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BACANA E ESTUDIANTES FAZEM JOGO DE TÉCNICA E HABILIDADE

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Raça? Vontade? Determinação? Provavelmente estes serão elementos presentes na disputa entre Bacana e Estudiantes, mas certamente os elemento principais, aqueles a decidir a partida, prometem ser a técnica e a habilidade dos jogadores em quadra.

Times caracterizados pelo bom toque de bola e menos correria desenfreada, não tem um jogador que seja o aglutinador das jogadas, como é Lele no Joga 13, por exemplo. No Bacana, mesmo com seus 19 gols, Yanes é apenas mais um integrante do setor ofensivo. É o que recebe mais bolas? Sim, mas o jogo não é centralizado nele. A preparação das jogadas faz com que a bola acabe chegando nele, que, bem posicionado, guarda seus golzinhos sempre que pode.

“São 2 times que buscam o ataque, são muito bons tecnicamente. Vai se um jogo bem jogado em que deve ganhar aquele que errar menos”, comenta Caio, capitão do Estudiantes.

No Estudiantes, todo mundo deve pensar em Caio quando se fala em habilidade e decisão. De fato, não há como não ver ele o maestro desse time que vem encantando quem o vê jogar, mas está longe de ser um time centralizado em torno dele. A vantagem do Estudiantes é justamente essa: Caio nunca joga mal. Isso, aliado à inspiração de outros jogadores, forma um time cheio de empolgação que chega naturalmente aos gols e às vitórias. Um jogo é a cabeçada de Junior que decide; em outro, como foi contra o Aurora, Rafa Lorente desequilibrou; mesmo Piero, em má fase, garantiu pontos preciosos para a equipe nos jogos iniciais e Leandro Raito, quando aparece, é o parceiro ideal de Caio no meio de campo.

Ambas as equipes não têm um grande matador, como é Renê ou Lele. O jogo ali parece ser mais coletivo e dividido, com todos fazendo gols e chegando ao ataque, tanto que os zagueiros estão sempre entre os artilheiros das últimas partidas.

Em relação aos Estudiantes, já chegaram a compará-lo com carrossel holandês, aquele time da Holanda que era muito rápido pois os jogadores se moviam e trocavam de posição com muita facilidade e propriedade. Nesse aspecto, o Estudiantes parece se inspirar, pois todos os jogadores defendem e todos atacam, todos avançam e recuam, sem distinção de ter um fixo atrás ou outro na frente. E, nesse esquema tático, Caio é o maior exemplo: ele defende, marca e ataca com a mesma eficiência e qualidade. Há quem já tenha jogado com ele que dizia: “Quando perco a bola nem me preocupo muito em marcar. O Caio sempre vai estar lá para fazer o corte e a marcação. O que impressiona mais nele é o condicionamento físico”.

“Pretendemos jogar com bom toque de bola, movimentação e conseqüentemente quem sabe lembrar um pouquinho o carrossel holandês que vocês tanto falam, pois para vencer o excelente time do Bacana vamos ter que marcar muito bem e atacar com qualidade”, comenta Caio.

No Bacana, é o toque de bola rápido no meio com investidas pelas laterais que fazem do time um dos melhores ataques da competição. Demehur, Rômulo, Luisinho e Vitinho vêm por dentro ou abertos pelas pontas, enquanto Yanes faz o centroavante isolado no meio da zaga. Junto ao apoio de Napolitano, Yuri e Márcio, os gols vão saindo e o time ganhando.
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