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BEER POINT RUMO AO GOL 100

Algo inédito está para acontecer no Chuteira: um time chegar a 100 gols. No caso, é o Beer Point, e são 100 gols sofridos. Em 7 partidas até o momento, o Beer Point tem 98 gols sofridos. Em duas ocasiões, a goleada tomada chegou a 20 gols – diante do Roleta Russa, de 20 a 0, e na última rodada contra o Treinadores do Braz, em que a equipe fez sua melhor apresentação e perdeu de 21 a 6.

Os números negativos da equipe são justificados por diversas razões, detectadas desde a primeira rodada, quando perderam do Bacana por 5 a 0. Uma delas é claramente a falta de jogadores. Com 15 jogadores inscritos, são sempre os mesmo 6 que comparecem a todos os jogos em vários jogos eles foram os únicos em campo), enquanto os demais desapareceram. Com estes foi-se também o goleiro, deixando a meta da equipe sem um goleiro de ofício em 6 dos 7 jogos disputados. Sem reservas, jogar com um a menos e sem goleiro é praticamente sinônimo de goleada num torneio de alto nível como o Chuteira.

Mesmo sofrendo goleadas que deixam a equipe com a incrível média de exatos 14 gols sofridos por partida, todos os jogadores que comparecem não deixam de jogar bola e dar o máximo em campo. Bertonni, Paulo, Eduardo, Weverton, João Paulo, Paulo Estevão e o contratado Yuri, suspenso na última rodada, e Anderson, ausente, estão de parabéns pelo que fazem dentro de campo. Contra o Treinadores do Braz foi a maior prova disso: buscaram o gol, sofreram muitos gols, mas não deram um pontapé ou iniciaram briga. Assim como em todos os jogos. O único cartão azul da equipe, para Yuri, foi aplicado, segundos os próprios adversários na ocasião, o MSM, injustamente. Aliás, o Beer Point é o segundo time mais disciplinado do torneio – só perde para o SNG – e é sério candidato a equipe mais fair play da competição.

A falta de jogadores em campo pesa demais também na parte ofensiva da equipe, que não tem condições de atacar com vários e os mesmo voltar toda hora para defender. Com isso, a média de gols a favor é baixa. Foram 13 gols em 7 jogos, menos de dois gols por partida. Contra o Treinadores a equipe mostrou que com um banco mínimo e goleiro, menos gols teria tomado e mais gols teria marcado, o que colocaria a equipe em um possível pé de igualdade para encarar diversos times.

Um time se faz com organização, planejamento e principalmente comprometimento. O Beer Point não teve de fato nenhum deles para este V Chuteira, mas especialmente o compromisso de quem confirma presença e sem mais deixa de comparecer. Assim não há time que agüente.
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