Ele começou com o Roleta Russa na segunda edição do Chuteira. Animou-se e criou o Roletinha quando veio a Série Prata. Agora, quando todos pensavam que ele pararia, eis que ele surge na Série Bronze com o já lendário Roleta Russa Clássico.
Em quadra ele corre, grita, orienta, gesticula e se joga para tomar a bola do adversário, quando necessário. Fora das quatro linhas, ele comanda o time, contrata jogadores, dá carona, preocupa-se com os uniformes, carrega água, faz festa de fim de ano... Quem está no universo Chuteira há algum tempo já chegou à conclusão que a única pessoa capaz de acumular tantas tarefas é o homem-forte do Roleta Russa: Baru. Quem não o conhece, ou só apenas ouviu falar deste apaixonado pelo que faz, não sabe do que ele é capaz: tem um time na Série Ouro, possui outro na Prata, e, quando todos menos imaginavam, eis que ele emerge com outro time, na Série Bronze.
"Quem me chama de louco está correto, sim, pois nem eu sei como aguento tudo isso. Se me dedicasse tanto assim na minha vida profissional, estaria rico
(risos)", relata Baru. Ele nunca escondeu de ninguém sua paixão pelo Roleta. E não somente pelo fato de arcar com os ônus de três equipes. Baru realiza confraternização de fim de ano para eleger os destaques da família Roleta. Não para por aí: recentemente, ele subiu ao altar para dizer sim à esposa. Na sequência, com a festa do seu casório, os convidados tiveram uma grata e surpreendente visão: os bonequinhos do casal que enfeitaram o bolo eram compostos por sua mulher em trajes normais, e ele, caracterizado com o uniforme da equipe.

Casamento a três: Baru, esposa e Roleta
O jogador/técnico/manager/presidente externa sua paixão: "Meu amor pelo Roleta é incondicional". Porém, ele é realista com as adversidades. "Há momentos em que fraquejo, pois quem comanda uma equipe sabe o quanto nos decepcionamos com algumas pessoas", lamenta. E foi somente o amor pelo Roleta o responsável pela criação de uma terceira equipe para ingressar no Chuteira de Ouro. Tudo começou em 2009, em uma das festas de confraternização do Roleta. Baru lançou a ideia de reunir os “jogadores clássicos”, aqueles que já atuaram ao lado dele no passado a fim de formar um time. Mas, como ele próprio relata, a proposta "foi pura farra". Contudo, em outubro de 2010, a brincadeira recrudesceu e ganhou corpo. "Foram o Rick e o Bob que levantaram o tema novamente. Eu nem lembrava mais", revela.
Assim, o que começou como uma simples brincadeira tornou-se realidade. Agora, o Roleta volta literalmente às origens e se prepara para o II Chuteira de Bronze. "As equipes sofrem metamorfoses absurdas ao longo dos semestres. A mudança ocorre pela busca insana por melhorar, deixando muitas vezes amigos nossos de lado. O Roleta Clássico põe na ativa jogadores pouco aproveitados ou que se afastaram por lesões e estão voltando".
O desfile de jogadores conhecidos é intenso. Além de Baru, Ranalli, Rick e Bob, que deixaram o Roletão, formam a espinha dorsal da equipe. O veterano Batata, fundador do time ao lado de Baru, assumiu o comando técnico. Outros que renascem das cinzas são Piraju, Giu, Nick e Phil, além do jovem Rachid, realocado do Roletinha. Essa formação tem um único objetivo, de acordo com Baru: "Queremos jogar entre amigos, criar um bom clima. Mesmo que pra isso não consigamos vitórias. Quero ver na prática".

3 times, 4 uniformes, um mascote Cacholeta, caronas, carregamento de água, orientação dentro e fora do banco: haja paciência e disposição para tanto
Baru é aficionado pelo que faz, e também, precavido. Já preparou um esquema para não acumular tantas funções ao mesmo tempo. Agora, cada time do Roleta tem sua própria diretoria. Baru continua como o manda-chuva, atuando em parceria com as três diretorias. "Espero que funcione, senão, eu me f*
(risos)", deseja ele.
Paralelamente ao Clássico, os comandantes do Roleta têm mais duas equipes para cuidarem. O Roleta Russa, por enquanto, manteve Guaraná, Gegê, Fernando, Preto, Salada, Bruno e Alemão no elenco, e estão testando outros jogadores para a Ouro. Já o Roleta Russa Olímpico manteve o mesmo plantel da surpreendente campanha do IV Chuteira de Prata, no qual chegaram à semifinal
(foram eliminados pelo Arouca Jrs.). O único que não estará mais atuando na zaga é o próprio Baru. Mas os dirigentes foram rápidos e já anunciaram Manente, ex-Elefantes Indomáveis, que, segundo o poderoso chefão Roleta, “é um reforço de peso”.

Baru vai desfilar agora sua elegância no terceiro time Roleta
Indiretamente, a criação do Clássico é baseada no NGM, de acordo com o próprio Baru. Porém, ele rechaça uma briga ponto a ponto entre as duas equipes caso venham a cair num mesmo grupo: “Brigar cabeça a cabeça? Acho que não. Jogamos o Troféu SP agora em janeiro, e o Clássico já conseguiu uma vitória em jogo oficial. Já é um começo! Mas o confronto direto Clássico x NGM será o duelo do século!”, explica entre risos. E, independentemente do futebol, Baru aposta no bom humor como arma rumo ao título da Bronze já nesta edição: “Seremos campeões! E vamos golear Irado´s, NGM, Atlético da Vila e Basicus! Os demais, vitórias simples! Pode escrever!”.
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