Diferente, sem nenhuma dúvida essa palavra define um pouco o que é o time do Basicus. A começar por sua camisa, um chamativo rosa com preto. Embora seja parecida com a da equipe italiana do Palermo, o maior destaque para a cor rosa não é nada comum de se ver nos gramados brasileiros. Mas o Basicus não é comum. Por mais que tenha sofrido duras derrotas ao longo de sua existência de pouco mais de um ano e meio e apenas conquistado uma única vitória em jogos oficiais, no confronto diante do Xoro Paro pelo I Chuteira de Prata, o Basicus não desiste.
Provavelmente o grande responsável por essa força de vontade, por essa luta pela sobrevivência, atende pelo nome de Rodrigo Barath, seu manager e capitão. Como qualquer pessoa, Barath erra, mas também acerta. Porém, seja nas horas adversas, como algumas das goleadas sofridas no último torneio, seja nas horas mágicas, como na vitória contra o Xoro Paro e na derrota para o É Verdadeee, Rodrigo sempre esteve presente para se emocionar e confortar seus comandados.
Para Barath, o Basicus é um time em formação e que sofre pelo histórico. Seu maior desafio – e o do time como um todo? Motivação. Acompanhe abaixo entrevista com o dono da camisa 19 do Basicus, na qual ele fala principalmente sobre... motivação, seu tema favorito, revela que com a base mantida do último semestre e com alguns reforços a equipe rosa virá melhor para a disputa do II Chuteira de Prata, sem esquecer também dar uma provocadinha em seu mais novo desafeto, Denys do Bucets.

Barath: luta pela sobrevivência do Basicus exige motivação sempre
Como está a linha de frente da equipe para o próximo Chuteira de Prata? Quem chegou e quem saiu do time?
A base é a mesma do semestre passado, tivemos poucas mudanças no time. Hoje iniciamos a maioria dos jogos com: Emílio no gol; Ladeira e Bolas na zaga; Renan e Bruno Costa no meio; e a dupla de ataque formada por Starck (ex-Locomotiva Tarja Preta) e Harada.
Os que saíram: Martins, Rodrigo Imperatore e Daniel Fischer, que resolveu montar seu próprio time, com o irmão, Denão, também ex-atacante do Basicus. Thiago Starck, como já citei, veio do Locomotiva. Yuri, meu ex-companheiro de Acidus, sim, aquele “pequeno” zagueiro, está conosco! Bruninho foi e voltou, e teve mais um que retornou, Rodrigo Love, após temporada no Forza Leone. Temos uma novidade no meio, contratado neste feriado, o Eduardo. Além do goleiro Cesar, ex-Assurra, que também volta aos gramados.
Como você explica o fato da equipe ter ido tão mal no campeonato?
O Basicus tem uma breve história no Chuteira, com jogos marcantes, e ainda, com desempenho muito abaixo do esperado, se considerarmos os times montados até hoje. O fato do Basicus ter ido mal no campeonato pode ter relação com uma série de fatores, que considero justificativas, pois sei que o Basicus pode ir longe. Aliás, como se manter motivado a ganhar depois de tudo que passamos? Acho que isso é o mais importante e o que deve ser destacado. Sobre o passado, aprendemos com os erros e temos que colocar uma coisa na cabeça: sem disciplina não ganharemos nada.
Tendo em vista a rivalidade já criada com algumas equipes - caso de Roletinha, Locomotiva e Bucets -, o que você espera desses confrontos que na primeira fase do Chuteira de Prata? O que os adversários podem esperar de sua equipe?
Como citei acima: disciplina tática e o desejo de ganhar sempre, sem desistir, doação em quadra. Importante: não existe “a” rivalidade, isso é o desejo de todos, principalmente do Denys do Bucets – Ó, Denys, citei você! –, que, na minha opinião, é obcecado por provocar os adversários. Sobre jogar com o Roletinha, será a terceira vez. Lógico que tem ingredientes especiais, ainda mais porque perdemos as duas vezes e, quanto ao Locomotiva, acho que existe um pouco daquela hipocrisia entre times de amigos, respeito Lucas, Publius, Paulinho e cia., mas eles são grandinhos e sabem se cuidar. Enquanto estivermos na fase de classificação, amigos ficam para a cerveja. Sem dúvida Basicus e Bucets é esperado, pelos inúmeros caracteres postados no site, mas, gosto do Tom, só preciso levar silver tape para o Denys.
Você aponta algum ponto falho dentro de sua equipe?
Lógico que não.
O que falta ao Basicus para ser um time vencedor?
Botar na cabeça que precisamos ser um time, e ser time é mais do que ter bolas e garrafão de água, é preciso acreditar em algo e aplicar, mesmo que aos poucos, jogo após jogo. Estou animado, estamos todos procurando falar a mesma língua e estamos nos respeitando. Motivação, Motivação!
Quais suas expectativas para o Chuteira de Prata? Dessa vez o Basicus sobe?
Do jeito que as coisas já aconteceram para o Basicus, não vou ficar escrevendo que sim, o professor falou, sim, temos de pensar positivo e é lógico que sobe. Quem está no Basicus sabe que o buraco é bem mais embaixo e que precisamos ter pés no chão, subir degrau por degrau. Primeiro degrau, ganhar dois jogos, depois te conto mais.
Algum comentário para finalizar?
Procuro mudar todos os dias, para ser melhor, para ter um time melhor, mais motivado e feliz. Sinto isso no time que temos hoje, muita participação e espírito de equipe. Sei que ainda estamos longe do ideal e que posso parecer chato e exigente demais, ou não. Desejo muita força para todos que estão envolvidos com o Chuteira. Quero deixar um forte abraço para um cara que eu atormento demais, que é o Renê, para mim, o The King, e desejar boa volta aos gramados.
Aos lesionados e os novos papais, tudo de bom. Ao Basicus, muita determinação e vontade de ganhar, pois conquistar as coisas boas leva muito tempo e o tempo não é amigo na hora que sucumbimos. Portanto, aos nossos jogadores, paciência e garra, desde o começo.
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