Um sábado de frio, vento gelado, grandes jogos e uma final empolgante debaixo de uma leve chuva que só parou após o apito dos árbitros colocar um ponto final ao III Festival Bola na Rede. E tal encerramento se deu no jogo entre o bicampeão do Chuteira de Ouro SNG e o novato Clube Atlético Perus. Placar: 3 x 2 para o time azul e preto, título de campeão e agora com direito de jogar a Série Ouro do Chuteira.
A história do C. A. Perus no Chuteira não é a rigor nova. Ricardo, capitão e idealizador da equipe, jogou alguns jogos pelo antigo Kiaka no semestre passado e, diante da falta de organização para jogar, pagar e se manter no Chuteira, viu o time dar dois WO e ser eliminado da competição na rodada final. Ciente do problema que é a inadimplência e o que isso acarreta a seus jogadores, Ricardo assumiu a dívida do Kiaka e montou o Perus, contando daquele time com Pena. “Ele era o melhor do time e também o mais humilde”, comentou.
A trajetória do C. A. Perus neste festival começou com uma derrota para o Primatas na abertura no dia 18 de julho. Um 4 x 1 para os atuais campeões da Série Prata e um time um tanto perdido dentro de campo, incapaz de organizar as jogadas e concretizá-las diante de tantos jogadores habilidosos, como o já citado Pena. Naquela ocasião, viu-se praticamente dois times distintos: enquanto um jogava o primeiro tempo, tinha outro fora assistindo. No segundo, inverteram-se os papeis: quem assistiu, jogou; quem jogou, assistiu.
Entretanto, no segundo jogo do grupo, contra um Basicus de poder ofensivo praticamente nulo, o CAP praticou um grande futebol e goleou por 8 x 0. Após o pleito, R. Barath chamou a atenção para um jogador em especial: “Esse camisa 9 joga demais. É rápido, habilidoso e muito forte. Parece jogador da NBA”, apontou o manager do Basicus, que sofreu na marcação do atacante do CAP. Seu nome? Rodrigo Rosa, que marcou duas vezes contra o time de rosa.
Com o ótimo saldo conquistado, o Perus chegou à segunda colocação do seu grupo e se classificou para o mata-mata com a 6ª melhor campanha (o melhor 2º colocado). Nas quartas de final, uma ótima vitória contra outro novato, o Canhedo Beppu, por 6 x 2. Rodrigo Rosa fez mais 2 gols. Nas semifinais, enquanto a maioria assistia à partida entre SNG x Joga 13, o Perus virava para cima do campeão Primatas depois de sair perdendo por 2 x 0. Com 3 gols de Rodrigo Rosa, o CAP devolveu a derrota na primeira fase e eliminou o Primatas com o placar de 5 x 2.
Chegou a hora da final, e com ela veio uma chuva que espantou muitos dos “eliminados” da tarde. Porém, outros permaneceram entre dentro do bar vendo pelo vidro a final, como todo o time do Joga 13, e outros, do lado de fora, se apertando debaixo da curta cobertura, conversando e fazendo companhia a Renê, que chegara de um casamento para prestigiar seu time na disputa do troféu.
O Perus sai na frente, o SNG empata ainda no primeiro tempo. O Perus volta a ficar na frente, com Rodrigo Rosa marcando seu oitavo gol na competição, e a cadenciar o jogo, muitas vezes forçando o tempo a passar. No contra-ataque, 3 x 1 e praticamente jogo decidido? Não contra o SNG, guerreiro do início ao fim, jogando em cima do adversário e obrigando o goleiro Rodrigo Gimenez a trabalhar muito. Memé ainda descontou, mas parecia impossível tirar o título desse time que de fato foi campeão com mérito e muita habilidade e toque de bola.
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