Apesar do capitão, manager e zagueiro Marcelão negar que o time vice-campeão do VII Chuteira de Ouro está em crise, é fato que as coisas não andam nada bem para o time vinho de Luisinho, Rômulo, Vitinho e o matador Yanes. Depois de três rodadas no atual torneio, o time ainda não venceu e soma apenas um ponto, sendo vice-lanterna do Grupo B.
“Estamos em alerta, mas recuperaremos a velha forma e incomodaremos os adversários”, avisa Marcelão. O capitão afirma que as ausências de alguns jogadores e o baque da derrota na final do Chuteira pesaram para a má campanha do time na competição. Isso se refletiu nos momentos decisivos das duas últimas rodadas, quando sofreu gols que normalmente não costuma tomar. Foi assim diante do Roleta Russa, quando buscaram o empate em 3 x 3 e perderam no minuto final, e contra o MachuPichu, que cederam o empate em situação pior – foram 2 gols em menos de três minutos!
Para piorar, Marcelão, que de tão magro – perdeu mais de 15 quilos – já pode ser chamado de Marcelo (em breve, quem sabe, Marcelinho), sofreu uma grave contusão no ombro ao jogar basquete pela faculdade. Na verdade, houve um estiramento no ligamento do ombro, o que o impossibilita de mexer e vai obrigá-lo a passar por uma cirurgia. “A situação do meu Bacana não está nada fácil, mas o que mais está me deixando preocupado é esse meu ombro esquerdo. Sábado, dia 10 de outubro, eu opero no Hospital Alvorada. Estou com um pouco de ansiedade, mas tenho certeza que tudo dará certo e logo mais voltarei às atividades normais e ano que vem ao Chuteira”, explica ele.
Para falar sobre o atual momento, e as perspectivas do Bacana no Chuteira, o Chuteira News conversou com o capitão da equipe, que permanecerá agora do lado de fora do campo, de tipóia, comandando o time.
O que acontece com o Bacana, que ainda não venceu?
Nos dois primeiro jogos o time estava completamente perdido por dois motivos. Um deles, claro, a perda do título no semestre passado. Não conseguimos assimilar como deixamos empatar a final faltando um minuto para acabar o jogo e depois perder na prorrogação da maneira que aconteceu. Segundo motivo, com certeza foi a perda dos outros amigos que, por razões particulares, não puderam jogar esse semestre com a gente. Casos do Rato, Lele, João e principalmente o Rômulo, que não poderá ir em todos os jogos. Mas acredito na reação da equipe.
O Bacana então terá cara nova nesse torneio?
O Tiago, o Gérson e o Erich (ex-Pagalanxe) chegaram para agregar à equipe. Jogaram pouquíssimas vezes com a gente, mas sabem jogar e depois que se entrosarem legal com a equipe vão ajudar bastante o Bacana.
O Bacana sempre foi um time estável, mas nos dois últimos jogos foram três gols no finzinho do jogo que derrubaram o time. Por que isso aconteceu?
Um pouco de falta de concentração, mas o principal é que o time não está compacto entre o meio e a defesa resultando em vários espaços no campo que transformaram em gols para os adversários. A zaga e o meio são as mesmas das outras edições do Chuteira, ou seja, não podemos afirmar que são setores que não possuem qualidades, mas todos nós sabemos desse problema e vamos tentar resolver o mais rápido possível, pois perde pontos da forma como estamos perdendo não pode ocorrer.
Como você encara o jogo contra o Kadência? É uma decisão para as pretensões do time quanto a classificação?
Com certeza. Respeito muito a belíssima equipe do Kadência, que já foi campeão do Chuteira, mas se quisermos classificar nesse campeonato para a segunda fase precisamos ganhar deles de qualquer jeito ou senão brigaremos para não cair, o que para mim é uma vergonha, sendo que esse time é o atual vice-campeão.
Com você fora de combate em razão da contusão no ombro, acha que a equipe mudará a postura dentro de campo?
Muda, pois eu cobro muito mais os caras quando estou fora da quadra. Ali eu consigo enxergar melhor as coisas e realizar as substituições mais corretas. Em relação ao Marcelo jogador, não perderá muito, pois temos jogadores de muito boa qualidade no time.
Você acha que o baque de ser vice pesa mesmo depois de 2 ou 3 meses? O que isso prejudica o time neste momento?
Não deveria pesar, mas no caso do Bacana pesou. Meus amigos estavam completamente desinteressados pelo campeonato, desencanados e todas as vezes que nos víamos o assunto era sempre o mesmo – a final contra o Bengalas. Mas nesse último jogo contra o MachuPichu a postura já foi outra em relação aos dois primeiros jogos e pode ter certeza que logo logo recuperaremos a forma e brigaremos contra os grandes.
Qual o maior problema que você enxerga hoje no time?
É o meio campo muito talentoso. Acho nosso meio de campo um dos mais fortes do Chuteira, pois não depende só de um jogador, mas nesse começo de campeonato eles estão sem ritmo, defensivamente não conseguem acompanhar os adversários e estamos tomando gol em muita jogada de pivô. Ofensivamente, seguram muito a bola e muitas vezes ligam o contra-ataque adversário. Isso será resolvido em breve e pode ter certeza que jogaremos compactados novamente.
Para fechar, o Bacana está em crise?
Longe de crise, diria que o Bacana está em alerta. Pode ter certeza que recuperaremos a velha forma e incomodaremos os adversários. Quero chegar de novo em uma final, mas dessa vez quero sair vencedor.
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