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BASICUS TRAZ CLÉBÃO DE TÉCNICO E PENSA ALTO

Mais uma vez o Chuteira de Prata vai parar o PlayBall diante de um clássico da série de acesso à Série Ouro. Na quadra 10, às 15h30, ocorre um dos confrontos mais esperados desse Chuteira: Roleta Russa Olímpico x Basicus.

Mesmo com poucos jogos em seu histórico – apenas uma partida oficial pelo Chuteira – é um confronto marcado pelo equilíbrio. No jogo citado, vitória do Roletinha. Nas duas partidas entre Chuteiras, vitória Roleta em julho, na festa de aniversário do time, e vitória suada em amistoso do Basicus na casa do adversário.

E o Basicus chega para este jogo com motivação extra e muita empolgação após a virada sobre o Camelo na última rodada. Aliás, não só os 3 pontos conquistados mas também a presença de seu mais novo membro no comando técnico, Clebão, jogador e manager do Fora de Série, no banco de reservas, que estreou na ocasião. “O Clebão é uma boa surpresa para o Basicus, uma figura no mundo do Chuteira e sempre teve uma relação muito forte comigo, desde os primeiros campeonatos. O carinho só aumentou, além do respeito”, confessa R. Barath.

E logo de cara o novo técnico, atuação em alta no Chuteira, trouxe sorte à equipe, como o próprio relata. “Perguntei para o Rodrigo (Barath, manager do time) se ele queria tentar virar pra 3 x 2 jogando o time para a frente, e ao mesmo tempo expondo a equipe para um possível terceiro gol do Camelo, ou se insistiríamos no jogo mais cauteloso e tentaríamos o empate. Paramos o jogo, arrumamos o posicionamento de cada um e o Basicus conseguiu a vitória no finzinho. Mérito de todo o grupo que vibrou e acreditou do começo ao fim”, vibra o novo comandante revelando o que deve ser a tônica daqui pra frente – um trabalho em parceria com Rodrigo Barath.

Barath é um dos mais satisfeitos com a chegada de Cléber ao time e conta como se deu a “contratação”. “Após o jogo contra o Locomotiva, Clebão me ligou e se ofereceu para treinar o Basicus. Na hora falei que seria ótimo, mas que antes eu seguiria procedimentos, respeitando todos os jogadores do time. Chegamos ao consenso e votamos que seria uma boa testar ter um técnico”, informa ele. “Ele foi muito bem recebido e já deu sorte para o nosso time, que venceu mostrando que pode chegar mais longe nesse campeonato”, completa.

A bola relação entre ambos está clara na reunião entre eles na noite de ontem para acertr detalhes para o jogo de amanhã. Afinal, será a primeira vez que Barath não estará com seu exército rosa em campo por uma partida do Chuteira de Prata. “O comando do time dentro de campo ficará nas mãos do Clebão mais rápido do que imaginávamos, já que contra o Roleta Russa Olímpico não estarei presente, pois estarei torcendo para o Basicus lá de Araçatuba (casamento de um ex-Basicus, o Rodrigo Imperatore). A relação fora de campo, entre eu e Clebão, será a mais clara possível, para que possamos fazer um bom trabalho, dentro e fora das 4 linhas”, avisa Barath.

Já o Roleta Russa Olímpico, que ainda não pontuou na competição, anda mal das pernas. Vindo de uma goleada inesquecível diante do Locomotiva Tarja Preta (6 x 0), a equipe sabe que se quiser reagir tem de ser agora. “É uma boa chance para dar a volta por cima. Mas não podemos entrar achando que vai ser um jogo fácil, porque com certeza vai ser um jogo muito disputado”, revela o atacante João.

Ainda sobre a chance de se recuperar na tabela, Billy Joe, um dos fundadores e zagueirão da equipe, comenta: “É de fato a chance de termos a primeira vitória no campeonato e entrar para a disputa de uma das vagas do mata-mata, porém o jogo não vai ser fácil. Temos que aproveitar essa chance e começar a engrenar o quanto antes.”

Se de um lado a fase não é boa, do outro as coisas não poderiam estar melhores. O Basicus vive dentro do mundo Chuteira seu melhor momento desde sua fundação e, pela primeira vez, tem chances reais de classificar para uma segunda fase de campeonato. Tiago Starck, autor do gol de pênalti contra o Camelo, analisa esse momento especial vivido por seu time: “O Basicus está com um grupo muito unido e fechado, o que é fundamental para um time. Isso somado a raça e vontade, e a contratação de ótimos jogadores, como o Eduardo, por exemplo, dá pra acreditar em classificação”.

Falando do confronto diante dos Roletas, Starck prega que o Roletinha não está morto, mas acredita que seja a hora de vencer para se distanciar ainda mais. “Qualquer vitória, contra quem quer que seja, aumenta as nossas chances e diminuem as chances de quem perdeu. O fato do Roletinha ter ido mal nos primeiros jogos faz a partida ser mais perigosa ainda, pois vão vir babando pra cima de nós. Espero que se recuperem, mas somente a partir da quinta rodada. (risos)”, acredita o pivô do time rosa.

Outro que pensa mais ou menos da mesma maneira é Clebão. Embora o adversário venha de goleada e não tenha nenhum ponto somado, o novo técnico do time não vê a chance de eliminar um adversário direto. “Temos que pensar passo a passo, jogo a jogo. Vai ser assim contra o Olímpico também, fazendo o simples. Já sobre a chance de eliminar o time deles, não vejo dessa forma. Independente do resultado desse sábado, nós e eles, teremos ainda doze pontos pra disputar. Na Prata há um equilíbrio de forças, assim como acontece na Ouro”, revela.

Para finalizar, o zagueiro Billy Joe, homem de confiança do técnico Baru dentro do Roleta, diz não saber o real motivo de sua equipe estar realizando uma campanha muito aquém do esperado – lembrando que no I Chuteira de Prata o Roleta Olímpico surpreendeu muita gente e chegou a brigar por uma vaga na Ouro. Ele já avisa como o time deve entrar em campo nos cinco jogos restantes. “Daqui pra frente temos que encarar todos os jogos como se fossem finais de campeonato! Sinceramente, acho que é uma questão de fase, mas mesmo perdendo, nunca vamos desanimar”, conclui o velho ex-menino da água do Roletão.
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