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CHUTEIRA NEWS: 10ª RODADA DO IV CHUTEIRA DE PRATA

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO A:

ZFQ 3 x 3 Ras Time

NO FINALZINHO ZICA ACORDA E EMPATA O JOGO


Time de Negão não faz grande partida, mas garante o empate, que acaba por deixar o time dependente de um resultado para se classificar

Por Vinicius Bento

Um comentário inicial da torcedora do Ras atingiu o ponto principal do início do jogo: “Nossa, como o time deles tem reserva”, dizia. O número de jogadores no banco poderia fazer a diferença. Poderia.

Logo no início da partida, o Zica parecia estar com uma ressaca daquelas (exatamente como o repórter que vós fala). Primeiro foi Rernanes que acertou um balaço no travessão. Logo depois foi a vez de Leônidas dar um voleio e abrir o marcador. Não por acaso são os dois jogadores que mais têm seus nomes citados nas matérias do Ras. Um belo gol. 1 x 0.

Depois dos dez minutos iniciais o Zica começou a aparecer para o ataque. Negão chegou a arrancar um suspiro da torcida quando finalizou com força contra a meta de Cipó. Com um belo golpe de vista, ele evitou o gol. Depois de cobrança de lateral de Negão, Paulo Omar, camisa 7, acertou um lindo voleio de perna direita de dentro da área. O lance foi parecido com o gol de Zidane na final da Champions League. Cipó nem pulou nela. Um empate justíssimo até aquele momento da partida.

Quando percebeu que o adversário estava de volta à partida, o Ras partiu novamente para o ataque. Boing arriscou de longe e a bola passou perto da trave. Tirou tinta. Mas o empate persistia. Não demorou muito e o juiz Freddie Mercury encerrou o primeiro tempo. No intervalo, Leônidas reclamou bastante da arbitragem e do defensor que o marcava. “Toda hora! Olha uma bola antes, ele não tira o braço da minha cara”.

Logo nos minutos iniciais da segunda etapa, Iasi, que havia entrado no decorrer da partida, aproveitou cobrança de escanteio e meteu a cabeça nela. 2 x 1. Para complicar mais ainda a situação, Tchelo pegou a bola de frente para o gol e só fuzilou. 3 x 1.

Para tentar uma reação, já na metade da segunda etapa, Lucas Freitas soltou o pé na bola em cobrança de falta e acertou a trave. No rebote, Paulinho, camisa 16, colocou ela para dentro. Era o fio de esperança que o time precisava.

No finalzinho da partida o Zica ensaiou uma pressão. Indo para cima da defesa adversária e fazendo eles ficarem perdidinhos, Cipó estava se desdobrando para evitar o empate. Os últimos cinco minutos de jogo teriam de ser de muita pressão se o Zica quisesse pelo menos um ponto. E assim se fez. Lucas de Freitas estava chutando tudo. A menor oportunidade e o zagueirão arriscava para onde o nariz apontava. Era torcer por uma pequena chance.

Um segundo após Febem, atacante do SuaMãe, perguntar “se empatar nós ainda classificamos?”, Negão pegou a bola de frente, cortou para a direita e fuzilou. Um verdadeiro balaço. 3 x 3.

Depois disso não deu tempo para mais nada e o juiz encerrou a partida, para infelicidade de todo o time do SuaMãe, que agora teriam que buscar o resultado contra o É Verdadeee para garantir a classificação antecipada.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO B:

Obrigado Senhor 3 x 5 RR Olímpico

FESTIVAL DE GOLS PERDIDOS TERMINA COM VITÓRIA DE ROLETINHA


Time Junior do Roleta e Obrigado Senhor abusaram da falta de pontaria, mas, no fim do jogo, o gás do Roletinha estava melhor e assim saiu vitorioso

Por Douglas Almasi Santos

Roleta Russa Olímpico e Obrigado Senhor entraram em quadra visando a vitória, a fim de alcançarem suas vagas à próxima fase. Porém, para quem precisava dos três pontos a qualquer custo, bem que os jogadores dos dois times poderiam caprichar mais na pontaria. Após um festival de gols perdidos, e valendo-se de um condicionamento físico melhor, a partida teve um vencedor. E quem saiu comemorando foi o Roletinha.

O jogo começou com uma falta em cima de Folha, mas que não resultou em gol à equipe de Ceron e Cia, que, do lado de fora, acompanhava os companheiros em campo. Depois disso, só deu Obrigado Senhor. Cobrança de escanteio, Rominho cabeceou, mas a zaga salvou em cima da linha gol iminente. Logo depois, em rápido contra-ataque, a bola foi esticada a Lucas Oliveira, que, na corrida, ganhou de Baru, mas chutou para fora. Mais Obrigado Senhor: novo contra-ataque, Michel ajeitou de letra a Lucas Oliveira que tentou o canto esquerdo, mas Edu se esticou todo e pôs a escanteio.

O placar foi inaugurado quando, em cobrança de falta, Lucas Oliveira soltou o pé, a bola ainda desviou na barreira e entrou. Vantagem de 1 a 0 ao Obrigado e nada do Roletinha se manifestar. O horário matutino fez com que o time de Baru não realizasse nada nos primeiros 6 minutos de jogo. O time ainda sofreria assédio quando Lucas Oliveira recebeu na entrada da área e encheu o pé. Edu espalmou e a bola quase entrou, mas o goleiro se recuperou no lance e a agarrou firme.

Foi aí que o Roletinha acordou e resolveu incomodar o Obrigado Senhor. Primeiro, Brian cobrou uma falta que saiu por cima do gol. Depois, Kuminha deu lindo passe a Brian, livre dentro da área, mas o camisa 10 chutou fora. Em seguida, a melhor chance: Pina recebeu cara a cara com o goleiro, mas chutou fraco para as mãos de Chalupe. Antes do gol de empate do Roletinha, o Obrigado Senhor perdeu mais duas boas oportunidades: uma com Lucas Oliveira – após o camisa 10 aplicar um lençol no goleiro e cabecear para a zaga salvar mais uma vez –, e outra com Thales, que obrigou Edu a fazer uma linda ponte a escanteio.

Mas o velho chavão esportivo é claro, e quem não faz, toma. Cobrança de lateral a Brian, ele ajeitou atrás para a bomba de Kuminha, empatando o jogo. Com o tento obtido, o Roletinha conseguiu equilibrar o embate, criando algumas situações de gol. Mas a equipe novamente vacilou: lançamento despretensioso ao ataque, Baru falhou na marcação, e Raphinha surgiu livre para marcar. O Obrigado poderia ampliar quando, em cobrança de escanteio, Volnei subiu no terceiro andar e testou para defesa espetacular de Edu.

Mesmo assim, no último lance da etapa primeira, Folha, em cobrança de falta, rolou para Gogof acertar o canto direito de Chalupe, empatando novamente. A volta do intervalo continuou com um festival de gols perdidos. Raphinha recebeu, cortou ao pé direito e bateu, mas a bola foi fora. O Roletinha respondeu com Kuminha, que da entrada da área obrigou a Chalupe a fazer boa intervenção. Volnei quase marcou ao Obrigado, quando ajeitou pro pé direito para chutar, a bola desviou na trajetória e foi mansa até bater na trave. Roletinha e Obrigado continuavam a perder gols.

Porém, os minutos finais do confronto foram alucinantes. Primeiro, o Roletinha perdeu gol feito quando, no rebote de Chalupe, Bruninho Fontes, debaixo da trave, desviou por cima do gol. Mas, na sequência, Kuminha puxou o ataque e tocou a Folha no flanco esquerdo, que limpou o goleiro e chutou. A zaga salvou mais uma vez, porém, no rebote, Kuminha não desperdiçou e virou o placar. Depois, Folha, aproveitando indecisão da zaga, marcou o seu.

Com 4 x 2, ficou fácil ao Roletinha, que marcou mais um: Brian recebeu na direita, fintou o marcador e chutou cruzado para vencer Chalupe. Cansados, os atletas do Obrigado já não atacavam com a intensidade do primeiro tempo. Mesmo assim, Volnei, chutando de primeira no canto direito, descontou, mas já era tarde, e a vitória ficou com o Roletinha, reabilitando-se no certame.

O Obrigado Senhor continua na briga pela classificação e, mesmo com o revés, depende apenas de si mesmo para avançar à fase final. Basta um empate no confronto direto com o Jeremias para continuar jogando aos sábados. Já o Roletinha assumiu a vice-liderança do grupo B pelo saldo de gols e, para se manter bem colocado e enfrentar o sétimo colocado do Grupo A no mata-mata, precisa da vitória ante o forte Di Primeira. Promessa de fortes emoções nestes dois confrontos.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO A:

TCM 3 x 2 Cachorro Velho

TCM SOFRE MAS VENCE E DECIDE VAGA DIANTE DO DP NA RODAD FINAL


Time jogou bem e mantém viva o sonho da classificação; Cachorro Velho, já classificado, busca na rodada final melhor colocação

Por Diego Pontes

Mais do que uma acirrada disputa pela classificação, TCM x Cachorro Velho representou o confronto entre dois tipos de futebol. De um lado do corner, o elenco jovem do Cachorro, notório por suas ofensivas velozes e pelos potentes chutes à distância de Tché e Argenta. Em oposição, a trupe patrocinada pela Blowtex tinha como armas o entrosamento e o toque de bola preciso. O resultado? Um jogo pegado, no qual a frieza e a superioridade tática foram decisivas para a vitória.

Foi da esquadra azul marinho o primeiro chute a gol – uma bomba de fora da área de Brunão que pôs o goleiro Marcião para trabalhar. Mas o TCM logo mostrou que não estava lá para tomar sacolada: aproveitando o rebote de falta cobrada por Guinho, Fabio Lima costurou a banheira rival e chutou rasteiro em direção ao canto esquerdo de Botana. Habilidoso com as pernas, o arqueiro conseguiu desviar a redonda antes que esta tocasse as redes.

As ameaças do TCM não pararam por aí. Valendo-se de passes aveludados, Neno deixava a zaga adversária a ver navios e colocava seus companheiros frente a frente com Botana. Os pés mágicos deste último bem que seguraram dois chutes praticamente indefensáveis (um de Robson e outro do próprio Neno), mas não foram capazes de impedir que o cruzado de Fabio Lima explodisse no meio do gol e marcasse 1 x 0 para a turma dos preservativos.

O Cachorro Velho, que até então jogava em ritmo de pelada, acordou após o lance. Tché começou a fazer aquilo que sabe melhor: bombardear o arco inimigo com chutes de fora da área. Porém, Marin sempre estava no lugar e na hora certos para desviar a pelota para a linha de fundo. Para complicar a situação do Cachorro, Thiagão e Robson faziam marcação cerrada na saída de bola da azurra, barrando as ofensivas de Argenta pelo centro.

Todavia, bastou uma oportunidade de falta para que a esquadra da Unicef saísse do aperto. Após o forte Márcião espalmar o torpedo de Tché, Marcão correu para a banheira e ficou só aguardando o rebote. E não é que o camisa 66 deu sorte? Atordoada com a jogada, a defesa do TCM acabou deixando a pelota escorrer para os pés do jogador, que não bobeou e logo mandou um balaço para o meio do gol, empatando o duelo.

Aproveitando a desordem que se instaurou na equipe adversária, Tché arrancou pelo centro, desviou de Marin e virou o placar ao chutar no canto esquerdo de Márcião. O apito soa estridente na quadra 5. Nitidamente abalado com a reviravolta, o TCM pediu tempo. O time sabia que seria atropelado pelos contra-ataques relâmpagos do Cachorro Velho caso não esfriasse a cabeça e voltasse a jogar coeso.

A pausa se mostrou uma decisão acertada, uma vez que a esquadra branca logo reverteu o quadro da partida. Aos 20 minutos, um passe ligeiro de Robson enganou Brunão e deixou Neno frente a frente com Botana. Uma pisadinha do camisa 10 na redonda foi o suficiente para que esta deslizasse faceira para o cantinho da rede. Em seguida, o mesmo Neno protagonizou a jogada que decidiu a peleja: em cobrança de falta, o craque do TCM tocou para Marin matar com um chute em linha reta.

A cancha seguiu parelha na segunda metade do jogo. Enquanto o Cachorro focava todos os seus esforços nas ofensivas de Tché e Argenta, o TCM, orientado por seu técnico Cláudio, jogava fechadinho na retaguarda. Na tentativa de conter os atacantes rivais, Thiago Fonseca acabou exagerando na força de algumas entradas – o que irritou jogadores e torcedores do Cachorro. As coisas esquentaram ainda mais quando Argenta, em cobrança de lateral, arremessou a bola no rosto de Fabio Lima. O azul disse que não fez deliberadamente e pediu desculpas, mas o camisa 4 do TCM não quis nem saber. Coube ao árbitro a tarefa de esfriar os ânimos dos jogadores. Com seu jeito ríspido, o professor logo mandou cada time para o seu lado, impedindo o que parecia ser um início de discussão.

Segundos depois, a partida foi paralisada novamente devido a mais uma falta de Argenta em Fabio. Ao disputar a bola com o camisa 66, o meia do TCM lesionou o joelho. Após o camisa 4 ter sido retirado de campo por seus companheiros, o jogo pode correr normalmente, visto que a equipe branca foi compreensiva e não julgou maldoso o lance.

A última grande chance de empate do Cachorro surgiu aos exatos 25 minutos, quando Jeff recebeu passe de Tché e invadiu o campo adversário. Porém, o meia desperdiçou a oportunidade ao chutar o balaço nas mãos do goleiro.

E soa o gongo! Final: TCM 3 x 2 Cachorro Velho. Com a vitória, o primeiro é alçado à zona de classificação, mas deverá bater o DPGamos na próxima rodada se quiser continuar nesta. Já o Cachorro Velho enfrenta o É Verdadeee, time que segue logo atrás na tabela.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO B:

Voando Baixo 4 x 7 Invictus

INVICTUS SE SUPERA, VENCE VOANDO E RESPIRA


Depois de 10 rodadas, equipe sai da zona de rebaixamento e só depende de si para permanecer na Prata; Voando alcança a classificação mesmo com a derrota

Por Douglas Almasi Santos

A esperança não morreu no Invictus. Jogando de forma surpreendente e contando com a inspiração de seus atletas – além dos desfalques do adversário –, o time fez grande partida ante o Voando Baixo e saiu, depois de 10 rodadas, da zona de rebaixamento do grupo B da Prata. Comandado por Paulinho atrás, Brunno no meio e Lucas no ataque, o time mostrou futebol ofensivo e aguerrido, sem os habituais erros infantis e agora vai à última rodada dependendo apenas de si para não figurar, em 2011, na Série Bronze. Já o Voando Baixo, mesmo com o revés, garantiu presença matemática na fase final do certame.

O Invictus começou a vislumbrar uma tarde de gala quando acompanhou a chegada do Voando Baixo ao PlayBall. A equipe de Caio Pisano chegou aos trancos e barrancos, correndo e pulando a cancela do estacionamento quando os azuis já estavam em campo prontos para o jogo. Mesmo assim, começou o jogo com um jogador a menos – mas não demorou a outro atleta chegar. Porém, não contou com nenhum jogador suplente e, para piorar o momento, não tinha o seu guarda-metas Henrique – coube a Barroz a indigesta tarefa de substituir o camisa 1 do Voando, missão na qual não decepcionou. No Invictus, com um reserva, a situação não era diferente – o que mudava era a postura dentro de campo.

O jogo foi iniciado com Rafael puxando ataque até tocar a Lucas, que chutou sem direção, desperdiçando lance para o Invictus. O Voando Baixo largou na frente quando, do cruzamento da direita, a bola estava quase na mão de Muralha, mas desivou em zagueiro no meio do caminho e ficou limpa a Caballero, o matador, que só tocou às redes, sem dificuldades. Mas a resposta foi imediata: Paulinho fez grande jogada irrompendo pelo meio de campo, na raça, e tocou à esquerda até Brunno que cruzou. O zagueiro tentou afastar, mas colocou a bola pra dentro. Gol de empate do Invictus anotado a Brunno.

Com o placar movimentado, as equipes foram ao ataque atrás de gols. Tuka interceptou um lançamento e rolou na esquerda a Caballero, que chutou colocado para boa defesa de Muralha. No rebote, Felipe Santos encheu o pé para outra defesa de Muralha. Nova resposta do Invictus: em rápido contra-ataque, Brunno recebeu no flanco esquerdo e chutou no canto, mas o improvisado goleiro Barroz defendeu com o pé. Mais Brunno: ele dominou na entrada da área e, de bico, chutou para Barroz colocar a escanteio.

O equilíbrio tomava conta da partida. Os times alternavam ataques atrás da vantagem. O Invictus quase chegou por duas vezes com Lucas em bola aérea. Na primeira, ele cabeceou no primeiro e a bola saiu raspando o segundo. Na segunda, Lucas foi ajeitar de cabeça em frente à área para companheiro, mas a bola subiu e foi morrer na trave de Barroz, que nem se mexeu. Mas quem aproveitou sua chance foi o Voando Baixo: contra-ataque, tabela esperta entre Pisano e Assolan, com o primeiro recebendo para concluir e colocar o Voando em vantagem.

E não demorou muito para sair o 3 x 1. Caballero recebeu na entrada da área, girou o corpo e chutou. Parecia que o Invictus teria seus constumeiros apagões, mas não foi bem o que aconteceu. Brunno quase diminuiu, mas novamente parou em Barroz. Porém, quase sofreu mais um tento quando a zaga deixou Felipe Santos livre para chutar no canto direito. A bola saiu tirando tinta da trave. O Voando não marcou e proporcionou a reação ao adversário: passe dentro da área e Marquinhos desviou, descontando no marcador. E depois, Brunno recebeu na área, aplicou um leve lençol no goleiro e anotou o empate do Invictus antes da chegada do intervalo.

Na etapa final, o gás do Voando Baixo foi abaixando, e quem fez a festa foi o Invictus. Bola rebatida, Lucas protege e vê Paulinho chegando a milhão para soltar a bomba no ângulo esquerdo de Barroz, virando o marcador. Caballero tentou empatar quando, chutando de primeira, acertou o pé da trave esquerda de Muralha. Mas o Invictus se mostrava mais consistente e chegou a mais um tento: na cobrança de falta, Lucas rola a Brunno no meio, que, com extrema categoria, coloca rente à trave e aumenta a vantagem.

O Invictus seguia perdendo gols, especialmente com Lucas, que em lançamento de Brunno pegou de primeiro um lindo chute que Barroz espalmou a escanteio. Pelo outro lado, Caballero chamava o jogo para si e pedia bola atrás de bola. Paulinho era sua sombra e conseguir anular a maioria das bolas que iam até ele, porém, numa delas, o camisa 7 escapou e mais uma vez diminuiu ao Voando Baixo, acertando bom chute de pé esquerdo. 5 x 4 e promessa de 10 minutos eletrizantes.

Porém, o Invictus não queria saber de outra derrota, ainda mais jogando muito bem, com os três setores do campo equiloibrados. E assim o time liquidou a fatura ao fazer o sexto gol. Brunno realizou grande jogada pela linha de fundo direita e cruzou para Rafael completar de letra. Não demorou e o mesmo Rafael cruzou da esquerda para seu cunhado Marquinhos completar, dando números finais ao jogo, com triunfo do Invictus por 7 x 4, muita vibração e alívio para o time branco e azul, que enfim deixa a zona do descenso. Na rodada final, o Invictus só depende de si mesmo para continuar na Prata, e vai encarar o Camelo. Já o Voando Baixo comemora a classificação enfrentando o Arouquinha.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO A:

SuaMãe 3 x 2 É Verdadeee

SUAMÃE MOSTRA ESPÍRITO DE REAÇÃO E VENCE O É VERDADEEE


Principais estrelas do É Verdadeee não fazem grande jogo e o time sente

Por Vinicius Bento

No primeiro minuto de jogo, o goleirão do SuaMãe vacilou depois de cobrança de escanteio e Gavião só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro. Mal havia começado a partida e já tínhamos visto uma pane na defesa do SuaMãe, claramente em descenso.

Febem não estava satisfeito com o placar. O camisa 9 era disparado o melhor jogador do seu time. Arriscando de média distância, o grandalhão incomodava e obrigava o goleiro Reyna a se desdobrar para evitar o gol de empate do time de laranja.

Depois de lindo passe de Fúria, Master entrou na área do SuaMãe e colocou a cabeça nela. 2 x 0 e a situação começava a ficar preta para o ex-líder. Querendo alguma coisa no jogo, Dede, camisa 8, bateu falta para o time de laranja. A bola desviou na barreira e enganou o goleirão. 2 x 1. Para felicidade geral da nação das mães do Brasil, Wesley arriscou de fora da área e empatou a partida. 2 x 2.

Logo após o empate o juiz deu a primeira etapa por encerrada. Na segunda, Zoiudo lembrou o lendário Space Jam. “Ei, coloca aí na matéria que eu tomei uma água especial e vou destruir no segundo tempo”, alertava a defesa adversária o bom jogador do SuaMãe.

O jogo estava mais frio na segunda etapa. Não só o jogo como o tempo. O vento batia e isso poderia facilitar a vida dos atacantes. Febem que o diga. Depois de pegar rebote, de frente para o gol, o ótimo centroavante sentou o pé nela. Com muita velocidade a bola morreu no fundo da rede de Reyna.

O É Verdadeee precisava sair para o jogo. Tinham feito o resultado e tomado a virada. Agora tinham de correr atrás. Nem mesmo King, o ótimo zagueiro, estava fazendo uma grande partida. Quem sabe por que Febem estava em tarde inspirada?

Enquanto Daniel Fischer fazia sua típica politicagem pelo PlayBall, Master continuava sendo o melhor jogador do É Verdadeee. Perigoso e pouco estático, ele era o maior perigo do time de branco.

Leko teve a chance de definir a partida. Depois de receber lindo passe de Wesley, ele finalizou caindo e acertou o travessão. Se ela entra poderia ser o tento da partida. Minutos depois o mesmo jogador foi afastar a bola de trás e acabou jogando contra o patrimônio. O goleirão se esticou todo para salvar o que seria o gol contra.

Depois disso, sem muitas emoções e o árbitro deu a partida por encerrada e garantiu mais três pontos importantíssimos para o time de Febem e cia.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO B:

Di Primeira 0 x 1 Arouca Jrs.

CONFUSÃO, MAIS UMA, MARCA VITÓRIA MAGRA DO AROUCA JRS. SOBRE DI PRIMEIRA


Futebol passou longe e o que se viu foi uma sequência de entradas truculentas e deslealdade em campo, que acabou, para variar, em confusão

Por Diego Pontes

Pode-se dizer que Arouca Jrs. x Di Primeira foi um jogo modelo. Um legítimo exemplo de falta de esportividade e de como NÃO se deve jogar futebol. E essa afirmação nada tem a ver com o magro placar do duelo (1 x 0 para o Arouca), mas sim com o excesso de força apresentado por ambos os times ao longo da partida. Não bastasse isso, houve provocações entre os jogadores e até mesmo um princípio de confusão – que só não ocorreu graças à intervenção de terceiros.

O embate começou pegado na saída de bola do Di Primeira. Encurralados pela marcação cerrada de Nelsinho e Washington, os colorados seguiam tocando a bola a esmo na tentativa de abrir espaço para Rapha Silva arrancar pelas laterais. Quando o camisa 3 conseguiu receber passe da defesa, Nelsinho lançou o atacante para fora do campo com uma dura entrada de corpo.

Estava aceso o pavio. Dentro do campo, o jogo seguia tenso, uma vez que os defensores da esquadra alva continuavam a derrubar os rivais nas disputas pela bola. Do lado de fora da quadra, uma senhora, espécie de manager do Di Primeira, esbravejava em protesto à truculência do futebol arouquense e incitava seu time a dar o troco.

O único gol da peleja saiu aos 7 minutos, quando Washington arrancou no contra-ataque, trespassou a grande área inimiga, girou e concluiu com um chute rasteiro no cantinho.

O Di Primeira teve a oportunidade de equilibrar o prélio segundos depois devido à falta de Deh em Rapha. Todavia, Argenta desperdiçou ao cobrar em cima da barreira. Com exceção de algumas (poucas) jogadas de destaque, o restante do primeiro tempo foi uma sucessão de faltas grosseiras. A arbitragem bem que se esforçou para resolver na conversa, mas não teve jeito. Após pisar com força em Deh, Claudinho recebeu o primeiro cartão amarelo da partida. Em seguida, o rival Felipe Pellegrine foi amarelado por atirar Lê contra as grades em uma dividida pela lateral direita. Tamanha foi a força empregada no jogo de corpo que o camisa 4 do Di Primeira acabou ferido no pescoço – o que deixou seus companheiros de equipe nitidamente revoltados.

Quem se destacou no segundo tempo foi o Di Primeira. Outrora acuada pelo futebol agressivo do Arouca Jrs., a esquadra vermelha resolveu sair da retranca e dar a cara à tapa nesta metade do jogo. Logo nos primeiros minutos, Daltinho assustou o adversário com um petardo em linha reta que só não entrou porque Pelegrinne tirou com uma cabeçada. Outra investida perigosa dos escarlates ocorreu aos 10 minutos: após arrancar pelo meio de campo, Rodrigo Miranda deixou Lê na cara do gol para chutar. Porém, o arqueiro Guilherme, no susto, barrou a bomba rasteira com os pés.

Quando a disputa estava começando a engrenar, uma série de faltas acabou com o pingo de esportividade que restava na quadra 4. A começar pela falta de Daltinho em Nelsinho. Mesmo após o professor amarelar o camisa 7 do Di Primeira, o Jack Black tupiniquim continuou resmungando e por pouco não partiu para cima do rival. Por conta disso, acabou recebendo um amarelo para esfriar a cabeça.

Minutos depois, Black e Daltinho protagonizariam mais um lance polêmico. Na disputa pela bola, o atacante colorado acertou o rosto de Nelsinho com o braço. O lance quase virou briga generalizada quando o camisa 22 do Arouca Jrs acusou o camisa 7 de ter batido propositalmente. E dá-lhe esforço dos professores para acalmar os ânimos das equipes. No bate-boca, sobrou cartão vermelho até para o técnico Vitão, do Arouca, por este ter se exaltado.

Mas a bruxa definitivamente estava solta naquela quadra. Eis que o improvável aconteceu: novamente Daltinho bateu o cotovelo em Nelsinho! Estava armado o circo. A expulsão do jogador faltoso não foi o suficiente para a partida voltar ao normal. Tanto isso é verdade que a briga persistiu mesmo após o juiz apitar a vitória do Arouca Jrs. Vitão, transtornado, entrou na arena e começou a trocar empurrões e xingamentos com Nego Drama. Felizmente, a turma do deixa-disso foi ligeira em apartar os jogadores, que logo trataram de ser reconciliar.

A situação das equipes na tabela permanece a mesma. Ambas estão com 18 pontos e seguem na luta pela classificação. Na próxima rodada, o Arouca Jrs. pega o instável Voando Baixo, enquanto o Di Primeira enfrenta o Roleta Russa Olímpico, vice-líder do Grupo B.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 1 x 7 La Coruja

LA CORUJA VENCE PRIMEIRA E CAI DE CABEÇA EM PÉ


Jogo entre os rebaixados do grupo teve jogador a menos, belos gols e a vitória de honra do lanterna

Por Vinicius Bento

Nas palavras de Gutão, capitão do La Coruja antes da partida, “o La Coruja vai cair de pé”. Foi o que aconteceu no sábado véspera de feriado, quando o time goleou o Pé de Pano e pode até não ser o lanterna se vencer na rodada final.

Os dois times já rebaixados do Grupo B do Chuteira de Prata se enfrentaram na tarde do feriado. O resultado foi muito engraçado: o La Coruja veio com quatro jogadores de linha e o Pé de Pano com cinco. “Jogo assim eu não pego para apitar”, ironizava o juiz Freddie Mercury.

Depois do pontapé inicial, os reforços chegaram. O La Coruja conseguiu ficar com seis jogadores de linha. Pareceu que o tirou saiu pela culatra, pois Dada abriu o marcador para o Pé de Pano. Minutos depois, Guila deixou tudo igual no marcador ao cabecear com força. O goleiro Tiago defendeu, mas ela já estava dentro do gol. 1 x 1.

Já na metade do primeiro tempo, o La Coruja que havia começado a primeira etapa com um a menos, já tinha um a mais e de bônus ainda levaram um reserva. Mesmo assim o PdP ia segurando muito bem a pressão do time adversário.

Era preciso fazer valer a vantagem numérica em campo. Talvez por isso o La Coruja tenha tentado tantas trocas de passes. Mesmo que algumas vezes elas fossem desnecessárias e até tirando a bola do chão. Herrera, sem querer, quase fez o gol que Pelé não fez. Depois de dividir com o goleiro, o camisa 7 deu um drible sem tocar na bola, mas não conseguiu recuperá-la a tempo para a finalização.

Minutos depois Guila fez um gol antológico. A la Loco Abreu em Santos x Botafogo, o grandalhão deu um chapéu no goleiro adversário e colocou seu time na frente do marcador. Espetacular. 2 x 1.

O Pé de Pano tinha um grande problema: com um a menos, estava sendo praticamente impossível penetrar na defesa adversária, que se postava com destreza. Para piorar, o ataque adversário com Herrera e Guila estavam infernizando. Depois de assistência do primeiro, o segundo só teve o trabalho de empurrar a rendondinha pra dentro. 3 x 1.

Na segunda etapa chegou mais um reforço para o time do La Coruja. A equipe que havia vindo com apenas quatro jogadores na linha já contava com dois reservas. Cá entre nós, já era um feito. E nos 25 minutos finais repetiu-se a mesma história dos primeiros. O Pé de Pano até tentava, mas no final das contas o La Coruja tinha completo domínio da partida e do que acontecia. Rafinha, camisa 10, era o melhor do seu time. Muitas vezes até mesmo inovador, mas o jogador estava sentindo a falta de alguém ao seu lado.

Enquanto isso, Guila continuava aprontando das suas lá na frente. O atacante conseguiu dilatar mais ainda o marcador para 4 x 1 com uma pancada de perna direita. Gordo, goleiro e jogando na linha com a camisa 6, fez um golaço. De acordo com Dinho, do Bufalos, a descrição do gol foi assim: “Gordão puxa para a esquerda e chuta de canhota no ângulo”. Espetacular. Gutão e Bataglia fecharam a goleada cravando a primeira vitória do La Coruja e a entrada nos pontos positivos – agora soma 1 ponto.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO B:

SPQSF 10 x 4 Basicus

SPQSF VENCE E COMEMORA SUA CHEGADA À SÉRIE OURO


Equipe não teve muito trabalho para derrotar o Basicus, garantindo o 1° lugar no Grupo B e a vaga à Série Ouro. Time de Rodrigo Barath está com um pé na Bronze

Por Douglas Almasi Santos

“O trabalho de alguns anos foi recompensado hoje. Por isso, é só comemorar. Vamos à Ouro com muita humildade e vamos brigar pelo título sim. Porém, a amizade (entre nós do SPQSF) é o mais importante”. Com essas frases o craque Meneguelo resumiu o sentimento que o SPQSF sentiu, após golearem o Basicus e garantirem, de forma matemática, a primeira colocação do grupo B. Depois de bater na trave por duas vezes na 3ª edição da Prata, o time não deu chances ao azar e carimbou passaporte para enfrentar os melhores times do Chuteira de Ouro. Já o Basicus se aproxima cada vez mais da Bronze.

Antes do jogo, um protesto bem humorado de seus fanáticos torcedores: fita de isolamento envolto à torcida, junto a cartazes dizendo “em manutenção”, além do mascote do time – Homer Simpson – com uma mordaça na boca. A semana fora conturbada ao SPQSF. Um dos times mais fortes tecnicamente dentre as 3 divisões se envolveu em polêmicas contra o Roletinha na semana passada. Inclusive, a equipe sofreu uma série de reclamações por parte de outras agremiações. Mas o SPQSF se concentrou, esqueceu as picuinhas e jogou o suficiente para vencer o Basicus.

Brincadeiras à parte, o protesto bem-humorado animou o clima do embate que, se por um lado era de expectativa positiva por parte do SPQSF, pelos lados do Basicus era fúnebre. O time de Rodrigo Barath já sabia que sua tarefa era indigesta e quase impossível ante o SPQSF: antes do jogo, o Invictus já havia vencido sua partida, colocando o Basicus na zona do descenso. Mesmo assim, uma estratégia de guerra foi montada pelo time: Rodrigo Barath ficou com a incumbência de ser a sombra de Jaja em quadra, tentando cercear as investidas do matador do SPQSF.

O Basicus ainda tinha outro agravante: não possuía jogador suplente para mitigar a fadiga. E a estratégia do Basicus em se defender estava dando certo, tudo porque o SPQSF mostrava certa ansiedade no momento de concluir a gol. Por exemplo, Di Dicredo cruzou da direita e Jaja desviou. A bola foi devagar até bater na trave. Novamente Jaja: ele encheu o pé para defesa segura de Ladeira. O Basicus respondeu com Harada, mas Guto estava atento.

Porém, depois de alguns passes errados, a agonia do SPQSF começou a acabar aos 10 minutos de jogo: cobrança de escanteio, Di Dicredo desviou, o goleiro ainda tocou na bola, mas ela entrou. 1 x 0 no marcador. A partir daí, tudo foi festa ao líder do Grupo B. Contra-ataque rápido envolvendo Jaja e Di Dicredo, até a conclusão de Ricardinho, contemplando a boa triangulação do SPQSF. Barath e Jaja travavam ótima, sadia e também dura batalha. Inclusive, para se desvencilhar da forte marcação imposta por Barath, Jaja usou de sua habilidade: aplicou lindo chapéu no adversário, que parou a jogada colocando a mão na bola. Em lance seguinte, o camisa 9 recebeu, girou o corpo e chutou para fazer 3 x 0.

Sem muitas alternativas, o Basicus também atacou, e com sucesso: Bolas arriscou chute surpreendente da sua intermediária, a bola enganou a Guto, bateu no travessão, dentro do gol e saiu, mas os árbitros, atentos, assinalaram o tento. Porém, antes de qualquer esboço de recuperação, Fernando abusou, marcando de letra o 4° gol do SPQSF. No fim da primeira etapa, Rick arrancou de trás, fez fila passando por dois marcadores, mas na conclusão se empolgou e chutou para fora. Mas a festa já era grande, pois o placar de 4 x 1 passava tranquilidade.

O SPQSF goleava e confirmava a primeira posição. Já a situação do Basicus só se complicava: além de figurar na zona de rebaixamento, perdia por 3 gols de diferença. Por isso, o início da etapa final foi decisivo à equipe, e até que se saíram bem, a princípio. Cobrança de lateral, Starck recebeu na esquerda e cruzou para Veneza descontar. E na sequência, depois do escanteio, a zaga do SPQSF cochilou e Starck reanimou os já cabisbaixos atletas do time. 4 x 3 e sinal de alerta ligado no líder.

Porém, a alegria do Basicus durou pouco, e o time de Rodrigo Dicredo (que está machucado, por isso não atuou) voltou a mandar no jogo. Lançamento a Meneguelo no ataque, que dominou, fintou um marcador antes de anotar seu gol. Fernando estava inspirado e anotou mais dois gols, marcando 7 x 3 no placar. A torcida, mesmo ‘amordaçada’, já comemorava o acesso à Ouro. Meneguelo fez jogada na esquerda e cruzou a Marinho anotar seu gol. Cava, acertando lindo chute no ângulo esquerdo, novamente descontou ao Basicus. Mas Jaja, por duas vezes, selou a vitória, a primeira posição no grupo B e a classificação do SPQSF.

Final de partida e goleada de 10 x 4 ao time com ataque mais positivo do torneio. Ao Basicus, com o revés, restará um milagre na última rodada: vencer o Primatas e torcer para o Invictus perder pontos no duelo contra o Camelo. Tarefa difícil, mas que Barath confia plenamente que pode – e vai – acontecer.

Já o SPQSF está em estado de graça, e o momento sublime foi muito comemorado depois do triunfo obtido. “Hoje jogamos também por uns amigos que não puderam vir. Queríamos também acabar com algumas picuinhas, parar com a palhaçada que estavam criando em cima da gente. Agora, é comemorar. E nós queremos ser campeões da Prata ainda”, declarou Rick, um dos destaques do SPQSF na partida. E, projetando 2011, o camisa 5 já manda recado: “Temos time para incomodar na Ouro”.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO A:

Bufalos 5 x 0 DPGamos

BUFALOS VENCE OUTRA E ESTÁ COM UM PÉ NA OURO


Recheado de desfalques, DP vira presa fácil para Dinho e companhia

Por Vinicius Bento

Ainda restava aquele fio de esperança no time do DPgamos, mesmo com os desfalques no time. Os principais jogadores estavam de fora ou chegariam atrasados naquela tarde. Kaká, Pi e João estavam de fora e Valentin só chegou na metade do primeiro tempo. Por isso que “a meta hoje é não tomar gol”, alarmava Daniel Fischer antes do jogo. Bem, não demorou muito e a dica do defensor caiu por terra. Defensor que estava no gol por causa da falta de Valentin. “Sabe qual a melhor coisa que vocês fizeram? Tirar ele (Daniel) do gol”, ironizava o árbitro Carioca.

Com menos de quatro minutos de partida o time do Bufalos abriu o marcador. Rubens Mendes, que iria infernizar a defesa do DP o jogo todo, não teve dó e colocou o primeiro gol no marcador. Para piorar as coisas, exatamente cinco minutinhos depois o Bufalos fez mais um, dessa vez com o defensor Guilherme Tedesco.

Se o ataque ia bem, a defesa também. Marcos Mendes, capitão do Bufalos, estava muito firme atrás. Sozinho, estava anulando Bruninho e Vinicius Bento. Este que na metade da primeira etapa acertou o travessão de perna direita. Depois de cobrança de lateral, o meia do DP arriscou de longe e arrancou um grito de quase do seu time.

Antes do final da primeira etapa ainda coube mais um. Gianfranco, camisa 12, arriscou de longe. A bola foi devagarzinho, bateu numa trave, na outra e morreu no fundo das redes. Daniel tentou o golpe de vista, mas como diriam alguns blogueiros famosos: fail. Depois de tomar 3 x 0, o goleiro descrito como “chileno desgraçado que pega muito” pelos atacantes do Bufalos chegou correndo com seu cigarrinho à mão para assumir a meta do DP.

Infelizmente, a troca de goleiros não teve muito resultado. Na segunda etapa os gols não saíram muito cedo. O jogo começou a ficar mais equilibrado no meio de campo e Renan, camisa 7 do DP, começou a ameaçar a defesa adversária. Em um bom lance o velocista recebeu uma bola invertida da outra lateral. Por poucos centímetros a bola não morreu no fundo do gol do goleiro Otaguro.

Antes do término da partida ainda teve tempo para mais dois gols, ambos do Bufalos. Um deles marcado pelo zagueiro Daniel Fischer, que, depois de jogada do camisa 9 adversário, foi isolar a bola e acabou jogando ela contra o patrimônio. Que feio, Daniel! Dinho comentou de maneira irônica no meio de campo: “Melhor do que se eu mesmo tivesse feito”.

No finalzinho da partida, depois de jogada muito brigada, Dinho, o craque do Bufalos, anotou o seu tento cara a cara com Valentin. Ele só deu o seu típico tapa de perna direita e saiu para o abraço.

E graças a Deus, diria o DPgamos, não deu tempo para mais nada. Com 5 x 0 tranquilos o Bufalos segue na ponta da tabela e precisa apenas vencer o MachuPichu para carimbar o passaporte para a Ouro. Já o DP decide a última vaga no mata-mata em confronto direto com o TCM.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO B:

Jeremias 1 x 5 Primatas

PRIMATAS GOLEIA E DEIXA JEREMIAS PRA DECIDIR CLASSIFICAÇÃO NA RODADA FINAL


Time dos mamíferos volta a jogar bem e não teve problemas para aplicar uam saraivada de gols no Jeremias, que agora pega o Obrigado Senhor em confronto direto

Por Diego Pontes

A despeito de ter apresentado um futebol vigoroso, o Jeremias sucumbiu ante a técnica apurada do Primatas. O time comandada por Alexandre jogou com raça do começo ao fim e fez tudo o que estava ao seu alcance para manter-se na zona de classificação, porém a trupe de Gui Fenômeno, inspirada como há tempos não se via, converteu as poucas brechas do rival em uma goleada de 5 x 1, redimindo-se dessa forma dos maus resultados que apresentou nas últimas rodadas (4 derrotas e 1 empate).

Quem dominou os primeiros minutos do embate, todavia, foi o Jeremias. Mal o juiz apitara o início da partida quando dois lances perigosos colocaram em xeque a defesa de Vitinho: uma falta cobrada com precisão por Tingão e uma bomba cruzada de Dunder. O goleiro primatense barrou os chutes adversários e logo tratou de advertir – do jeito explosivo que lhe é característico – os zagueiros de sua equipe que falhas como aquelas não poderiam mais acontecer.

Os “incentivos” de Vitinho aparentemente funcionaram, visto que a defesa do Primatas se fechou de tal forma que o Jeremias só voltou a ser ameaçado no final do primeiro tempo. Os atacantes símios, que até então eram peças sobrando no campo, também se mobilizaram. A dupla Simões e Gus passou a investir com velocidade pelos flancos, enquanto Guerrero assustava Jean com chutes do meio de campo. Gui Fenômeno, sempre oportunista, marcava presença na banheira adversária à espera de um rebote.

E foi jogando dessa forma que o Primatas estreou o marcador. Após Jean mandar para a linha de fundo uma ofensiva do trio, Gui Fenômeno lançou de escanteio para Rafinha marcar com uma bicuda de fora da área. Ainda aturdido com o lance, o goleiro jereminiano acabou engolindo um frango segundos depois ao deixar o chute rasteiro de Rodriguinho escorrer para dentro do arco, ampliando o placar dos mamíferos para 2 x 0.

A maior chance de gol do Jeremias no primeiro tempo veio somente aos 24 minutos, momento em que Toretta conseguiu escapar da pressão da zaga primatense e chutar cruzado em direção ao arco de Vitinho. No susto, o arqueiro acabou rebatendo a bola em direção ao atacante, que a desviou para o topo da rede com uma cabeçada. No entanto, o goleiro honrou o nome do time ao aparar a pelota no ar com um salto semelhante ao de um bonobo.

Embora a equipe de Alexandre Bim tenha voltado com mais fôlego no segundo tempo, o Primatas não teve dificuldades em invadir o campo desta inúmeras vezes e, a partir disso, esticar o placar. Tal contradição deve-se, principalmente, à falta de um homem em campo: o próprio Bim. Peça fundamental na defesa do Jeremias, o camisa 5 passou a maior parte do tempo no banco de reservas. Sem a forte presença de seu capitão no meio de campo, Lobette e Digo não foram capazes de marcar a saída de bola adversária com eficiência.

Tanto isso é verdade que só deu Primatas nessa metade do jogo. Logo aos 5 minutos, Rodriguinho tocou da lateral para Rafinha, que recuou para Gus. Sozinho com o goleiro e posicionado em um ângulo privilegiado, o camisa 7 marcou o terceiro de sua equipe ao chutar rasteiro no canto esquerdo.

E o bombardeio símio não parou por aí. Quando a partida se aproximava do final, Rafael Ribeiro anotou 4 x 0 para o Primatas. Em seguida, Rafinha consagrou-se MVP ao marcar o seu segundo na partida. Este último gol foi, sem dúvida, o lance mais belo do jogo: com um lindo passe, Gui Fenômeno colocou o camisa 10 praticamente dentro do arco do Jeremias. Os poucos espectadores que acompanhavam a partida (em sua maioria, jogadores do Roleta Russa Olímpico) chegaram a levantar para aplaudir a jogada de mestre do camisa 9. Clap, clap, clap…

Assim como no primeiro tempo, o Jeremias teve suas melhores chances de gol quando o árbitro estava prestes a soar o apito. No entanto, devido ao nervosismo da trupe na hora de finalizar, o gol de honra (de autoria de Toretta) só foi sair praticamente no último lance da peleja, deixando o placar em 5 x 1 e deixando o Jeremias tendo de vencer o Obrigado Senhor na rodada final.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO A:

MachuPichu 2 x 4 Red Devils

DEVILS DERROTAM PERUANOS E AINDA SONHAM COM ACESSO DIRETO À OURO


Matador Paulinho Roberto e goleiro João desequilibram e mantém Red Devils na cola do Bufalos pela liderança

Por Diego Pontes

Assim como a maioria das partidas que rolaram nesta rodada, a disputa entre Machupichu x Red Devils foi marcada pelo excesso de jogadas violentas. Ao contrário dos outros jogos, porém, a arbitragem se atrapalhou na hora de distribuir cartões, deixando o pau comer solto no gramado quando não deveria e amarelando jogadores em lances banais. Desnecessário afirmar que estas confusões irritaram não apenas os jogadores de ambos os times, mas também os poucos torcedores que ainda restavam no PlayBall.

Uma falta a favor do MachuPichu deu início à peleja. E que cobrança! Thiago Branco mandou uma bomba na direção de Danilo para que este pudesse matar de cabeça. O Red Devils estava com sorte, visto que o camisa 7 se atrapalhou na hora de concluir a jogada, mandando um gol que era certo direto para a linha de fundo.

Os pré-colombianos não afrouxaram em campo. Thiago e Danilo formavam uma verdadeira muralha na saída de bola inimiga. Os atacantes vermelhos Darx e Marcelo Pedretti bem que tentaram avançar pelo centro, mas a dupla peruana logo tratou de converter estas investidas em contra-ataques - perigosas ofensivas que só não se converteram em gols porque os jogadores pecaram na hora de chutar.

Todavia, o Red Devils não ficou passivo ante a pressão do adversário. Aos 12 minutos, Carlao se desvencilhou da marcação com um giro de corpo, disparou pela lateral direita e terminou por tocar para Paulinho Roberto romper o jejum de gols do embate. O MachuPichu sequer teve tempo de digerir o lance, uma vez que o mesmo camisa 7, poucos segundos depois, aproveitou a sobra da cobrança de Darx para marcar 2 x 0 para os diabos.

O MachuPichu só teve a oportunidade de diminuir o placar minutos antes do intervalo em rebote de Iscai. Se no final do primeiro tempo cartões foram distribuídos a rodo - o único merecido foi para Tebas, que atropelou Darx em disputa pela bola -, pode-se dizer que na segunda metade do jogo faltou rigor da parte dos árbitros. Do lado de fora da quadra, era possível ouvir comentários como “não passa um minuto sem que alguém caia no chão”, bem como insultos dos mais variados tipos aos professores. Só faltou mesmo o tradicional “cadê o cartão, juiz?”, de Lucas Pires, manager do Acidus…

O ímpeto do MachuPichu em virar o quadro da partida acabou fragmentando o setor defensivo da equipe, o que garantiu a Paulinho acesso livre à área desta. Após assustar o goleiro improvisado PH com alguns chutes cruzados pela lateral direita, o craque do Red Devils colocou Matheus praticamente dentro do arco inimigo. Para o camisa 6, sobrou a mole tarefa de encostar na bola para que ela rolasse suave em direção ao meio do gol.

Visto que a pugna se aproximava do final, o MachuPichu lançou-se ao ataque de maneira quase suicida. Zagueiros, volantes, atacantes... Todos partiram para cima da grande área do Red Devils. É verdade que, em uma dessas investidas, Flavinho conseguiu marcar, reduzindo a vantagem do adversário. Entretanto, a falta de entrosamento na hora de atacar fez com que a esquadra peruana perdesse uma série de oportunidades de gol.

Danilo foi o que mais chegou perto de reverter o placar do duelo. Nos minutos finais, o camisa 7 peruano se aproveitou das brechas do defensor Loco Biel e conseguiu ficar cara a cara com João três vezes consecutivas, gerando um bate boca estrondoso pra cima do camisa 13. Para sorte dele, Danilão, o Sebastian Vettel do Chuteira, afobado na hora de chutar para o gol, acabou mandando duas oportunidades para o espaço e outra direto nas mãos do goleiro.

Já que o MachuPichu não marcava, coube ao Red Devils – que vinha jogando fechadinho desde a metade do segundo tempo - fechar a conta. Quando o gongo estava para soar, Carlão cravou 4 x 2 com um balaço rasteiro que explodiu no canto esquerdo e manteve o Red na cola do Búfalos para a liderança do grupo.

IV CHUTEIRA DE PRATA: 10ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 12 x 1 NGM

CAMELO GOLEIA NGM E JÁ PENSA NA FASE FINAL DA PRATA


Equipe fez sua parte e já sonha com a vice-liderança do Grupo B; NGM vai se despedir da Prata ante o líder SPQSF

Por Douglas Almasi Santos

O Camelo levou um susto no começo do jogo, mas não se abateu e, com paciência, virou o jogo e goleou o NGM, na tarde de sábado, antevéspera de feriado da Proclamação da República. Com o resultado, o time de Henrique e Noal chegou à terceira colocação no Grupo B e vislumbra boa colocação, a fim de enfrentar um adversário – teoricamente – mais fácil advindo do Grupo A. Já o NGM amargou mais uma derrota, e seus torcedores já iniciaram a campanha “Entrega o jogo, SPQSF”, já que o líder e o lanterna do grupo se enfrentam na última rodada.

O clima antes da partida era de extrema tranquilidade. Enquanto o SPQSF jogava e confirmava seu acesso à Ouro, a arbitragem de mesa já se preparava para o jogo entre Camelo e NGM e perguntava ao repórter que estava ao lado: “Será que teremos problemas de disciplina para o próximo jogo?”. O repórter olhou para o lado e perguntou para dois homens que conversavam tranquilamente sentados - assistindo a Basicus versus SPQSF - se haveria algum tipo de problema no jogo seguinte. E os dois, ironicamente, disseram que ‘sim’, que ‘haveria muita briga entre os atletas’ (risos). Mas tratava-se de Renê, manager do NGM, e Henrique, capitão e líder do Camelo, que conversavam entre risos e descontração.

Portanto, o momento amistoso era notado mesmo antes do embate. E o público era muito bom para acompanhar uma partida que já estava fadada a ter um vencedor: o Camelo. Mesmo assim, o NGM, valente como sempre, deu trabalho no começo do jogo: Homer fez a jogada e cruzou na área, Verotti desviou, e Beção completou, inaugurando o placar. Beção quase marcou mais um em seguida, mas seu chute foi para fora, porém, com perigo. Mas a alegria do time durou pouco, pois o Camelo se sobrepôs e partiu para o ataque.

Cobrança de escanteio e, no rebote, Cainho empatou. Logo em seguida, Nando dominou na sua intermediária e arriscou o chute, a bola desviou em Totó e entrou. Daniel fez o terceiro e Cainho, depois de cabecear na trave, pegou o rebote e tocou ao fundo do gol.

Mesmo em desvantagem, o NGM só queria saber de fazer gols também, e quase chegou quando Totó tentou cruzar e acabou acertando o travessão. Verotti quase marcou em tentativa de cruzamento, a bola tomou efeito e por pouco não engana Johnny.

Nando, completando cruzamento da esquerda, marcou mais o quinto e fechou o primeiro tempo. No segundo, os times já não tinham mais esquema tático, e o ataque era a única meta. Henrique, cara a cara com o gol, parou em Messi, fazendo a festa de Renê do lado de fora: “É isso aí, Henrique, continua assim mesmo”, ironizou às gargalhadas o manager do NGM.

Márcio Leite, em cobrança de falta, quase descontou para o NGM, mas Johnny estava atento. Henrique, em cobrança de falta, acertou o travessão e fez mais ainda a alegria dos torcedores do lado de fora. A brincadeira sadia animava um jogo que tinha tudo para ser monótono. Iago acertou o travessão após cabecear com perigo. Depois do lance, o Camelo passeou em quadra. Nando recebeu na entrada da área e fuzilou, marcando mais um gol ao Camelo.

Henrique foi à forra com os torcedores adversários quando, de três dedos, acertou bonito chute, anotando 7 x 1. O oitavo gol foi o mais bonito: Nando dominou pelo meio e rolou na direita a Cainho, que, em jogada de overlap, chegou soltando uma pancada para vencer Messi. Mais Camelo: contra-ataque rápido, Nando tocou para Iago marcar seu tento. Nando, com categoria, marcou mais um, anotando dois dígitos na contagem do Camelo.

Messi ainda faria excelente defesa em chute de Daniel Bocchini, mas não evitou o chute colocado de Nando marcando o 11° gol do Camelo. No fim, Henrique ajeitou a Daniel Bocchini, que não perdoou, encerrando a goleada em 12 x 1.

O NGM, já rebaixado, despede-se da Série Prata ante o líder SPQSF. Já o Camelo visa a vice-liderança do grupo e na última rodada terá o Invictus, que luta contra o rebaixamento.
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