Se perguntarem qual o jogador do Bengalas de maior destaque, 10 entre 10 pessoas diriam que é Ritolê. Pois essa unanimidade acaba de ser derrubada com a aparição de Luisinho Fernando (ou só Luisinho, como ele prefere ser chamado), camisa 14 do atual campeão e hoje artilheiro da atual edição do Chuteira de Ouro com 11 gols. “Ele é um jogador inteligente, diferenciado. Tem qualidade no passe, tranquilidade nas jogadas, muita garra e força de vontade”, define Bizu, capitão do time.
Aos 27 anos, Luisinho já jogou em vários clubes, tanto futsal quanto campo. Pro problemas no coração, teve de parar de jogar “pra valer”, mas conseguiu se recuperar para, como ele diz, “pelo menos bater uma bola com os amigos”. Foi assim que chegou ao Bengalas no semestre passado, por intermédio do goleiro Baki. “Quando cheguei, só conhecia ele (Baki) e o pessoal me olhou com desconfiança, mas o Bizu me deu a oportunidade de jogar e deu certo no time”, comenta ele.
Entretanto, Luisinho já é conhecido do Chuteira – inclusive levando premiação. No Chuteira passado, foi eleito o jogador revelação do torneio. Na ocasião, fez 5 gols e somou 7 estrelas na Corrida MVP. Com Ritolê em grande fase, ficava difícil para outro jogador aparecer. Porém, na atual edição, parece que as coisas se inverteram: Luisinho já tem 11 gols na artilharia e soma 8 estrelas na Corrida MVP, à frente de Ritolê em todos os aspectos.
Leia abaixo entrevista com o jogador:
A que se deve esse desempenho formidável de 11 gols em 5 jogos, ou seja, 40% dos gols anotados pelo Bengalas no campeonato?
Costumo brincar com meus amigos que sexta-feira à noite em casa é certeza de bom jogo no sábado. (risos) Foi só isso que fiz. Ah, e deixei também de atender as ligações às sextas de madrugada do Bizu. (risos)
Você surgiu no Bengalas semestre passado e ganhou o prêmio de revelação. A ambição agora é maior – artilharia e MVP?
Olha, eu busco sempre o melhor para mim. Há 4 anos tive que encerrar, precocemente, minha carreira devido a problemas cardíacos. De lá para cá, fiz de tudo para conseguir me recuperar e voltar a pelo menos bater uma bola de fim de semana com os amigos. Consegui não só me recuperar e bater bola com os amigos, como também voltar a disputar um campeonato competitivo como o Chuteira. Para mim, esse é o meu maior prêmio. Ganhar o prêmio de revelação no semestre passado foi muito importante, mas ter sido campeão foi muito mais. Se nesse campeonato tiver a oportunidade de ser artilheiro e MVP, será muito bom também, mas se tiver que trocar isso pelo bicampeonato, eu troco.
Qual o segredo do Bengalas campeão e invicto nesta edição?
União. A gente se cobra, se xinga dentro da quadra, mas o que acontece ali dentro fica ali dentro. Nosso time consegue aliar força e técnica, e eu acho que isso é o diferencial.
Por que veste o número 14? Superstição, sobrou ela pra você?
Hahahahaha... Quando eu tinha 12 anos, fui jogar futsal na GM (General Motors) e me deram esse número. A partir do momento que eu vesti esse número senti uma vibração diferente e com ele ganhei diversos títulos no futsal. No primeiro semeste o Bizu me deu a camisa 8 e, mesmo tendo feito um bom campeonato, eu pedi que me desse a 14 agora. Ele aceitou o meu pedido e parece que está me dando sorte novamente.
Quais você considera os concorrentes mais próximos ao MVP?
Olha, vou começar pelo Bengalas. Acho que o Ritolê (novamente), Vini e o Luiz Eric estão muito bem, mas não posso deixar de fora o Fernando, que é um excelente jogador. Não aparece muito, mas é de extrema importância e que eu gosto muito de jogar ao lado. Dos outros times, infelizmente eu não os conheço por nome, mas vou tentar lembrar o número e o time. Vamos lá: nº 7 do Fúria (Thiago Motta); nº 4 do Joga 13 (Rodrigo), muito bom zagueiro; Robinho do Acidus, muito rápido; meu amigo Tejeda do SNG; e outros que não me recordo agora. Vai ser bem disputado... Eu só queria fazer uma menção ao Tché do Bengalas que vocês estão conhecendo agora, pois se juntou a nós nesse semestre. Vocês irão escutar bastante o nome dele. Além de meu amigo pessoal, é um baita jogador.
Vini Costa (5 gols), Ritolê (6 gols) e Luisinho (11 gols). Os 3 juntos marcaram mais gols do que 15 dos outros 17 times inteiros do Chuteira de Ouro. É possível parar esse trio matador?
Hahahahahhaha... Não sabia desses números. Bom, os três que você citou têm chances de se tornar MVP. Como pará-los? Não sei, só sei que esse trio é do Bengalas, então os outros times que se preocupem.
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