversão. Aos 16, veio o que parecia ser o golpe final da partida. China driblou o goleiro Fernando e fez o terceiro do Maciota’s.
Depois do gol o jogo ficou muito faltoso, com uma brecha para o belo gol de Rafael Rizzo. O camisa 5 do Camelo passou por três jogadores do Maciota’s e tocou na saída do goleiro, para dar números finais ao jogo.
A equipe do Maciota’s bem que tentou alargar o marcador, mas não foi eficiente o bastante. Ainda com muitas faltas o jogo foi se arrastando até os 25 minutos, com mais uma vitória do Maciota’s e mais uma derrota do Camelo, 3 x 2.
O Camelo vai para a terceira rodada ainda com zero pontos, tentando se reabilitar na competição contra o Elefantes Indomáveis. Já o Maciota’s, um dos líderes do Grupo A, joga contra a boa equipe do Obrigado Senhor para tentar sair de campo, mais uma vez, com os três pontos e na ponta.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Diabos Negros 1 x 5 Só Canelas
SÓ CANELAS DOMINA DIABOS E GOLEIA
A máquina de fazer gols de Pirituba volta a funcionar e quem pagou o preço foi o Diabos
Por Carlos Eduardo Sâmia
Assim como o Xoras, o Só Canelas saiu de um empate na primeira rodada para vencer na segunda. A vítima foi o Diabos Negros, na penúltima partida do dia pelo Grupo A. O Só Canelas comandou o jogo todo, mas o Diabos ainda foi mais perigoso no começo de partida. Porém, a primeira chance foi do Só Canelas, quando Bruninho cobrou falta sem muito perigo, aos 2 minutos. Aos 4, Mahdi respondeu para o Diabos ao arriscar de muito longe, mas a bola foi no meio do gol e ficou fácil para Johny.
O jogo era muito disputado, lá e cá. Dinho passou por quatro marcadores e foi travado na hora de chutar. Em seguida, o primeiro gol do jogo, e foi do Diabos. Bela troca de passes terminou com Igor. Ele chutou, a bola bateu na trave e entrou. Ao invés de animar a equipe branca, o gol teve efeito contrário: só deu Só Canelas no jogo. Rê começou a aparecer aos 10, quando chutou fraco, sem muito perigo, mas no minuto seguinte Bisnaga cruzou e o mesmo Rê dividiu e empurrou para dentro. 1 x 1.
Com 12 minutos, um milagre. Três finalizações em sequência do Só Canelas e Marco fez três grandes defesas, salvando o Diabos. Mas salvou por pouco tempo. Contra-ataque, Rê para Dinho, que cortou o zagueiro e só empurrou para as redes. Aos 16, lance incrível. O mesmo Dinho saiu cara a cara com o goleiro, driblou e, sozinho, conseguiu chutar para fora. Inacreditável.
Até o fim da primeira etapa, o Só Canelas ainda teve muitas oportunidades para ampliar o marcador. Rê e Dinho tabelaram, mas Marco fez a defesa. De Niel para Bisnaga, que chutou no contrapé do goleiro, que mais uma vez salvou, pegando com os pés. Rê dividiu com Marco, mas a bola ficou com o goleiro. Mais uma vez Só Canelas e Bisnaga tentou de longe os 22 e Marco fez uma espetacular defesa. Bela ponte do goleiro, que era o nome do jogo e continuaria a ser no segundo tempo.
Quem achava que o Diabos Negros iria com tudo pra cima do Só Canelas na segunda etapa se enganou. Um tempo inteirinho dominado pelo Só Canelas, com os diabólicos tendo apenas uma chance de gol durante todos os 25 minutos. Niel, no primeiro minuto, chutou de bico, mas a bola subiu demais. De novo Niel, mas Marco espalmou. Rê tentou de cabeça, mas Marco defendeu de novo.
O jogo ficou morno, mas o Só Canelas começou a fazer muitas faltas e durante um momento tínhamos mais tempo de bola parada do que de bola rolando. Enquanto isso, o Diabos tentava chegar ao ataque, mas a defesa do Só Canelas ia muito bem. A primeira e última chance de gol do Diabos no segundo tempo veio aos 15, quando Cadu saiu cara a cara com Johny, mas chutou por cima do gol.
Então o Só Canelas decidiu a partida em dois minutos com três gols. Contra-ataque aos 16 e Bisnaga tocou para Dinho ampliar. Aos 17, Rê e Bruninho deram números finais à partida. Rê ainda teve chance de fazer o sexto, mas errou no último minuto.
Na próxima rodada, o Só Canelas tem uma parada dura contra o Rabeloska, enquanto o Diabos Negros tenta a reabilitação contra o também derrotado Joga 13.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Ras Time 2 x 2 Zenite
NA BASE DA RAÇA, RAS ARRANCA EMPATE COM ZENITE NO FIM
Destaque ficou por conta dos goleiros, que, cada um a sua maneira, se esforçaram para garantir o resultado
Por Tamires Paulino
Zenite e Ras protagonizaram, com certeza, o jogo mais disputado da rodada pelo Grupo B. Não à toa foi o único que não acabou em goleada, mas sim numa igualdade. Com a marcação homem a homem, a vida dos atacantes foi dificultada até o final. Prova disso foi o placar – um empate – e com poucos gols. Outra marca da partida foi também o embate entre dois dos melhores goleiros da Prata: Cipó e Ballestero. Ambos foram importantíssimos para que suas respectivas equipes saíssem com pelo menos um ponto cada.
Logo no começo, Rernanes entrou na área em tabela com Macaulin, mas o goleirão estava lá para atrapalhar. A insistência por parte do Ras era maior e daria resultado aos 9 minutos, quando Iasi tocou para Leônidas, que estava completamente livre na lateral direita. O camisa 11 chutou cruzado, tirando do goleiro e marcando o primeiro da partida. O lance se repetiria pouco tempo depois, mas dessa vez entre Macaulin e Leônidas. O destino da bola, no entanto, seria a linha de fundo.
O empate da equipe adversária, porém, não estava tão distante assim: Chico driblou o marcador pela lateral esquerda, chegando à linha de fundo e chutando a gol. Caixa. 1 x 1. Antes mesmo que o Ras pudesse sentir, Fê marcava presença e virava a partida, logo após a saída de jogo. Antes do fim do primeiro tempo, Chico saiu machucado após disputa com o goleiro assassino Cipó.
No segundo tempo, aos 4 minutos, Cipó deu uma de goleiro-linha e, tentando ajudar sua equipe com muita confiança, saiu driblando os marcadores pela lateral direita. O primeiro ele driblou normalmente, girou em cima do segundo e, ao chegar ao gol, foi parado pela muralha Leo Ballestero.
Aliás, Ballestero foi muito requisitado no jogo. Fez muitas defesas quando sua equipe estava tomando pressão, garantindo a vantagem. Não foi nada fácil a vida do, por enquanto, MVG da Bronze. É claro que seus zagueiros ajudaram bastante. Embora recuados e apostando no contra-ataque, várias das jogadas do Ras pararam na defesa adversária, que tampouco teve descanso.
Entretanto, como diria o já tão batido ditado, “água mole em pedra dura”... Aos 25 minutos, após tomar muita pressão do Ras, Ballestero e sua zaga acabaram cedendo. Macaulin, em chute de quem está tentando tudo que pode, marcou o que seria o empate do Ras, para a comemoração ensandecida dos mesmos, já que o apito final veio logo em seguida. Os jogadores se abraçaram, gritaram, quase incrédulos no resultado obtido.
Ao fim da partida, Rernanes ainda recebeu o troféu de artilheiro da edição passada da Prata, com 21 gols. Na próxima rodada, o Ras enfrenta o lanterna Bucets; já o Zenite tem um espinho maior, o Roleta Olímpico.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Xoras 2 x 1 Joga 13
XORAS TOMA CONTA DA PARTIDA E VENCE JOGA 13
Ric faz grande jogo e comandou o Xoras na vitória por 2 x 1
Por Carlos Eduardo Sâmia
As duas equipes que fizeram o segundo jogo do Grupo A pelo Chuteira de Prata vinham de boas atuações na primeira rodada. Xoras e Joga 13 fizeram um jogo muito movimentado, apesar dos poucos gols. Melhor para o Xoras que, com uma ótima exibição de Ric e mais uma vez muito seguro atrás, garantiu os 3 pontos.
O Xoras começou a pressionar desde cedo. Primeiro Ric fez bela jogada e chutou cruzado, para boa defesa de Muralha. A zaga do 13 não se entendia no começo de jogo e deu brecha para que o adversário abrisse o placar. Aos 8 minutos, Carioca chutou cruzado, a bola desviou na defesa e enganou o goleiro. 1 x 0.
No minuto seguinte, Ric passou por dois marcadores e cruzou. A bola tocou na mão do zagueiro, mas o árbitro não marcou nada. Muita reclamação, mas sem nenhum efeito. O jogo ficou lá e cá, com chances alternadas de gol. Aos 13, Mingo pegou de primeira e Muralha fez boa defesa. No lance seguinte, pelo 13, Sicchi tentou de longe e a bola passou à esquerda. Com 14 minutos, Baiano lançou Ric, que pegou de primeira, mal. Contragolpe do Joga 13 e Fino driblou o goleiro e chutou para o gol, mas Alemão salvou o Xoras do empate, em cima da linha.
Se o Xoras não ampliava, Tatá segurava lá atrás. Gago tentou do meio da rua e Otávio espalmou para escanteio. Depois tentou de novo, de muito longe, e Otávio fez outra grande defesa. O último lance do primeiro tempo ainda foi do Xoras. Alemão rolou para Mingo na direita, mas a bola subiu demais.
Começava o show de Ric. Logo no primeira minuto da etapa final, o camisa 25 fez boa jogada individual e quase marcou de canhota. Porém, aos 3 minutos, o Joga 13 empatou, com Fino. Daniel cobrou lateral e o camisa 13 pegou de primeira e marcou um lindo gol. No mesmo minuto, o Xoras deu um banho de água fria na pretensão de reação. Ric pegou rebote do goleiro e encheu o pé para colocar seu time de novo na frente.
Depois disso, o Xoras comandou a partida e, fora lances isolados, quase conseguiu ampliar o placar. Carioca cobrou escanteio e Alemão raspou de cabeça, mas a bola saiu muito fraca. Ric roubou a bola de Lucas e acertou a trave. Em seguida, o mesmo Ric encheu o pé e o goleiro Muralha fez linda defesa. Mais três vezes Ric, três vezes para fora.
Aos 18 minutos, Lucas passou por Carioca e chutou por cima do gol, mas antes o árbitro já havia marcado falta, na entrada da área, que foi cobrada no meio da barreira e a zaga afastou. Mais uma vez Joga 13 e mais uma vez Tatá: Zoio chutou forte de longe e o goleiro espalmou para escanteio. A última chance do jogo foi de Ric, que pegou de primeira e mais uma vez acertou a trave do goleiro Muralha.
Fim de jogo e primeira vitória do Xoras, após o empate diante do Só Canelas na estreia. Agora enfrenta, na próxima rodada, o decepcionante Coringa, que perdeu os dois primeiros jogos. O 13 tenta se reabilitar e seguir mais vivo do que nunca no campeonato contra o Diabos Negros, que também perdeu na rodada.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
RR Olímpico 8 x 1 Canhedo Beppu
ROLETINHA DEITA E ROLA PRA CIMA DO CANHEDO
Engenheiros até que tentaram segurar os meninos do Roleta, mas segundo tempo é daqueles para esquecer
Por Tamires Paulino
O jogo entre Canhedo e Roleta Olímpico foi rápido. Corre-corre, muitas jogadas criadas, placar amplo. Não desde o começo – o primeiro tempo não foi tão movimentado – mas isso não diminui em nada o mérito da partida. Pelo contrário, foi uma espécie de aperitivo para o que podemos chamar – e sendo ainda humilde – de massacre russo contra os engenheiros.
Para fechar em 8 x 1, os passes certos foram o fator-chave para o sucesso do Roleta, como o primeiro gol deu mostras claras: Ceron carregou pela lateral, tocou para Kuminha que chutou cruzado. O goleiro quase defendeu, reduzindo a velocidade da bola, que passou por ele. O oportunista Brian, que estava no lugar certo e na hora certa, completou de carrinho. Pouco depois foi a vez de Folha deixar o seu, bem repentinamente, em confusão na área – 2 x 0.
Antes do fim do primeiro tempo, Folha ainda roubaria a bola no meio de campo, tocaria para Kuminha e este, da lateral, chutaria em cima do goleiro. Foi o fim da primeira metade da partida, que nem de longe demonstrava que seria tão corrida, mas o Roleta já dava as cartas – prova disso foi a posse de bola, bem maior, mas pouco aproveitada.
No segundo tempo, o jogo ganharia sua característica principal. Tanto que, logo antes de sua metade, o Roleta marcaria mais dois gols – um com Folha e outro com Kuminha, que num belo domínio, ainda no ar, mandou no ângulo, cheio de plasticidade. O Canhedo atacava muito, mas não conseguia acertar o gol. Mais uma vez, como em outros jogos, a vilã tem sido a pontaria – ou a falta dela. As tentativas em vão, aliás, dominariam o jogo até sua parte final, quando mais gols sairiam – um em seguida do outro, difícil até para acompanhar.
Tudo começou aos 19 minutos, quando Catatau mandou a bola no meio do gol e fez o quinto do Roletinha. Depois, Folha deu um chute em que a bola passou por baixo do braço de Papa e morreu nas redes como o sexto.
O abatido Canhedo tentava uma reação, mas faltavam apenas 4 minutos para o fim da partida quando saiu o sexto gol Roleta. Mesmo assim, aos 24, Suzuki carregou até o gol e chutou, o goleiro fez uma defesa que foi mais um amortecimento da bola, na verdade. No rebote, Negão concluiu e diminuiu para sua equipe.
Entretanto, a tarde era mesmo do adversário. Aos 24 minutos e 30 segundos, Kuminha fez o sétimo e Folha completou a goleada 30 segundos depois, após triangulação em que o último passe foi para ele, que estava colocado na entrada da área.
Na próxima rodada, o Roletinha enfrenta o Zenite, enquanto o Canhedo encara o forte My Balls, líder do Grupo B ao lado do Acidus.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
My Balls 7 x 1 É Verdadeee
MY BALLS SOBRA, DOMINA JOGO E GOLEIA É VERDADEEE
Placar podia ser maior diante do volume de jogo do time de D´Alonzo e Caieiro
Por Tamires Paulino
Entre My Balls e É Verdadeee, o fato foi um só: o My Balls foi muito melhor, dominou a partida e mereceu o placar elástico. Logo aos 53 segundos, quando os olhos ainda se acostumavam à velocidade da bola, Magrão fez um lançamento para o campo de ataque. Ordilei, a promessa do MB, dominou e chutou cruzado, fazendo o primeiro. 27 segundos depois, D’Alonso ampliaria. Estava fácil, é verdade, devem ter pensado os jogadores do MB.
A partir daí, continuaria só dando My Balls. O time monopolizou completamente o jogo e o placar só não foi ainda maior no primeiro tempo por que, embora criassem boas jogadas, não caprichavam nas finalizações. Sobraram chutes por cima do gol, em cima do goleiro, defesas sem muita dificuldade, chutes fracos. O ritmo não diminuiu em nenhum momento, só faltava pontaria, pois posse de bola a equipe tinha e a defesa funcionava muito bem. Prova disso é que a primeira finalização a gol do É Verdadeee aconteceu aos 10 minutos. Não deu em nada.
Depois dessa chance desperdiçada pelo EV, o time do capitão Paulinho Caeiro retomou a posse de bola e continuou a pressão. Não demou muito para que, após reposição do goleiro, interceptassem um passe ou roubassem a bola e estivessem chutando a gol de novo. Numa dessas, Fernando Souto marcou de voleio, mandando a bola entre as pernas do goleiro Reyna.
Poucos minutos depois, em mais uma chance desperdiçada, ele mesmo tocou para Paulinho, que chutou para fora – mesmo estando na cara do gol. Incrível. Nããããããão, santo, diria o famoso narrador esportivo. Após a reposição, a bola chegou à frente para Bruno Barbosa, que diminuiu. 3 x 1. Antes do fim do primeiro tempo, o É Verdadeee ainda desperdiçaria mais uma de suas raras chances com um chute à direita do gol.
Semelhante ao começo da partida, o segundo tempo abriu com gol: Ordilei carregou a bola pelo meio, se livrou dos marcadores e chutou. 4 x 1. Seu time continuava dominando e, igualmente, chutando para fora. Pouco depois de ter levado o quarto gol, o EV chegou à frente mais uma vez: Diego tocou para Girão, que, mais uma vez, mandou para fora. Como se sabe, quem não faz... Ainda mais com a vantagem técnica que o My Balls vinha demonstrando.
Quase no final da partida, Paulinho Caieiro fez jus ao ditado e marcou enfim o seu. Pouco depois os jogadores teriam uma discussão – nada muito sério – advinda de um lance mais cheio de pinta da equipe do My Balls. A discussão gerou uma falta, cobrada por Paulinho Caieiro de forma rasteira, fraca. Mesmo assim, entrou. O responsável por fechar o placar seria D’Alonso, marcando o sétimo gol também aos 26 minutos.
Ao lado do Acidus, o My Balls é líder e 100%. Tem pela frente o Canhedo Beppu, que vem descendo a ladeira na competição. Já o É Verdadeee tem parada difícil, justamente contra o outro líder, o Acidus.
VI CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Elefantes Indomáveis 7 x 4 Coringa
ELEFANTES METE A TROMBA NO CORINGA
Coringa buscou o empate duas vezes, mas Elefantes foi eficiente e goleou em tarde de Diego Lander
Por Carlos Eduardo Sâmia
Com certeza o melhor jogo da segunda rodada pelo Grupo A do Chuteira de Prata envolveu Elefantes Indomáveis e Coringa, num jogo que tinha clima tenso em razão do confusões passadas, mas decorreu da melhor forma possível. O Coringa melhor no primeiro tempo e o Elefantes, no segundo. Porém, o placar foi favorável aos laranjas.
O começo de jogo foi totalmente do Coringa. Ratão teve várias oportunidades, mas Cacha estava lá para garantir o zero no placar. Aos 10 minutos, o primeiro gol do jogo. O Elefantes surpreendeu e Douglas bateu lateral para Diego Lander acertar o ângulo de cabeça. Não demorou e o segundo castigo para o Coringa veio aos 11. Nova parceria entre Daniel e Diego, que só empurrou para as redes.
O jogo ficou com muitos passes errados até os 16, quando Thomas bateu falta muito forte, entre a barreira e o goleiro. 3 x 0 a favor do Elefantes ainda no primeiro tempo. Que acontecia com o Coringa?
No minuto seguinte, o Coringa começou a tirar as cartas da manga. Se no começo desperdiçou muitas chances, agora foi eficiente. Renatinho bateu falta, a bola desviou na barreira e foi no canto direito do goleiro. Dois minutos depois, o mesmo Renatinho chutou forte de longe, a bola pegou no travessão e sobrou nos pés de Rafinha, que fez o segundo.
Mais Coringa no ataque e Chacha fez dois milagres, salvando o gol de empate, aos 20 minutos. Ratão bateu, a bola desviou na zaga e quase entrou. Elefantes no ataque e André tocou para Marcelo de primeira acertar a trave do goleiro Gui. No último lance da primeira etapa veio o empate: Rafinha girou em cima de Praia e chutou cruzado. 3 x 3 e intervalo.
No primeiro minuto do segundo tempo o Elefantes Indomáveis tratou de ficar na frente de novo. Lucas fez linda jogada, passou por dois e só deslocou o goleiro. O Coringa ensaiou buscar mais uma vez o empate. Porém, o goleiro Gui tomou amarelo e deu lugar a Elton no gol. No minuto seguinte, Ratão cortou para dentro e acertou o canto para deixar tudo igual de novo.
Entretanto, o Elefantes não perdeu tempo e saiu na frente mais uma vez. André tocou para o meio e Diego chegou para fazer o terceiro dele no jogo e pedir a música. Quinto gol do Elefantes.
A partir daí o time que veio da Ouro esticou o placar, com um Coringa já natimorto em campo. Com 12 minutos, Fábio tocou para Nehemias chutar cruzado e ampliar o marcador. Quase o sétimo dos Elefantes com André, que matou no peito e mandou uma bomba na trave. O Coringa tentava pressionar mas não conseguia. Foi aí que André deu números finais à partida e tirou qualquer chance de reação do Coringa. Aos 24, ele chapelou o goleiro e tocou de cabeça, fazendo 7 x 4.
O Elefantes se recupera na competição depois da goleada sofrida na primeira rodada e agora tentam manter a ascensão contra o Camelo, que perdeu os dois primeiros jogos. Já o Coringa, em má fase depois de acabar em alta a Bronze, tenta se reabilitar contra o Xoras.
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