VUVUZELAS CONSEGUE VIRADA HEROICA APÓS ESTAR PERDENDO DE 3 X 0
Irado’s abriu boa vantagem no primeiro tempo, mas abusou dos erros na segunda etapa e sofreu a virada, mantendo o time sem pontuar na competição
Por Luiz V. Andreassa
Tem coisas que só acontecem com o Irado’s. A famosa frase usada para constatar o azar (ou incompetência) que muitas vezes se abate sobre o Botafogo ou a Portuguesa pode ser facilmente adaptada para o time dos irmãos Eirado, que tem se especializado em desperdiçar pontos e arrumar problemas quando eles parecem não existir. Contra o Real Vuvuzelas não foi diferente: mesmo tendo aberto uma vantagem de 3 x 0, a equipe tricolor deixou o rival reagir e amargou nova derrota na Série Bronze.
Só que falando desse jeito parece que foi mais culpa das deficiências do Irado’s do que mérito da esquadra limão, o que não é verdade, pois foi preciso muito heroísmo e superação do Real para correr atrás da vitória diante de um resultado tão adverso.
A equipe do polêmico técnico Weinny começou melhor, tomando a iniciativa no ataque com Muriloco e Özil. Foi dos pés do primeiro que saiu o primeiro lance de perigo: em cobrança de falta pelo lado direito, o camisa 13 surpreendeu ao chutar ao invés de fazer o mais lógico, que seria cruzar. Aos 8 minutos, Özil foi mais feliz ao receber passe todo estranho de Will, que, num híbrido de dificuldade em dominar a bola e tentativa de pivô, acabou ajeitando para o meia do Real Madrid chegar chutando forte da entrada da área. Sem chances para Hélião e Irado´s na frente.
O adversário tentou a reação logo depois, primeiro com chute forte de Strutz pelo lado esquerdo – o qual foi evitado por Alan – e depois com cruzamento de Gian que a zaga irada tirou em cima da linha. Todavia, o Irado´s não se abateu e foi para cima, conseguindo ampliar o placar aos 12 minutos: Murilo roubou a bola no campo de defesa, saiu em contra-ataque e não teve dificuldades para sair da desarrumada zaga rival e bater cruzado para fazer um bonito gol.
Novamente o Real Vuvuzelas procurou responder, mas Rafinha perdeu ótima chance ao pegar rebote livre dentro da área e chutar rente à trave. O erro não foi perdoado e custou caro ao seu time, pois pouco depois veio o terceiro revés em jogada na qual Yuri tomou no meio de campo, tocou, recebeu de volta pelo lado direito e bateu no cantinho, com ajuda da zaga.
A equipe limão partiu para cima em busca do desconto e Gian quase fez ao chegar pelo meio, abrir espaço e chutar rasteiro para defesa de Alan. Ao final da primeira etapa, o Irado’s tentou retomar o controle das ações e quase chegou ao quarto tento em cobrança de falta de Marcello. O goleiro espalmou para fora. Porém, foi o camisa 10 adversário quem balançou as redes: Fernando fez boa jogada pela linha de fundo e cruzou para Rafinha aparecer livre e completar para o gol. Assim foram renovados os ânimos do time sul-africano, que pressionou em busca de mais e quase fez Jadson Negão marcar um gol contra ao tentar tirar novo cruzamento de Fernando.
Os breves minutos de intervalo não serviram para esfriar os jogadores vuvuzelenses, que voltaram à quadra com a mesma vontade de quando foram para o intervalo. Assim, logo aos 2 minutos, Fernando aproveitou rebote de Alan após finalização de Rafinha e colocou fogo na partida de vez. 3 x 2.
O adversário respondeu com chute de peito de pé de Rodrigo Vendramini que Dimy defendeu. Mas se essa tentativa não deu certo, Rodrigo resolveu seguir o exemplo do camisa 9 rival e aproveitar um rebote do goleiro para restaurar a vantagem de dois gols.
Entretanto, o Vuvuzelas mostrou mais uma vez seu poder de reação e continuou correndo atrás do empate. A insistência foi recompensada dois minutos depois, quando Gian contou com a sorte de, após chute vindo de trás, a bola sobrar limpinha em seus pés dentro da área. Aí ficou fácil de converter e fazer 3 x 4.
Era o que faltava para deixar o jogo equilibrado e movimentado, com ambas equipes criando chances. Pelo lado irado, Murilo cobrou falta rolando para Jadson Negão bater forte e rasteiro. O arqueiro defendeu e Marcello quase fez um golaço ao girar uma bicicleta e mandar a pelota na rede pelo lado de fora. Fernando mostrou que também tem habilidade e poderia ter anotado um lindo tento se não fosse travado na hora de finalizar após aplicar belo chapéu no marcador. Do outro lado, Jadson apareceu de novo, desta vez com uma bomba disparada de longe que raspou a trave. A reposta veio: Fernando quase fez o seu segundo ao receber passe de Valter e dividir com o guarda-metas Henrique, que havia substituído Alan.
O goleiro, porém, não conseguiu salvar sua equipe quando Rafinha recebeu pela direita e bateu cruzado para finalmente deixar tudo igual. Como se isso não bastasse, Henrique, desatento, deixou escapar uma finalização de Fernando e Rafinha não teve dificuldade para decretar a merecida virada e levar Vinicius Bento, ex-Irado´s, à loucura (de alegria, claro!) do lado de fora da quadra. 5 x 4 e fim de jogo. Novo triunfo dos surpreendentes vuvuzelas e novo revés do Irado´s, que vai se acostumando com a parte de baixo da tabela e não sabe o que é vencer há bastante tempo.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
TCM 5 x 3 NGM
TCM VENCE NGM EM JOGO DE ÓTIMO FUTEBOL E MUITA POLÊMICA
Time de Marcião, que foi expulso, teve 2 cartões vermelhos, um azul, outros amarelos, mas mesmo assim venceu
Por Rodrigo Amaral
Em menos de um minuto de jogo, o TCM chegou com perigo na meta do NGM. O rápido e esperto Guel interceptou passe e ganhou um escanteio com a defesa do goleiro Henrique. Logo em seguida, na posse de bola do NGM, Bruno teve a chance de fazer em cobrança de falta que desviou na barreira e passou rente à trave. Já no escanteio, o mesmo Bruno cabeceou e exigiu uma boa defesa de Marcião.
O goleiro do TCM teve que trabalhar mais outras duas vezes em menos de um minuto. Ele impediu os gols de Memé, após um bom trabalho de pivô, e um chute de primeira, oriundo de um escanteio, de Bruno Melo. O bom trabalho de Guel foi compensado pouco tempo depois em um toque na saída do goleiro, abrindo o placar.
Aos 11 minutos, Thiagão chutou rasteiro do meio da quadra e, mesmo assim, Rafa aceitou e deixou a bola nos pés de Zé Roberto para fazer o segundo. O NGM veio forte depois do segundo gol e viu um TCM recuado. Memé avançou pela esquerda e acertou o travessão. Em seguida, Marcião não pôde contar com o poste e trabalhou mais uma vez em um chute forte de bate-pronto de Fefê.
Aos 22, Anélio recebeu dentro da área e se chocou com Marcião. Ele ficou pelo chão mesmo, enquanto o goleiro do TCM vacilou e repôs a bola com a mão fora da área. Na falta, Memé contou com a sorte para marcar: a bola entrou somente depois de bater na trave e nas costas do goleiro.
O gol deu moral para a equipe laranja, que conseguiu arrancar um empate no último minuto. O árbitro marcou pênalti de Thiagão em Edmar e amarelou o jogador. N na cobrança, Memé chutou firme no canto esquerdo e marcou.
Marcião tinha feito uma boa partida, com exceção da falha na saída de bola, e poderia ser um erro tirá-lo de quadra, mas foi o que fez o TCM, com a entrada do arqueiro Johnny. Se havia alguma dúvida quanto à sua capacidade, isso foi provado rapidamente. Em menos de um minuto de bola rolando no segundo tempo, Nariga recebeu dentro da área e encheu o pé direito. Johnny pegou à queima-roupa. No minuto seguinte, Fefê cabeceou devagar por cima do gol, o suficiente para Johnny ter de espalmar para o lado. Na sequência, ele fez outra boa defesa em uma ponte e ainda viu Fefê perder o gol sem goleiro.
Em apenas dois minutos, o segundo tempo prometia muito, não só no futebol, mas também em polêmica com a arbitragem. Em um único lance o árbitro deu azul e vermelho para jogadores do TCM. O cartão azul saiu para Guel, que, primeiro, tomou um amarelo por reclamação antes de empurrar o árbitro enquanto saía de quadra. O vermelho foi para Marcião, indignado no banco de reservas. Ele não ficou contente com o amarelo por reclamação que tomou e continuou esbravejando. O árbitro, que estava ainda mais sem paciência, mandou o goleiro para fora.
Ao invés de se acalmarem, a raiva com o árbitro foi levada para o jogo, que teve mais dois cartões amarelos. Um para Guga ao chegar atrasado num lance, e outro para Mateus, por uma cotovelada no adversário. A cada falta que acontecia depois contra o TCM era motivo para o já expulso Marcião, no alambrado, reclamar gritando com a arbitragem, enquanto seus companheiros o aconselhavam a parar.
Demorou, mas o time do TCM retomou a tranquilidade e transformou a indignação em futebol. Aos 18 minutos, a retomada à frente no placar aconteceu após tabela de Alemão com Zé Roberto, que concluiu para o gol. Dois minutos depois Alemão pegou de primeira a sobra do goleiro e fez o quarto.
Faltando cinco minutos para o final, o NGM partiu para o tudo ou nada e a pressão acabou dando certo. Aos 23 minutos, Memé cobrou falta rasteira, a bola bateu na trave, voltou nas costas de Johnny e entrou no gol. Memé mostrava ser, de fato, um rapaz de sorte.
A diferença diminuída novamente a um gol voltou a colocar fogo no jogo. Matheus levou o segundo amarelo em entrada mais dura e saiu de quadra ainda peitando o adversário, mas a ansiedade de fazer um gol prejudicou o goleiro Fefê, que saiu errado com a bola e entregou para Zé Roberto finalizar o jogo em 5 x 3.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Futsampa 1 x 1 DPGamos
GOL NO ÚLTIMO MINUTO SALVA DPGAMOS
Em jogo disputado, gols só saíram nos minutos finais
Por Bruno Viotti
Muitos podem pensar que uma partida precisa de muitos gols para ser interessante, porém DPGamos e Futsampa mostraram o contrário. Com o pontapé inicial, a equipe do Futsampa tentou marcar com Zaka, que mandou por cima do gol. A resposta do DP não demorou acontecer. Tuba recebeu a bola no meio e também chutou por cima da meta adversária.
As duas equipes abusaram dos erros de passes, travando o jogo no meio de campo. Em arremesso lateral, a bola chegou a Mendes, que obrigou Chamie a fazer grande defesa.
O Futsampa encontrava dificuldades para penetrar a defesa rubronegra, já os ataques do DP foram mais frequentes durante boa parte do primeiro tempo. Prova disso foram as chances desperdiçadas por Richard e Carlitos, bem marcados desde o início. Quando encontrou oportunidade, Richard acabou travado pela defesa. Já Carlitos mandou um chute no travessão, após passe de Zeca.
Após aguentar a pressão, o Futsampa levou perigo à área adversária com Gab, que tentou tocar de letra – ou errou mesmo? No entanto, estava difícil para o Futsampa permanecer no ataque, tanto que, logo após o lance de Gab, Richard recebeu do goleiro, se livrou da marcação, mas acabou chutando fraco e sem direção.
O DPGamos ganhava volume de jogo, enquanto o Futsampa tentava criar algumas oportunidades com Macuna, que recebeu a bola na lateral, cortou para dentro e chutou cruzado, mas a bola passou à esquerda do goleiro Valentin.
A resposta adversária aconteceu imediatamente: primeiro com Joka, que aproveitou uma cobrança de lateral, mas mandou nas mãos do goleiro. Logo em seguida, Carlitos roubou a bola no meio de campo e sofreu falta violenta de Pedrão. Na cobrança, João tentou toque pelo alto, mas a bola se perdeu pela linha de fundo.
As principais chances do Futsampa aconteciam com Macuna, que fazia Valentin trabalhar bastante. Já do lado do DPGamos, Richard realizava boa movimentação, mas a marcação não oferecia espaços para o jogador.
No segundo tempo, o DPGamos pareceu voltar com a mesma disposição tática da etapa anterior, tanto que, no primeiro lance perigoso, João chutou a bola na trave após lançamento de Valentin. Porém, o fôlego pareceu diminuir. A equipe deixou de pressionar a saída de bola como fez no primeiro tempo, o que abriu espaços para a criação de jogadas do Futsampa.
O jogo passou a ser lá e cá, um ataque aqui e outro ali. O DP tentou com Carlitos em cobrança de falta, mas a zaga estava atenta para aliviar o perigo.
Procurando o gol da vitória, o Futsampa partiu para cima. Jogadores como Tuba e PC criavam grandes chances para o time, mas o gol estava difícil de sair, até mesmo numa cobrança de falta em que PC recebeu a bola e mandou na trave.
Após insistência, aos 17 minutos do segundo tempo, o Futsampa finalmente foi recompensado. Macuna recebeu no meio de campo, avançou e chutou rasteiro no canto de Valentin para abrir o placar.
O DPGamos foi para cima em busca do empate, mas o time pecava na pontaria. Com pouco tempo, João tentou chute forte que obrigou Chamie a espalmar. Mas o goleiro do Futsampa não conseguiu salvar o time do último ataque do DP. Em bela jogada de Paulo, ele se livrou da zaga e mandou à meia altura no canto esquerdo de Chamie. Aos 24 minutos o DPGamos empatava o jogo!
O árbitro apitou o final logo na saída de bola. O empate foi muito comemorado pelos jogadores do DP, que enfrentam o Irado’s na próxima rodada. Já o Futsampa encara o Toque Me Voy.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Toque Me Voy 2 x 3 XTJ
DANILO BRILHA, MAS NÃO EVITA DERROTA PARA O XTJ
Goleiro do Toque Me Voy realizou diversas defesas no decorrer do jogo, dificultando a vida dos atacantes xaropes, mas derrota foi inevitável
Por Bruno Viotti
Raça não faltou. Ambos os times gritaram, correram e marcaram, mas apenas um poderia sair vencedor. De um lado, a equipe do Toque Me Voy, que conseguiu um grande resultado contra o Só Quem Sabe na primeira rodada. Do outro, o XTJ, que não tem lembranças muito agradáveis de seu jogo contra o Mercenários.
O XTJ começou no ataque e, logo no início, Kaká recebeu na lateral e chutou forte, obrigando Danilo a realizar boa defesa. A resposta do Toque veio em cobrança de falta, na qual Renê chutou, a bola desviou na barreira e sobrou para Marcelo, que mandou por cima da meta adversária. O time ainda desperdiçou outra chance com Allan, que chutou cruzado e fez Kraudio espalmar.
Os times cadenciavam o jogo e procuravam espaços para armar jogadas de ataque, mas, para vencer a marcação, nada melhor do que velocidade e habilidade. Foi assim que Allan, em bela jogada individual, chutou para o gol e abriu o placar para o Toque Me Voy.
O Toque parecia querer continuar no campo ofensivo, tanto que, após recuperação de posse feita por Renê, Allan chutou cruzado. A bola atravessou a área e foi para fora. O XTJ, então, acordou e Magu recebeu livre pela direita, mas chutou torto. O time não desistiu e foi recompensado: Ygor chutou, Danilo defendeu e sobrou para Mito, que empatou o jogo.
O XTJ continuava a pressionar com Vini, que avançou pela esquerda e chutou rasteiro, mas Danilo defendeu com o pé. Mito e Magu também tentaram, mas erraram a pontaria. Danilo não tinha sossego e, após cobrança de escanteio, Bolacha cabeceou e obrigou o goleiro a espalmar a bola do jeito que pôde. Em nova tentativa, Mito chutou de longe e Danilo caiu para defender.
Enquanto o Toque Me Voy tinha dificuldades para criar jogadas ofensivas e dependia das arrancadas de Allan para levar algum perigo ao gol adversário, o XTJ colocava Danilo para trabalhar. Fava do XTJ fez jogada pela esquerda, mas não conseguiu acertar a pontaria e chutou para fora. Logo em seguida, Preto tocou para Allan, que, muito marcado, desequilibrou-se e não conseguiu concluir.
Durante o jogo e no intervalo, os gritos de Danilo eram constantes. O goleiro-artilheiro procurava acordar o time, pois a pressão do XTJ estava insuportável. No segundo tempo, o Toque conseguia segurar mais a posse de bola, mas ainda tinha sérias dificuldades para finalizar. Enquanto isso, o XTJ atacava com Ygor. Danilo defendeu novamente. No entanto, nenhum goleiro é milagroso. Fava arriscou do campo defensivo, a bola atravessou o campo e morreu no canto direito de Danilo. Era a virada do XTJ.
O Toque, então, partiu para os lançamentos longos, mas não obteve grandes resultados. Até que Renê sofreu falta e, na cobrança, ele mesmo rolou para Allan, que mandou para fora. O XTJ recuperou a bola e voltou para o ataque, recomeçando a pressão. Bruno, Magu e Bolacha tiveram chances, mas desperdiçaram, o que poderia causar problemas aos times. Poderia, se Caio não resolvesse numa jogada pela direita, em que se livrou da zaga e chutou forte, de frente para o gol, e fez 3 x 1 para o XTJ.
Em atitude extrema, Osmar, que entrara no gol do Toque Me Voy, vira jogador de linha e parte para o ataque junto com o time. Assim, tiveram três oportunidades. Na primeira, mandou por cima; na segunda, obrigou Kraudio a realizar grande defesa; já na terceira, não teve jeito. Após toque de Tiago, Osmar chutou de primeira e diminuiu.
Apesar do gol, não havia mais tempo para o empate. O XTJ conquistou seus três primeiros pontos no campeonato e recuperou-se da derrota para o Mercenários. Já o Toque Me Voy sofreu com a falta de criatividade no ataque. Os dois times voltam a campo no próximo sábado para enfrentar Império Celeste e Futsampa, respectivamente.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Elite 4 x 6 Só Quem Sabe
SERJÃO COMANDA VITÓRIA DO SÓ QUEM SABE
Atacante viveu dia de glória e marcou quatro gols na primeira vitória do time na competição
Por Bruno Viotti
Sábado foi um dia de glória para muitos, principalmente para o jogador Serjão. Centroavante nato, o camisa 9 da equipe Só Quem Sabe passou em branco na primeira rodada, mas compensou em seu segundo jogo, anotando quatro gols e ajudando seu time a conseguir a vitória. O Elite foi um time guerreiro e tentou de várias formas apagar o W.O. que sofrera na primeira rodada, mas não contava com um Só Quem Sabe inspirado.
Logo no início, Serjão já dava indícios de que seria peça importante no jogo. Após receber na esquerda, o atacante chutou e mandou na rede pelo lado de fora. O Elite não ficou intimidado e levou perigo com Edgar, que recebeu a bola e errou o alvo. Edgar continuava a infernizar a defesa adversária e, após bobeira da zaga, o camisa 9 recuperou e tentou finalizar, mas Arthur abafou na hora da conclusão.
O Só Quem Sabe não perdeu tempo e armou contra-ataque, que parou nas mãos do goleiro Rafael Sardinha após chute de Danilo. Porém, a pressão do Elite continuava com chutes de Rafael G. e Edgar, que Arthur defendeu.
O Só Quem Sabe foi para o ataque com Zeca, mas o goleiro do Elite segurou firme. Mas, em outra jogada ofensiva, o goleiro não foi capaz de parar o chute de Serjão, que emendou de primeira após cobrança de lateral. 1 x 0!
O Elite não se abateu e voltou a atacar. Luis chutou de longe e o goleiro espalmou; Marcio cobrou falta mas a bola desviou na barreira. No entanto, quem fez a diferença foi Rafael G.: numa cobrança de lateral em que ele tentou cabecear, o defensor Danilo levantou o pé de forma perigosa e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Luis bateu no canto direito de Arthur e empatou o jogo.
As chances aconteciam para os dois lados e o resultado era imprevisível, mas Serjão deu boas dicas do que estava por vir. Mezadri roubou a bola e tocou na esquerda para o camisa 9, que encheu o pé e mandou no ângulo do goleiro, fazendo 2 x 1.
E o grandalhão estava endiabrado. Logo no ataque seguinte, já se antecipou à zaga e cabeceou por cima. Mas a pressão agora era do Elite. Através de cobrança de falta de Silvio e diversas oportunidades de Edgar, o time insistiu tanto que acabou empatando. Renan recebeu, dominou com a coxa, ajeitou e bateu no canto direito do goleiro. 2 x 2.
Logo no início do segundo, o goleiro do Elite deu bobeira e Serjão aproveitou para fazer seu terceiro gol na partida. O Só Quem Sabe passava na frente novamente. O time continuou no ataque com Jacobi, que recebeu, tirou do goleiro, mas mandou na trave. Assim, após ataque desperdiçado pelo Elite, o goleiro Arthur lançou Serjão, que cortou para dentro e chutou no canto direito do goleiro. A vantagem passou a ser de dois gols.
O Elite tentava de longe com Luis e Rafael M., sem sucesso. Mezadri recebeu de frente para o gol, mas Rafael Sardinha conseguiu defender com a ponta do pé. A defesa pode ter dado sorte, já que logo em seguida Renan ajeitou para o gol e marcou seu segundo na partida. O Elite estava chegando.
Mas o Só Quem Sabe não estava disposto a fraquejar. No minuto seguinte,o troco veio com Danilo, que mandou uma pancada de longe e marcou o quinto para os sabe-tudo.
A parti daí o Só Quem Sabe procurou segurar o jogo e garantir a vitória. Até que Filé, em um chute do campo defensivo, mandou a bola no ângulo de Rafael Sardinha. Um golaço! Com três gols de diferença no placar, a reação do Elite era cada vez mais improvável.
Porém, o time ainda conseguiu diminuir a diferença. O quarto gol saiu num drible de Edgar no zagueiro, batendo no contrapé do goleiro. Mas não havia mais tempo para o quinto. Em jogo com dez gols, o Só Quem Sabe venceu e agora aguarda o Allianza Sagrado, enquanto o Elite enfrentará o Os Mostarda.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Condor´s 8 x 1 Invictus
ADRIANO TEM ESTREIA DE GALA E COMANDA SURRA DO CONDOR´S
“Tios” do Invictus perderam o fôlego na etapa final e sofrem primeira grande goleada da competição
Por Rodrigo Amaral
Quem viu o primeiro gol do Condor´s logo no segundo minuto de jogo não imaginaria que ainda viriam outros sete daqueles. E não era de se esperar também, o Invictus não foi tão mal assim no primeiro tempo; pelo menos conseguiu segurar até o intervalo a diferença de apenas um gol no placar, bem verdade pela boa atuação do arqueiro Henrique.
A porteira do Invictus abriu com gol de Pedrão, que, mesmo caído, aproveitou a sobra da forte cobrança de falta de Neno após bater em Ragazzo no meio do caminho. O gol fez com que o Condor´s imprimisse um bom ritmo de jogo, com boas trocas de passes e espaço para lances individuais, como os de Diony, que tentou por duas vezes chapelar os adversários. Primeiro aos 8 minutos. Após receber passe de Neno, ele saiu na frente de Henrique e o encobriu; seria um belo gol se a bola não tivesse passado ao lado da trave. No próximo minuto, Edgard foi a vítima, mas que logo acabou com a chapelaria de Diony deixando o corpo e cavando a falta, que quase saiu cara se não fosse por uma nova boa defesa do arqueiro.
A nada discreta camisa laranja do goleiro Henrique que o acompanha a toda rodada parecia chamar muito a atenção do Condor´s. Todo chute tinha uma direção certa: a meta do Invictus. Tanto chute do Guinho, de bate-pronto em um rápido pingo da bola, quanto chute de primeira de Kalzinho, em uma cobrança de escanteio. Só deu para Henrique respirar a partir da segunda metade da etapa, quando o Invictus cresceu.
Aos 17 minutos, Douglas apareceu como homem surpresa no ataque e quase igualou o placar, passando da marcação, mas mandando na rede do lado de fora. Dois minutos depois o Invictus surgiu ainda melhor com Brunão, mas Ivan foi buscar seu chute forte no canto direito. Essa era a hora do Invictus ter buscado o empate, pois erros não seriam mais perdoados pelo adversário, a começar por Neno, que ampliou o placar para 2 x 0. Ele recebeu passe de costas para a marcação e logo deu um giro seguido de um chute de esquerda para morrer no canto direito de Henrique, que dessa vez não alcançou.
“Coloca a mão na cintura”, “você vai ter que sair uma hora daí”. Com esses e outros gritos de provocação, Murilo e Ozil, jogadores do Irado´s, perturbavam Vinicius Bento, ex-Irado´s, durante o jogo. A saída do jogador do Invictus de seu ex-time não parece ter sido das mais bem resolvidas pelo jeito. A resposta às provocações veio em forma de gol. Aos 22 contados, ele, em uma jogada de vontade, ganhou disputa de bola de Adriano e em seguida do goleiro Ivan para diminuir.
O gol de Bento poderia ser essencial para a volta da segunda etapa, mas de nada adiantou. O time do Condor´s voltou ainda mais forte, principalmente pela presença de Adriano, um dos 4 estreantes do Condor´s da tarde, que mostrou uma sintonia de outras temporadas com Neno, Guinho e Cia.
A dois minutos do começo, Adriano chutou fraco e contou com a ajuda do goleiro Canova, que entrou no lugar de Henrique e soltou a bola nos pés de Guinho para marcar. Foi ele também quem fez o quarto gol, em um chute cruzado no canto direito do gol.
É, a porteira tinha sido aberta de vez. Mais dois minutos e o quinto tento saiu em uma bela triangulação entre Adriano, Marin e o autor do gol, Peli. Outros dois minutos e em apenas oito minutos de bola rodando o placar já mostrava um sonoro 6 x 1. Adriano, do campo de defesa, meteu uma bola em profundidade encontrando Neno dentro da área; o passe foi tão bom que tirou a zaga e o goleiro do lance, dando de bandeja, com prato e talher, o gol para o camisa 10.
Selado o caixão do Invictus, o jogo se acalmou. Só nos últimos cinco minutos voltaram a aparecer os gols. Aos 20 minutos, Kalzinho chutou no canto. Para evitar a fadiga, Canova nem foi na bola. Faltando dois minutos, ainda houve tempo de Elano, digo, Edgard isolar um tiro de 9 metros após o goleiro pegar recuo de bola com as mãos. A bola saiu forte e se não fosse pela rede que protege a quadra era bola perdida.
Para fechar o placar em 8 x 1, Coloral só esticou a perna para escorar uma bola vinda de um escanteio. A goleada dá moral para o time do Condor´s, que busca sua segunda vitória contra o Bacaninha. Já o Invictus terá a oportunidade de se reabilitar das duas derrotas contra o Derrubada.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
BDA 4 x 3 Inter de Limão
SEGUNDA VITÓRIA DO BDA É EMOÇÃO ATÉ O ÚLTIMO MINUTO
Papelões à parte, Inter de Limão foi insistente, mas acabou cedendo no final
Por Rodrigo Amaral
A equipe do Bonde dos Abelhas não ficou atrás do placar em nenhum momento, mas engana-se quem acha que foi fácil. O Inter de Limão teve de correr atrás do placar três vezes, mas não segurou a última ferroada do Bonde.
A equipe do BDA abriu o placar no terceiro minuto de peleja, após o goleiro Glauco oferecer rebote e Cris Coppola aparecer na sobra para concluir. O Inter de Limão, desde já, deixou claro que não iria facilitar. O gol alviverde veio dois minutos depois em um chute colocado de Juninho no canto direito do goleiro Lula. Para surpresa do Bonde, a virada quase aconteceu: GDS recebeu e já executou o giro seguido do chute, mas Lula estava atento debaixo das traves.
Esse começo de jogo aberto não representou o restante da etapa. As equipes se defendiam bem e o jogo seguiu amarrado. A melhor alternativa era arriscar de fora da área. O melhor desses chutes foi de Vi, pelo BDA, que Glauco segurou. O jogo voltou a ficar interessante nos cinco últimos minutos do primeiro tempo, quando uma cena, nunca antes vista na história do futebol pelo repórter, aconteceu. O que é a criatividade, hein! No torneio, rodada começa, rodada termina e sempre tem aqueles times que esquecem uma camisa, um calção ou às vezes até o futebol. Tudo bem? Não, mas podia ser pior. Poderia ser o que o GDS, do Inter de Limão, fez. Após se chocar com o adversário, um pedaço de papelão voou em quadra. Seria algum objeto arremessado pela torcida? Não, era a sua caneleira! O juiz demorou um pouco pra processar a informação, mas acabou amarelando o jogador com justiça.
Após o papelão ocorrido, o Bonde dos Abelhas ampliou o placar. Camarão tocou em profundidade para Vi, na área, arrematar para as redes. Nem deu para comemorar direito, pois o empate já tinha acontecido. Fernandinho subiu mais alto que a defesa e escorou de cabeça para o gol. 2 x 2.
Aí começou o segundo tempo e você vê que nada é tão ruim que não possa ser piorado. Mais um papelão. Agora foi a vez de Kaue ser flagrado pelo árbitro usando um pedaço de papelão como proteção para as canelas. Outro amarelo.
O Bonde voltou melhor para o segundo tempo e logo tratou de passar à frente no placar. Maca, que até então não tinha mostrado seu bom futebol, tocou para Camarão, que dominou, parou, olhou a posição do goleiro e colocou no canto esquerdo, sem chance para Glauco. Maca finalmente apareceu. Minutos depois ele quase ampliou. O camisa 10 foi conduzindo a bola e explodiu a trave esquerda.
O Inter de Limão não tinha o mesmo poder de reação do primeiro tempo. Até avançava consciente ao ataque, mas a zaga do BDA, comandada por Nego, se segurava muito bem. Porém, aos 21 minutos, Rapha Bernardes recebeu na entrada da área e mandou no contrapé do arqueiro Lula. Novo empate.
Os quatro minutos que restavam foram os melhores quatro minutos do jogo. Não por jogadas bonitas e finalizações, mas pela vontade e o equilíbrio em quadra. O BDA foi feliz em um lance de bola parada, suficiente para selar a campanha de duas vitórias em dois jogos. Após escanteio cobrado na área, Maca pegou firme de primeira e mandou no canto direito de Glauco.
Se quiser manter a invencibilidade na próxima rodada, o BDA terá que vencer o TNT, enquanto o Inter de Limão tentará reencontrar a vitória contra o TCM.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Pé de Pano 2 x 2 Derrubada
DERRUBADA NÃO SEGURA PÉ DE PANO E CEDE EMPATE
Goleiro rubronegro Henrique, eleito melhor da rodada, foi vencido no cansaço pelo Pé de Pano
Por Rodrigo Amaral
Depois de alguns instantes de atraso o jogo começou. A primeira chance saiu do remendando Pé de Pano, em chute cruzado de Peba que exigiu boa defesa de Henrique, que viria a ser o homem do jogo. A resposta não demorou: chute cruzado de Joezinho para a ponte do arqueiro Ricardo.
O primeiro gol, porém, foi do Derrubada e saiu aos 16 minutos contados. Jack seguia conduzindo a bola quando sofreu falta do marcador, ele cambaleou mas continuou o jogo e tocou para Telles, que chutou e fez com que Ricardo soltasse a bola na frente do criador da jogada, que viajou lentamente da cabeça dele ao gol, quase dando para o goleiro se recuperar.
Logo na sequência, o Pé de Pano quase empatou com Rafinha. Ele apareceu na cara do goleiro Henrique, que, mesmo caído, se recuperou para salvar seu time. O segundo gol saiu dos pés ligeiros de Joezinho, que conduziu a bola do meio até a entrada da área e finalizou de esquerda, no canto direito de Ricardo, que até caiu, mas não achou nada.
O primeiro tempo tinha sido do Derrubada. Faltavam mais 25 minutos para a primeira vitória da equipe. Porém, no primeiro minuto do segundo tempo, Matheus entrou com vontade no jogo e chegou batendo para reduzir o placar. A diferença diminuída quase caiu por terra em uma cabeçada de Pedro Mé que foi parar vagarosamente na trave, para indignação do camisa 9.
As chances de início foram só espasmos, pois o jogo demorou para voltar a ficar agitado, com a disputa muito amarrada no meio. Sumido até então, Lucas, do Pé de Pano, em uma jogada reacendeu o duelo saindo com facilidade de dois marcadores e mandando de bico a bola na trave esquerda.
A defesa mais bonita da partida foi de Henrique, que o ajudou a faturar o MVG da segunda rodada. A pouco mais de um metro de distância do arqueiro, Matheus pegou chute na veia após trapalhada entre Pedro Mé e Tomi, ambos do Derrubada, que o camisa 1 salvou.
O arqueiro rubronegro tentou de tudo para evitar o empate, mas foi impossível. O Pé de Pano voltou ao ataque e desta vez sem errar. Lucas recebeu passe de Matheus dentro da área, dominou e chutou rasteiro na saída de Henrique, decretando o 2 x 2 e evitando a primeira vitória do Derrubada.
Na próxima rodada o rubronegro vai atrás de sua primeira vitória contra o também sem-vitórias Invictus. Já o Pé de Pano encontra o embalado Basicus.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Os Mostarda 2 x 4 Império Celeste
VIRADA EMOCIONANTE GARANTE TRÊS PONTOS AO IMPÉRIO
Após dois gols d´Os Mostarda, Império mostra seu melhor futebol para surpreender o adversário e virar o jogo
Por Bruno Viotti
Jogão. O termo encaixa perfeitamente na descrição sobre a partida válida pela segunda rodada do Grupo A do Chuteira de Bronze. De um lado, o time d´Os Mostarda, que buscava mais uma vitória para continuar no topo do grupo. Do outro, a equipe do Império Celeste, que almejava sua primeira vitória após empate heróico contra o DPGamos na primeira rodada.
A partida começou com duas equipes precavidas, sem muita exposição, para evitar surpresas indesejadas. Até que Zukauskas errou passe no meio campo e a bola sobrou para Cadú, que dominou e emendou um belo chute do meio da rua, tirando todas as chances de defesa do goleiro Gamarra. 1 x 0 para Os Mostarda com menos de um minuto de jogo.
O time de Cadú continuou pressionando com Bruninho, que cabeceou para fora após cobrança de lateral. Assim, o Império resolveu agir e partiu para o ataque com Rodolfo, que tentou passar por três marcadores e foi derrubado. Na cobrança da falta, Guedes bateu rasteiro e obrigou Polito a realizar grande defesa com o joelho.
O jogo estava truncado. Os Mostarda tentou, novamente em cobrança de lateral com Stefan, que tocou para Raphinha pegar de primeira e mandar por cima da meta adversária. O Império chegou com Rômulo, que tentou aproveitar chance de cabeça, mas sem sucesso. No fim, quem aproveitou foi Rodrigo, d´Os Mostarda, que pegou rebote após chute de Biel e mandou para o fundo das redes. 2 x 0 com direito a comemoração de João Sorrisão!
O gol mexeu com os brios da equipe celeste, que tratou de ir para o ataque com Zukauskas, mas seu chute raspou a trave esquerda do goleiro Polito. A pressão passou a ser grande, mas os erros de passes atrapalhavam a criação de jogadas.
Os Mostarda, então, apostou no contra-ataque. Stefan tocou na direita para Bruninho finalizar para fora. O time também tentava com chutes de longe, como fez Biel, que chutou fraco no meio do gol. O Império estava chegando, primeiro com Rodolfo, depois com Rafinha e Pedro, mas o Os Mostarda contava com sua zaga, que travou os chutes dos dois primeiros com Juninho e Stefan, com seu goleiro, que defendeu um chute de Pedro, e com a trave, que impediu gol de Pedro após cabeçada.
Tanta pressão acabou dando resultado. Em cobrança de falta, Zen rolou para Guedes colocar a bola no canto esquerdo de Polito. O Império diminuía a diferença. Dois minutos depois, Zen repetiu a jogada, mas dessa vez tocou para a direita e encontrou Rafinha, que chutou no canto direito do goleiro. Era o empate! E em dois minutos.
Após pedido de tempo mostarda, o time partiu para cima com Bruninho, que tocou para Cadú de frente para o gol, mas este foi travado na hora da finalização. A equipe também contou com a finalização de Biel, quase da linha de fundo, que parou nas mãos do goleiro Gamarra.
No segundo tempo, Os Mostarda continuou tentando. Gabri foi travado antes de chutar. No entanto, quem aproveitou foi o Império. Em contra-ataque, a bola sobrou pingando para Rômulo, que fuzilou e virou o jogo com menos de um minuto.
As equipes estavam nervosas. Reclamações surgiam dos dois lados por faltas marcadas. O jogo era duro e os jogadores pareciam dispostos a impedir os ataques adversários a qualquer custo. Chutes de longe eram frequentes. Rafinha, do Império, e Stefan, do Os Mostarda, levaram perigo em suas tentativas.
As chances eram iguais. O jogo, imprevisível. Para romper essa barreira, era necessária habilidade. Foi aí que Guedes se destacou. Fez belas jogadas para furar a barreira do Os Mostarda, rolou bola para chute no travessão de Zen e, em excelente jogada, driblou a marcação e tocou na direita. No cruzamento, Zen apareceu na área e emendou para o fundo do gol, 4 x 2.
Pouco antes do fim, Guedes ainda recebeu livre e tirou de Polito, mas Stefan correu e conseguiu tirar em cima da linha. O time de Stefan ainda tentou com chutes de Juninho e Luquinhas, mas sem sucesso.
Fim de jogo! Após belas atuação das duas equipes, o Império aproveitou melhor as oportunidades e virou para cima do Os Mostarda. As equipes voltam a campo no próximo sábado. Os Mostarda enfrenta o Elite. Já o Império jogará contra o XTJ.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Basicus 3 x 2 TNT
BASICUS ENFIM VENCE E JÁ PENSA ALTO
Ladeira, eficiente na defesa e útil no ataque, foi o destaque da vitória diante do TNT
Por Rodrigo Amaral
O jogo era de duas equipes que saíram de quadra derrotadas na estreia. Nada mais normal do que viessem a campo para a reabilitação com muito mais vontade. Se não falta vontade ao time rosa, Ladeira mostrou por que é o homem de confiança do técnico Barath. Aos 2 minutos de jogo, ele apareceu no ataque e perdeu gol incrível de frente para o goleiro, chutando para o lado da trave.
Assim como Ladeira, o Basicus estava aceso e não demorou a abrir o placar. Aos 6 minutos, o zagueiro do TNT, Cris, apareceu em um carrinho providencial abafando o chute e afastando o perigo. Era o quase. Porém, o lance só adiou o problema, já que aos 13 minutos Puff encheu o pé no meio do gol, sem chances para o goleiro Chicão, e fez 1 x 0.
O Basicus estava achando tendo facilidade para achar o caminho para o gol, mas Cris apareceu novamente para resolver o problema e parar a sequência de uma tabela entre Puff e Cava. O zagueiro do TNT parecia ser o jogador mais lúcido de sua equipe, o que não foi o suficiente para evitar o segundo gol rosa, logo aos 16 minutos, em uma dividida de Kinho com o arqueiro Chicão. No minuto seguinte o TNT quase diminuiu, mas a chance parou na trave direita do gol de Roland, após chute de Marcelo.
Na etapa final o TNT voltou com uma postura diferente. A conversa deve ter sido séria no intervalo, pois, aos dois minutos, Tuiu cobrou falta, que mais pareceu um passe, caindo no pé de Luiz Pane, que chutou alto e venceu Roland. Sem seus principais jogadores ofensivos, Cava, Puff e Starck, substituídos, o Basicus se conteve no jogo e segurou os ataques do TNT. As principais oportunidades do time cor de rosa vinham com o zagueiro Ladeira, que ora arriscava meio sem jeito e a bola passava por cima, ora batia uma falta quase perfeita, colocando a bola caprichosamente entre o poste esquerdo e o travessão.
As armas ofensivas do Basicus estavam sendo resguardas pelo técnico Barath no banco de reservas para a reta final. Puff entrou e logo fez jogada pelo fundo, mandando no meio da área para Veneza, livre, ser enganado pelo pingo da bola. Aos 22 minutos o TNT quase empatou. Em jogada de Igor para cima de Ladeira, a bola passou mas Igor não. O atacante ficou caído e pedindo penalidade, mas nada foi marcado. Na sequência, o Basicus engatou um contra-ataque com Veneza, que matou o jogo.
O TNT ainda deixou o gol de misericórdia no último instante, mas o chute de Dudu no canto esquerdo do goleiro de nada adiantou, não havia tempo para mais nada. Basicus vencia por 3 x 2 e fazia seus primeiros pontos, enquanto o TNT fica zerado, na lanterna ao lado do Invictus.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Mercenários 6 x 3 Allianza Sagrado
MERCENÁRIOS FAZ NOVA VÍTIMA E SEGUE LÍDER
Times protagonizam partida recheada de lances perigosos, belas jogadas e, principalmente, gols
Por Bruno Viotti
O último jogo da 2ª rodada do Grupo A da Bronze trazia a um campo já iluminado pela luz do luar e dos holofotes o favorito Mercenários, de preto, e o que Allianza Sagrado, também de preto. Coube a este vestir os coletes amarelos e tentar segurar o ímpeto ofensivo dos mercenários. A promessa era de espetáculo.
A partida começou, como era o script, com pressão do Mercenários. A primeira chance aconteceu com Thiaguinho, que dominou bola afastada pelo goleiro e mandou para longe. O Allianza também levou perigo com Alê, após giro em cima do zagueiro e chute para fora.
Diego era o jogador mais perigoso do Mercenários. Corria, fazia belos passes, chutes e jogadas. Até que foi recompensado. Após brigar com dois zagueiros, o camisa 11 encontrou um pequeno espaço para chutar e mandou no canto esquerdo do goleiro mackenzista Éder. 1 x 0.
As tentativas de empate do Allianza esbarravam em vários erros de passes cometidos pela equipe. O Mercenários, que não tinha nada com isso, aproveitava e levava perigo. Guto tentou chute, a bola desviou e sobrou para Thiaguinho, que mandou por cima do gol.
O Allianza, então, resolveu reagir. Após lançamento de Éder, Renanzinho dominou e acertou o pé da trave, mas Allyson caiu e defendeu. Alê também tentou, mas mandou para fora.
Quando parecia que o Allianza poderia gerar uma pressão, o Mercenários foi fatal. Em contra-ataque, Marquinho recebeu e chutou. O goleiro resvalou na bola, mas não conseguiu evitar o gol. 2 x 0.
O Allianza não se abateu. Após belo toque de Alê, Rods recebeu livre e Allyson abafou o chute. Em seguida, Cesinha recebeu na esquerda, bateu cruzado e a bola atravessou a área até sair pela linha de fundo. Entretanto, o dia parecia não ser do time sagrado. Em um lance de infelicidade de Brunão, o jogador acabou marcando contra o patrimônio. Era o 3 x 0.
Sem muito a perder, o Allianza foi para cima e quase diminuiu com Cesinha, mas Thiaguinho tirou praticamente em cima da linha. Alemão também tentou após avançar pela lateral e chutar por cima. Após essas tentativas, finalmente o tento. Alemão recebeu, ganhou dos zagueiros na corrida, driblou o goleiro e mandou de letra para o fundo das redes. Belo gol! 3 x 1.
O Mercenários tentou o troco com Guto, que chutou por cima, e Dezinho, abafado pelo goleiro. No entanto, quem se deu bem foi Veríssimo, do Allianza, que recebeu passe de Alê e fuzilou Allyson. A diferença era de apenas um gol agora.
A partida pegava fogo. Porém, Kazu resolveu esfriá-la ao chutar do campo defensivo e encobrir o goleiro Éder, marcando o quarto gol do Mercenários e despejando um grande balde de água fria no adversário.
Na volta para o segundo tempo, o Mercenários tratou de mandar uma bola no travessão em cobrança de falta de Dezinho. No entanto, o jogo seguiu com as equipes tentando o ataque, mas sem grandes chances. Até que Rodrigo, do Mercenários, driblou o goleiro e tentou fazer, mas a zaga tirou antes da risca.
Com chances para os dois lados, quem resolveu foi Guto. Após belo chute do meio de campo de Thiaguinho, a bola bateu na trave e sobrou para ele completar e fazer o quinto de seu time.
Alemão ainda tentou diminuir em cobrança de falta, mas mandou por cima. No lance seguinte, em confusão na área, Diego recebeu quase em cima da linha e completou para fazer o sexto do Mercenários. 6 x 2 e o jogo já estava praticamente definido.
O Allianza ainda tinha forças para um último suspiro. Alemão recebeu a bola, tocou para Cesinha, que chutou e obrigou Allyson a espalmar para escanteio. Na cobrança, Cesinha antecipou-se e marcou o terceiro do Allianza, dando números finais ao jogo. 6 x 3.
Na próxima rodada, o Mercenários encara o Real Vuvuzelas, em duelo dos líderes e invictos. Já o Allianza Sagrado jogará contra o Só Quem Sabe.
III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Roleta Russa Clássico 4 x 2 Bacaninha
ROLETA CLÁSSICO VENCE OUTRA E SEGUE 100%
Ótima campanha do time de Rick contrasta com a do Bacaninha, que segue sem pontuar
Por Rodrigo Amaral
E o Roleta Clássico, hein, ganhou mais uma. Nem os próprios jogadores pareciam acreditar na segunda vitória – e na campanha 100% de aproveitamento. O Bacaninha foi adversário duro, mas Rick e Giu fizeram a diferença para o time do Roleta. O primeiro foi responsável pelo primeiro perigo de gol contra o Bacaninha, quando arriscou chute e quase marcou após a bola desviar no caminho e aparentemente enganar o goleiro Guilherme, que se recuperou.
O Roleta começou com mais volume de jogo e, assim, o gol não demorou a sair. Aos 5 minutos, Giu abriu o placar com um chute de canhota após passe de primeira de Rick, que deu um susto no time do Bacaninha em seguida e quase marcou o seu.
O Bacana Jr. teve grande chance de empatar, mas Walter Araujo perdeu oportunidade quando estava apenas ele e o goleiro. Walter foi enganado pelo pingo da bola no gramado e mandou por cima do gol. Lê Leme também teve sua chance, mas o goleiro Machado defendeu.
Aos 15 minutos, Rick mostrou por que faz diferença no time: após a bola sobrar pelo alto, o atacante deu um giro e mandou no ângulo para fazer 2 x 0. O resultado disso foi que o Bacaninha foi com tudo para cima do Roleta. Lê Leme, que ainda não mostrou o bom futebol que o tornou revelação torneio passado, acertou um chute forte no canto. Machado defendeu e viu a bola ainda resvalar na trave e voltar a campo. Murilo pegou o rebote e diminuiu para o Bacaninha.
A diferença no marcador voltou a ser de dois gols aos quatro minutos do segundo tempo, quando Giu cobrou falta com chute forte e rasteiro e a bola bateu na trave, indo em direção a Rick, que finalizou e marcou mais um. O Bacaninha correu atrás do prejuízo: Marcelo passou pelas costas de Thiago Nunes e chutou para a defesa de Machado. A bola ia sobrando para Thiago marcar, se não fosse a entrada providencial de Giu, que tirou a bola. Em seguida, o árbitro marcou uma falta a favor do Bacaninha. João Paulo cobrou com extrema qualidade no ângulo direito e descontou. 3 x 2.
O jogo, que seguia com qualidade, quase perdeu o seu brilho em uma confusão aos 17 minutos, que começou quando Marcos, do Bacaninha, ficou caído próximo à área de ataque. Guga foi afastar a bola e acertou o jogador no chão, que de imediato revidou com um soco. Não passou de um tumulto e alguns empurrões, mas os jogadores ficaram um pouco mais alterados, o que prejudicou as jogadas ofensivas.
Na reta final da partida, Giu parou de correr para reclamar com o árbitro pedindo uma falta. O Bacaninha não se importou e continuou com o ataque, e Murilo Corrêa chutou em cima do goleiro Machado. Affelay, por sua vez, anotou o quarto gol e matou o jogo, fechando o placar em 4 x 2 e nova vitória clássica na competição.
A equipe do Roleta tentará manter o 100% de aproveitamento contra o NGM na 3ª rodada. Em outra situação, o Bacaninha busca a primeira vitória contra o Condor´s.
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