Pé de Pano vacila por 5 minutos deixa o adversário fazer o resultado
Por Vinicius Bento
Logo após o calor dar uma diminuída, TCM e Pé de Pano começaram a se digladiar pela primeira rodada do Chuteira de Prata. Não demorou muito para o Pé de Pano arriscar pela primeira vez, com Nobru pela direita. Até os dez minutos do primeiro tempo a partida estava completamente equilibrada. Nem um dos dois goleiros tinha sido exigido e a bola continuava no meio de campo.
Os defensores do Pé de Pano estavam subindo com parcimônia, mas quando iam ofereciam perigo. Dessa vez foi Sinval que arrancou pela direita e finalizou no centro do gol. Marcião fez boa defesa. O lado direito parecia ser o lado para o gol do Pé de Pano.
Estava difícil entrar na defesa do Pé de Pano e por isso o TCM arriscava de fora da área. Faltava um pouco mais de pontaria, enquanto o goleiro Tiago do Pé de Pano mantinha-se sem muitos problemas no gol. Foi então que Guga pegou sobra na esquerda, virou e arrematou. A bola foi alta e forte e o goleiro do Pé de Pano, que nada tinha feito até então no jogo, continuou sem fazer nada pois a bola foi pro gol. 1 x 0 para o TCM.
Depois do gol o futebol do TCM começou a melhorar. Mantinham-se mais tempo no campo de ataque e davam bastante trabalho para Lucas, defensor do Pé de Pano. Agora Tiago já trabalhava e tinha de se desdobrar no gol para salvar chutes realmente perigosos. Zé Roberto e Neno estavam incomodando uma barbaridade. A torcida do Pé de Pano começou a gritar “Goleraço! Muro!”. E com algumas boas defesas, o primeiro tempo terminou assim, magro 1 x 0.
No começo do segundo tempo o goleiro do pé de Pano fez um verdadeiro milagre. Após sobra de bola na frente da área, Silas deu um chute a queima roupa. O goleirão voou nela e salvou o segundo gol adversário.
O TCM havia voltado avassalador. Depois de uma tabela de classe entre Kako e Boliva, a finalização não saiu com tanta precisão e a bola passou ao lado do gol adversário. Poucos minutos depois, Thiagão finalizou de longe, o goleiro defendeu mas jogou ela para o meio da área. No rebote, na hora de arrematar, um pé travou e salvou.
Foi então que o TCM fez um golaço. Após lindo cruzamento para o meio da área, Kako, o menor jogador do time, apareceu livre e mandou a bola no ângulo. Não satisfeito, menos de um minuto depois, ele deixou mais uma vez sua marca no jogo. 3 x 0.
Menos de 4 minutos depois, estava confirmado: a vaca deitou. Dessa vez Guga acertou um balaço de fora da área com a perna esquerda. Não satisfeito com os quatro gols de diferença, Silas ainda fez o dele. O jogo que tinha estado equilibrado até então virou um verdadeiro massacre.
Tentando alguma coisa antes do final do jogo, Kauê recebeu belo passe dentro da área e cara a cara com o goleiro colocou ela para dentro. Marcião saiu pagando geral para a defesa,mas fato era que o Pé de Pano descontava. Mas nada demais, pois, em cobrança de escanteio, Neno apareceu livre dentro da área e só teve o trabalho de cabecear para o fundo das redes.
O TCM conseguiu no final do segundo tempo estourar no número de faltas e na cobrança da falta de 9 metros, Vitão chutou mascado e a bola passou longe do gol. Foi uma grande oportunidade desperdiçada. Antes de acabar a partida, o Pé ainda teve mais uma cobrança de 9 metros, convertida por Tavogus.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:
Red Devils 7 x 0 ZFQ
DEVILS MOSTRAM POR QUE CHEGAM COMO FAVORITOS SO TÍTULO
Campeão do festival goleia e mostra que veio para levantar nova taça
Por Elvis Ferreira
Até que o jogo começou equilibrado. Mas com o passar do tempo, debaixo daquele forte sol, o Red Devils começou a ser mais agressivo e a criar mais chances de gol. Assim, o gol não tardou a aparecer. Após chute forte de Ricardo Alemão, Thiaguinho só teve o trabalho de empurrar para o gol.
Mesmo atrás no placar o Zica não mudou sua postura em campo. Tocavam bem e bastante a bola, mas nada de adentrar a área adversária com perigo. Mantinham-se sempre ao meio da quadra e soltando chutes de longa distância nada perigosos para o goleiro Criança.
Mais efetivo, o Red Devils ampliou com Darx aproveitando rebote. Esse gol desmoronou a tática que o Zica parecia utilizar e os erros começaram a aparecer. Num deles saiu o terceiro gol, desta vez anotado por Carlão.
E com 3 x 0 acabou o primeiro tempo. Só não foi mais porque os reds foram displicentes. Porém, no segundo tempo, os homens do mal ampliaram com mais 4 gols, transformando a festa que estava o campo do ZFQ num baile vermelho. Ricardo Alemão, Gerson, Thiaguinho e Neguinho fecharam a goleada para o Red Devils em 7 x 0.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:
Arouca Jrs. 7 x 0 Obrigado Senhor
AROUCA JRS. GOLEIA E ASSUME LIDERANÇA
Com autoridade e soberania, Arouca Jrs. anula Obrigado Senhor e estreia com goleada
Por João Paulo Cappellanes
O chute inicial de boas vindas ao Grupo B do Chuteira de Prata foi dado pela equipe Junior do Arouca, que conquistou a vaga na Prata junto ao Obrigado Senhor, adversário da abertura, no festival em julho. Apesar do que o resultado indique, a partida começou equilibrada e com inúmeras oportunidades de abrir o marcador. O Arouca sobressaía-se pela ótima qualidade de saída de bola, com passes rápidos e boa movimentação de seus jogadores, tanto ofensivamente quanto no sistema defensivo. Já o Obrigado Senhor contava com o entrosamento para furar o forte bloqueio exercido pelo adversário.
Visivelmente, o forte calor atrapalhou o rendimento dos jogadores, porém, não o suficiente para deter Washington, que inaugurou o placar aos 12 minutos com um belo giro em cima do marcador para fazer o primeiro e único gol do primeiro tempo.
A equipe do Obrigado Senhor voltou mais disposta para a segunda etapa, porém, as chances criadas não foram aproveitadas pelos atacantes, pois o inspirado goleiro Guilherme estava uma verdadeira muralha.
O Arouca aproveitou o momento que o Obrigado Senhor passava pelo nervosismo por desperdiçar oportunidades para igualar o placar e foi ao ataque para liquidar a fatura fazendo mais 6 gols com outros 2 de Washington, 2 de Julio, um de Iuri Bernardo e outro Gothardo, fechando o caixão em 7 x 0.
Segundo o artilheiro do jogo, Washington, foi uma bela vitória. “O time se impôs do início ao fim. Com muita vontade vamos lutar para ir longe. Houve defeitos, mas acho que serão resolvidos no decorrer do campeonato”.
Com a vitória larga, o Arouca Jrs. assume a liderança do Grupo B pelo saldo de gols, enquanto o Obrigado Senhor é o lanterna.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:
Bufalos 7 x 3 Cachorro Velho
BUFALOS MOSTRA PODER OFENSIVO E GOLEIA CACHORRO VELHO
Estrela do jogo, camisa 10 Dinho marcou 4 gols e matou os cachorros em campo
Por Vinicius Bento
Logo no começo do jogo o Bufalos mostrou que não estava lá para brincadeiras. Casali acertou uma pancada na trave. Pena que um lance depois, após cruzamento, Oyama, do Cachorro Velho, tenha aberto o placar. O time da PUC já mostrava para que tinha vindo. Depois de derrubar equipes como o SNG no festival, o Cachorro Velho entrou como um dos favoritos à Serie Ouro do Chuteira.
Uma coisa chamou a atenção na partida. O goleiro do Cachorro Velho jogava como um verdadeiro líbero na defesa. Até mesmo para sair com a bola, ele chegou a sair da defesa para armar a jogada. O primeiro bom ataque do Bufalos veio com um belo volêio de Dinho. De frente para a área ele tentou o arremate, mas o chute saiu mascado e permitiu a defesa.
O mesmo Dinho, poucos minutos depois, acertou o travessão duas vezes. Após bate e rebate dentro da área ele cabeceou e ela explodiu na trave adversária. Logo depois ele deu outro voleio e ela bateu no mesmo lugar. Não satisfeito com o travessão, Dinho, camisa 10, deu um corte na direita e finalizou. O goleiro até tentou ir nela mas a bola morreu no fundo das redes. 1 x 1. A entrada de Dinho tinha dado novo ritmo e força ao Búfalos. Marcão, do CV, estava tendo trabalho correndo atrás dele.
As duas equipes terminaram o primeiro tempo extremamente equilibradas tanto no marcador quanto em matéria de técnica e futebol. Era completamente impossível prever qualquer resultado para aquela partida. Porém, no segundo tempo, o Bufalos conseguiu a virada em um gol espetacular. Após linda trama, uma triangulação espetacular, Casali recebeu a bola livre, sem goleiro, e só teve o trabalho de empurrar para dentro. Poucos minutos depois, Dinho, novamente ele, matou no peito dentro da área e enfiou a bola para o fundo das redes. E virou festa. Um lance depois, Casali recebeu e de cabeça fez o quarto. Em alguns minutos o Bufalos praticamente liquidou a partida.
Dinho estava infernal. Em uma falha da defesa, quando Pereira vacilou, Dinho roubou a bola. Cara a cara com o goleiro ele deu apenas um tapa e colocou ela para dentro.
O Cachorro Velho não esboçava uma reação. O Bufalos tinha total controle da partida e, mais, quando perdia a bola conseguia evitar os ataques adversários. Num contra-ataque rápido, Dinho levou para a direita e só rolou para Rubens fazer o seu.
Não satisfeito com a trinca de gols que já tinha feito, Dinho recebeu pela direita e arrematou com violência. Era o quarto dele na partida. Resolvido o jogo, o Cachorro ainda marcou 2 gols nos minutos finais, com Marcão e Bruno Barbieri, mas ficou nisso, em 7 x 3 com show de Dinho.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:
SPQSF 6 x 3 Invictus
SPQSF DERROTA INVICTUS E LARGA BEM
Time aproveitou pane geral do Invictus nos minutos iniciais e fez 5 x 0, só admnistando o resultado posteriormente
Por Renan Monteiro
SPQSF e Invictus fizeram uma partida com momentos distintos: enquanto o time de Jaja dominou e aproveitou os primeiros 15 minutos para fazer 5 x 0 na meio atrapalhada defesa e meio de campo um tanto quanto bagunçado do Invictus, no restante foi uma intercalaçao de domínio invicto e equilíbrio constante. Muito porque o SPQSF já tinha praticamente definido o resultado, mas fato que o Invictus se arrumou e levou perigo, mandando bolas na trave e fazendo o goleiro Guto trabalhar antes que o placar final mostrasse 6 x 3.
E foi na base da velocidade, toques rápidos e sonolencia da defesa que o Que se foda foi pra cima e marcou. Jaja e Ricardinho fizeram seus gols praticamente em cima da linha do gol com enorme facilidade. Só depois do tempo pedido pelo adversário que a coisa voltou aos trilhos. Nardelli diminuiu por 2 vezes para dar ânimo para o segundo tempo e quem sabe o Invictus tentar o empate e até uma virada.
De fato, o time azul e branco começou melhor e foi logo pra cima. Apesar de bem posicionado atrás e da boa marcação no meio, o SPQSF sofreu leve pressão, com diversos chutes resvalando na zaga ou defendidos pelo goleiro. Mesmo pressionado, o SPQSF segurava bastante a bola, seguindo uma boa tática. O tempo foi passando e o gol não saía. O Invictus martelava, mas o excesso de preciosismo de alguns não ajudava.
Quando Nardelli de novo completou pro gol cruzamento de Kirk após linda jogada pela esquerda, o time azul se acendeu e acreditou que ainda dava, mas Jaja tratou de acabar com qualquer chance e, num contra-ataque, matou o jogo num chute forte e cruzado. Assim, final de jogo em 6 x 3 a favor do SPQSF, que larga bem na competição.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:
SuaMãe 3 x 2 La Coruja
SUAMÃE VENCE LA CORUJA NO SUFOCO
La Coruja bem que lutou até o final, mas não conseguiu o empate diante do SuaMãe
Por Vinicius Bento
No primeiro lance de perigo no jogo Willy, do SuaMãe, tentou uma finalização de longa distância contra o goleiro Mori, que, com apenas uma mão, defendeu e jogou a bola para escanteio.
Em contrapartida, a primeira chance do La Coruja veio numa falha da defesa adversária. Depois de uma péssima saída de bola de Zoiudo, o atacante vermelho finalizou torto e ela passou longe do gol. Alguns minutos depois, Vitão arrematou de longe e a bola bateu na trave após desvio na zaga que matou o bom goleiro Palumbo.
O jogo mantinha-se lá e cá, com as duas equipes buscando o gol, que só não saiu pelos pés de Murilo porque o goleiro Mori fez o primeiro milagre da partida ao buscar uma bola que ia no seu contrapé.
O lance fez crescer o jogo do SuaMãe, que passou a encurralar no campo de defesa os corujas. Mori ia salvando o que podia e às vezes até o que não podia, mas um dia a casa cai. E a ela caiu com o capitão Murilo dominando fora da área e chutando no cantinho aos 18 minutos de jogo. Era o primeiro na partida, 1 x 0.
A partir daí a partida deu uma esfriada. Tanto dentro quanto fora de campo. E assim, com apenas 1 x 0, o jogo foi para o segundo tempo. Perdendo, o La Coruja saiu mais para o jogo e logo de cara Pedrinho exigiu de Victor Palumbo uma linda defesa – uma ponte espetacular. Se o camisa 1 garantiu atrás, o camisa 11 decidiu na frente. Murilo de novo marcou, desta vez em rebote horroroso dado pelo goleiro do La Coruja.
E de novo o jogo esfriou. A bola ficava presa no meio de campo, os goleiros pararam de ter trabalho. O jogo lembrava um pouco Japão x Paraguai nas oitavas de finais da Copa do Mundo. Mas quando o La Coruja voltou a atacar, logo conseguiu fazer o seu. Primeiro o capitão Gutão finalizou de longe, obrigando o goleiro a fazer uma grande defesa. No escanteio, Palumbo saiu mal e, de cabeça, Guila marcou.
Empolgados, os corujas martelaram e conseguiram o empate. Após cruzamento, Cainña dominou dentro da área e arrematar. O inesperado havia acontecido. Só não veio a virada porque o goleiro Palumbo se recuperou em lance que passou da bola e salvou de maneira genial.
Porém, a tarde parecia mesmo do SuaMãe, pois no finalzinho da partida o time laranja decretou sua vitória com Febem pegando rebote após a bola bater na trave, para desespero do banco do La Coruja, que viu uma bela reação ir por água abaixo.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:
Primatas 5 x 0 NGM
PRIMATAS BATE NGM EM JOGO DE ATAQUE CONTRA DEFESA
Com pressão o jogo todo, Primatas faz “só” 5 no NGM
Por João Paulo Cappellanes
Um tempo inteiro de pressão. Este foi o retrato do primeiro tempo entre o Primatas e o NGM, que jogou fechado. O Primatas estava com dificuldade de penetrar na zaga adversária em razão do empenho e da raça apresentados pelos comandados de Renê. Porém, de tanto pressionar, depois de uma boa trama no ataque, Rafinha foi atropelado pelo zagueiro e levou amarelo. Com a vantagem numérica, os espaços aumentaram e coube a Simões, aos 12 minutos, depois de receber a bola, acender um canhão para estufar as redes e, dar, pasmem, números finais ao primeiro tempo.
O técnico Renê deu uma dura nos seus jogadores no intervalo: “Tentem tocar mais a bola e chutar no gol, pois nem sequer o goleiro dos caras foi testado”. A segunda etapa começou e se de um lado o sol estava atrapalhando o rendimento dos jogadores, o Primatas deu à sua torcida um refresco. Uma chuva de gols iniciada após cobrança de escanteio que Rafinha recebeu, se livrou da marcação e fez o segundo gol da equipe prateada.
O NGM se lançou ao ataque para diminuir a diferença, mas Rafinha estava impossível e, depois de uma assistência na medida, deu de presente para Guerrero empurrar para o fundo da meta do goleiro Messi.
Os jogadores do NGM estavam lutando de maneira corajosa e honrando o nome que defendiam, mas do outro lado seus adversários, que não tinham nada a ver com isso, foram pra cima em busca de mais gols, que vieram com Gui Fenômeno ao receber lançamento do goleiro Vitinho e com o matador do jogo, Rafinha, camisa 10, nome da partida.
Após a partida, o goleiro e capitão do Primatas, Vitinho, declarou à reportagem: “Iniciamos bem, podíamos ter feito mais gols para melhorar o saldo, mas o que importa é a vitória. Vamos acertar coisas básicas e daremos muito trabalho”.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:
DPGamos 5 x 1 Ras Time
DP APROVEITA JOGADOR A MAIS E GOLEIA RAS
Contado, Ras se viu com um jogador a menos ainda no primeiro tempo por contusão e sem chances de segurar adversário
Desde o inicio já era uma partida atípica. Faltaram uniformes para as duas equipes. Vinicius Bento, repórter jogador do Chuteira, teve que entrar com o uniforme do Fúria, muito similar ao modelito novo do DPGamos, e o time do Ras jogou de colete. “Esse é o jogo mais varzeado do Chuteira”, ironizava Weinny Eirado, mas trazendo a verdade à tona.
Quando a bola rolou parecia que iria sobrar equilíbrio. A falta de entrosamento do DPgamos provavelmente igualaria a falta de jogadores do Ras. Errado. Logo no comecinho da partida, o zagueiro (recém saído do gol) Daniel Fischer acertou um lançamento espetacular da defesa para o ataque, e nas costas do defensor adversário Denão dominou e com toda frieza do mundo bateu de perna esquerda no contrapé do goleiro Cipó. Gol muito comemorado pelos reservas.
Após os 10 minutos iniciais, um dos jogadores do Ras time sentiu uma contusão e teve de abandonar a partida. Sem reservas, o time de colete foi obrigado a jogar sem um atleta todo o resto da partida. Aproveitando da vantagem, Lói, técnico do DPgamos, posicionou o time para frente. Fazendo a estreia de Vinicius Bento, ou só Bento, como é conhecido, ele enfiou mais um atacante em campo. Jogada que deu resultado. Alguns minutos após sua entrada, ele recebeu passe de Kaká no meio da área. Com um toque sutil o estreante tirou do goleiro e fez o segundo da partida e o primeiro dele no Chuteira.
O primeiro tempo manteve um nível mais calmo a partir daí. O DPgamos segurou o resultado até o fim da primeira etapa, quando poderia na metade derradeira explorar o banco de reservas e matar o Ras no cansaço. Não deu outra: em poucos minutos outro estreante, Pi, ex-Camelo, acertou um chute espetacular de fora da área. O goleirão voador Cipó deu uma linda ponte, mas não passou nem perto da bola. Uma pintura de gol.
Para o Ras Time não restava mais muita coisa a fazer se não atacar. O time partiu para cima do adversário com uma força avassaladora. Renan Silva e seus dribles rápidos conseguiam anular os marcadores a sua frente. Só não contavam com o milagroso goleiro Valentino. O São Valentino saiu salvando tudo que vinha em direção ao seu gol. E assim aproveitando os contra-ataques e espaços dados pelo adversário em desespero, o DPGamos matou o jogo. Carlitos e Kaká deixaram seus gols na partida.
Para tentar equilibrar o número de jogadores de linha, o goleiro Cipó foi ao ataque. Driblando todo mundo, ele conseguiu chegar perto da área e acertar uma pancada no ângulo. Nem mesmo Valentino conseguiu segurar aquela.
Não deu tempo para mais nada e com goleada por 5 x 1 o DPgamos garantiu os primeiros 3 pontos no torneio, tal qual foi semestre passado, quando venceu a primeira e perdeu as outras 10 partidas. Será diferente agora?
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:
RR Olímpico 8 x 5 Camelo
ROLETINHA IMPÕE NOVA DERROTA A CAMELO
Em jogo de 13 gols, Roleta Russa estréia com vitória e mantém Camelo na freguesia
Por João Paulo Cappellanes
Dinâmico. Não existe outra palavra que defina o melhor jogo válido pelo Grupo B do Chuteira de Prata. As duas equipes não pouparam esforços e mostraram para a torcida o que podem esperar de sua equipe ao longo do torneio. O jogo iniciou com um nível técnico altíssimo e com vibração dos dois lados, mas o Roletinha contou com uma torcida que incendiou e fez da quadra 10 um verdadeiro caldeirão. Empurrados pela vontade, ambição e, claro, pelos fanáticos ao lado de fora gritando, o Roleta abriu o placar quando Brian, aos 2 minutos, recebeu após tabela e tocou na saída do goleiro Johnny Jr., iniciando uma festa dos torcedores, que por sua vez não durou muito, pois Noal empatou com um dos mais bonitos gols da rodada: ele deu uma finta de corpo em Pina, capitão do Roleta Jr., deu um drible desconcertante em outro marcador e, não feliz, foi abusado e deixou o goleiro Edu no chão para fazer um gol de craque, que calou a torcida e fez a festa da minoria de torcedores do Camelo.
Estava mais para um jogo de ping-pong. Aos 8 minutos, Kuminha colocou novamente o Roleta na frente, mas Iago tratou de empatar tudo em seguida. Folha, então, resolveu aparecer para o jogo e empurrou para o gol após bate rebate na área. E aí acabou com o Camelo, pois o time de branco resolveu jogar e goleou o Camelo ainda no primeiro tempo, quando fechou a conta em 6 x 2 (2 de Gogof e um de Bruninho).
No início do segundo tempo a torcida do Roleta Russa já cantava vitoria, ainda mais quando viu Pina e Ricardinho ampliarem o placar. Em baixa, o Camelo continuou lutando e coube ao atacante Noal o papel de por um pouco de água no chopp dos roletinhas . Afinal, ele fez 3 gols seguidos em 5 minutos e transformou a festa alvinegra num sufoco e nervosismo danado para o adversário.
Após a partida, Noal comentou o jogo: “Foi um grande jogo, perder faz parte. Perdemos a cabeça quando tomamos o terceiro gol, desestabilizou todo mundo. Vamos melhorar e, com meus quatro gols de hoje, brigarei pela artilharia”, prometeu o camisa 14.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:
MachuPichu 4 x 2 É Verdadeee
MACHUPICHU MANTÉM A CALMA E VENCE É VERDADEEE
Mostrando experiência de Série Ouro, MachuPichu cadencia o jogo e saí com a vitória
Por Vinicius Bento
O É Verdadeee começou avassalador. Logo no primeiro lance de ataque Fúria acertou um chute espetacular. A bola bateu nas duas traves e depois de um segundo de silêncio a torcida comemorou. Um golaço, sem chances para o goleiro Pipo.
O jogo estava equilibrado até que, em um deslize o zagueiro do EV, que perdeu o tempo da bola e derrubou o atacante adversário na área, um pênalti foi marcado. Os reservas do É Verdadeee reclamavam que foi fora da área, mas nada feito. Na cobrança, Renato Seckler bateu com muita categoria e colocou o goleiro num canto e a bola noutro.
Poucos minutos depois Rodrigo Pelegrina, camisa zero zero (isso mesmo), arriscou de longa distância. O goleirão Reyna foi acompanhar e a bola morreu no fundo do gol. Em 2 minutos o MachuPichu equilibrou a partida e conseguiu a virada.
Depois da virada o MP começou a cadenciar o jogo. Sem ter pressa de jogar, mas sem deixar de atacar o adversário, o time de preto mostrava por que estava até semestre passado na Ouro.
Fato curioso na partida. Durante o primeiro tempo um dos senhores estacionados estava dentro do carro dando luz alta em direção ao campo. A partida teve de ser interrompida até que o indivíduo terminasse a sua gracinha. No retorno, o É Verdadeee tinha dificuldades para passar pela forte marcação do MP. Master tentava dar ao ataque a velocidade que estava faltando, porém Pelegrina estava dando uma verdadeira aula de posicionamento em campo.
No último lance do primeiro tempo o MP fez uma linda jogada. Pelo lado esquerdo, Flavinho tabelou com Seckler, que com um passe lindo deixou ele na cara do goleiro. Um pouco sem ângulo, ele concluiu mas a bola tirou tinta da trave e não entrou.
O segundo tempo não diferiu muito do primeiro. Começou com os dois times equilibrados, mas a calma do MP estava pesando. Paciência no meio de campo e inteligência no ataque. O goleiro do É verdade, apesar de um pouco inseguro, estava pegando o que vinha. Por sua culpa até essa altura o jogo só estava 2 x 1.
Pelo lado do EV, Gavião dava trabalho. O jogador mais ofensivo do É verdade estava atrapalhando a defesa adversária. O grandalhão conseguiu até acertar uma cabeçada na trave, mas o árbitro marcou falta.
No final da partida, Thiago Branco acertou um belo petardo em cobrança de falta. A bola bateu na trave e o goleiro não conseguiu nem chegar nela. Era o tento para fechar a porta do caixão.
No apagar das luzes, o capitão Ricci ainda fez o seu, mas Diego Garcia descontou para o EV, fechando em 4 x 2 a conta e com o MachuPichu marcando os 3 primeiros pontos.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:
Di Primeira 4 x 2 Basicus
NOVATO DI PRIMEIRA VENCE DE PRIMEIRA NA PRATA
Em jogo de dois tempos distintos, Di Primeira vira pra cima do Basicus e conquista sua primeira vitória
Por João Paulo Cappellanes
Quem ficou para assistir ao jogo Basicus x Di Primeira viu dois times que iniciaram bem a partida. Buiú, aos 3 minutos, acertou lindo chute e logo fez 1 x 0 para os rosas de Barath. Na verdade, a alegria não durou muito porque Cirota, aos 6 minutos, fintou um defensor e quase sem ângulo fez um belo gol, igualando a partida.
A partir daí, o nível técnico caiu muito a ponto dos goleiros Goku e Alemão não tocaram mais na bola, fazendo com que o primeiro tempo terminasse naquele empate morno de poucos chutes a gol. Os torcedores até relevaram por ser a estreia das equipes, mas o nível técnico ia piorando. Irritado, o Sr. Miguel, pai do jogador Puff, falou que o time estava jogando mal mas tinha potencial para ser campeão. “Antes este time só apanhava dos outros, chegaram jogadores novos este ano e eles acreditam que podem chegar longe na competição”, comentou o pai do jogador.
Se por um lado a primeira etapa não teve emoção, sobrou polêmica do lado do Basicus. Love abandonou o time no intervalo da partida alegando que ninguém tocava a bola para ele. “Pô, ai fica difícil. Tô livre toda hora e ninguém toca a bola. Joguem sozinhos, então! Eu vou embora!”, esbravejou ele, inconformado com a atitude de seus companheiros.
Retomada a segunda etapa – sem Love –, o jogo voltou quente e o Di Primeira voltou a fim de resolver a parada. Aos 15 segundos, Simon recebeu após tabelar e bateu de pé direito no canto esquerdo de Goku. Avassalador, Dodô aos 5 minutos encheu o pé do meio de campo e fez 3 x 1 com um chute certeiro, perfeito, no ângulo.
O terceiro gol tomado foi um soco no queixo do time do Basicus, que se perdeu de vez em campo e tomou o quarto gol, de Caique. O Basicus não desistiu e foi à luta. Veneza descontou mas o placar ficou mesmo em 4 x 2 a favor do Di Primeira.
IV CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:
Jeremias 4 x 5 Voando Baixo
CABALLERO DEIXA SUA MARCA E DECRETA PRIMEIRA VITÓRIA DO VOANDO BAIXO
Em jogo de muitos gols, discussões e desentendimentos, Voando Baixo leva a melhor e bate o Jeremias
Por João Paulo Cappellanes
Pouco mais de uma hora antes da partida do Voando Baixo, o artilheiro Caballero andava desespero pelos corredores do PlayBall à procura de uma aspirina ou algo para dor de cabeça. “Minha cabeça está explodindo”. Nem Organização, nem arbitragem tinham o remédio e o jeito era esperar passar. Pois bem, parece que a dor de cabeça não só passou como fez bem ao camisa 7 – afinal, ele foi o nome do jogo na vitória do Voando Baixo sobre o Jeremias, anotando 3 gols e dando passe para outro.
Quando o apito inicial foi dado, ambos dois times passaram a procurar o gol abusando da técnica e de jogadas de efeito. E não demorou para o placar ser aberto: após boa trama no campo de ataque, Berla recebeu a bola e empurrou-a para o fundo do gol. Aos 4 minutos, o Voando Baixo fazia 1 x 0.
O Voando Baixo queria mais: Caballero não deu tempo para o adversário respirar e fez o segundo gol aos 6 minutos, depois de receber bela assistência de Daniel Martins. A equipe do Jeremias sofreu uma pane, mas não se assustou, pois foi logo pra cima e conseguiu descontar pelos pés de Gui Ferreira, contando com um desvio na barreira após cobrança de falta.
O gol do Jeremias foi a deixa para o jogo esquentar. E esquentou entre o Voando Baixo e a arbitragem. O goleiro Henrique tomou uma bolada no rosto e ficou caído. Os jogadores do Jeremias prosseguiram no lance, causando revolta no time laranja. Os árbitros, Wanderley e Vera, deixaram o jogo correr só parando ao fim do lance. Eles alegaram que não tinham visto o atleta no chão. A situação piorou quando os jogadores do Voando Baixo acusaram o árbitro Wanderley de provocar o atleta. “Ele chegou perto do nosso goleiro e disse: ‘Levanta logo, bebezão!’”, afirmou o capitão Pisano.
Após a confusão, Henrique voltou ao jogo, que passou a ser uma guerra. A torcida incendiando, os jogadores defendendo cada lance como se fosse o último prato de comida e os gols rolando. O VB foi pra cima e Caballero, sempre ele!, ampliou e fez 3 x 1. Mas o Jeremias, que conta com os reforços de Maurício e Rafinha Souza, ex-Coringa, não ia deixar barato: Alex bateu falta e diminuiu de novo.
Equilíbrio é uma palavra que Caballero não estava disposto a seguir, pois ele driblou o marcador e arrematou o seu terceiro gol na partida, o quarto do Voando Baixo, dando números finais ao primeiro tempo.
Ao ser questionado sobre o que aconteceu, o árbitro Wanderley respondeu à acusação: “Estavam xingando minha colega de trabalho, eu fui lá e disse que nós não tínhamos visto o lance. Quando vimos o que o goleiro tinha, que não era nada, disse para ele levantar que se ele quisesse ficar no chão, que ele era um bebezão mesmo”.
Com o início do segundo tempo, as duas equipes estavam mais preocupadas em não tomar gol do que em fazer, mas o que importa é que acabaram saindo. E tinha que ser a jogada dos pés de Caballero, que só rolou para Geba fazer o quinto gol da equipe.
A folga no marcador fez o VB diminuir o ritmo e dar oportunidade para o Jeremias fazer mais dois gols, ambos do estreante Rafinha Souza. Ainda houve pressão nos dois minutos finais de partida, mas não adiantou. Vitória do Voando Baixo, que larga bem no Grupo B e coloca Caballero entre os artilheiros da competição.
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