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BRUNÃO COMEMORA VOLTA DA BOA FASE

Ele foi o primeiro grande fora de série a surgir no Chuteira. Depois de uma campanha ruim no Chuteira de estréia, sua segunda edição, o Roleta Russa resolveu que era hora de garimpar as peças que sabia seriam certeiras. Uma delas foi Bruno, que jogou no Litigare com Baru e Lucas, mas não o I Chuteira de Ouro. Logo Baru entrou em contato e acertou a vinda do jogador ao time para a disputa do III Chuteira. Brunão chegou e não saiu mais.


Fotos: Divulgação Roleta Russa


Para quem não conhece, Bruno é o camisa 13 do Roleta Russa, jogador diferenciado, que chuta com as duas pernas e tem privilegiada visão de jogo, tanto para colocar a bola onde quer quanto para achar os companheiros em posição para marcar gols. “Sempre fui fã do Bruno. Ele jogava muito. Fazíamos rachão de dia de semana e ele montava o time dele com os tios dele. Ficamos uns 3 meses jogando toda semana e nosso time nunca ganhava do dele. O Baru jogava conosco e sempre víamos o Bruno arrebentar”, comentou Lucas, do Acidus, sobre o jogador. “Deixei de ser fã dele quando ele se rendeu ao lado negro da Força”, brinca ele, em seguida, falando de Bruno jogar no arqui-rival acidiano.

“O Bruno é um cara que em forma é fora do comum e talvez o mais completo de todo Chuteira. Ele tem visão de jogo, chuta, e bem, com as duas pernas, tem explosão, rigor físico, sabe marcar e ainda por cima tem um relacionamento extracampo excepcional com todo o time”, comentou Baru, manager do Roleta e responsável pela “contratação” de Bruno.

Entrentanto, apesar de tantas qualidades, o bom futebol de Bruno nunca foi constante. Jogava um jogo bem, em outro apagava. Era destaque em um, no outro sumia em campo. A instabilidade foi decorrente das contusões, nunca tratadas até a total recuperação e por isso sempre incômodas. A última o fez desistir de jogar o VI Chuteira de Ouro, talvez não por acaso quando o Roleta Russa caiu para a Série Prata, tendo vencido apenas um jogo de 11 disputados.

“Depois do III Chuteira o Bruno não tinha mais conseguido manter ritmo por conta de lesões e a possibilidade de jogar por times profissionais. Pensamos que agora sim melhorou e voltou a jogar com alegria”, explicou Baru. “Pela primeira vez mudamos totalmente o uso do Brunão que sempre fazia o meio de campo. Com Salada, Caju, Bob e Cava, podemos abrir mão dele no meio campo e ter um grande matador na frente. Está dando certo”, completou, informando que Nação tem agora Bruno ao seu lado no ataque.

Na entrevista abaixo, Bruno fala do atual momento, de suas investidas na carreira de jogador de futebol profissional e, claro, do Roleta Russa.

A que você confere a boa fase?
A boa fase vem do entrosamento do time dentro e fora de campo. Também tenho corrido nos dias de semana, coisa que ajuda muito dentro de campo.

Por que você não jogou campeonato passado?
Ano passado eu estava com o tornozelo machucado ainda. Machuquei jogando um amistoso há mais de um ano e nunca fazia o tratamento direito. Sempre ficava uma ou duas semanas sem jogar e logo voltava, coisa que aconteceu até o V Chuteira. E isso só piorava a lesão, então preferi ficar uns meses parado, tratando, para melhorar em definitivo.

A saída do Kuminha de certa forma deu maior espaço e liberdade para você jogar?
Não, tanto com ou sem ele em campo eu me dava bem. Ele não era fominha e atraía a marcação, coisa que me ajudava também, pois é muito mais fácil jogar na frente com alguém do nível dele. Juntos chegamos na final do II Festival Bola na Rede, que perdemos nos pênaltis.

Como você gosta de jogar no Roleta?
Jogo tanto de costas pro gol servindo os companheiros e até mesmo indo pra cima em lances individuais, como também chego de trás batendo no gol. Vem dando certo, mas se precisar até lá atrás tento quebrar um galho.

Sempre se comenta que você pode ir ou está vendo um time para jogar profissionalmente. Quais foram suas passagens ou tentativas? Itália, Minas?
Itália era para eu ter ido em dezembro, num time da Ilha de Malta. Um empresário me viu jogando e ia me levar pra lá, saiu em jornal e tudo mais. Em Minas era no Valério Doce, que disputa o módulo 2 da primeira divisão do campeonato mineiro. Fui pra lá, fiquei uns 12 dias, mas acabou não dando certo.


Bruno em ação contra o Joga 13: recuperado de contusão e em nova função, gols voltaram a aparecer


Por que o Roleta caiu?
Eu não posso falar porque eu não acompanhei nada do último campeonato. Estava por fora mesmo. Mas é bom pro time ficar esperto, jogar com mais vontade, mais pegada, para não acontecer mais.

Ainda pensa em jogar profissional ou já “sossegou”?
Sim, estou com empresário agora, fica muito mais fácil. É melhor ganhar para jogar que pagar para jogar, né?

Então se algum time te pagasse para jogar o Chuteira você iria?
É de se pensar, quem sabe o Roleta não cobriria a oferta e ficava tudo lindo. (risos)

Qual o melhor jogador do Chuteira que você viu jogar?
Sem dúvidas, Matrix (ex-goleiro do Roleta Russa, que se aposentou por problemas no ombro no V Chuteira).

Você foi o primeiro grande craque do Chuteira, mas estranhamente nunca foi artilheiro ou MVP. Por quê?
Teve um campeonato que eu fui para a seleção. Acho que no III Chuteira. De fato, este foi o único Chuteira que eu joguei sem estar contundido e bem fisicamente... No IV eu até tentei jogar meio machucado, mas ficava limitado. Artilheiro não fui porque faltou gol mesmo. (risos)

Três jogos, duas vezes o melhor em campo, uma vez o segundo. Líder de artilharia e MVP da Prata. Definitivamente o Bruno está de volta?
Opa, sempre tentando fazer o melhor em campo.
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