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BASICUS SOFRE DESMANCHE APÓS QUEDA

Quem viu a última partida do Basicus no VI Chuteira de Ouro e a euforia dos seus jogadores não poderia pensar que na seqüência viria um desmanche quase completo da equipe. De fato, a alegria do empate conquistado contra o Roleta Russa (e a derrubada do adversário junto com o time para a Prata) de nada serviu para motivar os jogadores a continuar a jogar pelo time quando se tem diante de si o Chuteira de Prata. A rigor, a saída de 8 jogadores nada tem a ver com a queda para a Série Prata – a maioria já tinha planos de sair do time que não conseguiu ainda vencer em sua história no Chuteira.

“O Basicus não ganhou ainda. Tem muita gente que quer ganhar e prefere tentar em outro lugar. Respeito isso, mas tudo seria melhor se todos pensassem realmente no coletivo, como time. No Basicus isso não existiu, infelizmente, mas ainda penso que vamos amadurecer, incluo a mim nisso”, explicou R. Barath, capitão e manager da equipe rosa e cinza.

A maior razão, apontada por Harada e Saulo, parece ser a falta de comprometimento de alguns jogadores, que acabavam por estragar o ambiente e o jogo do time, que perdeu 10 dos 11 jogos disputados (e um empate na rodada final). “O time não rendeu o esperado, muitos jogadores não tiveram compromisso e muitas vezes faltou vontade de alguns”, resumiu Saulo.

Surgiram boatos, em dezembro, que o Basicus tinha morrido. Diversos jogadores começaram a negociar com outros times sem ao menos dar uma satisfação para a diretoria da equipe ou se posicionar a respeito. Caso notório foi o de Cavalera, que saiu do Acidus para o Basicus no meio do ano passado e, ao acabar sua participação na competição, negociou com o Roleta Russa e já jogava com o novo time em dezembro antes mesmo da final do Chuteira. Detalhe: R. Barath não sabia de nada e achava que Cavalera era jogador do Basicus.

Quando questionado se o Basicus tinha acabado, R. Barath foi categórico em sua resposta: “O Basicus está passando por uma reformulação, com diversos ingredientes, entre eles traição, covardia, esperança, raça... Parece até uma novela”. Suas palavras refletem um certo desânimo em razão de não saber com quem contar para a nova temporada. “É um mistério, pois ainda tem jogadores que não responderam ou eu nem sei se foram para outros times. Só ouço boatos. Aproveito para agradecer o Saulo, o Paulinho, o Publius e o Du pela rapidez em responder para o Basicus. É certo que esses não jogam mais no time rosa, já pediram transferência”, adiantou ele.

Paulinho e Publius estão finalizando a montagem de uma nova equipe – o Locomotiva Tarja Preta, velho sonho de Publius e do qual ele fala há mais de ano. O respaldo de Paulinho, que conheceu no Basicus, possibilitou a ele formar o seu próprio time e o Locomotiva é presença garantida no Chuteira de Prata.

Os outros dois citados por Barath que saíram já se arranjaram: o zagueiro Saulo, que jogou já em dezembro com o Fora de Série alguns amistosos, é reforço certo do time de Clebão, Rica e cia. O Fora de Série ainda negocia com Du Formiga e pode fechar nos próximos dias, deixando o Acidus para trás, pois também o time amarelo-limão tem interesse no jogador.

O goleiro Goku tem proposta do Locomotiva de Publius, mas pode estar prestes a fechar com um time de ponta do Chuteira de Ouro, pois sua intenção é jogar a Série Ouro, o que já o coloca fora do Basicus. A eles juntam-se à debandada Fernando e Leo, que não devem mais jogar o Chuteira. Além disso, o co-manager Harada afirmou que pretende deixar o Basicus e procurar novos ares. Com isso, o rol de jogadores do Basicus ficou um tanto reduzido. Além do capitão R. Barath, permanecem o zagueiro Ladeira e os atacantes Love e Imperatore, este ainda lesionado da competição anterior.

Com a folga de fim de ano, a diretoria iniciou nesta semana a busca por reforços para o Chuteira de Prata. Diversos nomes foram cogitados e podem aparecer no Basicus em breve, mas de certo mesmo Barath não abre o jogo. “Prefiro guardar segredo sobre novas contratações. Só posso adiantar que um membro do MSM já está praticamente acertado (fiquei feliz), só precisamos ver as condições, além de um jornalista que vai jogar conosco. Estou esperando também a confirmação de um zagueiro argentino”, falou ele. “O mercado do Chuteira está sempre movimentado – vide a transferência do Pedrinho – e mesmo que não lembremos de alguém, acaba acontecendo algo bom, uma boa contratação, mas é preciso correr atrás também”, completou ele.

Começar praticamente do zero, eis a tarefa de Barath e do Basicus para 2009. Com tantas desistências, seria normal pensar em desistir e “desencanar”. “Já pensei em parar de jogar e também em procurar outro time, mas acredito nas coisas e sei que é possível reverter, sou positivo”, confessou ele. “Se quisermos chegar em algum lugar, é preciso dedicação, muita. Sou teimoso, ou persistente, como preferir. Fora isso, tem um monte de gente que me enche de esperanças, pessoas positivas também. Fico agradecido por ter pessoas assim ao meu lado”, finalizou Barath.
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