ZICA FAZ BOA PARTIDA E BATE JÁ REBAIXADO LA CORUJA
Sem esforço e abusando de perder gols, ZFQ faz sua parte mas vê, no fim da rodada, a eliminação
Por Vinicius Bento
O La Coruja não estava muito entusiasmado com a partida contra o Zica, tanto que o time chegou picado. Inicialmente eram apenas cinco jogadores de linha. Os demais foram chegando aos poucos, sem pressa.
Zé, camisa 18 e ótimo atacante do Zica, deu as boas vindas e, em poucos minutos, já havia feito três gols. O segundo deles foi uma pintura. Dentro da área, ele enfiou o pé nela e a redondinha morreu no fundo das redes adversárias. Caixa.
A equipe de Gordo e companhia estava mais perdida do que cego em tiroteio (como já diria minha vovozinha). Eram menos de dez minutos da primeira etapa e o jogo já estava decidido e Zé tinha o direito de pedir música. Mesmo assim, a equipe de vermelho demonstrava disposição, um sinal de respeito ao campeonato, coisa que outros não tiveram. Vitão tentou arremate para diminuir o marcador, mas na hora H foi travado por Negão. Era o craque do Zica também ajudando na defesa.
O jogo deu uma equilibrada. Só Deus sabia até quando, mas a chuva de gols iniciais do Zica havia cessado. Lucas de Freitas, capitão do Zica, estava tendo até que correr um bocadinho para acompanhar o ataque do La Coruja. Já no final da primeira etapa o sétimo jogador do La Coruja se apresentou (um pouco atrasado não, seu Cainña?). Era uma esperança de equilibrar a partida e começar a ameaçar a meta defendida pelo Zica. O craque do time no jogo contra o Pé de Pano, Guila, não estava em uma tarde tão inspirada quanto semana passada. Com dificuldades no domínio e com poucas chances de finalização, o matador não conseguia oferecer perigo ao adversário.
Ainda na primeira etapa a coisa estava tão fácil que o Zica dava-se ao luxo de perder gols feitos. Araújo, camisa 13, recebeu passe açucarado de Negão e na hora de empurrar para dentro fez gracinha e permitiu a defesa do arqueiro. Deprimente! No final da primeira etapa, Cunhadão (que beleza de apelido!) ainda deixou mais um tento para o La Coruja correr atrás. 4 x 0 e a coisa estava fácil para o time de azul.
Na segunda etapa, um fio de esperança. Logo nos primeiros minutos o La Coruja ensaiou uma blitz. Depois de vários escanteios pelo lado direito, um arremate perigoso contra o goleiro Rafão, mas a bola insistia em ficar longe da meta do Zica.
Depois de lindo passe de Araújo, uma redenção pelo gol perdido no primeiro tempo, Fê Maciel saiu cara a cara com o goleiro, mas deixou a bola pingar. Era a chance para perder o gol. E assim se fez. O camisa 15 enfiou a bola no seu pé e mandou longe.
O La Coruja também perdia gols. Herrera perdeu um gol que, de acordo com alguns, na verdade foi uma defesa espírita do goleiro Rafão. Sozinho com o goleiro, ele recebeu cruzamento e finalizou. Para o humilde jornalista que vós fala, o atacante perdeu o gol, para Folha, Rafão fez um verdadeiro milagre.
No finalzinho da partida, redimindo-se do gol perdido, Fê Maciel cabeceou como manda o manual: para baixo, em direção ao chão. Não deu nem chances para o goleiro Mori, que bateu roupa e não viu nada. Antes que o árbitro apitasse o final da partida, ainda tivemos tempo para mais um gol do Zica, gol que só ajudaria no saldo de gols, pois a partida já estava ganha. Coliseu (se cabe o trocadilho), mortífero, não perdoou. Maciel, com um toque com classe de perna esquerda, fez mais um para o seu time. A chuva de tentos não parava. Daqui a pouco seria vira 5 acaba 10.
Vitão ainda pode deixar o gol de honra para o seu time, mas na hora de finalizar escolheu o jeito errado. Mirou entre as pernas de Rafão. O grandalhão mostrou agilidade e salvou. Depois disso o juiz deu a peleja por encerrada. 7 x 0 e não se fala mais nisso.
O ZFQ, para se classificar, dependia de empate no jogo entre TCM e DPGamos, coisa que, como pode ser visto na matéria lá pra baixo, não aconteceu. O time ficou todo esperando a rodada pra ver uma “decisão” inédita, entre 3 times! O DPGamos, de forma no mínimo controversa, levou a melhor e ficou com a 8ª vaga, deixando o ZFQ de fora e já se preparando para o ano que vem.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:
SPQSF 9 x 2 NGM
SPQSF CELEBRA CHEGADA À OURO COM VITÓRIA ANTE O NGM
Resultado, já esperado, pouco importou: o principal foi a festa que as duas equipes promoveram dentro e fora de quadra
Por Douglas Almasi Santos
Em clima de muita descontração, NGM e SPQSF fecharam suas participações na primeira fase da série Prata. Contando com boa presença dos torcedores, as equipes só queriam saber de festa: o SPQSF pela classificação à série Ouro, e o NGM...bom, o time de Fê Farillo e Cia está sempre em clima de festa. No fim, o resultado – já esperado - pouco importou: venceu a camaradagem e o espírito de jogo limpo – regado à cerveja – que todos querem ao Chuteira de Ouro.
Antes do embate, uma reunião inusitada envolto à mesa controladora de faltas e cartões. Os managers das duas equipes – Renê, pelo NGM, e Carlão, pelo SPQSF – encontraram-se para passar o nome e a numeração dos jogadores respectivos e acabaram ‘selando’ como poderia ser o resultado final da partida. “Nós só podemos perder de 25 a 0, para ficarmos com saldo negativo de 100. Se fizerem 26, eles (SPQSF) terão que deixar o NGM fazer um para compensar (risos)”, declarou Renê.
Brincadeiras à parte, os atletas queriam diversão, mas queria também bola na rede. Pelo menos este era o pensamento do artilheiro Jajá, ‘louco’ para compensar os 4 jogos em que ficara afastado dos gramados e fazer a alegria do povo. Mas quem abriu a contagem foi Jarba: Giam foi acionado na ponta direita e cruzou com precisão para o camisa 10 completar de ‘letra’ e sair para o abraço. Muita comemoração ao gol de Jarba.
O SPQSF dominava o controle do jogo, trocava passes e tentava ampliar. Mas quem surpreendeu foi o NGM, primeiro em cobrança de lateral, quando Pasta cabeceou e acertou o travessão. Mas em seguida, o time chegou ao tento de empate: Beção roubou a bola no ataque e deixou, na passagem, de calcanhar a Pasta, ele avançou e arriscou de pé esquerdo, Guto não segurou e Beção completou no rebote. Festa também para o gol do camisa 85.
Mas a alegria durou pouco, e a carga do SPQSF voltou à ativa. Bola rolada para o lado esquerdo a Rick que, chutando de chapa, colocou no canto direito de Messi. Depois, Jajá recebeu na área, ajeitou de calcanhar para trás e Marinho chegou fuzilando a meta do NGM. E em cobrança de falta aberta à esquerda a Jajá, o camisa 9 chutou colocado para marcar o seu gol. Com 4 a 1 no placar, tudo estava dentro da normalidade. O NGM quase diminuiu no fim da etapa primeira, quando na sobra de uma cobrança de falta que bateu na barreira, Fê Farillo acertou o pé da trave.
Intervalo de jogo e vantagem tranquila do SPQSF. Durante o descanso, o repórter tentou reativar uma prática que fazia há algum tempo atrás: entrevistar a torcida mais bonita e simpática entre os times do Chuteira de Ouro. Inclusive, avistou uma de suas entrevistadas no começo de sua carreira: era Camila Gerber, mas ela não tinha palavras, tamanha a calma que o momento inspirava. Mas ela prometeu: “No próximo jogo eu concedo uma entrevista”. Portanto, um recado ao repórter que for cobrir o jogo das oitavas de final do SPQSF: é favor procurar a fanática torcedora Camila e pegar um depoimento da mesma.
No segundo tempo, mais festa e mais gols. Jajá, de pé esquerdo, fez o 5° gol, Meneguelo, cara a cara com o goleiro, marcou o 6° gol do time, e novamente Jajá fez mais um gol para a sua conta e para a conta do SPQSF. O calor era forte no instante da partida e algumas trocas de posição ocorreram: Messi foi para a linha, Beção foi para o gol, Meneguelo substituiu a Guto na meta do SPQSF. A festa estava presente em todas as esferas da partida.
Messi quase fez seu gol, quando em lançamento, esticou-se todo, mas não completou como gostaria. O capitão Di Dicredo chutando da entrada da área marcou o 8° gol do SPQSF. O manager da equipe, ‘o figura’ Carlão, passou pelo repórter e externou: “Já combinei com os meninos que dois dígitos não pode (risos), têm que tirar o pé”. E os meninos do SPQSF respeitaram seu comandante: Rick, contando com a colaboração de Felipe Augusto, marcou mais um. Jajá ainda tentou mais um, porém, Vendi salvou em cima da linha, livrando a cara de Jajá perante ao chefe, que ordenou seu time a não fazer placar maior do que 9 tentos.
Em compensação, o NGM poderia fazer mais gols, e fez (pelo menos mais um): Marcio Leite marcou o seu, e comemorou muito junto ao elenco do time. Fim de partida, porém, não o fim do clima de descontração que tomou conta do jogo: triunfo do SPQSF por 6 a 2 ante o NGM.
Agora, o time de Gordo e Gordo Pai vai disputar a série Bronze na temporada 2011, sonhando com a volta à série Prata. Já o SPQSF, que luta pelo título do certame, começa a fase final encarando o DPGamos de Denão e Cia.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:
É Verdadeee 2 x 7 Cachorro Velho
GAVIÃO ACERTA, AO MENOS NAS DIFICULDADES
Prevendo problemas, capitão do É Verdadeee acertou em cheio: Cachorro Velho aproveitou desfalques do adversário e goleou
Por Vinicius Bento
– Vou te ajudar na matéria, cara! Só para constar, cinco jogadores do É Verdadeee não jogam mais oCchuteira esse ano. Para você ter uma ideia, quinta o King quebrou o pulso – Disse Gavião.
– Sério? Cara, ele é o melhor jogador do seu time! – elogiei o defensor do É Verdadeee.
– Não bastasse, dois romperam o ligamento cruzado. Se ganhar hoje, é na raça e na vontade – concluiu o capitão.
Com esse diálogo explicativo sobre a situação do É Verdadeee já tínhamos uma noção do quão difícil seria esse jogo para o time de branco. Se isso não bastasse, Rapha Ferreira, camisa 23 do Cachorro, havia comparecido para infernizar a defesa adversária.
Bem, o problema na defesa logo apareceu. Tché invadiu-a e, sozinho, pegou bola após bate e rebate. Com um simples toque de perna direita ele abriu o marcador. Depois disso a profecia de Gavião antes do jogo começou a falhar. Mesmo com os desfalques, o jogo estava bem equilibrado, principalmente no meio de campo, o que evitava que os goleiros fizessem defesas.
Se entrar na defesa adversária estava difícil, a chance era arriscar de longe. Argenta, camisa 77, meteu o pé nela (que conste na matéria, foi um biquinho) e jogou a bola no ângulo. Nem um tradicional golpe de vista conseguiria tirar ela da direção. 2 x 0.
Enquanto isso, Botana continuava sem muitos problemas em sua meta. Dava para tomar o tradicional cafezinho paulista. Lá na frente, Tché continuava importunando como sempre. Depois de receber belo passe, ele saiu cara a cara com o goleiro Reyna, que fez uma grande defesa. “Que ótima defesa, cara”, comentava Iasi, do Ras, que via o jogo.
Para equilibrar ainda mais, Fúria fez um belo gol. Depois de linda jogada ensaiada, Master apenas rolou para o camisa 7 que não perdoou. Cara a cara com Botana, ele foi frio e ligeiro, colocando a bola no cantinho. 2 x 1.
Quando um fio de esperança havia aparecido para É Verdadeee, a fera Rapha Ferreira fez mais um para o time da PUC. Depois de dominar de costas para o goleiro, o rápido jogador virou em cima do zagueiro e finalizou com qualidade. Quem via de longe ainda pensou que ela havia batido na trave, mas na verdade foi dentro do gol. 3 x 1 e a situação começava a ficar complicada para o É Verdadeee.
Depois de jogada de Giggio, que foi levando a bola com unhas e dentes, a redondinha sobrou novamente para Tché (parece que procura, né?) e o atacante até agora impecável só teve o trabalho de jogá-la para dentro. Estava ficando fácil, exatamente como IL PROFETA Gavião dissera antes do jogo.
Na segunda etapa, o time de branco tentou refazer a jogada que garantiu o gol na primeira etapa, mas só conseguiu tomar um contra-ataque quase mortal. Rapha Ferreira puxou para a canhotinha e caprichou. Reyna fez boa defesa.
Minutos depois o craque do meio de campo do Cachorro Velho jogou para Rapha Ferreira fazer mais. Como diria o saudoso Zé Boquinha, nos jogos da NBA, a vaca deitou. Aquela raça necessária dita por Gavião no começo não era o suficiente. Era preciso qualidade. Era clara a agonia de King, do lado de fora, com a camisa do seu time, mas não podia entrar para ajudar.
Depois de receber mais um passe açucarado, Tché, novamente ele, deixou mais uma marca nas redes adversárias. 6 x 1 e ainda tinha chão. Zeca diminuiu para o É Verdadeee. Ainda dava? A resposta é não! Giggio, exatos dois minutos depois, fez o sétimo gol na partida para o Cachorro Velho. Era a típica (e muitas vezes lembrada) constância. 7 x 2.
Para felicidade do saldo de gols do É Verdadeee, o árbitro decretou o final da partida.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:
Primatas 2 x 2 Basicus
BASICUS JOGA MUITO, MAS NÃO CONSEGUE VITÓRIA E CAI PRA BRONZE
Só os 3 pontos interessava aos rosas de Clebão, que lutaram muito diante do Primatas, mas não saíram do empate. Resultado derruba time pra Bronze
Por Renato Malaguti
A equipe de rosa chegou para a última decisão do ano – era vencer e ficar na Prata ou então descer para a Série Bronze. Não havia meio termpo, tanto que o técnico Clebão reuniu o time para uma última conversa e falou da importância daquela partida. Do outro lado, o elenco do Primatas fez uma roda, mostrando respeito pelo rival, pois mesmo não precisando do resultado para se classificar, jogaria como se fosse qualquer outra partida, com a mesma importância.
O jogo começou vinte minutos depois do previsto com um sol árduo, mas isso não foi motivo para presenciar-se um futebol medíocre. No primeiro lance de perigo, aos cinco minutos, em um erro do zagueiro do Primatas, Cava quase abriu o placar para o Basicus, mas foi parado pelo goleirão Vitinho, que fez ótima defesa em chute cara a cara.
Depois do susto, o Primatas mostrou que não estava para brincadeira e endurecia para os rosas, tanto que marcou o primeiro gol. Gus chutou rasteiro no canto direito de Ladeira, que não alcançou. 1 x 0.
Precisando vencer, mas já perdendo, o Basicus foi de vez para cima do rival. Aos 11 minutos, em uma boa jogada individual, Cava driblou um e chutou colocado, próximo ao ângulo esquerdo de Vitinho, que fez nova boa defesa e espalmou para escanteio. Mesmo sofrendo pressão, a eficiente equipe do Primatas conseguiu marcar o segundo tento, dessa vez com Gui Fenômeno aproveitando ótimo passe de seu irmão. Sem esforço jogou para as redes.
Com esse gol o jogo ficou mais calmo e sem muitas chances. A posse de bola estava bem balanceada, mas nenhum time criava boas oportunidades. Somente aos 22 minutos e contando com a sorte, o Basicus conseguiu diminuir com o zagueiro Bolas. Seu chute de fora da área contou com desvio na zaga adversária para se torna fatal. 2 x 1. Pois o jogo nem tinha recomeçado e o Basicus empatou, salvando um primeiro tempo que prometia desanimar qualquer equipe. Cava, em cobrança de falta próxima à entrada da área, acertou em cheio na bola e no gol. O goleirão Vitinho não pegou e sobrou comemoração rosácea em campo.
O Segundo turno não foi tão ofensivo quanto o primeiro, mas mesmo assim a raça era evidenciada em cada lance, principalmente pelo Basicus. Gui Fenômeno perdeu boa oportunidade cara a cara após bom passe de Gustavo, mas Ladeira fez bela defesa. Tirando esse lance, os primeiros seis minutos não tiveram boas jogadas ofensivas. Destaque para o lindo rolinho de Lithio em cima de Puff, que levantou gritos da torcida.
O Primatas quase marcou o terceiro gol, com Lithio, que acertou a trave em um chute forte de longa distância. No troco, Puff cruzou para Barath, que cabeceou e quase marcou, acertando a rede pelo lado de fora. Mesmo precisando de mais um gol, os últimos dez minutos não foram suficientes para o Basicus virar a partida. A maior pressão era realizada pelo Primatas e poucas jogadas foram consideradas perigosas graças à falta de eficiência nas finalizações. Tambem foi graças a Ladeira, que fez excelente defesa na boa cabeçada de Gui Fenômeno, que o time de vermelho não venceu o jogo.
O time de rosa saiu desapontado de quadra, pois o empate não o favoreceu em nada.
Mesmo mostrando um bom futebol (talvez o melhor jogo de seu time no campeonato), a equipe não conseguiu vencer e caiu para a Bronze, decepcionando seus torcedores e principalmente os atletas envolvidos.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:
Bufalos 7 x 3 MachuPichu
BUFALOS GARANTE VAGA NA OURO COM SONORA GOLEADA
Sem dar sopa ao azar, Bufalos derrota MachuPichu e comemora atalho para a Série Ouro
Por Vinicius Bento
Era o jogo rumo ao Chuteira de Ouro. Finalmente a hora do Bufalos havia chegado. Depois de uma campanha extraordinária, o time de Dinho e companhia só precisava de uma simples vitória para subir. Infelizmente, ninguém avisou o MachuPichu, que obviamente não entregaria nada de mãos beijadas.
“O problema de hoje é que nos estamos recheados de desfalques”, avisava Tebas, zagueiro do MP suspenso que ficaria de fora só auxiliando o time. Era um ponto para ser explorado pelo Bufalos.
Não demorou muito e depois de cobrança de escanteio Bassani, camisa três, foi lá no segundo andar escorar para dentro das redes da fera Pipo. Nem o goleiro de desenho animado pode fazer nada. Minutos depois o grande atacante do Bufalos, Rubens Mendes, fez um verdadeiro golaço. Depois de cortar o goleiro, um zagueiro e finalizar estranhamente, a bola morreu no fundo das redes. 2 x 0.
Dinho, o craque da camisa 10, não poderia deixar de fazer o seu em um jogo como esse. Após bate e rebate, a bola perseguiu o craque e caiu em seus pés só para ele empurrar para dentro. 3 x 0. Mal havia começado a partida e o time de azul já estava praticamente garantido na Ouro, para decepção do Red, que torcia por tropeço.
O goleiro Paulo Henrique Ganso (também conhecido como Leo Cidrão) estava frio, frio, em sua meta. Não havia tido que levantar os braços até a metade da primeira etapa. E continuou sem ter de se mover, pois, quando a bola veio, veio indefensável. Renato Seckler, que havia acabado de entrar em campo, soltou um petardo de perna esquerda depois de cobrança de falta e jogou a bola no extremo do gol adversário.
Depois de falha da defesa do MP, uma escorregada sem precedentes de Russo, Dinho pegou a bola, passou por ele no chão e, com uma frieza de assustar até o bandido da luz vermelha, deu um tapa espetacular contra Pipo. Sem reação, golaço. 4 x 1. “Esse Dinho é osso, hein?”, comentava Zoiudo, do SuaMãe, vendo o jogo e esperando o início do seu.
Minutos depois, penalidade máxima para os peruanos. Renato Seckler, que havia entrado para decidir no ataque do MachuPichu, bateu com toda categoria do mundo. Bola para um lado e goleiro para o outro. 4 x 2.
Depois de Ricci perder um gol cara a cara a com Cidrão, Kaike fez o ditado de quem não faz toma valer a pena. A primeira etapa nem tinha terminado e já tínhamos uma chuva de gols. 5 x 2.
No começo do segundo tempo, após lindo trabalho de pivô, Thiago Branco pegou de frente para a área e, com um belo chute, colocou a bola no cantinho de Cidão. O golpe de vista não salvou dessa vez. 5 x 3.
Parecia que o jogo ia emoção e dramaticidade, mas o que se vui em seguida foi uma esfriada geral. O que estava realmente animado do lado de fora eram os jogadores do SuaMãe e a típica simpatia. Dentro da quadra estava difícil de sair mais algum gol. Até mesmo os dois goleiros deram uma tranquilidade.
Foi então que Thiago Branco perdeu um gol daqueles que não se pode desperdiçar. Depois de Cidrão fazer grande defesa em chute de Renato Seckler, a bola sobrou para o camisa 14 no meio da área, mas ele chutou torto e mandou para fora.
Nos dois minutos finais da partida. Kaike fez mais um com um belo chute colocado de perna esquerda. Tamanha a precisão que pareceu um chute de Winning Eleven! Ele mesmo ainda deixou mais um, selando a tampa do caixão e garantido seu time na Ouro definitivamente.
No final da partida, um lance desnecessário. Fryka deixou o pé depois de chutar a bola e atingiu o jogador adversário, que tentava um drible no ataque. De maneira extremamente justa, o jogador foi mandado para a rua. Vermelho direto para ele, que arruma uma folguinha nas oitavas de final diante do Voando Baixo.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:
Arouca Jr 4 x 2 Voando Baixo
AROUCA VENCE VOANDO BAIXO EM JOGO SEM MUITAS AMBIÇÕES
Motivação foi elemento diferencial: enquanto Arouca mostrou vontade, Voando Baixo demonstrou desânimo
Por Renato Malaguti
Antes do jogo começar a equipe do Arouca Jrs gritava o nome do time de forma entusiasmada, como se o jogo fosse muito importante numericamente. Aqui já se resume o que se viria no fim: um time motivado contra outro desmotivado.
No primeiro lance, o placar foi aberto para a equipe do Arouca. Aproveitando desvio da zaga em chute de Gothardo, Deh fez de forma oportunista seu primeiro gol. Em seguida, no lado de fora do campo, um comentário realista foi feito: “O Voando Baixo nunca voou tão baixo assim”. De fato, a equipe possui um bom elenco mas não mostrou o melhor futebol possível nesse campeonato.
Dois minutos após o primeiro gol, a equipe em vantagem ampliou o placar, mas dessa vez com Markinho. Foi um chute muito forte dentro da área, indefensável para o bom goleiro Henrique. Esses gols mexeram com o Voando Baixo, que viu o adversário pressionar ainda mais. Ghotardo acertou a trave, próximo ao ângulo direito do goleiro. O Arouca passeava.
Deh fez o terceiro ao carregar a bola da sua zaga até o meio,quando chutou de longe uma bomba no canto direto de Henrique, que ainda encostou na pelota mas não evitou o gol.
Vibrante, o Arouca gritava a cada tirada de bola, mesmo ganhando por três gols de diferença. A marcação em cima de Caballero era forte, pois todos sabem do seu potencial.
Só no finalzinho do primeiro tempo o gol da equipe de laranja saiu. O autor foi o zagueiro Gustavo, que comemorou muito.
A segunda etapa foi mais morna. Somente aos 10 minutos houve uma chance boa de gol. Com um chute forte, de longa distância, Markinho acertou a trave esquerda. Dois minutos depois, Tuka conseguiu marcar para o Voando Baixo, em um ótimo chute cruzado e rasteiro, tirando as chances de defesa do goleirão Gui.
O Arouca vencia e dava pressão. Após pedido de tempo por parte do Arouca Jrs., o jogo voltou mais pegado, com muitas faltas. A torcida do Arouca se revoltou com a arbitragem alegando que não estavam marcando faltas claras.
Aos 20 minutos, mostrando que o tempo técnico fez efeito, o Arouca conseguiu marcar mais um e deixou seu time ganhando por dois gols de vantagem. O autor foi Leozinho cabeceando e tirando do goleiro, com ótima levantada de Deh. Faltavam menos de dois minutos para o fim do jogo e Caballero ainda tentou deixar o dele. A tentativa foi feita com um bonito voleio, mas foi brecada pelo gigante chamado Gui. E assim, em 4 x 2, acabou o jogo, com um Voando Baixo desmotivado e tendo de encarar o líder dourado Bufalos. Que vida dura para Caio, Caballero, Henrique e Cia... O Arouca, na 4ª posição, encara o MachuPichu, num racha que promete muito equilíbrio.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:
Ras Time 4 x 4 SuaMãe
RAS EMPATA NO FINALZINHO E TIRA VITÓRIA DO SUAMÃE
Mesmo com os desfalques, Iasi salva no finalzinho e deixa o professor Portuga na mão
Por Vinicius Bento
Os dois times mais simpáticos do Grupo A se enfrentaram na última rodada da classificatória. Já garantidos entre os 8 melhores, lutavam apenas por melhores classificações na tabela e, por conseguinte, um adversário teoricamente mais fraco do outro grupo. O Ras poupou alguns jogadores. O defensor Boing, o craque Rernandes e Leônidas (bizonhamente picado por uma abelha no joelho e impossibilitado de jogar) eram desfalques na partida. Os dois primeiros, pelo menos no banco, estavam.
Febem quase fez um golaço. Depois de dar um lindo lençol em Johnny, chegou cara a cara com Cipó. Firme no gol, o goleiro Street Fighter defendeu sem muitos problemas. Entretanto, a partida era fria e apática, mas Raoni (jogador muito criticado pelos companheiros) começou a aparecer e mudar essa história. Primeiro ele abriu o marcador. Depois continuou assustando lá na frente. Entre finalizações e arremates de Febem e Raoni, foi Marcelo que colocou a bola para dentro. Em cima da linha, ele pegou chute do seu time e matou a cobra e mostrou o pau.
Febem continuava dando trabalho na frente. Infelizmente lá atrás Tchelo não deixava para menos. O camisa dezoito do Ras pegou cara a cara com o goleiro. Mesmo com o quique da bola, ele foi frio e arrematou dividindo. 2 x 1. O Ras queria voltar ao jogo.
O craque do Ras não aguentou muito tempo ver o jogo de fora. No final da primeira etapa, Rernanes estava fazendo SuaMãe penar (opa!!!). Na frente, ele conseguiu um arremate extremamente perigoso de perna direita, depois de girar sobre o zagueiro, e acertou a trave. Não demorou muito e o árbitro encerrou a primeira etapa, mas logo começou a segunda. Não muito diferente, Ras e SuaMãe continuavam muito equilibrados. Para a felicidade de quem via os jogos de fora, as finalizações não diminuíram e Tchelo e Febem continuavam muito ofensivos.
Foi então que o mesa assustou o repórter. “Gente, que carrinho perigoso! Sem intenção, mas foi criminoso!”, falava a simpática mesária. O lance foi do Cipó, que, diga-se de passagem, goleiro muito limpo e nada maldoso, sobre Leandro Rosa. Felizmente, Cipó não foi expulso e Leandro Rosa levantou com apenas o susto. Será que dessa vez o goleiro gritou Shoryuken? Ele estava levando essa história de Street Fighter a sério de mais!
Sujeira perdeu um gol inacreditável para o Ras depois de rebote do goleiro Pepe. Do outro lado, deu tempo para Febem fazer o seu. Depois de cobrança de falta, ele enfiou o pé e não deu chances para o carismático e acrobático Cipó (agora dá pra entender seu apelido). Era o gol da vitória.
Não, não era, pois Raoni, o melhor em campo, fez mais um. Tchelo devolveu na mesma moeda e não deixou por menos. 4 x 2. A diferença de dois gols parecia dar sossego ao SuaMãe, tanto que quando este pobre jornalista que vos escreve foi ao banheiro, pois também é filho de Deus, Rernanes deixou a partida para ser decidida nos últimos segundos. 4 x 3 e tome bola na frente!
Em cobrança de falta, último lance do jogo, Iasi deixou a partida espetacular. Empatou tudo e tirou o gosto de vitória das mãos do time de laranja. Minutos depois, o árbitro fechou a conta e passou a régua, um empate espetacular na quadra 6.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:
Jeremias 10 x 4 Obrigado Senhor
JEREMIAS GOLEIA E SE CLASSIFICA
Obrigado Senhor chega para decisão com um jogador a menos e não suporta força do Jeremias, que avança e agora encara o Red Devils; Lucas Oliveira se despede com golaço de bicicleta
Por Renato Malaguti
Nem parecia decisão para a fase do mata-mata, afinal, não é normal um time chegar a tão ponto e ir jogar com um jogador a menos! Mas foi exatamente isso que o instável Obrigado Senhor fez. E por isso pagou o preço da eliminação em goleada construída basicamente no segundo tempo.
Os primeiros cinco minutos não demonstravam o futebol ofensivo que estava por vir. Nenhuma oportunidade de gol apareceu. Coube a Lucas Oliveira, destaque do Obrigado Senhor, esquentar o jogo ao driblar dois jogadores próximos ao meio de campo, conduzir a bola até perto da área e chutar rasteiro, tirando tinta da trave do goleirão Jean.
Logo em seguida, Dunder acertou a trave em um lindo chute no meio de campo. Esses dois ataques, um seguido do outro, mostrava o quanto o primeiro tempo seria disputado, mesmo com o Obrigado Senhor com 6 em campo. Aos 11 minutos, o Jeremias abriu o placar. Pedro deu ótima assistência para Torreta, que ficou cara a cara com o goleiro e fez. Logo em seguida, com um lançamento preciso de Lukinhas, Volnei. Nem teve chance de comemorar, pois a equipe de amarelo sofreu mais um gol e ficou novamente em desvantagem. Dessa vez o autor foi Digo, chutando com muita força próximo ao gol, sem chances para o goleiro.
O Obrigado Senhor pediu tempo técnico e, na volta, conseguiu empatar novamente. Lucas Oliveira, o amigo do Buda, de cabeça, após cobrança de escanteio. Faltando pouco menos de dois minutos para o término da primeira etapa, Lucas marcou seu terceiro gol e colocou seu time pela primeira vez em vantagem. Foi um bonito gol: ele cabeceou de costas, fora da área, acertando por cobertura o meio do gol, em um bom lançamento do goleiro.
No segundo tempo, tradicionalmente quando o Obrigado Senhor acorda, foi a vez do Jeremias despertar: empatou no primeiro lance de perigo, mais uma vez com Digo, que aproveitou a visão tampada do goleiro rival e chutou de longe. Dois minutos depois, a equipe conseguiu a virada com Dunder, que chutou por debaixo das pernas de Chalupe.
Cinco minutos depois, Digo fez outro gol, dessa vez pegando de prima, próximo à linha de fundo. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. O Jeremias já garantia a vitória, mas Torreta fez mais um, aproveitando passe açucarado de Digo e chutando no canto esquerdo do goleiro.
Mesmo perdendo por três gols e com a desvantagem de um jogador, a equipe do Obrigado Senhor conseguiu marcar mais um gol. Sem sombra de dúvidas foi um dos gols mais bonitos de todo o campeonato. Todas as pessoas que estavam fora da quadra viram e elogiaram a linda bicicleta de Lucas Oliveira, que pegou o goleiro de surpresa.
Vaga garantida, o Jeremias fez sua parte e marcou mais quatro gols, com Torreta, Rafael Gomes (2) e Pedro. 10 a 4, Jeremias classificado e Obrigado Senhor eliminado.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:
Camelo 7 x 1 Invictus
INVICTUS NÃO DEMONSTRA TANTO INTERESSE PELO JOGO E TOMA SACOLADA
Com o resultado do jogo anterior realizado pelo Basicus, o Invictus não tinha chances de rebaixamento, por isso entrou em quadra sem preocupações e acabou perdendo de goleada para ao Camelo.
Por Renato Malaguti
O resultado do jogo anterior (Basicus x Primatas) alegrou muito os jogadores do Invictus, que entraram em campo diante do Camelo sabendo que apenas cumpriam e estavam garantidos na Série Prata ano que vem. Talvez reflexo desse relaxamento de saber não precisar vencer, o Invictus foi presa fácil ao Camelo, que jogou bonito, com toque de bola preciso e arrancadas da defesa que mataram qualquer chance que o time branco e azul tivesse na partida.
Logo no início, aos dois minutos, Lucas matou no meio de campo e sofreu falta mais dura de Henrique, que chegou atrasado chutando o calcanhar do amigo. Brunno cobrou tentando dar um cavadinha mas desperdiçou boa oportunidade. O jogo era balanceado nesses minutos iniciais, com um toque de bola mais frequente e com poucas chances de gol, pelos dois times.
Foi somente aos 10 minutos, quando Nando acertou a trave do goleiro Muralha em um lance cara a cara, que o Camelo começou a se impor. Entusiasmados, foram para cima e, em cobrança de ecanteio, o pequeno Cainho achou o zagueirão Renato livre no meio da área para fazer 1 x 0. A bola foi no ângulo direito, sem chances a Muralha.
Em seguida, aproveitando certo desinteresse do adversário, o Camelo aproveitou duas oportunidades ofensivas e marcou dois gols em menos de cinco minutos. Ambos os gols foram feitos por Nando. No primeiro ele enganou o goleiro, virando o pé para o lado esquerdo, mas chutando para o direito. No segundo ele contou com a sorte, pois em um chute muito fraco, Muralha frangou e deixou a bola passar.
O Invictus tinha mais chances em bola parada, já que nos chutes de longe a coisa era mais triste que o habitual. Lucas acertou uma bonita cabeçada na trave e ele mesmo teve a chance de diminuir no rebote, mas isolou. Já ventilava-se o fim do primeiro tempo, mas o Camelo jogava com facilidade, já que espaço era o que não faltava. E assim o time vermelho marcou mais dois gols, ambos de Henrique. No primeiro ele saiu costurando da defesa, o Invictus liberou geral e ele chegou na cara de Muralha para fuzilar de canhota. Para fechar o primeiro tempo, a clássica falha do Invictus: Henrique nem precisou sair do chão e ainda teve tempo de escolher o canto, girar o pescoço e cabecear ao gol. 5 x 0
O segundo tempo foi mais de contenção do Camelo e de ineficiência do Invictus, que continuava sem levar perigo a Johnny, tanto que o time descontou num lance estranho e bizarro dentro da área. Um bate e rebate, em que Johnny saiu mal, Márcio tocou por último para deixar em 5 x 1 o jogo, mas provável que nem tenha visto o gol já que estava de costas.
Foi só o gol de honra, pois o Camelo usava a velocidade para contra-atacar. Assim Nando fez mais um após passe de cabeça feito por Kazu. O Camelo jogava no ataque e pressionava. Nando acertou mais uma vez a trave e Cainho foi parado por Muralha por duas vezes. Mas de tanto pressionar saiu o sétimo: Fê Araújo chutou de muito longe e acertou o canto esquerdo de Muralha, que pulou na bola mas não alcançou.
Mesmo não precisando do resultado, a equipe do Invictus teve certo desentendimento interno, como de costume. Paulinho foi expulso faltando menos de cinco minutos para o fim do jogo, pois bateu boca com o árbitro. Tomou azul e vermelho em sua despedida do time. E assim acabou o jogo, com placar elástico de 7 x 1 e com ambos os times saindo de campo bem humorados. Afinal, o jogo era praticamente um amistoso.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:
DPGamos 3 x 2 TCM
DPGAMOS VIRA NO FINALZINHO DO JOGO E SAI CLASSIFICADO
Jogo seguia disputado e tenso até que confusão entre Daniel Fischer e o árbitro esfriou os ânimos. Na volta, o DP virou o jogo e ficou com a vaga
Por Vinicius Bento
É divertido imaginar que na fase de grupos houve um mata-mata. Sim, exatamente isso. TCM e DPgamos precisavam da vitória ou morreriam na praia. O empate dava a vaga para o ZFQ, que em peso azaravam o jogo, esperando por um resultado igual.
Quando a bola rolou, foi um típico desenho de um jogo do DPgamos. O time saiu tomando a tradicional pressão. Dessa vez, precisando do resultado, o técnico Lói havia escalado o time mais ofensivo, com Renan de volante, expondo mais a defesa de Carlitos e Pi. Porém, mesmo tomando pressão e acuado, foi o DPgamos que abriu o marcador. Bento tomou a bola no meio de campo, rolou para Kaká que, cercado por três defensores, tentou o arremate. Ou seria uma finalização? Bem, isso apenas o próprio Kaká pode responder. O que vale é que a bola acabou caindo nos pés de João Corazza. O atacante não perdoou. Com precisão, colocou entre as pernas do goleiro adversário.
O TCM agora precisava ir ao ataque. Peli, o terceiro dos irmãos Motta, era sem dúvidas o jogador mais perigoso. Muito rápido e habilidoso, o craque estava fazendo a defesa do DPgamos girar perdidinha. De maneira surpreendente, as jogadas que chegavam mais perto da meta de Valentin eram os lances aéreos. Cada escanteio era um Deus nos acuda. Quando Thiagão vinha ao ataque, Valentin gelava.
Ironicamente, o gol do TCM veio depois de contra-ataque rápido e mortal. Robson pegou de frente para o gol e bateu com uma categoria de dar inveja a muito atacante da Série Ouro. O goleiro do DP ainda tentou esticar a perna, mas sem chances. Tudo igual. O jogo ficou equilibrado. Alguns chutes de longe, alguns milagres de Valentin e o mesmo jogo de sempre. Não demorou muito e o árbitro deu a primeira etapa por encerrada. Mal ele sabia o que viria no segundo tempo...
Logo nos minutos iniciais, a tática de Thiagão surtiu efeito. Depois de cobrança de lateral, o grandalhão subiu no terceiro andar e com uma testada firme colocou a bola para dentro. O lance gerou muita polêmica. Para o repórter que vos fala, foi um lance normal. Thiagão subiu sim com os braços abertos e sim, atingiu o rosto de Renan, que o marcava, porém devido ao seu tamanho e força. Para Lói, o lance foi faltoso. “Subiu batendo o braço em todo mundo! Não importa, não pode”, esbravejava ele. Para Daniel Fischer, no banco de reservas, o lance foi revoltante. O defensor/goleiro/organizador foi para cima do árbitro. Depois de muito bate boca, o homem de preto foi substituído. Sim, isso mesmo, substituição na arbitragem do Chuteira. Após quase dez minutos de jogo parado e ameaças do TCM de sair de quadra junto com a revolta de Kaká, o jogo recomeçou.
O time do Zica, vendo o jogo de fora, era uma forte torcida para o DPgamos empatar. “Pô Bento, chuta no gol que o goleiro não é lá essas coisas”, avisava Negão, o 10 do Zica do lado de fora.
Quando a partida já de encaminhava para a vitória do TCM, Kaká (que a partir daí se tornaria o craque do jogo) deixou tudo igual. Menos de dois minutos depois o grandalhão do DP recebeu passe de Bento e, dentro da área, acertou um belo chute de perna direita, mesmo dividindo no corpo com o zagueiro. Um petardo. Era o tento para decidir a partida. Depois disso não deu tempo para muita coisa e a classificação para a próxima fase ficou para o time de Lói e companhia.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:
R.R Olímpico 8 x 2 Di Primeira
KUMINHA E BRIAN GARANTEM VICE-LIDERANÇA PARA ROLETINHA
Com um segundo tempo extremamente ofensivo e eficiente, Roleta aniquila Di Primeira com um futebol alegre e objetivo
Por Renato Malaguti
Após alguns chutes a gol para treinar os goleiros e a pontaria e a tradicional roda para aquela conversa final, a bola rolou para a última partida do Grupo B. Já classificados, valia melhor posição no grupo a vitória. O Roletinha queria a 2ª posição, mas para tanto precisaria vencer por 6 ou mais gols de diferença um dos times mais osso duro de roer. E não é que o time de Baru, ausente na partida, conseguiu o resultado que precisava?
O primeiro tempo foi marcado por muita disputa,. Se fossemos nos basear somente na primeira etapa, o resultado mais justo seria o empate. No primeiro lance de real perigo, o placar foi aberto pelo Di Primeira, com Rodrigo. Foi um bonito gol, em que ele driblou um zagueiro e chutou cruzado, à esquerda do goleiro Edu. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Três minutos depois, Rapha Silva acertou a trave. O Roletinha tomava um baita susto.
Porem, as coisas começaram a mudar, e mais precisamente aos 12 minutos, Kuminha mostrou porque é tido como craque e começou a fazer a diferença. Ele aproveitou rebote e fez de forma oportuna. O time comemorou muito, principalmente Folha. Mas as coisas ainda estavam equilibradas, e assim o Di Primeira brecou a comemoração adversária fzendo 2 x 1 em falha de Edu, que assumiu o erro. O autor foi Rapha Silva, que chutou fraco no meio do gol, mas o goleiro aceitou.
Novamente de forma oportuna, Kuminha fez seu segundo gol aproveitando lambança na zaga adversária. Kuminha atacava de Renê, parecia. O novo empate levou a partida a ter poucas oportunidades de gol até o fim do primeiro tempo, quando Kuminha chutou de fora da área e quase acertou o ângulo esquerdo do goleiro Cadu, que tirou com os olhos.
Na volta para o segundo tempo, o R.R. Olímpico parecia outro time dentro de campo, e uma nova estrela começou a brilhar junto a Kuminha: Brian. No primeiro lance perigoso, ele virou o placar em chute cruzado que foi morrer no canto direito de Cadu. Ainda bateu na trave antes de entrar. Menos de três minutos depois, Brian fez mais um, e dessa vez foi de craque. Aproveitando cruzamento de Kuminha, ele deu de letra, tirando o goleiro da jogada. 4 x 2 e respiro aos juniors do Roleta.
Se no placar o Roleta respirava, tudo ficou melhor quando um baita desentendimento interno envolveu Cadu e Nego Drama, ambos do Di Primeira. Foi aí que a equipe vermelha se entregou e tomou uma sacolada sem piedade do adversário. Com um bonito passe de Folha, Brian bateu de primeira com perigo à esquerda do gol. Um minuto depois, com assistência de Kuminha, Folha deixou o seu gol chutando por debaixo das pernas de Cadu. Não demorou e Gogof marcou um belo gol, chutando de longe e acertando próximo ao ângulo esquerdo. Três gols em tão pouco tempo. O Di Primeira estava entregue em quadra.
O tempo técnico foi pedido pelo Di Primeira, para tentar ao menos evitar uma tragédia maior. Deu certo, pois o time voltou melhor, mas não conseguia diminuir o placar. Novo tempo pedido e na volta o Roletinha bregou os últimos dois pregos do caixão. Gogof ganhou do zagueiro e tocou para Bruninho só empurrar para dentro. Em seguida, Folha fez um belíssimo gol, driblando o goleiro e chutando de perna esquerda. 8 x 2 e dois gols de diferença, para descrédito do Camelo, que já contava com a vice-liderança do grupo.
O Di Primeira, além de ser debulhado dentro de campo, teve de gerenciar uma briga entre seus próprios jogadores. Tapas e socos agitaram a saída do time de campo numa cena lamentável de se ver e que mostra o destempero de alguns da equipe. É colocar a cabeça no lugar e ter em mente que daqui em diante é mata-mata. Perdeu é tchau.
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