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BASICUS CRESCE E IMPÕE RESPEITO AOS ADVERSÁRIOS

A equipe rosácea de Barath é uma das mais queridas do universo Chuteira, seja pelo carisma de seu presidente, seja pela simpatia por um time que teve um início turbulento em 2008 no Chuteira de Ouro, tendo passado duas edições sem conquistar uma vitória sequer (recorde até hoje).

Pois bem, o time saco de pancadas em 2008, que caiu para a Série Prata quando da sua criação (no segundo semestre de 2008, quando foi jogado o VI Chuteira de Ouro, o Basicus foi rebaixado junto com Roleta Russa, Tosco e Atlético Osasquense), é um outro time em 2010, mais maduro, crescido, enfim, mais forte e respeitado. Afinal, na atual disputa, foram 4 jogos, sendo 2 vitórias, um empate e uma derrota para o líder do grupo, o favorito Fora de Série.

“Estamos felizes e bem mais organizados. Temos um técnico também que nos ajuda demais. O Basicus evolui gradualmente, sabemos que está evoluindo e esse grupo acredita nisso. Hoje posso dizer que estamos mais próximos do que qualquer outro Basicus que já formamos”, aponta Barath.

Da época da fundação do time, em janeiro de 2008, apenas Barath e Harada permanecem. Nesses pouco mais de dois anos de vida, muitos jogadores – na casa das dezenas – já vestiram a camisa rosa, e muitos deles sem o comprometimento, crença e vontade de fazer o time dar certo. Mesmo com isso, Barath não tem mágoa de quem veio e não ficou. “Não me preocupo se alguns jogadores queiram sair. É natural, todos querem ganhar e estão lá para lutar por algo. Todos têm o direito de pensar, falar e tentar a vida em outro time, buscar felicidade, paz no espírito. Se estiverem felizes no Basicus, é isso que importa, mas têm que mostrar trabalho”, discorre Barath. “O time não vinha dando certo, mas hoje é bem diferente. tenho orgulho de ver o que estou vendo hoje”, completa, mostrando toda sua satisfação com a equipe.

As coisas começaram a mudar em meados do ano passado, após a chegada de jogadores mais de grupo e menos individualistas. Mais que isso: foi formado um grupo unido que acreditava no time. Um deles é Alessandro, ou Puff, como é chamado por todos. Convocado por Starck neste ano, agregou ao Basicus um adjetivo até então pouco destinado ao time – o de guerreiro.

“Não gosto de jogar por jogar, talvez por isso algo aparece dentro de mim e faça isso, não sei (risos). Sempre joguei bola e passei por muitos momentos ruins. Acho que isso fez com que aumentasse o tal espírito guerreiro. Além disso, sempre fui um jogador beeem abaixo da estatura normal, assim, ou eu era guerreiro ou eu tomava porrada. Tive que parar de tomar porrada pro bem da saúde (risos)”, explica Puff, artilheiro do time na competição, com 4 gols anotados, para em seguida completar com outra teoria sobre seu espírito guerreiro: “Mas, no fundo, acho que é o prazer em assistir futebol argentino”.

Tal espírito ficou comprovado na virada heróica diante do Só Capim Canela, quando perdendo chegou ao empate mas se viu atrás no placar faltando 5 minutos para o fim do jogo. O time não se abateu, foi para cima e marcou os dois gols que precisava.

Porém, a cartada definitiva para essa mudança de patamar do Basicus se deu após o empate em 4 x 4 entre Basicus e Locomotiva Tarja Preta no semestre passado, quando os rosas seguraram a locomotiva na base da raça e vontade diante da pressão e domínio exercido pelo adversário. Clebão, que viu a partida de fora, entrou para a vida do time após esse jogo. E, em conversa com Barath, se ofereceu para ficar no banco comandando o time no lugar do presidente, jogador, motivador e também técnico. “Vi o jogo e percebi que o que aconteceu em quadra era reflexo da organização do lado de fora. Percebi que o Rodrigo poderia ser um jogador importante dentro de quadra também e não só como um faz-tudo se alguém assumisse essa função”, explica Clebão.

E assim Clebão assumiu. Logo quando chegou no comando, seu primeiro trabalho foi colocar cada jogador em sua devida posição, dando ao time uma melhor organização tática. A decisão de quem entra e quem sai do jogo passou a ser dele, e assim o time começou a revezar menos (coisa que a questão afetiva de Barath com todos impedia de acontecer) e a se entrosar mais.

“Tive uma recepção muito boa. Sentia que faltava sincronia entre todo mundo nas trocas, postura em quadra, em o que cada um podia fazer. É bom ter jogadores que podem jogar em qualquer lugar do campo, mas cada um tem que ter uma posição e improvisar só em último caso. Todo mundo queria na maior boa vontade fazer de tudo pro time engrenar e conseguir as vitórias que nunca vinham. Tudo era voluntarioso, mas nunca era funcional”, explica Clebão.

Pois foi assim que o Basicus engrenou no fim do ano passado e tem, em 2010, não só o melhor início de temporada como a melhor campanha de sua história. “A fase é continuação do semestre passado, ou seja, evolução que não vai acabar. Esse é o objetivo. Estamos de olho no futuro pensando no futuro, olhamos o próximo jogo pensando no próximo semestre”, adianta Barath, colocando que a Série Ouro é sempre uma meta. “Subir? Oras, quem não quer subir?”
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