Em jogo marcado por entradas duras e cartões vermelhos, Felipe Massoni desequilibrou e garantiu a vitória
Por Rodrigo Amaral
As equipes começaram a partida timidamente e ficaram se estudando por exatos cinco minutos. No sexto minuto, o Só Quem Sabe surpreendeu com lançamento para Diego Sequia, que ganhou na corrida e só deu um toque na saída do goleiro.
A equipe marrom abriu 1 x 0 e seguiu no ataque. Aos nove minutos, Felipe Massoni recebeu passe sem marcação, mas na hora do chute o zagueiro Cem travou a bola e tirou o susto. Dois minutos depois e outro ataque: o mesmo Felipe recebe e chuta em cima do goleiro. No rebote, Van der Molen mandou na trave. Em seguida, Luiz Pane recebeu em profundidade no contra-ataque e encheu o pé, mas o goleiro espalmou.
A partir desse momento, só deu TNT no jogo. Juninho deu um lindo chapéu no adversário, mas mandou a redonda por cima do gol. O camisa 19 apareceu mais uma vez, só que foi fominha em sua investida: ele carregou a bola sozinho até o ataque e arriscou, mandando a redonda para fora. Livre na hora do lance, o atacante Rafael ficou irritado e reclamou com o companheiro.
No segundo tempo, o TNT voltou ainda melhor. Em três minutos, Rafael - sempre ele empatou com um chute violento de falta no meio do gol. Porém, a resposta do SQS veio 6 minutos depois, momento em que Felipe Massoni recebeu livre, virou e fez o segundo gol da sua equipe. Aturdida com o lance, a zaga da esquadra celeste não foi capaz de segurar a investida seguinte de Massoni, que recebeu novamente livre para marcar seu segundo gol e liquidar a partida.
Com o placar de 3 a 1 para o Só Quem Sabe, as equipes resolveram esquecer um pouco o futebol e começaram a chegar forte nas divididas. O embate ficou acirrado na marcação, impedindo que as equipes chegassem com perigo ao gol. As fortes divididas, os pontapés e empurrões seguiram até o final do jogo. Parecia que uma agressão física eclodiria a qualquer momento. Não deu outra: no último minuto de jogo, Vedolim, do SQS, chegou forte em Kaua. Este último não gostou da entrada e foi pra cima do jogador. Não intimidado pelo rival, Vedolim replicou. Estava formada a confusão.
Os demais integrantes do TNT partiram para cima do jogador do Só Quem Sabe. Um minuto depois, quando a situação parecia controlada, o cartão vermelho saiu para Vedolim e Chicão, do TNT. A discussão selou o fim de jogo e a vitória de 3 a 1 para o time do Só Quem Sabe, que segue com 100% de aproveitamento no torneio.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Rabeloska 7 x 1 Lunáticos
MACKENZISTAS ENSACOLAM LUNÁTICOS SEM PIEDADE
Chininha e cia. aplicam mais uma goleada de sete gols e seguem com a estrela do favoritismo
Por Rodrigo Amaral
Apontado como uma das equipes favoritas do torneio, o Rabeloska já havia confirmado tal condição na primeira rodada, quando goleou o XTJ por 7 a 3. Para não deixar ninguém esquecer, eles mostraram mais uma vez a força de seu futebol e cravaram mais uma goleada de sete gols. Dessa vez em cima do Lunáticos, que só marcaram uma vez.
Logo aos 2 minutos, uma falta foi marcada para o Rabeloska próxima à área rival. Chininha cobrou: a bola desviou no zagueiro e entrou. O gol serviu para deixar o setor defensivo dos lunáticos atento. A partir desse momento, só se viu o time dos mackenzistas irem para o ataque e pararem na fechada defesa adversária. Porém, quando interceptavam a redonda, os lunáticos pouco faziam para contra-atacar, visto que eram obrigados a dar chutões para frente devido à forte marcação adversária.
A defesa do Lunáticos conseguiu resistir até os 12 minutos, quando Dick Vigarista dominou a bola e chutou rasteiro com força para ampliar o placar. Após levar o segundo gol, o Lunáticos sentiu que não podia manter-se na defensiva e mudou de postura. Bom para o Rabeloska, que seguia atacando perigosamente.
Pouco tempo depois, Chininha recuperou a bola no seu campo de defesa com um carrinho sem falta. O atacante logo se levantou, avançou com a redonda, driblou um zagueiro e arriscou o chute - que foi para fora, mas levou susto ao goleiro.
O Lunáticos, por sua vez, não podia arriscar muito, visto que sofria contra-ataques quando subia para a ofensiva. E quando arriscou, levou dois gols em apenas três minutos. Primeiro, um chute do Mazaropi aos 16 minutos. No minuto seguinte, Chininha – o dono da partida - levou uma entrada forte que foi recebida por gritos da torcida e dos jogadores. Na cobrança, Guiñazu encheu o pé e fez.
Até o fim da etapa inicial, o Lunáticos ainda teve boa chance de diminuir. Após o gol do Rabeloska, Lukinhas tentou resolver sozinho. Deu uma arrancada na lateral da quadra e chutou, tirando tinta da trave. Logo em seguida, aos 21 minutos, a última chance do time que estava atrás do placar tentar descontar: no meio da quadra, Bambini tentou decidir, e após um bonito corte no adversário, arriscou de lá mesmo para o gol, oferecendo perigo ao goleiro.
No início da segunda metade, a equipe em desvantagem demonstrava nervosismo: Caio Haick foi amarelado após barrar com violência contra-ataque de Chininha. Após a jogada, a pugna seguiu lenta, já que o time do Rabeloska parecia menos interessado em atacar e o Lunáticos seguia com o mesmo futebol apático apresentado no primeiro tempo.
Foi só aos 12 minutos que o Rabeloska resolveu voltar a jogar e marcar gols. Guiñazu roubou a bola do Robson e tocou para Mazaropi fazer o quinto de sua equipe.
O primeiro e único gol do Lunáticos saiu aos 15 minutos, quando Alê fez boa jogada individual e deixou Bambini na cara do goleiro para marcar. Com pressa, Alê foi correndo pegar a bola estufada nas redes, mas os jogadores adversários não deixaram. Velha briga do futebol. Resultado: amarelo para Sergio, do Lunáticos, e Maradona, do Rabeloska.
Com 19 minutos marcados no relógio, ainda havia tempo para mais dois gols da trupe mackenzista. Mazaropi driblou o goleiro e marcou o sexto. Dois minutos depois, Lukinhas ajudou o Rabeloska cometendo um pênalti. Na cobrança, o goleiro Tássio fechou a conta em 7 a 1 para os economistas do Mackenzie.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
My Balls 9 x 5 XTJ
MY BALLS MASSACRA XTJ EM JOGO POLÊMICO
“Gol fantasma” enerva xaropes e gera expulsão, mas não tira brilho da goleada do time de Magrão
Por Rodrigo Amaral
Quem estava acompanhando a partida que ocorreu entre My Balls e Xarope Também Joga não ficou insatisfeito. O jogo teve quinze gols, um jogador expulso, polêmicas e algumas palavras não elogiosas para a arbitragem.
A emoção da partida se anunciou logo aos dois minutos de futebol. Quem abriu o placar foi o time do XTJ com chute firme de Kaká. Mas a comemoração foi breve e, no minuto seguinte, a equipe de vermelho já empatava, com cabeçada de Bettoni após cobrança de escanteio.
Aos 7 minutos, a arbitragem marcou uma forte trombada de Marques, do XTJ, em cima de Pangaré. Em uma boa cobrança, Bettoni, dessa vez com o pé, marcou o seu segundo gol e determinou a virada da sua equipe.
Os xaropes só voltaram a oferecer perigo ao gol adversário quando o relógio marcou 13 minutos: Modesto pegou de primeira um cruzamento de Magu, mas o goleiro Gabriel Viana estava lá para defender.
Os integrantes do My Balls seguiam tocando a bola de maneira refinada pela quadra inteira. Essa era a principal arma da equipe para não permitir que o adversário pegasse gosto pelo jogo. E foi dessa forma que surgiu o terceiro gol: a bola começou rodando de jogador a jogador no campo de defesa do My Balls até chegar nos pés de Pangaré, que mandou para o gol aos 14 minutos.
A resposta do XTJ foi instantânea: Modesto não quis nem saber e mandou um petardo logo quando o juiz apitou a saída de bola. O lance pegou de surpresa torcedores e adversários – que, no momento, ainda se ajeitavam para a continuação do jogo. E foi gol. 3 x 2.
O gol, no entanto, não mudou a cara do jogo. O My Balls continuou pressionando e levando perigo. Aos 21 minutos de jogo, Bolacha cometeu uma falta e levou amarelo. Por muito pouco, Bettoni não fez outro de falta: a bola passou raspando na trave. Todavia, ainda houve tempo para o My Balls ampliar o placar e fechar o primeiro tempo em 4 x 2. Desta vez, o autor do gol foi Paulinho.
O My Balls começou o segundo tempo pressionando ainda mais. Antes de completar o primeiro minuto, D’alonso partiu para a jogada individual, fez um giro no primeiro zagueiro, cortou o segundo, mas parou no goleiro - que impediu um golaço. Porém, no minuto seguinte, o arqueiro não conseguiu impedir a pintura de Dinda. O jogador acertou um belo chute no ângulo esquerdo. Indefensável. O mesmo Dinda ampliou aos 5 minutos, com um chute no canto direito do Kraudio.
O My Balls seguia atropelando. Aos 6 minutos, mais uma chance: Rods se infiltra na área e toca para Fernando Souto, que manda uma bomba para o gol, obrigando o goleiro do XTJ a fazer uma grande defesa. Três minutos depois, o XTJ – em seu primeiro lance de risco do segundo tempo – respondeu com Bolacha, que deixou o dele. Não percam a conta: 6 x 3.
Depois desse gol, as equipes relaxaram na defesa por alguns minutos, o que deu margem para mais três gols. Primeiro com Magrão, para o My Balls, após tabela com D’alonso; segundos depois, o XTJ replicou com chute de Modesto. Por fim, Magrão aplicou mais um aos 15 minutos.
Não houve irregularidade no oitavo gol do My Balls. Todavia, a possibilidade de gol irregular foi a causa de muita discussão entre os jogadores do XTJ e a arbitragem. Os boleiros discordavam do placar de 8 a 4, afirmando estar 7 a 4. E estavam certos. Foram tantos gols na partida que os árbitros se confundiram e colocaram um gol a mais no placar.
O XTJ ainda descontou. Magu entrou na área em jogada individual e tocou para Modesto mandar de bico nas mãos do goleiro. No rebote, o próprio Magu marcou. Ao ver o placar marcando agora 8 a 5, Brunão se irritou e começou a reclamar com a árbitra. Não deu outra: a professora sacou o cartão vermelho direto! Nem por isso o jogador parou de reclamar: Brunão seguiu reclamando até sair da quadra.
Ainda deu tempo para o My Balls anotar mais um. No último minuto, Magrão – indiscutivelmente o melhor em campo – fechou o placar. Na súmula veio o placar de 10 x 5, que acabou corrigido posteriormente para 9 x 5, que foi o que a reportagem também anotou.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Roleta Russa Clássico 3 x 2 Coringa
DEFESA DO ROLETA CLÁSSICO DESEQUILIBRA E GARANTE VITÓRIA SOBRE CORINGA
Arqueiros do Roleta roubaram a cena ao barrar investidas letais dos bufões
Por Rodrigo Amaral
Todo bom time deve começar por um bom goleiro. E na falta de um goleiro, o time do Roleta Russa Clássico pode se sentir privilegiado no Chuteira, pois possui dois ótimos arqueiros: Tavinho e Dalton. Ambos fizeram milagres e foram os maiores responsáveis pela vitória da equipe.
O Roleta Russa abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo após bate-rebate dentro da área que, por fim, sobrou no pé de Tuk. Um gol logo no início da partida foi importantíssimo para a equipe de vermelho, pois logo em seguida veio a pressão do Coringa.
Aos 7 minutos, Pupo invade a área e divide a bola com um defensor do Roleta. No rebote, o mesmo Pupo pega e chuta para o gol, obrigando Tavinho a fazer sua primeira grande defesa no jogo. Mais Coringa: aos 13 minutos, Maurício pega bem na bola e manda um chute caprichado no travessão, dando rebote para Rafinha, que chutou forte para mais uma defesa do goleiro.
Os roletas resistiram até os 15 minutos, quando Pupo, em jogada de velocidade, ganhou do seu marcador e chutou por baixo das pernas de Tavinho, igualando o placar do jogo. O empate durou só quatro minutos, visto Rick fez o segundo do Roleta com um petardo de bico do pé.
E o Coringa seguia pressionando. Bom para Tavinho, que teve inúmeras oportunidades para mostrar seu valor. Aos 22 minutos, Andrade chutou quase do meio da quadra. A bola tinha endereço, mas a muralha do Roleta mudou sua trajetória com um salto incrível. Para coroar a atuação do goleiro, uma cobrança de falta para o Coringa: chute novo de Andrade e nova defesa de Tavinho!
Na volta do segundo tempo, não era mais Tavinho quem estava embaixo da trave do Roleta. Era a vez de Dalton defender o arco da esquadra rubra. Quem acompanhou Tavinho no primeiro tempo ficou surpreso com a substituição do goleiro. Mas bastou esperar um pouquinho para perceber que Dalton também era um excelente guarda-metas. Aos 8 minutos, Andrade tentou dar um chapéu perto da área, mas a jogada foi interceptada pela mão do marcador. Falta. Na cobrança, Pupo mandou uma bola rasteira no canto esquerdo do gol. Dalton se esticou todo e conseguiu alcançar a pelota.
Entre defesas no chão e no alto, o goleiro Dalton seguia frustrando as investidas do Coringa. As coisas se acalmaram um pouco para o Roleta quando este marcou um gol de sorte aos 20 minutos: Piraju chutou ao gol, mas pegou muito mal na bola, lançando esta nos pés de Rick que, sem goleiro pela frente, só empurrou para o gol.
O Coringa ainda conseguiu diminuir o placar quando faltavam poucos segundos para o fim da partida. Pupo fez o pivô após receber passe de Andrade, girou rápido e mandou com força para dentro do gol de Dalton. O lance não comprometeu o desempenho da muralha do Roleta, que, junto ao companheiro Tavinho, conseguiu parar o rápido e habilidoso time do Coringa.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Basicus 4 x 1 Real Vuvuzelas
BASICUS JOGA BONITO E VENCE VUVUZELAS
Trupe das cornetas bem que se esforça para diminuir a vantagem, mas Roland brilha na defesa do arco cor-de-rosa
Por Rodrigo Amaral
O relógio marcava exatos 12 segundos de jogo quando o Real Vuvuzelas assustou o goleiro rival com investida de Rapha Kfouri. Após este lance, a equipe demorou a atacar. Aos 9 minutos, Rapha novamente ofereceu perigo ao arco de Roland. A primeira oportunidade concreta de gol do Basicus só saiu aos 14 minutos. Diferente do adversário, a equipe rosa não desperdiçou: em cobrança de falta, Cava fez a bola explodir no ângulo.
Nos últimos minutos da primeira etapa, o Real resolveu ir com tudo para buscar o empate. No entanto, as ofensivas paravam no goleiro Roland. Primeiro, o guarda-metas barrou um chute de Rapha após este ter fintado o zagueiro Bolas. Dois minutos depois, Roland defendeu mais um chute de um atacante sem marcação – dessa vez com o pé. A redonda foi para escanteio. Na cobrança, Kinho recebeu a bola de costas, fez o giro e mandou um torpedo que passa raspando na trave.
Terminou o primeiro tempo com o Basicus em vantagem por 1 x 0 graças, principalmente, ao seu goleiro – que se se atrapalha quando tem que resolver com os pés, se garante com ótimos saltos. Na volta para a segunda etapa, o Basicus precisou de apenas vinte segundos para aliviar a pressão e ampliar o placar. Veneza marcou de cabeça após cobrança de lateral. A resposta em gol do Vuvuzelas não demorou a vir: aos 3 minutos, Rapha recebe passe de Marcelo e, finalmente, faz o seu.
Apesar de estar atrás no placar, a equipe verde seguia jogando bem. O único problema era o rápido poder de reação do adversário. O placar estava 2 x 1, mas logo foi ampliado. Bolas fez de cabeça o terceiro para o Basicus – que, apesar da vantagem no placar, não afrouxou a pressão. Aos 10 minutos, Rafa recebeu cruzamento na área, virou e chutou por cima do travessão. Mais dois minutos e a equipe voltou ao ataque. Dessa vez com Mininão, que, após receber a bola na área, virou e logo mandou um chute. O atacante pegou firme na bola, mandando esta direto para o ângulo. Golaço do Basicus!
O último lance de perigo do Real foi aos 17 minutos. Em cobrança de falta, Cabelo chutou bem, mas Roland agarrou o petardo com relativa facilidade.
Quando ambas as esquadras se mostravam desinteressadas para com o jogo, Kinho deu um show de habilidade. Primeiro, o camisa 10 do Basicus fez um bonito giro em cima de Marco. Em seguida, na tentativa de tomar a bola, o zagueiro do Real Vuvuzelas tomou mais um drible, agora por debaixo das pernas. Na sequência, Marco não viu alternativa senão agarrar Kinho. O árbitro logo tratou de amarelar o defensor. Chegou a rolar um princípio de confusão na arena devido aos dribles do novo camisa 10 rosado, mas felizmente nada além de um bate-boca aconteceu.
Fim de jogo. Basicus faz 4 x 1 e soma os primeiros três pontos no torneio. No próximo sábado, o exército cor-de-rosa enfrenta o Pé de Pano, que, a despeito de ter goleado o Derrubada, ainda não convenceu que pode fazer diferente do que fez semestre passado. Já o Real Vuvuzelas tem a ingrata missão de enfrentar outra muralha, a do Roleta Clássico: Tavinho e Dalton – goleiros tão ou mais competentes que Roland.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 2ª RODADA
Pé de Pano 5 x 0 Derrubada
PÉ DE PANO QUEBRA JEJUM GOLEANDO DERRUBADA
Mesmo “derrubando” o adversário com goleada, time vencedor não brilhou, mas ao menos acabou com série de 12 jogos sem vitória
Por Rodrigo Amaral
Faltava mais um jogo na quadra 8 para fechar os embates do grupo A. E o pior ficou para o final. O duelo era entre Derrubada, que já não havia apresentado um bom futebol na primeira rodada, e Pé de Pano, equipe que vinha de uma goleada do TNT.
Antes de começar a partida, uma série de imprevistos atingiu o Derrubada: além de faltar uniformes para os jogadores, três integrantes não compareceram ao jogo por causa da conjuntivite que atacou São Paulo nos últimos dias. O jeito foi substituir o uniforme rubro negro por coletes de cor verde fluorescente – tonalidade mais conhecida como “verde marca texto”.
O uniforme improvisado não deu sorte. Logo aos 5 minutos, o Pé de Pano abriu o placar com Tavogus, que estava livre na área. A primeira chance do Derrubada só viria aos 13 minutos, quando Joezinho assustou Tiago com um perigoso contra-ataque. O arqueiro barrou o chute com os pés e, em seguida, espalmou o rebote para fora.
O segundo gol da equipe de azul e branco veio em uma cobrança de falta. Em jogada ensaiada, a bola foi rolada para Dadá, que mandou para o fundo da rede. O camisa 10 do Pé de Pano voltaria a marcar no final do primeiro tempo em jogada individual: dentro da área, Dadá fingiu que ia chutar, fez a finta no zagueiro e completou, marcando o terceiro de sua equipe. Ainda dava tempo para o quarto gol, que veio no último minuto de novo com Tavogus.
No segundo tempo, o jogo piorou tecnicamente, uma vez que a equipe do Pé de Pano estava desinteressada e o time do Derrubada pouco criativo. Assim, o embate caiu na mesmice.
Apesar de apresentar um futebol fraco, o Derrubada ainda construiu algumas chances de gol. Aos 8 minutos, Joezinho arrancou com velocidade e conseguiu tirar do goleiro, mas este se recuperou na hora do chute e, com uma bonita defesa, conseguiu segurar o balaço. Mais dois minutos e Joezinho de novo: desta vez, o atacante pegou de primeira e mandou a bola para explodir na trave.
A maior chance de gol do Derrubada, entretanto, foi aos 17 minutos, com Pedro Mé e ótima participação do goleiro Tiago. O atacante se desmarcou e saiu sozinho na área para mandar o chute em cima do goleiro. A bola subiu e, no rebote, Pedro tentou mais uma vez, agora com uma precisa cabeçada que exigiu uma defesa à queima roupa do goleiro.
Sem sorte e pontaria, o Derrubada não conseguia fazer mais nada. Aproveitando-se da canseira do adversário, o Pé de Pano liquidou a peleja com um chute de Passamai. A goleada estava fechada: Pé de Pano 5 x 0 Derrubada. O público, entediado com o futebol apresentado pelas equipes, agradeceu o apito final do juiz.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Clube Atlético da Vila 4 x 1 Xoras
CAV GOLEIA XORAS NO FINALZINHO DO EMBATE
Time do bom atacante Zappa mostra bom futebol, mas sucumbe ante as jogadas bem construídas do zagueiro Lê
Por Vinicius Bento
Sob o pinga-pinga da típica garoa paulistana, Xoras e CAV entraram em campo com verdadeiros batalhões. As duas equipes, que venceram na primeira rodada do torneio, trouxeram muitos reservas para o embate. A partida começou apertada, dura. Os jogadores brigavam por cada pedacinho de grama sintética disponível. Diferente do que muitos esperavam, o equilíbrio prevaleceu nos minutos iniciais. A primeira chance clara de gol saiu dos pés de Dutra. O camisa 10 do Xoras – e aparentemente o jogador mais técnico do time – recebeu cara a cara com goleiro, mas na hora de finalizar chutou para fora.
Como não queria ficar para trás, o CAV partiu para cima. Depois de um belo passe de Martin, Rafa apareceu cabeceando no meio da área. A bola tirou tinta do travessão. Em um verdadeiro “toma lá, dá cá”, o Xoras retribuiu. Rica puxou para a perna direita e meteu o pé na redondinha: a bola explodiu no travessão e arrancou um grito da torcida. Foi quase.
Depois disso, o CAV começou a tomar o controle da partida. Após linda jogada pela ponta esquerda, o veloz Montijo chutou em direção ao arco inimigo. Brion, goleiro do Xoras, defendeu, mas deu rebote para dentro da área. Fred, que vinha com tudo, não conseguiu pegar direito na bola e jogou sobre o gol.
Após tentar se aproximar da área adversária e perceber que seria muito difícil adentrar para marcar, o time do CAV resolveu arriscar de longe. Lê, zagueirão da equipe oriundo do Maciota´s, chutou do seu campo de defesa e acertou o cantinho. Um golaço!
O belo futebol inicial do Xoras não estava mais aparecendo. A marcação do CAV, além de muito efetiva, dava chance de contra-atacar. Não diria que foi uma sinuca de bico, mas o time do Xoras precisava achar um jeito de furar a defesa atleticana. Bocão, camisa 17 do time de branco, até que tentava armar uma chance clara de gol, mas quem conseguiu foi Pedrão do CAV. Arriscando-se ao ataque, o grandalhão chegou na cara do goleiro e chutou para fora. Tomou uma bronca dos companheiros. Depois disso não deu tempo para mais nada, visto que o juiz terminou o primeiro tempo.
Lembram daquele diferencial que o Xoras precisava na primeira etapa? Saiu de um lindo lançamento que achou a cabeça de Mirim. Com uma categoria de dar inveja a muito cabeceador profissional, o atacante jogou no ângulo do goleiro adversário.
O time de branco certamente voltou melhor no segundo tempo. Minutos depois de empatar, Zappa teve a chance de virar o jogo. Todavia, na hora H, no momento do seu arremate, ele foi prensado.
Pressionado, com menos posse de bola e em seu campo, o time de Caio Fleishmamm viu uma brecha e achou Fred sozinho. Mesmo sem ângulo, o camisa 21 chutou de perna direita no cantinho. Para tentar tirar de vez as chances de um empate, Lê arriscou de longe e novamente conseguiu balançar as redes. O zagueiro estava fazendo valer o velho ditado de “zagueiro artilheiro”: já era o segundo gol dele na partida, sem contar sua atuação impecável.
No finalzinho da partida, o jogo ganhou ares de goleada. Depois de bate e rebate dentro da área, a bola sobrou para Levi. O camisa 15 do CAV só teve o trabalho de empurrar a redondinha para dentro.
Poucos minutos depois, os dois árbitros deram números finais à partida. O CAV segue justificando o favoritismo dentro do Chuteira de Bronze e vai subindo de posição. Já o Xoras sai de campo de cabeça erguida. Apesar da derrota, o time é com certeza uma das equipes com melhor futebol da Bronze.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Condors 11 x 0 Haka
CONDORS NÃO PERDOA E CASTIGA HAKA
Após levar mais uma goleada, Haka parece fadado à última posição do grupo e ao pior saldo de gols de todo o campeonato
Por Vinicius Bento
Depois da sonora goleada que sofreu na semana passada para o Tudo Bacana, o Haka entrou em campo tentando tirar os doze gols de saldo negativo no torneio. Tarefa difícil. Já o Condor`s, time composto por alguns ex-jogadores do TCM, vinha de uma derrota para o Não Guento Mais. Antes mesmo de podermos piscar os olhos, já estava 2 x 0 para o Condor`s. Flavinho abriu o marcador e, minutos depois, ampliou com um belo chute de fora da área.
A defesa do Haka, que já estava frágil, teve o azar de topar com Flavinho em dia inspirado. Em menos de cinco minutos de jogo, o atacante do Condor`s já havia feito dois gols e criado, no mínimo, mais três chances de ampliar.
Na primeira chance de gol do time de branco, Moral recebeu de frente para o gol e arriscou. De bico, o atacante jogou sobre a meta do goleiro Diego. Moral, que por sinal (rimou!) era disparado o jogador mais técnico do time do Haka.
Depois de um começo de jogo muito ruim, o Haka melhorou em campo. O ímpeto inicial do Condor`s parecia ter ficado para trás e o time da cruz começou a se acertar. Até o goleiro Fiorini, o pequenino, fez uma boa defesa: após uma pancada de Bomba, o goleiro, bem posicionado, jogou a bola para escanteio.
Infelizmente, nem essas melhorias foram o bastante para dar um equilíbrio na partida. Guinho, camisa 8 do Condor`s, ampliou o marcador. Convém salientar que não tinha nem quinze minutos de partida anotados.
Em um lance estranho, surgiu o primeiro pênalti do semestre. Dentro da área, o juiz e o goleiro do DPGamos, Daniel Fischer (que acompanhava a partida de fora e cornetava), disseram que Ivo empurrou o adversário na área. Guinho foi para a cobrança e bateu colocado. Indefensável. Minutos depois, Thalles fez mais um para o Condor’s. Eera o quinto.
Minutos depois, Fiorini falhou feio e jogou a bola para o meio da área. Sozinho e vindo de frente para o gol, Diony só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro do arco. 6 x 0.
Como o soar de um gongo salvador, o juiz apitou o fim da primeira etapa. Para a sorte do Haka, quando o segundo tempo começou, o Condor’s deu uma pausa na enxurrada de gols. Entretanto, nem isso estimulou o tricolor a reagir. Minutos depois, a bola voltou a entrar nas redes do goleiro Fiorini. Após jogada individual de Guinho, Erik recebeu do companheiro e só precisou empurrar para dentro.
Como sete gols de diferença ainda não eram o bastante, Tevez, que por sinal não lembra nada o atacante do Manchester City, arriscou de longe e acertou o meio do gol. Encoberto, o goleiro aceitou. 8 x 0 para o Condor’s. E ainda cabia mais! A esquadra vinho ainda fez mais quatro gols. No final, o placar apontava 11 x 0 para o Condor´s.
Em apenas duas partidas, o saldo de gols do Haka atingiu a marca de -23 gols. Será que o time estreante vai conseguir bater o recorde negativo de saldo de gols ou vai se reforçar a tempo de brigar por uma vaga no mata-mata? Confira nas próximas rodadas, que será contra o Toque Me Voy em briga direta pela lanterna do grupo.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Império Celeste 4 x 2 Não Guento Mais
IMPÉRIO CELESTE SE REABILITA E VENCE NGM
NGM mostra determinação, mas sem a dupla Renê e Allan vira presa fácil para “o Manchester City do Chuteira”
Por Luiz V. Andreassa
Enquanto o Império Celeste buscava a recuperação depois da derrota para o Irado’s na estreia, o NGM, que bateu o Condors por 4 x 3 na semana passada, ansiava pela segunda vitória. Ao que parece, a motivação do time azul parecia maior no começo do jogo, visto a vontade com que o time se lançou para o ataque e as chances criadas.
Zukauskas foi o responsável pelo primeiro lance de perigo. Aos 3 minutos, girou bem cima da marcação e bateu para o gol, exigindo boa defesa do goleiro Fê Farillo. Dois minutos depois, Quevas colocou o arqueiro para trabalhar com uma cabeçada perigosa. As chances criadas refletiam a maior consciência da equipe celeste nas rocas de passes e nas chegadas ao ataque.
Porém, quando parecia que o gol dos celestes estava amadurecendo, o NGM abriu o placar. Edmar, aos 8 minutos, chutou de fora da área, obrigando o goleiro Maqueda a mandar a redonda para escanteio. Na cobrança, a bola foi mandada para o aglomerado de jogadores na área. A confusão se instaurou na jogada e a redonda sobrou limpinha para Mario Renato balançar as redes.
A resposta do Impérico foi imediata: Quevas recebeu passe livre, na cara do gol e chutou em cima do goleiro. O gol de empate abriu mais o jogo, tornando-o mais equilibrado. Aos 13 minutos, Quevas mais uma vez deu um susto na torcida adversária ao bater bem na bola após tabela com Romulo. Para o alívio dos torcedores do laranja, o goleiro Farillo segurou o balaço.
Aos poucos, “o Manchester City do Chuteira de Ouro” foi tomando o controle da partida e fazendo o NGM se encolher na defesa. Para sair do sufoco, os apadrinhados do SNG contavam com a qualidade dos passes e lançamentos do seu camisa 3, Totó. Porém, mesmo esbanjando competência, o jogador não tinha condições de resolver tudo sozinho.
As chances de gol do Império Celeste foram diminuindo gradativamente até momento em que o árbitro decretou intervalo. Nesse meio tempo, o NGM reagiu com uma bomba de peito de pé de Rogério dos Santos e com um potente chute de Romulo. O destino dos balaços foi o mesmo: fora do gol.
O jogo melhorou bastante no segundo tempo. Prova disso foi o gol de Guedes, do Império Celeste, logo no primeiro minuto: um chute cruzado no canto do goleiro. Pouco depois, foi a vez de Morales chegar bem com uma bomba que explodiu no travessão adversário, em cobrança de falta.
Com o intuito de mostrar que não estava morto na partida, o NGM pressionava o rival como podia. Em uma jogada despretensiosa, o time acabou por gerar o lance mais incrível do jogo – e, talvez, do torneio: Carlos Bucchi, grande destaque dos laranjas na partida, deu um belo chapéu no goleiro adversário (que talvez esteja até agora procurando a bola), saiu livre na cara do gol, mas inacreditavelmente acertou o travessão! Caso fosse concluído, o gol certamente figuraria entre os mais bonitos da temporada. Pouco depois, o camisa 7 perdeu outra oportunidade: frente a frente com o goleiro, Carlos chutou em cima do mesmo, que saiu bem de sua meta para evitar o empate.
Foi nesse contexto que o Império conseguiu escapar ao ataque e ampliar. Zukaukas aproveitou rebote de uma bomba de peito de pé do companheiro Quevas. Com a vantagem no placar, o time mudou de postura e passou a controlar mais o jogo com o auxílio de seu setor defensivo. As poucas chances de gol que surgiram foram quase todas criadas por Romulo e Quevas, para variar. Em uma dessas oportunidades, saiu o quarto gol do Império – de autoria de Guedes.
No último minuto, Carlos Bucchi ainda conseguiu fazer o segundo do NGM ao receber no meio da área e bater no cantinho. Esse tento fechou o placar em 4 x 2 para o Império Celeste. Merecida vitória, uma vez que a trupe dominou a maior parte do jogo e mostrou que, apesar da derrota na estreia, tem condições de fazer um bom campeonato e brigar pelo acesso. O mesmo vale para o NGM, que, a despeito de não contar com mais com reforços do SNG, tem o mesmo número de pontos do rival na tabela.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Os Mostarda 3 x 2 Bonde das Abelhas
BDA PRESSIONA, MAS TOMA VIRADA REPENTINA DOS MOSTARDAS
Capitão Tatá anota gols decisivos, mas Polito conquista a vitória ao segurar firme o placar
Por Vinicius Bento
mostarda
Gui, do Bonde das Abelhas, começou o jogo com um ímpeto de assustar! Primeiro, o camisa 10 recebeu lindo passe e, na cara do gol, fez Polito se esticar todo e fazer uma das mais lindas defesas da tarde. Segundos depois, o rápido meia não desperdiçou a outra chance e abriu o placar com um chute cruzado que jogou a bola no canto oposto do gol.
Após o gol, a partida esfriou um pouco. Não no tocante à qualidade, pois as duas equipes estavam jogando um bom futebol, mas sim em termos de chances claras de gol. Quando uma ou outra oportunidade aparecia, Polito salvava.
Foi então que o inesperado aconteceu. Depois de bola alçada na área, o pequenino Morcego, apareceu no segundo pau e mandou a redonda para dentro. Testada fatal. “É isso que você tem de fazer”, brincava Allan, goleiro do Irado`s que acompanhava o jogo. 2 x 0 para o Bonde das Abelhas.
A primeira chegada mais forte dos mostardas foi de autoria do capitão Tatá. O capitão levou o pombo sem asas até a linha de fundo, mas chutou para fora. Do outro lado, Polito ia salvando o que vinha. Após ficar cara a cara com os atacantes do time adversário, o goleiro dos Mostarda fez uma defesa espetacular com a ponta dos pés. Inspirado pelo companheiro, Tatá aproveitou cobrança de escanteio para encobrir o goleiro com uma cabeçada, diminuindo o placar.
No finalzinho, Lucas Santana, camisa 21 do BDA, quase fez um dos gols mais bonitos da história dos Chuteiras: quando a bola sobrou na sua frente, à meia altura, o grandalhão arriscou um chute de bicicleta. Com toda a categoria do mundo, o atacante foi no alto e atingiu a bola em cheio. Igualmente espetacular foi a defesa de Polito, que desviou a redonda para o travessão com as pontas dos dedos.
Quando a primeira etapa estava prestes a terminar, a partida começou a pegar fogo. Tatá resolveu fazer a diferença. A jogada foi pela direita, mas a bola foi lançada no meio da área rival. Em um lance digno do jogo eletrônico FIFA 2011, o capitão mostardiano entrou na banheira e empurrou a redonda para dentro. Delírio total no banco de reservas amarelo. Porém, alguns questionavam a validade do gol. “Que fique na matéria que o juiz errou! A bola no lateral era do BDA, e como foi para Os Mostarda, saiu o gol”, ponderou Daniel Fischer, comentarista oficial da Bronze nesta rodada.
Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Tatá quase fez o seu terceiro gol na partida. Depois de uma jogada espetacular de Stefan, na qual este saiu driblando todo mundo de maneira semelhante ao craque Denílson em seus bons tempos, Tatá interceptou a bola no meio de campo, arrematou e mandou um torpedo para explodir no travessão inimigo.
Era a hora do BDA reagir. O jogo estava começando a ficar complicado demais para a trupe amarela. Guarulhos puxou a bola para o meio e arriscou com força contra o gol de Polito. Ao que parece, era o dia de sorte do guarda-metas, visto que o perigoso balaço acabou por explodir no travessão.
Se o empate já foi extremamente comemorado, imaginem como o banco do Mostarda reagiu quando o ótimo Stefan arriscou de fora da área e inverteu o marcador. O BDA bem que tentou replicar, mas o time havia perdido aquele ímpeto arrebatador do começo da partida. Quem deu o canto do cisne dos abelhudos foi Marca, que arriscou um chute de longe para ver a redonda morrer nas mãos de Polito.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Irado’s 7 x 2 Tudo Bacana
IRADO’S CONVENCE E ATROPELA TUDO BACANA
Felipe e Caballero finalmente desencantam e mostram que a esquadra dos Eirado não está para brincadeira
Por Vinicius Bento
A expectativa para Irado’s x Tudo Bacana era a de que o embate seria equilibrado. Isso porque a primeira equipe vinha de uma vitória sofrida sobre o Império Celeste, enquanto a segunda estava embalada pela goleada histórica aplicada em cima do Haka.
Após o pontapé inicial, o que se viu foi uma partida baseada no “toma lá, dá cá” e que, mais para frente, seria decidida no oportunismo. A preocupação inicial do Irado’s era a forte jogada aérea do Tudo Bacana. Toda vez que havia uma cobrança de escanteio na área da trupe dos Eirado, era um Deus nos acuda. Quem entrava na banheira arrancava gritos do goleiro Allan.
Corrigido o problema, o tricolor conseguiu sair para o ataque. Primeiro, Caballero recebeu lançamento e, depois de dar uma linda bicicleta dentro da área, viu a bola cruzar o gol e sair do outro lado.
Caballero estava apenas começando a colocar as manguinhas de fora. Infernizando a defesa adversária, o jogador disputou com um zagueiro e rolou para Dani Jales. Este último esticou a perna e fez a bola morrer devagarzinho nas redes do goleiro Victor.
Minutos depois, após cobrança de escanteio, Rafa entrou no meio da área e cabeceou firme. A bola foi no ângulo. Preocupado com a repentina dilatação no placar, o Tudo Bacana foi para cima e conseguiu passar por Allan – tarefa dificílima se levarmos em conta o nível do jogador. Igor, 9 do time dourado, acertou um petardo de perna direita. A bola foi direto para o cantinho, sem chances para o goleiro adversário. Um golaço que deu esperanças para a equipe na segunda etapa.
Um pouquinho antes do apito anunciar o final do primeiro tempo, Felipe aguou o chopp do Tudo Bacana. O zagueiro do Irado`s puxou a redonda para o meio e enfiou o bico nesta. O chute saiu exatamente como ele queria e morreu no fundo do gol. Belíssima pintura!
Quando o segundo tempo começou, o Tudo Bacana precisava sair para o jogo. Era atacar ou atacar. E foi isso que o time fez. O grandalhão Diego foi para cima do adversário e deu trabalho ao zagueirão Negão. Mas logo a estrela de Caballero voltou a brilhar: sob os gritos de “pipoqueiro” de Lucas Pires, manager do Acidus, o craque do Irado’s recebeu passe de Rafa e não perdoou. Primeiro gol do artilheiro com a camisa do novo time.
Depois disso, Leandro começou a ameaçar constantemente a defesa do Irado’s pelo flanco esquerdo. Quem estivesse lá tinha que se desdobrar para parar o rápido camisa 11. E muitas vezes não conseguia. A pressão sobre Allan continuava.
O Irado’s logo replicou. Usando o bom e velho contra ataque, Caballero segurou dois defensores, chapelou um e apenas rolou para Bento anotar o quarto do time.
O Tudo Bacana precisava reagir. Era tudo ou nada. Então o time resolveu arriscar. Após tomar uma bolada, o arqueiro Allan acabou entregando rebote. Filipe foi simples: jogou a bola no alto do goleiro caído, diminuindo o placar para 4 x 2. Na comemoração, houve um princípio de confusão. No momento em que os jogadores do Tudo Bacana foram para dentro do gol pegar a bola, rolou o típico empurra-empurra. Felizmente, o conflito logo foi apartado e acalmado.
O Irado’s definiu o jogo em dois contra-ataques. Primeiro foi Bento, que, após receber passe de Rafa, chutou entre a trave e o goleiro. Em seguida, Caballero fez uma linda jogada individual: chutou de perna esquerda no alto do gol. Uma pancada!
O elástico placar a favor do Irado’s diminuiu o imponente saldo de gols que o Tudo Bacana criou na primeira rodada. Com a vitória, o time de Weinny e Will segue na vice-liderança do grupo B, enquanto o Tudo Bacana perde a liderança e cai para a quinta posição.
II CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 2ª RODADA
Só Canelas 7 x 1 Toque Me Voy
FUTEBOL COLETIVO DO SÓ CANELAS COLOCA TMV NA RODA
Time do zagueiro Danilo Gomes briga a cada dois lances da partida, perde o equilíbrio e é facilmente derrotado
Por Vinicius Bento
Antes do pontapé inicial ser realizado, um minuto de silêncio foi feito em homenagem à Tia Maria, funcionária da empresa dos jogadores do Só Canelas falecida recentemente. Tempo respeitado por todos os jogadores em quadra e pelos espectadores. Quando a bola rolou, no último jogo da tarde, viu-se duas equipes muito seguras. O Toque Me Voy principalmente: o time do zagueirão Gomes mostrava bom futebol, bom toque de bola e boa marcação. Com o grandalhão Renê (não o do SNG) no ataque, era esperado um futebol baseado no pivô, mas não foi isso que o time mostrou.
A primeira chance de gol foi de Gomes. O defensor arriscou um belo chute de três dedos e a bola, após fazer uma curva de assustar, tocou nos dedos do goleiro do Só Canelas e saiu pela linha de fundo.
Como os integrantes do Só Canelas não vieram apenas para ver o Toque Me Voy jogar, estes também foram para cima. Impressionantemente, o baixinho Carlinhos se adiantou a defesa - que por sinal era bem mais alta que ele - e conseguiu cabecear contra a meta adversária. Bola defendida pelo goleiro Alonso.
Um jogador em campo chamava a atenção: Tony, camisa 6, estava infernizando a defesa adversária. O jogador não tinha a dita “cara de boleiro”, mas mesmo assim dava trabalho a Gomes.
O primeiro tento da partida saiu após uma cabeçada de Renê. Aproveitando o seu tamanho, o jogador cabeceou a bola para trás. O goleiro adversário não segurou. No rebote, o oportunista Cainan empurrou para dentro.
A partida continuava equilibrada. O competente Tony tabelou e, com um passe açucarado, fez a bola chegar nos pés de Niel. Este deu um biquinho a lá Romário e jogou no canto oposto do goleiro.
Pouco antes do final do primeiro tempo, Rê bateu falta. Na verdade, ele tentou o arremate: a bola passou ao lado da barreira, dentre as pernas do goleiro Alonso e... Glu-Glu! Um frangaço! Infelizmente, o lance desestabilizou o time do Toque Me Voy, que definitivamente não estava mal no jogo. Durante o intervalo, era possível ouvir os gritos furiosos de Gomes.
No segundo tempo, vimos uma verdadeira jogada Rock Gol. Após o atacante do Só Canelas driblar todo mundo, passar pelo goleiro e rolar para Felipe, camisa 9, a bola explodiu no travessão e bateu no chão. Entrou ou não entrou? Quem sabe? O que aconteceu foi que o zagueirão se atrapalhou todo e colocou ela para dentro (ele mesmo tirou a dúvida!). Minutos depois, Rê fez o seu segundo gol na partida. Gomes gritava lá atrás. “Meu time todo morreu!”, esbravejava.
Se quatro já não fosse o bastante, minutos depois o Só Canelas marcou mais um. Bruninho recebeu na direita, viu o goleiro saindo e tocou por baixo. Muita categoria. 5 x 1 para os canelas.
Robson teve a chance de tentar colocar seu time novamente no jogo. Depois de passar por alguns adversários, ele chutou à direita do gol do Só Canelas. No lance seguinte, o jogador teve mais uma chance, mas acabou mandando por cima do gol. Definitivamente, o camisa dez não estava calibrado.
Os zagueiros do Toque Me Voy, por sua vez, pareciam estar com as pernas calibradíssimas. Para atingir o próprio gol. Dessa vez, um dos zagueiros marcou contra o patrimônio. O gol foi para Dinho, camisa 10 do Só Canelas.
O Toque Me Voy até chegava à banheira adversária, mas sem efetividade. Vinicius e Fábio tabelaram bem, mas o primeiro chutou para fora. Já Bruninho, atacante do time adversário, acertou uma pancada no ângulo do goleiro e fechou a conta de 7 x 1 para o Só Canelas – uma goleada que provavelmente não teria acontecido caso o TMV tivesse mantido as estribeiras.
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