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Apertem os cintos, os artilheiros prometem esquentar a disputa para ver quem leva o troféu de maior goleador de sua divisão pra casa! Se os protagonistas são as equipes, que passam a se enfrentar neste sábado em duelos eliminatórios, nem por isso a briga pela ponta da tabela de artilharia esfria



O atual artilheiro da Série Ouro não perde a chance de contar seus gols e ver seu nome brilhar na posição de número 1 na página da divisão. Sim, Noal, o homem da noite, é o grande favorito a levar para casa o troféu de artilheiro da 16ª edição da Série Ouro. Para ele, terá gostinho especial se acontecer, pois na divisão de elite do Chuteira ele sempre bateu na trave e, apesar dos muitos gols, tem na estante de casa apenas um troféu de artilheiro, e este da Série Prata, jogando ainda pelo Camelo.

Chegou a hora?

Na atual disputa, Noal leva uma tremenda vantagem, pois está com 18 gols enquanto seu maior concorrente – na verdade, são dois – somam 12. Ambos são do Arouca – Dhani e Balãotelli. São 6 gols que, numa fase de mata mata, dá ampla vantagem ao camisa 99 do Mercenários, já que tradicionalmente os gols diminuem nessa fase do torneio.

“Eu abri uma boa vantagem, que poderia estar maior se o Cabeça Rachada não tivesse ido com jogador a menos contra o Arouca (goleada de 19 x 1 em favor do Arouca). Porém, acredito que posso levar o troféu sim, pois confio no Mercenários, que está com um time muito certinho e forte, e pretende ir longe nesse campeonato”, avalia o artilheiro, que já traçou um objetivo pessoal para este semestre. “A meta é fazer mais de 20 gols nessa Ouro. Fica a promessa”, diz ele, confiante.

Noal é daqueles que vivem para fazer gols. Não importa com quem ou onde jogue, o faro de balançar as redes está impregnado nele – de esquerda, de cabeça, de longe, de perto, rebote, só não tem gol de direita porque aquela nem sabe o que é degrau de ônibus
 
Outros goleadores bem posicionados na tabela que podem surpreender são Jorge Melki (10 gols), do Só Resenha, que vem numa ascensão meteórica, e Renan Pedalástico (10 gols), que parece ser especialista em gols em grandes jogos, vide contra Arouca Jrs. (3), Fiorella (2) e Fora de Série (1). Segundo o jogador, isto se deve ao fato de ele estar jogando mais tempo e ter encontrado a sua posição. “No início eu vinha jogando menos e pelas alas, talvez pelo técnico não me conhecer muito. Porém, nos últimos jogos ele pegou mais confiança em mim e achamos a melhor posição para eu jogar, que é fazendo mais o pivô. Com isso os gols começaram a sair mais”, analisa ele.

É certo que no mata mata, reconhecidamente uma espécie de torneio dentro do torneio, já que quem perder está fora, os jogos são mais pegados, de maior marcação, e tendem a ter menos gols. Assim, os times mais técnicos e com jogadores com características de habilidade individual devem receber maior atenção dos zagueiros, fazendo prevalecer o jogo coletivo. A pergunta que fica é: os artilheiros terão marcação especial? Renan, do CAV, acredita que sobre ele ainda não. “Não sou tão conhecido como outros tantos jogadores que jogam o Chuteira, ainda é só o meu primeiro ano. Talvez no próximo eles já conheçam o Pedalástico. (risos) Fora  isso, se fizerem, temos o Davi, o Edinho, o Fofão, entre outros que podem desequilibrar o jogo” , completa.

Bicampeonato em vista?

Na Série Prata, Luis Fernando fez 16 dos 37 gols marcados pelo TáLigado, parece ser insuperável. Isso porque o matador tem no currículo muitos gols nas partidas em que está presente. Das 9 que o TáLigado jogou até agora, ele participou de 7 (esteve suspenso por duas vezes) – o que lhe rende uma média de mais de 2 gols por jogo. Outros detalhes: ele marcou em todos os jogos e a única derrota da equipe – para o Camaro – foi numa dessas partidas em que ele não esteve em campo. Ou seja, Luis Fernando não viu presencialmente seu time perder. Portanto, se ele comparecer às partidas, sua equipe tem tudo para ir bem no mata mata e, assim, levar para casa outro troféu, já que ele foi o artilheiro da Bronze passada.

  
Luis Fernando, 16 gols, quer o segundo troféu de artilheiro; Dunder, 14 gols, quer estragar a festa

“Qual a importância do Messi para o Barcelona? O Luis para a gente é similar. Ele é disparado o melhor jogador do time, além de trazer muita experiência para uma equipe formada há apenas um ano”, reconhece Lukinhas, manager da equipe. Entretanto, ele não deixa de ressaltar a força do conjunto todo. “Fomos campeões no semestre passado sem ele e sem goleiro na final. Ele é a referência da equipe sim, mas há outros jogadores que também costumam marcar. Temos um grupo muito forte”, completa.
 
Um ponto que ajuda Luis Fernando é que o vice-artilheiro, Chide, do Inflação, com 15 gols, não joga mais diante da eliminação precoce de sua equipe. Ele foi responsável por nada menos que 60% dos gols do time e, caso continuasse, poderia fazer frente. Porém, há outros que querem tirar o bicampeonato do camisa 2 do atual campeão da Bronze e continuam no páreo. Dunder, do Jeremias, o artilheiro dos gols bonitos, depois que perdeu os quilos a mais está faminto por gols e espera ajudar o Jerê a voltar à Série Ouro. Ele tem 14 gols e foi responsável exatamente pela metade dos gols de sua equipe.

Quando perguntado se acompanhava a tabela de artilharia e se poderia vir a ser artilheiro, Dunder responde sem pestanejar: “Posso sim, tá ligado? (risos) Confiro sempre e dou aquela zincada também! Quem não faz isso???”, confessa ele. Para tanto, como uma andorinha não faz verão, se o time não corresponder dentro de campo ele pode já dar adeus às pretensões. “Eu ser artilheiro vai depender do desempenho do Jeremias no mata-mata. Acredito que as duas coisas caminham juntas”, pondera.

Guedes, do Império Celeste (11 gols), e Puff (10), do Basicus, correm por fora, além de Giba (Camaro), Bruninho (Condor’s) e Dinho (Bufalos), todos com 9 gols anotados na atual competição.

Rixa antiga

Pela Série Bronze, a rixa vem do semestre passado, da Série Aço, e coloca novamente frente a frente Lele (Morada Choque) e Toretta (Lodetti). O maior artilheiro da história do Chuteira está com vantagem – tem 18 gols contra 15 de seu rival – e ainda conta com o Lodetti direto nas quartas de final, o que dá a ele vantagem de fazer um jogo a mais (ou, por outro lado, de ser eliminado antes). Entretanto, o fato do campeão do Grupo A ser um dos favoritos a chegar à final pode pesar, além, como salienta o próprio Lele, o fato dele vir jogando machucado nos últimos jogos.

“A vantagem poderia ser maior, pena que me machuquei. Mas sempre jogo para ser artilheiro e MVP. Estou jogando para isso, mas o Toretta é chato demais. Ele joga muita bola e tem condições de levar o prêmio também”, pondera Lele, que não deixa de lembrar de outro forte nome para o prêmio – Bahia, do mesmo Lodetti. “Ele é um dos melhores pivôs que o Chuteira tem. Acho que fica entre nós três a artilharia”, aposta.

Com seu porte a la Kleber Gladiador, Lele faz gol atrás de gol. Físico avantajado, senso de posicionamento digno de um Romário e um jogo de corpo para girar no pivô impressionante. Mais de 200 gols nas costas, o centroavante do Morada quer mais um troféu para sua estante, e olhe que ele já tem muitos 

Toretta, que já foi artilheiro da Série Ouro pelo Jeremias (12ª edição), tem trajetória e estigma de decisivo. Sempre costuma marcar em finais e tem o faro de artilheiro, além de uma equipe que joga para frente e pode ajudar e muito a fazer a bola chegar nele com facilidade. “A confiança que meus companheiros depositam em mim me deixa confiante e com mais vontade de fazer algo por eles. E convertendo as oportunidades em gols é a melhor forma de retribur”, atesta o camisa 11.

Nessa briga particular entre os dois, dentro de campo cada um quer fazer o seu, sempre de olho no colega. Por exemplo, minutos antes do Lodetti entrar em campo para enfrentar o desfalcado Elite pela 7ª rodada, Quando Toretta soube que o adversário jogaria com dois jogadores a menos, logo comentou: “É hoje que eu encosto no Lele”. Em 20 minutos de jogo, ele fez 6 gols. Se o jogo não tivesse acabado antes, certamente teria ultrapassado o concorrente.

Ao analisar rodada a rodada, Toretta fez apenas 1 gol nas 4 primeiras partidas do time, fazendo os demais 14 na segunda metade da 1ª fase. Já com Lele foi o inverso: após os 4 primeiros jogos, ele já tinha 12 gols – média de 3 por partida; nas 5 rodadas seguintes, foram apenas 6, sendo que passou em branco na última partida da fase de classificação.

 
Da Aço para a Bronze, uma briga saudável entre Toretta e Lodetti: "Dessa vez eu chego", promete Toretta

A explicação é simples: Lele caiu de produção quando se machucou e passou a jogar com limitações físicas; Toretta passou a marcar gols quando se recuperou de uma contusão que o deixou de fora ou limitou suas ações nas rodadas iniciais. Resumindo: enquanto um machucou, o outro aproveitou e disparou; quando o outro machucou, o um encostou. “Fiquei machucado as primeiras rodadas e ele já abriu uma diferença, mas eu vou pegar. Na Aço ele levou a melhor, mas dessa vez eu chego nele”, garante Toretta.

Polarização azul e preta

Na Série Aço, a briga também está polarizada – e empatada! Os dois campeões de grupo, novatos no Chuteira, também têm os campeões de gols. Pelo Leões do Brás, o velho conhecido Lukinhas, que virou Berga mas manteve o faro aprimorado. Pelo Cacildis, a grande surpresa da divisão, um tal de Cadu, que quem olha pode pensar dele ser especialista em pegar ondas, mas na verdade sabe como poucos fazer gols. Ambos somam 21 gols até o momento, e prometem muito mais.

Por onde passou foi o homem máximo em gols, seja em Taça, Bronze ou Prata. Berga (ex-Lukinhas) é um colecionador de troféus. O atual camisa 9 do Leões do Brás já tem, em menos de 2 anos de Chuteira, 85 gols

Vamos aos números, que impressionam. Cadu entrou em quadra 8 vezes (sendo uma delas num WO do Os Mostarda que ele levou um tento para casa; agora imagina se tivesse jogado?) e balançou as redes numa média de 2,6 por jogo (tiremos o jogo do WO e o gol daquele 1 x 0: a média passa a ser de 2,85 por jogo). Um número até que nada absurdo, porém, olhe no histórico do Cacildis: de 28 gols marcados pelo time, ele fez 21, ou seja, 75% do total. Para facilitar a conta: de cada 4 gols do Cacildis, Cadu fez 3. Entretanto, o matador prefere dividir o mérito com todos da equipe. “O time está ajudando muito. O goleiro está catando muito, temos o melhor zagueiro do campeonato (Bruno), o meio e a frente também são muito bons. Várias bolas sobrando, contra ataques etc. Aí facilita a vida”, explica o matador, que joga com a camisa 8.

Mesmo assim, o fato de só o cara fazer gol no time já rendeu piadas internas. “Após uma das rodadas fizemos uma enquete no time. A pergunta era: se você estiver debaixo do gol, sem goleiro, com a bola no pé e visse o Cadu marcado por 3 jogadores, o que você faria? Não teve jeito, todo mundo escolheu tocar para ele, mais seguro!”, conta entre risos Gustavo Lunardi – camisa 10 do time e um dos  “outros” artilheiros do Cacildis, com 2 gols.

Já Berga é um caso ímpar, pois é o único jogador que foi artilheiro em todos os campeonatos do Chuteira que disputou. Taça Verão, Taça Inverno, Série Bronze, Série Prata... 4 disputas, 4 troféus (sem contar MVP) e rumando para o 5º! Isso se ele vencer a disputa com Cadu, já que, com 13 gols, Rafinha, do Primatas, parece carta fora do baralho, assim como Thalles (F.A.C.S.A.O.) e Mion (Rabisco), que têm 12 cada um. “Acho que o artilheiro vai ser quem conseguir ir mais longe com o time, pois fará mais jogos”, avalia racionalmente o camisa 9 leonino.

 
Empatados com 21 gols, Cadu e Berga farão, jogo a jogo, uma disputa particular
 
A disputa promete ser boa e, tal qual Toretta x Lele, chegar à divisão de cima em 2014. Cada um tem seu estilo de jogar e características próprias. “Me posiciono bem e tenho vontade de fazer gol. Abriu eu chuto”, resume Berga. Cadu é mais que honesto em sua auto avaliação: “Meus dois pontos fortes sempre foram a velocidade e a bola na rede. A idade, os churrascos e as cervejas me tiraram a velocidade, então tento focar no outro ponto forte”, assume.

Nessa reta final, momento de decisão, é certo que as equipes vão buscar seus portos seguros, ou seja, seus artilheiros. E eles sabem disso. Berga assume haver um peso extra nessas horas: “Pesa um pouco. Nem sempre vai dar tudo certo, mas o artilheiro, na hora do jogo difícil, na hora da decisão, tem que procurar o jogo, não pode se esconder”.
 
Sobre a disputa, Cadu dá o recado ao companheiro: “Fala pro Berga que esse ano ele vai ter que correr mais se quiser ser artilheiro”.
Comentários (5)
nov 21, 2013

Grande Cadu, valeu pela lembrança, vamos trabalhar muito por você e pelo nosso Cacildis. No que puder garantir lá embaixo das traves eu farei. Vai Cacildis.

nov 21, 2013

Parabéns Berga, você merece irmão ... e agora vamos buscar o titulo e você será artilheiro e MVP pois você é o melhor! Vai Leões

nov 21, 2013

Grande Caduzera...... na torcida pelo Cacildis e pela sua artilharia.... Vamos nessa!!!!

nov 24, 2013

Na realidade o Cadu só entrou em campo 7 vezes, e não 8 como informado na matéria, pois no jogo do CACILDIS contra o FACSAO ele não estava presente. Mas é isso aí, parabéns CADU!!! E que junto com o título venha a sua artilharia!!! VAI CACILDIS!!!!!!!!

nov 26, 2013

Noal é o que eu falo sempre jogue pelo grupo que o grupo joga por você meu artilheiro !!! Vai Mercenários !!!!