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CHUTEIRA NEWS: 1ª RODADA III CHUTEIRA DE BRONZE

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA

Real Vuvuzelas 6 x 3 Futsampa

VUVUZELAS MOSTRA FORÇA E GOLEIA NOVATO FUTSAMPA


Camisa 10 Rafinha Haddad comandou o Real na estreia vitoriosa do time que promete ir longe e brigar pelo título neste semestre

Por Bruno Viotti

Sob um sol escaldante, o pontapé inicial do II Chuteira de Bronze finalmente foi dado. De um lado, o time do Real Vuvuzelas, que após sofrer grande reformulação, procurava apagar a campanha medíocre feita na edição anterior, na qual somara duas vitórias em onze jogos. Do outro, o time do Futsampa, novatos no torneio, mas com jogadores que jogaram com raça para conquistar o segundo lugar na Taça Inverno.

Logo de início os torcedores e jogadores já presenciaram confusão. O carro que transportava uma parte do time do Futsampa acabou quebrando, o que fez com que alguns jogadores tivessem dificuldades de locomoção. No entanto, após a chegada dos atletas e de uma conversa entre juízes e equipes, o jogo finalmente começou, mesmo que com vinte minutos de atraso.

Com o apito inicial, o Real Vuvuzelas tratou de partir para cima. Porém, a defesa do Futsampa conseguiu afastar o perigo. Após a empolgação inicial, os estreantes conseguiram equilibrar o jogo e criaram a primeira chance de perigo. Zaca chutou por cima do gol.

Marcello não perdeu tempo e criou um belo lance para o Real, no qual o goleiro Bruno teve trabalho para espalmar. Entretanto, o jogo estava truncado. As equipes tinham dificuldades para criar jogadas e os erros de passe eram constantes. Até que, em uma grande jogada pela lateral do campo, PC, camisa 7 do Futsampa, recebeu livre e marcou o primeiro gol da tarde pelo Grupo A. 1 x 0!

Após pedido de tempo, o Futsampa continuou pressionando. O goleiro Demétrius teve de se virar para fazer linda defesa e evitar o segundo gol logo na volta do intervalo. Porém, as tentativas não deram resultado e, em um rápido contra-ataque, Rapha Kfouri apareceu para empatar.

Apesar dos gols, o jogo continuava truncado. Faltas e erros de passe eram comuns no meio de campo. Foi com esse cenário que, em uma cobrança de lateral, a bola foi para Rafinha, que emendou de primeira e virou o jogo para o Real.

Com o fim do primeiro tempo, os times conversaram visando o fundamento primário do futebol - melhor a troca de passes. E o papo deve ter estimulado os jogadores do Futsampa, que mesmo com dificuldades para sair da defesa, conseguiam pressionar o time do Real Vuvuzelas em busca do empate. Apesar de diversas oportunidades desperdiçadas, PC conseguiu empatar o jogo após dividida com o goleiro Demétrius. O camisa 7 levou a melhor e mandou para o fundo faz redes. 2 x 2.

Rapidamente o Vuvuzelas buscou a frente no placar e foi recompensado com um gol do capitão Rafa Alencar. O tento foi um verdadeiro banho de água fria nos jogadores do Futsampa, que pareciam empolgados com o empate que acabara de acontecer.

As chances continuavam a acontecer para os dois lados, tanto em um chute de Alê, do Real, quanto em chute de Mau, do Futsampa, defendido pelo goleiro Demétrius. O equilíbrio terminou em uma cobrança de lateral: Alê se antecipou à zaga e marcou de cabeça 4 x 2.

A vantagem de dois gols fez a equipe do Futsampa partir para o ataque, o que gerou espaços para a equipe do Vuvuzelas, que conseguiu marcar seu quinto gol com Fernando, após belo giro em cima do zagueiro adversário. Mesmo assim, o Futsampa não desistia e continuava dando trabalho para o goleiro, que espalmava, agarrava e defendia com os pés. Porém, como diz um velho ditado do futebol, quem não faz, toma. E foi o que aconteceu. Rafinha avançou com liberdade e mandou no canto do goleiro. 6 x 2.

No fim, o Futsampa conseguiu diminuir com Pima após bela troca de passes, mas não havia mais tempo. O Real Vuvuzelas conquistava sua primeira vitória. O Futsampa fez uma boa partida, mas não aproveitou as chances que teve e pagou caro.

Na saída do campo, Rapha Kfouri, do Vuvuzelas, afirmou que o time voltou mais forte esse ano: “Todo mundo desmereceu a gente por causa da nossa campanha no torneio passado. Mas agora, com os novos jogadores, podemos ser campeões”.

Na próxima rodada, o Real Vuvuzelas enfrenta o time do Irado’s. Já o Futsampa encara o DPGamos.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA

Inter de Limão 4 x 1 TNT

INTER DE LIMÃO AZEDA ESTREIA DO TNT


Jogo fraco no primeiro tempo foi compensado com cinco gols na etapa final

Por Rodrigo Amaral

Nos primeiros dez minutos de jogo o que se via em quadra era mais do que respeito entre os times. Havia algo que soava como rivalidade entre o estreante Inter de Limão e o explosivo TNT. Não era à toa: algumas caras do novo time que disputa a Bronze eram muito bem conhecidas pelo adversário, afinal Rapha Bernardes, Juninho e Kaue defenderam a cor azul celeste do TNT no torneio passado.

A prova de que algo a mais estava em jogo foi o tranco forte que Luiz Pane tomou na lateral do meio de campo. A tensão dentro de campo logo passou a contaminar o clima lá fora depois que Pane esbarrou na grade de ferro e derrubou várias garrafas de cerveja que estavam em cima de uma mesa. A situação foi logo tranquilizada por funcionários do PlayBall e, segundo informações, não houve desperdício do precioso líquido que fortalece os atletas antes e depois dos jogos.

A primeira boa oportunidade de gol surgiu dos pés de Galinho, que, após receber de Sugos, fez o giro e arriscou pro gol. Ulisses, bem posicionado, agarrou. A resposta do Inter de Limão foi imediata: chute cruzado de Fernandinho pela direta foi parar nas mãos de Chicão.

O jogo melhorava conforme corria o tempo e as equipes se soltavam. As chances de gol ficavam cada vez mais claras, mas ainda não suficientes para tirar o zero do placar. Aos 21 minutos, Siri recuperou a bola para sua equipe e mandou um chute que passou tirando tinta da trave. Outra chance do time azedo veio no minuto seguinte, num chute cruzado de Cé para boa defesa do goleiro.

O gol do Inter de Limão parecia estar amadurecendo, mas quem abriu o placar já no começo do segundo tempo foi o TNT. Lucas saiu errado com a bola e Marcelo não perdoou. Após o primeiro gol, o segundo quase aconteceu alguns minutos depois, por duas vezes. O goleiro Glauco, que entrara no intervalo no Inter, estava com sorte. Um chute de Dudu passou pingando rente à trave e, segundos depois, novamente em uma jogada parecida, mas agora envolvendo Marcelo, aconteceu o mesmo. As duas chances desperdiçadas custaram caro ao time de Luiz Pane, pois o adversário não perderia as duas próximas chances.

Juninho, ex-jogador do TNT, foi o grande articulador nas épocas celeste e continua o mesmo em sua nova equipe. Foi ele quem organizou o primeiro gol – seguiu conduzindo a bola até encontrar Kaue, também ex-TNT, que chutou duas vezes até marcar. O gol da virada saiu de um chute rasteiro dentro da área. A participação de Juninho só não foi melhor porque minutos depois ele foi tirado de quadra com um cartão azul por entrada dura em Luiz Pane.

A diferença era só de um gol, mas o TNT não tinha boas opções para furar a defesa adversária. Com isso, o Inter de Limão aproveitou para azedar a situação do TNT nos últimos cinco minutos. Aos 21, Fernandinho fez jogada pela lateral e cruzou para Siri finalizar para o fundo do gol. 3 x 1.

Acuados e atrás no placar, o time celeste cometia muitas faltas, até que aos 23 minutos a oitava infração foi assinalada. Fernandinho não teve muitos problemas para acertar o tiro livre e fechar o placar em 4 x 1 para o time cítrico.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA

NGM 5 x 4 Invictus

NGM VENCE INVICTUS EM DISPUTA PARA TODOS OS GOSTOS


Jogo teve golaço, lances polêmicos e, acima de tudo, bom futebol

Por Rodrigo Amaral

Com Lucas e Douglas em quadra para jogar pelo Invictus e Weinny, que por limitações técnicas e pelo bem do futebol apenas se arrisca como técnico do Irado´s, como mesário, a alta cúpula do Chuteira estava inteiramente envolvida no jogo entre NGM e Invictus. Não só por esses destaques, mas o jogo realmente valeria a pena ser assistido.

A emoção começou aos 5 minutos, no primeiro gol da partida. Memé recebeu pela esquerda e mandou um chute rasteiro, aceito pelo arqueiro Henrique. O placar quase foi ampliado minutos depois, mas Fefê não teve a mesma sorte de Memé. Ele invadiu a área e chutou no canto, mas a bola passou raspando a trave.

Aos 10 minutos, um dos mais célebres veteranos do Chuteira apareceu. O xerifão da zaga Rodrigo Barath teve uma partida no mínimo curiosa, a começar por um lance que quase terminou em um golaço. Barath deu aquele habitual chutão do seu campo de defesa, a bola atravessou a quadra, pingou na frente do goleiro e quase o encobriu, acertando o travessão. Em seguida, agora em um lance consciente, o Invictus ofereceu o primeiro trabalho ao goleiro Fê Farillo, mas o chute de Bento saiu fraco.

Após quase fazer aquele golaço sem querer, Barath teve participação essencial na defesa, afastando o perigo com a mão – isso mesmo, com a mão. Nego viu o goleiro Henrique um pouco adiantado e tentou encobri-lo dentro da área, mas o zagueiro do Invictus, em um movimento tão rápido quanto la mano de Dios de Maradona no jogo contra a Inglaterra pelas quartas de final da Copa de 86, afastou a bola sem o juiz ver. Em sua defesa, o juiz afirmou que “o atleta estava de costas na jogada, caracterizando bola na mão e não mão na bola”. Justíssimo.

O erro da arbitragem foi compensando pelo NGM com o segundo gol dois minutos depois. Nariga recebeu na área e bateu de bate-pronto para estufar o barbante. Apesar da diferença de dois gols, o jogo seguia equilibrado. Então nada mais justo que o Invictus também terminar o tempo com um gol na contagem. O camisa 10, Kirk, recebeu passe em profundidade dentro da área e tocou na saída do goleiro, diminuindo a diferença para um gol.

Rodrigo Barath voltou ao segundo tempo e manteve a regularidade – uma mão na bola em cada tempo. A vítima agora foi Pimenta, que teve seu chute interceptado pelo “goleiro”, dessa vez fora da área. Minutos depois, Nariga novamente fez justiça. Ao ver o arqueiro, Canova, que entrou na segunda etapa, adiantado, ele não pensou outra coisa e mandou o balão. Dessa vez Barath estava longe e não pôde evitar o golaço de cobertura.

Comandado por Kirk, o Invictus foi pra cima. Aos 9 minutos, em jogada do camisa 10 pela lateral, Bento aproveitou o rebote do goleiro Márcio e diminuiu. O Invictus estava mais ligado no jogo, mas o NGM continuava atento e logo respondeu com o quarto gol. Nego aproveitou a sobra e emendou uma bomba de fora, vencendo Canova, que ainda pulou pra sair na foto.

Assim, nesse faz-e-toma, o jogo se seguiu. Lucas, o “presida”, até então apagado, apareceu. Em cobrança de falta, ele tentou colocar no canto do goleiro. O arqueiro se jogou e conseguiu alcançar a bola, mas o rebote espirrou pra fora da área, onde o mesmo Lucas apareceu para chutar forte no canto e diminuir.

Com 4 x 3, o jogo estava totalmente aberto e restavam quase 10 minutos para o fim. Tempo suficiente para um pouco mais de emoção proporcionada por ele, claro, Rodrigo Barath. O zagueirão arriscou um chute meio sem jeito de quase do meio da quadra, o tipo de bola que não ofereceria problemas maiores ao goleiro, exceto pela sorte que acompanhara Barath durante todo o jogo. A bola desviou no meio do caminho e enganou Márcio. Na comemoração, Barath levantou a camisa azul do Invictus e mostrou a rosa do Basicus. Era a número 8, com o nome de Lucas, em homenagem com amigo e parceiro de time que tinha feito aniversário no dia anterior.

O empate àquela altura era heróico para o Invictus e o mais justo pelo que produziram dentro de campo, mas a sina do time de Lucas P. parece continuar a mesma do semestre passado. Depois de Marquinhos fazer falta no meio de campo e ser amarelado, aos 22 minutos, Memé, que abriu o placar, apareceu bem e teve a honra de fechá-lo e decretar a vitória para sua equipe com um gol cheio de categoria rente a trave, sem chances para Canova.

Vitória por 5 x 4 e belo jogo entre os times mais tios da Bronze. O Invictus tenta vencer a primeira contra o Condor´s, já o que NGM busca a ponta isolada diante do TCM.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA

Toque Me Voy 3 x 1 Só Quem Sabe

COM DEFESA SÓLIDA, TOQUE ME VOY GARANTE VITÓRIA


Time comandado pelo goleiro artilheiro Danilo aproveitou as chances que teve e segurou o placar diante do Só Quem Sabe

Por Bruno Viotti

Campeonato novo, vida nova. Pode ser assim que Toque Me Voy e Só Quem Sabe entraram em campo para a estréia no III Chuteira de Bronze. Buscando esquecer o torneio passado, quando amargaram decepções por eliminações precoces ou campanhas pífias, a ordem era recomeçar. E quem se saiu melhor foi o Toque Me Voy, do goleiro Danilo Gomes.

O jogo começou equilibrado. A primeira chance real de perigo aconteceu com Silas, do Toque Me Voy. Ele mandou um chute forte no canto do goleiro Arthur, que caiu para espalmar. Logo em seguida, Thiago, do Só Quem Sabe, partiu pra cima e fez o goleiro Danilo trabalhar.

Parecia que o jogo seria lá e cá, era uma chance aqui e outra lá. No entanto, o Só Quem sabe começou a dominar o meio de campo. Mesmo sem seu artilheiro Diego Sequia, que foi para o CAV e em seguida deixou São Paulo para morar em Minas, o time que sabe muito aumentou a pressão pelo gol. O Toque Me Voy decidiu focar seus esforços na marcação. Cada bola afastada gerava um grito por parte dos defensores. Thiago não ficou para trás e também demonstrava muita raça e determinação na defesa do SQS.

Se o SQS atacava, foi o Toque que, em lance de oportunismo, abriu o placar. Após confusão na área, Renê tocou para as redes. A comemoração foi grande e todos puderam presenciar a alegria contagiante dos jogadores.

Se até aquele momento, a dedicação do Toque era para a marcação, depois do gol o foco passou a ser a defesa. Com isso, a pressão do time branco só aumentou. Em um belo lance, Serjão deu um voleio com destino certo, porém, a defesa do time azul mais uma vez conseguiu afastar o perigo.

Sofrendo grande pressão, o Toque conseguiu um contra-ataque fatal, no qual Allan recebeu na entrada da área e mandou no canto para fazer 2 x 0. A vibração era grande, e os jogadores do Só Quem Sabe pareciam incrédulos, pois não conseguiam entender como tanta pressão não resultava em gols.

Na volta do segundo tempo, após uma reunião entre os atletas, Serjão recebeu na frente para definir, mas após disputa com o zagueiro acabou escorregando e perdeu a chance. Só dava SQS, mas graças à grande atuação do goleiro Danilo e à péssima pontaria do time do capitão Thiago o Toque me Voy conseguia segurar o resultado. E não é que a tática de sair nos contra-ataques deu resultado? Em descida pelo lado esquerdo do campo, Allan tentou driblar e foi derrubado na área. Pênalti. Na cobrança, Robson bateu e marcou o terceiro gol do time.

O Só Quem Sabe partiu para o tudo ou nada. Jacobi tentou cavar um pênalti ao cair na área, mas os árbitros não marcaram. No entanto, tanta pressão acabou cedendo a barreira azul no final do jogo. Após cruzamento da esquerda, Paulinho recebeu livre do lado direito e mandou para o fundo das redes. Era o gol de honra do time de branco.

Após uma injeção de ânimo, o Só Quem Sabe utilizou certa violência para dominar as ações, mas não havia mais tempo para uma reação. Com o apito do árbitro, o jogo estava encerrado. 3 x 1 para o Toque Me Voy.

Preto, da equipe vencedora, gostou do time na estreia: “Para o primeiro jogo, nossa atuação foi ideal. Temos que manter o ritmo para o resto do campeonato. Achei que o time foi muito bem hoje.” Na próxima rodada, o Toque Me Voy enfrenta o time do Xarope Também Joga. Já o Só Quem Sabe busca a recuperação diante do Elite.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA

XTJ 1 x 4 Mercenários

MERCENÁRIOS INICIA BUSCA PELO TÍTULO COM BELA VITÓRIA


Time de Bruno Bollito demonstrou bom entrosamento e grande jogo coletivo para aproveitar chances e matar um XTJ sem pontaria

Por Bruno Viotti

A terceira partida realizada pelo Grupo A do III Chuteira de Bronze certamente tinha um ingrediente a mais em campo – o favoritismo do Mercenários, campeão da Taça Inverno, o festival de acesso à Bronze do Chuteira. Além do forte calor, o pessoal pode ver o novo time estreando diante do bom XTJ. Seria uma boa prova para o time de Kazu, Bruno e Cia. limitada.

De fato, o time mercenário começou a milhão, partindo para o ataque. Em uma bobeada da zaga, o atacante Diego quase marcou por duas vezes. Numa rápida troca de passes, a finalização foi na trave do XTJ. Logo em seguida, o goleiro Allyson, do Mercenários, também contou com a sorte ao acompanhar a trajetória da bola até o travessão de seu gol.

O XTJ tentava chegar através de chutes de longa distância. Porém, o real perigo veio dos pés de Marquinho. Ele avançou pelo lado do campo e encheu o pé. A bola, mais uma vez, bateu na trave e foi para fora. O gol do Mercenários amadurecia.

Apesar das chances reais de perigo serem do Mercenários, o XTJ pressionava, mas não acertava a pontaria. Quando conseguia acertar a direção do gol, Allyson fazia as defesas. Até que, após belo passe da direita para a esquerda, o camisa 17, Thiaguinho, bateu cruzado e abriu o placar para o Mercenários.

As equipes não pareciam dispostas a correr riscos desnecessários. Foi então que, após contra-ataque rápido, Rodrigo recebeu na entrada da área e mandou no canto do goleiro. 2 x 0 e muita comemoração do time de preto e vermelho.

Com o fim do primeiro tempo, ficou claro que o Mercenários não criava muitas chances, mas aproveitava as que tinha para matar o jogo. Já o XTJ pressionava de forma desorganizada, sem êxito nas jogadas de ataque. No segundo tempo, o Mercenários começou a arriscar mais ainda de longe, enquanto segurava a pressão do XTJ com uma defesa bem postada, que procurava travar os ataques adversários no momento exato, principalmente com Renato, que tirava o perigo da área com chutões e carrinhos precisos.

O Mercenários adiantou a marcação e gerou dificuldades para o XTJ sair jogando. Até que, em ataque do Mercenários, o zagueiro fez falta na entrada da área. Após a cobrança, a bola bateu na barreira e o rebote sobrou para Guto ampliar a vantagem. 3 x 0.

Após tempo técnico, o XTJ voltou e logo Bolacha, em um chute com raiva, marcou. Sem chances para o goleiro. No entanto, a competência do Mercenários deu números finais ao jogo. Após corte para a direita, Bruno finalizou e Kraudio não conseguiu segurar. A bola entrou lentamente, para desespero dos jogadores do XTJ.

Com o quarto gol, o XTJ estava entregue. O time de preto ainda teve mais duas oportunidades, com Bruno, que acabou chutando a bola na trave, e Marquinho, que mandou por cima do gol. O Mercenários vencia seu primeiro jogo graças ao coletivo bem entrosado.

Após o jogo, o goleiro Allyson afirmou que o time vai procurar corrigir os erros para o próximo jogo: “O primeiro jogo é sempre mais difícil. Vamos procurar acertar os defeitos e brigar pelo título”. O próximo jogo da equipe é contra o Allianza Sagrado. Já o XTJ irá enfrentar o Toque Me Voy.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA

BDA 4 x 3 Bacaninha

TUDO BACANA VIRA BACANINHA E COMEÇA COM DERROTA


Bonde dos Abelhas mostrou que vem forte para a atual competição e já derruba um forte candidato no grupo

Por Rodrigo Amaral

O Bacaninha estreou com derrota. Não bem estreou, afinal o time disputou o último torneio da Bronze, chegando até às semifinais, mas agora o time está de nome novo. O antigo Tudo Bacana aderiu ao seu apelido, Bacaninha, e pretende fazer nova história, que por enquanto segue sem vitórias.

Nego abriu o placar para o Bonde após pegar a sobra do chute de Rafa. O Bacaninha mal tinha se recomposto e o BDA aumentou o placar. Macal saiu costurando dois marcadores e tocou na saída do goleiro para fazer um golaço. A diferença diminuiu três minutos depois, em um pênalti marcado no toque de mão de Rafa. Renato Leme foi para a cobrança e guardou.

O gol deixou o Bacaninha mais corajoso, mas quem “perigou” foi o Bonde, após o juiz marcar falta do goleiro Roberto, que saiu de sua área com a bola. Ele, no entanto, se redimiu em seguida com uma defesa segura do chute quase na linha da área.

Ainda atacando com perigo, agora por pura competência, o BDA chegou a mais um gol pouco tempo depois. Kavanha aproveitou escanteio e pegou bonito na bola de primeira, sem deixar ela pingar. O goleiro ainda conseguiu pegar, mas Bruno apareceu na área para concluir.

Com uma boa vantagem em mãos, o time dos Abelhas sossegou um pouco e deixou que o Bacaninha começasse a gostar do jogo. No primeiro minuto da segunda etapa, Márcio até chegou a fazer para sua equipe, mas o juiz já tinha parado o jogo por cobrança irregular do lateral que originou o gol. Esse susto foi um ensaio para o Bonde, que três minutos depois tomou um gol que valeu. Após o goleiro Rosimole espalmar o chute de Lê Leme, Bruno apareceu na área para concluir ao gol.

Assim como o Bacaninha precisou de uma chacoalhada no começo do primeiro tempo, o gol sofrido pelo BDA também despertou a equipe. Aos 10 minutos, Vi fez boa jogada individual passando de um marcador e chutou a bola em direção ao ângulo. Algum vento vindo do sudoeste deve ter batido e empurrado a bola para o travessão. O azar de não ter entrado aquela bola foi compensado um minuto depois. Após cobrança de falta em direção à área, Cris Coppolla, que estava no meio da confusão, só colocou o pé para desviar a bola em direção ao gol.

O Bacaninha seguia buscando o ataque com objetividade, mas o Bonde dos Abelhas se defendia muito bem. Só mesmo uma conexão entre pai e filho foi capaz de furar a defesa do bonde. E não foi apenas mérito de entrosamento, foi um lance de muita qualidade. No que a bola foi lançada pelo alto para Walter Araújo, ele logo emendou um toque de chaleira para seu filho, Leandro Araújo, chutar cruzado para o fundo do gol.

Os Abelhas não se permitiram tomar mais nenhum susto e seguraram o time dos Bacanas, que também não ofereceram tantas dificuldades. Vitória do bonde por 4 x 3 e alegria de Negão...

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA

TCM 4 x 2 Derrubada

AO SEU ESTILO, TCM VENCE DERRUBADA


Excesso de pontapés, reclamações e discussões tiraram o brilho da partida, que teve até bate boca entre os árbitros

Por Rodrigo Amaral

E começa no octógono número 3 mais um duelo do UFC, digo, do Chuteira de Ouro. De um lado, com calções pretos e amarelos, o time do TCM, recém chegado da Prata; do outro, com as cores vermelho e preto, a equipe do Derrubada.

No torneio passado, o Derrubada sofreu muito para conseguir o primeiro ponto. Neste início de competição, ele ainda não veio, mas o time rubro-negro mostrou-se melhor nessa 3ª edição da Bronze. Prova disso foi o gol que abriu o placar. Com apenas 2 minutos de partida, Victor tocou no alto para Vicius, que pegou a bola de primeira e marcou um belo gol de estreia.

Eles estavam com muita vontade mesmo e, no minuto seguinte, quase aumentaram o placar em um chute de fora de Joezinho que obrigou Marcião a trabalhar. O ritmo do Derrubada era bom, mas não durou muito tempo. Aos 10 minutos, Guel, do TCM, chegou à linha de fundo adversária e cruzou na área para a testada firme de Thiagão, livre de marcação. Era o empate. A partir daí surgiram os dois protagonistas da partida: os pontapés e o TCM, dono das principais investidas ao ataque.

O gol de Thiagão deu a confiança que a equipe precisava. Pior para o Derrubada, que precisou, a partir de então, se preocupar mais com seu sistema defensivo. Com 16 minutos jogados, Guga assustou o adversário em boa jogada individual. Ele fingiu chutar, fez o giro no marcador e mandou na trave. Mais dois minutos e a baliza esteve de novo no caminho do TCM, desta vez foi Matheus que emendou um belo chute sem deixar a bola cair e explodiu o travessão.

As duas bolas na trave foram um presságio que o gol chegaria em breve. Zé Roberto pegou de prima e venceu o goleiro, concretizando a virada do TCM. No minuto seguinte, por pouco o Derrubada não igualaria o marcador. Guel parou a jogada para pedir falta ao árbitro e Larson, aproveitando a bobeada, exigiu uma boa ponte do arqueiro Marcião.

O segundo tempo voltou com pressão do TCM e logo no primeiro minuto Alemão tabelou com Raphael e chutou para uma das poucas defesas do goleiro Henrique no jogo, que contou com a sorte e a trave. De novo.

A vitória do TCM se definiu em apenas dois minutos, com Matheus, que logo aos cinco puxou da perna direita para a esquerda e mandou no contrapé do goleiro sem muita força. Em seguida, numa cobrança de falta, Guel rolou para Danilo mandar a bola para dentro da rede.

Nada pode ser tão ruim que em mais um minuto não piore. Após dois gols tomados em dois minutos, aos sete Vicius foi expulso. O autor do único gol da sua equipe reclamou tanto que seu time estava apanhando que o árbitro não aguentou: vermelho para ele. Na saída de quadra ele continuou esbravejando: “Semestre passado já tinha feito uma reclamação avisando que não queria mais essa dupla apitando meus jogos”. Mais polêmica estava por vir e, também por reclamação, Larson foi colocado para fora com cartão azul.

A equipe do Derrubada conseguiu diminuir o placar, mas já era tarde, e com um jogador a menos a tarefa se complicou ainda mais. O gol saiu dos pés de Joezinho, principal articulador dos rubro-negros, que assumiu a responsabilidade e partiu para cima driblando até chegar à área e marcar.

Infelizmente a partida vale a pena ser comentada até aqui. O restante foi marcado pela força excessiva dos jogadores de MMA, digo, de futebol, especialmente do TCM, que eram cada vez mais violentos. Os árbitros resolveram economizar no apito e no cartão.

Com a vitória, o TCM conseguiu os três primeiros pontos na luta para voltar à Série Prata. Já o Derrubada, que nunca teve vida fácil no torneio, parece que não vai ser agora que terá.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA

Pé de Pano 3 x 2 Condor´s

CONDOR´S DESPERDIÇA BOM PRIMEIRO TEMPO E TOMA A VIRADA DO PÉ DE PANO


Nem mesmo Neno,com 2 gols, conseguiu impedir a recuperação do pangaré

Por Rodrigo Amaral

O camisa 10 do Condor´s, Neno, precisou de apenas cinco minutos para dar a impressão que o Condor’s atropelaria o Pé de Pano. No primeiro minuto, o comandante da equipe cobrou uma falta forte e rasteira, sem chances ao goleiro. O segundo gol veio de um cruzamento de Diony para a área que Neno completou para o gol. 2 x 0 em 5 minutos de jogo.

O ritmo do Condor´s era forte e quase que saiu o terceiro. O goleiro Ricardo Luiz salvou cabeçada de Marin. Só dava a equipe grená, que seguiu perdendo chances de ampliar. O jogo passou a ficar muito amarrado pelo meio e o time azul e branco ia se ajustando e experimentando novos ataques. Na parte final da primeira etapa, o Pé de Pano já era superior, mas a defesa do Condor´s e o goleiro estavam bem. A solidez da zaga condoriana durou até os 22 minutos, quando apareceu outro camisa 10, Dadá, que arriscou de fora e o goleiro colorado aceitou. O Pé de Pano acordava.

No começo do segundo tempo, o Condor´s sentiu que devia ter aniquilado o jogo enquanto podia. A equipe do Pé de Pano definitivamente mudou a postura e colocou a partida em condições iguais. Tavogus recebeu a bola pingando e não pensou outra coisa a não ser arriscar, pegando o goleiro de surpresa. Era o empate!

Com o resultado igual, o jogo melhorou e as duas equipes passaram a equilibrar defesa e ataque. Assim, qualquer falha poderia valer a derrota ou a vitória. Porém, o primeiro erro foi do Pé de Pano, e quase fatal. Kalzinho entrou na área, tirou do goleiro e na hora do chute a bola saiu devagar, dando tempo de o zagueiro adversário chegar e afastar o perigo quase na linha do gol.

Aos 15 minutos, Neno apareceu de novo com mais uma chance de marcar. Com um chute venenoso, o goleiro defendeu dando rebote, que ia parar nos pés de Diony e só concluir ao gol, mas Rafinha surgiu e tirou providencialmente.

Não adianta, uma daquelas máximas do futebol de que “quem não faz, toma” sempre falará por si no futebol. Após duas oportunidades claras de gol perdidas pelo Condor’s, veio o castigo. O Pé de Pano precisou apenas de uma para sacramentar o resultado em uma bela virada de placar. Caio Haick foi quem salvou a equipe, aos 24 minutos, com um chute rasteiro no canto direito do goleiro. Muita comemoração de um lado, frustração do outro.

O Condor’s pega o Invictus, que também perdeu na estreia, na 2ª rodada. O Pé de Pano tem pela frente o Derrubada, que apanhou do TCM.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA

Império Celeste 4 x 4 DPGamos

IMPÉRIO SE SUPERA E EMPATA COM DP NO FIM


Comandados por Guedes e com dois gols no final, Império arrancou empate heróico e azedou estreia do novo DP na também estreia na Série Bronze

Por Bruno Viotti

Após grande confusão no jogo anterior, parecia que mais uma vez teríamos W.O. O árbitro perguntava para todos à sua volta, mas ninguém tinha visto a equipe do Império Celeste. Depois de seis minutos de espera, o árbitro estava pronto para decretar o W.O. Eis que então a equipe do império entra na quadra. A alegação foi de que estavam esperando ao lado da quadra, longe da visão da arbitragem.

Tudo resolvido? Não. Mais uma vez a bola não estava presente. Entretanto, uma bola foi encontrada rapidamente do lado de fora da quadra. Assim, o jogo pôde começar, mesmo que atrasado.

Com o apito inicial, o Império partiu para cima, mas o primeiro perigo real foi criado em uma chance do DPGamos. Em uma bobeada da zaga celeste, Paulo recuperou a bola, mas chutou para fora. Como resposta, o Império desperdiçou duas chances. Primeiro com Zukauskas cabeceando para fora e, em seguida, com Rômulo arriscando de longe e mandando a bola à direita da meta adversária.

O jogo ficou equilibrado e o Império começou a pressionar, porém, sem aproveitar as oportunidades. Em belo chute de Rômulo, da entrada da área, Valentin fez grande defesa a espalmou para escanteio. Após a cobrança, Guedes cabeceou por cima.

O velho ditado “a melhor defesa é o ataque” caberia perfeitamente nesse jogo. Caberia se o Império não desperdiçasse tantas chances. Assim, com erro de passe da equipe imperial, o DPGamos armou contra-ataque rápido e Paulo completou para o gol. 1 x 0 para o DPGamos, apesar do domínio celeste.

O Império não se abalou e continuou a pressionar. No entanto, não obteve sucesso. Com belo cruzamento de Paulo e conclusão de Richard, o DPGamos conseguiu ampliar a vantagem. 2 x 0.

O DPGamos aproveitava os contra-ataques para tentar definir a partida, uma vez que o Império Celeste parecia preocupado somente em atacar. Com um grande lançamento do goleiro Valentin, Felipe dominou e chutou, mas Maqueda defendeu com o pé. Quase o terceiro do DP. Terceiro esse que não demorou a sair. Richard recebeu a bola marcado, deu um belo giro, livrou-se do zagueiro e mandou no canto do goleiro. Agora sim 3 x 0 e uma incrível eficiência do time dos Fischer.

Com o início do segundo tempo, o Império voltou com tudo e foi ao ataque. Sem demorar muito, o primeiro gol da equipe saiu dos pés de Guedes após cruzamento e confusão na área. Após uma oportunidade desperdiçada por Felipe, do DPGamos, o Império resolveu utilizar a principal arma do time adversário: o contra-ataque. Em rápida troca de passes, Rômulo recebeu sem marcação e só encostou para fazer o gol. 3 x 2 e a esperança do time celeste renascia.

O DPGamos pediu tempo e, após conversa, voltou a campo. E parece que o papo deu resultado. Com um belo lançamento de Valentin, João dominou, tirou do goleiro e deu um toquinho para fazer o quarto do DPGamos.

Parecia o fim para o Império, mas o time não desistia. Chutes da esquerda, da direita, cabeçadas e nada do gol sair. Até que um jogador lá de trás ajudou o Império. Com um bicão do goleiro Maqueda, Zukauskas chegou na frente do goleiro e chutou. 4 x 3 e tome pressão!

Nem bem a torcida havia comemorado, Guedes apareceu do lado esquerdo, chutou no canto e empatou a partida. O inacreditável acontecia. Os celestes conseguiam empatar depois de estar perder por 3 x 0.

O jogo então ficou truncado, mas não havia tempo para muita coisa. Fim de jogo. Na próxima rodada, o Império Celeste encara Os Mostarda. Enquanto isso, o DPGamos mede forças com o Futsampa.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA

Roleta Russa Clássico 3 x 2 Basicus

MACHADO TEM DIA DE ROLAND E GARANTE VITÓRIA DO ROLETA


Novo goleiro do Roleta foi destaque no clássico ao fechar o gol e pegar tiro de 9 metros de Puff nos acréscimos

Por Rodrigo Amaral

Podemos dizer que já é um clássico da Série Bronze. A rivalidade vem do último campeonato, quando as equipes disputaram até o último jogo a oitava, e última, vaga para a fase final do torneio – o Basicus levou a melhor. A história semelhante das equipes também aquece o confronto; ambas fazem parte de, digamos, duas filiais do Chuteira: a filial Roleta Russa (Roleta Russa, Roleta Olímpico e o Roleta Clássico, o roletinha) e a filial Us (Acidus, Basicus e Invictus). E ninguém melhor para representar as duas equipes do que duas das grandes figuras do torneio. De um lado, posicionado na zaga, Baru, um dos fundadores dos Roletas. Do outro, sempre preocupado na lateral, quase no meio da quadra, Rodrigo Barath, um dos criadores do Acidus e Basicus, jogador do Invictus e também hoje treinador do time rosa.

Ao som de alguma daquelas coletâneas Love Songs o jogo teve início. Se a trilha sonora estava ruim, os jogadores desde o começo trataram de imprimir um ritmo nada romântico ao jogo. Com a filosofia de que não existe bola perdida e que o gol é sempre o objetivo, a partida assim se desenrolou. O despertar dos jogadores veio no segundo minuto, quando o time do roleta masters abriu o placar com Flavio, aproveitando a sobra dentro da área. Dois minutos se passaram e o Basicus tratou de pôr o jogo em igualdade: Mario dominou e logo emendou o chute que foi parar no canto da rede.

Os rápidos gols deram um pouco de calma às equipes, mas não durou muito. Aos 10 minutos, outro gol do Roleta esquentou o jogo. Após escanteio batido n aquele habitual tira-mas-não-tira na área, a redonda sobrou então para Affelay, que só apontou e chutou para marcar.

Puff não estava gostando do que via. Seu time perdia. Estava na hora de trabalhar. Aos 14 minutos, querendo decidir, ele acertou um bom chute. A trajetória da bola era o ângulo e o gol parecia certo, mas em uma bela ponte apareceu o goleiro Machado. O camisa 23, no minuto seguinte, insistiu em mais um arremate, agora com mais força e menos técnica, mas também não funcionou, pois Machado estava lá.

O time de rosa estava inquieto. Mais um minuto se passou e eles enfim conseguiram achar uma maneira de empatar: o acaso. Cava parecia ter como objetivo o chute ao gol, mas a bola saiu mascada e sem força, passando por todos da defesa e caindo caprichosamente no pé de Raphael, que só teve o trabalho de empurrar para a rede.

Mais alguns dez minutos de muita vontade, muita força e nem tanta qualidade se passaram. Em um jogo tão equilibrado como esse, ir para o segundo tempo com a vantagem no placar poderia ser essencial. Pensando nisso, o Roleta manteve a atenção e a paciência necessárias para, segundos antes do apito final, marcar o terceiro tento. Nick saiu de frente para o gol, mas chutou em cima do goleiro Roland; na sequência, a bola sobrou mais uma vez para o oportunista Affelay marcar seu segundo gol.

Na volta ao segundo tempo, Puff continuou sendo o jogador mais perigoso pelo Basicus. Até de cabeça o atleta oferecia perigo, e Machado seguia fechando o gol. Roland também teve que trabalhar. O melhor goleiro da segunda edição da Bronze caiu para pegar chute colocado de Japa e também após petardo de Tuk que explodiu em seu rosto.

Aos 16 minutos o Basicus teve a principal chance de empatar, e por falta de goleiro Affelay estava lá para assegurar a imobilidade no placar. Puff roubou a bola e sobrou para Fefê, voltando à equipe depois de abandoná-lo por umas 7 vezes já. Machado estava fora do gol, mas o atacante de nome diferenciado e que já havia anotado dois gols entrou na frente e evitou o empate por duas vezes.

Puff e Machado protagonizaram grandes momentos até o último segundo, literalmente. Aos 22 minutos, o camisa 23 rosa achou um espaço na marcação, tirou do zagueiro, mas lá estava o goleiro do Roleta. Nos últimos instantes, o Roleta exagerou nas faltas até alcançar a sétima falta, isto é, na próxima falta sofreria o tiro livre de 9 metros. O treinador Rodrigo Barath, ao lado do campo, avisava os seus jogadores, como quem conta um segredo, sobre a condição do adversário.

O relógio passava dos 25 minutos. Era possivelmente o último lance do jogo quando soou o apito do juiz. Era falta para o Basicus. Na cobrança, partiu Puff. Sem tomar muita distância, ele mandou no canto direito da meta. Debaixo das traves estava Machado, que tinha a chance de se consagrar naquela já noite. E se consagrou. Puff bateu mal, nem no canto, nem no meio, rasteira e com pouca força. Para Machado, que havia segurado outros chutes bem mais agressivos do Puff, ficou fácil garantir uma suada vitória por 3 x 2 para o Roleta Clássico.

III CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA

Irado’s 0 x 1 Os Mostarda

MOSTARDA DERROTA IRADO´S E MANTÉM TABU


Bruninho fez o único gol da partida em que o setor defensivo da equipe brilhou e o time garantiu novo capítulo sem perder dos irmãos Eirados

Por Bruno Viotti

Último jogo da rodada inaugural do Grupo A do Chuteira de Bronze tinha o já clássico confronto entre Os Mostarda e Irado´s. O detalhe ficava por conta de um incômodo tabu, ao menos para o time dos Eirados: o tricolor da Bronze nunca venceu os mostardas! Era nova oportunidade para reescrever essa história.

Com o apito do árbitro, o jogo começou na já tarde que virara noite, num céu poluído de poucas estrelas. E o time de Cadu e Polito partiu logo para cima. A primeira oportunidade veio com Bruninho, num belo chute perto da entrada da área que acabou defendido pelo goleiro Alan.

Inicialmente, o Irado’s tinha dificuldade para chegar ao ataque. Na primeira chance, o atacante acabou chutando para fora. Em seguida, o troco. Em contra-ataques, o time amarelo e preto dava trabalho ao sempre bom Alan, que mantinha sua rotina de salvar o Irado’s de tomar mais gols que o normal. Numa de suas grandes defesas, ele pegou dois chutes consecutivos.

No entanto, Alan pode ser o grande nome do time desde o semestre passado, mas sozinho ele ao faz milagre: após outra linda defesa sua, Bruninho pegou o rebote e colocou Os Mostarda na frente! O zero do placar era modificado.

O gol fez o Irado’s se mexer mais e equilibrar o jogo. Os soldados de Weinny Eirado partiram para cima dos homens do coronel Mostarda, que se fecharam em seu campo e esperavam a abertura de espaços para contra-atacar. Assim, as chances do Irado’s não demoraram a aparecer. Rafa Hornero, reintegrado ao time, recebeu a bola sem marcação, mas chutou para fora. Dani Jales também tentou, mas Polito caiu para fazer a defesa sem dar rebote.

Com o início do segundo tempo, o Irado’s partiu novamente em busca do empate. Jales tentou novamente, mas Polito segurou firme. O Irado´s até tentava, mas a marcação mostardense era implacável. Com a bola no meio de campo e a pressão da derrota se aproximando, o nervosismo começou a tomar conta do Irado´s. Erros tolos nas trocas de passes acabaram gerando contra-ataques para a equipe Mostarda. Num deles, após confusão na área, a bola sobrou para Lê sem marcação, mas este mandou para fora.

Mais Irado´s no ataque. Em cobrança de lateral, o time chutou três vezes para marcar, mas a zaga – com Rafinha,Stefan e enfim o goleiro Polito – estavam lá para impedir a igualdade.. O jogo, então, ficou mais truncado, com ambas as equipes com dificuldades para criar jogadas. Foi assim até que o homem de trás teve que ir para a frente. Stefan apareceu sozinho no meio de campo, avançou e soltou o pé. A bola explodiu na trave e assustou os reservas do Irado’s.

Na última oportunidade do jogo, Marcelo Rezende realizou bela cobrança de falta, mas Polito garantiu a vitória para Os Mostarda ao defendê-la sem problemas e manter o magro placar de 1 x 0.

Após o jogo, o time d´Os Mostarda, unido, revelou que estão com o orgulho ferido: “Queremos a Prata. Estamos com o orgulho ferido pela forma como ocorreu nossa última derrota no torneio. Viemos para ser campeões”.

Na próxima rodada, o Irado’s busca a recuperação contra a sensação Real Vuvuzelas, de quem apanhou recentemente em amistoso. Já Os Mostarda espera ratificar o discurso e derrotar o Império Celeste, que não saiu de um empate diante do DP na estreia.

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