Jogo disputado até o fim, mas quem levou a melhor foi o Diabos
Por Renan Monteiro
O primeiro jogo da história do Chuteira de Bronze começou bastante agitado e eletrizante. No primerio lance da partida, com menos de um minuto, Leal marcou ajudado pelo desvio da bola em Kaio que matou o goleiro. E esxsa foi a tômnica do primeiro tempo: um Diabos bem postado na defesa e com uma saída de bola rápida e mortal.
Nesse cenário o Maciota’s sofreu, sendo presa fácil ao time de preto. Marcados, os homens de Jerry nao conseguiam dar continuidade às jogadas. E foi assim que o Diabos fez o placar do primeiro tempo. Aos 6 minutos, Cadu acertou um canhão sem chances para o goleiro Fê, que só olhou a bola passar. Nos minutos finais da etapa inicial, foi Dijavam que marcou pelo Diabos, desta vez contando com a colaboração do goleiro, que aceitou uma bola fácil.
Foi só no segundo tempo que o Maciota’s arrumou o time e começou a jogar e chegou ao gol rapidamente. Numa falha boba da zaga do Diabos, Leo Pinholi, bem colocado na jogada, diminuiu.
No ataque, o Maciota’s era outro time, tanto que, com menos de 10 minutos, fez o segundo e ascendeu a chama da esperança no time. Se um pôs fogo, outro jogou água. Coube a Igor o papel de bombeiro, e é preciso dizer que foi uma obra de arte: ele chapelou o goleiro e fez o gol com tranquilidade, marcando 4 x 2 a favor dos Diabos Negros.
O Maciota’s ainda conseguiu marcar outro e encostar no marcador, mas nao foi possível o empate.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 1ª RODADA
Carrossel Cevadês 4 x 2 Real Vuvuzelas
CARROSSEL CHEGA MOSTRANDO A QUE VEIO
Com um goleiro inspirado e um atacante com faro de gol, Carrossel inicia bem a sua caminhada na divisão de acesso à Série Prata
Por Douglas Almasi Santos
No jogo que marcava a estreia da Série Bronze, um indesejável fator prometia dar trabalho para os atletas de Real Vuvuzelas e Carrossel Cevadês: o forte sol que castigava a cidade de São Paulo, deixando o ar seco e com baixa umidade. A estratégia das equipes, logo no início, era se pouparem ao máximo, a fim de não sofrerem desgastes desnecessários no transcorrer do jogo.
Além de se resguardarem, as equipes ainda sofriam com o nervosismo. Em um jogo inaugural, o que os técnicos menos desejam é não marcarem pontos, mesmo que seja apenas um. Por isso a apatia inicial, normal para dois times que não se conheciam e se estudavam nos primeiros minutos. O camisa 10 do Carrossel, Caio Fleischmann, havia prometido dois gols antes de a bola rolar, mas sabia da dificuldade em concretizar seu voto: “Não conheço o outro time, daí não sei como será”, confessou.
O primeiro lance de perigo tardou a aparecer, mas quando surgiu, alegrou uma solitária loira torcedora do Vuvuzelas que assistia à partida. Rafael Alencar abriu bom passe na esquerda para André, que chutou para boa defesa do goleiro Roland. Mesmo com o jogo feio, truncado e com um sol para cada pessoa, o Vuvuzelas ainda levaria perigo com Cabelo, que após chute cruzado acertou a trave. O Carrossel reagiu, através de Edu Sérpico, com duas cobranças de falta: na primeira acertou a trave, e na segunda, obrigou Kaio a fazer linda intervenção.
O Carrossel aumentou a sua carga no ataque e chegou à abertura do placar: Edu Sérpico fez o cruzamento da direita e Ragazzo só teve o trabalho de empurrar ao gol. O goleiro Roland faria boa intervenção depois de boa jogada de Bruno, evitando o gol do Vuvuzelas. E em um vacilo do goleiro e da zaga adversária, o Carrossel ampliou: cobrança de lateral na área, Ragazzo deixou a bola pingar no chão e, de cabeça, encobriu Kaio, que ficou sem reação após a indecisão do setor defensivo do time.
Perdido, principalmente com o jogo aéreo do Carrossel, o Vuvuzelas não se achava em quadra. E levaria mais um gol na etapa inicial: depois do chute de Guilherme Nunes ser interceptado pela zaga, a bola sobrou para Carlos Jr., livre de marcação, tocar às redes com o goleiro Kaio vendido na jogada. Atrás no placar, só restava ao Vuvuzelas se lançar ao ataque. Em bom chute de Jow, o goleiro Roland – e seu estilo David Seaman, ex-goleiro da seleção inglesa – fez bela defesa, evitando o gol de honra do adversário.
Na volta do intervalo, o Carrossel entrou desligado. Quem agradeceu foi André: após lançamento preciso, o camisa 16 dominou livre e, com extrema categoria, deslocou o goleiro Roland, descontando para o Vuvuzelas. Mas em tarde inspirada, Ragazzo faria o seu terceiro tento no jogo. Ele recebeu lançamento na área, dominou de costas para o gol, a zaga não afastou, e, aos trancos e barrancos, o ‘matador’ do Carrossel chutou para marcar 4 a 1 no placar. Com a folga obtida, o Carrossel passou a tocar a bola de lado, esperando os contra-ataques.
Sem mais nada a perder, o Vuvuzelas tentava atacar, mas esbarrava nas boas intervenções de Roland. Em uma delas, o guarda-metas do Carrossel fez linda defesa depois de chute forte de André. Em outra, Roland parou a tentativa de Cabelo. Mas a insistência do Vuvuzelas surtiu efeito, e Rafinha descontou com um chute forte da entrada da área. Mesmo em condições físicas sofríveis, o Carrossel se segurou e garantiu a sua primeira vitória na história do Chuteira de Ouro, marcando 3 pontos na série Bronze.
Um dos destaques da equipe, o goleiro Roland, comemorou o “jogo bom” e a “pegada” do Carrossel ante o Vuvuzelas, “muito mais leves e rápidos” no ataque. E ainda faz planos: “Se continuarmos assim, vamos crescer (no certame), e pegar condicionamento físico”, apontou Roland.
O técnico do Vuvuzelas, Ricardo Alencar, estava calmo, apesar do resultado adverso. E apontou a “ansiedade” do time como fator decisivo para a derrota: “Tínhamos 4 jogadores novatos, o que comprometeu um pouco, mas tudo bem, vamos melhorar”. E ainda mandou um recado para os outros times da Bronze: “Vamos com tudo para sermos campeões da divisão”, vaticinou Alencar.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 1ª RODADA
XTJ 7 x 6 Império Celeste
XTJ VIRA NO ÚLTIMO LANCE DO JOGO
Império Celeste segura o jogo inteiro, mas toma o gol no final e perde na estreia
Por Renan Monteiro
O jogo começou morno. As duas equipes tentavam valorizar a bola no meio campo e a marcação de ambos estava boa. O XTJ tinha bom toque de bola, mas não conseguia chegar ao gol adversário. Os goleiros até o meio do primeiro tempo não tinham nem se aquecido direito.
Até que o camisa 9 do XTJ, Modesto, acertou bonito chute de fora da área e inaugurou o placar. Os atacantes do XTJ pareciam ter achado o caminho do gol e estavam chegando facilmente a ele, porém o Império não estava morto, tanto que Thiago Morales, depois de jogada pelo lado esquerdo, driblou a marcação e empatou.
Os times se mantinham no ataque para buscar o resultado ainda no primeiro tempo. Quem conseguiu alcançar o seu objetivo foi Quevas, que, com um domínio magistral, tirou o zagueiro do lance e converteu com facilidade. Golaço e virada do Império!
Ainda no primeiro tempo Guedes ampliou e deixou a vantagem em 3 x 1 para o segundo tempo. Um recomeço mal do XTJ foi resolvido com o pedido de tempo, quando enfim organizaram o time. A partir daí, o goleiro Gabriel, do Império, que até o momento não tinha trabalhado muito, teve que se virar.
Com tantos ataques a gol, logo o XTJ chegou a ele, e de novo com Modesto, que um bonito toque por cima do goleiro. Foi o mesmo Modesto que empatou o jogo, abrindo espaço para a virada, que não tardou e saiu pelos pés de Kaká, camisa 10.
Enfim o Império acordou em campo do seu cochilo que lhe custara a vantagem no placar. Thiago Morales soltou um canhão do meio campo e o goleiro nem saiu na foto. Em um inacreditável lance de falta, o mesmo Thiago, apelidado de Pé de Chumbo, acertou mais um chute. O placar ainda não estava definido. O Império retomava o placar em 5 x 4.
Sem desanimar, o XTJ conseguiu fazer mais um gol, de Kaká. Guedes descontou para o Império, mas Bolacha e Grelo decretaram a vitória de virada do XTJ num dos jogos mais emocionantes da rodada.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 1ª RODADA
TNT 5 x 4 Os Mostarda
TNT TOMA PRESSÃSO MAS SEGURA VITÓRIA
Os Mostarda mostrou boa reação no segundo tempo, mas não conseguiu evitar a derrota
Por Renan Monteiro
Jogo bom entre Mostarda e TNT que começou bem disputado, mas logo o time do dinamite conseguiu a posse de bola. Com seus atacantes rápidos e bons finalizadores, o time passou a dominar o jogo. Rapha desceu do meio campo com a bola, driblou dois marcadores e fez um bonito gol, colocando a bola onde a coruja dorme e deixando o começo do jogo mais aliviado para seu time.
O time do Mostarda parecia meio cansado em campo, errando muitos toques fáceis e perdendo bola na defesa, o que causou muito trabalho ao goleiro Polito. Rapha, em jogo inspiradíssimo, guardou mais um para seu time. E foi um golaço, melhor do que o primeiro: ele veio da defesa fazendo um arrastão no time adversário que não acompanhou e tomou o gol.
O primeiro tempo acabou como começou: o TNT atacando sem esquecer da boa marcação atrás para não tomar o contra-ataque, enquanto o Mostarda acuado sem nenhuma reação.
O segundo tempo teve saída com Os Mostarda atacando, mas seus atacantes não se entendiam com o gol e perdiam bolas ridículas. Flavinho perdeu um gol inacreditável. Ele não deve ter dormido à noite pensando nesse gol que perdeu. Já os atacantes do TNT estavam impossível. Dessa vez foi Dudu quem fez mais um para seu time, desanimando os amarelados.
Mas quem estava explodindo em campo era o camisa 7, Rapha. O danado, alem dos 2 que ja tinha feito, fez mais 2 para coroar a tarde como artilheiro da Bronze isolado. Com 5 x 0, o time tirou o pé do aceleradore e esfriou, dando espaço e deixado o Mostarda crescer no jogo. O resultado foi que a vantagem começou a encolher para 5 x 1, 5 x 2 e queriam mais. E fizeram! Além dos gols de Dani e Luquinhas, Cadu e de novo Dani marcaram nos minutos finais, encostando no placar e dando um susto no TNT. Os Mostarda não parava de atacar, mas o TNT foi salvo pelo gongo do apito final, mantendo o resultado como 5 x 4.
I CHUTEIRA DE BRONZE: 1ª RODADA
BDA 3 x 2 S. D. Hangover
ABELHAS VENCEM PARTIDA BASTANTE CONFUSA
Falhas dos juízes, descontrole em campo e desmaio. Tudo isso no último jogo do dia
Por Renan Monteiro
Um jogo bastante inusitado entre o time do Abelhas x Hangover, partida que começou bem e foi equilibrada até o final do primeiro tempo. Quase não houve ataques e a bola ficou no meio campo. Os times não estavam conseguindo acertar lançamentos, nem toques de bolas simples.
Por isso que o primeiro gol da partida só saiu no final do primeiro tempo. E que gol! Rafael acertou um chute preciso que foi tão rápido que o goleiro nem viu a bola. Esse gol desencadeou outros gols ainda no primeiro tempo. Aproveitando falha da zaga e o rebote do goleiro, Paulinho Gama fez o primeiro gol do Hangover no Chuteira. Logo em seguida saiu outro gol – o BDA devolvia o gol sofrido com Cristiano. E, assim, com 2 x 1 o jogo foi para o intervalo.
O segundo tempo começou com os dois times no ataque. O Hangover chegou com mais perigo ao gol adversário, só que o goleiro estava bem na partida. Ninguém sabia até onde ele ia aguentar. De tanta insistência o time do Hangover conseguiu o empate, com Murilo.
Melhor em campo, o Hangover atacava mas abria sua defesa. E isso foi mortal: em contra-ataque dos abelhas, André Luiz nao perdeu a chance de retomar a frente no placar.
Daí para frente o jogo, virou pancadaria. Os abelhas batiam, o Hangover revidava, e a arbitragem não fazia nada. O clima começou a pesar. Quando Marco, camisa 9 do Hangover, fez jogada de linha de fundo, a dividada próxima ao muro levou o jogador a bater a cabeça no muro e desmaiar em campo. Todo mundo se desesperou, o jogo parou, mas logo ele acordou e o jogo continuou.
O clima que já estava pesado ficou ainda mais. O time do Hangover falou que iria quebrar as pernas dos adversários. Por sorte o jogo já estava perto do fim e o árbitro, para não piorar, encerrou a guerra.
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